Pessoal eu queria pedir desculpas pela demora e também desculpas por mudar algumas coisas nesse capitulo. Mudei um pouco o café da manha e a Janta deles... Eu só percebi isso depois que eu acabei de escrever o capitulo, sério, eu escrevi loucamente sem parar hoje e quando fui ver eu tinha mudado algumas coisas kkkk Me perdoem. Mas acho que vocês vão entender.


Edward.

O barulho do despertador era ensurdecedor, mas eu já estava acordado a tempos. Na verdade, eu acordei por que Bella se levantou da nossa cama e partiu em direção ao quarto das crianças, era sempre assim nos últimos anos. Nós estamos enfrentando problemas... sérios problemas em nosso casamento, e eu não sei quando isso começou. Nós começamos a ser frios um com o outro, não jogávamos conversa fora como antigamente, nós conversávamos apenas o essencial. Me espreguicei e sentei na beirada da cama e sorri ao ouvir as risadas das crianças do outro lado do corredor, Bella sempre faziam com que as crianças acordassem com muto bom humor. Já eu, raramente acordava de bem com a vida, e isso atrapalhava cada vez mais nosso relacionamento. Caminhei em direção ao banheiro e fiz minhas necessidades matinais e tomei um belo e relaxante banho, fiz a barba e escovei os dentes. Bella sempre deixava minha roupa separada em um cabide dentro do armário esse era um dos hábitos que ela nunca deixou de mão.

Desci as escadas depois de 45 minutos e as crianças já estavam sentadas a mesa, me esperando para iniciar o café da manha. O café que Bella fazia podia ser sentido a quilômetros de distancia.

- Bom dia. - Disse passando pelas crianças, bagunçando seus revoltos cabelos castanhos.

- Hey! - Nicholas reclamou, ele sempre odiou que tocassem em seus cabelos. - Bom dia, pai.

- Bom dia. - Jordan mal deu atenção a mim, pois suas panquecas estavam mais interessantes.

Bella colocou uma xícara fumegante de café, torradas e manteiga a minha frente e o jornal estava ali também. Bella se sentou ao meu lado com seu chá e algumas bolachas.

- Bom dia, Edward. - Bella sorriu timidamente, olhando rapidamente em minha direção. - Dormiu bem ?

- Bom dia... Dormi sim. - Peguei o jornal ao meu lado e o abri. - E você? - Ouvi Bella bufar e apenas responder com um "Uhrum". Alguns minutos mais tarde Bella se pronunciou novamente.

- Os garotos tem um jogo semana que vem. Quinta feira se eu não me engano, é o começo do campeonato entre as escolas. - Abaixei meu jornal e o dobrei, colocando sobre a mesa.

- Isso é muito bom. - Disse olhando para os gêmeos. - Vocês estão preparados? - Jordan assentiu freneticamente, ele era o atacante, e modéstia a parte um do melhores entre as escolas, mas, Nicholas não estava muito animado. Bella apenas observava sem dizer uma só palavra.

- O que houve Nich? - Perguntei cutucando seu braço com meu dedo indicador. - Por que você não está animado como seu irmão?

- Você vai nos assistir? - Bella respirou fundo e voltou seu olhar a mim, esperando minha resposta.

- Claro que vou Nich, eu-

- Você sempre diz que vai. Mas nunca está lá. - Nicholas me olhou nos olhos e suspirou. - Do que adianta jogarmos com garra se você não vai estar lá para vibrar? Os pais de todos os garotos vão. - Sua voz continha magoa e seus olhos estavam tristes. - Os pais de Loui até fizeram torcida organizada e placas para ele. Mamãe vai em todos os jogos e torce pela gente... muito. - Nesse momento Bella se levantou recolhendo os pratos e copos da mesa. - Mesmo que sozinha. Mas falta você pai. - Jordan que estava animado, também entristeceu e sorriu amarelo para mim. Respirei fundo e me levantei indo em direção aos garotos e me ajoelhei entre eles.

- Eu dou minha palavra a vocês. Eu vou assistir ao jogo, na primeira fileira e vou torcer muito por vocês. Eu prometo. - Ambos assentiram e sorriram brilhantemente, assim como Bella que estava encostada no balcão nos olhando.

- Isso! - Jordan comemorou e Nicholas bateu suas mãos na mesa. - Agora sim, nós vamos jogar pra valer!

A felicidades dos meus filhos invadiram meu peito de uma forma que eu me senti cheio e completo, coisa que eu não sentia a muito tempo. Beijei os cabelos de cada um antes deles irem escovar os dentes para ir a escola. Bella ainda estava ali no balcão, mas seu sorriso não brincava mais em seus lábios.

- Você tem certeza, Edward? - Bella disse repentinamente. - Você não pode iludir as crianças assim...

- Eu estou dando minha palavra Bella. Eu vou a esse jogo, nem que seja a última coisa que eu faça...

[...]

Bella sempre acompanhou as crianças até o carro na ida da escola. Ela os beijava e abraçava os fazendo rir, era muito bem ouvir as risadas e juras de amor que eles faziam a Bella. Eles amavam muito, Bella... e eu também, certo?

- Obedeçam a Professora, não briguem, comam suas frutas e lavem bem as mãos. - Bella estava apoiada na janela do carro enquanto falava. - E quando chegar quero que me contem tudo o que aprenderam na escola, entendidos? - Os dois assentiram sem piscar. Bella saiu da janela e cruzou os braços indo em direção a mim. - Você volta para casa? - Perguntou.

- Eu não sei. - Coloquei a chave na ignição e liguei o carro. Nós fizemos o meu escritório da ArtGlass na nossa casa para que eu tivesse tempo para nossos filhos mas mesmo assim, tempo, era uma coisa longe, que eu não tinha a séculos. - Acho que hoje vou passar lá na loja em Port Angeles. Mas não tenho certeza. - Bella assentiu, franzindo seus lábios levemente.

- Ok então. - Bella sorriu, mas o mesmo não chegou a seus olhos. - Bom dia, Edward. - Bella se afastou e voltou seu sorriso para nossos filhos. - Divirtam-se, crianças.

- Tchau, mamãe! - Ambos responderam, acenando freneticamente para Bella, enquanto o carro se afastava.

- Pai! - Jordan me chamou. - Música.

Eu sorri ao saber do que as crianças gostavam. Estiquei meu dedo para o touch do aparelho de som e dei play na músicas que eles estavam esperando tocar. Shoot to Thrill do AC/DC. Jordan segurou sua guitarra imaginária e tocou os primeiros acordes, sua cabeça balançava de um lado para o outro no ritmo da música e seus olhos estavam fechados, completamente concentrado na musica. Já Nicholas estava com sua bateria imaginária, suas mão seguravam as baquetas que batiam no ar e em sua coxa e então eles começaram a cantar. E eu é claro fui no embalo. Eu havia ensinado aos meus garotos o que era música de verdade e graças a Deus eles gostaram e muito. A viagem até a escola era um pouco longa, eles estudavam em Port Angeles também, mas sempre conseguíamos fazer com que a viagem até a escola passasse rápido. Depois de mais algumas músicas as crianças se aquietaram e ficaram apenas observando a paisagem. Nicholas estava pensativo demais, suas sobrancelhas estavam unidas e seus dedos amassavam a barra da sua camiseta, Jordan não estava muito atento a Nicholas, mas quando se virou para o irmão mais velho, pareciam que eles estavam conversando mentalmente, pois Nicholas tinha um olhar firme e Jordan parecia suplicar para Nicholas não falar o que queria.

- Vocês estão bem? - Perguntei olhando pelo retrovisor do carro. Ambos assentiram. Nicholas respirou fundo, decidido e lançou a bomba.

- Pai por que-

- Nicholas não faz isso! - Jordan cortou Nicholas sussurrando.

- Eu quero saber o que está acontecendo, Jordan! Isso não é justo com ela! - Nicholas estava um pouco alterado e isso não era normal, pois dos dois ele era o mais calmo.

- Hey, hey! Sem briga os dois. Vamos conversar como homens. - Jordan negou com a cabeça e cruzou seus braços bufando. Mas Nicholas assentiu olhando em meus olhos.

- Pai não é justo! O que nós fizemos de errado? - Nicholas jogou e Jordan fechou os olhos e tampou os ouvidos com suas mãos. - Nós somos filhos ruins?

- Não, Nicholas. Por que você acha isso? - Eu estava realmente confuso.

- Por que toda noite ela chora sozinha no quarto ou chora quando está no nosso quarto. Eu juro pai, eu faço tudo por ela e Jordan também. - Nicholas olhou para seu irmão que tinha os olhos levemente marejados. Consegui estacionar na mesma vaga dentro da escola, desliguei o carro e me virei para eles. Nicholas ainda vomitava suas palavras. - Nós a abraçamos, dizemos que a amamos mais que pasta de amendoim. Ela sorri e nos abraça...

- Mas ela sempre volta a chorar. - Jordan completou a frase de seu irmão.

- Eu estou um pouco confuso e perdido aqui. De quem estamos falando? - perguntei, coçando minha nuca

- Meu Deus, pai! - Nicholas exclamou aumentando um pouco o tom de sua voz, lancei meu olhar reprovador mas logo ele se desculpou. - Estamos falando da mamãe.

- Então você está me dizendo que Bella esteve chorando? Quando?

- Todas as noites a algum tempo, pai - Jordan disse com sua voz baixa. - Isso se não a muito mais tempo.

- É... - Nicholas suspirou. - O que nós fizemos de errado, pai? Eu não aguentou ver a mamãe chorar toda noite. As vezes nos acordamos com seu choro baixinho, ela apenas nos abraça e dorme com a gente.

- Por que mamãe está triste assim, pai?

Por que? Como que eu vou dizer ao nossos filhos que nosso casamento não anda bem? Como que eu vou dizer que eles não tem culpa de nada, que os únicos culpados somos eu e Bella. Meus meninos estavam triste por Bella estar triste e eu não posso deixar que isso os afete. Eu preciso arrumar essa bagunça toda. E vai ser hoje!

- Vocês não tem culpa de nada. Acreditem em mim. Bella ama vocês mas que a própria vida, ela faria de tudo para ver vocês felizes. - Eles assentiram tristemente e soltaram seus cintos de segurança.

- E você pai? - Nicholas questionou me olhando.

- Eu o que?

- Faria de tudo pra ver a mamãe feliz? - O ar me faltou nesse exato momento. As vezes esses meninos não pareciam ter 7 anos de idade, ainda mais com toda essa conversa. Minha boca abria e fechava e nada saia dela. Os garotos ainda continuavam a me olhar até que o sinal tocou, anunciando o começo das aulas.

- Bom... - Respirei fundo passando a mão em meus cabelos.

- Até mais tarde pai. - Jordan disse abrindo a porta do carro.

- Tchau papai. - Nicholas acompanhou seu irmão. Eu apenas acenei e me afundei no banco do carro.

O que acabou de acontecer aqui?

[...]

Tudo estava em ordem na loja o movimento aumentando aos poucos, por mais que seja uma cidade pequena, mas as encomendas estavam a todo o vapor. Eu não precisava estar na loja hoje, não havia nada para fazer lá. Porém não conseguia ficar em casa, com esse clima estranho entre mim e Bella. Meu celular vibrou em meu bolso e vi que era uma mensagem de Bella, dizendo que Alice estaria de volta a Forks. Eu já sabia pois havia recebido uma mensagem de Alice, que tinha me convidado para tomar um café e matar a saudade. Alice queria se encontrar em minha casa, mas a respondi dizendo que não poderia hoje. Quem sabe outro dia.

Respondi Bella rapidamente e guardei meu celular no bolso.

Sai da loja e resolvi pegar o carro e ir até a praia, o tempo não estava muito bom e isso era bom, pois a praia estava vazia. Sai do carro e me encostei no capo olhando as ondas baterem furiosamente em alguns troncos de arvores e pedras ali. Meu celular vibrou novamente e era Alice desta vez.

- " O que você tem de tão importante para fazer que não pode vim me ver? " - Alice.

- " Algumas coisas..." - Edward.

- " Sinto sua falta, idiota. " - Alice.

- " Também sinto a sua, Smurfette." - Edward.

Sorri ao enviar a última mensagem, a chamando de Smurfette, eu sabia que Alice odiava esse apelido, nunca era tarde para irrita-la um pouco. Meu sorriso logo morreu ao lembrar de Bella. Eu não sabia o que fazer, os garotos estavam percebendo que algo estava errado, e logo eles iam perguntar a Bella e depois ela perguntaria a mim, e depois nós brigaríamos de novo e eu faria Bella chorar. Droga.

O que eu poderia fazer para mudar um pouco a situação?

Você poderia começar indo até sua casa e ficar um pouco com sua irmã e Bella ou você poderia chamar Bella para jantar e colocar toda roupa suja pra lavar... E depois você poderia dizer que a ama, coisa que você não faz a muito tempo, você poderia abraça-la, sentir seu corpo no seu, sentir seu perfume, sentir a macies de sua pele. Inúmeras coisas para se fazer, Edward. Minha consciência gritou. Certo. Eu posso fazer isso. Meu peito inchou com coragem e entrei no carro indo em direção a minha casa. Eu estava decidido a mudar tudo. Tudo voltaria a ser como antes. Chega de sofrer, nós seriamos uma família feliz novamente, eu faria Bella sorrir como sempre sorriu. Ela não merecia passar por toda essa tristeza, ela merece ser feliz e eu vou trazer essa felicidade novamente a minha família. Eu tinha um sorriso em meu rosto enquanto dirigia, meu coração batia acelerado, minhas mãos estavam fixas e firmes no volante. Flores. Compre flores. Minha consciência gritou novamente. Estacionei numa pequena loja de flores e sai do carro, indo em direção a loja.

O sino da loja tocou assim que abri a porta, porém ninguém veio ao meu encontro, então comecei a procurar por alguma flor que me chamasse atenção. Girassóis, Lírios, Margaridas, Tulipas, Frésias, Bromélias, Gérberas. Tantas flores, mas nenhuma me chamou atenção.

- Orquídea. - Uma senhora com um pouco mais de meio metro disse com um sorriso de lábios franzidos.

- Desculpe? - Eu disse olhando para a senhora em minha frente.

- Este tipo de flor Possui diversos significados: beleza feminina, amor, desejo, pureza espiritual, perfeição, sabedoria e luxúria, podendo transmitir com muita força e presença diversos sentimentos. O mais refinado dos presentes!

Passei meu dedo indicador pela Orquídea roxa, ela era realmente muito linda.

- Porém a branca significa perdão. - Minha mão caiu no exato momento da palavra perdão. Como é que ela sabe? - Raramente homens vem aqui. Eu recebo mais visitas de mulheres, porém quando algum homem vem aqui eu tenho duas opções. Ou ele veio atrás de flores para impressionar uma mulher ou para pedir perdão.

- Como que a senhora adivinhou? - Indaguei ainda surpreso.

- Me desculpe, rapaz. Mas, está escrito em sua testa que veio aqui atrás de alguma flor para se desculpar. - A senhora sorriu mostrando suas rugas de idade e sabedoria.

- Bom... A senhora está certa. E eu vou levar algumas dessa.

(..)

Eu estava nervoso. Não, eu estava em pânico, minhas mãos estavam tremulas e eu estava transpirando. Arrumei mais uma vez as orquídeas no buque enquanto procurava as chaves em meu bolso. A cortina da janela da sala estava brevemente aberta e ali eu poderia ver Bella e Alice conversando. Bella estava com seu rosto banhado em lágrimas, seus cabelos bagunçados e seus olhos estavam tristes. Meu coração acelerou diante dessa imagem, ela parecia cansada... Quebrado, seu coração estava quebrado e isso me doeu profundamente. Eu prometi cuidar e amar Bella até o ultimo dia de nossas vidas e eu a deixo assim? Que tipo de homem eu sou?

Minha respiração estava descompassada, me aproximei um pouco mais da janela, eu não queria bisbilhotar, porém eu precisava saber o que Bella estava contando a Alice.

- Semana passada eu cortei meus cabelos, passei na manicure e Edward não percebeu, não me disse nada. - Bella disse passando as mãos no rosto tentando limpar suas lágrimas. - Eu cheguei a pensar se Edward teria outra...Mas ele passa a maior parte do tempo aqui! - Eu posso ser tudo menos infiel. Nunca trairia minha mulher. - Será que eu não sou mais atraente? Sei que ganhei alguns quilinho depois que tive as crianças... - De longe Bella era a mais linda e atraente de todas as mulheres que já cruzaram na minha frente. E eu nunca tive olhos para nenhuma outra a não ser Bella.

Bella deitou no colo de Alice e logo em seguida começou a acariciar seus cabelos.

- Sabe, eu pensei na hipótese de pedir divórcio. Assim Edward se livraria de mim e viveria sua vida. Por que eu acho que eu o atrapalho... Eu...

Divórcio? Bella quer divórcio!? Meu coração gelou com essa simples palavra. Eu cambaleei tropeçando num pequeno anão de jardim ali, mas logo me recompus. Porra. Divórcio? Eu...Não posso deixar isso acontecer. Não posso destruir minha família, os meninos vão ficar tão tristes se souberem que vamos nos divorciar. Droga. Eu preciso entrar lá e tirar essa ideia de merda da cabeça dela. Eu estava decidido a entrar em minha casa quando Alice abriu a porta e me encarou. Oh Deus, eu nunca recebi esse olhar de Alice, ela estava furiosa comigo. Me aproximei lentamente de minha irmã que começou a andar em minha direção. Seu maxilar estava fortemente apertado assim como seus punhos.

- Oi... Alice. - Nada foi dito. Ela atravessou em minha frente e entrou no passageiro em meu carro. Suspirei derrotado e caminhei até o carro e entrei. Coloquei o cinto de segurança e dei partida silenciosamente, não queria chamar atenção de Bella.

Eu estava dirigindo pela cidade e Alice não me disse nenhuma palavra, apenas olhares frios e cortantes. Senti calafrios durante todo o percurso, até que parei na pequena praia, onde estava a algumas horas atrás. Desliguei o carro, retirei o cinto e esperei a onda de gritos e tapas começaram. Porem, nada disso veio.

- Por que você não me disse nada? - Sua voz era calma, seu olhar estava fixo no mar.

- Eu...

- Por que não me ligou? - Alice brincava com suas unhas bem feitas.

- Não achava que...

- Eu sou sua irmã! Isabella é minha melhor amiga! - Sua voz ficou brevemente alta. - Como você pode ser tão... tão... Insensível?

- Alice, eu não fazia a menor ideia!

- Ah não!? Como que você não percebe que seu casamento não está indo bem? Como você não percebe que sua esposa está triste e deprimida pela casa ? - Desta vez seu olhar cruzou com o meu e ele estava pegando fogo. Suas orelhas estavam vermelhas e eu pudia ver sua pequena veia de irritação pulsar em seu pescoço. - Você não tem nada pra me dizer!? - Eu dei ombros. Eu realmente não tinha o que dizer.

- Ela quer o divórcio.

- Eu sei... -Essa maldita palavra... Dói.

- Como você sabia? - Alice soltou seu cinto de segurança e se virou em minha direção.

- Minutos depois que eu cheguei em casa. Eu juro Alice eu não queria ouvir nada da conversa de vocês. Eu fui até a janela e... Eu ouvi.

- Você o que!? - Sua voz subiu vários tons acima enquanto gritava comigo. - Puta merda, Edward! Eu não acredito nisso. Como que você faz isso? Você conhece a palavra privacidade? - Eu baixei minha cabeça, envergonhado.

- Eu estava indo para me desculpar com Bella e tentar fazer com que tudo voltasse ao normal. - Apontei para as orquídeas, agora abandonadas, no banco de trás do carro. Alice olhou paras as flores e suspirou fundo. Sua expressão suavizou um pouco, mas ela ainda estava chateada comigo.

- Eu não fazia ideia, Edward. - Eu assenti erguendo minha cabeça, olhando em seus olhos. - Mas eu tenho que me desculpar com você.

- Você não precisa se desculpar.

- Oh... Não é pela bronca que eu estou te dando. Ou por ter atrapalhado seu plano de se reconciliar com Bella.

- Então é pelo quê? - Alice respirou fundo e largou a bomba.

- Eu estou do lado dela.

- O que!? - Agora foi minha vez de gritar. Pude ver Alice estremecer, mas ela não desviou o olhar do meu.

- Sim, eu estou do lado dela. Eu não quero ver minha amiga infeliz, Edward. Eu quero ver aquele lindo sorriso que ela tem, aquela contagiosa risada. Você lembra? Isso era uma das coisas que você mais gostava nela. E o mesmo que gostava acabou lhe tirando tudo isso. Eu a quero com um homem que mereça seu amor, que a faça rir, que a elogie todos os dias. Mesmo quando ela estiver de tpm, descabelada e com cara de poucos amigos. Eu estive errada durante esse tempo todo. Eu pensava que você era o cara perfeito para Bella. Mas eu errei e feio.

- Nossa, Alice. Isso doeu. - Meus olhos estavam marejados e meu coração apertado.

- É? - Alice baixou sua cabeça e riu. - Bella está sentindo essa dor a muito tempo antes de você. Agora é sua vez.

Alice sabia como ser dura comigo e eu estava merecendo ouvir cada palavra.

- Me leve para o aeroporto, estou com saudades da mamãe. - Alice afivelou seu cinto e nada mais foi dito.

Na ida para o aeroporto não trocamos mais palavras o único som era do vento que batia contra o carro. Alice manteve seu olhar para fora, olhando as arvores que passavam em um borrão por nós. Esse silencio estava me matando, mas, eu não sabia o que dizer para Alice naquele momento.

Parei o carro no acostamento do aeroporto e Alice se virou para mim.

- Se eu fosse você começava a arrumar suas coisas. Bella está decidida e você sabe que ela tem meu total apoio. - Mantive meu olhar para frente com as mãos firmemente apertadas no volante. Alice se soltou de seu cinto e esticou seus braços em minha direção. Suspirei em derrota e soltei meu cinto e a abracei forte. Os abraços de Alice era sempre o que me acalmava, era quente e acolhedor. Meus olhos pinicavam, eu não poderia aguentar mais e então chorei silenciosamente no ombro de minha irmã. As pequenas mãos de minha irmã acariciava meus cabelos, me acalmando, e meu choro foi sessando aos poucos.

- Eu amo você. - Alice disse antes de me soltar.

- Eu também amo você, smurfette. - Alice rosnou me dando um peteleco na orelha mas acabou sorrindo e saiu do carro.

Não perdi tempo e voltei logo para casa. Eu não vou deixar meu casamento acabar. Minha vida acabar. Preciso chegar logo em casa, por isso passei em alguns sinais vermelhos... Ok, não alguns, vários. Eu sempre dirijo com cautela, mas hoje é caso de vida ou morte do meu casamento.

Já se passava das 20 quando eu cheguei em casa e fui recebido por calorosos abraços dos meu pequenos. Era bom ser recebido assim em casa. Mas faltava uma pessoa... Bella. Eu não me lembro quando foi a ultima vez que Bella me recebeu com beijos e abraços em casa depois de um dia de trabalho. Outra coisa que precisamos trabalhar era isso.

- Desculpe a demora, levei mais tempo do que pensei. - Eu me expliquei e Bella apenas assentiu dizendo que estava esperando minha volta para casa, enquanto colocava os pratos na mesa.

Nos sentamos e começamos nosso jantar. O clima era sempre o mesmo, comemos sem nenhum olhar ou conversa. E quando acabamos de jantar cada um ia para seu canto. Eu estava acabando de comer quando algo estralou em minha mente. Amanha tenho uma festa para ir, aniversário da empresa. Porra. E eu me esqueci completamente. Todos os anos tenho essas festas estupidas para ir. Eu sempre compareci, mas nada mais que 1 ou 2hrs na festa, apenas para marcar presença. Sempre achei chatas e desnecessárias. Mas meu pai sempre me disse para nunca cancelar as festas. Então eu as mantenho todos os anos. Abri a boca para comentar sobre a festa e logo me veio essa brilhante ideia! Vou levar Bella para festa e lá poderemos conversar e colocar todos os pingos nos i's. Ainda mais que é Paris! A nossa Paris.

- Amanha nós vamos viajar. Temos uma festa da empresa para ir. - Oh droga. O jeito que estava na minha cabeça não era assim. Pela expressão que Bella fez, ela não estava nada feliz de ir comigo amanha.

- Mas Edward não podemos ir assim! E as crianças? - Bella jogou os talheres no meio do prato, fazendo um barulho agudo.

- Sim eu sei, mas, acabei me esquecendo. - Disse realmente sem graça. Pensei que com a notícia da viagem Bella ficaria um pouco mais feliz. - Você não pode negar, as passagens já estão compradas os vistos atualizados. Faça suas malas, coloque roupas de frio pois para onde vamos está congelando. Não se preocupe com as crianças. Rosie vai passar aqui antes de partimos. - Bella estava decidida a ir antes dessa leve pressionada que dei. Isso foi realmente preciso, caso não tivesse sido pressionada, Bella negaria. Afastei a cadeira e me levantei da cama sem dizer uma só palavra e parti em direção ao nosso quarto. Chegando lá peguei meu celular e disquei rapidamente para Rosie.

- Atende mulher! - Resmunguei indo até a porta, checando se Bella estava subindo. - Como que eu faço essa merda toda sem pensar nas crianças?!

- Que merda que você fez, Edward? - Rosie atendeu o telefone e eu dei graças a Deus. - Pra você estar me ligando a essa hora, com certeza você fez uma grande cagada. Desembucha!

- Eu preciso que você venha buscar os gêmeos. Ainda hoje. - Disse num folego só e tudo que eu ouvi foi silêncio. - Rosie...

- O que você aprontou? - Eu pudia imaginar Rosálie Halle de pé, com as mãos na cintura, batendo seu pé repetidamente no chão, me dando aquele olhar gélido. Ainda bem que ela estava pelo telefone.

- Não tenho tempo para explicações. Mas prometo que vou esclarecer. Tudo que posso lhe dizer é que eu e Bella estamos passando por um momento difícil. - Suspirei e Rosie resmungou. - Eu sabia que você não ia me deixar na mão!

- Ok, Edward. Você me deve uma, escutou?

- Com certeza. Quando eu voltar de Paris você vai ter um belo presente. - Do outro lado da linha Rosie me deixou praticamente surdo com o grito que deu. Mulheres se animam com qualquer coisa. - A única coisa que peço é que se Bella perguntar algo sobre a viagem ser em cima da hora, por favor, desconverse ok?

- Certo... - Disse meio incerta. - Logo estaremos ai, ok?

- Ótimo... - Algo me chamou atenção e era Bella que estava se preparando para subir as escadas. - Olha Rosie tenho que desligar. - Sem me despedir apertei o "end" do celular e o coloquei em meu bolso e peguei minha mala e joguei em cima da cama, juntamente de algumas roupas e me "concentrei" no que estava fazendo.

- Edward, o que está acontecendo? - Uma Bella furiosa entrou no quarto.

- Nada. Por que a pergunta? - Tentei ao máximo não me denunciar, falando calmamente.

- Edward... Eu não sei qual é o seu problema! - Bella explodiu e eu estremeci. Bella estava furiosa - Não sei qual é a sua dificuldade de conversar comigo. Me avisar um ou dois dias antes?

Porra, eu estava deixando as coisas mais complicadas. Bella desceu furiosa quando eu não a respondi só assim pude respirar aliviado.

Depois de tomar um café feito por Bella resolvi dar uma passada no escritório. Entrei na grande sala e me sentei na poltrona. Ao lado do meu computador eu mantinha alguns livros e revistas sobre designer, mas, embaixo de tudo havia uma coisa que eu não abria a muito tempo. Nosso álbum de casamento. O peguei debaixo de todas as outras revistas e o abri com cuidado e foleei devagar deixando as lembranças de um dos dias mais felizes da minha vida invadir minha mente

- Edward! - Bella gritou assustada quando eu entrei em nosso quarto. Eu a abracei pela cintura e encostei meu nariz na curva de seu pescoço. - Alice vai te matar se te ver aqui!

-Ah... Aquele pequeno ser não me assusta. - Disse aspirando seu perfume.

- Ah, claro... - Bella revirou os olhos. - Ver a noiva com o vestido antes do casamento da azar, sabia?

- Uhum... - Murmurei em seu pescoço. Eu não estava afim de falar sobre superstições ridículas, eu só queria passar um pequeno tempo com Bella Swan. Por que mais tarde ela se tornaria Bella Cullen. Minhas mãos arrastaram por seu quadril e eu a prendi em meus braços a puxando, colando seu corpo no meu.

- Uhmm... Edward... - Minha noiva sussurrou quando mordisquei seu pescoço, dando um beijo molhado, cheio de segundas intenções. Minhas mãos deslizavam, subindo cada vez mais até seus seios. - Não! - Bella me empurrou com sua deliciosa bunda, que me fez cambalear para trás. - Não ache que eu vou cair nos seus encantos, seu safado!

- Ah... - Coloquei minhas mãos no bolso e fiz um pequeno bico com os lábios. Bella riu.

- Não adianta, Edward. - Bella mordeu seu lábio, segurando o riso e me olhou nos olhos e eu retribui o olhar.

- Eu sou o homem mais sortudo desse mundo! - Caminhei em direção a Bella, que não recuou. A abracei de frente e aproximei meu rosto do dela, olhando profundamente em seus olhos. - Eu sou tão apaixonado por você, Bella. Eu nunca tinha imaginado que eu encontraria a mulher da minha vida naquela viajem. Eu tenho que agradecer seu pai novamente. - Levei um leve tapa no braço. - Você fez com que minha vida ganhasse cores. Você aqueceu meu coração com seus sorrisos, com seu olhar... Eu sou completamente louco por você, Bella. Eu espero te deixar feliz pelo resto da sua vida, e se isso não acontecer eu vou tentar até o ultimo momento meu aqui na terra. Eu prometo a você Bella, eu vou fazer o possível e o impossível por você. Eu te amo...

Abri meus olhos e uma lágrima solitária escorreu por minha bochecha e eu não a limpei. Como que eu posso prometer uma coisa dessa e hoje em dia eu não movo um braço por ela? Mas que porra! Que tipo de homem sou eu? Um dos mais covardes que eu conheço. Minha consciência disse. É eu sei...

(...)

A viagem até o aeroporto foi silenciosa e nós estávamos com tudo certo para seguir nossa viagem. Disse a Bella que iria pegar algo parar beber e logo me lembrei de seu favorito... Capuccino com marshmellows. Como esquecer da bebida favorita da mulher que eu amo? Sim eu a amo!

Nunca me esqueci do pavor que Bella tinha de voar e ela estava entrando em pânico do meu lado. Eu quase ri do seu desespero e automaticamente segurei sua mão como sempre fazíamos em nossas viagens. Isso a deixava mais calma, mas no momento em que nossos olhares cruzaram eu soltei sua mão, pois Bella me olhava de um jeito estranho e eu fiquei pouco sem graça e acabei soltando assim, repentinamente. Depois de algumas horas no ar, Bella acabou adormecendo e sua cabeça caiu em meus ombros, ela deveria estar desconfortável daquele jeito, ela acordaria com uma terrível dor no pescoço. Ergui meu braço e passei em volta de seus ombros e a aconcheguei em meu peito. Virei meu rosto para seus cabelos e aspirei seu perfume, e isso acendeu uma chama em meu coração e acionou as borboletas em meu estomago. Como eu senti falta de ter Bella assim ao meu lado. Eu não consegui dormir, eu apenas aproveitei Bella inconsciente e desfrutei de seu corpo perto do meu. Meus dedos acariciavam seus braços e eu ainda continuava a sentir o perfume que vinha de seus cabelos... Eu poderia ficar assim para sempre.

Quando chegamos na escala em Portugal eu tive que acordar Bella - a contra gosto.

- Desculpa. - Bella disse envergonhada

- Sem problemas. - Expliquei a Bella que teremos um tempo até a decolagem novamente e minhas mãos foram ao encontro a dela. - Você nunca vai perder o medo de voar?

- Acho que não... Meu problema é a decolagem... - O avião começa a perder a altura para aterrizar e Bella aperta minha mão. - E a aterrizagem.

- Lembro-me da primeira vez que viajamos juntos. Eu pensei que você era louca! - Eu disse com um sorrisinho nos lábios.

- O tempo estava horrível e havia turbulência!

- Como se o avião fosse cair, Bella!

- Poderia cair, Edward! - Ela retrucou.

- Você é desastrada, mas não tão azarada em fazer o avião cair. - Zombei e dei risada.

- Você é tão engraçado, sabia?

Meu plano de distraí-la na aterrizagem deu certo. Bella não havia percebido que a pior parte tinha passado. Sorri orgulhoso. Quando descemos do aeroporto disse a Bella que poderia ligar para nossas crianças e ver se estava tudo bem com eles. Bella prontamente sorriu e pegou o celular discando ligeiramente o numero da casa de Rosie e eu pude escapar para fazer uma ligação para reservar um vestido a Bella. Com toda essa correria eu tinha esquecido do vestido. Porém sei de cor todas as curvas de Bella e sabia exatamente qual tamanho pedir. Feito a ligação eu voltei para Bella, pegamos nossas malas e partimos em direção ao hotel. Eu sempre quis trazer Bella para este hotel, era romântico e tinha uma area para jantar no topo do edificio. Era perfeito para o que eu tinha em mente.

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Tudo no salão de festa estava perfeito, a decoração era moderna e sofisticada. Muitas das esculturas feita na ArtGlass estava lá claro. Eu não poderia estar mais orgulhoso. Tudo ia bem até Ângela chegar e a marcação de território começar. Bella dava sutis patadas em Ângela, nunca perdendo a pose, Bella parecia uma leoa e aquilo me deixou excitado. Nunca vi Bella daquele jeito, seu olhar era frio e sua expressão era tão suave... Realmente aquela Bella ela nunca me mostrou. Mais tarde eu conversarei sobre isso com ela. Depois de ter separado Angela e Bella, resolvemos andar pelo salão, afinal, eu tinha que cumprimentar várias pessoas. Ao longo do salão, todos olhando para Bella e isso estava me deixando com um ciumes descomunal, homens e mulheres a olhavam de cima a baixo. A secando. Comendo com os olhos. Muitos de nossos sócios cobiçavam minha mulher com o olhar, alguns toques "inocentes" e eu já estava bufando de raiva. Graças ao bom Deus anunciaram o jantar, e estava divino como sempre. Jean Pierre era um dos melhores cozinheiros de Paris.

Eu tinha me divertido ao lado de Bella, fazia um bom tempo que não saiamos assim. Eu prometi a mim mesmo que depois de consertar toda essa cagada eu iria cuidar mais da minha mulher, Bella não merecia sofrer. Amor, ela merece muito amor.

Desde o caminho da festa até ao hotel eu estava pensando em algum jeito de conversar com Bella, sem acabarmos jogando todos os cristais um no outro. Eu tinha que ir devagar.

- O que foi aquilo lá com Angela? – Essa foi a pergunta que eu não deveria ter feito. Porra Edward. Era pra eu ter ido com calma e não jogado desse jeito e ainda mais num tom de quem não gostou da cena. Bella estava uma pilha de nervos, eu sentia sua tensão exalar o clima mudou e Bella começou a vomitar palavras... Tudo que ela estava mantendo preso em seu coração. Eu não podia dizer nada, eu estava fazendo sofrer, Bella estava sofrendo. E tudo por minha causa. Eu estava esperando que Bella começasse a me bater, eu não ia recuar eu merecia muito mais de Bella. Eu estava em um estado de torpor quando de repente eu fui chacoalhado bruscamente por Bella.

- Porra, Edward! – Ela gritou

- Eu não sabia que você foi tão afetada pelo meu trabalho, nem as crianças... – Eu me defendi

- Você não sabe de nada mesmo, não é? Você não sabe o nome da professora deles, nem que estão na equipe de natação, nem o nome dos... – Eu tinha que fazer algo, então eu parti para cima de Bella e segurei seu rosto delicadamente. Como se fosse a jóia mais rara do mundo.

- Eu não quero desistir de nós, Bella. Eu não sei como fazer nosso casamento melhorar, mas podemos fazer descobrir isso juntos. Por favor... – Bella abriu seus olhos e lá eu vi a dor que ela estava sentindo. Suas lágrimas começaram a escapar meu coração doeu ao ver todo seu sofrimento. – Eu amo você.

- Não... você não ama. Meu coração não agüenta mais ser tão massacrado assim. – Eu tentei ao máximo ser forte e não chorar, mas depois dessa declaração eu não agüentei e me permiti chorar.

- Me dê só uma chance Bella. – Fechei meus olhos e encostei nossas testas. – Eu prometo que vou melhorar. – Rocei meu nariz levemente ao seu. – Prometo te dar atenção e para as crianças também... – Minha boca formigava com o leve toque que dei em sua bochecha. Sua pele era tão macia e cheirosa. – Por favor, Bella não me abandona... – Nossos lábios estavam tão próximos, eu podia sentir seu hálito quente e fresco. Minha boca precisava da sua, eu precisava sentir seu beijo e seu corpo contra o meu. Eu fechei os olhos e quando estava quase com os lábios nos seus ela se separou de mim.

- Mas foi você quem me abandonou... – Eu senti um frio na espinha ao ouvir suas palavras. Era isso, eu estava perdendo a mulher que amava. E a culpa era redondamente minha. Bella procurou sua bolsa e fugiu e eu não fui atrás dela, eu estava feito concreto preso ao chão. Meus músculos não se moviam e eu só sentia meu coração bater erraticamente.

- Minha mulher foi embora... – Eu murmurei. – E a porra da culpa é minha! – Fechei meus punhos e dei um soco na parede ao lado da porta. Eu não liguei para a dor de meus dedos. Isso não era nada comparado a dor que eu sentia no peito. Dei mais umas séries de socos na parede, um mais forte que o outro até que uma das camareiras apareceu ali, assustada pelo barulho.

- Algum problema senhor? – Seu sotaque Francês estava ali, mas ela falou perfeitamente o inglês. – Ouvimos alguns gritos e sua mulher desceu as escadas correndo e pediu um taxi.

- Ela disse a onde ia? – Ela negou com a cabeça. Merda.

- Eu quero um taxi imediatamente. Eu preciso ir atrás da mulher que eu amo.

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Depois de procurar desesperadamente por Bella por toda Paris me veio a cabeça o único lugar que ela poderia estar. Pedi para o taxista esperar com o taxímetro ligado e subi correndo as escadas e suspirei aliviado quando a vi encostada à mureta, olhando para bela vista. Eu sabia o que tinha que fazer. Cheguei ao seu lado sem fazer um barulho se quer e a puxei pela cintura, assim como a primeira vez que a beijei.

- Edward? Por Deus! O que você está fazendo? – Foram essas palavras que Bella disse quando eu a puxei.

- Relaxa Bella. Estou cansado de ouvir a voz do nosso guia turístico babão. – Disse sem graça, me lembrando exatamente das palavras que trocamos aquele dia. Bella pareceu perceber, pois sua feição relaxou e seus olhos encheram de lágrimas. – Você percebeu que ele só fica de olho em você? – Eu brinquei e apertei seus quadris com minhas mãos e então Bella começou a chorar novamente. – Deus , Bella! Eu odeio te ver chorar. – Bella tentou me empurrar mas eu não permiti que isso acontecesse então eu a abracei forte e despejei tudo que queria para ela.

- Bella, minha Bella. Meu amor. Você é tudo que eu tenho na vida. Você e os pequenos, eu não quero e não posso ficar sem você. Eu sei que eu fui uma merda de marido depois de um tempo, mas eu quero fazer isso dar certo. Eu quero te dar carinho, amor, motivos para sorrir e se sentir especial. Me perdoa Bella, por favor. Me dê mais uma chance. Me deixe mostrar que eu posso ser tudo que você precisa novamente. Eu me sinto um inútil te fazendo chorar e sofrer assim desse jeito, você não merece nada disso. Nunca na vida. – Minhas mãos corriam desesperadamente por seus cabelos e costas. Lágrimas banhavam meu rosto e alguns fios do cabelo de Bella assim como minha blusa estava banhada com suas lágrimas. – Por favor Bella. – Disse praticamente sem voz por conta do choro. – Apenas mais uma chance é tudo que eu peço. Me deixe te fazer feliz e consertar toda essa cagada que eu fiz... – Bella apertava forte suas mãos em mim, sua testa estava descansando em meus ombros e minhas mãos rodeando sua cintura fazendo uma pequena prisão, não a deixando se mover. Bella fungou e soltou o aperto de suas mãos e elas subiram em direção a minha nuca e seus dedos entrelaçaram nos cabelos da minha nuca, eu relaxei um pouco.

- Edward... – Bella disse sem se mover. – Você me deu motivos demais para desistir de tudo. Eu só não estou agüentando viver esse falso conto de fadas. Para os outros estamos bem... – Tenho certeza que ela se referia ao que tinha acontecido mais cedo na festa. – Mas nós não estamos.

- Eu sei Bella, eu sei... Só me dê a chance...

- Eu estou tão cansada, Edward. – Bella me interrompeu porém seus dedos nunca pararam o carinho em meus cabelos. Fechei os olhos e encostei meu nariz em seus cabelos, sentindo seu perfume delicioso. Ambos estávamos mais calmos e tínhamos parado de chorar, mas a tristeza de Bella estava evidente em sua voz. – Você tem que prometer Edward. – Bella levantou seu rosto e me olhou profundamente. Eu sabia que ela podia ver minha alma claramente. – Eu estou cansada de sofrer em silêncio Edward, estou cansada de dormir sozinha toda noite... Cansada. – Sua testa voltou para meu ombro, eu estava tenso.

- Você... – Minha boca ficou seca. – Você quer que eu dê um tempo para você poder... Respirar e pensar?. Por que eu posso te dar espaço Bella. Eu que-

- Não! – Bella ergueu sua cabeça novamente. – Eu disse que estou cansada de ficar sem você Edward. Eu não quero tempo. Eu só quero você. Por favor, Edward... – Segurando em meus cabelos, Bella trouxe meu rosto para o dela e me beijou delicadamente. Seus lábios tão macios e tinha um gosto tão bom um gosto de Bella misturado com suas lágrimas. Deus! Eu senti tanta falta de ter Bella assim tão perto de mim. Sua língua invadiu minha boca quase que timidamente, fechei meus dentes em sua língua e a chupei para dentro de minha boca e a soltei devagar. Minhas mãos viajavam de suas costas até a curvatura de sua deliciosa bunda. Porra há quanto tempo que eu não a tocava assim? Não sabia dizer quanto, mas era muito tempo. O fogo que estava adormecido dentro de nós cresceu repentinamente nos queimando, suas unhas arranhavam meu couro cabeludo e eu gostava tanto daquela sensação. Bella estava feroz, mordendo e chupando meu lábio inferior e seu quadril moía contra o meu, e minha ereção completamente dura estava sendo deliciosamente amassada por sua pélvis. Eu tinha perdido noção de onde estávamos quando a empurrei em alguma parede e ataquei seu pescoço mordiscando e dando leves chupadas. Bela sussurrava palavras desconexas que sumiam no ar.

- Eu senti tanto sua falta. – Eu murmurei em seu pescoço, e subi com beijos lentos e quentes ta seu ouvido. – Me perdoa Bella?

- Eu amo você Edward... – Bella suspirou, me abraçando pelo pescoço. – Não quero mais ficar sem você. – A abracei pela cintura e ergui seu corpo do chão, a deixando na mesma altura que eu e apertei seu corpo contra o meu.

- Vou fazer dar certo, Bella. Não vou te abandonar novamente, eu prometo a você. – Pude sentir Bella sorri em meu pescoço e ao mesmo tempo ela estremeceu. – Vamos para o hotel. Você deve estar congelando. – A coloquei no chão novamente e olhei em seus olhos.

- Eu sai tão depressa que me esqueci de tudo, ate dos meus sapatos. – Bella segurou a barra de seu vestido e mostrou seus delicados pés no chão duro e gelado de Paris.

- Ah, Bella... Me desculpe novamente.

- Está tudo bem Edward. De verdade e além do mais a culpa é minha por ter saído daquele jeito e e- Não a deixei terminar a frase, envolvi meu braço direito em suas pernas e a segurei no colo, no estilo noiva. E Bella soltou um grito de surpresa chamando atenção de algumas pessoas, me fazendo rir.

- Tudo resolvido. – Ela riu envolvendo seus braços em meu pescoço e deitou sua cabeça em meus ombros, deixando seu nariz enterrado em meu pescoço. - Sei que vamos demorar um pouco para deixar tudo como era antes, mas... Nós vamos ficar bem. - Bella assentiu coim a cabeça e me apertou mais contra seu corpo. Eu sorri, vitorioso. Caminhei desse jeito, colado ao corpo de Bella até o taxi e a depositei delicadamente no banco traseiro, dei a volta pelo carro e entrei fechando a porta. Pedi educadamente para o taxista nos levar até o hotel novamente.

Depois de todo esse tempo, eu me sentia mais leve e até assim por dizer, mais jovem. Esse peso todo foi tirado de nossas costas e agora sim nós teríamos nosso casamento feliz como era antes, ou pelo menos eu vou me esforçar para fazer a nossa magia voltar. Bella ainda é uma mulher atraente, meiga, inteligente e merece todo o amor que eu possa dar. Vou fazer de tudo para nunca mais deixar minha mulher triste. Estiquei minhas mãos e agarrei suas panturrilhas e coloquei suas pernas em cima da minha coxa.

- Seus pés devem estar doloridos não é? – Perguntei erguendo um pouco seu vestido, até o meio de suas coxas e voltei passando levemente meus dedos até chegar a seu pé novamente. Bella mordeu seu lábio inferior assentindo lentamente. – O que você acha de uma massagem? – Novamente Bella assentiu, mas dessa vez um suspiro saiu de sua boca. Eu sabia que Bella adorava massagens nos pés, eu até poderia dizer que era uma parte erógena de seu corpo, pois antigamente quando eu fazia massagem ela ficava completamente mole e ofegante e logo partia para cima de mim. E é isso que eu vou fazer, vou deixá-la querendo mais, vou deixar sua pele pegando fogo e outras partes também... Vou começá-la fazendo feliz aqui até chegar em nossa cama. Onde ambos sentimos muita falta.


Olha quem apareceeeeeeu! kkkkkk GENTE ME PERDOEM POR FAVOR. Eu disse que ia apareceu logo com o capitulo, porem demorei mais que a vida pra postar kkkkk, porém quero que vocês agradeçam a Fifty Shades of fucking delicious Greeeey por que senti inspiração pra escrever o capitulo e finalizar a minha short fic *-* Eu fui na pré estreia e eu derreti na sala do cinema com minha prima. Que filme maravilhoooso! Vocês já foram assistir? E o que acharam? Eu me apaixonei pela Dakota, quero pegar essa mulher e colocar num chaveirinho e levar pra todo lado sz.

Qual cena vocês mais gostaram do filme? Tirando as de sexo (666 eu gostei muito da cena que a Ana discute o contrato com o Christian. E gente o que foi ela bebada ligando pro Sr. Grey? Me mijei de rir.

Oh céus, chega de falar. Dessa vez eu volto rapidinho com o ultimo capitulo :'(