Capítulo demorou mas chegou. Vamos comentar?

Capítulo 6

Esme Mansen marcou o vôo para a manhã seguinte, ela e Edward partiram muito cedo. Isabella lavava as louças do café e a casa parecia muito vazia. Sentia falta de Edward e se censurava por isso. Em geral Edward estava fora de casa o dia todo, não deveria sentir nada diferente essa manhã. Mas sabia que ele não estava na fazenda. Sentia-se solitária. Quando Jasper bateu na porta para apanhá-la, já estava a sua espera.

Alice os acompanhou, ia visitar a família em Billings, enquanto faziam as compras.

Durante o vôo, Isabella tentou se concentrar no cenário, mas a ansiedade não a abandonava.

Quando aterrizaram e Edward veio ao seu encontro, o alívio tomou conta dela.

Não podia mais esconder de si própria que era ele a causa de seu nervosismo, sentia falta dele. Edward estava com o carro alugado pela mãe.

— Pensei em levar Alice para casa primeiro — falou para Jasper, enquanto os quatro caminhavam para o carro.

Isabella andava um pouco atrás deles, pensando que Edward não lhe dera a mínima atenção. E isso devia deixar claro o que significava para ele. Aqueles sentimentos que tinha por Edward devia ser somente atração física, afinal das contas, era um homem muito atraente. Tudo isso passaria com o tempo.

Quando chegaram à casa dos pais de Alice, a mãe dela os recebeu na porta.

— Você pode ficar conosco se quiser — afirmou a mulher, mas por trás do sorriso polido, Isabella notou uma certa hesitação.

— Acho que Isabella vem conosco — interrompeu Edward, antes que ela pudesse dizer algo.

— Isso lhe dará a oportunidade de conhecer Billings.

— Vejo vocês na hora do almoço — falou Alice para o trio, deixando claro que os esperava para o almoço.

— Eu deixo Jasper aqui, vou levar Isabella para almoçar. Quero que ela aproveite bem o ar da cidade, para não ficar logo saudosa, assim que voltarmos para a fazenda.

Antes que Alice pudesse protestar, a mãe dela passou os braços a sua volta.

— Venha, parece que você está precisando de um descanso. Alice olhou novamente para Edward e se deixou levar para dentro.

Isabella também olhava para Edward, ele também vira a hesitação nos olhos da mãe de Alice.

"Então resolveu ser minha babá, para que eles não fossem obrigados a receber uma estranha."

Durante a manhã, Isabella tentou não se importar com o fato de ele estar se obrigando a ficar com ela, mas se importava. Seria diferente se estivesse disposto a ficar com ela, por prazer, mas, durante toda manhã, podia sentir um certo desconforto nele.

Quando deixaram Jasper na casa da sogra, os nervos de Isabella já estavam em frangalhos.

— Posso achar algo para me entreter durante a tarde — falou Isabella, enquanto saíam de lá. — Porque você não volta e faz um lanche com Jasper e Alice?

— Não tenho a mínima vontade de almoçar com os sogros de Jasper — Edward disse, sem hesitação.

Subitamente ocorreu a Isabella que Edward poderia ter alguma garota que quisesse visitar em Billings. A idéia lhe causava um nó na garganta, estava furiosa consigo mesma por se sentir assim.

— Tenho certeza que você tem coisas mais interessantes a fazer do que ficar cuidando de mim. Você pode me deixar em algum lugar e eu te encontro no aeroporto.

Fazendo a curva, Edward estacionou no meio fio desligou o carro e olhou para ela.

— É essa a maneira que você encontrou, para me dizer que prefere não passar a tarde em minha companhia?

— Eu só achei que talvez você tivesse alguém com quem preferisse passar a tarde. — Um aperto no estômago lhe dizia que ele iria confirmar isso, mas não foi o que aconteceu.

— Sua companhia está muito bem para mim — falou Edward.

— Você poderia ter me enganado — respondeu Isabella, corando com sua ousadia.

Edward passou a mão no cabelo, num gesto nervoso.

— A verdade é que estive um pouco preocupado com você, esta manhã — admitiu Edward.

Vai ser agora!, pensou Isabella, tentando aparentar indiferença.

Ele vai me dizer que as coisas não estão funcionando como imaginava e eu estou despedida.

Edward olhava para a paisagem em frente a eles.

— Estive preocupado, pensando que talvez você estivesse arrependida e não quisesse mais voltar para a fazenda. Que você sente falta da cidade, das pessoas e a qualquer momento vá pedir as contas.

Isabella olhava para seu perfil reto, ele não a estava despedindo, ao contrário, estava preocupado que ela quisesse partir.

— Não estou tendo nenhuma destas dúvidas — falou com firmeza.

Sentiu Edward relaxar completamente.

— Fico feliz em ouvir isso, detestaria ter de comer minha própria comida — dizendo isso, ligou o carro e pegou a estrada. Nem olhara para ela. Um desapontamento grande a dominou, queria que ele admitisse que sentiria sua falta que era bom ter ela por perto. Mas tudo que lhe interessava era que ela sabia cozinhar, eram somente patrão e governanta.

Momentos depois entravam num pequeno restaurante e Isabella achava que já estava mais calma.

— Edward Cullen, você é um prazer para os olhos — cumprimentou-o uma graciosa garçonete morena.

Isabella engoliu a seco, achava que estava controlada, mas na realidade sentia ciúme. Como não percebera isso antes?

— Como vão as crianças? — perguntava Edward à moça, enquanto examinavam os menus.

— Charles já está andando e Marta começa agora o maternal, meu marido já pensa num terceiro filho. Se o doutor achar uma maneira de ele carregar o nenê e dar a luz, voltaremos a discutir o assunto. — Sorrindo, ela voltou sua atenção a outra mesa que a chamava.

— Volto num minuto, para pegar os pedidos.

Isabella detestava admitir que estava aliviada ao saber que a outra mulher era casada. Pensava no conflito de suas emoções, enquanto examinava o menu.

— Sei que você não pôde ver muita coisa da paisagem, na noite em que chegou aqui. Hoje você pode ter uma idéia, o que você achou? — Edward lhe dava toda a atenção.

— Achei muito lindo — falou Isabella com honestidade.

— Acredito que ficou bastante surpresa, ao notar como estávamos isolados lá.

— É um lugar muito tranqüilo. — Edward sorriu com prazer.

— Eu também acho — falou, retornando sua atenção ao menu.

Isabella gostaria que ele não sorrisse daquela maneira. Deixava-a com uma sensação de calor por todo o corpo.

Depois de fazerem os pedidos, Isabella olhou pela janela. O problema é que estava ficando muito acostumada à companhia de Edward. Parecia tão natural estar com ele! Era como se a completasse.

Pensava na rotina que haviam estabelecido no rancho.

Depois do seu primeiro dia lá, começaram a fazer as refeições juntos, ele insistira nesse arranjo. Toda manhã no café, contava-lhe o que ia fazer durante o dia, assim ela estaria com as refeições prontas nos seus intervalos. Dava instruções do que fazer com os telefonemas. Jasper agora não vinha mais comer, fazia suas refeições com Alice. Mas havia pouco a conversar durante o jantar. Na terceira noite, ela não conseguia mais disfarçar um certo constrangimento que aqueles silêncios provocavam. Tinha de fazer algo.

— Como vai indo miss Rita? — perguntou, tentando achar um assunto que o agradasse.

— Ela está bem — respondeu Edward, meio surpreso com a pergunta.

— Quando vai ter seu bebê?

— Chamamos de potrinho. Depende do sexo do recém-nascido.

Estava funcionando, ele até já elaborara um pouco a resposta.

— Quando você estava falando com Jasper, notei que estava preocupado com esse parto.

Uma certa ansiedade apareceu no rosto de Edward.

— É verdade, ela teve problemas no parto anterior. Isabella pôde perceber que ele relaxava.

— Edward me falou uma vez que você criava cavalos para vender.

Ele concordou e pelo resto da noite a conversa girou em torno da fazenda. Quando estava tenso ou cansado era só falar da fazenda que tudo parecia iluminar-se, havia amor e dedicação ali.

Isabella olhava para o homem sentado a sua frente, ele era uma raridade, alguém em que se podia confiar e depender.

— Você me parece muito pensativa — falou Edward, interrompendo seus pensamentos.

— Não era nada importante — respondeu Isabella.

Por um momento ele a olhou fixamente como se fosse dizer algo, mas, depois, mudou de idéia.

— Estou pensando em fazer um pouco de compras para você esta tarde.

— Para mim? — perguntou surpresa.

— Notei que você tem poucas calças jeans. Precisa de mais algumas, algumas camisas para trabalhar, um par de botas e um chapéu. Eu pago — falou decidido.

Já era difícil mantê-lo fora de seus pensamentos. Deixá-lo comprar suas roupas seria algo muito pessoal.

— Eu tenho dinheiro, posso comprar minhas coisas.

— Você pagou pelo uniforme que usava na casa de Eleazar Denali? — perguntou Edward, de forma profissional.

— Não, mas... — queria dizer que deixara o uniforme, mas jeans, botas, seriam coisas que teria de levar com ela quando partisse de Montana.

— Então, considere essas coisas como parte do uniforme de seu trabalho.

A comida chegou naquele momento e a expressão dele, indicava que o assunto estava encerrado.

Mentalmente Isabella já se organizara para guardar a nota e pagar-lhe no final.

Assim que saíram do restaurante, Edward a levou a uma loja de roupas.

— Ora vejam é Edward Cullen! — Um senhor de idade, meio careca, vestido com jeans e botas veio recebê-los. Parecia um velho amigo de Edward e sorria abertamente para Isabella.

— E onde você achou essa linda moça? Tenho certeza que não a vi por aqui antes. Jamais esqueceria um par de olhos castanhos como esses.

— É a minha governanta. Isabella Swan quero que conheça Billy Black.

— Prazer em conhecê-lo — falou Isabella.

— O prazer é todo meu. Tenho certeza que você deve estar alegrando um pouco aquela fazenda — respondeu Billy, com um sorriso. Virando-se para Edward, seu sorriso, alargou.

— Soube que Alice ia aumentar a família, mas não imaginei que você pudesse achar alguém tão bonita para substituí-la.

— A srta. Swan foi uma surpresa para mim também — afirmou Edward.

— Uma surpresa interessante, tenho certeza — completou Billy amigavelmente.

— Ela é uma ótima cozinheira — Edward falou com firmeza. Por instantes o homem parecia sem palavras mas, recuperando-se rapidamente da resposta de Edward, sorriu.

— Bom para você, o estômago de um homem é importante. Mas em que posso ajudá-los hoje?

— A srta. Swan precisa de algumas coisas.

Algumas horas depois, Isabella adquirira novas blusas, novos jeans, um par de botas, meias grossas e um chapéu Stetson.

— Sinto-me como uma verdadeira vaqueira — disse Isabella, olhando para suas botas.

— Não completamente — dizendo isso, Edward colocou o chapéu em sua cabeça.

— Agora está perfeito! Você logo se acostumará com as botas — Edward declarou com aquele sorriso que deixava Isabella agitada.

Billy estava fazendo as contas e olhou para Edward especulativamente.

— Costumávamos dizer que quando um homem comprava botas e chapéu para uma garota, era como se colocasse sua marca nela.

— Não estou muito certo se algum homem será capaz de pôr sua marca na srta. Swan — respondeu Isabella friamente ao pagar Billy.

Isabella enrijeceu, Edward não a considerava sequer como alguém que um dia fosse casar. Aborrecida, olhou para o gerente da loja, para ter certeza que ele colocaria a nota no pacote. Queria saber quanto devia a Edward.

Ao chegarem ao aeroporto, encontraram Alice e Jasper esperando por eles. A mãe de Alice e a irmã mais nova também estavam lá. Isabella percebeu que a mãe de Alice estava sem graça, mas mesmo assim sorria para ela.

— Gostaria que Alice ficasse conosco até o nascimento da criança, mas uma esposa tem de estar com seu marido — falou ansiosa.

— Você vai ficar de olho nela, Isabella? Estava tão nervosa sabendo que ficava sozinha durante o dia, se algo lhe acontecesse, como conseguiria chamar os homens? — Havia um tom de pedido em sua voz.

— Jasper e Edward trabalham divididos, de uma maneira que sempre um dos dois esteja perto da campainha — reassegurou-lhe Alice.

Isabella ficou grata por ela ter lhe pedido ajuda.

— Pode ficar sossegada, estou de olho nela — prometeu Isabella.

Ao se encaminharem para o helicóptero, Isabella ficou surpresa ao perceber o quanto queria ser aceita por aquelas pessoas.

Mais tarde, quando Edward estava pousando o helicóptero na fazenda. Isabella sentiu uma sensação confortável, como se estivesse chegando em casa. Tentava se recordar que aquela não era sua casa e sim um emprego temporário. Mas a sensação foi mais forte que a razão.

— Deve ser o cansaço — murmurou quando entrou em seu quarto. Não era normal se sentir tão apegada à fazenda.

Uma batida forte na porta a tirou do devaneio, era Edward.

— Estou saindo para dar uma olhada nos animais, foi um longo dia. Descanse, eu faço um lanche para mim ao voltar.

Isabella ficou olhando-o sair para o hall. Estava cansada, pensou em sentar com as pernas para o alto, em frente à televisão. Mas estava anoitecendo e bastante frio lá fora, Edward precisaria de uma refeição quente ao voltar.

Entrou na cozinha e começou a preparar as coisas, dizia a si mesma que fazia aquilo por ser sua obrigação, não tinha nada a ver com Edward.

Edward parecia surpreso ao encontrá-la na cozinha, sorriu agradecido.

— Estou feliz por você ter decidido fazer algo quente. A verdade é que está muito frio lá fora, e estou com mais fome do que imaginava.

Isabella sentiu um bem-estar, pelo elogio.

— Suponho que pareça meio bobo, mas por que sempre tenho essa sensação de alegria, quando voltou para a fazenda? Mesmo estando ausente só por algumas horas — completou Edward, sentando-se à mesa.

— Esse lugar entra no sangue da gente — respondeu Isabella, sem pensar. Depois tampou a boca, horrorizada com o que dissera.

— Você acha? — perguntou Edward, olhando-a fixamente.

Preocupada que ele pudesse descobrir o quanto estava apegada à fazenda, Isabella levantou a cabeça tentando aparentar indiferença.

— É óbvio que você, Jasper e Alice amam isso aqui. Eu, no entanto, prefiro não me apegar muito a nenhum lugar.

— Ou a qualquer pessoa — completou ele.

— Sim — confirmou Isabella.

— Escolheu uma maneira muito solitária de viver.

Isabella tinha de admitir que era, mas nunca fora tão triste como agora.

— É a maneira mais segura.

— Talvez — respondeu Edward.

A comida perdera o gosto para Isabella. Parecia papel, mas se esforçou em terminar a refeição. Não queria que Edward percebesse o quanto essa conversa a aborrecera. Não deveria estar muito curioso em saber como ela se sentia realmente, fora somente uma conversa para passar o tempo.

Ele nem podia imaginar o que sentia realmente.

Edward parece decidido entender a Bella. Qual será a intenção dele?

Respondendo os reviews:

Patylayne: Flor, você praticamente resumie a história toda. Mas será que Edward terá que suar tanto para conquistar ela? Para mim ela já está caidinha apesar de tantas barreiras. Bjos

Nina Martins . 19: OMG, e eu achava que meus comentários na sua história eram grandes demais. Fiquei IMENSAMENTE feliz de te ver por aqui e me alegro muito que esteja gostando da história. Calma, que Tânia vai ter um castigo, vai demorar mas ele chega. Esme foi um poço de descrição (olha a ironia aqui minha gente), nem para disfarçar um tiquinho. Edward foi abandonado pelas duas mulheres mais importantes para ele, é totalmente justificável que ele seja super reservado. Também não sei cozinhar mas, te digo, que eu arraso no miojo. Já tentei fazer algo mais elaborado como um pudim de leite condensado mas deu errado já que tive que comer o pudim com um canudo ¬¬. Bjos

Adriana: As armações da Tânia não acabaram por aí, mas vamos demorar para ter notícias dela. Que bom que tenha entendido atitude de Esme, ela queria o melhor para o filho mas foi um tiquinho intrometida na vida dele. Bjos

Em um domingo chuvoso, nada melhor que um boa história para relaxar. Bora comentar gente, parece que o povo daqui tomou chá de sumiço. Her Best Worst Mistake já já chega. Bjos e até quarta gente.