O rapaz pediu desculpas pelo que havia dito no dia em que apanhou da garota, pelo balaço que atingiu, apesar de não ter sido ele, e continuou a pedir desculpas, até Dominique insistir para McCoy parar de se desculpar. Depois de algum tempo juntos, ambos os alunos decidiram voltar para a aula. No caminho para o castelo, decidiram não contar sobre o que sentiam um pelo outro para ninguém, devido a ainda existente rivalidade entre Grifinórios e Sonserinos. Andrew e Dominique estavam subindo as escadas para assistirem ao final da aula de transfiguração quando, de repente a Weasley caiu.

- Domi, você está bem? – perguntou McCoy a segurando. A menina colocou as mãos na cabeça, seus olhos estavam bem fechados e suas feições demonstravam dor, que era tão intensa que não conseguia falar. – venha, vamos para a ala hospitalar.

Andrew a ajudou a subir os degraus que faltavam para o andar em que a garota estava pela manhã. O rapaz abriu a porta do local e lá estava madame Ponfrey sentada em sua mesa lendo um livro, a ala hospitalar estava sem nenhum paciente. A enfermeira bruxa olhou para os dois e sorriu, a pesar de ter visto Dominique morrendo de dor, ela andou até eles e ajudou o Sonserino a colocar a menina na cama.

- Sabia que vocês iam ficar juntos – disse madame Ponfrey molhando um pano e colocando-o na cabeça da Grifinória.

- Mas, por favor, não conte a ninguém, combinamos de manter em segredo. – disse Andrew nervoso.

- Pode deixar. – disse ela séria e concordando com o que os jovens haviam combinado – Ela vai ficar melhor, sugiro você voltar à aula.

Dominique caiu no sono novamente, sonhou com tudo que havia ocorrido naquela manhã. Quando acordou, já era de noite, perguntou para Madame Ponfrey o que tinha acontecido, e que tinha tido um sonho muito estranho.

- Pobre criança, não era sonho não. – disse a enfermeira – e por falar nisso ele falou que ia passar aqui depois do jantar.

Pouco tempo depois, Madame Ponfrey levou até a menina uma bandeja de sopa para o jantar, e completou dizendo que seus parentes tinham saído da ala pouco antes dela acordar.

- A senhora contou alguma coisa sobre eu e... – perguntou nervosa.

- Não, Andrew me pediu para não contar.

- Boa noite Madame Ponfrey, ela já... – perguntou Andrew, não percebendo que a menina já estava acordada jantando. Ele andou até ela e beijou-lhe a testa, em seguida, tirou dos bolsos dois bolinhos do bolso, deu um a Dominique e outro para a enfermeira, que não podia descer para jantar quando tinha pacientes na ala hospitalar.

- Você arranjou um ótimo namorado, sabia? – disse Ponfrey comendo o presente que o rapaz havia lhe dado – Bom, tenho que ir lá atrás ver algumas papeladas.

A enfermeira saiu do ambiente, deixando os dois adolescentes sozinhos, Dominique comentou que não sabia o quanto bondosa era aquela senhora, e Andrew completou dizendo que ela cuida dele desde seu primeiro ano em Hogwarts.

- Acho que estamos namorando, não é? – perguntou Dominique ficando vermelha de vergonha.

- Se é o que você quer. – disse o rapaz sorrindo – basta apenas você anunciar para mim.

- Você acha que eu vou me render primeiro? – perguntou a Weasley gargalhando – Vá sonhando Andrew McCoy.

- Está bem então – disse ele dando um beijo nos lábios rosados da loira – Eu não te resisto. Estamos namorando.

Assim que Madame Ponfrey voltou para a ala, Andrew se despediu da namorada e da enfermeira, agradecendo-lhe, e sumiu pela porta de entrada.

Na manhã seguinte, Dominique recebeu alta e saiu do andar do hospital e foi para o Salão Principal para tomar café da manhã. Ao se juntar a sua família viu que Teddy trocava carinhos com Victoire, que parecia meio envergonhada.

- O que está acontecendo aqui? – perguntou ela a Lucy.

- Os encantos de veela de Victoire estão no ápice, e dominaram Teddy, ele está muito meloso, passou o dia inteiro grudado nela – disse Roxainne ouvindo a pergunta da prima – você também tem chances de ter esse gene, já que sua avó materna é uma veela.

- Todo ápice é assim? – perguntou Dominique.

- Sim, pois uma vez que um rapaz experimenta tais poderes, ele vicia. – respondeu Roxainne novamente - o encantamento só acaba se o menino não gostar mais da menina.

"Ufa, pensei que Andrew só tivesse se apaixonado por mim, por causa de meu gene, mas segundo ele, já era apaixonou antes mesmo de se beijarem" pensou a loira, que havia se preocupado se seu novo namorado tinha se apaixonado por ela ou pelos poderes que ela tinha.

Algumas semanas se passaram, Dominique estava muito enrolada com os trabalhos e deveres que tinha perdido, pois estava debilitada, sem falar nos treinos e jogos de quadribol, que deixavam-na mais cansada ainda. Diante disso, ela e Andrew pouco se viam, o que a deixava preocupada com seu relacionamento, que estava baseado em troca de olhares.

Na semana anterior as provas bimestrais, Dominique e Lucy desceram para as masmorras, onde teriam aula de poções. O professor Slughorn pediu para que fizessem a poção Polissuco, os alunos começaram a preparar o que foi pedido, quando de repente um dos caldeirões da mesa em que Andrew estava explodiu. Todos na sala pararam o que estavam fazendo e olharam para a mesa toda suja de cinzas e poção.

- Foi ela! – disse McCoy ao professor, apontando para Dominique – A vi colocando alguma coisa no caldeirão de Isaac.

- O que? – perguntou a Weasley indignada, mas entendendo o plano do namorado.

- Desculpe-me professor, mas Dominique esteve o tempo inteiro ao meu lado, e afirmo que ela não sabotou o caldeirão do Sr. Molter. – disse calmamente Lucy.

- Eu vi, professor. – insistiu o Sonserino.

- Você não consegue ver nem a Goles direito, quanto mais alguém colocando um pequeno ingrediente no caldeirão. – falou Dominique virando de costas para ele.

- Retire o que você disse, ou se arrependerá. – disse McCoy. O professor Slughorn tentava falar, mas a discussão de Dominique e Andrew não parava, e o tom de voz dos dois aumentava cada vez mais.

- Basta, basta e basta! – gritou o professor de poções – Sr. McCoy detenção, Srta. Weasley detenção.

Dominique fez cara de poucos amigos, mas por dentro estava feliz, pois não ficava sozinha com o namorado há muito tempo. Assim, os dois, finalmente, poderiam estar juntos sem que ninguém desconfiasse.