Nota: Olá, vou começar agradecendo a Chibi-Onigiri pela felicitação. Pois é 21 aninhos. Weee *-*'
Agradeço também é quem comentou o ultimo capítulo, a quem vem comentando, a quem acompanha, favorita a história e os novos leitores, vocês são demais e agradeço também a minha mãe... E #sqn qq
Enfim, como vocês tem andado? Bem, espero eu.
Ressurgi das cinzas com algo fresco e mara
Diferente dos outros capítulos não estaremos centrados em um assunto só, nesse nós vamos ver as engrenagens rolando. É isso ai.
Uma boa leitura a todos. ;*
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Dormindo com o Inimigo
Por Fleur D'Hiver
O Desespero
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Naruto abriu os olhos por alguns instantes, como da primeira vez tudo parecia turvo e desfocado, tinha noção apenas da claridade exagerada do aposento. Voltou a fecha-los, ainda estava grogue demais para raciocinar direito. Quando voltou a abri-los as paredes excessivamente brancas ainda o incomodavam, no entanto, dessa vez, essa não foi a única coisa que teve noção, já podia vislumbrar melhor as formas do aposento. Virou a cabeça minimamente para ver uma figura morena arrumando algo no que parecia ser o banheiro.
Voltou a fechar os olhos, já tinha consciência do que tudo aquilo significava e não queria enfermeiras o espetando outra vez. Quando acordou pela terceira vez, pode ouvir claramente o som de uma respiração se alterando e pode ver com mais nitidez do que todas as vezes anteriores. Era Hinata quem se agitava ao lado dele, Naruto segurou o braço dela, sem força, isso foi bom não tinha se mexido vez alguma e era reconfortante se sentir no controle de seu corpo outra vez. Ela poderia facilmente se desvencilhar do agarre, mas não o fez, apenas o fitou apreensiva.
— Por favor — a voz dele saiu rouca e arrastada —, não os chame. — os lábios estavam ressecados, a garganta seca. —, me ajude a sair daqui.
Hinata ficou ainda mais atônita, desvencilhou-se do aperto dele e foi até o banheiro, enchendo um copo com água, mas parou com o copo cheio, suas mãos estavam trêmulas, seu coração aos saltos. Respirou fundo e viu pelo espelho da pia o reflexo de Naruto, pálido e abatido, um fantasma do que um dia tinha sido o seu Naruto, destemido e enérgico. Mas diferentemente de muitos ele não tinha se tornado o que era agora por uma fatalidade da vida, ou pelas suas próprias escolhas, foi forçado a isso, levado ao seu atual estado. E esse fato doía tanto.
Hinata analisou seu próprio reflexo, tão pálido quanto o dele. Fitou o copo em suas mãos, tinha uma decisão muito importante a tomar, se virou e voltou ao leito para dar a água a Naruto. Não sabia se isso era permitido, Naruto não comia nada há semanas, mas não podia deixa-lo do jeito que estava, ela própria não aguentava mais vê-lo naquela situação. Ajudou-o a sorver todo o líquido e por fim acariciou os cabelos espetados.
— Eu vou ajuda-lo. — Naruto respirou aliviado e um fraco sorriso brotou em seus lábios. — Mas por ora, vou ter que chama-los para darem outra dose do remédio — o sorriso vacilou e ele quase tremeu perante a perspectiva de ter que voltar a ser dopado. — É algo muito em cima da hora, para não nos pegarem, fita-lo daqui precisa ser muito bem planejado. — Ela juntou as mãos dele as suas. — Mas eu garanto para você que essa vai ser a última vez. Que quando acordar de novo será fora daqui. — os olhos de Hinata brilhavam intensamente e um sorriso terno e delicado brincava em seus lábios. Ela estava linda e, principalmente, Naruto sabia que podia contar com ela para tudo.
— Tudo bem, mas não demore muito, por favor...
— Feche os olhos. Vou dizer à enfermeira que você teve apenas um lampejo para ela lhe aplicar uma dosagem mais baixa. — sussurrou, levantando e correndo até a porta, parou sobre o batente, fitando Naruto que também a encarava. Segurou a porta, não sabia se aquele plano daria certo e o que seria dela depois dele, mas tinha uma única certeza em sua vida e por ela faria qualquer coisa. — Obrigada, por confia em mim, Naruto. Garanto que eu farei tudo que estiver ao meu alcance para ajudá-lo no que for preciso. — Com as bochechas coradas ela saiu do quarto, cheia de convicção, a procura de uma enfermeira.
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O silêncio no ambiente era sepulcral, ela estava absurdamente desconfortável e não queria fazer isso, não queria mesmo. Sentia-se uma traíra de certa forma, mas tinha plena convicção que Sasuke ainda a agradeceria por isso, era pelo bem deles que estava ali.
— O senhor entende? Já foram três tentativas de fuga e desde a primeira ela está solta dentro da cela. Eu não sei o que está pensando em fazer ou em como pretende usa-la, mas eu vejo isso como um risco desnecessário. Podíamos simplesmente nos livrar dela. — Tobi soltou um barulhinho que ela não soube dizer se era apenas a respiração por baixo da máscara ou uma risada
— Sasuke tem conhecimento dessas tentativas dela? — Karin engoliu em seco.
— Tem sim, eu e Suigetsu contamos a ele. — ela sentiu a tensão, não queria que isso pesasse em Sasuke de forma alguma, só queria se livrar daquela praga — Mas não é culpa dele, quero dizer, não tem como ele ser culpado do que ela fez. Por que não nos livramos dela? Não tem um plano a parte? Não tem outra forma de atrair o idiota loiro lá?
— Tem sim, mas com ela por perto as chances são melhores. Vou falar com Sasuke. — Tobi começou a se afastar indo em direção a porta e Karin se agitou
— Não, não é isso... — Tobi parou, a fitando com atenção.
— Não? Achei que a reclamação fosse por ele não tomar uma atitude com relação a garota. Ou tem algo a mais? — Karin mordeu o lábio inferior com força, negando com a cabeça. Tobi saiu do aposento e Suigetsu entrou assim que o viu virar o corredor.
— Você sempre perde as melhores oportunidades de ficar calada. — ela se sobressaltou e fechou a cara na mesma hora, sua paciência para gracinhas estava no limite.
— E você é um inútil. O que te custava ter matado aquela garota enquanto ela tentava fugir? Mas não, o grande matador deu só um banho e a deixou caída no chão. Palmas, Suigetsu, você só mostra a cada dia todo o seu poder — passou por ele saindo do aposento espumando de raiva.
— Mas o que ela fez a você?
— Ela existe! Foi isso o que ela fez a mim e a toda humanidade. — esbravejou, tentando conter sua irá enquanto caminhava, ele vinha logo atrás dela — Eu quero aquela garota morta e a quilômetros daqui, porque só assim o Sasuke vai voltar ao normal e ser só meu. — Suigetsu preferiu não contraria-la, Karin estava louca. Pois todos sabiam que com Sakura, ou sem Sakura, Sasuke nunca seria dela.
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Durante alguns dias ela não mostrou resistência a nada, permaneceu deitada em seu canto, coberta pela manta em farrapos que lhe tinha sido dada. Nada fez, nem ao menos resistia mais quando as noites Karin surgia para aplicar a droga. Fingia ter aceito sua atual situação e não mais resistir. No entanto toda a passividade era apenas uma fachada, por dentro ela queimava e maquinava furiosa, arquitetando desesperadamente uma forma de fugir dali.
Ela tinha tentado fugir logo após ser trancada pelos dois estranhos. Juugo e Suigetsu a jogaram na cela e só. Sakura tinha imaginado que por não serem responsáveis por ela, não a prenderam em correntes, mas logo mais alguém viria fazê-lo. Ninguém veio. E no dia seguinte, desesperada, ela tentou de novo e assim seguiram os seus dias.
Todas as manhãs a mesma cena se repetia: ela apanhava, ela se machucava, ela era arrastada de volta à cela. Então ela mudava de tática, invertia os horários, escondia-se, tentava arranjar uma maneira de embosca-los. Ela fazia o possível e o impossível. Mas os guardas já esperavam pelo comportamento arisco e depois de um tempo dois iam vigia-la, um entrava o outro ficava de guarda a porta.
Todas as suas ideias tinham se exaurido, ela já não tinha mais o que fazer, não tinha mais formas de engana-los, não conseguia pensar em nenhuma artimanha sem chakra para passar por aqueles homens, mas não desistiria, isso nunca. Arranjaria uma brecha, um deslize e então sairia sem olhar para trás.
E foi exatamente isso o que ocorreu em um horário que ela acreditava ser à noite, porque os tuneis se tornavam menos movimentados. Depois da sua "soltura", Karin a levava todo fim de noite para se banhar, sempre ficavam dois guardas a porta e a sala de banhos escura só tinha uma única saída. No entanto naquele dia ela notou uma passagem nova, uma abertura que nunca tinha notado.
Hesitou antes de correr em direção a passagem. Era estranho que aquilo tivesse surgido do nada, poderia ser um teste, um genjutsu, mas não se importava, qualquer oportunidade que aparecesse ela agarraria. Quanto tempo teria até notarem que seu banho estava demorando demais? Uns vinte minutos com sorte, tentou controlar sua respiração e se embrenhou no vão escuro, o coração aos saltos.
Todo o percurso foi feito sem uma viva alma aparecer em seu caminho. Um corredor direto que desembocava em uma câmara com quatro tuneis. Sakura escolheu o primeiro à direita e se manteve indo para a direita em todas as outras opções que surgiram, até sentir uma brisa gelada. Seu olho encheu de lágrima e o oxigênio ficou preso em seus pulmões. Era uma corrente de ar, ela estava sentindo uma corrente.
Não, não podia ser real.
Ela parou por alguns segundos pensando se aquilo não era mesmo uma ilusão. Tinha sido fácil demais, simples demais. Fitou o túnel escuro as suas costas e tentou não pensar nisso. Tinha feito uma escolha na sala de banhos, cairia feliz, fracassaria no teste que eles estavam passando se isso pudesse significar um ponto de esperança no horizonte.
Continuou o seu caminho e quando avistou a saída, seus joelhos fraquejaram e ela quase caiu. Correu sedenta, sem pensar em se camuflar. Parou a entrada do esconderijo, no topo de uma montanha, vendo o Sol nascer, seus olhos doeram pela claridade ofuscante, mas nada disso importava, sorriu abrindo os braços. Estava livre. Livre.
Deu um, dois, três passos e antes que começasse a correr mãos frias seguraram os seus braços, a puxando de volta para a escuridão, com um estalido a passagem foi fechada bem diante de seus olhos. Sakura se debateu, tentando se soltar, mas era inútil.
— Onde você pensa que vai? — a voz de Sasuke ecoou em seu ouvido e Sakura sentiu um balde de água fria cair sobre si, era um teste, ele a testou. Por que? — Eu só queria ver até onde essa sua bravura sem fundamento ia. Parece que você não tem noção do perigo que corre, não é mesmo? Realmente achou que seria fácil assim?
Ela parou de se debater sem nada a dizer, sem protesto, Sasuke voltou com Sakura bem presa em seu agarre. O silêncio reinava entre eles, quando saíram da sala de banho ninguém a aguardava. Não havia mais dúvidas de que ele tinha armado tudo, mas de qualquer forma tinha uma saída na sala de banhos, isso era um fato.
A cela foi aberta e ela entrou sem protestos, Sasuke veio logo atrás. Mas ela continuava a ignorar a presença dele. Ele a observava intensamente com tanto descontentamento que era quase palpável. O comportamento dubio de Sasuke continuava a intriga-la. Não se importava e se importava, esperava algo dela e não esperava nada. Queria que ele fosse um cretino apenas, seria mais fácil e menos confuso.
— Então... — o tom dele soou amedrontador. — Quem começa?
— Não tenho nada a dizer a você. — não se encolheu perante o olhar intimidador que ele mantinha.
— O que passa na sua cabeça? O que acha que está fazendo tentando fugir? Não vê que isso não te leva a nada a não ser incomodar quem não deve.
— É você a pessoa que eu não devo incomodar? — questionou, com os braços cruzados em frente o corpo, a expressão de Sasuke tencionou, mas ele logo assumiu sua postura corriqueira.
— Não. Não sou eu. Mas poderia tentar por mim — ela quase riu ao ouvir aquilo, foi assombroso demais. — Eu a soltei, dei o mínimo de espaço em sua atual situação.
— Você quer um: Obrigada?
— Eu quero que você pare de tentar fugir!
— Sinto lhe informar, mas isso não vai acontecer! — bradou Sakura, andando de um lado para o outro, os olhos cravados nele. — O que você espera? Que eu fique aqui bonitinha sentada enquanto vocês estão maquinando uma forma de pegar o Naruto e me usar para isso? Isso não vai acontecer, eu não vou parar! E se por alguma razão incomodar o seu "mestre" vai levar a minha morte eu prefiro estar morta a ser usada para atrair Naruto.
— Ele importa tanto assim? — ela parou de andar, fitando-o com atenção.
— Importa, importa bem mais do que você imagina. E se você está tão interessado assim em minha segurança, então me ajuda a fugir — ele deu uma risada balançando a cabeça, mas Sakura caminhou até ele —, vem comigo, vamos juntos voltar a Konoha. Eu digo que você me ajudou, vai ficar tudo bem...
— Patético. Absurdo.
— Não acho. Se você está fazendo tanto para me manter viva é porque tem uma razão, não é?
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Nota: PAAH! Venha comigo para sempre. Mimimimi
O que acharam? Surpresos? Desesperados? Querem me matar? SHAUSHAUSHAUSHA Acontece!
Espero que tenham gostado e queiram me contar o que acharam, logo, logo voltamos a nos encontrar.
Bem, eu devo desculpas as meninas que eu não respondi no ultimo caps, eu jurava que tinha respondido. ;x
Tsuque: SHAUSAHSUAHSUAH Alguém que me entende, também curto quando as pessoas são más com a Sakura, a vida não é fácil para ninguém, por que tem que ser fácil em um universo ficcional? Essa é a graça, o Sasuke tem que ser confuso mesmo, faz parte da natureza, na verdade eu acho que o Sasuke gosta de afastar tudo de si, e quando ele perde, ele dá valor. É isso ai. Agora eu não lembro o que ia acontecer, mas ele deve ter ficado irritado mesmo. Fico feliz que tenha curtido o capítulo.
naybarbosa: Pois é, vamos combinar, o Sasuke sempre se sentiu o ultimo biscoito do pacote. A Karin, ajudando a Sakura? Hmmm. Algo difícil, quase improvável. SAHSUAHSUAHSUA Mas enfim, vamos ver. To fazendo o possível para não demorar. .'
Thaynazumba: Que bom que está gostando. *-*'
Então atualmente está confusio, mas era mensal então pense que é mensal, todo mês terá algo, por enquanto, qualquer mudança, eu aviso nas notas.
Chibi-Onigiri: Aê, conseguiu entrar no perfil, mas não fez muita diferença para mim, não consigo te responder pelo box, então vai por aqui. Obrigada pelas felicitações *-* Você falou de um jeito que parece ser mais velha. Você é? I quinto capítulo, ta meio vago na minha cabeça, mas eu gosto muito dele também. Nossa, obrigada mesmo *-*'
Que bom que acha isso, espero que curta esse também.
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Até mais e Beijos
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