Mais um ano começando...
Beth: Pois é, a Kikyou é uma renegada ^^' fico muito feliz que esteja acompanhando e gostando, espero que goste do caminho que a história esta seguindo.
Boa leitura!
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Anteriormente...
Era uma ilha muito bonita e a casa parecia saída de algum sonho, Miroku parou em frente à porta destrancada, atento aos sons, eles estavam ali e estavam transando, ao menos ele acertará e ambos estavam vivos e bem, então tudo ficou quieto repentinamente, foi andando com a namorada agarrada a seu braço ao entrar no quarto a cena poderia até ser cômica se não fosse preocupante, sua irmã jazia inconsciente nos braços do hanyou, este a olhava com extrema preocupação.
-O que você fez? – Sango perguntou acordando Inuyasha que olhou para os dois.
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-Não fiz nada. – respondeu ainda segurando Kagome protetoramente contra o peito, ela parecia um pouco quente e a respiração ventilava contra sua pele, ele observou ela rapidamente, parecia que havia algo de diferente, porém ele estava muito abalado para compreender, Miroku e Sango estavam ali olhando para ele, o vampiro parecia tão confuso quanto ele, enquanto a prima adquiria um tom mais avermelhado na face, obviamente ele podia entender, Kagome estava nua e ele também e apesar de ele ser um hanyou e ela uma vampira, ambos estavam suados e provavelmente ele tinha várias marcas pelo corpo e nela não estava muito diferente.
-Nada? E pensar que eu estava preocupada com você, se bem que era meio obvio... – Sango mantinha as mãos nos quadris e a cara emburrada, ela deixou o constrangimento de lado e assumiu uma postura irritada, ele entendia, desde que eles haviam conhecido os irmãos, as coisas não estavam indo muito bem, mas se fosse parar para pensar, poderia estar bem pior. – Diga alguma coisa Miroku. – este estava fora de orbita observando a irmã, entretanto não parecia estar focado no fato da situação ser singular, havia uma grande emoção em sua expressão, algo como expectativa e felicidade, com certeza não era algo que se esperava de um irmão mais velho em tal acontecimento.
-O coração dela esta batendo. – sussurrou surpreso.
-O que isso tem a ver? – Sango perguntou enquanto Inuyasha mexia as orelhas caninas, era verdade, estava batendo, provavelmente por isso a pele não estava mais tão fria, ela parecia mais humana, as bochechas pareciam levemente rosadas.
Tudo havia acontecido tão rápido, enquanto eles transavam Inuyasha finalmente decidiu se render a ela de forma completa, não que ele preferisse a morte ao que tinham atualmente, mas estava cansado daqueles jogos em geral e por isso decidiu se livrar daquele objeto tão ínfimo, porém um dos grandes causadores de problemas, pegou seus óculos e o tirou jogando em algum lugar que não tinha importância, ele finalmente podia ver verdadeiramente sem nada para dificultar o ajuste correto da visão, não que enxergasse tudo de forma errada, o problema era que incomodava focar em coisas que normalmente via muito bem sem as lentes, mas não havia tempo para reparar nisso para Kagome o ápice do prazer de ambos cada vez mais perto até que explodiu e eles finalmente se olharam novamente, olho no olho e então o coração dela deu a primeira martelada e o dele bateu no mesmo ritmo um prazer imenso invadindo os dois novamente e em seguida ela puxou fortemente o ar, como se para encher seus pulmões e desmaiou sobre ele.
-Lembra o que eu disse sobre a ligação entre nós? – Miroku perguntou para a namorada que logo arregalou os olhos em compreensão, Kagome mexeu-se acordando lentamente, mas estava tão bom, uma sensação de proteção, aceitação e aconchego, ela precisa de tudo aquilo, fazia muito tempo que ela não deixava ninguém se aproximar para lhe oferecer aquele tipo de contato, poderia ronronar com o toque gentil e as leves caricias em suas costas, mas as lembranças dos 200 anos vivendo como um completo monstro a atormentaram fazendo seu corpo ficar tenso rapidamente, de repente a completa aceitação lhe trouxe vergonha e arrependimentos.
-Eles estão ligados. – Sango sussurrou.
-O que isso quer dizer? – Inuyasha perguntou sem entender nada, puxou Kagome mais para si, era como se precisasse dela ao seu lado, ela estava despertando, ele podia sentir a tensão dela e o histórico que eles tinham o assustavam para a questão de que ela poderia sumir novamente, só que desta vez ia ser pior, porque agora ele tinha tudo o que vinha desejando ao longo desses últimos meses, ele finalmente poderia parar de invejar o que a prima tinha com Miroku, ele poderia ter o mesmo, bastava Kagome querer aquilo também.
-Ela agora pertence a você e vice e versa, assim como Sango e eu. – Inuyasha e Kagome ouviam tudo com atenção, para a vampira a noção de que estava nua pela primeira vez a deixou constrangida, afastou-se desajeitada puxando a coberta cobrindo-se e ficando em pé.
Ela olhou longamente para Inuyasha, como se fosse à primeira vez que ela via ele e provavelmente era, afinal a falta das lentes lhe permitia ver claramente os olhos âmbar, seu rosto era muito masculino, com o maxilar quadrado, ele era todo proporcional e era dela, esses pensamentos e observações a deixavam ainda mais constrangida, fazendo suas bochechas ficarem coradas o fato de Inuyasha a olhar tão intensamente de volta também não ajudava muito, ela podia sentir a confusão e um sentimento possessivo que parecia vir dele, por algum motivo ela lembrou que o hanyou manteve um relacionamento com Kikyou e aquilo a enfureceu, ninguém pode tocar nele, ninguém a não ser ela, Miroku rapidamente estava na frente dela abraçando-a, tirando-a de seus devaneios assassinos e possessivos, completamente assustadores.
-Ah maninha como eu senti saudade de ver essas bochechas coradas, obrigada Inuyasha. – o hanyou olhou surpreso pelo agradecimento, finalmente desviando a atenção de sua vampira, ela tinha olhos encantadores e parecia confusa e assustada, foi preciso muito esforço para não mandar a prima e o namorado para fora, eles precisavam conversar, ele precisava falar como se sentia e o quanto tudo o que tinha acontecido nos meses passados não tinha importância, entretanto ele sabia que não seria possível ter essa conversa agora, Miroku também devia ter muito que conversar com a irmã.
A situação era muito constrangedora estava só com um travesseiro cobrindo seu corpo e nem era um travesseiro muito grande, afinal Inuyasha tinha quase dois metros de altura, era difícil algo parecer grande próximo a ele, Miroku quase caíra quando ao invés da irmã morcegos voavam pelo quarto, logo reaparecendo ao lado do irmão vestida com um short e uma camisa folgada, como de costume preto, o conjunto parecia diferente de suas outras roupas, parecia desgastado e muito confortável, em seguida ela puxou os longos cabelos e enrolou fazendo um nó para prender em um coque despojado, ela olhou mais um pouco para Inuyasha então suspirou voltando-se para o irmão.
-Já esta quase amanhecendo, o que significa que vão ter que esperar até o anoitecer para irem, infelizmente somos o único meio de transporte para sair daqui e não somos compatíveis com luz solar. – Kagome disse evitando olhar para Inuyasha estava muito constrangida, pensar em tudo o que eles haviam feito e como ela havia agido, ela havia sido tímida sobre sexo ao longo de toda a sua vida, o fato de ter a idade que tinha e ter nascido na época em que nasceu não ajudava para que fosse promiscua, ela estava até usando termos ultrapassados, obviamente em seu tempo sem humanidade ela havia adquirido muita experiência, as melhores haviam sido com o hanyou que ela não conseguia olhar por enquanto, estava sobrecarregada. – Miroku temos que conversar. – sua voz falhou um pouco e endureceu as costas não querendo desmoronar
-Mas... – o mais velho começou a questionar, tão incerto quanto os outros como agir naquele momento, felizmente os primos mantiveram o silencio.
-Agora! – cortou saindo do quarto.
-200 anos sem ouvir esse tom, nessas horas prefiro o monstro. – resmungou saindo atrás da mais nova. – Fiquem aí! – disse, ou melhor ordenou, já fora do quarto fechando a porta quando passou por ela, deixando os outros dois sozinhos sem poder fazer nada além de obedecer.
-Será que eu posso me vestir? – Inuyasha perguntou para a prima, agradecendo mentalmente pelas roupas que haviam ali, esta olhou para ele parecendo despertar de seus devaneios, então concordou e virou de costas lhe dando certa privacidade, rapidamente pegou suas roupas e se vestiu, mas somente conseguiu recuperar a cueca e a calça, provavelmente sua camisa havia ficado no banheiro e não estava com a mínima vontade de ficar procurando, além do mais já estava descente o suficiente, outro fato era que suas costas ardiam o processo de cura acelerado devido ao consumo de sangue, seu olhar caiu sobre o pulso intacto, Kagome não teve tempo de beber dele dessa vez. Ela estaria bem?
-Se divertiu? – perguntou irônica, já que era obvio que as coisas haviam sido muito intensas, bastava só observar a bagunça da cama, Inuyasha também tinha vários arranhões nos ombros e marcas de chupões no pescoço, ela estava preocupada com ele, mas não deveria, afinal ele sabia se virar muito bem, infelizmente ela também sabia sobre os sentimentos dele sobre a vampira, não pode evitar de ficar feliz por ele agora ter uma oportunidade de ser correspondido.
-Em alguns momentos sim, é estranho, em vários momentos eu me senti um pouco louco por conseguir desenvolver sentimentos por aquela vampira maníaca, mas talvez eu soubesse de alguma maneira que ela deveria ser minha. Isso te incomoda? Eu me divertir apesar da situação inusitada? – ele devolveu outra pergunta, sabia que a prima e Miroku havia avançando em seu relacionamento, mas o hanyou não seria intrometido em falar sobre aquele tipo de coisa.
-Não pensou que dessa vez poderia realmente morrer? – ele voltou a sentar na cama, de alguma maneira, emocionalmente exausto, tinha tanto o que pensar, sobre como as coisas iriam ser daqui para frente, as coisas que mudariam entre ele e Kagome. Em vários momentos ele pensou sobre o que a prima estava perguntando, a morte parecia sempre esperando na esquina, ele enlouqueceria se ficasse pensando sobre isso o tempo todo.
-Eu iria morrer de qualquer jeito. – era o que sempre dizia para si mesmo, quando aqueles pensamentos vinham incomodar.
-Típico dos homens. – Sango disse com um dar de ombros e aquele brilho humorado nos olhos, ela estava implicando com ele, como irmãs mais novas costumam fazer, Inuyasha encolheu os ombros em um sinal de desinteresse culpado.
-Eu não namoro um vampiro. – disse devolvendo a implicância, eles estavam no mesmo barco ao que parecia, ambos em uma situação difícil com o sobrenatural.
-Eu namoro um com muito orgulho e agora quando as coisas acalmarem você vai namorar uma vampira também. – os dois estavam sentados um do lado do outro agora, estavam silenciosamente agradecidos por estarem de alguma maneira no mesmo barco, poderiam apoiar um ao outro em suas dificuldades e discutir futuramente como ficaria a família deles em toda essa história maluca, tudo o que Sango queria era que o primo não fosse mais sequestrado e ela não precisasse falar mais mentiras do que as necessárias.
-O coração dela me pertence. – Inuyasha sussurrou colocando a mão sobre o próprio, desde que o dela batera os dois pareciam pulsar igualmente, esse opção era inebriante, e agora era como se pudesse sentir que Kagome estava angustiada, como as coisas ficariam entre eles agora que sua humanidade fora obrigada a despertar? Durante o tempo em que estiveram juntos ela sempre fora rude, fria e violenta, o que poderia esperar dela agora?
Durante todo esse tempo tinha sido seu desejo que ele fosse o predestinado dela e agora tinha acontecido, mas agora ele percebia que tudo o que eles tinham tido até aquele momento não servia de indicativo para nada, Kagome parecia uma mulher completamente diferente, capaz de se constranger com determinados assuntos, sua postura parecia menos altiva, e seus olhos azuis eram claros e cheios de vida, ela parecia mais delicada e até indefesa de algum modo despertando sua vontade de protegê-la de qualquer maneira.
-Você consegue sentir? – Sango olhou para ele, o primo ainda mantinha a mão sobre o peito e parecia estar divagando sobre algo, pois seu olhar estava perdido, ela podia entender, tudo parecia incerto para ele, até pouco tempo a única certeza que tinha é que poderia morrer a qualquer momento e que nunca teria seus sentimentos correspondidos e agora tudo iria ser diferente.
-Eu não sabia o porquê, mas eu sabia como ele se sentia, ele também sempre consegue saber, algumas vezes penso que para ele é mais forte, como se pudesse quase me ver por dentro, quase como se pudesse distinguir meus pensamentos... – Inuyasha voltou sua completa atenção para a prima, ela parecia de algum modo encantada e assustada ao mesmo tempo, ele podia entender bem o sentimento. – Tanto tempo sem namorada e quando arruma ela tem mais de 200 anos. – finalizou com humor voltando a implicar.
-300 se não me engano. – disse lembrando-se da conversa que eles tiveram algum tempo atrás. – Até onde sei Miroku é o mais velho. – os dois riram continuando a conversar sobre algumas bobagens e sobre o que aconteceu no mês que Inuyasha passou afastado, aparentemente os pais e tios estavam umas pilhas de nervos.
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-Até quando vai chorar? – Miroku perguntou angustiado por não poder ajuda-la, ele não podia dizer que entendia completamente como ela se sentia, mas podia ter uma ideia, Kagome foi muito má no decorrer desses últimos anos e tudo o que ela tinha feito sem se importar veio à superfície de uma vez, fazia sentindo que transbordasse em lágrimas, entretanto ainda lhe doía ver tal dor refletida em seus belos olhos cor do céu.
-Eu fiz tanta coisa, eu me desliguei por alguém a quem nem tinha meu coração nas mãos, como eu pude ser tão burra? – ela sabia que ficar deprimida ou histérica não era a melhor opção no momento, eles tinham tantos problemas para conversar, mas naquele momento ela se sentia fraca e incapaz de lidar com todos esses sentimentos de uma vez.
-Sei que é difícil aguentar a avalanche que esta sentindo, mas já passou e é isso que importa nada do que fizer vai apagar essas coisas, mas vai ter que aprender a conviver com isso. – Miroku se aproximou abraçando-a novamente e dessa vez ela não lhe afastou, aconchegou-se a ele e permitiu que a consolasse, ela quase riu quando passou pela sua mente que preferia estar nos braços do hanyou, ele tinha seu coração, mas eles não se conheciam em nada, o sexo tinha sido maravilhoso, isso ela não tinha dúvida, mesmo que tivesse sempre sido tão áspero e selvagem, ela respirou profundamente sentindo-se ainda mais envergonhada de suas atitudes.
-Ninguém pode saber do Inuyasha. – disse de repente, ela tinha que proteger ele, Miroku a apertou mais contra seu peito. – O que estou dizendo? Já sabem, não posso deixar ele preso aqui para sempre. – ela afastou-se novamente do irmão, finalmente seu remorso foi substituído por preocupação, Kagome começou a andar de um lado para outro do quarto, morrendo de vontade de voltar para o lado de Inuyasha, mas com muito medo de como ele iria reagir a ela agora, afinal ele estava ali coagido, ela o havia mantido como nada além de um escravo sexual e objeto de brincadeiras sádicas, como poderia olhar para ele novamente?
-Vamos dar um jeito. – Miroku entendia o que a irmã estava passando, felizmente Inuyasha era um hanyou e podia adquirir habilidades para se proteger melhor, já ele não tinha tanta sorte, Sango era muito frágil, porém ele tinha muitos meios de protegê-la e agora que Kagome havia voltado com sua humanidade ele tinha menos uma preocupação e mais uma aliada.
-Temos que tira-los daqui. – Kagome parou de caminhar depois que pronunciou essas palavras, se fosse pensar bem na situação de guerra eminente, não havia melhor local para mantê-los, era uma ilha afinal de contas, poucos sabiam sobre esse local e ela poderia usar magia para aumentar as proteções do local, além de que era fácil ver algum inimigo chegando, por outro lado ela suspeitava que o hanyou não concordaria em permanecer em suas "prisão", ele tinha família, emprego e ainda estudava, bem, ele tinha uma vida e mantê-lo ali podia fazer com que se ressentisse com ela, o que de fato não queria de maneira alguma.
-Não podemos sair no sol. – Miroku ressaltou acordando-a de seus devaneios absurdos, ela concordou vagamente, a cabeça cheia de pensamentos malucos e confusões, além de muito constrangimento, ela sentiu a boca ficar seca ao lembrar-se do sabor do sangue do hanyou, veio do nada a necessidade por tal sabor em sua língua, então ela lembrou que durante o último ato deles Inuyasha havia bebido muito dela e ela não teve a chance de tomar sua dose dele, obviamente não iria até ele agora corta seu pulso e tomar um copo, mas ela sentia-se faminta, teria que apelar ao seu estoque no quarto que ninguém podia entrar seu sua permissão.
-Fique com os dois. – Kagome disse dispensando o irmão mais velho, não havia mais nada que pudesse fazer por enquanto, tudo o que ela podia fazer agora era pensar no quanto uma pouca quantidade do sangue do hanyou era o suficiente para mantê-la, isso pode se dever ao fato de que ele é seu predestinado.
-Ele vai ficar preocupado, eu vi como ele olhava para você. – Miroku ressaltou e apesar do ciúme que sempre sentiria pela irmã mais nova, ainda assim se sentiu feliz que ela houvesse encontrado seu companheiro para a vida, ela mais do que qualquer outro merecia a felicidade.
-Eu não consigo olhar para ele agora, só de lembrar tudo o que aconteceu é de arrepiar. – ele não duvidava, como o avô havia selecionado ele para cuidar dos desastres causados pela irmã, viu muitas cenas que provavelmente não conseguiria esquecer muitas das coisas que presenciou, era digno de filmes de terror sangrento, então simplesmente suspirou, curioso para saber como ainda assim o hanyou havia se apaixonado pela irmã, Miroku nunca falou nada, entretanto não era cego, ele via o jeito que o futuro cunhado olhava para a mais nova.
-Kagome você tem mais de 300 anos, sexo não deveria te afetar desse jeito. – ela olhou rapidamente para ele, os olhos vermelhos e os caninos mais salientes, Kagome simplesmente sibilou como um gato, irritadiça, ele sabia que ela estava com sede, provavelmente era o melhor que mantivesse ela longo dos dois mortais, ao menos por enquanto.
-Eu ia matar ele. – havia dor na voz dela quando anunciou o fato, sua postura relaxou um pouco e ela desviou o olhar. – Faltou um pouquinho para isso acontecer, além do mais não fiz só sexo com ele. – dessa vez ela foi amargurada, ele não sabia o que falar sobre isso, as coisas entre ela e Inuyasha não haviam começado convencionalmente, somente eles poderiam ajeitar seja lá o que tinha acontecido, tinha certeza que pela parte masculina do relacionamento tudo estava bem, Kagome só precisava se acalmar. – Agora faça o que eu pedi, fique na companhia deles e leve-os ao anoitecer, eu preciso ficar sozinha. – dizendo isso saiu deixando-o sozinho, Miroku suspirou voltando para o outro quarto.
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-Como ela esta? – Inuyasha perguntou assim que Miroku entrou o quarto, para a sua decepção, sozinho, ele imaginou vários motivos pelo qual a vampira não retornou também, o pior dos cenários é que independente da ligação deles ela não quisesse nada com ele. Outra coisa que chateava ele era o fato de que apesar de ter uma ótima audição não havia conseguido captar nenhum tema da longa conversa que os irmãos tiveram.
-Ela esta bem, só precisa de um tempo sozinha, para assimilar as coisas. – Miroku disse sentando junto com os dois na cama, o hanyou observou quando com bastante naturalidade o vampiro puxou Sango para o seu colo e a mesma só relaxou, havia uma familiaridade no gesto que só mostrava o quanto eles estavam em sintonia. – Bem vindo à família. – disse estendendo a mão para o hanyou, este despertou de algum pensamento antes de aceitar o cumprimento meio sem graça. – Agora você e Kagome podem sair para comprar sapatos. – continuou para a namorada que riu enlaçando seu pescoço e então ela o beijou, Inuyasha havia voltado ao seu status de vela, resmungou sobre isso fazendo o casal separar enquanto riam.
-O que vamos fazer agora? – Sango perguntou quando o silencio predominou por muito tempo.
-Vamos preparar alguma coisa para vocês comerem e amanhã, tudo voltara ao normal. – Miroku disse e cutucou Sango para que esta saísse do seu colo para que pudesse levantar também e foi indo para a porta esperando que os dois o acompanhassem, percebeu que Inuyasha estava silencioso, talvez até chateado, ele não poderia fazer nada além de esperar Kagome tomar coragem para vê-lo novamente.
Realmente foi o vampiro quem cozinhou algo para eles lancharem, parecia um banquete quanto terminou, tinha café, suco, leite e até vitamina, tinha pães, presunto e queijo, além de ovos mexidos, ele também colocou na mesa algumas variedades de frutas.
-Quantas pessoas vão lanchar? – Sango perguntou olhando tudo aquilo embasbacada, aparentemente era a primeira vez que o vampiro mostrava seus dotes culinários.
-Pensei em dividir a refeição com vocês. – Miroku disse sentando-se na cadeira ao lado da namorada todo orgulhoso de seu trabalho, Sango olhou para ele de forma sonhadora e orgulhosa, o cara era um imortal perfeito, olhou para ela quando reparou que esta o olhava longamente, sorriu e piscou brincalham antes de pegar sua mão e depositar um beijo. – Eu estou faminto. – disse voltando a atenção para a comida começando a servi.
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-Então Kagome interferiu nos seus planos? Religou a humanidade por acaso? – Kikyou olhou para Naraku, ela havia passado um tempo reunindo os cacos de sua dignidade depois que a outra havia batido nela, pensou em ir atrás do hanyou saber se ele havia seguido sua compunção, era obvio que tinha fortes sentimentos por Kagome, o idiota provavelmente esta mais seguro com ela do que com a vampira sem humanidade.
Kikyou odiou a outra desde o primeiro momento, a princesa sempre tinha tudo facilmente, enquanto ela tinha que lutar por algumas migalhas, era justo que ela fizesse Kagome pagar por todas as suas dificuldades, não é que ela gostasse de Naraku também, era só um idiota pomposo com raiva do pai e inveja da irmã, tudo o que importava para ela é fazer a outra vampira sofre e provavelmente foi isso que a corrompeu ao ponto de se tornar uma renegada.
-Ela continua sem a humanidade, mas ainda assim não consegue ser má como eu. – Kikyou disse observando a movimentação do acampamento, era ridículo que ela tivesse que viver naquelas condições enquanto Kagome tinha uma castelo a sua disposição, desde que Naraku a havia transformado, desde a primeira vez que encontrou com a outra vampira foi instantâneo o ódio e a inveja, ela sabia que Naraku se aproveitava disso.
-Espero que continue assim por mais algum tempo, quanto mais tempo ela passa sem humanidade mais aliados eu consigo. – Naraku disse fazendo um gesto dispensando ela, feliz que era o responsável por sua sobrinha estar sem humanidade, todos pareciam ter muita esperança sobre a mesma e enquanto ela parece no caminho para as trevas ele podia fingir que era a luz.
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-Então minha netinha voltou a ligar sua humanidade? – Miroku foi de encontro ao avô o mais rápido possível, afinal aquela era uma informação que poderia mudar os ventos da batalha. Ele olhou novamente ao redor, atento a qualquer movimentação suspeita, não era de hoje que tinha a ideia que havia alguém vendendo informações, eles estavam sendo traídos com toda a certeza, por isso tinha colocado somente pessoas de extrema confiança próximos ao ancião.
-Sim. – respondeu simplesmente, voltando sua atenção para o mesmo.
-Como isso aconteceu? – a pergunta do avô o deixou em uma saia justa, não podia falar do Inuyasha sem mencionar seu próprio relacionamento com Sango e não podia fazer isso sem levantar a ira do conselho, sabia que o avô também teria dificuldade em aceitar isso, afinal uma coisa é noivar alguém sem sangue nobre, outra era noivar com um mortal.
-Acho que a pressão de uma guerra eminente foi o que desencadeou tudo. – Miroku mentiu da melhor maneira que pode, na realidade Inuyasha havia sido o responsável, mas ainda era muito cedo para que passasse essa informação.
-Conversarei com o conselho. – o ancião disse simplesmente, obviamente o mais velho estava desconfiado de algo, afinal ele não era surdo, o coração do neto batia fortemente, ele tinha uma noiva e passava muito tempo fora, além de cuidar da irmã ele estava mantendo um relacionamento secreto, e tudo o que o velho Higurashi podia pensar era que o neto estava com medo de como iria reagir a sua predestinada, o que só podia significar que deveria ser de outra raça.
-Certo. – Miroku concordou antes de se levantar para ir embora.
-Mas antes que vá, acho que você e sua irmã merecem isso de volta. – o avô entregou algo para Miroku que sorriu contente ao ver os objetos que tinha em sua mão.
-Kagome ficara muito feliz. – disse fazendo uma leve reverencia antes de deixar os aposentos reais.
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-Até quando vai ficar espionando ele de longe? – Kagome olhou para Miroku, eles estavam em cima de um prédio observando o hanyou, já havia passado dois meses desde que ele se tornou seu noivo, ele estava na faculdade, mas claramente não prestava atenção na aula, ela podia se identificar, depois que voltou ao castelo com a humanidade religada teve muito trabalho e muita discussão com o avô sobre espalhar logo a notícia de seu retorno, obviamente o mais velho tinha outros planos, obrigando-a a fingir que ainda estava em sua pior versão, entretanto ela estava sempre distraída, sempre pensando nele, em estar com ele, conversar, tocar e beijar. O hanyou também queria, ela podia sentir seu desejo por ela, só servia para aumentar o seu próprio.
-Não deveria se preocupar em reivindicar sua noiva? – Kagome nem ao menos olhou para ele, Inuyasha estava diferente, ela podia ver claramente os olhos dourados, ela gostaria muito de ver de perto novamente, as roupas não eram mais largas e desleixadas, ele não se vestia mais como um nerd, ela achava ele atraente antes, agora ele estava irresistível.
-Ela é uma humana é perigoso, faz muitos anos que eu não... – Miroku estremeceu chamando a atenção da mais nova, ela o compreendia, ele tinha medo de machuca-la, mortais eram tão frágeis, era uma surpresa que eles conseguissem fazer sexo sem Miroku a quebra-la, deveria ser um grande esforço para se conter, ser gentil, aparentemente Sango não tinha nada para reclamar, ainda não tinha tido oportunidade de encontrar a cunhada pessoalmente depois do desastre que foi o seu despertar para a humanidade, teve muito o que resolver e nem mesmo seu irmão ela via direito, entretanto sempre que o via a olhava de maneira condescendente e falava que Inuyasha queria ver ela, como se ela precisasse que ele falasse alguma coisa.
-Eu gostaria de me manter longe, eu até conseguiria se...
-Se ele não ficasse chamando por você? Eles nem sabem do que são capazes. – Miroku sorriu, sempre que ia se encontrar com Sango o hanyou perguntava pela irmã, já havia até pedido que o levasse de volta a ilha, ele precisava vê-la, Miroku sabia, pois ele também não conseguia manter-se longe da namorada, quando houve sua conexão com a humana ele passou alguns dias debatendo-se, sobre sua mortalidade, sua pureza e ele podia sentir que ela também lutava em pensar nele, mas assim como ele, ela não conseguia resistir e então ele começou a corteja-la. – Pare de se martirizar e vai logo falar com ele. – Kagome simplesmente resmungou algo ininteligível. –Se vai ficar ai de longe problema seu, vou ao encontro da minha namorada. – levantou da beirada do prédio.
-Lembre-me de marcar um encontro com Sango para fazermos compras por sua conta. – ela disse bem humorada antes do irmão sumir na noite, talvez ele estivesse certo, mas um dos outros motivos para sempre ficar de olho no hanyou era a segurança dele, se Kikyou sabia, então Naraku também sabia dele e da Sango, ambos corriam muito perigo, mas a necessidade de ver ele se tornava a cada dia maior, a culpa era de ambos e quando ela voltasse a ter contato com ele tudo ficaria pior, a ligação se tornaria mais real.
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Dois meses, esse era o tempo que não a via, ela tinha esse péssimo habito de sumir e ele havia prometido para si que quando encontrasse com ela novamente a algemaria junto a ele, agora que eles tinham uma chance de ficarem realmente juntos não abriria mão dela, suspirou, sonhava com ela todas as noites, coisas que nunca tinham acontecido por isso não eram lembranças, algumas vezes ele a via em um quarto com cama grande e lençóis de seda negro de frente a um grande espelho, em outros ela conversava com um homem imponente e aparentemente mais velho, ele se preocupava muito com ela mesmo sabendo do que ela era capaz.
Pensou em procura-la, mas nem tinha ideia de por onde começar estava em mais um dia de aula na faculdade, abrira mão dos óculos de leitura aparentemente o sangue dela tinha curado definitivamente seu problema de vista, usava roupas mais despojadas atraindo bastantes olhares femininos, mas seu coração já tinha dona e ela também dominava sua mente, fazia o curso noturno o que lhe dava a oportunidade de trabalhar, não precisava já que os pais eram ricos, mas era sua vontade, olhava distraído para a janela e para sua surpresa lá estava ela os olhos vermelhos brilhantes como de um gato a pele pálida ganhando destaque especial pela luz da lua, o professor dispensou a turma, rapidamente pegou suas coisas e foi até onde a tinha visto, tomou cuidado para não chamar atenção, o local ficava afastado e ninguém costumava ir ali.
Parou olhando para os lados, sua mente devia ter lhe pregado uma peça não tinha nada ali, se jogou pesadamente contra o tronco da árvore sentando-se, ele iria ficar louco se não conseguisse ficar com ela, ele e Miroku viraram amigos e sua única fonte de informação sobre ela, algumas vezes ele parecia exasperado, como se quisesse contar alguma coisa, mas não pudesse, ao menos ainda, Sango também costumava reclamar que Miroku escondia muito.
-Oi. – olhou para o lado encontrando os olhos que aprendera a amar, ela realmente estava ali ajoelhada e com as mãos apoiadas nas coxas o vestido de alças finas, azul e colado até a cintura, depois descia solto ainda assim era curto, mal lhe cobrindo as coxas.
-Kagome. – ele sussurrou queria muito toca-la, mas estava receoso então fechou os punhos reprimindo a vontade de puxá-la para si, não sabia como as coisas seriam agora, era o primeiro contato que tinham verdadeiramente desde que ela religara a humanidade, não sabia o que esperar, ele nem a conhecia se fosse ser sincero.
-Você esta diferente. – disse sorrindo depois que ficaram um tempo em silencio apenas encarando um ao outro, ela estava diferente também, ele nunca a vira sorrir verdadeiramente e aquela visão era puramente bela, tinha que concordar com o que Miroku dissera em seu primeiro encontro, Kagome realmente parecia o ser mais puro que ele vira no mundo, principalmente agora que ele podia ver a cor natural dos olhos dela, um azul claro como o céu, ela parecia tão delicada e se ele não conhecesse juraria ser somente uma humana, entretanto ainda havia uma camada de perigo emanando dela, Miroku passava a mesma sensação.
-Isso é bom? – ele sabia que ela falava sobre a falta de óculos e suas roupas, mas ela também podia estar falando sobre o fato de ser um hanyou era uma insegurança que ele sempre carregaria, ao longo de toda a sua vida ele havia sofrido por ser um mestiço, as pessoas ainda guardavam muito preconceito com relação a isso.
-Existe diferente ruim? – ela inclinou a cabeça de um modo delicado, enrugando a sobrancelha observando-o, seu cabelo longo caindo para frente cobrindo seu ombro e chegando até seus quadris, se inclinou um pouco para frente, para ele parecia como uma criança ingênua e curiosa.
-Eu sou um hanyou Kagome, o que acha? – ela abaixou o olhar desviando aqueles profundos olhos claros dele, não queria ter sido grosso, suspirou e levou a mão ao queixo dela erguendo seu rosto, ela não se afastou, não havia aquela frieza ou irritação a qual ele estava acostumado ver nela, na verdade ela estava quente e aparentava uma grande fragilidade, aproveitou que finalmente a estava tocando novamente e passou o polegar pela pele acetinada, ela suspirou apreciando seu toque parecendo se inclinar para ele levemente. – Pensei que nunca mais fosse vê-la. – a mão foi subindo encorajado pela receptividade, seus dedos chegando à nuca sentindo a macies dos cabelos negros, ela arquejou levemente e sua respiração pareceu acelerar, Inuyasha ficou admirando as novidades, ela respirava como se estivesse viva, seus pulmões se enchiam de ar e ele ficou um tempo observando o movimento dos seios, ela não usava sutiã.
-Eu tentei ficar longe. – sussurrou depois de um tempo sem graça, abrindo os olhos quando Inuyasha afastou a mão de seu rosto, agora era ele que tinha a sobrancelha enrugada, olhando-a de maneira confusa.
-Por quê? – perguntou exasperado, tudo que queria era ficar perto dela e ela queria ficar longe dele, sentiu-se magoado, ela pareceu ler isso em sua expressão, pois se aproximou dele e pegou sua mão, era estranho, ela parecia quente, mas de alguma maneira ainda era fria, ele gostava de sentir calor com o seu toque, mesmo nunca tendo se importado com seu toque frio.
-Eu estava com vergonha. – as bochechas avermelhadas algo extremamente novo para ele, nunca a vira com nenhum tipo de vergonha ou constrangimento e agora ela estava ali diante dele daquela maneira, realmente isso era outra coisa que ele não conseguia tirar da cabeça, os momentos de prazer que haviam compartilhado apesar de em parte dolorosos eram inesquecíveis, claro que provavelmente ela também estava se referindo as outras coisas que ela havia feito com ele, mas ele só pensava no fato de que ela não tinha matado ele apesar das ameaças constantes e a experiência só tinha sido pior por pensar que seus sentimentos nunca seriam correspondidos.
-Por que você não me matou? – essa era uma das perguntas que ele, Miroku e Sango sempre mantinham quando se encontravam, ela ficou em silencio por um momento, ele chegou até mesmo pensar que ela não fosse falar nada, ela parecia pensar sobre isso a primeira vez, ela olhou para o lado por um momento enquanto divagava sobre sua pergunta.
-Eu acho que mesmo que eu não conseguisse assumir, eu me apaixonei por você naquele primeiro momento, meu corpo já sabia de alguma maneira, provavelmente por isso eu queria tanto te matar, não havia ameaça maior ao meu estilo de vida do que eu sentia possivelmente por você, eu estava obsessiva, talvez minha humanidade estivesse de alguma maneira lutando para voltar e me fez focar no fato de não conseguir ver claramente seus olhos, quanto mais minha humanidade emergia, mais eu sentia vontade de te matar e mais eu hesitava, eu acho que é isso, é tão confuso. – ela amava ele e o motivo de tentar se manter distante era por achar que ele não a aceitaria depois do que havia feito com ele.
-Não tem porque ter vergonha, eu aceitei o que aconteceu e quero ficar com você, eu preciso de você. – dane-se o orgulho, ela se jogou contra ele sem ter palavras para descrever o que sentia, sentou-se melhor sobre ele abraçando-o pelo pescoço, ele a abraçou apertado respirando seu perfume, não podia ficar longe, eles se olharam e viram que queriam e necessitavam da mesma coisa os rostos se aproximaram como imãs e então eles se beijaram de forma apaixonada ele raspou levemente os lábios nos dela antes de invadir com boca com a língua engolindo seu suspiro puxando-a mais contra si foi tão descontrolada que o canino dele cortou o lábio dela fazendo-a afasta-lo, isso nunca os havia impedido de continuar as coisas, mas agora era diferente. – Desculpa. – pediu vendo o filete de sangue, os olhos dela naquele tom de vermelho sangue assustador, ele não pode evitar passar a língua pelo corte, limpando e ela fechou os olhos relaxando contra ele novamente então se apossou da boca dela mais uma vez, em um beijo mais tranquilo, cheio de saudade, foi lento, sensual e tão apaixonado quanto o primeiro.
-Tudo bem. – ela disse calma apesar de exasperada, mas a voz saiu baixa e rouca, pareceu derreter algo nele, o coração já acelerado pareceu passar por uma explosão de adrenalina, ele queria beija-la ferozmente, na realidade queria derruba-la sobre a grama e arrancar suas roupas e se enterrar profundamente nela até que ambos só conseguissem pensar que eram os únicos na face da terra.
-Não parece. – agora ele sabia exatamente o que Sango sentiu quando Miroku usou aquela voz, realmente só acontecia com predestinados.
-É o cheiro do sangue ou você se esqueceu do que sou? – perguntou e como ela tinha rápido poder de cura e ele havia limpado os vestígios de sangue remanescentes os olhos voltarem ao normal, o corte havia sido superficial, fácil de curar.
-Eu sei que você é uma vampira Kagome. – ela nunca havia tomado direto dele e agora tudo o que ele queria era eliminar aquela última barreira entre eles, Sango falou que Miroku nunca bebeu seu sangue direto ou indiretamente, mas ela sabia que ele queria, algumas vezes ela pegava ele olhando para o pescoço dela os olhos vermelhos, mas quando notava que ela estava olhando para ele este desviava o olhar.
-Não faça isso! – disse parecendo prever o que ele planejava, ele podia sentir que tinham uma ligação muito forte, eles podiam não se conhecer realmente, entretanto parecia como se conhecessem a vida inteira, ele sabia que ela queria, ele queria também então ele posicionou sua garra com intenção de fazer um corte no dedo.
-Por quê? Você já o tomou tantas vezes. – disse sem parar o que estava fazendo, não havia motivo para parar e ela não fez nenhum movimento para impedi-lo.
-Seu sangue agora esta diferente para mim, em realidade sempre foi diferente. – tarde demais o sangue começou a sair, o corte era pequeno e a quantidade de sangue era mínima, mas foi o suficiente para atiça-la.
-Diferente como? – perguntou vendo os olhos vermelhos fixos no sangue de seu dedo; havia sido mais forte do que ele era quase uma necessidade, curiosidade, aquilo o havia perturbado desde que Miroku falara sobre as consequências de tomar direto do corpo.
-Antes ele era como o melhor restaurante da cidade com a melhor comida da cidade, agora seria tipo o melhor restaurante do mundo com a melhor comida do mundo. – ele era uma tentação ambulante e ela não podia fazer nada contra ele sem arriscar sua vida, ele esticou o dedo para ela que desviou o olhar se afastando um pouco.
-Por que nunca bebeu direto de mim? – perguntou fazendo com que ela o encarece com um sorriso tímido, ele ficou encantado com isso, esses novos aspectos dela eram um balsamo, ela parecia ficar mais linda a cada momento.
-Minha língua libera toxinas, capazes de anestesiar, despertar um enorme desejo e cicatrizar, a primeira e a terceira ficam sobre o meu controle, o problema é que o mortal, se eu consumir do seu sangue com frequência, direto da veia, pode acabar ficando viciado, alguns confundem com amor ou coisas do tipo. – explicou, e agora ele entendia, ela não queria que ele se tornasse um viciado por ela, mesmo quando ela dizia não se importar, ela ainda se importava, fazia sentido com o que ela tinha falado mais cedo sobre não ter matado ele.
-Entendo, mas nós já estamos ligados, então você pode experimentar, não deveria ser diferente para nós? – era como se os olhos dela estivessem ficando mais vermelhos e estavam fixos na pequena gota, não iria demorar muito para cicatrizar.
-Acha que iria conseguir só experimentar? Quanto ao resto eu não sei, não é comum ligações entre mortais e vampiros, na verdade as raças costumam se envolver somente com sua própria raça, acho que houve um registro a muitos séculos de uma ligação em uma mortal e um vampiro, não me lembro se acabou muito bem. – quando perguntou ela estava rindo, mas depois desviou novamente o olhar, ele sabia que ela estava lembrando sobre o que tinha lido e podia jurar que ela sabia exatamente como terminava, mas não queria falar.
-Só vai saber se tentar. – disse despreocupado, ela olhou para ele depois para o sangue. – Venha. – ele incentivou, Kagome novamente se ajeitou sobre ele dessa vez com uma perna de cada lado da cintura dele segurou seu pulso e o ergueu, com o braço livre Inuyasha abraçou-a pela cintura a respiração de ambos era acelerada, ela desceu lentamente os lábios até o dedo dele sempre o encarando, quando ela encostou a língua no pequeno corte o fluxo de sangue aumentou consideravelmente...
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ATÉ A PRÓXIMA!
