Hallowed Be Thy Name - proibido plágio
Disclaimer - Naruto não me pertence
Comentários construtivos serão respondidos - não responderei os pouco críticos positiva ou negativamente
Olá, queridos leitores de "HallowedBeThyName"! Muito bem, "guest", seja você quem for, espero que esteja lendo isso. Minha ideia não é romantizar. Está vendo "amor" em estupro? Sinistro '-'. Se tivesse esperado por mais alguns dias, você não teria feito essa crítica. Talvez se tivesse visto o final da história, poderia tomar suas decisões. Mas nem tudo na vida é o que pensamos ser.O capítulo saiu mais cedo do que eu pensei, e seu comentário me deixou mais motivada a terminar minhas responsabilidades, porque estouamandoescrever isto e o que vem a seguir. Se o final tivesse sido no capítulo passado e eles estivessem se casando, namorando, noivando ou formando uma família, poderia me apedrejar o quanto quisesse, porque estaria errada.E se háalguém mais que pense assim, fico lisonjeada. Isso demonstra que meu objetivo de deixar a minhaescrita mais intensa está quase sendo alcançado. Se divirtam.
"Aqui?" Ele esfrega as costas com um sabão de baunilha. Sem resposta, ele acaricia a nuca e enche a mão de espuma de novo e repete o processo. Ela pronuncia algo e solta leves e pequenos gemidos representando o relaxamento da pele.
Sakura leva sua cabeça para trás, respirando e fechando os olhos. Nunca se sentiu tão leve na vida. Porém, quando arqueia em direção a ele, sente que sua cabeça toca os ombros masculinos. Ela abre os olhos rapidamente e a pele estremece, praguejando por ela ser descuidada. Sasuke sorri.
Num movimento, ele a puxa novamente, fazendo as costas baterem no peito dele.
"Melhor?" ele pergunta. Nenhuma das perguntas que ele fez obtivieram resposta, mas dessa vez, ela balança a cabeça em sinal positivo.
Era quase impossível não dizer que ela se sentia segura. Porque isso era tão visível quanto a luz do sol, o mar, ou qualquer coisa imensa e importante. Nada ali podia deixá-la mais tensa, assim como nada podia relaxá-la. Sasuke foi o único a manter uma estabilidade em sua vida, mesmo com todos os problemas que ele tem deixado na vida dela. Havia uma conexão. Uma coisa imaginária que criava laços nos corações de ambos e os levavam para as mesma situações, medos e angústias. Nem se conheciam, mas tinham fome por milhares de coisas em comum.
Todos os dois desejavam o amor.
Sakura aprendeu a conviver com a dor da perda com dezoito anos. Nunca mais pôde sentir falta de algo como sentia de seus pais. Eram o elo que a ligava. E deixar isso desaparecer foi, no mínimo, intenso. Sasuke sempre teve problemas com a família. Sua mãe o abandonou quando tinha treze anos, voltando a dar notícias quando ele tinha vinte. Ele teve de morar com uma tia, porque seu pai havia se entregado a depressão, e passou a visitar psicólogos. Quando ficou mais velho, a empresa que estava nas mãos do pai passou para Itachi, que nunca deixou o irmão morrer de fome. Ambos se protegiam. Ambos sentiam falta dos pais.
Mikoto então, passou a escrever durante meses, contando o que aconteceu. Fugaku não a respeitava e decidiu que iria embora, pedindo para que ele cuidasse bem dos filhos. Ele não aceitou e adoeceu.
Cada um permanecia em silêncio, abaixo do chuveiro, desviando o rosto quando sentia falta de ar. Ele a prendia com as duas mãos, segurava o corpo frágil como se não houvesse nada mais de importante. Isso a deixava com medo, mas ela não se permitiu gastar um tempo precisoso de segurança pensando nas piores coisas.
"Hora de sair." Ela disse, quebrando o abraço. Dormiram por horas e acordaram cedo. Ele assentiu, fechando o chuveiro e pegando duas toalhas. Entregou uma nas dela e saiu, deixando ela se secar no banheiro.
Passou alguns minutos olhando para si mesma no banheiro que ela julgava ser lindo. Olhou para as olheiras, os lábios, os braços... Estava nervosa. Quando voltou ao quarto dele, não o viu ali. Não viu mais as cartas na gaveta. Estava sozinha.
Era hora de mudar o jogo, era hora de aprender a vencer.
Sakura trocou de roupa rapidamente e foi até a cozinha. Karin estava fazendo algo que cheirava até bem. Ela abriu um sorriso e pôs um copo com um líquido amarelo perto de Sakura. Abacaxi. Mal ela sabia o que tinha acontecido.
"Eu tinha esquecido uma presilha minha no seu quarto. Quando voltei você não estava mais lá." Karin comentou e Sakura paralisou por alguns nanosegundos. Puxando uma cadeira, a ruiva sorridente ficou perto dela. "Fico feliz que tenha feito isso, mesmo que seja um tanto perigoso para alguém como você." O que diabos ela sabe?
"Ah..." Sakura balbuciou. Tinha alguns ovos na grande mesa da cozinha. E uvas.
"Obito que me contou. Sabe, ele não é do tipo que conversa muito e que está de bom humor, mas ele me disse que você tinha saído para falar com ele. Sobre o que vocês conversaram?" Ela estava com os olhos brilhando. Tinha esperanças de que ela pudesse sair de lá o mais rápido possível.
"Nada demais." Ela mentiu. E era, tecnicamente, verdade. Sasuke não disse muitas coisas até acordarem. Não era muito boa com mentiras, então evitou olhar Karin nos olhos e se concentrar na comida. Se ela ouviu aquilo de Obito, não tinha chances de ela se quer pensar que era mentira.
"Um... Ok. Não se preocupe, ele não faria nada de mal com você. Eu não deixaria." Até quando ela iria me proteger?
"Karin..." Ela sentou na cadeira que estava, depois de pegar o que queria comer. "Você conhece uma mulher chamada Mikoto?"
Agora, olhando nos olhos, preferiu ter ficado de boca fechada.
(…)
"Finalmente, loira. Eu gostaria que você estivesse lá, mas..." Suigetsu sorria. Ino o fuzilou com os olhos e entrou em mais uma porta. Não estava ali.
Já faziam meia-hora desde que ela estava naquele corredor e nada de Sakura. Ino estava começando a ficar cansada de procurar. Ficou livre durante algumas horas naquela noite, depois que ligou para o pai pedindo dinheiro, dizendo que sua amiga tinha morrido. Ninguém nunca iria dizer que era mentira, já que os pais dela não iriam sair do conforto do exterior para dar assistência a filha. Eles não eram os pais perfeitos, mas nunca deixaram nada faltar na vida de Ino.
"Onde ela dorme?" ela perguntou, baixinho. Ele deu de ombros. Não fazia questão de descobrir.
Ela resmungou algo e logo encontrou a cozinha. Ela estava conversando com alguém. Ino suspirou de alívio e alegria. Tinha encontrado a única pessoa que esteve com ela durante tanto tempo de sua vida.
"Sakura?" Então o susto. Tinha ouvido essa voz há algum tempo atrás. Muito tempo. Mas não iria deixar de reconhecer a melhor amiga. Virou-se. Karin observou Sakura correr até ela, abraçando a loira com muita força. Chegamos até aqui e estamos bem. Obrigada, Deus.
Não. Deus não tem nada a vercom isso.
"Ino! Você está bem?" Ela disse. A amiga assentiu, fechando os olhos e respirando rapidamente.
"Eu pensei que você estivesse morta... Eu realmente achei que tinham feito algo." Sakura ponderou aquela palavras profundas. Ela também pensou. Mas estava tudo bem, por enquanto.
Após enxugarem as lágrimas, e checarem se cada uma estava inteira, Karin soube mais sobre a amizade que circula, durante alguns anos, as duas. Tinham milhares de motivos para irem embora, mas não iria ser agora. As duas não poderiam dormir em um quarto jutas, porque não seria muito bom que Sakura saísse de onde estava. Mesmo assim, Karin ofereceu o quarto onde dormia para Ino e ela aceitou. Depois de passarem horas juntas, se separaram. A garota tinha de saber o porquê de ter recebido ajuda de um homem que ela nem conhecia. O que Obito está pensando?
Andando pelos corredores, antes do almoço, Sakura procurava, similar a última vez, uma pessoa. Não era Sasuke. Obito aparece, na porta do que ela julgava ser um escritório, já que ele passava a maior parte do tempo ali e os quartos, tirando os de Karin, Sasuke e Sakura eram no andar acima. Karinme deu informações que eu jamais pensei em precisar...
"Oi?" Ela sorriu. Tente ser educada.
"Olá. Posso ajudá-la?" Era uma brincadeira. Ele estava rindo do jeito dela.
"Eu quero perguntar algo." Ela disse. Esperou que ele tivesse uma reação. Algo do tipo "pergunte". Nada. "Porque me ajudou? Você sabia muito bem onde eu estava ontem à noite, não sabia? Ele, por acaso..." Ela parou. Não havia motivos para alguém perguntar a ele e Obito mentir. Se ele não faria um favor para ela, ele faria por...
Sasuke.
"Entendo." Sakura sussurrou. O silêncio dele a deu as respostas que precisava. Sasuke havia pedido por silêncio. Não queria que ninguém soubesse. Por quê?
"Boa sorte com ele." Obito disse antes de entrar no cômodo. Ele parecia estar pensando sobre como aquilo é complicado. Ninguém pode tirar isso dele.
Ela vê a porta se fechando na sua frente. Aquilo foi rápido. Talvez, em seu interior, ela já soubesse tudo. Aquela história só se tornava um problema para ela constantemente, porque ela nunca conseguia saber o que fazer. Nada mais fazia sentido.
"Itachi? O quê? Merda..." Ela escutou. Era Sasuke, aparentemente, conversando com alguém. Ou no telefone, já que ela escutou os estilhaços de algo eletrônico ser jogado no chão. E passos. O quarto seguinte era magnético. Ela não pôde evitar seus pés seguirem. E quando chegou mais perto da porta, tocou nela levemente, desejando abrí-la e saber o que acontecia naquele momento. Uma expressão de surpresa.
Até que a porta abre.
E Sasuke, com a testa cheia de linhas de expressão aparece, olhando para ela. Aquele rosto raivoso fica na memória de Sakura. Paralisada, não dá um passo sequer.
Ele solta a respiração. Um passo era o que os separava. Ele diminuiu o espaço a quase nada. E com um pequeno beijo nos lábios macios, ele diz:
"Bom dia." E com a ponta do dedo indicador, acaricia onde beijou. Logo após, fecha a porta e se vai. Como o ar nos pulmões dela.
(…)
"Quanto tempo a mais você acha que ela vai ficar sem ligar de novo?" Itachi pergunta. Nunca tinha ficado tão preocupado quanto estava naquela hora. Não era qualquer pessoa; era sua mãe.
"Ela nem consegue cumprir o que prometeu. Só está fazendo isso porque é o que ela gosta de fazer: brincar." Sasuke respondeu, irritado. Apesar disso, estava inquieto. Os dedos tocavam a mesa repetidamente, em uma sequência rítmica e musicada. Tinha algumas coisas que não pareciam estar ocupando seu devido espaço e isso deixava o humor de Sasuke algo muito maleável e inquietante. Ele ouvia a voz angustiante do irmão e, após um breve adeus, tenta se concentrar em não deixá-la entrar em sua vida. De novo.
Sai do jardim e esquece o celular no banco. Nele, havia uma notificação. Uma nova mensagem. Mikoto. Ouve o zumbido vibratório e procura o aparelho. Lê o que está escrito e bufa.
"Eu vou estar ai. Você não pode me evitar para sempre, Sasuke. Eu tomei minha decisão. Eu amo você e seu irmão igualmente. Só mais uma semana. Uma semana."
Suponho que a história esteja no fim... Nunca pensei exatamente o que deveria fazer com o enredo, mas as ideias sempre estiveram meio vagas. Devo publicar cerca de quatro capítulos ainda, mas não prometo nada. Estou ansiosa pelo final. Cabeças irão rolar...
Respondendo review...
Strikis: Ino não era minha prioridade, mas sempre que posso, tento dar um jeito de encaixá-la. Foi por causa dela que tudo começou, então... Sim, os parágrafos foram bons, na minha opinião, talvez porque eu estivesse com mais inspiração para fazê-los. Seu apoio é magnífico.
