Capítulo 05
Tentei cumprir a promessa que fiz ao Malfoy, mas não tenho culpa se a encrenca veio me procurar.
"Gina!" – ouvi uma voz distante, porém conhecida me chamando.
Acelerei meu passo, tentando fugir dele, mas, infelizmente, ele me alcançou.
"Ei, Gi!" – Theo falou, ofegante – "Você não me ouviu?" – um leve tom de acusação presente em sua voz.
"Ahm... não." – menti.
"Gina, você quer jantar hoje lá em casa?" – perguntou com um sorriso ofuscante – "Para retribuir o jantar na sua casa."
"Ah... não posso." – menti novamente.
"Não pode ou não quer?" – perguntou, ainda sorrindo.
"Eu não quero."
E talvez tenha sido o estresse que me fez ser grosseira.
Ele me olhou assustado, o sorriso morrendo a cada segundo que minha resposta ficava clara em sua mente.
"N-não q-quer?" – gaguejou – "Por que? Fiz alguma coisa?"
"Não foi você." – falei, com um pouco de pena dele.
Ele me olhou por alguns instantes, então entendeu.
"Foi meu pai." – não era uma pergunta.
"Na verdade," – falei, séria – "é o seu tio."
"Meu tio?"
"Michael McKay é seu tio, não?"
"Sim, mas o quê ele fez?" – perguntou, confuso.
"Pergunte a ele sobre a Sra. Cruz." – falei, no exato instante em que Derek, o motorista do Ministério, aparecia na minha frente, como se fosse enviado por anjos – "Adeus, Theo." – e saí em direção ao meu salvador.
Quando cheguei em casa fui para o meu quarto e claro que Malfoy estava lá.
"Você não tem outro lugar para ir?" – perguntei.
Quer dizer, o infeliz passa o dia inteiro no meu quarto... vai procurar o quê fazer, ow!
"Boa tarde para você também, Ginevra." – ele respondeu, seu rosto escondido por um exemplar da 'Semanário das Bruxas' – "E não tenho outro lugar para ir porque este é meu quarto, logo aqui é meu lugar.
"ERA o seu quarto quando você estava VIVO!" – falei, com raiva, enquanto pegava minha roupa e me trancava no banheiro.
Depois de uns minutos voltei para o quarto e Malfoy não estava mais lá.
Ah vai com Merlim...
Aproveitei os momentos sozinha, exceto por Picolé que choramingava baixinho, para fazer meu dever sobre dragões, uma vez que fui interrompida no dia anterior.
Por volta das sete horas da noite, ouvi uma batidinha na porta.
"Gina." – minha mãe falou, abrindo um pouquinho a porta – "Você tem visita."
"Visita? Eu?" – perguntei, confusa.
Afinal, meus amigos ou estão em Hogwarts ou estão na Escola de Aurores ou estão, bem, mortos.
"Sim... aquele garoto McKay." – mamãe falou, um brilho de satisfação nos olhos.
"Ah, mãe... sabe – " – comecei.
"E o tio dele." – ela completou.
"O tio?" – pulei da cama – "O tio do Theo está aqui?"
"Sim, querida." – mamãe disse, não estranhando meu já habitual jeito estranho – "Desça logo." – e foi-se embora.
Sem pensar muito, desci, quase correndo, a escada e, para minha surpresa, Theo e Michael não estavam na sala de visitas, os dois estavam na soleira da porta.
"Gina, vim te buscar para jantar." – Theo disse, sorrindo.
Olhei para ele e tive vontade de dizer: "enlouqueceu?", mas logo vi que não...
Por uma fração de segundos vi a varinha de Michael apontada para as costas do sobrinho e ali eu compreendi que só tinha uma opção: ir com eles.
"Ah... espera um pouco. Volto já." – e subi, agora sim, correndo, as escadas.
Quando entrei no quarto, Malfoy não estava lá...mas também não tive muito tempo em pensar nisso... peguei uma roupa e me troquei, já estava calçando o sapato quando ele apareceu.
"Você virou gótica?" – perguntou, vendo a minha camiseta e calças pretas. Além da bota de cano e salto altos também pretas.
Desculpe, mas já estava de luto pela minha morte iminente.
"Malfoy, eu estou encrencada." – falei, rápido, fechando o zíper da bota esquerda.
"Por que? O que houve?"
"McKay... sem querer ele ficou sabendo que eu sei dos assassinatos." – peguei minha bolsinha e joguei dentro um detonador-chamariz, algumas vomitilhas e um pacote de pó escurecedor instantâneo, além, claro, da minha varinha.
"Sem querer?" – ele parecia desconfiado – "Weasley, você não pode ir."
"Eu tenho que ir, Malfoy... ele pode machucar alguém da minha família se me opor." – falei, parando na porta – "Por favor, avise ao Prof Dominic, pode ser que ele consiga me salvar." – e com um último olhar, completei – "Tchau."
Eu sei! Foi quase dramático. Quase.
Então desci as escadas e os dois continuavam na porta, enquanto minha mãe tentava conversar com Michael e Theo continuava sorrindo, alheio a tudo.
"Vamos." – falei.
Abracei minha mãe e disse um desanimado "até logo" para ela, porque eu sabia que dificilmente haveria um.
Andamos até o carro do Theo e este entrou no lado do motorista, enquanto Michael e eu fomos para o banco de trás.
Discretamente, o tio apontou a varinha para o sobrinho e disse:
"Dirija."
Theio obedeceu e segundos depois estávamos fora da visão da minha mãe o que indicava que já poderíamos agir normalmente.
"Então... o quê você fez com ele?" – perguntei.
"Ah... nada demais." – Michael respondeu, calmo – "Theo está sob a maldição imperius, não se preocupe."
Claro, por que não? É muito normal um tio enfeitiçar um sobrinho assim, né?
"Qual o plano?" – perguntei, animada.
"Você vai morrer, Srta. Weasley." – falou, sem me encarar – "Mas prometo que não vai doer." – e o assunto morreu.
Assim como aconteceria comigo, dentro de alguns instantes.
Não tive muito tempo de pensar, porque logo chegamos à Mansão McKay e Michael, com uma delicadeza ímpar, me puxou com força e me arrastou até o interior da casa.
Fomos para um cômodo estranho que parecia mais uma masmorra. Michael me empurrou para um sofá e depois fez o mesmo com o sobrinho, mas o estuporou logo em seguida.
"Agora" – ele disse, sentando-se de frente para mim – "fale como você descobriu."
"Conversei com a Sra. Cruz."
Ele levantou a mão e me deu um soco, bem no nariz.
"Ai! Isso dói!" – falei, enquanto sentia o sangue escorrendo do meu belo e perfeito nariz.
"Responda. Como você descobriu?" – falou, agora mais agressivo.
"Eu vejo gente morta." – respondi e, mais uma vez, ele me deu um soco e com este eu ouvi um barulho de osso quebrando.
"Você não está sendo sincera, Gina." – ele disse e levantou a mão de novo para me bater, mas agora eu estava mais alerta (apesar da dor no meu pobre nariz), segurei o pulso dele com uma mão e, com a outra, devolvi o soco.
"Desgraçado." – resmunguei e levantei, procurando minha bolsa.
Infelizmente ele se recuperou mais rápido e gritou:
"Crucio!"
Senti meu corpo cair no chão e uma dor terrível tomou conta, mas fui forte o suficiente para não gritar.
"Muito bem." – ele disse – "Coragem... esqueci que a senhorita é da Grifinória, vamos ver quanto tempo vai durar o seu espírito corajoso."
Então ele me atingiu de novo com a cruciatus e mais outras vezes, mas não gritei e nem implorei pela piedade dele. Eu ia morrer, mas com dignidade.
"Ora, realmente é impressionante a sua bravura." – ele disse rindo, embora não estivesse vendo o rosto dele – "Pena que o seu fim está próximo."
"Você não vai escapar." – falei com dificuldade – "Minha mãe me viu vindo para cá, ela saberá..."
"Ah... já cuidei de todos os detalhes, Gina." – ele riu e continuou – "Você e o Theo tiveram uma briga e o namoro acabou... meu sobrinho não aceitou o fim do relacionamento e então resolveu matá-la para, em seguida, cometer o suicídio."
"Você é doente." – falei sentindo nojo dele.
Uma batida na porta fez o riso dele cessar, ouvi os passos dele se afastando e então aproveitei para pensar em algo, mas nada vinha à mente... só conseguia pensar no Malfoy e no Prof Dominic.
"O quê fizeram com você?" – Malfoy perguntou, materializando-se de repente.
"E o quê você está fazendo aqui?" – sussurrei.
"Você me chamou."
"Quê? Eu não te chamei."
"Chamou sim..." – ele aproximou-se e me olhou com atenção – "O quê aconteceu com o seu nariz?"
"Malfoy, pega a minha bolsa." – falei, apressada e com dificuldade – "Por favor."
Ele saiu do meu campo de visão por alguns segundos e logo depois retornou com a bolsa.
Peguei minha varinha e o pó escurecedor instantâneo no mesmo instante em que Michael voltava para dentro do cômodo.
"Agora... onde paramos?" – perguntou.
Aproveitei que ele estava atrás de mim e não poderia ver o quê estava fazendo, apontei a varinha para frente, para além do fantasma de Draco e gritei:
"Incendio!"
No mesmo instante me levantei do chão e joguei o pó escurecedor instantâneo, fazendo todo o lugar ficar no mais completo bréu. Nem mesmo as chamas que reproduzi conseguiam iluminar o local.
"Ah, sua estúpida, você vai me pagar." –ouvi Michael dizer, enquanto tentava me achar e derrubava vários objetos no processo.
"Vou morrer." – sussurrei.
"Weasley, use a varinha." – Malfoy disse de algum ponto da sala que eu não vi, estava mais ocupada chorando.
Em um minuto, ouvi os passos de McKay se aproximando perigosamente e no outro, senti meu corpo sendo puxado e levantado. Primeiro pensei que era o Michael, mas ao sentir o toque gelado percebi que se tratava de Draco.
"Use a varinha!" – mandou quando me colocou no chão novamente – "Use!"
Nem deu para pensar qual feitiço usar, porque o pó escurecedor perdeu o efeito e então, Michael disse:
"Gina..." – os passos dele lentos – "você tentou lutar... mas foi em vão."
Olhei para Malfoy, mas ele não respondeu ao meu pedido mudo de socorro, porque estava mais ocupado em se concentrar. A sala inteira começou a tremer e eu percebi o quê ele estava fazendo: usava os poderes fantasmais para me ajudar.
Os objetos de vidro explodiam, enquanto as paredes balançavam com tanta força que Michael se desesperou.
"Mas... o quê..." – ele gritava – "Vaca estúpida, pare de fazer isso."
E não sei qual a razão de eu ter me levantado, talvez fosse o fato de que ele já tinha me ofendido demais e, tipo, enche o saco, caramba!
"Ah... muito bem... apareceu." – falou, tentando sorrir, mas ainda estava assustado com a sala que continuava tremendo – "Continuemos, então..." – e apontou a varinha para mim, mas a mesma voou da mão dele.
"Sim... vamos continuar." – falei, com dificuldade – "Primeiro, eu não sou vaca... e muito menos estúpida... e você vai pagar pelo que fez." – apontei a varinha para ele e falei – "Estupefaça!"
Um jorro de luz vermelha saiu da minha varinha e o atingiu no peito, ele caiu para trás inconsciente, enquanto eu fazia o mesmo.
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Abri o olho direito e vi algo muito azul me olhando de perto, em seguida abri o outro olho e percebi que era um par de olhos azuis me fitando de muito perto, tão perto que dava para contar as sardas do nariz da pessoa.
"Mestre...digo... David?" – falei, confusa.
Como eu tinha ido para casa?
A última coisa que conseguia lembrar era que estava quase sendo assassinada.
"Gina!" – ele sorriu – "Ainda bem que acordou!"
"Quanto tempo dormi?"
"Durante umas doze horas... a Sra. Weasley já estava desesperada."
"Como cheguei aqui?" – falei, enquanto me sentava na cama e sentia meu corpo todo dolorido.
"Prof. Dominic trouxe você desacordada... a Sra. Weasley ficou muito preocupada, mas então ele explicou tudo sobre o tal tio do Theo McKay."
"E o quê aconteceu com ele? E com o Theo?"
"Pelo que entendi" – Mestre disse, pensativo – "e segundo a reportagem do Profeta Diário, o tal Michael está preso em Azkaban, ele confessou os crimes... e o Theo está bem, viajou com o pai para uma ilha tropical ou algo parecido."
"Ah..." – falei, pensativa – "Não citaram meu nome no jornal, citaram?"
"Claro que sim, Gina!" – Mestre sorriu – "Você foi quem mais saiu machucada nisso tudo e o Profeta Diário adora sangue..."
Isso é um saco... sabe por que?
Porque agora vou ser a maior esquisita de todas. Já não basta ser a ex-namorada-do-menino-que-sobreviveu e a filha-do-ministro, agora sou uma vítima de um psicopata?
Fala sério!
"Não se preocupe." – Mestre disse ao ver minha cara de desgosto – "Segunda-feira todos os alunos de Hogwarts já terão esquecido."
"Tomara." – murmurei, sem estar muito certa de que isso aconteceria.
Só Merlim sabe o quanto o povo daquela Escola gosta de fofocas.
"Então, Gina" – Mestre falou – "estava doido para te mostrar uma coisa."
"O quê?"
"Isso." – ele me deu uma fotografia.
Na foto havia um bebê sorridente que parecia muito com o Mestre e uma mulher que tentava segurá-lo enquanto ele corria.
E eu reconheci a mulher. Era a mesma fantasma histérica, digo, a mesma pessoa que aparecia gritando no meu quarto.
"Ela é sua mãe." – falei, sem tirar os olhos da foto.
"É sim... meu pai achou essa foto e me deu, então quis te mostrar."
"David, eu vi sua mãe."
"V-você a v-viu?" – perguntou, confuso.
"É difícil de entender, mas, como já falei, eu consigo conversar com fantasmas que outras pessoas não veem. Eles são mais sólidos" – e mais chatos, quis acrescentar – "do que os outros."
"Sim..."
"Então... esses fantasmas continuam aqui por causa de alguma coisa, um último pedido... e é por isso que existem pessoas como eu para ajudá-los. Nós somos mediadores." – embora o "nós" se referisse apenas a mim e ao Prof Dom.
"Ela pediu algo para você?" – Mestre perguntou com os olhos tão brilhantes que pareciam duas safiras enormes.
"Sim." – segurei as mãos deles e continuei – "Ela pede para você parar de se culpar pela morte dela. Nem você e nem ninguém tem culpa... era a hora dela."
"E-ela e-está bem?"
"Sim... está ótima." – sorri e logo percebi que foi um erro, porque lágrimas alieníginas começaram a sair dos meus olhos – "E ela vai ficar melhor se você viver feliz."
No minuto seguinte senti os braços dele ao redor do meu pescoço, enquanto ele chorava tanto que soluçava.
E, fala sério, será que tem problema eu ter chorado e soluçado também?
Sou humana, apesar de tudo.
Vi a mãe dele sorrindo e acenando na outra ponta do quarto, enquanto nós estávamos abraçados. Ainda bem que dessa vez ela não gritou.
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Assim que David saiu do quarto, voltei a dormir.
Desculpe, mas meu corpo ainda estava muito dolorido, afinal fui atingida com a cruciatus umas cinco vezes ou mais. Tenho sorte por não estar mais louca do que já sou normalmente.
Quando abri meus olhos novamente vi o Malfoy no meu quarto.
Sim.. que novidade! (percebe a ironia?)
"Oi." – sentei na cama e tentei descobrir pela janela que horas eram.
"São sete horas da noite." – ele disse como se lesse meus pensamentos.
"Ah..." – minha fala inteligente. Quer dizer, será que não tinha outra coisa para dizer além disso?
"Então... como se sente?" – perguntou, enquanto sentava de frente para mim na cama.
"Estou bem." – respondi, quase sincera.
Ele continuou calado, olhando para mim com atenção. Não sei, mas tive a ligeira intenção de que ele olhava meu nariz, lembrando o soco que levei perguntei, atordoada:
"O que foi? Está torto? O meu nariz?" – apalpei o mesmo, mas não conseguia saber se estava ou não.
Torto, eu quero dizer.
Então, ele levantou a mão e tocou meu nariz com o dedo indicador, o contornando com muita delicadeza.
"Está perfeito." – Malfoy disse, ainda me torturando, digo, ainda me tocando.
Precisa dizer o quanto fiquei sem jeito com aquele gesto?
Nós não somos tão próximos e ele vem com esse negócio de me tocar... aquele toque frio na minha pele quente...
Caham...
"Ahm..." – ainda estava atordoada pelo toque dele – "Como saí de lá?"
"O Prof Dominic chegou no instante em que você e o McKay caíram desacordados. Quando o Theo McKay acordou ele contou tudo aos caras do Ministério, depois eles deram Veritasserum ao McKay e ele confessou tudo."
"Ainda bem. A Sra. Cruz deve estar feliz."
"Está mesmo. Ela e as outras vítimas dele estão fazendo companhia na cela de Azkaban... com certeza ele não sai mais de lá."
"Obrigada, Malfoy."
"Pelo quê?" – perguntou, confuso.
"Por ter me salvado lá."
"Não foi nada." – disse com um sorriso tão lindo que eu quase capotei. Sabe, esses sorrisos deveriam ser proibidos quando se está tão fraca – "É para isso que servem os amigos, certo?"
"Nós somos amigos?" – perguntei, desconfiada.
"Sei lá, Ginevra... eu nunca tive amigos."
"Não me chama de Ginevra, por favor." – falei, com raiva – "Ou me chama de Gina ou de Weasley."
"Tudo bem..." – ele se levantou, afastou-se e olhou para mim – "Ginevra."
Joguei um travesseiro nele, mas foi tarde demais, já tinha desaparecido.
Com certeza nós não éramos amigos.
E nunca seríamos.
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Três meses depois...
"Gina, chegou uma carta para você." – mamãe disse no momento em que entrei em casa.
Peguei o rolinho de pergaminho e quase morri de felicidade ao reconhecer a letra.
"É da Mione!" – gritei.
"Achei que fosse...veio junto com o Pichitinho." – mamãe sorriu e foi para a cozinha.
Subi correndo as escadas, tranquei a porta do quarto, dei graças aos céus por Malfoy não estar lá e então li:
"Gina,
Há quanto tempo! Estou morrendo de saudades!
Como estão as coisas? A casa nova é bonita? O Rony me disse que é a antiga Mansão dos Malfoy, da última vez que estive aí não gostei muito não, se é que você me entende.
E os seus novos irmãos? Como são? Rony me falou que são três idiotas, mas ele nem pode saber se isso é verdade, uma vez que nunca os viu.
Eu, Rony e Harry estamos indo passar as festas de fim de ano com vocês aí. Provavelmente chegaremos uma semana antes do Natal.
Então, a gente se vê logo!
Beijos,
Hermione."
Sorrindo de tanta felicidade, reli a carta várias vezes. Estava com saudade dela e do Harry! E, tá, do Rony também!
"Por que você está tão feliz?" – Malfoy perguntou e isso me assustou, nem tinha percebido que ele estava ali.
"Ah... meu irmão vem passar o Natal aqui!"
"Qual irmão?" – perguntou, desconfiado.
"É esse mesmo, Malfoy... o Rony."
"E ele vem sozinho?"
"Não... a Mione e o Harry virão também."
"Ah... então é por isso que você está tão feliz... o Potter vem."
"Eu e o Harry somos amigos, Malfoy."
Ele fez uma cara de incredulidade mas, sabe?
Eu nem ligo!!!!
O que importa é que daqui a uma semana eles estarão aqui e o Malfoy que vá procurar sua turma.
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Nota da Autora: Olá!
Será que vocês gostaram deste?
Gente, vou ser sincera. Eu estou passando por um período difícil, não tenho mais tanta inspiração para escrever, mas prometo que, pelo menos, terminarei todas as fics que comecei. Só tenham um pouco de calma e paciência... não desistam de mim, certo?
Mais uma vez o capítulo chega sem betagem, pelo simples motivo de que a pessoa que costumava betar sumiu/desistiu/não se importa mais. Não sei qual dessas opções.
Agradecimentos:
Hinata Weasley: Obrigada pela review! Sim, o Draco está cada vez mais ciumento... possessivo? Nem um pouco! Beijos.
Misty Weasley Malfoy: Obrigada pela review, moça. É, eu já sabia disso ( que isso aqui estava um saco e eu sou uma chata)... o problema é que estou mals para inspiração, mas não desiste ok? Te adoro tb, querida. Beijos.
Helena Malfoy: Olá! Obrigada pela review!!! Sim, ele é um fantasma sólido, é um tipo diferente daqueles de Hogwarts, porque tem alguma coisa que ainda o prende aqui, enquanto os de Hogwarts optaram por ficar na Terra. Não sei se fui clara, mas espero ser nos próximos capítulos. Espero que continue gostando. Beijos.
Denii Brandon Malfoy: Oie, obrigada pela review! Tudo bem, espero que continue lendo e gostando. Beijocas.
Oraculo: Obrigada pela review, querida! :) Pois é, o negócio dos fantasmas sólidos, eles são diferentes dos outros mesmo. Vou explicar isso mais para frente, mas como já falei lá em cima, eles têm alguma coisa que os prende na Terra, são diferentes dos que escolheram ficar na Terra. Eu sei, é confuso.
Sim... cariño é tão fofo que chega me sobe um fogo... que esso! Controle-se, mulher! \batendo em si mesma/ Certo, desculpe... Sim, dá para beijar um morto! E o beijo acontecerá em breve. Beijocas.
Jane Alves: Obrigada pela review, querida! :* Quanto ao negócio da beta, acho que vou aceitar sim. Mulher, é horrível não ter beta, a minha desistiu de mim para sempre. Sumiu do mapa. Espero que você continue lendo e gostando. Beijos.
Nessa: Obrigada pela review! Espero que você continue relendo e gostando! Beijocas.
Princesa Chi: Obrigada pela review, moça. Muito bom vê-la por aqui, em alguma fic minha. Espero que continue lendo e gostando. Beijos.
Meygan Kaname: Obrigada pela review. Pois teve uma pessoa que achou isso, mas ela é muito legal, não quero que a cara dela fique quebrada. Hehehe Ah, eu amo Meg Cabot, ela é minha ídola, quero ser ela quando crescer. Hehehehe Eu, ídola? Ah... nem! Não se preocupe, moça, o romance acontecerá em breve, vai ser antes do que acontece no livro. Espero que continue lendo e gostando. Beijocas.
É isso... desculpem os comentários curtos, mas nem para responder comentário tenho inspiração.
Beijos,
Manu Black
Próxima Atualização: Felizes para Sempre?
