"InuYasha" não me pertence, é uma obra criada pela fantástica Rumiko Takahashi.
AVISO: No decorrer da fanfiction haverá cenas de hentai e ecchi.
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CAPÍTULO #6
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- A gente tem mesmo que ir?
- Temos Kagome, o Miuga falou com agente pelo telefone do Miroku. Ele disse, explicitamente, que éramos para nós quatro comparecermos nessa festa havaiana.
Suspirei.
- Droga. Certo. Às 19 horas, não é mesmo?
- Sim. O Inuyasha está aí? O Miroku quer falar com ele. Na verdade ele está cutucando o meu ombro desde que eu peguei nesse telefone... Sai!
- Está tomando banho. Fomos dar uma volta na praia hoje e ele foi tirar a maresia.
Ouvi a voz fina de Sango repetir o que eu tinha acabado de dizer para Miroku e, em seguida, um risinho abafado masculino.
- Do que Miroku está rindo? Dá pra ouvi-lo daqui, sabia?
- Vá à festa, se não vai dar problema para todos nós. Principalmente para mim e para o Miroku! Você sabe como o Miuga é, ele vai colocar toda a culpa na gente, dizendo que a gente não avisou vocês e blá, blá, blá. Aliás, por que ele só liga para você Miroku?
- Certo. Acalme-se. Como é para ir vestido?
- Esporte fino.
- OK. - fui repassando mentalmente quais roupas eu tinha colocado na mala de viagem.
- Vou começar a me arrumar, se não eu me atraso...
- Espera!
- Não precisa gritar, fala.
- A gente se encontra lá ou aqui mesmo?
- Lá. Tchau.
- Tch... – e ela já tinha desligado.
- Isso foi bem mal educado, sabia Sango?
Falei sozinha para o telefone preto em minha orelha.
Desliguei o telefone, finalmente, pensativa.
- Ei, pirralha. Algum problema? - ouvi uma voz masculina curiosa perto do meu ouvido.
- AIMEUDEUS!
Pulei de susto, caindo da cama, direto de bunda no chão, na mesma velocidade, e ao mesmo tempo, que me virava na direção da voz, que estava atrás de mim.
Foi quase um belo passo de dança mal sucedido, se não fosse o telefone caindo no chão, meu grito, metade dos travesseiros caírem junto comigo, o lençol da cama ser arrastado (quase rasgado) em minha direção e eu despencando junto com a mesa do telefone no meio do quarto.
Quase.
- INUYASHA! VOCÊ QUER ME MATAR DO CORAÇÃO, SEU IDIOTA? – berrei, tentando escalar a cama com a mão enquanto olhava na direção dele.
- O QUE? É você que quer me deixar surdo, pirralha! – ele falou, levantando-se e levantando, também, a voz enquanto tirava o joelho de cima da cama e cruzava os braços.
- Desculpe. – falei mais calma, apanhando o telefone do chão e jogando-o na cama.
– Mas a culpa foi toda sua! – rosnei.
Ele me olhou irritado.
- Minha culpa? Não sou eu quem fica preso num mundo paralelo, fedelha! Não é minha culpa!
Fechei a cara pra ele.
Ele estava certo.
...
EU ODEIO QUANDO ELE ESTÁ CERTO!
Ele me sorriu vitorioso, como se entendesse o que eu estava pensando. Revirei os olhos.
E foi quando revirei os olhos que me dei conta que Inuyasha estava SÓ de toalha...
Santo Deus, como a temperatura do quarto subiu de repente!
- Está suando, bruxa. – ele falou displicente enquanto passava outra toalha nos cabelos pratas.
- Cale a boca.
Falei, levantando-me e passando por ele em movimentos quase mecânicos.
- E vá vestir alguma coisa...
- Por quê? – ele me interrompeu, sorrindo malicioso. Corei.
- Se você não me interrompesse eu poderia ter explicado mais cedo.
- Fique a vontade.
Parecia até que ele sabia que eu não estava nada confortável com ele ali, só de toalha. Corei mais ainda.
- Temos uma festa hoje, seu idiota. – Quase gritei essa frase enquanto a velocidade dos meus pés aumentava para sair mais rápido daquele quarto e me refugiar em paz no banheiro.
- Vista algum traje esporte fino. É às 19 horas, na piscina no hotel. – Dessa vez gritei. Estava dentro do banheiro, sã e salva.
Palhaço, idiota, arrogante, imbecil, egocêntrico, lindo, gostoso.
PÁRA KEGOME!
PÁRA!
Banho frio. Preciso de um banho frio. Urgentemente.
Melhor eu lavar meu biquíni. Amanhã vamos à praia de novo...
Deus do céu, que água maravilhosa.
É impressionante como eu relaxo enquanto estou tomando banho. E aproveitando aquela sensação boa de pureza e calma e fui cantando, de vagar e num volume baixo, a música que iria cantar no filme. Terminou que com o fim do banho eu tinha recuperado a calma que eu perdi quando caí daquela cama.
Certo, agora cadê minha roupa mesmo?
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Não.
Posso.
Acreditar.
- INUYASHA!
- O que é? Se for alguma coisa diferente de que você está desistindo desse filme, não precisa falar.
CADÊ MESMO A MERDA DA CALMA QUE ESTAVA AQUI?
- INUYASHA, SEU PSICOPATA, MINHA ROUPA ESTÁ EM CIMA DA CAMA?
...
- INUYASHA, É SÉRIO!
- Se eu disser que não, ainda corre o risco de você sair só de toalha pra vir pegá-las?
- O QUE? – rosnei – Inuyasha. Saia desse quarto agora mesmo. – Falei ameaçadora para a porta, imaginando aquele idiota de cabelos brancos do outro lado dela.
- Por que, bruxa? – ele falou com um tom de riso.
Visualizei a porcaria daquele sorriso malicioso e irônico no rosto dele.
Meu sangue subiu.
- Inuyasha, você não precisa fazer isso pra tentar ver alguma mulher só de toalha.
- E quem disse que eu quero te ver só de toalha?
KAGOME MANTENHA A CALMA!
- OLHA AQUI, SEU IDIOTA...
- Pirralha... Sua toalha também ficou aqui. – Ele riu.
- O QUE? – gritei desesperada. Tão desesperada que até a voz saiu mais fina.
CADÊ? CADÊ? CADÊ?
Eu estava olhando freneticamente por todo o banheiro, suplicando aos céus que fosse mentira dele.
- É mentira, sua idiota.
- GRAÇAS A DEUS! Agora, saia. - dei de garra na toalha que estava em cima da pia.
- Não. Estou muito bem deitado e assistindo televisão. Saia você.
- ...
Kagome, ele quer te ver de toalha.
Se ele SAIU só de toalha, ele te provocou e ele não quer sair do quarto... Você tem mais é que dar o troco.
Isso mesmo. Dar o troco.
Pensando desse jeito, envolvi a toalha em meu corpo, deixei os cabelos úmidos caírem por meus ombros e preferi não colocar a parte de cima do biquíni também.
Se ele quer guerra, terá.
- Oi, Kagome! Está viva? – o ouvi gritando do outro lado. Abri a porta de vagar.
- Estou viva sim, estúpido.
Ele olhou pra mim e sorriu de canto de boca, levantando levemente uma das sobrancelhas pra cima. Meu coração acelerou. Parecia exatamente que ele notou minha resposta a provocação dele.
OK. MAS QUEM MAIS NÃO NOTARIA? SÓ UM ESTÚPIDO NÃO NOTARIA.
Tudo bem, eu não sou virgem. Mas é muito ESTRANHO ficar seminua na frente de uma pessoa. Principalmente se ela for INUYASHA deitado na cama de CASAL de um hotel cinco estrelas, no HAWAII, de jeans, camisa social preta e um blazer por cima, e ainda com o cabelo num perfeito bagunçado sexy.
Oh, Deus...
Aonde eu fui me meter? Aonde?
- E sem roupas, deu pra perceber. – ele continuou me olhando. Despindo-me apenas com os olhos.
- Você poderia ter evitado a cena se tivesse saído do quarto.
- Você poderia ter evitado a cena se não tivesse ficado nervosa só porque me viu de toalha. – ele se levantou me olhando intensamente.
- Eu não fiquei nervosa – ele abriu mais o sorriso – só porque vi um peitoral nu, Inuyasha.
A cada palavra que eu falava ele se aproximava cada vez mais.
- Tem certeza?
Ele já estava na minha frente; eu estava encurralada novamente na parede, já que os dois braços dele estavam ao meu redor com as mãos encostadas na parede.
ESTOU NERVOSA AGORA, SEU IDIOTA!
- Absoluta. – controlei a voz e o pensamento. – Agora, deixe-me pegar minhas roupas se não o máximo que eu vou conseguir aqui é pegar um resfriado.
Falei me mexendo, tentando sair daquela posição, pois o rosto dele estava se aproximando do meu bem devagar. E aqueles malditos olhos não paravam de me olhar.
Os braços dele estavam fixos e imóveis como duas pedras.
Ele desviou o rosto do meu e foi na direção lateral da minha cabeça, se dirigindo ao ouvido lentamente.
- E o que você quer conseguir aqui, Kagome? – ele falou baixo em meu ouvido.
Parei, corando violentamente e apertando o braço dele com minha mão.
Eu podia sentir a respiração dele no meu ouvido, aquela voz máscula que ecoava na minha cabeça, o calor emanado pelo seu corpo, o cheiro de menta do cabelo dele...
Eu podia sentir a boca dele tão próxima ao meu ouvido que fechei os olhos com força enquanto cada respiração que ele dava próximo ao meu ouvido eu me arrepiava.
- Eu...
- Por que você não me diz o que você quer?
Ele falou, encostando dessa vez o rosto em minha cabeça, fazendo questão de continuar mantendo a respiração pela boca.
- Quem sabe eu possa te ajudar... – continuou falando maciamente em meu ouvido com a voz rouca.
Eu estava tonta, com os olhos fechados, pernas bambas, apertando o braço dele inconscientemente enquanto sentida cada palavra e respiração me acertar em cheio, fazendo arrepios subirem por minhas costas e nuca.
- Pare com isso, Inuyasha.
Minha voz saiu fraca, apenas como um sussurro que só ele poderia ter escutado se o quarto estivesse lotado. Provavelmente foi meu inconsciente que falou por mim. Não tenho certeza. Naquele momento eu não tinha mais certeza de nada.
- Por que não me diz, Kagome?
Maldição, quando ele falou meu nome perto do meu ouvido eu acho que desmaiei por falta do oxigênio.
- Pare...
- E se eu não quiser?
Ele falou calmo, rouco. Mordendo em seguida o lóbulo da minha orelha, fazendo minhas mãos ir parar em seu peito, segurando as pontas do seu blazer preto e meu corpo se curvar inconscientemente e levemente na direção do corpo dele, colando nossos corpos. Mordi a boca com força, ainda com os olhos fechados.
- Eu terei que te obrigar a se afastar de mim. – falei em outro fio de voz.
- Igual está fazendo agora?
Senti o rosto dele se mexer, abri os olhos antes que ele pudesse vê-los fechado. Ele se pôs na minha frente novamente. Eu ainda segurava seu blazer e nossos corpos ainda estavam juntos.
- Não precisa.
Ele sorriu e olhou para as minhas mãos de modo irônico e malicioso. Soltei imediatamente e fechei a cara.
- Já achei seu ponto fraco. Só ainda não descobri o que você quer.
- Minhas roupas. – já não estava olhando mais pra ele, procurando a droga da roupa na mala. – Agora, se me der licença... – Ele já tinha me soltado e estava voltando para a cama.
- Vê se não esquece mais nada.
MALDITO!
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Desculpa a demora, gente. A faculdade está uma coisa de louco...
Então, então gostando do andamento da fic, por enquanto? Espero que sim. Se tiverem ideias legais, podem falar, ok? Tentarei encaixar dentro da história sem problemas.
Obrigada pelas reviews, de verdade.
kallyne higurashi taisho: que bom que a fic te surpreendeu, fico feliz em ler isso. Isso já aconteceu tantas vezes comigo que... meu Deus. Haha!
marcellacvlcnt: o beijinho vai rolar no próximo capítulo, Mamma. Aguenta aí. Terão logo dois. Huhuhu! :x
yaruichan: Fics de "amor e ódio" são as melhores, na minha opinião. AMO ler fic assim. Hahaha! Obrigada pela review super fofa. *-*
