Titulo: Quem de nós dois
Autor: Topaz Autumn Sprout
Betagem: Fabianadat
Pares: Harry & Draco
Classificação: NC17
Disclaimer: Eles são da Dona JK, e eu não faço grana com isto, só me divirto, fazendo licenças às vezes não muito poéticas com estes dois.
Avisos: Slash/ Lemon – Ou seja, amor entre homens, não é tua praia? Não leia. Goodbye and have a Nice Day!
DHDHDHDHDHDHDHDHDH
Capítulo 5 – De volta
Draco acordou e automaticamente estendeu o braço a fim de checar a temperatura do moreno, mas ao tatear o tecido dos lençóis, abriu os olhos vendo um teto sobre a cabeça e a típica mobília hospitalar.
Estava sozinho no quarto e as janelas mostravam uma luz pálida, enquanto ponderava se amanhecia ou anoitecia, uma enfermeira entrou, lhe desejou um bom dia e fez gestos com a varinha, provavelmente algum feitiço de diagnóstico. Com um sorriso polido comunicou que ele estaria liberado no final da manhã, indicou suas roupas dobradas, a mochila e se virou para sair.
Finalmente o loiro pareceu encontrar a voz e indagou sobre a saúde de Harry, mas a resposta foi vaga e ela deixou o quarto. Ao sair do banho, ele se deparou com uma bandeja contendo seu café da manhã e um envelope com o selo do Ministério da Magia.
A missiva era uma convocação de comparecimento ao quartel dos aurores e fim de esclarecer os acontecimentos. - Que palavreado educado! Garanto que serei interrogado depois de uma dose caprichada de veritasserum. E lá se foram a formatura e minha futura carreira nos laboratórios do Ministério...
Antes de sair do St. Mungus, Draco foi atrás de informações sobre Potter mas obteve as mesmas respostas evasivas. Sua irritação estava aumentando rapidamente, e ao dobrar um dos corredores ele viu o medibruxo que os havia trazido até ali. Acelerando o passo, pousou a mão no ombro do homem que quase deu um pulo de susto, e ao reconhecê-lo empalideceu. O pânico do homem fez o famoso temperamento Malfoy vir à tona, e num tom de voz frio ele indagou:
- Como o Potter está?
E veio a resposta: - Eu não tenho autorização para lhe dar esta informação senhor.
A voz de Draco ficou mais cortante: - E quem pode?
- Eu, eu... Certamente o pessoal do Ministério.
- Que seja então. - Disse o loiro com irritação e dando meia volta seguiu para a saída, esbarrando em alguém que estava entrando.
A mulher virou o rosto para encarar o apressado e reconheceu Draco.
- Malfoy, ei!
O loiro girou nos calcanhares fitando a moça de cabelos castanhos e cheios: - Granger. - Cumprimentou ele, tentando se acalmar.
Ela deu um pequeno sorriso e falou:
- Obrigada por ter cuidado do Harry. Ele nos contou que você salvou a vida dele.
A curiosidade levou a melhor e Draco se encontrou perguntando: - Como ele está?
- Melhorando rapidamente. Graças aos seus cuidados ele não teve prejuízos graves no fígado e os rins estão voltando a funcionar, mas ele deve ficar mais uns quatro ou cinco dias hospitalizado. Tem medibruxos entrando e saindo do quarto o tempo todo!
Sorrindo de forma amarga ele comentou: - E boa parte deles certamente quer a confirmação de que eu usei magia das trevas em Potter.
Hermione sempre direta, fitou os olhos gris e perguntou: - E você usou?
Draco respirou profundamente e fechou os punhos tentando se segurar. Após alguns segundos, quando a vontade de azarar gravemente a sabe-tudo passou ele respondeu:
- Não Granger, nada de magia das trevas. Usei exatamente o oposto disso, e agora estou encrencado até o pescoço com o Ministério. - Disse ele, mostrando o envelope com o selo oficial. - Não posso me atrasar, tenho que prestar depoimento sobre o que aconteceu na prova de campo. Adeus, e se possível transmita a Potter meus votos de uma boa recuperação.
O loiro virou-se e sua capa dançou em torno da figura esguia que desaparatou ao chegar no átrio do hospital.
DHDHDHDHDHDHDHDHDH
Hermione caminhou até o quarto do amigo imersa em pensamentos.
Uma enfermeira deixava o recinto e foi um moreno de expressão amuada que a cumprimentou:
- Oi Mione! Este entra e sai está me deixando nervoso. Será que estou tão mal assim?
- Para mim você parece bem, e segundo os médicos em franca recuperação.
- Então para quê estes feitiços intermináveis?
A castanha ficou em silêncio fitando o amigo, que quase podia escutar as engrenagens da mente dela girando e ficou aguardando as conclusões que não tardaram:
- Será que eles estão procurando algum traço de magia das trevas em você?
- Que eu saiba as acromântulas são é venenosas e não capazes de fazer magia.
- Bem, eu encontrei o Malfoy na entrada do hospital e... - Harry prontamente interrompeu a amiga:
- O Malfoy já foi liberado? Parecia bem? Eu não consegui falar com ele, nem devolver o saco de dormir.
A castanha levantou as sobrancelhas, surpresa com o tom afável do amigo e continuou falando:
- O Malfoy parecia bastante preocupado com o depoimento dele no Ministério.
- Depoimento no Ministério? Sobre o quê?
- Sobre os acontecimentos na prova de campo. Os medibruxos e os aurores estão muito intrigados com sua recuperação fora do comum, talvez seja por isto que eles estão tentando descobrir o que realmente aconteceu.
- Não me diga que eles estão achando que o Malfoy usou poções ou magia das trevas em mim. Que bobagem!
A castanha deu de ombros o fitando com uma expressão sem graça.
- Muitos ainda se ressentem dos Comensais da Morte, mesmo os que foram inocentados.
O moreno fez uma expressão de desagrado se pôs a pensar até que uma parte da conversa dele com o loiro lhe veio à mente.
- Mione, você sabe o que é homeopatia?
- É uma ramificação da medicina trouxa, por quê?
- Eu acredito que foi isto que salvou a minha vida.
- Harry, você passou a maior parte do tempo delirando de febre. E que bruxo conhece homeopatia?
- O Malfoy.
A moça estreitou os olhos, pediu que o amigo explicasse o que houvera, e depois de meia hora de conversa, Hermione estava realmente surpresa com a mudança do antigo desafeto Sonserino, mas sua mente continuava a trabalhar sem trégua:
- Ele até pode ter mudado, mas nunca vai admitir ter usado medicina trouxa em você e provavelmente vai acabar expulso do corpo de aurores com deméritos por uso de magia não autorizada... Ou depois de uma dose de veritasserum engolida por decreto, vai falar tudo e ser mal interpretado, sendo igualmente expulso. É uma situação de perder ou perder.
- Mione, ele realmente mudou. Este Malfoy, a pessoa que salvou a minha vida, merece ser um auror. Você pode me ajudar?
A castanha pensou por algum tempo e pegando um frasco de poção vazio, pediu que Harry colocasse as memórias dos dias em que eles passaram perdidos na floresta e depois de se despedir do amigo, desaparatou diretamente para o Ministério da Magia
DHDHDHDHDHDHDHDHDHDHDHDHDH
As formaturas do corpo de aurores sempre foram cerimônias discretas, mas este ano o auditório estava lotado. Um número recorde de alunos havia finalizado o curso, dos 70 iniciantes, 26 conseguiram completar a jornada. Harry Potter, o Eleito, estava entre os formandos, assim como Draco Malfoy, o Comensal da Morte perdoado.
No decorrer da Segunda Guerra Bruxa o número de baixas no corpo de Aurores foi bastante grande, e o mundo mágico precisava repor sua força policial.
Assim, após o final da guerra, o Ministro declarou que qualquer um que tivesse participado da batalha de Hogwarts poderia se alistar no corpo de Aurores. Muitos tentaram, mas pouquíssimos completaram o treinamento.
Então, este seria o ano com um dos maiores números de formandos, algo realmente digno de nota.
Os "quase aurores" conversavam animadamente em pequenos grupos na sala que dava acesso ao auditório, onde receberiam o diploma das mãos do próprio Ministro da Magia.
Malfoy chegou cedo, cumprimentou alguns conhecidos e decidiu acomodar-se num canto mais afastado da sala, ele observava os colegas se sentido um tanto deslocado, pois a coisa toda ainda lhe parecia irreal e fechando os olhos relembrou os acontecimentos da quinzena anterior.
Flash back ...
Após sair do hospital diretamente para sua "entrevista" no Ministério da Magia, Draco teve a certeza de que seria expulso do curso de aurores e não descartava a possibilidade de passar um bom tempo detido. Mas para sua total surpresa, quando os aurores começaram a pressioná-lo sobre o uso de poções ilegais e magia das trevas na incomum recuperação de Potter, a Sabe-tudo Granger havia interrompido o questionamento trazendo em mãos uma petição assinada pelo próprio Kingsley, solicitando sua presença no gabinete Ministerial.
O loiro escoltado por dois aurores veteranos e seguido de perto por Hermione, foi imediatamente conduzido à presença do Ministro, que dispensou os colegas comunicando que ele mesmo conduziria a entrevista.
Draco não sabia se ficava aliviado ou mais apavorado. Shackelbolt tinha uma presença imponente, e a voz grave e calma era hipnotizante.
Hermione Granger, ao receber um aceno do Ministro contou sobre a conversa que tivera com Harry no hospital e comunicou ao rapaz que Kingsley havia visto na penseira as memórias do moreno, solicitando que ele cedesse as suas também para que os pontos vagos fossem esclarecidos.
Malfoy sabia que estaria ferrado de qualquer maneira, mas depois da interferência dela e da boa vontade do Ministro, ele não tinha muito o que objetar.
As memórias enroscadas na varinha rodopiavam na penseira até que ele fez um gesto indicando que estava tudo ali, bailando na bacia de pedra decorada com estranhas runas.
O Ministro ficou vários minutos absorto e ainda trazia uma expressão de surpresa no rosto quando o fitou novamente.
- Senhor Malfoy, sua atitude foi errada ao levar para o acampamento material não autorizado. Contudo, não posso negar que sem seu "contrabando", Harry Potter muito provavelmente estaria morto.
Draco nem se atrevia a respirar mais profundamente, esperando pelo documento de expulsão ou o de prisão.
- O senhor tem consciência de que não posso deixar passar em branco esta transgressão, não é mesmo?
E o loiro apenas concordou com um movimento da cabeça.
- Porém seus conhecimentos são valiosos demais para serem desperdiçados, então expulsão está fora de questão. O que faremos com você? - Continuou o Ministro.
O rapaz se manifestou numa voz engasgada: - Detenção no quartel dos aurores? Repetição das provas finais no ano que vem?
Kingsley fitava o rosto contrito do herdeiro Malfoy enquanto ponderava.
Hermione resolveu interferir:
- Senhor Ministro, se me permite eu tenho uma sugestão.
- Fale Senhorita Granger.
- Como o senhor mesmo comentou, o conhecimento de Malfoy não deve ser ignorado, e ele necessita algum tipo de punição por seus atos. Se juntarmos o útil ao necessário, ele pode ser sentenciado a pesquisar sobre o assunto, integrando os conhecimentos dos trouxas à comunidade bruxa. Os progressos dele seriam reportados diretamente ao senhor e repassados ao pessoal do St. Mungus, de forma anônima. Assim ele estaria cumprindo uma pena pela transgressão, o que ficaria de acordo com a ética dos aurores, e ao mesmo tempo colaborando para o progresso de medicina bruxa, mas sem levar nenhum crédito.
Os dois homens fitavam a bruxa de cabelos castanhos sem nada falar.
O Ministro juntou as mãos e depois de fitar os dedos pensativamente declarou: - Muito bem Hermione, sua ideia contempla os dois lados da questão, sem deixar margem para especulações. Draco Malfoy, de agora até o prazo de um ano, você estará a serviço deste gabinete, e todos os meses deve entregar relatórios com seus progressos diretamente para mim. Nada de comentários com seus colegas ou superiores, e quaisquer questões devem ser dirigidas a este gabinete, entendido?
Draco ainda muito surpreso com o desenrolar dos acontecimentos respondeu o óbvio:
- Sim, Senhor Ministro.
- Então aguardem um momento e depois ambos estão dispensados.
Os dois jovens se preparavam para sair quando Kingsley chamou:
- Hermione, transmita minhas recomendações ao Potter. Provavelmente darei uma passada no hospital amanhã, ainda tenho um bocado de papelada para despachar, em especial para os aurores. - Selando um pergaminho com o sinete oficial, o entregou para o rapaz loiro falando:
- E você Malfoy, continue no bom caminho; leve este comunicado até o quartel dos aurores e depois pode ir para casa. Veremos-nos em quatro semanas.
Baixando os olhos para o próximo pergaminho em sua mesa, o Ministro deu a audiência por encerrada.
Os dois saíram da ala Ministerial em silêncio e antes de pegar o elevador Draco falou: - Acho que te devo um agradecimento Granger, você me livrou da expulsão, ou até mesmo algo pior.
A castanha respondeu balançando a cabeça:
- Não agradeça a mim. O Harry pediu que eu intercedesse a seu favor, então é ele que deve ouvir seus agradecimentos.
Balançando a cabeça e quase sorrindo Malfoy respondeu: - Granger, você é tão cabeça dura quanto ele! Em todo caso, foi você que me liberou daquele interrogatório e pensou na pena alternativa, que para mim será mais um prazer do que uma punição. Então Hermione Granger, meu sincero muito obrigado.
A castanha ficou parada, de olhos arregalados fitando o rapaz loiro. - Será que ela realmente tinha ouvido um agradecimento de Draco Malfoy? Nossa! O mundo estava mesmo mudando!
Mas foi tirada de seu estupor pela frase implicante: - Granger, se você arregalar os olhos mais um pouquinho, vai acabar ficando com rugas antes do tempo.
Ela revidou automaticamente: - Cala a boca Malfoy! Você sempre tem que dizer algo desagradável, não é mesmo?
O loiro apenas ergueu uma das sobrancelhas num gesto tipicamente seu, falando: - Faz parte do meu charme. Até mais ver! - E virou-se entrando no elevador.
Voltando ao presente...
Uma voz irritante e bastante conhecida o trouxe de volta à sala atrás do palco onde ocorreria a formatura, mas ele nem se deu ao trabalho de virar a cabeça ou de abrir os olhos para acompanhar a desagradável cena.
Ronald Weasley falando sem parar, ao mesmo tempo em que parecia engolir bocados de alguma coisa, era um tormento.
Em segundos os outros alunos formaram uma massa compacta em torno dele, interessados em ouvir seja lá o que ele estivesse falando.
Alguns minutos depois, um dos organizadores do cerimonial entrou na sala avisando que a formatura começaria em breve e solicitou que eles se agrupassem em ordem alfabética para a chamada, a aglomeração em torno do Weasley foi se dispersando e então ele o viu.
Parecendo desconfortável com o assédio, ele fitava o chão enquanto recebia tapinhas nas costas e elogios à sua coragem.
O pessoal começou a se alinhar em ordem alfabética e Draco lentamente deslocou-se até o início da fila. Ao passar pelo moreno ele o cumprimentou recebendo um sorriso seguido de um aperto de mãos; a conversa foi curta e os demais colegas pareciam curiosos com a interação dos dois.
- Então aí está você Potter, vivo e inteiro. Eu não te disse que vaso ruim não quebra?
O outro parecia divertido com o tom da conversa: - Obrigado pela consideração Malfoy. E a propósito, ainda estou com seu saco de dormir, mas fique descansado, sua relíquia familiar de seda pura está a salvo, limpinha e pronta para ser devolvida.
Draco fitou o outro com aquele sorrisinho de lado e respondeu: - Agradeço o cuidado, aquilo é realmente confortável. - E baixando a voz o loiro falou num tom confidencial: - O saco de dormir é trouxa, eu só coloquei alguns feitiços protetores, dois acolchoantes e, voilá!
O moreno sorriu balançando a cabeça. - Quem diria!
- Eu sempre faço o possível para agradar meus fãs. - Replicou o loiro com um meio sorriso. - Até breve!
Harry perguntou como devolveria o saco de dormir e o loiro que já estava sendo chamado pediu que ele o enviasse via correio coruja.
DHDHDHDHDHDHDHDHDH
A formatura em si passou num borrão de cores e discursos. Cada formando recebeu além do diploma, uma veste de gala feita de um veludo pesado num tom vermelho escuro com debruns dourados e prateados que se entremeavam nos punhos, na barra e na abertura frontal da peça.
Os agora denominados aurores as vestiram antes de fazer o juramento final, sacramentado com magia.
Ao final da cerimônia toda turma posou para as fotos e sob aplausos eles desceram do palco sendo cumprimentados por seus familiares e amigos.
Os repórteres e fotógrafos se acotovelavam tentando chegar perto de Harry, que estava no meio de um mar de cabeças vermelhas, sendo abraçado e felicitado por toda sua família adotiva. Eles formaram uma barreira em torno do rapaz e o protegeram dos flashes indesejados.
Um amigo de Percy, que era fotógrafo free-lancer prometeu para Molly um álbum de formatura dos "seus meninos" em troca de fotos exclusivas de Potter, e o moreno havia concordado. Seria menos ruim aturar somente um fotógrafo, e a senhora Weasley teria as fotos tão desejadas.
Enquanto o casal Weasley estava posando para as fotos com Rony, Harry se distraiu olhando os colegas e suas famílias, com flashes espocando por todos os lados.
Num canto isolado do auditório, três cabeças loiras chamaram sua atenção. Como no salão de Hogwarts ao final da batalha, os Malfoy estavam segregados dos demais, mas agora as expressões eram de satisfação. Lucius parecia ter envelhecido bastante naqueles quatro anos e Narcissa trazia uma expressão de alegria serena, sem aquela altivez irritante de antes, assim como Draco que aceitava com um pequeno sorriso o abraço da mãe.
Surpreendendo a si mesmo, Harry notou que a veste vermelho escuro ressaltava o loiro platinado dos cabelos dele e que a pele clara parecia brilhar. Chacoalhando a cabeça, desconcertado por estar prestando TANTA atenção num homem, ele deu de ombros admitindo que Malfoy realmente era um tipo que chamava a atenção pelos traços marcantes e pela aura de elegância. Rindo dos próprios pensamentos, Harry virou-se ao escutar a voz de Hermione pedindo para tirar uma foto com ele.
A comemoração teve lugar no Caldeirão Furado, agora uma hospedaria de classe com um ambiente agradável e culinária de primeira qualidade. Exceto os Malfoy, o restante das famílias de formandos participou da festa.
DHDHDHDHDHDHDHDHDH
Após alguns dias na Toca sendo excessivamente "corujados" pela senhora Weasley, Harry e Rony voltaram para o apartamento de Londres. Acompanhados por Hermione, se encontraram com alguns colegas de curso num pub; o grupo estava planejando aproveitar as férias fora do Reino Unido, preferentemente num lugar com muito sol e gente bonita.
As férias de verão teriam a duração de um mês; em Agosto os novos Aurores retornariam e durante um ano teriam seu período probatório, sendo atentamente observados pelos colegas mais experientes e constantemente avaliados, então uma pausa para total relaxamento e despreocupação viria a calhar.
Depois de muitas cervejas, risadas, sugestões malucas e muitos folhetos turísticos lidos e relidos, todos concordaram que a Grécia seria o lugar ideal para visitar.
Com a viagem de 12 dias ao paraíso ensolarado acertada, lhes restava arrumar a bagagem e partir para a diversão.
No total oito jovens partiram via chave de portal, seis recém formados, mais Hermione e o noivo de uma das garotas, Rogério Davies.
Divertiram-se muito na cidade de Nafplio, uma das regiões mais antigas e históricas da Grécia, com um lado bruxo interessantíssimo e cheio de particularidades. Como todos os turistas que se prezem, compraram sua cota de bugigangas e deliciaram-se com a farta e bem temperada culinária local (especialmente Rony).
Mas a verdadeira "cereja do bolo", foram os dias passados na Ilha de Rodes. Seu rico passado histórico foi especial para Hermione; as praias espetaculares de água azul e morna, um constante vai e vem de pessoas do mundo inteiro, muita paquera rolando entre os solteiros e para o deleite dos rapazes e irritação das moças, muitas mulheres de topless.
Harry estava bronzeado, com um ar saudável e competindo de perto com Rony no setor da comilança, mas curiosamente os sorrisos sugestivos das garotas e o desfile de seios à mostra não estavam mexendo muito com sua libido.
Talvez ele ainda não estivesse plenamente recuperado do acidente na floresta, e quando pensava no assunto, as imagens e palavras de Malfoy naqueles dias difíceis passavam e repassavam por sua mente.
Numa tarde de calor escaldante, ele estava cochilando na espreguiçadeira à sombra das árvores enquanto os colegas se refrescavam no mar. Ao abrir os olhos sua atenção se focou numa cabeça platinada alguns metros adiante, e o nome de Draco escapou de seus lábios. Ele estava prestes a sair da cadeira, mas o rapaz virou-se e um rosto de feições regulares com olhos castanhos se mostrou.
Harry nem teve tempo de elaborar seu sentimento de decepção, pois dois dos rapazes ensopados o arrastaram para a água às gargalhadas. E o restante dos dias foi passado em clima de festa.
DHDHDHDHDHDHDHDHDH
O mês de agosto chegou ensolarado, anunciando o fim do período de descanso dos recém-formados.
Os cubículos da central dos aurores haviam sido redistribuídos e cada novato tinha seu lugar marcado.
Nas primeiras semanas eles foram pareados com colegas mais experientes e saíram para rondas curtas bem como para atender chamados de suspeita de uso de artes das trevas. Normalmente eram dias um tanto monótonos e relatórios sem fim; ação muito pouca.
A turma do laboratório também estava oscilando entre o tédio e o cansaço. Os veteranos com o pretexto de fazer os mais novos conhecerem bem o laboratório de evidências, promoveram uma limpeza em regra no local, inventário de material e a preparação de novos reagentes, muita papelada e pouca pesquisa.
Esta rotina um tanto chata dava tempo para a mente viajar.
Harry havia visto Malfoy algumas vezes nas entradas e saídas pelas lareiras de flú e outras duas vezes na cantina, sempre sozinho.
Antes de viajar de férias ele havia devolvido o saco de dormir do loiro e recebeu um educado bilhete de volta, mas desde que a função no Ministério recomeçou eles ainda não haviam se falado.
O moreno se via vezes sem conta escaneando a multidão, buscando aquele tom platinado ou nas horas livres rememorando os acontecimentos do trabalho de campo. Censurando-se mentalmente por estar mais uma vez obcecado por Malfoy ele seguia trabalhando, embora sua concentração não estivesse totalmente focada nas missões.
DHDHDHDHDHDHDHDHDHDH
