N/A: Aqui esta o capitulo como o prometido :D Nesse teremos o começo das maquinaçoes da Rosalie hahaha, eu gosto desse capitulo, todo mundo dando patada em todo mundo hahaha, vamos ao capituo então.
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Capítulo dedicado à su-chan e Veve Kawaii. Uau bastante gente hahaha, brincadeira sabia que ia ter pouca :D
Capítulo Seis
O bonito cavalheiro saltou de sua carruagem e entregou as rédeas a seu cavalariço antes de caminhar para a carruagem de Rosalie.
Leah se voltou para sua amiga, cheia de suspeita.
- Arrumou isso? - perguntou-lhe em voz baixa.
Entretanto, Rosalie estava olhando a lorde Jacob com assombro.
- Não! - respondeu enquanto sacudia a cabeça com veemência - Juro que não. Não tinha nem idéia de que ia estar aqui.
Leah pensou que, se lady Hale não estava dizendo a verdade, era uma magnífica atriz.
- Demônios - murmurou Leah - Nunca tenho sorte.
- Lorde Jacob, é uma surpresa encontrá-lo aqui - disse Rosalie quando ele se aproximou - Não imaginava que é dos que dão um passeio vespertino pelo parque.
- Não sou - respondeu ele - Estava procurando-as.
- Seriamente? - perguntou Rosalie com as sobrancelhas arqueadas, com a expressão que sempre lhe resultava efetiva para afogar pretensões ou repreender amostras de má educação.
Entretanto, aquela expressão não teve nenhum efeito no conde. Ele se limitou a saudar as mulheres da outra carruagem com um breve gesto e depois continuou falando com Leah e Rosalie.
- Acompanhei lady Jane a casa de lorde Clearwater faz uns minutos - disse a Leah sem rodeios - Lady Jane ia entregar lhes um convite para que fosse a uma festa em Radbourne Park. Por desgraça, não estava em casa.
- Não, não estava em casa - respondeu Leah.
Embora lorde Jacob não tivesse nenhuma preocupação pelas ocupantes da outra carruagem, que os observavam com curiosidade, Leah não queria lhes dar nenhum motivo para que pudessem murmurar.
- Lady Clearwater nos disse onde tinham vindo - continuou ele.
- Já entendo.
E o entendia. Sem dúvida, Maura tinha visto perto a oportunidade de forjar um matrimônio, e o tinha enviado atrás dela sem pensar duas vezes, Leah olhou de esguelha ao outra carruagem.
- Possivelmente deva voltar para casa para ver lady Jane.
- Partiu - disse ele - Pediu-me que lhe entregasse eu mesmo o convite.
- Claro. Bem - disse Leah, e olhou a Rosalie como lhe pedindo ajuda.
Rosalie, ao menos, entendeu-o rapidamente. Olhou a outra carruagem, depois Radbourne, depois Leah, e disse:
- Lady Leah, por que não vai dar um passeio com lorde Jacob para falar sobre o amável convite de lady Jane? Acredito que eu cumprirei com meus deveres de acompanhante se vigiar daqui - afirmou, e depois sorriu às outras mulheres - E poderei conversar com lady Fenwit-Taylor.
A dama em questão ficou abatida ao não poder presenciar o resto da conversa entre o Jacob e Leah, mas ao menos Jacob deve percebido de que estava expondo aquela conversa para ouvidos de estranhas, porque olhou rapidamente para lady Fenwit-Taylor, que os observava com avidez, assentiu e ergueu a mão para ajudar Leah a descer da carruagem de Rosalie.
Leah pôs sua mão na dele, e imediatamente notou toda sua força quando ele a agarrou. A mesma estranha sensação da noite anterior se apropriou de seu corpo com o contato do Jacob. Embora lhe oferecesse o braço para afastar-se caminhando da carruagem, ela não tomou, e se agarrou as mãos frente a si.
Leah caminhou pelo largo atalho que utilizavam as carruagens e os cavalos, com cuidado de manter-se à vista de Rosalie.
Lorde Jacob disse sem preâmbulos:
- Espero que possa ir à festa. Sua amiga lady Hale estará ali, junto com outros convidados.
- Outras convidadas em idade de contrair matrimônio, quer dizer? - perguntou Leah. - Vai reunir a todas suas candidatas em um só lugar para poder compará-las e julgar?
Ele franziu o cenho.
- Não, não é isso.
Leah arqueou uma sobrancelha.
- Seriamente? Então, o que é?
- É bom, parece uma boa maneira de conhecer várias pessoas de uma vez - disse Jacob, e apertou os lábios ao ver a expressão de Leah - Sim, está bem, conhecer várias mulheres jovens. Mas eu não vou julgá-las nem compará-las. É só uma forma de conhecer uma mulher.
- A várias mulheres.
- Sim. Várias - concordou ele com impaciência.
- Obrigada, lorde Jacob. Por favor, diga a lady Jane que o lamento, mas temo que devo declinar o convite. Não tenho intenção de participar da competição para ganhar sua mão.
Ele se ruborizou e exclamou:
- Não é uma competição!
- Não sei como o chamaria você - respondeu Leah com frieza - Haverá um possível noivo, você, e várias possíveis noivas para que você escolha uma. Portanto, todas as mulheres estarão competindo para ganhar seu favor, não é assim?
- Demônios! Têm uma habilidade assombrosa e irritante para converter todas as conversas em uma discussão! - recriminou-lhe ele com um olhar fulminante.
- Se lhe é tão difícil falar comigo, não entendo por que deseja que eu vá à festa.
- Isso me pergunto eu.
- Portanto, estará muito mais confortável se eu não estiver presente.
- Com certeza que sim - disse ele, mal-humorado, e seguiu caminhando em silencio durante uns instantes mais.
Leah se deteve e se voltou para olhar para a carruagem de Rosalie.
- Será melhor que demos a volta. Em poucos metros estaremos fora da vista de lady Hale.
- É claro - disse ele. A frieza de seu tom estava à altura de Leah. Depois de um momento, continuou – Não entendo do que têm medo.
- Desculpe? - Leah se voltou a olhá-lo com indignação - Eu não tenho medo. Não sei por que diz isso.
- Seriamente? E por que se nega a fazer uma simples visita o Radbourne Park? Não estou pedindo que se case comigo. Nem sequer que pense nisso.
- Não tenho interesse em me casar com você, assim não me parece que minha visita tenha utilidade. Que outra mulher mais disposta a contrair matrimônio com um conde ocupe meu lugar.
- Claro que você não quer se casar comigo, não mais do que eu desejo me casar com você. Apenas nos conhecemos. Mas esse é o propósito dessa visita, precisamente. Conhecer-nos. Fazer-nos uma idéia de se poderíamos combinar.
- Eu já o conheço suficientemente bem - respondeu Leah.
- Seriamente? E como pode ser isso, se não estivemos mais de quinze minutos um em companhia do outro?
- Ontem à noite me mostrou sua verdadeira natureza. Isso foi suficiente para mim.
- Me parece que você respondeu com entusiasmo a minha natureza.
O timbre baixo de sua voz alterou os nervos de Leah, e recordou com toda intensidade o desejo que havia sentido a noite anterior. Então ficou muito tensa.
- Está claro que, apesar de seu título, não é um cavalheiro.
- Por quê? Por que lhe mostrei a verdade? Têm razão, milady, não sou um cavalheiro. Acredito que é melhor falar com franqueza. Pensava que você tinha a mesma opinião, mas é evidente que me equivoquei.
Ela tinha as faces coradas, os olhos brilhantes, e toda a fachada de fria dama de antes, tinha desaparecido. Leah não podia ver como ele a esplêndida beleza que resplandecia naquele momento, acesa de emoção. Era a glória selvagem e primitiva que ele tinha visto tantos anos atrás em seu rosto e seu corpo.
Jacob não pôde evitar a resposta que sentiu por dentro. Apertou a mandíbula e se voltou, lhe dando as costas.
- Como se atreve? - disse ela, mas se deteve com estupefação quando ele começou a caminhar e a afastar-se.
Leah apertou os punhos para conter a ira e não proferir as palavras que tinha na ponta da língua. Seguiu-o em silêncio, e ele a observou pela extremidade do olho, sem baixar a cabeça. De sua parte, Leah nem sequer se dignou a olhá-lo. Logo chegaram junto a carruagem de lady Hale, e Leah subiu ao veículo fazendo caso omisso a lorde Jacob, que lhe tinha estendido a mão para ajudá-la.
Rosalie olhou a mão estendida e depois o rosto de Jacob, que encontrou vazio de toda expressão. Em seus olhos havia uma frieza como de cristal. Rosalie não disse nada; limitou-se a olhar à Leah e achou seus olhos brilhantes e suas faces coradas.
- Bem - disse Rosalie com um sorriso - Voltou bem a tempo. Estava começando a me cansar um pouco. Lorde Jacob, me alegro muito de vê-lo de novo.
- Lady Hale - disse ele. Apenas a olhou antes de dirigir-se à Leah - Lady Leah, espero que reconsidere sua decisão e nos visite em Radbourne Park.
Sem esperar resposta, acenou em geral para despedir-se e se afastou. Rosalie se despediu de lady Fenwit-Taylor antes que Leah pudesse perder a calma que estava fingindo sentir, certamente, e ordenou ao cocheiro que se pusesse em marcha.
- Oh! - exclamou Leah assim que estiveram sozinhas - Esse homem é horrível!
- Entendo que sua conversa com lorde Jacob não foi bem - ironizou Rosalie.
- É o homem mais obstinado, irritante, petulante e antipático que conheci em minha vida! Não acredito que sua família consiga encontrar uma mulher que esteja disposta a casar-se com ele. Essa mulher estaria enfrentando uma vida de...
Rosalie esperou pacientemente enquanto Leah procurava as palavras. Depois de um momento, insistiu para que continuasse.
- Do que?
- Nem sequer posso imaginar como seria - respondeu Leah - Minha inteligência não chega a tanto. Seria um marido horrível, exigente, exasperante e...
- Deus Santo - disse Rosalie - Deve haver dito algo espantoso durante sua conversa. O que foi?
- Bom - começou Leah , e depois voltou a interromper-se, e depois continuou - Bom, não foi tanto o que disse, mas sim como o disse. Não tem maneiras. Gosta de dissimular sua má educação sob a aparência da verdade, e parece que pensa que eu não devo me ofender pelo que diga. Sabe que me acusou de estar assustada de aceitar o convite de lady Jane? Assustada eu!
- A verdade é que eu não posso imaginá-la assustada.
- Claro que não! Eu nunca estive... Bem, é obvio, assustei-me algumas vezes na vida. E quem não? Mas nunca permiti que ninguém se desse conta! Além disso, nunca deixei de fazer algo por que estiva assustada das possíveis conseqüências.
- Estou certa de que não. Entretanto, lorde Jacob não a conhece o suficiente para saber qual é sua verdadeira natureza.
- Exatamente. E, entretanto, fala como se soubesse o que penso. O que sinto. Isso é absurdo.
- Bem, é que não está acostumado a manter conversas educadas. Sem dúvida, isso é resultado de sua desafortunada criação.
Leah soltou um bufo.
- Conheci a cavalariços com melhores maneiras que ele. Está em sua personalidade. Mesmo se tivesse sido criado como um príncipe continuaria comportando-se como um grosseiro.
- Inclusive assim, não duvido que tenha poucos problemas para encontrar a uma mulher que esteja disposta a suportar suas maneiras. Não alguém como você, claro, mas alguém que não tenha a coragem suficiente para impedir que ele a leve por diante, nem a inteligência suficiente para lhe ensinar que se comporte corretamente.
- Sem dúvida - concordou Leah.
- Ela só verá as vantagens da situação, a oportunidade, e nenhum dos perigos nem das desvantagens. E, é claro, algumas mulheres não podem resistir ao atrativo de um homem bonito. Seus traços são magníficos.
- Suponho - disse Leah. Encolheu os ombros e acrescentou - Se alguém gosta desse tipo de aspecto. Para mim é muito curtido. É muito alto, e tem um físico muito duro. Tem as maçãs do rosto muito marcadas, e a mandíbula muito quadrada para ser bonito de verdade. Não lhe parece?
Rosalie assentiu.
- Sim, é obvio. E tampouco eu gosto muito de seus olhos castanhos.
- Não, tem os olhos verdes - corrigiu Leah - É uma cor que fica estranha, porque tem o cabelo e as sobrancelhas negras, e a pele muito morena, assim a gente esperaria que também tivesse os olhos escuros. Entretanto, são muito verdes. Não é atraente absolutamente.
- Tem toda a razão.
- E traz o cabelo muito longo.
- Passado de moda.
- O cabelo assim só o levaria um rufião, não um cavalheiro - disse Leah, e se deteve pensar durante um instante - E tem uma cicatriz na borda da sobrancelha. Isso torna feios seus traços.
- De verdade? Eu não me tinha dado conta.
Leah assentiu e destacou a sobrancelha direita.
- Tem-na aqui, justo ao final.
- E não sorri - apontou Rosalie.
Leah afastou o olhar.
- Bom, eu o vi sorrir uma vez, e foi... fez que tivesse um aspecto muito diferente - explicou, e depois sacudiu a cabeça - Mas claro, não se pode passar a vida esperando um sorriso de vez em quando.
- Não - concordou Rosalie - Suponho que não, embora seja um sorriso muito especial.
- Sim.
- E a beleza não é tão importante, em realidade - continuou Rosalie, observando Leah com atenção - depois de tudo, é superficial escolher marido porque faz que lhe acelere o pulso.
- Certo - disse Leah, e deixou escapar um suspiro, voltando-se para olhar os edifícios da rua onde estavam passando.
Depois de um momento de silêncio, Leah disse:
- O pior de seu convite é que sua tia e ele foram a minha casa a me dar isso. Agora, Maura sabe que me convidaram a Radbourne Park. Ficará impossível se não for. Está desesperada para que celebre minhas bodas e saia de casa, e se me nego a fazer um esforço para apanhar ao conde, ficará furiosa. Perseguirá-me dia e noite para que troque de opinião. Pior ainda, tornará loucos Seth e minha mãe, tentando conseguir seu apoio.
Rosalie estudou Leah.
- Talvez devesse ir à festa - disse. E rapidamente, ao ver a cara de poucos amigos de Leah, continuou - Não dispare em mim. Só me escute. Pensa nas vantagens. Poderia escapar de sua cunhada durante mais de uma semana. E poderia levar a sua mãe de acompanhante, porque imagino que também lhe virá bem tomar uma pausa de sua nora. Lady Clearwater achará que está cumprindo com seus desejos, assim não a perseguirá. Pense nisso: uma semana de liberdade, de poder fazer o que quiser, sem discussões.
- Se estiver perto de lorde Jacob, certamente haverá discussões - assinalou Leah.
- Sem discussões com lady Clearwater - particularizou Rosalie com um sorriso - E não terá que se comprometer com lorde Jacob só porque visita a propriedade de sua família. Só terá que voltar para casa e dizer que não combinaram.
- Mas teria que estar com ele - objetou Leah - E não acredito que possa estar em sua companhia sem brigar com ele. Isso danificaria a festa. Além disso, sentir-me-ia mau indo à propriedade com um motivo falso. Se nem sequer estiver disposta a considerá-lo como marido, estaria enganando a lady Jane e a lady Radbourne. Não estaria bem aceitar sua hospitalidade nessas circunstâncias.
- Tolices. Por muito que sua família queira casá-lo, não podem pensar que todas as mulheres que convidem estariam dispostas a aceitar sua proposta. Por outra parte, talvez passando uns dias com ele seja possível passar além de sua rudeza inicial. Ou talvez se acostume a suas maneiras.
Leah encolheu os ombros.
- Suponho, mas estou segura de que isso não me ocorrerá. Não posso fingir que estou disposta a considerar o fato de me casar com ele.
Rosalie suspirou ligeiramente.
- Sinto muito. Teria desfrutado de sua companhia. Agora, provavelmente, ver-me-ei rodeada de mocinhas que não deixarão de rir nervosamente e de lady Jane.
Rosalie fez uma careta de temor, e Leah riu.
- Sinto muito, Rosalie. De fato, se não fosse mais que passar uma semana em sua companhia, aceitaria encantada. Mas seria injusto para os Black, e inclusive para lorde Jacob.
- E se...? -Rosalie se ergueu no assento e pôs a mão no braço de Leah.
- E se não fosse com o pretexto de sopesar um possível casamento com o conde?
- Então, qual seria o motivo para me convidar?
- Para me ajudar - respondeu Rosalie com uma expressão triunfante - Eu explicaria que você deixou claro que não tem intenção de se casar com lorde Jacob, embora o explicasse em um sentido mais geral que o de seu intenso desagrado por ele. Mas verá, lady Jane deseja que eu vá à propriedade com uma semana de antecipação à data da festa, para que ajude a lorde Jacob a ser mais aceitável a uma dama.
- E como pensa consegui-lo? -perguntou Leah.
- É claro, sei que não posso lhe mudar o caráter, mas acredito haver coisas que se pode fazer para tornar-se mais atraente a uma jovem com menos discernimento que você.
- Menos crítica, quererá dizer.
- Lady Jane diz que dança mal. Podemos praticar com ele para que melhore. Podemos ensiná-lo etiqueta, e as normas da conversa social, coisas do gênero.
- Bom, certamente, necessita de instrução nesse sentido - disse Leah - Embora algumas pessoas lhe diriam que eu não sou um bom exemplo dessa qualidade.
- Ah, mas eu sim, e você me ajudará elogiando com franqueza seus avanços e seu progresso. Além disso, terá que lhe dizer o que faz mal, e eu posso me apoiar em você para que o faça, não?
Ao dizê-lo, Rosalie sorriu ironicamente para Leah, e Leah lhe devolveu o sorriso.
- Sim, pode se apoiar em mim para isso. Estaria encantada de informar a lorde Jacob das coisas que faz mau.
- Pois aí o tem. Percebe como trabalhamos bem juntas? Acho que seria uma grande ajuda para mim no empenho de melhorar sua senhoria. Sei que terá que passar bastante tempo em sua companhia, mas isso não será tão mau uma vez que saiba que não tem intenção de se casar com ele. Eu o direi com clareza, e também a lady Jane, e lhe pedirei que não tente persuadi-la a mudar de opinião.
Leah titubeou. A idéia lhe era tentadora. Possivelmente fosse a idéia de assinalar ao irritante conde seus inumeráveis defeitos. Ou talvez fosse a idéia de poder escapar de sua cunhada, e de todos os planos para o nascimento do bebê, durante duas semanas. Ou a idéia de estar uns dias com Rosalie, a quem estava tomando muita simpatia. Leah não estava segura de qual era o motivo, mas notava que ia animando-se ante a perspectiva de ir ao Radbourne Park.
- Não estou certa - disse lentamente-. Soa razoável, mas não estou certa de que lorde Jacob seja o tipo de homem que aceite uma negativa.
Rosalie encolheu os ombros.
- Oh, possivelmente se aferre à idéia de que pode convencê-la para que mude de idéia, mas não acredito que use nenhuma força. Não acredito que seja mau, só deselegante.
- Não! Oh, não - disse Leah rapidamente - Não é mau. Só obstinado. E muito seguro de si mesmo. Essas não são más qualidades.
- E você, estou certa, será capaz de resistir a seus esforços de persuasão.
- Claro que sim - disse Leah - Eu sou capaz de contrapor minha obstinação a de qualquer um.
- Não tenho dúvida alguma. Além disso, quando as outras mulheres chegarem, já não terá que estar muito tempo com ele. Sem dúvida, lorde Jacob passará muitos momentos falando com elas, e elas estarão ansiosas por chamar sua atenção.
- Suponho que sim - disse Leah, mas seu sorriso vacilou um pouco.
- Eu desejo que se converta em minha ajudante. Assim escaparia de sua cunhada, e, além disso, poderia trazer sua mãe.
- Mamãe passaria muito bem, estou segura - murmurou Leah pensativamente.
- Claro que sim. Tanto lady Jane como lady Radbourne estarão ali, e embora elas sejam mais velhas que lady Sue, acredito que o passarão bem juntas. Lady Jane pode ser muito divertida. E seria uma grande ajuda para mim.
- Seriamente? - perguntou Leah, olhando Rosalie com toda atenção.
- Oh, sim. Seriamente - respondeu Rosalie com sinceridade - Acredito que as duas juntas conseguiríamos aumentar muito as possibilidades de casar-se que tem lorde Jacob.
- Isso é certo. Embora eu me nego a tentar influenciar a qualquer jovem para que aceite sua corte. Em consciência, não posso recomendá-lo a ninguém, e muito menos a uma moça jovem e vulnerável.
- Oh, não! Eu não lhe sugeriria semelhante coisa. A última coisa que precisa é de uma esposa de caráter fraco. Ela deve ser forte, capaz de tratar com ele e com sua família. De qualquer modo, estaria muito mal tentar convencer a alguém contra sua vontade. Mas proporcionar a lorde Jacob a oportunidade de que se granjeie o carinho de alguma moça é outra coisa.
- Isso o vejo pouco provável - disse Leah com cepticismo.
- Possivelmente não, mas vale a pena tentá-lo. Não posso evitar sentir um pouco de pena por esse homem, depois das coisas tão terríveis que lhe aconteceram com os anos. Separaram-no de sua família e se viu obrigado a viver na pobreza. É um milagre que sobrevivesse, e mais que recuperasse seu título e sua herança. É claro, isso não pode compensá-lo de ter crescido sem conhecer seu pai nem a sua mãe. Roubaram-lhe uma parte muito importante de sua vida.
Leah sentiu uma pontada de simpatia.
- Tem razão. Deve ter sido muito duro. Sem dúvida, faço mal em ser tão crítica com sua educação. Deveria tentar ver mais à frente. Depois de tudo, sua forma de comportar-se deve a motivos que estão fora de seu controle.
- Certo. Assim, virá comigo ao Radbourne Park? Faria-me um grande favor.
Leah a olhou e sorriu.
- Sim. Acho que irei. Eu gostarei de ajudá-la, desde que lorde Jacob saiba com clareza que não sou uma das moças que vai competir pela honra de converter-se em sua esposa.
- É claro - disse rapidamente Rosalie - Eu explicarei isso a lady Jane e a ele.
O sorriso de Leah se fez mais largo.
- Então, muito bem. Trato feito.
A carruagem tinha chegado às portas da casa de Leah, e se deteve. Rosalie e ela se despediram depois de convir que se veriam de novo para fazer os planos da viagem, depois que Rosalie tivesse visitado lady Jane e lhe tivesse explicado o que tinham decidido. Então, Leah desceu da carruagem e se despediu agitando a mão alegremente.
Rosalie a observou enquanto se afastava, enquanto a cabeça se enchia de planos. Dissera a verdade à Leah: esclareceria a todos envolvidos que Leah não tinha intenção de casar-se com lorde Jacob. Entretanto, isso não seria o fim da questão. Sua senhoria não era dos que aceitavam facilmente uma derrota. E tendo em conta a detalhada descrição que Leah fazia do homem a quem dizia ter tanta aversão, Rosalie pensava que Leah não era consciente de como funcionava em realidade seu coração. Rosalie não ia pressionar Leah para que se casasse com aquele homem, mas isso não significava que não iria proporcionar a jovem muitas oportunidades para mudar de opinião.
Deu a seu cocheiro a indicação de que a levasse a casa. Era hora de ficar a trabalhar.
N/A: Vou ser breve porque quero ver um filme e não me esperaram, me da uma raiva quando fazem isso hahaha, odeio.
Reviews?? Nesse capítulo eu quero bastante.
