Sangue e Chocolate
Sinopse: Bucareste sempre foi uma cidade que guarda muitos mistérios, mas há certas coisas que deveriam permanecer em segredo...
Disclaimer: Naruto não me pertence, é do Kishimoto ¬¬'...mas eu ainda vou roubá-los e.e
Agradecimentos: Miyo Kyouhei, por betar a fanfic :D
Ps: Flashbacks e pensamentos estão em itálico ;D
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Capítulo 3 – Caçada a luz do luar
Ele podia sentir a chuva forte caindo em sua pele e lhe turvando a visão enquanto corria em meio às árvores. Corria sem saber ao certo para onde ir, a que destino pretendia chegar. Só sabia que não importasse o que acontecesse, ele tinha que continuar correndo para longe deles. Longe dos caçadores...
As patas deixavam no chão suas marcas, que logo eram apagadas pela chuva. Pelo menos isso, ele pensou, não deixando de correr um momento sequer. Os caçadores teriam dificuldades em continuar a perseguição com aquele tempo.
A poucos passos atrás de si, corria uma loba negra, a cor dos pelos se mesclando com a negritude da noite, lhe garantindo uma certa camuflagem. Ela arfava bastante e ficava nítido que se esforçava ao máximo para acompanhar o ritmo dele, apesar da distância entre os dois aumentar gradativamente.
Maldita hora em que ela insistira em lhe acompanhar! Ele poderia continuar correndo por muito mais tempo se fosse preciso, mas sabia que ela estava com suas forças praticamente esgotadas. Contrariando pela primeira vez seus instintos que lhe diziam para continuar e deixá-la para trás, ele parou. Esperou que ela o alcançasse e se embrenhou mais fundo pela floresta em busca de algo que pudesse lhes servir de esconderijo temporário, sendo seguido prontamente pela loba.
Acabou por encontrar algo que se assemelhava a uma pequena caverna, parou por um instante e voltou-se para a loba, encarando com intensidade seus olhos azul gelo, depois virou novamente e entrou de modo apressado para dentro da caverna. Entendendo o recado, ela o seguiu, mas sem antes lançar olhares preocupados ao redor.
Uma vez dentro do local, ela se deparou não mais com a figura do lobo com o qual estivera a pouco, e sim com a de um ruivo de olhos verde água bastante irritado. Agora ela mesma também começava a mudar, assumindo uma forma cada vez mais humana, até que todas as características lupinas desaparecessem de si. A única coisa que a fazia lembrar a loba eram os olhos, que continuavam com a mesma tonalidade de azul.
- Porque você parou, Gaara? – ela perguntou, tentando manter a respiração regular, ainda estava cansada de correr por tanto tempo daquele modo frenético. – Tenho certeza de que poderia continuar por muito mais...
O ruivo a fitou com uma expressão indecifrável na face, possivelmente estava considerando se deveria responder a pergunta que ela havia feito ou somente ignorá-la.
- É claro que eu poderia...mas você não. – ele falou de modo lento, a voz soando ligeiramente monótona enquanto seus olhos focalizavam um ponto qualquer da caverna. – Acha que eu não percebi que estava a um passo de desmaiar, Sawako?
- Desmaiar? – ela repetiu incrédula. Estava certo que o cansaço a estava vencendo, mas chegar a desmaiar já era demais. Levou uma das mãos livres ao cabelo negro num gesto de irritação, odiava ser subestimada. – Assim você me ofende. Eu posso não ser super resistente, mas não sou uma humana frágil. – ela disse, tentando ao máximo camuflar a irritação presente em sua voz.
Ele, por sua vez, não fazia o menor esforço para esconder a sua insatisfação e irritação crescente.
- Deveria ter te deixado para traz. – o tom de voz havia mudado, agora demonstrava raiva e o ruivo andava de um lado para o outro na caverna enquanto falava. A morena mantinha-se sentada no chão o observando com o canto dos olhos.
As palavras dele vieram até ela como em um choque. O encarou furiosa e pensou em levantar, mas sabia que poderia acabar caindo. Limitou-se a suspirar de modo vencido, de nada adiantaria começar uma discussão ali, ainda mais com alguém tão instável quanto Gaara.
-Ahn...bem, fico feliz que não o tenha feito. – ela esboçou um leve sorriso de agradecimento. Apesar de tudo ele a estava ajudando, mesmo que esta não fosse lá a sua real natureza. Talvez considerar que havia tão poucos Loup Garou restantes estivesse surtindo algum efeito nele.
Ele não respondeu, mas ela pode notar que suas feições se amenizavam e ele parara de andar de um lado para o outro, se encostando em uma das paredes da caverna. Ficaram assim durante alguns minutos, até que Sawako sentisse sua respiração e batimentos regularizarem, novamente apta para correr.
Lá fora a chuva começava a dissipar, e com a lua cheia servindo de iluminação era fácil para caçadores experientes encontrarem os rastros de certos Loup Garou.
Um rapaz de cabelos cinza revoltos e olhos que lembravam duas esmeraldas, seguia confiante a trilha de pegadas deixadas pelos dois lobos. Ao seu lado, uma garota de cabelos castanho-arruivados que chegavam até a cintura segurava com firmeza em cada uma das mãos duas adagas de prata.
- E então, sabe para onde eles foram, Zef? – ela perguntou em seu tom frio habitual, enquanto parava de andar para lançar um olhar inquisitório ao caçador ao seu lado.
- Talvez... – ele respondeu, e um sorriso safado se estampou em seu rosto – quem sabe se você me der um beijo eu não possa dizer...hein, Hinna? – ele mirou a jovem de cima a baixo e ainda sorriu mais abertamente.
- Nem nos seus sonhos. – ela respondeu, a voz antes fria, agora mostrava um leve toque de ameaça, algo que ficou claro quando ela empunhou com mais força as adagas de prata. – Não deveríamos perder tempo com bobagens. – completou, vendo que ele fazia menção de retrucar. Era melhor cortar o assunto o quanto antes, quando se tratava de alguém como Zef.
Perda de tempo! Há, isso é uma real perda de tempo, como se fossemos encontrar algum Loup Garou depois daquele temporal... Apesar de seus pensamentos seguirem uma linha completamente diferente da de Hinna, ele não a contestou, não fazia a mínima diferença quando sua 'colega' se tratava de um cubo de gelo ambulante.
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A noite também não estava sendo lá das melhores para Hakai Mayu. A jovem se encontrava em casa, ou melhor dizendo, na mansão que herdara da família após a morte do pai e o desaparecimento de sua mãe. O lugar se encontrava em um silêncio mórbido, que chegava a ser sufocante para qualquer um que entrasse lá, mas a dona da mansão parecia apreciar essa característica.
No segundo andar, deitada na cama de dossel esculpida a madeira, a garota de cabelos negros comprimia os olhos com força e apertava o lençol entre os dedos. Na face alva uma expressão que indicava que ela estava tendo um pesadelo. E um dos piores.
Lágrimas escorriam livremente pelo rosto de uma garotinha de cabelos negros presos em um rabo de cavalo alto e olhos azul-bebê. Usava um vestido rosa rodado, cheio de laços e pequenos babados, nos pés sapatinhos pretos. O conjunto a fazia lembrar perfeitamente uma boneca de porcelana, pequena e frágil. Alguém que se não fosse tratada com enorme cuidado, poderia se quebrar.
E era exatamente isso que estava acontecendo com ela naquele exato momento, enquanto assistia, pelo vão da porta da cozinha, aquela que uma vez chamara de mãe fazendo algo que aos seus olhos, parecia a coisa mais horrível que alguém pudesse fazer em vida.
Mais lágrimas caíram quando o primeiro golpe foi dado, ela sentia vontade de gritar, sair de lá o mais rápido possível e não ver mais um minuto sequer daquela cena, porém descobriu que a voz ficara presa na garganta e suas pernas já não lhe obedeciam mais.
Foram três golpes no total. O primeiro o fez cair. O segundo o fez gritar, tamanha a intensidade da dor. E o terceiro o silenciou para sempre. Sua mãe fizera tudo aquilo com uma calma assustadora, parecia apreciar cada momento, cada mísero segundo daquele ato monstruoso.
Largou em um canto qualquer o objeto que usara para matar seu próprio marido, observando com interesse o sangue escorrer da cabeça dele e formar uma poça. Em seu rosto, um sorriso que misturava ganância e vitória. Se distanciou do corpo estendido no chão da cozinha para tomar um gole de água, refez o laço do roupão, que estava frouxo e agindo como se o que acabara de fazer fosse algo rotineiro, saiu do cômodo sem sequer lançar um último olhar para o marido morto.
Atravessou a sala e subiu as escadas mais do que satisfeita consigo mesma, finalmente havia conseguido dar cabo daquele imprestável, finalmente toda a fortuna da família seria sua e ninguém poderia culpá-la pelo assassinato, não houve testemunhas, tinha dispensado todos os empregados aquela noite para por o seu plano em prática...e a única outra pessoa presente na mansão deveria estar no sétimo sono a essa hora.
É, realmente, ela deveria estar dormindo...
Novamente na cozinha, a garotinha não mais chorava, suas lágrimas haviam secado, os olhos, agora desprovidos de brilho, miravam o corpo sem vida do pai. Sua mãe não havia nem se dado ao trabalho de fechar os olhos dele. A pequena caminhou sem se importar em fazer barulho, abaixou-se ao lado do pai e se esforçando para não recomeçar a chorar, fechou-lhe os olhos.
Enquanto fazia o caminho de volta para seu quarto, ela sentia-se sufocar pelo choro que ficava preso em sua garganta, mas ela sabia que mesmo se quisesse, nunca mais conseguiria chorar, pois ela já havia se quebrado.
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O céu era sempre mais bonito naquela época do ano, ainda mais quando se podia contar com a iluminação de uma belíssima lua cheia. Sentada confortavelmente em um dos bancos do pátio da faculdade de direito da cidade estava uma garota loira, ligeiramente baixa e de olhos num tom de azul acinzentado observando com uma luneta, os pequenos pontos brilhantes no céu.
Estava encantada com o que via. Realmente, tinha valido a pena sair de casa no meio da noite para se deparar com um espetáculo como aquele. A fim de encontrar um ponto de observação melhor, ela levantou-se, na intenção de ocupar um banco na outra extremidade do pátio e sem ao menos prestar atenção no caminho que percorria.
Foi bastante previsível quando ela acabou se chocando com uma pessoa que saia apressada da faculdade. Por sorte, ela conseguiu manter o equilíbrio e ficar de pé, mas o mesmo não poderia ser dito do outro. Um pouco receosa ela estendeu a mão para o garoto de longos cabelos castanhos e olhos perolados caído a sua frente.
Fingindo não ter visto a mão estendida dela, ele se pôs de pé com extrema facilidade, lançando um olhar zangado para a loira. Algo que ela não pôde deixar de notar.
- Não me olhe desse jeito. – ela bufou irritada. – a culpa foi toda sua! – tudo bem que isso não era totalmente verdade, ela bem sabia que tinha pelo menos metade da culpa por andar sem prestar atenção em nada, mas estava longe de admitir qualquer coisa para ele.
- Minha culpa? – o tom de voz dele mostrava incredulidade. Era só o que lhe faltava, além de ter que passar mais tempo na faculdade para preparar um novo projeto, agora teria que ouvir desaforos de uma maluca que não conseguia sequer olhar por onde andava?
- Sim. Sua culpa! – ela repetiu com convicção. Sentia-se com cada vez mais raiva daquele rapaz, não estava conseguindo manter sua calma de sempre na frente dele e isso, definitivamente, não a deixava nem um pouco feliz. – até parece um cego com esses seus olhos perolados! – ela não pode deixar de descontar pelo menos um pouco nele.
- Cego? – novamente questionou, sem acreditar totalmente que alguém como ela o estava tratando daquele jeito. – Devia controlar sua língua. Sabe com quem está falando?
- A julgar pela sua cara, com algum nerd filhinho de papai. – ela respondeu com descaso. Francamente, odiava aquela pose de superioridade, e esse tipo de pergunta já perdera o efeito de intimidar a o que...uns vinte anos? – Diga então, qual o seu nome?
- Hyuuga Neji. – a resposta veio alta e clara. E um estalo se fez presente na mente dela. É claro, Hyuuga era um dos alunos gênios da faculdade, já ouvira várias pessoas comentando sobre ele...então, era daí que vinha tamanha pose de superioridade?
Ela resolveu se apresentar, afinal de contas seria falta de educação da parte dela, e não queria que aquele arrogantezinho a taxasse como tal.
- Sou Tsukihime Reiko, astróloga. – ela disse, a calma sendo restabelecida aos poucos. Notou que ele ficou surpreso com sua resposta, provavelmente esperava que ela não tivesse formação alguma, fosse só mais uma desocupada que cruzara seu caminho. Sorriu internamente, ah, ele estava completamente enganado!
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O vento forte de Bucareste fazia com que a cascata de cabelos pretos de Kairi Hayashi fosse jogada de um lado para o outro conforme ela caminhava. A jovem trazia bem apertada em seus braços uma pasta verde-musgo, recheada de anotações, teses e fotos sobre a pesquisa que estava desenvolvendo sobre Loup Garous. Pesquisa esta que era feita em conjunto com o professor de história da universidade central, Jacques DeMolay.
E era exatamente para a universidade que ela se dirigia agora, havia descoberto algo realmente interessante e que não deveria deixar para contar depois, pelo menos era essa a sensação que ela tinha. Só esperava que tomar o tempo de uma ou duas aulas não deixasse Jacques incomodado...
Em pouco tempo já estava andando com pressa pelo hall de entrada da universidade, se deparando com um pequeno, mas bastante luxuoso balcão de informações onde uma garota de cabelos castanhos lhe sorria de modo amável. Achou melhor perguntar a ela em qual sala Jacques estava dando aula, uma vez que ela poderia se perder facilmente em meio aos milhares de corredores que aquele lugar parecia possuir.
- Com licença...pode me dizer em qual sala está o professor Molay? – a morena perguntou, agora parada em frente á outra garota.
- Uhn...Jacques você quer dizer, não? – ela alargou o sorriso ainda mais. Kairi estranhou o uso do primeiro nome, pelo que se lembrava não tinha encontrado aquela garota em nenhuma das vezes em que viera até a universidade, logo supôs que ela fosse nova lá...e em tão pouco tempo chegar a tratar as pessoas pelo primeiro nome não era algo muito educado ao seu ver.
- Sim, é claro. – ela resolveu deixar suas observações para si mesma.
- Bom, vejamos... – a outra abriu uma agenda e folheou algumas páginas até achar o que queria. – aqui está! Segundo andar, terceira porta a esquerda. – o sorriso ainda não havia deixado o rosto da jovem e Kairi se perguntou se ela não tinha dores musculares por se manter sempre sorrindo.
- Obrigada. – ela estava prestes a se virar para sair quando foi detida por uma pergunta da garota.
- Espere...acho que eu conheço você. Seu nome é Kairi Hayashi, não é? – ela perguntou com a voz levemente modificada, mas a morena não soube identificar o porquê. Voltou-se para ela, a face mostrando confusão.
- Sim...de onde me conhece? Eu não me lembro de você. – ela respondeu calmamente. Tudo bem que não era a melhor fisionomista do mundo, mas tinha certeza de que se lembraria do rosto dela, principalmente com aquele sorriso tão grande estampado na face. Inconscientemente levou a mão a correntinha de com os pingentes de lua e coração em seu pescoço...será que...?
- Ah, bem, acho que você nunca me viu. – ela respondeu prontamente, entrelaçando os dedos e parecendo um tanto constrangida. – na verdade, te conheço por causa do seu trabalho. Você lançou um livro sobre leprechauns¹ há uns dois anos...e eu simplesmente fiquei encantada por ele! Aliás, me chamo Nanami Sayu. – ela sorriu entusiasmada, estendendo a mão direita para a historiadora.
- Sério? – Kairi não pode deixar de sorrir diante de uma afirmação como aquela, era sempre prazeroso ter seu trabalho reconhecido por alguém. – Oh, foi o meu primeiro trabalho sobre lendas, fico feliz que tenha gostado.
- E porque eu não gostaria? – ela comentou divertida. – adoro tudo sobre lendas! E Bucareste está cheia delas... – o tom foi se tornando cada vez mais baixo conforme ela falava e a morena teve que se inclinar um pouco para entender o que ela dizia.
Estava prestes a continuar o diálogo com Sayu, se esquecendo momentaneamente do porque tinha vindo ali quando ouviu seu nome ser chamado por alguém. Voltou-se para a direção do som e seus olhos pousaram na figura de um garotinho loiro de cabelos arrepiados e olhos azul-safira que não aparentava ter mais do que oito anos, mas que na verdade já possuía 25 anos, tendo uma aparência infantil devido a uma doença de paralisação do crescimento.
- O que está fazendo aqui, Kairi? – ele perguntou, soando extremamente cordial.
- Vim fazer uma visita. – ela sorriu divertida, indicando com os olhos a pasta verde-musgo que carregava. Ele entendeu prontamente o que ela queria dizer. Os dois haviam combinado, desde o início da pesquisa, não comentar nada que remetesse ao nome Loup Garou na presença de outras pessoas, pois pelo que parecia, grande parte da população de Bucareste ainda acreditava fervorosamente na lenda.
- Claro. – ele sorriu de volta, e ela pode perceber que ele havia entendido. Ele ofereceu o braço para ela, que aceitou e saíram pelo corredor, mas sem antes se despedirem de Sayu.
Uma vez sozinha a garota desfez a expressão amável, substituindo-a por uma que indicava frieza...e também um certo tédio.
- Tanto trabalho em manter uma conversa amigável para nada! – ela bufou, revirando os olhos.
- É realmente uma pena, Sayu-chan... – uma voz com um quê de zombaria ecoou pelo hall de entrada. Sayu não precisou nem procurar o dono daquela voz para saber de quem se tratava, uma vez que o conhecia muito bem.
- Oh, mas ela estava quase me contando! Eu sei que ela tem alguma informação importante. – ela sentou-se em cima do balcão, balançando os pés de um modo bastante infantil. – bastariam mais alguns minutos, mas ele apareceu...ou você não me acha amável o suficiente para que ela me conte tudo o que sabe, Arturo-kun? – ela mirou um rapaz de cabelos loiro-acinzentados, porte altivo e exóticos olhos violetas, que descia as escadas lentamente em sua direção.
- Eu diria que é amável até demais... – novamente o tom de zombaria na voz. Se isso viesse de qualquer outra pessoa, Sayu não hesitaria em matar o infeliz do modo mais lento possível que pudesse encontrar, mas como aquele rapaz, além de ser um caçador, era sua 'dupla' e ela não ficaria nada contente em ter que fazer todo o trabalho sozinha, por isso resolveu deixar a idéia de lado. – você tem exagerado demais. – ele comentou com descaso evidente.
- Oh, é mesmo? – ela não pode deixar de colocar um tom de ameaça na voz, ele poderia estar do mesmo lado que ela, mas definitivamente ela não tinha que aturar críticas da parte dele.
- É. – ele por sua vez não se deixou intimidar, e sorrindo de modo irônico para ela, acrescentou. – Fique de olho, eles podem servir para alguma coisa. – e deu-lhe as costas sem dizer mais nada, logo desaparecendo da vista dela, deixando para trás uma Sayu muito mal-humorada.
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Katharina Strauss estremeceu levemente ao sentir o contato do vento frio em sua pele desprotegida. Talvez não tivesse sido uma boa idéia sair aquela noite, mas ficar sozinha em casa, ainda mais com insônia, a estava trazendo lembranças bastante desagradáveis. Sair para tomar um ar fora a solução mais sensata que ela encontrara. Bem, pelo menos devia ter se lembrado de pegar um casaco antes de sair.
Abraçou a si mesma numa tentativa falha de se aquecer, não deixando um instante sequer de caminhar de modo aparentemente calmo, o barulho dos saltos indo de encontro ao chão ecoando pela rua semi-deserta. Diferentemente da grande maioria das pessoas, a morena não sentia medo algum em caminhar sozinha no meio da noite, aliás, esse hábito estava se tornando freqüente para ela.
Suspirando, tirou um maço de cigarros do bolso, acendeu um e guardou o restante. Simplesmente, havia coisas das quais ela não conseguia se livrar, fumar era uma delas, fora um jeito que encontrara para manter-se calma e agora, não conseguia largar de modo algum.
Abriu a boca, soltando uma baforada de fumaça e piscou os olhos algumas vezes. Já era possível que estivesse com sono?
- Pelo jeito, a caminhada serviu para alguma coisa... – ela comentou consigo mesma, tomando o rumo de volta para casa, uma vez que a temperatura abaixara ainda mais e se ela ficasse por ali, correria sérios riscos de acabar gripada e de cama.
Andando naquele mesmo passo lento e ritmado, agora sem o cigarro em mãos, ela poderia ser facilmente comparada com a figura de um anjo. Um anjo negro andando em meio às ruas silenciosas de Bucareste.
Anjo Negro.
Era incrível a quantidade de lembranças que aquelas duas simples palavras conseguiam lhe despertar. Realmente, incrível...
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Papéis espalhados pela mesa, fotos de várias pessoas seguidas de anotações em uma letra caprichada compunham o ambiente. Uma garota de cabelos prateados e olhos verde água analisava com atenção uma das muitas fichas da qual tinha alcance.
Ao seu lado, um rapaz de olhos azul opacos e cabelos pretos revoltos a observava com certo tédio, os pés em cima da mesinha de vidro, largado em uma posição não muito confortável. Ela, por sua vez, fazia o máximo de esforço para não se irritar com o jeito tão pouco profissional que ele agia diante da situação. Zef e Hinna haviam saído a algumas horas para ver se encontravam rastros de Loup Garou ou algo do gênero, mas estavam demorando demais...
Balançou a cabeça de modo negativo, não gostava nem um pouco de admitir, mas estava começando a ficar preocupada com eles. Com um suspiro, largou as fichas de qualquer jeito sobre a mesa, passando a encarar o teto como se de repente tivesse percebido o quanto ele era interessante. Sentiu os olhos azuis acompanharem seu movimento com um interesse repentino, não tardando para que o dono se manifestasse.
- Preocupada? – ele perguntou, a voz transparecendo um toque de musicalidade. Ela franziu o cenho de leve, mas continuou a encarar o teto.
- Não diga bobagens, Rasui. – ela respondeu, um pouco irritada. Sabia que ele estava certo, e maldito fosse por perceber as coisas com tamanha facilidade, mas ela estava longe de chegar a admitir o que quer que fosse para ele. – Eles sabem se cuidar.
- Claro que sabem, realmente foi bobagem minha pensar que você pudesse se importar com alguém, não é, Yoko? – ele novamente falou, deixando o sarcasmo da frase bastante evidente. Fazendo com que Yoko tivesse ímpetos de atirá-lo pela janela e depois ainda acertá-lo com uma de suas flechas especiais para Loup Garous.
- Você não sabe de nada. – ela comentou em tom amargo, virando o rosto para encará-lo direto nos olhos. – e fala demais também, quase sempre coisas inúteis. – ela não pode deixar de alfinetar o ego do moreno, mas ao que parecia ele possuía uma calma e autocontrole difíceis de serem quebrados, pois não fez nada além de revirar os olhos e encará-la de volta.
- Eu só não gosto de ficar planejando ataques. – ele respondeu, com a calma inabalável ainda presente. – ainda mais quando eles me fazem varar a noite acordado. – e como se para comprovar o que estava dizendo, ele bocejou longamente, num gesto que o deixava muito parecido com um felino.
- Ah, isso porque você também não gosta de trabalhar. – ela disse com desgosto. – sou eu quem sempre tem que bolar todos os planos e estratégias! A única coisa que você faz é reclamar. – como se já não bastasse Zef e Hinna a deixarem sozinha com Rasui, ainda estava tendo uma conversa não muito amigável com ele, além do moreno não dar a mínima ajuda com os planos, e pelo que ela pudera perceber, os considerava perda de tempo. E isso, definitivamente, a deixava irritada.
- Sabia que não deveria ter virado caçador... – ele suspirou cansado e se pos a ajudá-la, já que não via outro meio de acabar com uma discussão iminente. Ah, lá se vai outra noite perdida com planos inúteis...
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Já havia amanhecido a um certo tempo, as ruas novamente eram tomadas pela multidão de passantes; um novo dia em Bucareste. E como sempre, mais um dia de trabalho...no centro da cidade, em uma clínica veterinária bastante conceituada da região encontravam-se duas mulheres: Sarah Williams e Lily Contarell.
- Sabe, Lily, essa sua dedicação toda chega a me assustar – a morena falou, mirando a outra com seus olhos castanhos, enquanto discretamente tentava se manter o mais longe possível do gatinho que a amiga estava cuidando. – nunca vi ninguém que gostasse tanto do próprio trabalho...
A outra riu com gosto diante do comentário da morena, era impressionante o tipo de comentários que ela poderia fazer. Ainda sem se distrair do que estava fazendo, ela tratou de responder a amiga.
- Isso porque eu realmente gosto do que faço – ela sorriu de modo sincero, voltando seu olhar para Sarah, que estava novamente preocupada em se manter longe do gatinho. – não é uma questão de dinheiro, por isso tanta dedicação... – e vendo que a amiga continuava a se afastar, ela acrescentou. – Sarah, ele não vai machucar, é só um gato!
- Mas ele estava bufando para mim, Lily! – ela apontou um dedo para o gato de forma acusadora, que respondeu miando para ela. – se você o soltar ele vai me morder...
- Não vai, não... – ela tentava sem sucesso acalmar a morena. – ele é praticamente inofensivo! – ela argumentou, mas percebendo que não haveria jeito, levou o animal para fora, colocando-o longe das vistas de Sarah. – pronto, satisfeita?
- Muito. – ela respirou aliviada, deixando-se escorregar pela parede da clínica. Mas seu momento de paz durou poucos minutos, pois logo elas ouviram o barulho da porta sendo aberta e por ela passarem um garoto de cabelos castanhos e olhos pretos, acompanhado de um enorme cachorro branco. – AHHH!!!
A cena que se passava seria bastante cômica se nenhum deles estivesse preocupado em confirmar se Sarah estava bem. Ao ver aquele cachorro enorme entrando pela sala e indo em direção a ela, a morena se assustara e numa tentativa de sair correndo ela acabara por bater a cabeça com força na parede.
- Você está bem? – o garoto, apesar de segurar um pouco o riso, parecia genuinamente preocupado. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou meio a contragosto. – Desculpe pelo Akamaru – ele sorriu sem jeito, fazendo com que ela involuntariamente sorrisse também. – Sou Inuzuka Kiba.
- Ah, tudo bem, eu me assusto fácil mesmo... – ela disse, enquanto ajeitava as roupas um pouco amarrotadas. – Meu nome é Sarah Williams – ela sorriu, mas o sorriso murchou quando repentinamente ela lembrou-se de algo importante. – Ah, não!
- O que foi, Sarah? – Lily se pronunciou, achando estranha a reação da amiga.
- Eu...estou atrasada! – ela falou com um fio de voz, os olhos levemente arregalados. – tenho que ir, tchau Lily, até mais Kiba. – ela acenou para eles e saiu porta afora com uma rapidez impressionante.
- Ahn, não pergunte... – a veterinária disse, percebendo a confusão do olhar do outro. Ele deu de ombros, certas coisas era melhor mesmo não ficar sabendo.
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Instaladas confortavelmente em grandes pufes no chão da sala de estar, Alexa Lancaster e Aída das Costas conversavam animadamente. Bem, Aída falava e Alexa escutava com atenção, ocasionalmente concordando com a cabeça para mostrar que a estava ouvindo.
- ...e você realmente não vai acreditar no que... – a estudante de psicologia falava animada, mas ao virar-se para a amiga, percebeu que esta tinha o olhar vago, como se só estivesse ali de corpo presente. – Ahn...Alexa? Você está ao menos escutando o que eu digo? – ela perguntou com uma pontada de irritação, ser ignorada não estava na lista de coisas que ela mais gostava.
- Estou, Aída. – ela respondeu com calma. Estava certo que se distraíra alguns instantes do monólogo, mas havia prestado atenção no conteúdo geral da conversa. – Olhar em outra direção não quer dizer que eu não esteja de ouvindo...
- Sei, assim como um olhar que indica que seus pensamentos estão a quilômetros de distância. – ela comentou com sarcasmo. – mas preste atenção, você pode achar interessante essa parte da história. – ela sorriu de modo travesso.
- Qual parte, a que você feriu os sentimentos de um pobre garoto emo? – ela disse, devolvendo o sorriso da outra e se ajeitando no pufe.
- Não. – ela alargou ainda mais o sorriso. – mas se bem que essa parte foi ótima! – e de súbito sua expressão se fechou, passando para uma mais séria e levemente sombria, algo que fez com que Alexa olhasse espantada para ela, lembrando-se imediatamente da secretária da universidade. – é sobre a conversa que eu ouvi entre ele e Tsunade-sama.
- Não sabia que você tinha o costume de escutar conversas alheias. – ela falou, recebendo um olhar de reprovação por conta do comentário, mas era algo realmente estranho ver a amiga com a face tão séria. Sendo assim, ela devia ter ouvido alguma coisa de extrema importância.
- Ouvi sem querer...mas isso não vem ao caso. O problema é que fiquei preocupada depois que ouvi sobre o que eles conversavam...
Logo depois que o moreno entrara para falar com Tsunade, a ruiva havia voltado para o interior da loja, em busca de algumas bebidas guardadas no estoque. Estava voltando para entregá-las ao cliente quando a voz exaltada de sua chefe a fez parar no meio do corredor.
Na hora nem percebeu que se aproximava da sala onde os dois conversavam, colando o ouvido a porta para poder escutar a conversa com mais clareza. Era a primeira vez que via alguém retrucar os berros de Tsunade sem ser jogado porta afora pela loira.
Sabia que se fosse pega escutando aquela conversa, isso poderia implicar em sua demissão e também não era do seu feitio fazer esse tipo de coisa, mas mesmo que tentasse dar meia volta, ela sabia que suas pernas não a obedeceriam, a curiosidade era grande demais, afinal.
Tomando o máximo de cuidado para não ser descoberta, ela passou a prestar atenção no que era dito dentro da sala, fazendo sua curiosidade aumentar cada vez mais.
- Você sabe que é só uma questão de tempo até que eles nos descubram, Tsunade-sama. – o moreno falava com sua habitual voz fria, mas dava para perceber, mesmo levemente, que a situação o deixava de certo modo preocupado.
- Sim, eu sei. – a voz dela saiu cansada, acompanhada de certa monotonia. – mas fugir nunca foi a solução para nossos problemas...
- Claro, mas foi o que nos manteve vivos até agora. Somos os últimos de Bucareste, é uma grande desvantagem. Se você comparar, o número de caçadores aumenta ao passo que o nosso diminui, se continuar assim, não vamos durar muito tempo.
A ruiva arregalou os olhos, em espanto evidente. Pelo rumo da conversa dava entender que eles eram fugitivos e estavam sendo perseguidos por alguma organização. Tsunade teria feito algo contra a lei? Ela e aquele rapaz eram parte de uma mesma...ahn...máfia?
No mesmo instante achou a possibilidade ridícula. A loira era obviamente uma pessoa...agressiva, mas chegar a fazer parte de uma máfia, quadrilha ou seja lá o que fosse era um pouco longe demais. Mas ela não podia deixar de considerar que o tema da conversa era suspeito, extremamente suspeito.
Depois de ouvir o relato da amiga, Alexa não pode deixar de concordar que aquilo soava bastante comprometedor, mas não via que ligação poderia haver entre ela e a tal conversa para que se sentisse tão interessada.
- Está claro que a sua chefe tem alguns problemas, mas não me parece ser nada de mais. – ela falou com simplicidade, analisando os fatos por completo.
- Calma, ainda falta uma parte. – Aída sorriu e a arqueóloga a olhou interrogativa. – eu ainda ouvi algumas palavras como 'Loup Garou' e 'Universidade Central'. Não entendi as frases direito porque eles estavam falando muito baixo. – ela fez uma careta de insatisfação. – e quando saiu, aquele emo estava levando um livro com o desenho de uma cabeça de lobo, exatamente igual ao que você carrega de cima para baixo.
Pronto. Agora ela chegara a um assunto que interessava e muito a Alexa. Qualquer coisa que envolvesse o nome Loup Garou agora era motivo de uma investigação minuciosa para ela. Só não entendia o porque da dona de uma loja de bebidas ter guardado consigo um exemplar daquele livro, ainda mais quando estes eram considerados extremamente raros.
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Hyuuga Hinata olhava maravilhada para a extensa coleção de fotos que cobriam as paredes do apartamento de Reeb. Havia fotos de todos os tipos, desde paisagens gélidas a oásis no meio do deserto. Ela não pôde deixar de admitir que era a decoração mais linda que ela já havia posto os olhos.
- I-isso é lindo, Reeb. – ela falou, sorrindo tímida para ele. Havia se passado duas semanas desde que o conhecera naquele dia na fonte, mas ela ainda não conseguia falar com ele sem gaguejar um pouco, coisa que a deixava frustrada consigo mesma.
- Obrigado. – ele devolveu o sorriso. Ao contrário dela, já se sentia completamente à vontade com a presença da Hyuuga, tinham se encontrado algumas outras vezes durante aquelas duas semanas e haviam se tornado bons amigos desde então. – deu bastante trabalho... – ele riu, ao se lembrar das inúmeras horas que gastara com a decoração, mas o resultado final tinha valido a pena.
- E por isso é ainda mais... – ela começou a falar, virando-se para mirá-lo com seus olhos perolados. - ...lindo. – ela corou imediatamente após dizer aquelas palavras, na mente a confusão, não sabia muito bem se estava falando das fotos ou do rapaz a sua frente.
- Ahn...que bom que você gostou... – ele respondeu meio sem jeito, levando as mãos ao cabelo inconscientemente, não sabia porque, mas as palavras dela o haviam pego desprevenido...
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Ela não sabia se eram as paredes de pedra pura, cobertas por uma fina camada de musgo, as vidraças quebradas que davam entrada para o vento de inverno ou o fato de que estava no meio da noite em um castelo antigo e desabitado que lhe causava incômodo crescente.
Tudo bem que não estava sozinha naquele lugar no mínimo assustador, mas ela não podia chamar um camera-man e dois assistentes de gravação de companhia ideal em um castelo escuro, e, pelo que se diziam, mal assombrado. Não que ela acreditasse nesse tipo de coisa, mas não estava nem um pouco a fim de por em prova as suas crenças...lembraria de processar o jornal por obrigá-la a gravar uma matéria em um local de tão pouca segurança!
- Muito bem, pessoal! Vamos terminar logo essa gravação e sair o quanto antes daqui! – ela falou em tom autoritário, e enquanto esperava a equipe de filmagem ajustar os equipamentos, ajeitou como pôde os longos cabelos negros, soltando o coque no qual os mantinha presos.
- Tudo pronto, Yuki-san. – falou um dos assistentes, e ela voltou seus olhos escarlates para a câmera a pouco ligada, com um sorriso um tanto forçado ela começou a falar o texto que havia decorado para a bendita matéria.
E teria continuado até o final, se seus olhos não tivesse captado, mesmo que de relance, a visão de mais alguém no castelo, alguém que ela não fazia a menor idéia de quem era, mas tinha certeza de que não deveria estar ali. Afinal, o horário de visitação do Castelo de Peles havia se extinguido há muito tempo, ela e sua equipe ainda estavam ali somente por conta da matéria, não era permitido mais ninguém entrar...
- Corta. – ela falou após alguns instantes fitando o local onde tinha certeza que vira uma pessoa. – fiquem aqui, eu já volto...
- Mas...Tsukihime-san, pode ser perigoso andar pelo castelo sozinha. – um deles tentou argumentar, ao passo que a japonesa já estava completamente decidida.
- Não tem problema, eu sei me cuidar melhor do que vocês três juntos. – ela piscou para eles, sorrindo de modo sarcástico, e virando no corredor a esquerda, sumiu de vista.
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Ah! Depois de horas e horas de trabalho cansativo não havia nada melhor do que uma cama confortável e ter o tempo que quisesse para dormir. E nesse momento era tudo o que Makie Yonezawa precisava para repor suas energias, e também era o que ela estava prestes a fazer, quando o som da campainha tocando lhe encheu os ouvidos, seguida logo depois por batidas frenéticas na porta da frente da casa.
E lá se vai minha noite de sono...só espero que não seja mais um maldito corpo precisando de uma autópsia urgente; ela pensou contrariada, acabando de dar um lanço em seu robe, gritando um "já vai" para que quer que estivesse lá fora.
Maldizendo mentalmente o ser que a tinha atrapalhado em uma hora daquelas, ela abriu a porta, ainda meio sonolenta e se deparou com duas figuras bastante familiares: Kanako e Haku. A Loup Garou de cabelos azul claro trazia consigo um pequeno guaxinim, aninhado confortavelmente em seus braços.
- O que foi que aconteceu dessa vez? – a legista perguntou, já prevendo que pela expressão dos dois a sua frente, boa coisa realmente não havia acontecido.
- Como você sabe que aconteceu alguma coisa? – o rapaz perguntou, visivelmente perplexo com o que ela dissera, mas para Makie, deduzir as coisas apenas pelas expressões das pessoas era algo de extrema facilidade.
- Ora, dá para ver pela cara de vocês...ou será que vão a alguma festinha do pijama e resolveram passar aqui para me convidar? – ela retrucou de modo sarcástico, perder seu tempo com aquela conversa sem sentido a estava deixando irritada.
- Calma, Makie, não queremos que coisas piores aconteçam, não é? – Kanako interveio, com seu cinismo presente, mas a voz carregando algo mais, que pode ser interpretado como um leve tom de ameaça.
- Não...nós não queremos... – ela respondeu pausadamente, tentando conter sua raiva aos poucos. Se estavam ali, era porque precisavam da ajuda dela, e naquele estado do raiva ela não conseguiria ajudar ninguém.
- Ótimo. – a Loup Garou abriu um sorriso. – Viemos buscar você, precisamos que dê uma olhada na Sawako e no Gaara. – ela falou, agora mudando para um tom sério, o cinismo já não estava mais presente.
- Porque? Eles brigaram de novo? – ela bem sabia que os dois, tendo aqueles gênios fortes e por vezes incontroláveis acabam por se desentender e não eram exatamente o que poderia se chamar de amigos.
- Nada disso. – ela suspirou pesarosa, trocando um olhar cúmplice com Haku. – eles foram perseguidos, por caçadores.
- O quê!? – o espanto se fez presente na voz e nas feições dela. Não! Era impossível que qualquer caçador tivesse descoberto as identidades deles, sabia que apesar de tudo, eles eram alguns dos que mais tomavam cuidado para não serem descobertos!
- Fique calma, Makie-san. – Haku se pronunciou, transmitindo na voz aquela serenidade capaz de acalmar qualquer pessoa. – eles estão bem.
- Mas mesmo assim, precisamos que venha rápido. – Kanako continuou. – Gaara levou um tiro de raspão e achamos que o veneno pode se espalhar...e como você é...
- ...a única pessoa mais próxima de uma médica, resolveram me chamar. É, eu já sei disso. – ela completou a frase da outra. Não admitiria, mas estava preocupada com o ruivo. – Esperem um pouco, vou trocar de roupa...
...bastante preocupada.
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¹Leprechauns são figuras mitológicas do folclore da Irlanda, o leprechaun (pronuncia-se LÉP-re-káum) é apresentado como um diminuto homenzinho, sempre ocupado a trabalhar em um único pé de sapato em meio às folhas de um arbusto. Ele é tido como o sapateiro do povo das fadas. Também são conhecidos pelos nomes de Tumores, Duendes ou Gnomos.
N/A: x.x God, nem acredito que eu consegui terminar esse capítulo! #coro de aleluia ao fundo# tá, dessa vez eu não tenho nenhuma desculpa decente pela demora u.u foi pura síndrome de Shikamaru mesmo, ou seja, a famosa preguiça! xD bem, minhas aulas começam dia 11 e a partir daí eu provavelmente vou demorar para postar novos capítulos, mas que fique bem claro que eu não vou desistir da fic! #olhar cheio de determinação#
Próximo capítulo tem festa 8D pares que ainda não se conheceram vão se encontrar lá...quem quiser que eu coloque alguma música na cena do seu personagem fique a vontade :D é só deixar o nome da música e a banda o cantor que eu dou um jeitinho de colocar! ;P
Reviews:
karol Uchiha: xD foi ela que matou sim, achei que seria algo bem típico dela. E pode deixar que se a Sayu morrer vai levar muita gente com ela o.o #medo#. Então, sobre o parzinho dela, é o Arturo, que apareceu junto com ela na cena, espero que goste dele ;D
nanetys: obrigadaa! #abraça e aperta nanetys# é sempre bom saber que o tema da fic agradou tanto °-° também adoro aquele tipo de cena fofinha, além de combinar bastante com o Reeb e a Hinata. xD eu concordo que Deidara advogado é algo no mínimo estranho, mas na minha lógica seria um disfarce perfeito para um Loup Garou 'explosivo' que não quer ser descoberto xD
Rodrigo DeMolay: :D que bom que gostou! pode deixar que na primeira oportunidade que tiver, vou ler o livro xD.
Svit-Kona: Ah, sem problemas n.n espero que tenha gostado do flashback da Mayu! ;D
S2 Yuki Mao Kitsune S2: é, a Hina-chan tem muita³ sorte mesmo 8D bem, tomara que a sua espera tenha valido a pena, gostou da aparição da Yuki? Se adivinhar quem estava no castelo ganha biscoito xD
Mari Sushi: impressão, ou o ff cortou sua review? Õ.o eu já não gosto de escrever muita coisa na N/A, acho que a grande maioria nem lê u.u maas, em boa parte deles eu sempre ponho alguma coisa importante ;D
Miyo Kyouhei: Kyaa, eu amei o modo como você betou a fic! Está de parabéns! xD
Mayuu Chan: nossa, assim eu também me sinto importante xD entãoo, o que acha do Rasui como parzinho da Yoko? Criei esse OC especialmente pra ela, espero que goste!
Aredhel Black: que bom, eu fico mais aliviada! xD o que achou deste?
x Rei-chan: Sim, sim...e espero que goste desse também ;D
Konoha Sisters: pedido atendido, olha a Kairi de novo! ;P que bom que gostou das outras partes, eu fiz o máximo para que elas não ficassem cansativas de ler, espero ter conseguido isso nessa capítulo também...xD
Hanna Yin-Yang: pode ficar tranqüila, o Zef é o único (pelo menos ainda) que eu tenho certeza que não vai morrer, nhá, não teria coragem de matar ele xD sobre o parzinho, nada contra yaoi, eu adoro °¬° mas achei melhor criar uma OC para ele, aliás, ela aparece na mesma cena que ele, é a Sawako, espero que goste dela ;D Ahhh, faz uma fic de fichas siim! Amo essas comédias besteirol 8D
.bruh-chan xP: nhaaa, que bom que gostou! Não foi tão logo, mas a Hinna apareceu! ;D espero que tenha gostado do capítulo!
Larry: °-° #super emocionada pela review# ahh, obrigada! #abraça e aperta a Larry# bom, eu entendo o problema da demora xD passei por algo semelhante quando fui viajar u.u #aquela que foi pra roça nas férias# xDD
xKao-chan xx: 8D obrigada! Eu tentei fazer a Makie o máximo possível igual a ficha...que bom que deu certo xD pode chamar de tia se quiser sim, eu só tava brincando xD. Eu adorei a cena, mas vou precisar fazer algumas alteraçõezinhas, porque, tipo o Gaara é Loup Garou, então ele já sabe que a Makie também é.../ espero que não se importe ;D
Beijos,
Dri Lioncourt
