Título: O loirinho no Limbo.
Legenda: -Normal: Fala. Itálico: lembrança ou pensamento. Negrito: Dar ênfase. Ex: Não. Eu não vou convidá-lo.
Autora: Marina
Categoria: Bones
Advertências: ^^ Não deixe de ler ^^
Classificação: Livre K/K+
Capítulos: 6/9
Completa: Não
Sinopse: "Cansado de vê-los apenas como amigos, Parker decide mudar o rumo da história de Brennan e seu pai, e com a ajuda de Ângela, ele quer mais que tudo que sejam mais que parceiros".
Capítulo VI: Estragando os planos.
Ele nunca se sentiu tão animado em sua vida.
Seu pai e Bones tinham reatado a parceria, e agora, o garoto até sorria estupidamente por apenas se lembrar do jantar que tiveram ontem. Ele, seu pai e ela, no Royal Dinner. Agora, ele se sentia até um pouco mais satisfeito, pelo simples fato de Ângela, lhe comentar com um olhar, que isso seria um passo para algo maior, e a artista, disse que o queria para conversarem sobre o assunto.
Isso significava que ela também os queria juntos, tanto quanto ele.
Com um enorme sorriso, e em completa expectativa, ele se dirigiu para a sala da artista. Já sabendo o que ela tinha em mente. Praticamente o mesmo que ele.
-Oi Angie.
-Oi loirinho! – Ela sorriu aproximando-se de Parker e puxando-o para se sentar em seu sofá. –Vem cá. – Ele acompanhou-a e se sentou ao lado dela, que se virou para encará-lo. - Acho que sabe o porquê eu te chamei aqui, né?
-Se for sobre a Bones e o papai, eu acho que sim.
-E é. – Ela sorriu cúmplice.
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Um suspiro cansado, mas ela finalmente concluiu seu trabalho. Wendell lhe sorriu sabendo exatamente, e logicamente se sentindo tão cansado quanto ela, ambos retirando as luvas.
-Não acredito que acabamos antes das oito. – Ele sorriu satisfeito e Brennan também sorriu entendendo o que ele queria dizer.
-Avise a Cam, que temos a causa da morte, vou ligar para o Booth.
-Certo. – Ele desceu da plataforma, indo à direção a sala de Camille. Brennan pegou o celular e retirou o próprio jaleco. Descendo as escadas em direção a sua própria sala. Levou o aparelho na orelha. –Oi, Booth, sou eu. Tenho a causa da morte.
-Onde você está?- Ele perguntou.
-No laboratório.
-Não... O local exato.
-Entrando na minha... Sala... Oi! – Ela sorriu ao vê-los lado a lado, em posições quase idênticas. Ele com o aparelho no ouvido e abaixado na altura de Parker, que ouvia a conversa e ambos com aquele sorriso charmoso. –Pensei que estivesse com a Angie...
-Bones! – Parker correu envolvendo-a em um abraço pela cintura, já que era muito mais baixo que a antropóloga. Brennan desligou o aparelho e se abaixou para abraçá-lo de volta. –A Angie teve que sair... Por causa do bebê. O papai chegou agora, e vamos te levar para jantar. Só que hoje, no Sid.
Ela sorriu para Booth. Longe de recusar o pedido.
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Ele riu de algo que uma das outras crianças fizera, e Ângela bagunçou seus cabelos. A artista também sorriu descrente e fechou o programa facial, mostrando-os o rosto do crânio.
-Isso é muito legal... – Parker riu concordando efusivamente com a cabeça e os garotos tiraram os jalecos colocando-os sobre a mesa da artista. Já estava na hora de ir. Essa era a pior parte...
-É a aula preferida da gente... – Angie sorriu com a confissão do pequeno. –Mas e então? O que vamos fazer hoje?
-O que acha de... –Ela franziu o cenho com o olhar irritado de Parker.
-Quem é aquele? – Ele perguntou e Ângela se virou. Um homem alto, loiro, de olhos claros, passava pelo Jeffersonian, o detalhe é que com Brennan ao lado.
E com a mão na cintura dela agora...
-Eu não sei... – Tanto Ângela quanto Parker saíram da sala da artista e foram até onde a antropóloga vinha com o homem ao seu lado, que com um olhar, felizmente tirou a mão da cintura dela. Com o cenho franzido, Parker se aproximou em tempo de Brennan vê-lo, e recebê-lo com um sorriso.
-Oi... – Ela se abaixou para receber o garoto que a abraçou e olhou para o estranho irritado. –Oi Angie.
-Oi Brenn. – A artista sorriu e fez um movimento com a cabeça como se perguntasse quem era a figura atrás da amiga.
-Ah, esse é o Derek. Derek Carlson, ele é arquiteto, e está fazendo umas reformas no museu do Jeffersonian. – Ela disse e o homem estendeu a mão para cumprimentar Ângela. –E essa é minha melhor amiga, a Ângela. Derek, esse é o Parker-.
-Filho dela. – Parker se adiantou. Ângela e Brennan arregalaram os olhos encarando o garoto. A primeira completamente surpresa e fascinada, e a outra totalmente surpresa, fascinada... Encantada. –Mamãe, será que podemos ir? Eu vou me atrasar pra aula. - O detalhe, é que ele não soltara a cintura dela, e apenas desviara o olhar do homem para esperar pela resposta de Brennan.
-Ciumento também... – Ângela murmurou não segurando um sorriso.
-O quê? – O homem fitou a artista, completamente confuso.
-Nada, nada. – Ela sorriu sem graça e fitou a amiga. –Brenn?
-Ah, claro. – Brennan balançou a cabeça tentando se recuperar do choque inicial, mas sem perceber não desfez a mentira, e se virou para o homem logo atrás de si. –Agente se fala depois...
-Claro. – Ele deu um beijo na bochecha dela, -gesto totalmente desaprovado por um impaciente Parker- e saiu.
-Nossa. – Foi à única coisa com sentido que Ângela conseguiu formar. A única palavra, e depois se virou para Parker e Brennan. Um olhar ainda completamente confuso, e o outro totalmente furioso.
-Quem é esse cara Bones? - Ele perguntou direto. Não dando espaço para ela perguntar porque ele a chamara daquela forma.
-O quê?
-Ele não é seu namorado é? Porque se ele for seu namorado eu juro que vou-
-O que aconteceu com você? - Ela perguntou confusa interrompendo-o. - Ele não... Parker?
-Quer saber? Eu vou pra casa. – Ele disse arrancando seu próprio jaleco furioso. –Tchau Angie. – E o entregou para a artista, saindo logo em seguida batendo o pé.
Brennan voltou sua atenção para Ângela, que se não tivesse percebido a total confusão da antropóloga durante todo o desfecho teria a perguntado se ela era louca.
-O que houve? Eu não entendi nada.
-Você estragou os planos Brenn.
-Que planos? Do que está falando Angie?
-Só me responde uma coisa, primeiro... Você está saindo com esse Derek?
-Bom, nós nós estávamos mais cedo no Royal, ele me chamou pra almoçar, mas eu prometi que ia com o Parker e Booth então eu só fiz companhia pra ele. – Ela começou a seguir a amiga que voltava para sua própria sala. –Quer explicar o que aconteceu? Porque eu não...
-Parker ficou com ciúmes. – Ângela falou simplesmente, e Brennan se sentou em seu sofá e ela sentou-se ao lado da amiga. –Ele gosta muito de você Brenn, e como também sabe, é você e o Booth e nada mais.
-Ele... Me... Chamou de... Mamãe.
-É... E você não o corrigiu. - Angie comentou mais que satisfeita.
-Fiquei surpresa... - Ela confessou.
-Só surpresa? – Ela incentivou e Brennan apenas a mirou com um lindo sorriso. –Ele vê você com o pai dele, e com mais ninguém Brenn.
-Eu não estou com o pai dele, Ângela. – A artista suspirou. –Olha Angie, Booth e eu não temos nada e eu... – Ela fechou os olhos, mais para apreciar o próprio pensamento antes de dizê-lo a amiga. –Eu escolhi estar sozinha, e por mais que eu queira, não posso mudar isso.
-Brenn...
Cansada, e furiosa consigo mesma, porque aquela frase fazia mais do que apenas sentido.
Era real. Tanto, que chegava a ser cruel. E doía...
Brennan escorou no ombro de Ângela, que apenas suspirou, mas não contra-argumentou ao ver o estado da amiga. Queria gritar com ela e com Booth ao mesmo tempo. Dizer o quanto estavam apenas sendo muito, mas muito idiotas porque sempre nada mudava. Por que tinham medo, já que ela no fundo, sabia que queriam. Que sentiam...
Sempre foi assim...
Obrigada pelas Reviews pessoal.
Que bom que estão gostando da FIC. Continuem escrevendo... :D Façam essa autora felizzz...
