CAPÍTULO XI
"Voltamo-nos a Encontrar"
- Eu vou-te matar, Okita! – cuspiu Battousai, já de manhã.
Tentou, mas nos seus sonhos só apareciam aquelas imagens uma vez, duas vezes, três vezes, …! Mas hoje á noite a rapariga tinha a certeza que iria ter a sua vingança! Iria matá-lo de uma vez por todas! Falhou uma vez, não iria permitir um segundo falhanço! Levantou-se do futon e escolheu um quimono para vestir.
Alguém bateu á porta, mas Battousai já sabia quem era.
- Entre! – disse, com a sua habitual voz fria, a rapariga, acabando de se vestir.
O habitual homem de pequeno bigode entrou no quarto.
- Bom dia, Himura! – cumprimentou Izuka, enquanto Battousai acabava de se arranjar.
- Novidades?
- Nenhuma, tirando a parte que os chefes estarem furiosos contigo! – retorquiu Izuka.
- Ai sim? Porquê?
- "Porquê"!? – repetiu Izuka – Faltaste ás ordens deles e foi fazer um trabalho para o qual não te mandaram! És uma hitokiri! Não uma assassina por tua conta!
- Eles mandaram-te declarar isso? – perguntou a rapariga.
- Tu andas a brincar demais e os chefes estão fartos! – avisou Izuka – Toma cuidado! Ou eles ainda tentam ver-se livres de ti!
- Desculpa? Eu ando a eliminar os principais impedimentos para que a revolução aconteça! Deviam elogiar-me, não criticar-me!
- Eles mandam e tu fazes! – esclareceu Izuka – Não ao contrário!
- Está bem! – desinteressou-se ela – Alguma missão nova?
- Não! Tens a noite livre!
Battousai sorriu maliciosamente, tinha a noite completamente livre para o procurar. Okita Souji. Hoje á noite ela iria ter a sua vingança!
A escuridão da noite invadiu Kyoto. Não havia ninguém nas ruas, apenas Shinsengumi a patrulhar. Apenas para se distrair um pouco, Battousai resolveu matar uns quantos! Esperando que isso "chamasse" Okita até si. Ficou á espera, com a espada ensanguentada na mão. Foi então que ouviu passos atrás de si e virou-se. Lançou um olhar fuzilador ao seu oponente!
- Voltamo-nos a encontra-nos! – sorriu Okita.
- Desta vez vou-te cortar a cabeça por aquele beijo! – finalizou Battousai.
Com um grito de fúria, a rapariga atacou o capitão, que se defendeu, fazendo as duas espadas chocarem. Começaram uma dança de ataques e defesas, até entrarem numa casa abandonada naquele beco. Não havia iluminação, apenas a lua.
CONTINUA ... no próximo capítulo!
