• Disclaimer: Personagens citados não me pertecem. Naruto (c) Kishimoto Masashi

Nota¹: Incesto - Relacionamento entre parentes de sangue. (TwinHyuugacest )

Nota²: Yaoi - Relação Homossexual entre Homens; Lime - Nada explícito demais.


Começos

On the moon, that's where you'll find me soon.
I'll be alone again
That's okay, I must be on my own again.
I'll be waiting on the moon for you


- Você precisa ter um filho Hiashi.

Há muito tempo eu escutava isso. A diferença era que nunca havia sido Hizashi a me cobrar um herdeiro.

- Não sei por que tanta pressa... Acha que eu não posso ter um filho?

Eu esperava um sorriso, ou uma brincadeira - que fosse - mas ao invés disso ele manteve-se sério, fitando o vazio. Aquilo me cheirava estranho, não era como se fosse realmente meu irmão junto comigo.

- Acho que você não quer ter um.

O porquê da expressão irritada dele era-me desconhecido. Qual era a motivação de forçar-me a ter um filho? Só porque ele teria um começou a achar que meu sonho era como o dele, de ser pai? Eu nunca quis ter filhos.

- E porque isso te interessa?

- Como você... Como você pode ser tão egoísta, Hiashi?

Egoísta?

Não entendi o que aquela palavra quis dizer naquele momento. O que ele estava tentando falar, e porque diabos ele estava gritando comigo? Não é comum que o humor de Hizashi mude de uma hora para outra, ele é calmo e coeso, diferente de mim, raramente muda essa postura.

Passei toda a tarde sozinho. Nem minha esposa, - que estava junto com a mulher dele - nem Hizashi, nem ninguém... Mesmo que procurasse por meu irmão eu não o encontraria, ele desde pequeno soube muito bem se esconder quando não queria ser encontrado.

- Hiashi-kun.

A voz do ancião me assustou naquele momento, Kami sabe como eu gostaria que fosse um outro alguém.

- Preciso perguntar-lhe algumas coisas...

Com dificuldade o velho se sentou ao meu lado, apoiado naquela bengala que sempre usava. Não poderia dizer que o admirava, o único naquela família a quem eu admirava havia sumido o dia todo. Apenas limitei-me a um murmúrio de consentimento, que fez o velho pigarrear antes de falar.

- Por que sua esposa ainda não está grávida?

- Ah... O que, erh... - Meu maior erro foi gaguejar diante daquela pergunta. - Ainda não temos filhos porque... - Me faltava a justificativa.

- Deixe-me tentar. - Ele cortou minha fala de forma severa. - Ela não está grávida, porque você passa tempo demais com seu irmão.

Poderia ter entrado em choque naquele momento. Não foi uma insinuação sobre as horas que gastávamos aos olhos de todos, o que diabos acontecia naquela família? Aquilo era algo para ser discutido daquele modo? E como eles sabiam? Kami-sama... Eu tinha certeza que meu rosto ardia, corado estupidamente.

- Hizashi já tem um filho... - Ele começou em tom acusador -... Um filho homem.

- Eu sei disso.

- E também sabe que essa criança não vai continuar viva se você não tiver um herdeiro?

O quê?

- O quê? - Eu tinha vontade de partir para cima dele, e quebrar os dentes que restavam formando aquele sorrisinho de desdém que ele exibia.

- Vocês são gêmeos, e mesmo que Hizashi seja parte da Bunke, Neji em alguns anos vai ser ensinado para que se torne um shinobi e eu não quero estar vivo para ver um herdeiro da família secundária receber o poder do clã.

"Posso matá-lo, se você fizer questão."

- Você tem um ano, a partir de hoje para que sua esposa carregue um filho nos braços.

E ele saiu, sem dizer mais nada, deixando-me apenas com aquela ameaça. Eu poderia não ter esse filho... Sim! E tudo seria novamente como era antes, e Hizashi não teria mais que perder seu tempo cuidando daquele menino... O que eu estava pensando? Hizashi tiraria a minha vida se eu negligenciasse o perigo que Neji corria. Sempre Neji.

Algo tinha que ser feito, e rápido.

Com passos contados, cheguei a casa onde viviam meu irmão e sua desprezível, doce e carinhosa esposa Sayuri. Apenas precisava encontrar minha mulher.

- Hiashi-sama!

Sayuri voltou os olhos para mim e sorriu gesto imitado por Harumi e aquele... Aquele... Kami-sama, aquele bebê adorável.

- Veio conhecer Neji, Hiashi-sama?

A voz que soou não era de nenhuma das duas mulheres que cercavam o menino, e sim daquele quem eu passei toda a tarde procurando. Aquele brilho no olhar dele era esperança, com certeza era esperança.

- Sim, é uma criança... - Me faltou o adjetivo, me faltou a fala quando aquele pequeno ser piscou os olhos e me encarou sorrindo inocentemente. -... linda. Um lindo bebê que vocês têm.

Ela agradeceu e ele sorriu, e havia ainda mais esperança em seu sorriso. O que eu não faria por ele? Ele tinha a plena noção disso.

- Hiashi-sama, me desculpe ter saído sem avisar, queria conhecer Neji-kun. - Eu não precisava das desculpas dela, na verdade pouco me interessava o porquê de não tê-la por perto, a companhia não era realmente agradável.

- Não tem porque pedir perdão. - Harumi parecia aliviada, seu suspiro era a maior evidência disso. - Vim te buscar.

Então os olhos dela, mesmo que quase imperceptivelmente, tornaram-se maiores. Apenas toquei minha esposa intimamente em duas ocasiões, a noite que se seguiu ao casamento e durante uma infernal bebedeira que me tirou parte dos sentidos. Tenho certeza que naquela noite chamei pelo nome do meu irmão, mesmo que não me lembre com detalhes.

- Hai.

Imediatamente ela levantou-se, acenando uma despedida rápida para Sayuri e a criança, e respeitosamente curvando-se diante do meu irmão, e pensar que ela deveria estar agradecendo-o, ou o amaldiçoando, pois eu só estaria com ela novamente por ele. Talvez devesse agradecer o menino também.

Naquela noite e nas noites que se seguiram, durante dez dias eu freqüentei o leito da minha esposa. Exatos nove meses depois, eu recebi a notícia de que meu herdeiro era uma menina.

- Hinata.

- O quê?

Ele sorria. Sorria como fazia em tempos os quais eu lembrava de não preocupar-me com o futuro de um clã, ou minha esposa e a dele, ou sobre nossos filhos. E quase que por mágica, a Lua estava de volta ao céu, como ela não mostrava-se há tanto.

- Hinata. Quero dizer... Se você ainda não escolheu um nome para ela, eu gosto de Hinata.

Deixei-me suspirar pesadamente. Ele não entendia meu pesar, pela primeira vez, Hizashi não me entendera.

- É uma menina!

- E?

- "E?"? Você diz "E?"? Eles vão...

- Não, eles não vão... Você precisava de um descendente e essa menina deverá ser treinada para se tornar uma kunoichi digna de assumir o controle do clã.

- Hizashi...

- O quê?

Há tanto tempo eu não o tocava, há tanto tempo eu não ouvia a voz sussurrada, há quanto tempo eu desejava tudo aquilo de volta. Não precisávamos de respostas, sabíamos, ou ao menos eu, de cada pequena forma, cada insignificante detalhe exatamente o que o outro queria. E a Lua mais uma vez foi uma testemunha fiel, uma amante do meu irmão que o respondia e surgia apenas para me mostrá-lo.

E meus lábios tocaram os dele, e nossos corpos uniram-se numa deliciosa sensação de incômodo causada pelo tecido e novamente eu podia sorrir junto a ele, me esquecendo do certo e do errado... Sendo que esses nunca existiram.

Um ruído baixo nos separou lentamente nos separou. Era o choro de uma criança, que no momento já não me incomodava tanto.

- Você tem que ir vê-la... Ela vai gostar de ver o pai.

- Sim, Hinata vai.

E então ele sorriu e se afastou, sumindo pelo jardim enquanto eu voltava para dentro da casa. A parteira, uma velha Hyuuga, segurava um embrulho branco, e de dentro dele eu podia ver a pequena mãozinha movendo-se tão vagarosamente quanto possível, aquela criança descobrindo a si mesma. Toquei a mão que sobressaía aos panos, e de imediato ela parou de chorar e voltou os olhos profundos na minha direção.

Naquele momento, não havia mais nada que eu não compreendesse em Hizashi.

- Bem-vinda, Hinata.


Nota³ : Ai que capítulo MAIS fluffy, sério.

N/a : Eu sei, demorei mais do que prometi... por favor sem pedras i.i Vou tentar não demorar tanto no próximo \o/

( HAUHAUHAUHAUAHUAH )

Batatinhas da minha horta, mais um e acabou T.T Todos os devidos agradecimentos serão feitos no próximo capítulo, sim?

Obrigada Pri-chan por betar novamente n.n'/

Ps: Feliz Dia das Mães \oo/