Lei n° 6- "Esteja sempre preparado para tudo"

"Son of a bitch"! Foram as únicas palavras que Sawyer conseguiu proferir diante de todas aquelas pessoas que fitavam a ele, Ana-Lucia e Juliet como se fossem de outro planeta.

- Eu perguntei quem são vocês?- insistiu um tipo árabe, alto, bem feito de corpo e com belas feições. Tinha um quê incontestável de liderança que o diferia dos demais.

- Não acha que estamos nos fazendo a mesma pergunta Alladin?- questionou Sawyer envolvendo os braços na cintura de Ana-Lucia em um gesto protetor. Juliet, segurou no braço dele, assustada.

O homem deu um passo à frente na direção de Sawyer, um tanto ameaçador quando foi impedido por um braço ainda mais forte do que o seu, pertencente a um homem mais alto e corpulento.

- Fique calmo, Sayid.- disse o homem, cuja voz grave demonstrava uma certa sensibilidade na entonação. – Quem são vocês?- ele repetiu a pergunta do árabe.

- Somos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Airlines.- respondeu Ana-Lucia, encarando o homem diretamente nos olhos.

- Dude, mas como isso é possível?- perguntou um rapaz jovem, um tanto acima do peso.

- Nós somos sobreviventes do vôo 815!- acrescentou uma voz feminina petulante, pertencente a uma garota loira, alta e magra, que se encontrava ao lado do homem árabe.

- Shannon, fique quieta!- disse um rapaz de olhos azuis profundos e bochechas coradas.

- Vocês também são sobreviventes do vôo 815?- indagou Juliet, surpresa com a revelação da garota.

- Outros! Outros!- exclamou com jeito assustado e sotaque arrastado um homem oriental. Uma mulher ao lado dele, aparentemente sua esposa acalmou-o lhe dizendo algumas palavras em seu idioma de origem.

- Se vocês são passageiros do vôo 815 como nós.- disse um rapaz baixinho segurando um violão, ao lado de uma mocinha grávida. – Por que não caíram no mesmo local que a gente?

- Porque gostamos mais dessa parte da ilha e pulamos de pára-quedas quando o avião estava caindo aqui.- respondeu Sawyer debochado.

Um homem careca, bem mais velho que os outros, de olhos azuis e expressão misteriosa tomou a frente do grupo e disse:

- Pelo que estou percebendo, todos nós somos sobreviventes do desastre aéreo.

- Isso é o que eles dizem, John!- bradou o homem árabe.

- E por que mentiríamos?- indagou Juliet, ficando irritada.

Sawyer concordou com Juliet.

- Não temos motivos pra mentir.- disse Sawyer. – Estamos em uma ilha deserta, completamente ferrados!

- Gente, eles tem razão.- falou uma mulher loira, de olhos verdes que ainda não tinha se manifestado. – Sei que temos motivos de sobra para estarmos desconfiados, mas essas pessoas me parecem tão assustadas quanto nós.

- È o seu sexto sentido de psicóloga que está lhe dizendo isso, Libby?- indagou o rapaz baixinho com o violão, colocando-se à frente da mocinha grávida no intuito de protegê-la.

- Pessoal, vamos ser práticos.- disse um senhor gordo e idoso de mãos dadas com uma senhora negra. – Não adianta nada ficarmos aqui em pé discutindo no meio da selva.- ele olhou para o céu. – Uma tempestade está para cair e nós precisamos levantar acampamento.

Quando ele acabou de falar um cachorro labrador que vinha preso pela coleira, sendo segurado por um garotinho deu dois latidos altos, como se tivesse concordado com a idéia do senhor idoso de levantar acampamento.

- Está bem.- assentiu o árabe. – Vamos levantar acampamento!

Sawyer, Ana-Lucia e Juliet ficaram ali parados, ainda muito surpresos por todas aquelas pessoas terem sobrevivido ao desastre aéreo e só agora aparecerem diante deles. Jack e Kate ficariam com certeza tão chocados quanto eles próprios estavam, aliás, por onde eles andavam, perguntavam-se internamente.

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- Ai que dor de cabeça!- resmungou Kate apertando as têmporas. Estava um pouco zonza, mas conseguiu se erguer do chão e sentar-se. Piscou os olhos, o ambiente onde estava era escuro e ela sobressaltou-se, o coração acelerado. – Jack! Jack!- gritou.

Escutou passos vindo em sua direção em meio à penumbra e distinguiu o vulto de um corpo.

- Jack?- arriscou, tensa.

- Você está bem?- ele indagou, se agachando ao lado dela.

A tensão de Kate diminuiu ao constatar que era ele e seus lábios curvaram-se num pequeno sorriso.

- Eu acho que sim, estou bem. Mas não consigo me lembrar o que aconteceu.

- Você tropeçou em uma raiz de árvore e caiu do barranco onde estávamos. Ficou desmaiada um bom tempo, fico feliz que esteja acordada.- respondeu ele tocando o rosto dela.

- Onde estamos?

- Em uma caverna, na verdade uma rede de cavernas interligadas. Quando você desmaiou saí procurando um lugar para ficarmos até que encontrei essas cavernas.- ele abriu um largo sorriso. – Encontrei também uma fonte de água potável.

- Mesmo? Oh Deus, estou tão ansiosa por um banho.

Ela levantou-se do chão e bateu o barro da calça jeans clara, que a essa altura estava imunda.

- Você está bem mesmo?- Jack insistiu. – Não quebrou nada?- ele começou a apalpar os braços dela em busca de alguma fratura.

- Não, pra minha sorte acho que não quebrei nada. Preciso mesmo é de um banho, não sabe como andei sonhando com isso.

- Eu vou te mostrar a fonte.- ele disse e os dois saíram da caverna escura.

Caminharam um pouco e Kate ouviu o barulho familiar de um córrego. Apressou-se na direção do barulho e Jack a seguiu. Ficou maravilhada com o que viu, era um pequeno lago servido por uma fonte de água natural. Voltou-se para Jack e disse:

- Eu vou tomar um banho, será que você poderia...

- Sim, claro.- ele respondeu polido e afastou-se.

Kate levou as mãos à camiseta e já ia despi-la quando ouviu Jack dizer.

- Me desculpe, eu não quis te magoar, não sei o que deu em mim...

- Tudo bem, deixa pra lá, acho que fui muito pretensiosa.

- Por que pretensiosa?

- Deixa pra lá!- ela tornou a repetir e descalçou as botas para entrar na água.

Jack não ficou muito longe, estava com medo de deixá-la sozinha. Sentou-se em algumas pedras, perto de umas árvores e ficou observando-a de soslaio. Sabia que não deveria fazer isso, mas a curiosidade falou mais alto e ele foi incapaz de dar às costas à beleza que se revelava à sua frente.

Enquanto se despia, Kate se sentia observada. Sabia que Jack não estava longe e que provavelmente ele a estava espiando, mas aquela situação ao invés de ofendê-la estava mexendo com seus desejos mais secretos. Em sua mente indagava-se que loucura era aquela. Partira de Sidney se sentindo muito atraída por um homem que vira uma única vez no sinal de trânsito e depois ao reencontrá-lo naquela ilha, sobrevivente do mesmo vôo que ela, lá no fundo alimentou esperanças de conhecê-lo melhor e quem sabe de um possível romance. Mas agora sua cabeça dava voltas porque a última pessoa em quem pensaria naquele momento era em Sawyer. Beijara Jack, e sentira-se completamente diferente depois daquele beijo, queria mais. Queria saber como seria aprofundar aquele beijo e terminar nos braços dele fazendo amor.

Mordendo o lábio inferior, imaginou que ele realmente a estava espionando e começou a despir-se sensualmente. Já havia tirado a camiseta, as botas e a calça jeans. Pensou em entrar no lago de calcinha e sutiã, mas não queria a peça colada em seu corpo depois, por isso soltou o fecho da roupa, respirando fundo.

Jack quase não conseguia mais se conter, seu corpo inteiro estava em estado de alerta ao ver Kate se despindo e quando a viu tirar o sutiã soltou uma respiração pesada, pedindo consigo que ela tirasse o resto. Mas para sua frustração ela não o fez e entrou na água usando somente uma minúscula calcinha preta.

Ela nadou feliz pelo lago, jogando água para cima, tirando o sal da praia e toda a areia de seu corpo. Apesar de tudo de ruim que tinham passado Kate sentiu-se muito feliz naquele momento, somente por estar tendo a oportunidade de tomar um banho refrescante. Estava tão distraída, curtindo a água quando sentiu um puxão na perna esquerda e deu um grito.

Jack, vendo que ela se exaltava e se debatia na água, saiu de seu esconderijo de vouyer e correu até o lago, mergulhando de roupa e tudo. Tomou-a nos braços, indagando o que tinha acontecido.

- Eu não sei.- ela respondeu. – Senti algo puxando a minha perna machucada e imaginei se não teria sido a mesma coisa que atacou a Ana-Lucia no outro lago perto da praia.

- È melhor sairmos da água.- disse ele, ainda carregando-a no colo.

Assim que saíram da água, ele a pôs no chão. Sentindo-se de súbito, tímida, cobriu os seios nus com as mãos.

- Você está mesmo bem?

- Eu estou bem sim.- ela respondeu.

Jack mantinha os olhos fixos no corpo dela. Kate tinha os braços cruzados sobre o peito, a cintura fina, gotas de água escorrendo atrevidas para o umbigo, e a calcinha colada ao corpo moldando a parte que ele queria desesperadamente vislumbrar.

- Kate...

Ela nada disse, permaneceu parada na mesma posição, estava queimando de desejo com o olhar dele.

- Você é tão linda, não se cubra, eu quero vê-la, prometo que não vou tocá-la.

Kate deu um sorriso malicioso e soltou os braços da frente de seu corpo relaxando-os. Os seios despontaram, túmidos de frio e excitação.

- Se não vai me tocar porque olhar?- disse a ele com entonação sensual.

Jack aproveitou a deixa e se aproximou dela, colando seus corpos.

- Está com frio?

- Sim.- ela admitiu, roçando seus lábios nos dele, buscando sua boca.

Ele encostou a ponta de sua língua na dela e disse:

- Eu vou te esquentar.

Apertou o corpo dela junto do seu e explorou sua boca com calma, provando a maciez e umidade de seus lábios. Kate entregou-se, entrelaçando seus braços ao redor do pescoço dele. As mãos dele se espalmaram nos seios dela e os polegares acariciaram os mamilos rosados. Tirou a própria camisa e estendeu à beira do lago para que Kate se deitasse. Depois saiu beijando o corpo dela por inteiro. Kate murmurou:

- Beije os meus seios.

Jack o fez: - Assim, assim que você gosta?

- Hummm, mais...

Ele começou a chupar o mamilo fazendo Kate gemer. Instintivamente, a mão dela começou a acariciar as próprias coxas, deslizando em terreno perigoso. Jack segurou a mão dela e sussurrou em seu ouvido.

- Assim não vale, sou eu quem vai te dar esse prazer!

Beijou-a novamente sufocando um gemido que ela deu quando ele colocou a mão dentro de sua calcinha e tocou a penugem úmida de sua intimidade. Ela abriu mais as pernas e ele pôde deslizar um dedo na abertura molhada dela. Kate estremeceu e começou a contorcer-se. Jack deslizou mais um dedo e começou a fazer movimentos de vai e vem. Kate gemia querendo cada vez mais.

- Tire a roupa!- ela exigiu. – Tire a roupa e vem pra dentro de mim!

Jack abriu o zíper da calça e deixou Kate vislumbrá-lo. Ela prendeu a respiração ao vê-lo lindo, pronto para ela. Estendeu a mão para tocá-lo e Jack permitiu. Kate sentia a virilidade dele entre seus dedos e arfava, estava tão excitada que nem conseguia pensar. Puxou a calcinha para o lado e abriu-se o máximo que pôde para ele. Jack beijou-lhe o centro e acariciou-a com a língua. Kate gritou:

- Jack!

Puxou o corpo dele para ela, empurrando-o para junto de si. Queria ser penetrada o mais rápido possível, mas Jack tinha outros planos. Roçou seu sexo com o dela, mas não a penetrou. Kate gemeu desesperada e tentou fechar as coxas ao redor do corpo dele, mas Jack não permitiu. Continuou manipulando-a com os dedos até que ela atingisse o clímax. Mesmo assim Kate não queria parar e exigiu:

- Me tome agora mesmo! Quero senti-lo dentro de mim!

- Se acalme Kate!- ele pediu tentando acalmar a si mesmo para não arrebatá-la violentamente.

O coração dela batia descompassado e seu corpo exigia que fossem até o fim, no entanto, ficou muito frustrada ao ver Jack se levantar e entrar no lago frio na tentativa de diminuir o desejo voraz que o consumia.

- O que está fazendo?- ela indagou. – Ainda não acabamos.

- Me desculpe, eu queria muito ir até o fim, mas não podemos. Não temos preservativos, você pode ficar grávida.

- Como é?- ela ergueu uma sobrancelha, seu corpo queimando de vontade de fazer amor.

- Estamos numa ilha deserta, não sabemos quanto tempo vamos ficar aqui, nós mal nos conhecemos, não vai querer ficar grávida de um filho meu assim do nada, eu como médico...

- Você é um idiota!- ela bradou. – Não me importaria nada se você fizesse três filhos em mim agora mesmo desde que saciasse a minha vontade, eu estou louca pra fazer amor com você.

- Então é melhor esperarmos pra fazermos isso com segurança, acredite, está sendo mais difícil pra mim do que pra você.

- Ah, eu acredito.- disse ela sarcástica procurando por suas roupas. – Se fosse o Sawyer que estivesse aqui comigo agora...

- Por favor não diga isso!- ele pediu, aborrecido. – Estou fazendo isso para o seu bem!

- Obrigada!- ela respondeu irônica e terminou de se vestir se afastando dele. – È melhor você se vestir, temos que voltar para o acampamento.

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A presença de todas aquelas pessoas no acampamento era um tanto inquietante para Sawyer. Se suas chances de ficar com Ana-Lucia já eram difíceis, imagina agora com todas aquelas pessoas transitando pela praia de um lado para o outro. Estava pensando nisso quando uma garota loira, bem feita de corpo, vestida de um jeito provocante se aproximou dele e insinuante disse:

- Olá!

- Oi.- respondeu Sawyer.

- Aquela mulher loira e antipática, que ficou boquiaberta quando chegamos aqui...

- Juliet!- disse ele.

- Isso mesmo, a Juliet disse que você é quem tem os artigos de primeira necessidade por aqui e eu estou precisando de cordas para armar a minha barraca.

- E por que eu te daria cordas assim de graça?

- Porque a gente pode fazer uma troca, você me dá as cordas e a gente pode se divertir um pouquinho depois, você é um gato! A propósito, meu nome é Nikki.

- Muito prazer, Nikki.- respondeu Sawyer se levantando da areia e beijando a mão dela de um jeito galante. – De quantas cordas precisa...

Ana-Lucia observava os dois conversando de longe e ficou muito irritada ao ver o jeito de Nikki para cima de Sawyer.

- Era só o que me faltava.- resmungou consigo mesma. – Presa numa ilha deserta e ainda aparece uma abusada dando em cima do meu homem, mas isso vai acabar já!

Ela se aproximou dos dois.

- Sawyer!

- O que foi?- ele respondeu grosseiro. – Não vê que estou ocupado?

- Ah que pena.- ela respondeu sarcástica. – Eu estava justamente chamando você para ir até a minha tenda terminar o que a gente começou antes de sermos interrompidos.- ela fazia charme com os cabelos e sua voz rouca falava de um jeito sensual.

Sawyer olhou para Nikki e depois para Ana-Lucia, desceu os olhos pela cintura exposta pela camisa rasgada dela e perdeu-se na pele morena, lembrando como era macia e deliciosa. Voltou a olhar para Nikki.

- Desculpa meu bem, gosto de loiras mas as morenas me tiram o fôlego, pode pegar as cordas na minha barraca, não pegue mais de duas ou irá se ver comigo.

Ana-Lucia deu a mão para ele e o levou direto para a sua tenda. Quando entraram, Sawyer perguntou a ela:

- Se eu soubesse que seria assim tão fácil te fazer mudar de idéia...

Ana colocou um dedo nos lábios dele.

- Cala a boca e me beija!- disse ríspida.

Sawyer não hesitou mais, tocou a bela face de Ana e fitou os lábios cheios, rubros e sedentos por seus beijos. Tocou aqueles lábios tentadores com os seus, provando-os lentamente. Então, ele não pôde mais pensar em nada e a beijou com tanto ardor que até mesmo Ana-Lucia se surpreendeu, arregalando os olhos por alguns instantes antes de corresponder ao beijo dele com a mesma paixão.

As línguas se entrelaçaram, as bocas se explorando em um beijo faminto enquanto as mãos dela tentavam tirar-lhe a camisa. Ajudou-a a tirá-la depois que Ana-Lucia abriu todos os botões da camisa dele, arrancando alguns pelo caminho devido à pressa que ela tinha em tocá-lo sem barreiras.

Sawyer cerrou os dentes quando sentiu as mãos macias dela correndo por seu tórax, traçando um caminho pelas costelas dele. Ana cobriu-lhe o peito de beijos úmidos, mordiscando-lhe a pele, acariciando os mamilos masculinos com a ponta da língua. Ele estremeceu de prazer e em seguida segurou-a pelos braços puxando-a para si e tornando a se apoderar de seus lábios.

Não souberam ao certo como aconteceu, mas através das mãos impacientes de ambos, logo estavam completamente despidos. Ana-Lucia estava sentada no colo de Sawyer, fitando-o com um anseio tão grande em seus olhos escuros que o deixava sem fala. Sawyer afagou-lhe as coxas macias, admirando seu corpo sensual, não demorando a tocar-lhe os seios com ambas as mãos. Eram perfeitos, arredondados, com mamilos grandes que se intumesceram sob os seus dedos quando os tocou.

Inclinou-se para capturar um mamilo entre seus lábios, sugando-o demoradamente. Circundou o outro com a ponta da língua, estimulando-o e também o sugou, as carícias ficando mais ousadas e impacientes a cada minuto. Suas mãos agora percorriam o corpo dela com avidez, avançando em direção ao centro da feminilidade dela. Os sussurros roucos de Ana possuíam um efeito incrivelmente erótico aos seus ouvidos.

- Sim...Sim...toque-me assim!- dizia Ana, de olhos fechados desfrutando das carícias íntimas que ele fazia nela.

De repente, um violento espasmo de prazer a percorreu, fazendo com que ela arqueasse seu corpo diante da doce tortura dos dedos dele. Sawyer sorriu:

- Você é tão macia...- ele elogiou. – Está tão quente!

Ana sorriu para ele, ainda desfrutando do prazer que ele proporcionara segundos antes. Ficou de joelhos, abriu as pernas e guiou o corpo dele para si, se encaixando nele devagar. Sawyer ficou observando a ousadia dela e uma onda de prazer intenso o percorreu quando se sentiu por inteiro dentro dela, a sensação era tão intensa que ele ficou sem fôlego.

Quando a sentiu movendo os quadris para frente, segurou-os, se ela continuasse a se mover desse jeito ele não duraria cinco minutos.

- Devagar, muchacha...

Ela riu baixinho e deixou que ele a conduzisse para o chão, deitando-se por cima dela. Sawyer tomou os lábios dela novamente, com fome dela. Ela envolveu as pernas ao redor da cintura dele e ambos começaram a se mover freneticamente. Quando Ana atingiu o ponto do alto do prazer, ele calou seu grito delicado com um beijo ardente. Continuou movendo seu corpo contra o dela até que foi sua vez de ser arrebatado por um êxtase igualmente incrível.

Quando ambos conseguiram retomar o ritmo normal de suas respirações e os corpos pararam de tremer, Sawyer rolou para o lado, saindo de cima do corpo quente e aconchegante de Ana-Lucia.

Sawyer ficou olhando para ela, embasbacado, apaixonado e sorrindo como bobo, tocou-lhe a face com carinho.

- Por que está me olhando desse jeito?- Ana indagou, levantando-se do chão e recolhendo suas roupas para vestir-se.

- Ora, e você ainda pergunta? Acabei de fazer amor com uma morena deliciosa. Acho que já posso começar a me gabar para as pessoas, ainda mais que o lugar agora está povoado.

- Como assim se gabar para as pessoas?- perguntou ela, muito séria terminando de vestir a calcinha e em seguida pondo a calça jeans, depressa.

- Meu bem, depois de tudo o que acabamos de fazer não posso contar às pessoas que estamos namorando?

- Namorando?- Ana retrucou, incrédula. – Querido, isso é tão bonitinho, mas quantos anos você tem? Não estamos namorando, foi só uma transa pra aliviar um pouco do stress nessa droga de ilha.

- Só uma transa?- indagou ele, incrédulo vestindo rapidamente a cueca e as calças.

Ana vestiu seu pedaço de camisa e já ia saindo da tenda dele quando Sawyer a segurou pelo braço.

- Peraí, Lulu! Ainda não estou te entendendo.

- E eu preciso ser mais clara com você? Tá bom!- ela puxou o braço com força. – Você é gostoso, e não tem nada melhor pra fazer nessa ilha, assim como não tinha nada melhor pra fazer no aeroporto, por isso eu transei com você.

- Pouco me importa porque transou comigo!- ele explodiu de raiva. – Mas fique sabendo que você não terá outro homem nesta ilha, não vou dividir minha mulher com ninguém.

- Não sou sua mulher!- e sem dizer mais nada ela deixou Sawyer sozinho na barraca, ainda sem acreditar no que ela tinha dito.

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A praia era muito extensa e Sayid estava gostando particularmente daquele novo lugar. As pessoas trabalhavam com afinco construindo seus novos abrigos. Juliet estava impaciente com a demora de Jack, só em pensar no que o médico poderia estar fazendo com Kate, ela se corroia de ciúmes. De repente, viu que as pessoas paravam seus afazeres e corriam para o meio da floresta. Resolveu segui-las e descobrir do que se tratava. Quando conseguiu chegar perto, se meteu no meio das pessoas e viu várias caixas caídas no chão em volta de uma rede em um pára-quedas.

- Mas o que é isso?- perguntou ela confusa.

- Eu não sei.- respondeu Charlie, o cara que não largava seu violão. – Nós ouvimos um barulho, parecia um helicóptero, corremos para cá e encontramos essas caixas.

- Então o que estamos esperando?- disse Sawyer surgindo do meio das pessoas. – Vamos abrir e ver o que tem dentro.

As pessoas fizeram uma grande festa quando descobriram que dentro da caixa havia comida industrializada e objetos de higiene pessoal. Há dias Ana-Lucia rezava por um vidro de xampu. Juliet estava feliz também, checando uma caixa de cereais quando viu Jack e Kate chegando na praia. Correu até eles. Jack e Kate se entreolharam ao ver todas aquelas pessoas na praia.

- Oh meu Deus, Jack! Será o resgate?

- Mas eu não vejo helicópteros e nem barcos.- disse ele.

Quando Juliet se aproximou deles, pulou no pescoço de Jack abraçando-o. Ele a afastou delicadamente e indagou:

- Juliet, mas o que aconteceu na nossa ausência?

- Da onde apareceram essas pessoas? Quem são?- perguntou Kate, reconhecendo alguns rostos.

- São sobreviventes do avião como nós.- respondeu a médica. – Parece que a parte de trás do avião caiu do outro lado da ilha e eles atravessaram a ilha inteira para chegar até aqui.

- E por que fizeram isso? Por que não aguardaram o resgate do outro lado, como nós estávamos fazendo?- questionou Jack.

- Parece que eles foram atacados.- Juliet limitou-se em responder.

Nos dias que se seguiram Jack fez amizade com os outros sobreviventes e juntos, eles ergueram um moderno acampamento com direito à despensa na praia e sistema de chuveiros separados para homens e mulheres. Em uma noite tediosa, Charlie e seu grande amigo Hurley inventaram uma geringonça usando uma bateria de laptop e o discman de Hurley fazendo com que houvesse som na ilha.

Rose, uma simpática senhora que gostava de ajudar a todos e Sun, a esposa do coreano preparam um delicioso jantar com carne de porco e peixe. John Locke era um dos homens que gostava de caçar, e Jin, o marido de Sun era um excelente pescador.

Todos estavam felizes e se divertindo naquela noite, com exceção de Sawyer e Kate. Ele porque fora rejeitado por Ana-Lucia, a mulher por quem estava perdidamente apaixonado e Kate por ter sido rejeitada por Jack, pelo menos era como ela se sentia.

- Se divertindo, sardenta?- Sawyer indagou, se aproximando dela na mesa. – Kate virou para o lado e viu Jack e Juliet comendo juntos e rindo. Franziu o cenho, mas disfarçou seu desagrado, colocando um sorriso forçado no rosto. – Mas é claro, todos nós precisamos de um pouco de diversão de vez em quando, mesmo estando presos aqui nessa ilha, adorei a idéia do Hurley e do Charlie em dar uma festa. Mas e quanto a você, está se divertindo também?

Sawyer voltou seus olhos para Ana-Lucia que caminhava à beira da praia, molhando os pés na água. Ela havia conseguido uma blusa nova para substituir a que ele rasgara. Percebeu que Sawyer a fitava e olhou torto para ele. Sawyer voltou seus olhos para Kate novamente.

- Estou me divertindo à beça.- respondeu. – Você nem me contou como foi na selva com o doutor? Ele não me falou nada a respeito agora que fez novos amiguinhos como o Crocodilo Dundee e o Mohamed.

- Não conseguimos nenhum sinal significante. Ouvimos uma mensagem no rádio, mas agora sabemos que foi um dos sobreviventes do nosso vôo que enviou.

- Bom, eu não estou perguntando sobre isso, a internet dos cocos já me informou. Estou perguntando sobre vocês dois, se divertiram na floresta?

- Prefiro não comentar.- Kate respondeu e começou a comer, buscando um lugar para sentar-se, encontrou o tronco de uma árvore. Sawyer a seguiu com um sorriso debochado no rosto.

- Prefere não comentar? Ah qual é sardenta, o que aconteceu na floresta? O doutor te rejeitou? Está mais do que na cara a sua "quedinha" por ele. Pode falar, eu não vou ficar magoado não.

- Assim como está na cara a sua "queda" pela Ana-Lucia.- Kate rebateu. – Eu sei que você se jogaria de um precipício se ela pedisse.

Sawyer tirou o sorriso do rosto na mesma hora.

- Então você se acha espertinha não é? Pois bem, dois corações despedaçados podem se unir em prol de um algo maior. Eu tenho um plano que vai tirar esses dois arrogantes do sério.

- Do que você está falando, Sawyer?

Ele não respondeu, ao invés disso, roubou um beijo de Kate, de súbito. Ela arregalou os olhos verdes tamanha foi sua surpresa. Ana-Lucia assistiu a cena enquanto caminhava para a despensa e ficou muito aborrecida. Balançou a cabeça negativamente e murmurou consigo, antes de se afastar para sua tenda:

- Bastardo!

Jack, que até então conversava sobre medicina com Juliet olhou com ar decepcionado para Kate. Então ela pensava em se vingar dele pelo que acontecera no lago? Mas o que ele podia fazer a respeito disso? A rejeitara, com boas intenções mas a rejeitara e pelo jeito ela ficara muito zangada com a atitude dele. Mesmo assim, ver Sawyer a beijando o deixava louco de ciúmes.

Quando Sawyer a soltou, Kate estava com ar incrédulo.

- Por que fez isso?

- Simples, sardenta. Quem desdenha quer comprar! Quer o seu doutor todinho pra você? Pois eu quero ter a Ana quando tiver vontade e não quero que ela fique brincando comigo. Ciúme! È tudo de que eles precisam. Você não tem idéia do que um coração enciumado é capaz de fazer? Se você se juntar a mim nessa empreitada, podemos começar um joguinho simples, sem maiores complicações para nós dois.

Kate finalmente entendeu o que ele estava querendo fazer e sorriu, talvez desse certo.

- E quais seriam as regras desse jogo?

- Até onde está disposta a ir, sardenta?- ele indagou malicioso. Kate o empurrou.

- Não quero nada com você, vamos apenas fingir!

- Certo.- concordou Sawyer. – Mas temos que ser convincentes.

- Concordo. – Kate o puxou pelo colarinho da camisa e saiu levando-o para sua barraca. – Começaremos agora!

As pessoas começaram a olhar para eles dois. Jack levantou-se do chão e limpou a areia das calças.

- Chega de festa pra mim por hoje!

Continua...