Capitulo 6: capitulo seis

Aviso: Inazuma Eleven não me pertence, se fosse Kyousuke esta amarrado na minha cama. Muito dificil capitulo de sair, passando por um mega broqueio para a última semana. Lançando um novo ponto de vista na história, espero que fique bom.

Era muito confuso para Shindou nos últimos dois dias. Desde aquele beijo aquecido no vestiário do time de futebol da Raimon, o pianista não tinha visto a atacante ace da equipe, Kyousuke. Ele temia que poderia ter acelerado as coisas com o outro jogador, ou que tenha sido somente uma conquista para o SEED.

Eu realmente não acreditava de verdade que poderia ser o caso, mas ainda tinha inseguranças. O beijo que trocamos me mostrou principalmente uma coisa. Tsurugi era inexperiente. Era meio óbvil pelas suas reações surpresas durante o beijo, assim como seus gestos desajeitados. Algo a que nunca tinha pensado possivel com o menino mais novo.

Desde a primeira vez que o vi pensei que ele era muito bonito. Seus olhos duros e determinados eram muito expressivos, foi por eles que vi seu incomodo com o jogo contra Eito, sabia que ele não queria aquilo realmente. Mas não mudava que ele era um git sarcástico e maldito quente. A primeira vez que percebi que sentia algo pelo atacante foi quando ouvi um grupo de garotas com conversas de fazer um clube fã-girl para o SEED. Senti uma onda quente de ciúmes e possessão e logo convenci as garotas de que isso não seria bom, pois o atacante era muito reservado e só ficaria com raiva delas.

Desde aquele dia quiz Tsurugi para mim. Então eu o encontrei no campo perto do lago com o seu rosto ferido e visivelmente abalado e percebi que não sabia absolutamente nada do outro.

Eu notei claramente que aquela marca em seu rosto pálido parecia uma enorme mão. Algo que só poderia pertencer a um homem adulto.

Mesmo com curiosidade, me convenci a lhe dar espaço e tempo e que não devia, e não podia lhe seguir depois dos treinos. Mas quando Tsurugi não apareceu por dez dias aos treinos eu comecei a achar que poderia ser um erro não insistir sobre seu agressor, e se algo tivesse acontecido?

Então ele apareceu, com sua expressão indiferente irritande de sempre, fingiu me ignorar por todo o tempo, eu podia sentir seus olhos sobre minhas costas, mas sempre que lhe olhava estava olhando em uma direção totalmente oposta.

Ele não jogou contra Tengawara. Algo que me decepcionei minimamente, sabia que levaria algum tempo para ele decidir e ele não jogar contra nós já devia ser um bom sinal. Vencemos com muito custo, e logo foi decidido a próxima partida, contra Mannouzaka, não sabiamos muito sobre a equipe, mas não me preocupava com isso, seria cinco semanas para o jogo. Isso me deu tempo pra investigar um pouco sobre Tsurugi.

Eu me recusei a segui-lo. Não que fosse fazer alguma diferença, mesmo com todas essas minhas pesquisas encontrei somente suas informações de Tsurugi na sua ficha do clube. O nome de seus pais e seu endereço.

Faltavam três semanas para o jogo contra Mannouzaka e percebi que Tsurugi parecia cada vez mais pensativo, confuso e preocupado. Algo que não foi notado só por mim. Sua tensão começou a deixar os outros jogadores nervosos, principalmente Hayami e Kurama, que achavam que devia haver alguma conspiração contra a Raimon no próximo jogo.

Não ajudava que ele disse que iria jogar no jogo contra Mannouzaka e que parecia ser contra a Raimon. Então Haruna-chan veio com a ideia, costumização dos armários dos jogadores.

Foi bem visivel seu rosto aborrecido, mas ele ficou olhando pensativo para o seu próprio armário e percebi que ele estava considerando a idéia seriamente.

No dia seguinte cheguei mais cedo com um dos meus teclados. Tinha tido a idéia durante a noite e pensei por que não? Instalar o objeto no armário foi um pouco complicado, mas nada que não poderia ser feito. Então Tsurugi chegou e tinha consigo sua mochila escolar. Muitas vezes ele só a deixava no armário que tinha dentro da escola, nunca trazia nada no treino, ele nunca sairia do seu caminho para praticar, de modo que nunca foi relevante.

Ele ficou parado, as vezes lançando alguns olhares em minha direção, em seguida para Tenma e depois para o armário as suas costas. O técnico veio nos chamar e então saimos, notei que ele se deixou para trás.

Endou-san estava animado como sempre, nos passou alguns tipos de exercicios para fazer, mas antes que eu pudesse ir, o treinador me pediu para verificar se Tsurugi estava ainda dentro dos vestiários. Andando rapidamente, passei pelo meu armário - notando o de Kirino ao lado, tinha a sua coleção de eslásticos grudados, assim como seu óculos de leitura antigo, algumas fotos com ocasiões importantes. Figurinhas de bolas e de morangos e um mecha de cabelo, que me lembrei de ir verificar se ele não cortou seu cabelo.

Tsurugi era colando algumas fotografias em seu armário. Pensei em anunciar minha presença, mas poderia não ter oportunidade de ver uma parte, mesmo que pequena, de Tsurugi.

Chegando as suas costas, comecei a verificar tudo o que estava ali. Palhetas? Será que ele toca instrumentos de corda, aposto que é guitarra, apesar que se é assim, deve tocar violão também. Ah, uma chuteira de criança, que fofo. Devia ser tamanho trinta e dois, devia ter tido o objeto aos nove ou dez anos. Balas. De tudo que teria pensado, nunca imaginei doces, isso me fez querer saber se sua boca tinha gosto de framboeza como essas balas. Uma estante de livros, um lado de mais intelectualidade. Apesar que ele tem realmente boas notas em tudo, devia estudar muito mesmo, várias horas por dia.

Decidindo olhar para as fotografias, encontrei primeiro a que estava no meio. Uma garota? Meu cenho se franziu e senti um aperto na boca do estomago, ela era linda, cabelos curtos ruivos e de olhos violetas impressionantes. Usava um arco cinza, combinando com seu vestido cinze com babados pretos. Ela sorria brilhante e me fez perguntar se seria sua namorada.

A próxima era ele e outro menino mais velho muito parecido com ele. Este no entanto não tinha qualquer franja e os cabelos anil estavam puxados para trás. Seus olhos mais castanhos e tinha um sorriso muito mais doce. Talvez um irmão?

Havia uma mulher que tinha certeza ser sua mãe. Seus cabelo anil era muito cacheado, caindo em ondas sobre seus ombros, usava uma camisa casta azul com casaco preto, seus lábios eram como os de Tsurugi, cheios, mas não tão rosados. Seus olhos eram mais brandos e nariz um pouco mais comprido que o pequeno do atacante. Uma mulher que devia passar por um irmã mais velha do menino se não fosse tamanha semelhança.

A última tinha ela de novo. A menina ruiva. Eles eram alguns anos mais jovens e Tsurugi sorria pra camera. Ela tinha ondas mais longas, usava verde neon na foto, com um bigode grosso muito bem pintado em seu rosto. Kyousuke tinha um bigode de gato no rosto, combinando com aquela fantasia que vestia. As orelhas combinando muito bem com seu cabelo escuro, assim como a sua calda saindo das calças cinza.

Nesse momento resolvi interromper seu trabalho e comentei o quanto não o conhecia, mas eu só sabia no momento seguinte que estavamos embolados um nos braços do outro, suas mãos eram no meu cabelo, remechendo curioso, a boca era claramente inexperiente pela seu ruido um pouco surpreso quando enfiei a lingua dentro da sua boca.

Me surpreendeu e agradou que eu poderia ser seu primeiro beijo, eu já tinha beijado antes, com Kirino quando tinhamos treze, nada realmente aconteceu, foi a primeira vez que bebemos juntos e decobrimos nosso fraco para bebida, depois concordamos em ser amigos. Eu tive três namoros desde meus quinze anos, um de dois meses muito intenso com um dos meus primos, Miwa Shindou, que foi nada além de um canalha vingativo. Depois foi um namoro curto de duas semanas com a menina, Sayuri Zuiree, nada realmente aconteceu. E houve Midoricawa. O dominante, orgulhoso, intransigente e arrogante, Midoricawa. Nunca me arrependi mais do que namorar com o jogador mais velho.

Quando o beijo acabou, Tsurugi tinha um sorriso bobo no rosto.

Não podemos falar depois daquilo, o menino havia agido estranho no treino, fazendo alguns dos movimentos mais básicos de aquecimento com a bola ao lado do campo. O que era um evento fora do normal, geralmente ele só sentaria observando os treinos.

Ele não veio no dia seguinte para minha decepção. Nem para as próximas duas semanas. Alguns dos outros jogadores esperavam que isso significava que ele tinha desistido de destruir toda a Raimon, mas logo foram decepcionados quando ele surgiu no treino, quatro dias antes da partida e observou o treino como sempre fazia.

A surpresa foi no fim do treino, ele se aproximou do técnico e disse que estaria jogando sério na próxima partida e que queria derrubar o Quinto Setor, então foi embora deixando todos com expressões surpresas. Mais tarde, no fim do treino, quando abri meu armário, um bilhete caiu do mesmo, curioso, me abaixei para pegar o papel, que percebi ser uma folha de caderno comum.

A letra do bilhete era limpa e homogênea, e instintivamente soube que era de Tsurugi.

" Venha me encontrar no cinema hoje. As oito. Precisamos conversar. KT."

Nervoso. Era o sentimento que poderia definir como me sentia para as duas semanas seguintes que foram após o incidente do beijo. Eu não sabia como reagir, nunca tendo estado numa dessas situações. Meu nii-san tentava me acalmar, mas minha pilha de nervos me fez faltar no primeiro treino após o dia, e evitar a todo custo encontrar com Shindou durante as aulas.

Essa parte foi mais fácil já que eu conhecia todos os cantos da escola, e tinha me refugiado em uma sala vazia no quarto andar da escola, que tinha uma enorme varanda. O quarto tinha um bem avantajado buraco no teto, o piso era todo molhado de chuvas dos últimos anos, havia vasos com plantas e flores ali, que se espalharam pelo chão e perfumavam o ar. Tinha uma porta dupla feita de vidro que dava a uma varanda. Podia-se ver quase toda a escola a partir daquele ponto.

Eu tinha suspeita que ali fora a diretoria antes, era um bom lugar para o diretor vigiar a escola e ainda não ser visto pelos alunos.

Foi ali que Arume deu um jeito de me encontrar. Como ela conseguiu entrar dentro da Raimon no periodo de aulas sem ser notada e vestindo o uniforme da Teikoko, escola da qual fazia parte, eu nunca iria imaginar, mas sabia que era algo que ela poderia fazer.

Ela sentou ao meu lado em silêncio, somente olhando para o sol entrando pelo buraco, o mesmo que eu fazia. Foi somente depois que comecei a encarar seu rosto irritado que ela sorriu e disse:

" Yuuichi-san me ligou."- explicou pensando em suas palavras.-" Ele não me disse o que aconteceu e como você não atende minhas ligações nos últimos treze dias, eu não sei o que poderia estar te irritando."- continuou.-" Quer falar sobre isso?"- perguntou.

Era sempre assim, Arume, acima de tudo respeitava a privacidade que as pessoas queriam, ela me questionava sempre se eu queria compartilhar meus problemas, para então lidar com toda a situação. Sorrindo e então abaixando o rosto corando, lhe respondi:

" Shindou me beijou."

Ela ficou em silencio, e então para minha surpresa sorriu.

" Já estava na hora, você tem uma queda por ele e ele por você. Agora basta iniciar um caminho para um namoro."- falou com simplicidade.

" Não é bem assim."- falei.-" Eu não falei com ele desde o incidente, duas semanas atrás. Eu não sei por que, mas faltei nos treinos e só de pensar ficar perto dele de novo me sinto mortificado. E além, que ele podia estar só experimentado. Eu sou aliado do Quinto Setor, ele está lutando contra eles e por extensão contra mim."- expliquei.-" Ele pode estar tentando me usar para que no próximo jogo, eu não atrapalhe. Não que eu o faria de qualquer maneira."- continuei.-" Eu não sei se posso passar por isso. Ele pode nem gostar de mim."- fiz uma pausa antes de acrescentar.- " E aquele também foi meu primeiro beijo, não sei se quero manchar sua imagem com algo assim."

" Eu entendo tudo isso, mas você precisa tentar, pois ele pode realmente gostar de você."- ela comentou suave.-" Shindou não me parece do tipo ardiloso para fazer algo como isso. Deve dar uma chance."- fez uma pausa pensativa.-" Já sei, marque um encontro. No cinema talvez. Então poderam conversar sobre isso, deixe claro seu lado agora, que você quer a Revolução, ele poderá ser reticente no inicio, mas tenho certeza que tudo vai dar certo, de algum jeito."- falou.

Assustado, olhei para seu rosto enquanto ela ria. Eu tinha lhe falado sobre Tenma muitas vezes e sobre sua frase preferida e como ela parecia animar as pessoas de uma maneira que eu não me deixava entender. Mas agora, quando ela falou, eu percebi. Todos de animam com essa frase era por que Tenma acredita que tudo ficará bem e passa isso em sua voz.

Eu deixei um bilhete em seu armário antes de praticamente fugir da escola. Eu tinha um enorme hematoma no meu toráx, onde meu pai tinha me batido algumas vezes durante a noite anterior. A minha mão tinha tentado entrar na frente, mas ele a trancou no banheiro.

Agora minha mãe estaria indo de viagem por dez dias para Hokkaido, onde estaria participando da seletiva para a Competição Nacional de Patinação no Gelo. O premio da mesma era alto e com isso ela poderia se afastar de meu pai e pagar toda a diferença que falta para a cirurgia de meu nii-san. Ela estava planejando uma viagem por três dias a fazenda dos meus avós.

Muitos não sabiam mas meus avós tinham bastante dinheiro. Quando minha mãe se casou com o meu pai eles praticamente a deserdaram, por isso viviamos em uma casa de classe média e tinha em falta o tratamento de Yuuichi por tanto tempo.

Eles tinham vários aras de cavalos puro-sangue para competições e comércio, além de uma rede de produtos para animais de todos os tipos. Eu não ia na casa de meus avós desde meus seis anos de idade e queria ve-los assim que possivel. O que poderia acontecer em torno do Natal, pelo que okaa-san me disse.

De qualquer forma, agradeci a todos os santos que meu pai estava em uma convenção de alguns jogadores e voltaria em dois dias. Isso me permitiu tomar um banho mais demorado, lavando os restos de gel e outros produtos do meu cabelo. Separei algumas das minha melhores roupas, já que estava para meu primeiro encontro de toda a vida, queria tudo para dar certo.

Eu tinha comprado a entrada para o filme na tarde anterior, era um terror muito comentado na internet, que tinha um bom enredo e original, seu trailer me deixou curioso. O filme começava as oito e vinte, de modo que teriamos tempo para comprar bebidas e pipoca.

Me vesti quando era seis e meia, uma calça jeans preta, têniz all star, camisa e casaco preto. Eu arrepiei todo meu cabelo no seu alto normal e então fui ao quarto de nii-san. Ele vinha para casa em torno de duas vezes por mês, meu pai sempre era sóbrio nesses dias e normal, mas foi pelos frascos de perfumes que meu irmão guardava em seu armário que entrei ali.

Nunca usei o produto, preferindo mante-lo longe do meu armário, mas agora era meio especial e queria tudo perfeito, por isso peguei o seu perfume mais suave e passei, esperando não ter me deixado exagerar.

Era sete e quarenta quando cheguei na frente do cinema. Eu sabia que o treino dessa tarde se degastou as seis horas praticamente, de modo que logo Shindou estaria aqui. Se ele viesse.

Sete e cinquenta. Eu estava batucando os dedos na calça no ritmo da musica que ouvia pelo meu celular, mas corria meus olhos ansioso pela calçada e pela rua.

Sete e cinquenta e três. A música acabou e resolvi desligar, nervoso comecei a pensar em todo tipo de cenário deprimente e humilhante. Como Shindou surgindo com o resto do time com uma câmera para filmar meu momento humilhante.

Sete e cinquenta seis. Totalmente em pânico. Ele não vai parecer, por que ele iria? Eu sou só um garoto mau humorado, que tentou destruir seus amigos e a ele também.

Sete e cinquenta e oito. Eu vou embora, ele não vai vir e quando eu o ver amanhã no treino vou só fingir que nada aconteceu e que não é comigo. Eu ainda vou jogar sério é claro.

Oito e um. Eu já estava desanimado, cutucando a calçado com a sola do sapato, olhei para meu relógio de pulso ao mesmo tempo que sentia uma mão em meu ombro.

" Desculpe, Tsurugi, estou um pouquinho atrasado."- falou Shindou quando meu virei para ele.

Eu fiquei encarando seu corpo esbelto descaradamente. Observei seu rosto corar profundo com minha inspeção. Ele usava uma calça mais social escura, com uma camisa branca casual e casaco azul escuro. Ele usava perfume, algo com cheiro de eucalipto.

" Você está bonito."- falei antes que pudesse me deter e depois senti meu rosto corar, por isso desviei os meus olhos para a entrada do cinema.

" Obrigado."- disse ele também corado, mas então sorriu e se inclinou para minha orelha com um sussurro.- " Você também olha mais bonito do que o normal hoje."

Senti minhas bochechas ficando coradas, mas me permiti sorrir com o elogio. Ele então pegou a minha mão e puxou para dentro do cinema, eu sem uma palavra lhe entreguei as entradas para o filme, que ele olhou só alguns momentos com interesse.

Havia um silencio constrangido entre nós, mas fui tranquilizado com o aperto quente de sua mão na minha, foi quando chegamos no fila para comprar pipoca e que ele soltou a minha mão para ir pagar o que compramos, que comecei a ficar irritado.

Duas garotas, rindo e cochichando entre si estavam na nossa frente quando chegamos na frente da sala que estariamos assistindo o filme. Uma delas tinha cabelos loiros brancos curtos e olhos num tom turqueza, a outra tinha cabelos castanhos e olhos negros, ambas muito maquiadas e de roupas muito justas em minha visão.

" Olá, eu sou Terume e essa minha prima Eruu. Qual seu nome?"- perguntou a loira sorrindo no que ela deve ter pensado ser muito sensual, minha expressão se fechou imediatamente.

" Shindou."- respondeu o pianista lhe sorrindo de volta.-" Esse é meu namorado, Tsurugi."- disse ele me pegando pela cintura.

Ambas as garotas me olharam surpresas, então para o menino mais velho. A loira já estava meio corada, muito satisfeito com a nova situação, lhe dei um olhar frio.

" Prazer em conhece-las."- disse com minha voz mais educada.

" Oh, sim, um prazer."- disse a loira voltando a sorrir e então se voltou para o outro jogador e se inclinou, expondo uma boa olhada de seu decote e seios fartos.-" Estamos sentadas na terceira fileira, caso queira... ahn... companhia diferente, pode nos encontrar lá."- então deu uma piscada e saiu para mais perto da sala.

" Eu vou mata-la."- disse categorico começando a segui-la.

Shindou riu levemente e e abraçou por trás, o ato era tão diferente com qualquer outro e era ao mesmo tempo tão agradável que me deixei impedir.

" Não fique preocupado. Não trocaria o melhor por algo... diferente."- disse dando um beijo em minha bochecha, deixando meu blush ainda mais pronunciável.

Eu concordei em silêncio, resolvendo que não valia a pena me pendurar no pescoço daquela outra e sufoca-la até a morte. Me virei de frente para Shindou, passando os braços em volta do seu pescoço, enquanto ele segurava minha cintura, coloquei uma expressão séria em meu rosto para me preparar indiferente para qualquer que for sua resposta.

" Você realmente quiz dizer isso?"- perguntei.-" Que eu sou seu namorado?"- exclareci diante de seu rosto confuso.

" Se você quer, é o que eu quero também. Poder te beijar sempre que quizer."- disse colocando os lábios sobre os meus por um segundo.- " Tsurugi. Quer namorar comigo?"- disse numa voz mais tipo formal.

Sorri e me inclinei para um beijo mais demorado, mas nos separamos antes que atraisse muita da atenção dos outros jovens que vieram ver o filme.

" É claro que sim."- falei.- " Mas ainda tem coisas que e=quero te falar."- disse.

" Teremos tempo para isso. Por hoje vamos somente curtir o nosso primeiro encontro. Venha, já vai começar o filme."- disse puxando minha mão para dentro da sala escura.

Não vimos muito do filme na noite anterior. Acabamos nos sentando na última fileira, onde tinha vários casais se beijando, não importando muito, eu tinha me inclinado para frente agarrando a camisa de Shindou e passamos todo o filme se beijando também.

Depois do cinema fomos a uma lanchonete próxima, onde conversamos um pouco sobre as nossas familias. Eu lhe disse que meu irmão já sabia sobre nós e que ele aprovava. Minha mãe era muito tranquila e que também ficaria feliz em conhece-lo. Ele me perguntou sobre meu pai e eu só lhe respondi que era alguém que ele nunca iria conhecer se dependesse de mim.

Eu lhe disse sobre meus avós e como estariamos visitando eles até Dezembro, no Natal, foi só depois, quando deitado na minha cama, que me lembrei de incluir Shindou nessa viagem, sem nem perguntar a ele ou minha mãe, se queriam ir.

Ele me falou sobre sua familia. Ele era filho único, morava naquela enorme mansão no centro da cidade com seus pais. Misaki Shindou era um homem de quarenta anos que tinha um bom senso de humor e que gastava cada minuto de sua vida com sua familia e com seu trabalho. Kazume era a sua mãe, uma violinista muita famosa alguns anos atrás e ainda muito requisitada para muitos tipos de apresentação. Ela era muito suave e tranquila maior parte do tempo.

Ele me falou sobre seus dois tios e três primos. Todos pelo lado de seu pai. Primeiro havia o seu irmão mais velho, Daishi, que tinha dois filhos, Miwa e a pequena Fumiko. A outra era a sua irmã seis anos mais jovem, Amaterasu Shindou, ou Okada, seu nome de casada. Ela tem um filho se só dez anos de nome Yuuri. Nenhum dos seus avós está vivo.

Conversamos sobre nossos amigos e se iriamos falar alguma coisa para eles sobre nós. Eu havia lhe dito sobre Arume e sorri conciente com seu tom levemente ciumento, ele só disse que estaria falando para Kirino, seu melhor amigo. Concordamos em manter tudo em silêncio para próximas semanas, assim poderiamos nos conhecer melhor sem interferência.

Iriamos sair hoje à noite novamente, vamos a um tipo de bar em uma parte mais nobre da cidade e que só admitia pessoas de nome. Shindou tinha as entradas ( ele disse que era justo, já que eu paguei durante o primeiro encontro ) e nos encontrariamos em frente ao lugar as oito, como na noite anterior.

Levantando da cama, rapidamente fiz o café da manhã, lembrando que tinha que checar a caixa eletrõnica para qualquer mensagem de okaa-san.

Me aproximando do aparelho, já com a mochila da escola, apertei um dos botões coloridos e ouvi a primeira das mensagens.

" Filho, como tem estado ai? Liguei ontem à noite e você não atendeu ou seu pai. Algo aconteceu ai? Devo voltar para casa? Você está bem? Me ligue ou mande uma mensagem assim que ouvir esta. Beijo, mamãe te ama."- a mensagem era como sentir minha mãe ali mesmo, auguriando com a voz preocupada sobre meus ombros. Parei para ouvir a segunda mensagem.

" Garoto, vou ficar mais alguns dias. Devo voltar antes de sua mãe."- curta e grossa. Obviamente pertencia ao meu pai.

Pegando meu celular, que estivera desligado desde a noite anterior, encontrei doze ligações não atendidas da minha mãe e algumas mensagens de voz aflitas. Sorrindo para sua preocupação, eu disquei seu número, sendo atendido na segunda chamada.

" Kyousuke, você está bem?"- perguntou a voz da mulher imediatamente.

" Sim, okaa-san, nada aconteceu. Otou-san está viajando com seu amigos de jogo, não deve vim por uma semana mais ou menos."- respondi.

" Então por que não me atendeu ontem?"- perguntou ela.

" Bem... eu estava em um encontro..."

Houve um momento angustiante de silencio, antes que ela gritasse animada e me fez contar aos maiores detalhes sobre meu namorado e como tinha ocorrido a noite anterior.

O mesmo ritual se repetiu quando encontrei Arume mais tarde, após as aulas. Ela me arrastou a força para longe da escola e em direção do hospital, onde me fez repetir todos os detalhes da noite anterior para ela e Yuuichi.

O nome do bar era Aoki Paradise e fazia juz ao seu nome. Tudo era feito em madeira ou parecia ser. Estava tudo em tons de verde e azul.

Devo dizer que se não fosse por Arume eu não teria uma roupa adequada para ir ali. De acordo com ela, seu tutor já tinha lhe permitido ir ao lugar algumas vezes por ser bem recomendado e de boa segurança para todos os jovens.

Ela tinha me dito que eu olhava sexy com a calça de couro preta, com pulover de veludo de gola alta azul escuro, quase do mesmo tom do meu cabelo, mas nada poderia ser comparado com como Shindou ficava em calças de couro.

A dele era marrom madeira, ele usava uma camisa tipo social de tecido rico laranja, que lhe caiu muito bem. Rapidamente percebi que sua camisa tinha o tom exato dos meus olhos. Ele usava uma jaqueta de couro preta, que tudo combinado lhe deixava com aparência de garoto mais velho.

Aquela foi uma das noites mais diferentes que já experimentei. O lugar era realmente inclivel, mesmo eu tendo achado aquela fumaça excessiva, Shindou fez que tudo corresse muito bem, me segurando pela cintura ou pela mão todo o momento e sempre afastando com um atitude muito possessiva qualquer um que se aproximasse, ainda mais depois que um homem mais velho beliscou meu traseiro com força, que o deixou latejante.

Alguns garotas tentaram se aproximar ocasionalmente, mas se afastavam quando começavamos a dar amassos muito aquecidos.

Quando fiquei um pouco cansado, Shindou me levou para uma mesa de canto, que tinha algumas cortinas azul que deixavam um pouco de privacidade para nós dois.

Ali conversamos coisas bobas, como comidas preferidas e tipos de músicas que mais ouvia, ele era muito mais versado em estilos artisticos do que eu, que mal tinha ouvido falar de alguns dos musicos que ele falou e não conhecia metade.

Era quase duas horas quando saimos dali e ele insistiu em me levar em casa, o que aceitei só por conta do horário tardio. Nos despedimos com um beijo e então fomos dormir.

Dia seguinte Shindou me pediu para encontra-lo na torre de metal, pois queria que eu encontre com Kirino-sempai como seu namorado oficial, meio intimidado com isso, lhe disse que traria para o encontro, Arume, assim fariamos tudo de uma só vez.

Tendo saido do treino as quatro e meia já que era uma sexta-feira, fui ao hospital primeiro fala com Yuuichi sobre meus últimos dois dias e lhe avisar o que estaria fazendo. Aproveitei ligando para Aiko sobre o encontro na torre de metal, ela parecia um pouco apressada e disse que seria lá as seis horas.

Decidi vestir algo mais suave para a tarde, trocando meu casaco roxo por uma jaqueta preta de ziper e as calças por um bermuda cinza.

Quando cheguei na torre, encontrei Shindou e Kirino sentado em um banco de madeira com seus olhos fixos no sol que começava a ficar alaranjado. Shindou vestia camisa branca com mangas cinza, de acordo com sua bermuda. Já Kirino tinha calças pretas com uma camisa verde. Todo o seu rosto continuou sorridente, mesmo quando me viu, o que me tranquilizou que Shindou havia lhe dito que era eu seu namorado.

" Olá."- disse Shindou se levantando e imediatamente me beijando, no começo quase o empurrei surpreso com o ataque repentino, mas então as borboletas malditas atacaram meu estomago e eu passei os braços em torno de seu pescoço, abrindo os lábios para abrigar sua lingua doce.

Quando o beijo se tornou tão aquecido, que mal podiamos respirar, ele quebrou o contato com selinhos leves, me permitindo alguns segundos para me recompor antes de me virar para Kirino, que ainda mantinha um sorriso no rosto, mas dessa vez malicioso.

" Esse beijo deixa qualquer um excitado."- declarou ele tranquilo e senti minhas bochechas indo para um tom de vermelho constrangedor, estava acontecendo muito nos últimos dois dias, toda vez que fico perto de Shindou perdo o controle sobre minha expressão.

" Ranmaru!"- exclamou o castanho também ficado corado, causando o rosado a rir.-" Sua amiga, Arume-san, não virá?"- perguntou se virando para mim.

" Eu já estou aqui."- disse a voz inconfundivelmente feminina de Aiko, ela vinha correndo para o banco, carregando uma bolsa enorme, usando uma roupa tradicional para balé e retirando seus fios vermelhos de um coque apertado que tinha feito.-" Desculpe, minha prefessora me manteve dez minutos a mais por ficar distraida durante a aula de novo."- falou ela se apoiando em seus joelhos para recuperar o folego.

" Deixe-me adivinhar, você correu de sua aula até aqui sem parar."- disse em tom compassivo." E já que está aqui, as apresentações. Arume, esse é Kirino e Shindou, meu namorado. Meu amor, Kirino-sempai, essa minha melhor amiga, Aiko."- falei, recebendo um olhar dos três adolescentes que me deixou desconfortável.-" O que foi?"- perguntei fechando minha expressão e colocando um olhar irritado no rosto.

" É que você... ah, esquece."- falou Arume e então olhou para Shindou criticamente com a mão de baixo de seu queixo, isso durou até que o garoto mais velho se moveu desconfortável.-" Você é certo, Kyou, seu namorado é muito lindo."- falou com tranquilidade.

Senti minhas bochechas se tornando vermelha de novo, mas não tanto como as de Takuto, que se deixou murmurar alguns comprimentos de volta para a menina.

" Eles são tão fofos juntos, não é?"- falou Kirino estendendo um de seus braços para a ruiva que sorriu aceitando a oferta, ambus sentaram na beirada do banco.

Havia espaço para mais uma pessoa, mas Shindou parecia inconciente disso, como se sentou sem se importar, mas antes que eu percebesse, havia sido puxado para as pernas de Takuto e senti as minhas bochechas ficarem brancas de mortificação.

" Sim, veja como Shindou já tem Tsurugi enrolado em seu dedinho mindinho."- falou Arume e eu logo me vi corando cada vez mais.-" Vê como ele está envorgonhado? Não o via assim desde sua festa de aniversário de dez anos, quando o fiz vestir aquela roupa de gato e sair andando com elas."- falou conspiradora. Eu gemi e escondi meu rosto no pescoço de Shindou.

" Essa parece uma história inspiradora."- disse Kirino e senti que meu namorado tremia com suas risadas reprimidas, algo que o rosado também notou.-" Gatos deve ser uma das tarar dos dois, eu preciso lhe contar da vez, há dois anos, quando fomos a uma festa a fantasia... Shindou bebeu pela primeira vez lá, fez até um strip em cima da mesa. Por sorte Sangoko estava por perto e o pegou quando ele tinha tirado só a camisa."- declarou.

Ambus, Shindou e eu gememos para o que seria uma longa tarde, Kirino e Aiko pareciam muito animados em nos deixar envergonhados com sugestões a beira do indecente e histórias antigas muito constrangedoras. Foi só quando cheguei em casa que me toquei que os dois haviam se dado muito bem, e que provavelmente seriam tanto o meu fim, como o de Shindou.