Notas prévias: Pessoal, tenho notado muitas visitas na fic, mas poucas reviews. Então não sei exatamente se a fic tá agradando ou não. Então, quer puder me ajudar a terminar Fangirl, eu agradeço!

Ah, neste capítulo tem duas citações de outras fics que eu simplesmente AMO de paixão:

1. Homenagem à fic "E se eu fosse você", da Miss Dartmor

2. Homenagem à ShiryuForever94 de quem eu sou fã! XD

Espero que as autoras não se importem. E quem não leu essas fics, tá esperando o que pra procurar e ler? Vale muito a pena!

Agora deixa de enrolação e vamos ao capítulo!


Capítulo VII – Surpresas e mais surpresas


- Então ele vai pra sua casa hoje? – Jensen perguntava enquanto colocava ração para os cachorros de Jared.

- Vai. Pelo menos ele me ligou dizendo isso, então, vamos ver no que vai dar.

- Aposto que ele vai lhe convidar para a festa.

- Mas você sabe que eu vou nessa festa com você, não sabe? Já está quase tudo certo, não é?

- Claro, só não sei qual vai ser a sua desculpa para dar o fora no Jay. – ele parecia tenso, enquanto afagava uma das orelhas de Saddie.

Eles ficaram quietos pensando. O silêncio durou eras e a roteirista ficou observando enquanto Jensen tratava de cuidar dos dois "filhos" de Jay. E eles ficariam assim, se o loiro não tivesse feito a pergunta:

- O que você viu no Michael?

Ela se espantou com a pergunta. Não tinha nada a ver com o assunto em questão. Abriu a boca, tornou a fechar e franziu as sobrancelhas.

- Nunca parei pra pensar nisso, Jen! Não sei, acho que ele é incomum...

- Ah, mas não tem nada específico? Como os olhos, o sorriso, o jeito de falar alguma coisa?

- Ok, uma coisa, mas você tem que prometer não rir! Além de achar ele charmoso, sei lá, gosto dos olhos dele e, vai parecer estranho isso, mas ele tem umas bochechas tão fofas... O que você viu no Jay, além do óbvio? – ela rebateu, devolvendo a pergunta, ao notar que ele já ia fazer alguma gozação.

Jensen ainda corava quando ela falava abertamente do sentimento que ele lhe confessou há alguns dias. Foi o meio que encontraram de continuar trabalhando juntos: sinceridade. Ele disse tudo aquela noite, falou sobre como era tímido perto das fãs, como se sentiu intimidado com a chegada dela.

E depois, a amizade sincera entre ela e Jared, o ciúmes que sentiu, como não só ele, mas Tom e Misha perceberam o que ele sentia. E o real motivo Depois de abrir o jogo com ela e, consequentemente, consigo mesmo, ele se sentiu mais a vontade. Ter com quem falar abertamente sobre Jared era um alívio.

- Acho que vi o óbvio de um jeito diferente. – ele se esquivou da pergunta. – Você sabe, eu já lhe disse que me sinto mais a vontade quando ele está perto. Parece que o mundo fica mais fácil. E tem também o jeito que ele fecha os olhos quando sorri ou o modo como joga a cabeça pra trás e... E credo! Isso não pareceu tão gay na minha cabeça!

Eles riram muito do comentário. E continuaram conversando, cada qual dando seus motivos para escolher Jared ou Michael. Mandy estava de saída quando começou a escurecer. Pegava o capacete e já se dirigia para a porta quando parou e disse:

- Vem comigo!

- Ta doida? O Jay vai passar lá daqui a pouco...

- Justamente, Jen! Vem comigo que eu tive uma idéia!

- Ai – gemeu ele – to começando a concordar com o Misha quando ele diz que suas idéias dão frio na espinha.

******

Já no apartamento dela, a roteirista explicava sua idéia. A princípio, Jay deveria encontrar Jensen ali e se sentir intimidado para fazer o convite. Então, posteriormente, ela usaria a desculpa que ele não a convidou. Assim ela não teria que dar um fora nele.

Jensen não concordava com a idéia. Achava que isso não pressionaria o amigo o bastante. Dificilmente Jay se deixaria intimidar assim. O tímido ali era ele mesmo e não o moreno. E se Mandy queria apelar pro lado passional de Jay, precisaria de muito mais que aquilo.

- O que você sugere, então? – ela perguntou enquanto abria uma garrafa de vinho para eles e servia em duas taças grandes e coloridas.

- Não sei, preciso pensar! Tudo isso é novidade pra mim também. E quer saber, a roteirista aqui é você, então, você deveria ter idéias e não eu. Eu apenas represento o papel que você mandar.

Eles ainda ficaram bebendo por quase meia hora, discutindo idéias absurdas que incluíram um episódio em que Sam e Dean trocam de corpos (1), uma possibilidade de seqüestrar o mais novo ou deixar os dois uma noite inteira trancados num dos traillers da produção.

Quanto mais vinho bebiam, mais idéias estranhas e engraçadas eles tinham. De tanto rir, os rostos já estavam corados e quase Mandy não ouviu seu celular tocar. Quando atendeu, depois de um bom tempo, viu que era Jay dizendo que já estava na porta do prédio.

- Merda! Merda, merda, merda! O que vamos fazer? – Jensen mordia o lábio inferior e não conseguia pensar em nada.

Mandy estancou no meio da sala, olhou séria para Jensen e perguntou:

- Agora é pra chutar o balde, né? Então, vai no meu quarto correndo e me traz o meu hobby. Ta em cima de uma poltrona.

Sem perguntar nada, o loiro correu até o quarto, pegou o hobby rosa claro e quando voltou na sala, encontrou a moça retirando a camiseta e o short.

- O qu... – ele nem conseguiu terminar de falar.

- Ah, tem dó! Você é gay, esqueceu? – ela brincou – Vai lá pro meu quarto e fica por lá. E não se preocupe, eu não vou seduzir o Jay!

Ele apenas obedeceu, surpreso com a própria passividade. Quando a campainha do apartamento tocou, Jensen acabava de encostar a porta do quarto, mas não fechou para poder ouvir a conversa.

Mandy abriu a porta, sorrindo de um jeito afetado que não passou despercebido pelo olhar atento de Jared. Ela deixou que ele entrasse, apertando o hobby mais de encontro ao corpo.

- Desculpa, Jay! Eu perdi a hora... – ela comentou com um ar levemente embaraçado.

- Você está acompanhada? – ele falou indicando com a cabeça as duas taças de vinho sobre a mesa de centro – Nossa, eu sou inconveniente mesmo! Foi mal, Mandy! É, acho melhor eu ir!

Ela não o segurou, foi abrir a porta, mas Jay não saiu do lugar. Respirou fundo umas vezes e decidiu que já que estava ali, ia fazer o que pretendia. Jensen, do quarto da moça, viu o instante de hesitação do amigo e compreendeu o que ele ia fazer. E pensou que se não agisse logo, Jay ia acabar convidando Mandy pra festa. Coisa que definitivamente não poderia acontecer!

- Só mais uma coisa, antes de ir, eu queria saber se...

E ele não chegou a terminar a frase porque um Jensen só de boxer cinza entrou na sala, parecendo não se dar conta da presença do outro ali, perguntando, com a voz oscilando entre o irônico e o sensual:

- Mandy, ta demorando por quê?

E só então fez como se tivesse visto Jared pela primeira vez, fingindo-se embaraçado.

A roteirista ficou muda, os lábios entreabertos e os olhos indo de Jensen para Jared e de volta para Jensen. Ela tentou falar ou gesticular alguma compreensível que a tirasse daquele real embaraço. Mas não teve tempo. Jared saiu do apartamento meio em câmera lenta. Não pareceu zangado, estava mais para um estado pré-catatônico.

- Que porra foi essa? – ela perguntou com a voz esganiçada, assim que fechou a porta.

- Eu não... não soube o que fazer....

- E deixar o Jay acreditar que você me levou pra cama vai nos ajudar em quê?

Silêncio. Embaraço. Constrangimento.

Por uns cinco minutos foi o que pairou entre os dois. Ambos em pé, sem sair do lugar. Até que ela começou a rir.

- Olha, de qualquer jeito, acho que não vai ser bom você voltar para casa hoje.

Ele riu, ainda preocupado com a besteira que havia acabado de fazer e foi pro quarto buscar ao menos suas calças. E o resto da noite foi parcialmente tranqüilo. Eles pediram comida chinesa, conversaram e ela teve tempo de mostrar a ele todo o seu arquivo de fanfics e fanarts.

- Qual a sua preferida? – ele perguntou, ainda encabulado com tudo o que tinha lido.

- Eu gosto desta aqui: Uma questão de treino (2). Eu tive que traduzir, porque ela foi escrita em português, mas acho que valeu a pena. É pequena, quer ler? Mas tem que ouvir uma música junto.

Ele deu de ombros. Já estava mergulhado até o pescoço nesse "novo universo" e passava a se sentir como uma própria fangirl. Ela achou a música certa e colocou junto com a fic.

- Spice Girls? – soou incrédulo e zombeteiro.

- Vai por mim. Você vai mudar de opinião sobre Spice Girls depois de ler isso!

Ela sorriu diante das expressões que ele fazia a medida que seus olhos corriam pela tela. Voltou sua atenção para seu livro e deixou que ele apreciasse a história. E á medida que ela mudava os capítulos do livro, ele acabou de ler a fic e abriu outra. E mais outra. E mais outra.

- Isso é praticamente um manual: 101 maneiras de enlouquecer Jared Padalecki na cama! –brincou.

- Então aproveita e decora tudo direitinho. Quem sabe depois da festa a fantasia você não precise se lembrar dessas lições?

- Ah, com certeza. Depois de ferrar com tudo aparecendo de cueca na frente dele aqui no seu apartamento, ele vai querer alguma coisa comigo mesmo!

Ele fechou a tampa do notebook, espreguiçou e puxou o edredon que dividiam até o pescoço, virando de lado e olhando para ela que continuava lendo The Southern Vampires.

- Você acha que eu ainda tenho alguma chance? – ele parecia uma criança perguntando se o Papai Noel passaria mesmo depois dele ter quebrado um vaso enquanto jogava bola dentro de casa.

- Eu acho que você tem todas as chances do mundo, Jen! – ela deu um beijo na testa dele – Agora é melhor você dormir. Amanhã tem gravação logo cedo e depois do almoço temos que pensar na sua fantasia.

******

- Só quero ver a cara do Rosenbaum quando souber da sua "noite romântica". – comentou Misha com um sorriso.

- Você sabe que não teve nada de romântico na minha noite, Misha!

- Eu sei, você sabe, o Jen sabe e talvez o Tom desconfie, mas o Michael... bem, ele não sabe que você não é esse poço de ingenuidade que aparenta.

- O que quer dizer com isso? – perguntou Mandy ficando realmente preocupada, uma idéia passando pela sua cabeça – O Mike não sabe da aposta?

- Bom, digamos que da aposta ele sabe. O que ele não sabe é de quem foi a idéia...

- Puta que pariu! – esbravejou a roteirista – O Welling não contou que a idéia foi minha?

- Wow, que boca suja a senhorita tem. – Misha parecia zombar da situação – Mas o Welling não contou porque ele também não sabe. Aquele dia que eu liguei para ele no bar, falei só o necessário. E depois, nem tivemos tempo de esclarecer alguns pontos.

- Merda! Misha, me empresta seu celular.

- Para quê?

- Misha Collins, me empresta a porra do seu celular se não quiser gravar uma cena em que o Cass dá a bunda pro Zacariah.

O "anjo" arqueou as sobrancelhas surpreso. Não conhecia aquele lado da roteirista e entregou o aparelho, observando que ela discava um número rapidamente e saía de perto dele.

- Misha! A bicha mais louca da Warner. O que há?

- Oi! Não é o Misha.

- Mandy? Ow, achei que depois de te ver com o... ah, deixa quieto... Não vai me dizer que ta ligando pra dar uma desculpa esfarrapada e não vir na minha festa!

- Não é nada disso, pode contar comigo na festa. Mas, ah, você ta muito ocupado agora?

- Não. Quer dizer, eu to no estúdio, pra decidir algumas coisas da nova série, mas é só depois do almoço. Por quê?

- Eu preciso falar com você. Assim, é meio urgente!

- Sem problemas, Mandy. Eu pego o carro aqui no estúdio e passo...

- Não! Melhor te encontrar na cafeteria, pode ser?

- Claro! Em cinco minutos.

Ele desligou o celular e ela já saía pelo estúdio, gritando pra Misha que voltaria em no máximo meia hora. Ele conferiu o número discado no celular que ela havia jogado de volta para ele e balançou a cabeça, incrédulo que tudo aquilo estava acontecendo.

Na cafeteria do estúdio, Mandy viu que Rosenbaum já a esperava. Ela chegou agitada, a respiração meio ofegante. Cumprimentou o ator com um beijo no rosto e foi direto ao assunto:

- Já falou com o Welling hoje?

- Não. Ele foi gravar uma externa. Só vou falar com ele no final da tarde, quando vamos passar o texto da minha despedida da série.

Michael Rosenbaum estava deixando Smallville. Após oito anos, o vilão Lex Luthor ia sair de cena.

- Bom, menos mal. – ela disse aliviada – Então, o que eu queria era só pedir um favor: promete pra mim que não vai acreditar em nada que te disserem a meu respeito.

- Por que isso, Mandy? – o careca já não entendia nada e a encarava com uma visível curiosidade.

- Olha, não dá pra explicar agora. Só me promete isso! Se você tiver qualquer dúvida a meu respeito, vai falar comigo antes de tirar conclusões? É importante pra mim que você acredite nisso, Mike. Nada do que disserem de mim nos próximos dias vai ser verdade!

- Claro! Não se preocupe quanto a isso!

Ela sorriu, agradecida e aliviada, e acenou com a cabeça, já voltando pelo mesmo caminho que viera, quando de repente parou e voltou até o ator. Chegou perto o bastante para ser ouvida só por ele e acrescentou:

- Ah, se disserem que eu sou boa de cama, aí você pode acreditar. Mas a afirmação vai ser apenas teórica, nada de conhecimento empírico.

Piscou de um jeito divertido e sacana para o rapaz e dessa vez voltou definitivamente para o estúdio. Ele ficou parado, rindo do jeito espevitado dela. E achava uma graça quando ela fazia essas insinuações.

******

- E você quer que eu deixe essa papelada no trailler do Jared por que mesmo?

- Você já leu o que ta escrito aí?

- Não!

- Então leia! Isso vai me poupar maiores explicações.

Ela se sentou, voltando a colocar os óculos e trabalhar no roteiro que Sera pedira para ela terminar. Enquanto isso, Collins estava de pé, lendo atento a cada palavra.

- Isso aqui é quase um atentado ao pudor, Mandy!

- Eu sei! Não é maravilhoso? – os olhos dela brilhavam, maliciosos.

Horas mais tarde, a roteirista ligou para o celular do intérprete de Castiel, perguntando se tinha deixado seus papéis no lugar certo e vibrou ao saber que não só tinha deixado no lugar certo, mas como tinha cuidado para que a pessoa exata os achasse e lesse.

Pronto! Estava tudo feito! Agora era só esperar o sábado e a festa.