VII. Enfim, a busca por Voldemort
Depois da destruição do quinto hoxcruz, os aurores, além de Ron Weasley, Hermione Granger e Harry Potter, começaram a traçar os planos para conseguirem por fim ao Lord Voldemort e a sua terrível serpente.
A melhor idéia, até então, era Harry aproveitar-se de seus dons de ofidiglota e da vantagem de conseguir penetrar na mente de Voldemort para localizar onde os dois estavam. Depois de aparatarem no local, Harry iria tentar atrair Nagini, para que Ron, Tonks e Lupin dessem conta da serpente.
Depois da cobra ser morta, Harry e Mione iriam atrás de Voldemort. Eles haviam decidido que o bruxo não poderia ir sozinho, embora somente ele pudesse matar o Lord das Trevas. Mas a ajuda de Hermione seria essencial, pois ela era a mais lógica e racional do trio. Embora não gostasse da idéia, Ron foi obrigado a concordar que entre ele e a amiga, Hermione era uma bruxa bem melhor.
Um único problema ainda existia. Como iriam matar Nagini? A idéia era prender a cobra em um grande saco mágico e fazê-la ingerir uma poção que provocasse a morte do animal. Mas quem iria preparar a poção? Eles não tinham muita experiência com a alquimia dos ingredientes e temiam errar em um momento tão crucial do plano. Hermione, sempre a melhor aluna em poções, teve que se render às evidências... teriam que usar o livro do Half-Blood Prince, o tão detestável professor Snape.
- Tá bom, Harry. Onde está esse maldito livro, perguntou a bruxa.
- Errrr... Na Sala Precisa, respondeu o garoto.
- Harry Potter! Hogwarts está um pandemônio. Sequer sabemos se a escola está aberta ou fechada e teremos que nos arriscar a ir até lá? Você não tem mesmo juízo. Por Merlim! E agora mais essa, reclama uma Hermione cada vez mais irritada.
Mas, como diz um velho ditado trouxa, "o que não tem remédio, remediado fica", eles logo foram atrás do livro. Os dois bruxinhos conseguiram a ajuda de Olho-Tonto Moody e Lupin para aparatar em Hogsmeade. Lá, Harry cobriu a ambos com a capa de invisibilidade e, em uma vassoura emprestada por Moody, seguiram para a escola.
Fazer aquele trajeto trazia lembranças dolorosas para Harry, que não conseguia esquecer da corrida desabalada rumo a escola que ele e Dumbledore fizeram poucos meses antes, ao ver a marca negra conjurada sobre Hogwarts.
Chegaram a uma escola vazia e sem vida. Os dois grifinórios conseguiram um acesso lateral e lentamente se dirigiram ao sétimo andar, andando cuidadosamente para evitarem qualquer barulho que pudesse chamar a atenção, principalmente do Filch e da temível Madame Nor-ra.
Harry Potter se concentrava tanto que rapidamente a porta da Sala Precisa se abriu e ele encontrou o mesmo quarto imenso, que parecia uma catedral, cujas janelas eram altas e enviavam feixes de luz para baixo, o que parecia uma cidade com paredes imponentes, construídas por objetos de gerações antepassadas de Hogwarts. Rápido, mas silenciosamente, Harry voltou a andar por entre os becos e estradas limitadas por pilhas de mobílias estragadas e quebradas.
Harry se apressou em seguir adiante, ao passar por todos esses tesouros escondidos. Ele virou a direita após um enorme duende gigante, correu por um curto caminho, tomou a esquerda no armário de Desaparecimento quebrado, parando finalmente ao lado de um armário grande que parecia ter ácido jogado sobre a superfície embolorada. Ele abriu o armário, rangendo outra vez as portas e recuperou o livro.
Harry saiu da Sala Precisa e encontrou Hermione, que ficara de guarda no corredor.
- Vamos, disse o jovem bruxo. – Já temos o que precisávamos. É hora de sairmos daqui. Novamente envoltos na capa de invisibilidade, eles refazem o caminho de volta até a lateral onde deixaram a vassoura e saíram de Hogwarts. A sensação de dor e perda era tão grande, que eles nada falaram durante todo o trajeto até a Hogsmeade, onde Lupin e Moody aguardavam por eles, para aparatarem de volta na sede da Ordem.
