Capítulo 6 – Reencontro
A viagem até Londres foi um tédio.
Sério, eu não reparei em quase nada, minha mente estava se preparando psicologicamente para o baque que seria entrar mais uma vez naquele apartamento que me trazia memórias desagradáveis de tempos em que eu era feliz. Tempos que eu estava com Hugo.
O romantismo de Samuel e Moory chegava a me dar náuseas. Sério, eles não se agarravam em público do jeito que Caled e Koko faziam, mas passar dois dias com eles no navio foi simplesmente insuportável. Quando chegamos no aeroporto e tomamos o avião, borboletas em meu estômago pareciam estar querendo voar para a garganta. Eu me segurei na poltrona do saguão de embarque, e Moory percebeu (Sam estava indo buscar um refrigerante e hambúrguer para ela – Cara, ela come demais!!!).
"Você não está confortável em estar indo de volta pra lá, não é mesmo, Clau?"
Assenti com a cabeça. Eu não queria falar.
"Eu ainda me pergunto se essa é a melhor coisa a se fazer."
"Essa é a única coisa a se fazer, Moory.", bufei.
Finalmente Sam voltou, e anunciaram nosso vôo. Apenas algumas horas nos separavam de Londres, do meu apartamento, e das lembranças desconfortáveis com Hugo, tudo junto naquela cidade, e ainda por cima, para piorar tudo, na companhia de Samuel e Moory, o casal mais fofo do planeta. Eu desejava ardentemente poder morrer na queda daquele avião, antes de chegar ao destino final.
Chegamos em Londres, o aeroporto super movimentado e as pessoas me encarando e também a Samuel, parecendo intrigados por ele não estar de mãos dadas comigo e sim com Moory, e seguimos até o ponto de táxi.
Já estávamos andando quando dei o endereço para o motorista. Parecia incrível que aquilo tenha ficado tanto tempo escondido na minha mente e que eu me lembrasse perfeitamente naquela hora.
Ruas aparentemente desconhecidas passavam pela gente, e quando ele parou na frente de um prédio baixinho, eu achei que tinha dado o endereço errado.
"Tem certeza que é aqui?", perguntei, só para confirmar.
"Sim senhora.", ele respondeu sem me olhar, seu coração idiotamente batendo mais rápido "Essa é a rua, a dona da confeitaria da esquina é minha amiga, eu sempre venho aqui."
"Mas o prédio não se parece com o que eu lembro...", eu meditei, mais para mim que para ele.
O homem riu, achando algo engraçado. Eu o encarei com uma expressão curiosa. Ele parou de rir no ato e corou antes de me responder.
"Eu não acho que a senhorita tenha conhecido esse prédio como era antigamente, senhorita..."
"Claudia."
"Senhorita Claudia.", ele completou, usando meu nome "Pois a fachada desse prédio foi reformada à trinta anos... Ele pertencia aos seus pais? É herança?"
Eu disse a primeira coisa que me veio em mente. "Herança.", abri a porta do carro e fiz sinal para que o casal do banco de trás me acompanhasse. "Obrigada.", entreguei o dinheiro e esperei o troco.
Quando o táxi havia sumido, caminhei lentamente até a portaria, que estava completamente diferente. O porteiro me olhou, desconcertado, e começou a hiperventilar. Atrás de mim, Moory e Samuel começaram a rir.
Ele está apaixonado por você, Clau.
Minha resposta foi um pisão no pé dela.
"Au!", resmungou. Samuel me deu um carão. Encarei de volta. A culpa era dela, fazendo brincadeirinhas sem-graça com a minha cara.
Toquei o interfone e o porteiro, embasbacado, atendeu depois de uns trinta segundos. Tentei ser educada quando falei.
"Por favor, eu quero ir até o apartamento trezentos e dois."
Ele pigarreou. "Me desculpe, mas esse apartamento está fechado a muito tempo, nem tenho certeza se os donos estão vivos."
Meu tom de voz ficou ligeiramente intimidante. "Moço, esse apartamento agora é meu, eu o recebi de herança dos meus pais. Será que o senhor, por favor, não poderia abrir essa porta para que entrasse?"
"Você tem a chave?"
Pelo amor de todos os deuses! Que cara mais chato!
"Tenho."
Eu não tinha a chave, nem sabia por onde tinha deixado ela, mas arrombar aquela porta sem qualquer barulho não seria problema para mim. O porteiro abriu o portão com um toque em um botão e eu passei por ele sem sequer agradecer, indo até o elevador, e sendo seguida por Sam e Moory.
Subimos em silêncio, e eu tamborilava os dedos na madeira do elevador, impaciente. Moory colocou a mão em meu ombro, e eu me afastei de sua pele quente máximo que pude naquela coisa incrivelmente pequena. O elevador parou, mas não era nosso andar.
Uma senhora de idade segurava um cãozinho pinscher que automaticamente se encolheu ao notar minha presença e a de Sam. Os animais são infinitamente mais perceptivos que os humanos. Ao meu lado, Sam parou de respirar, e eu ergui a mão para apertar o botão que fechava a porta. A velhinha me encarou.
"Subindo.", eu disse simplesmente, enquanto a porta se fechava.
Mas dois andares, e ela se abriu. Mesmo com toda a mudança da reforma, eu ainda reconheceria aquele lugar.
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Ele tampou meus olhos com as mãos, enquanto me guiava até a porta de nosso apartamento.
"O que, eu não posso nem ver o corredor?", resmunguei, mas estava me divertindo.
"Não. É surpresa."
Com um cling, a porta se destrancou, e entramos. Foi então que ele deixou suas mãos saírem dos meus olhos, apenas para me puxar pela cintura, e colarmos nossos corpos. Eu fiquei lá, embasbacada com a decoração luxuosa de nosso pequeno apartamento.
"Você é doido.", murmurei.
Ele riu, e seu sorriso me contagiou. "Eu te disse que a decoração foi por conta de Koko, ela que é doida."
Concordei. Ok, aquela não era a parte dele. Se fosse, ao invés de poltronas de veludo e tapetes bordados na Índia, teríamos apenas um sofá e um tapetinho de fuxicos. Coisas simples, como ele e eu. Simples como nosso amor.
"Quero te mostrar o quarto.", Hugo suspirou enquanto me tomava nos braços.
Eu sorri. "Isso parece tentador.", e então entramos no quartinho do final do corredor, ao que ele me colocou, cuidadosamente, na cama de dossel, e ficou me olhando.
"O quê? Vou ficar aqui sozinha?", reclamei.
"Não seja por isso, me junto a você."
Estávamos mais próximos que nunca, e então eu me lembrei que estávamos em um prédio.
"Os vizinhos?"
"Pensam que nossa casa está em reforma. Nada melhor que alguns barulhos para o fingimento ser completo."
Não agüentei esperar, e, em meio a uma gargalhada, nossas roupas já estavam em trapos ao nosso lado.
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"Clau, você não vai sair?", Moory me libertou do meu transe.
Foquei meus olhos nos dois a minha frente, tentando esquecer o flashback recente, e então me apressei em sair do elevador. Só me movi novamente quando escutei as engrenagens fazendo-o descer. Então, andei até a segunda porta, e me virei para Moory.
"Um grampo?", perguntei.
Ela revirou os olhos. Como espiões?, pensou.
"É, como espiões.", eu resmunguei, ainda esperando o grampo. "Ou podemos arrombá-la."
Sorrindo, ela tirou o grampinho que estava em seu cabelo e me entregou. Eu peguei e o enfiei no buraco da fechadura, repetindo o que havia aprendido com Caled há alguns anos. Com um breve cling, a porta se destrancou, e eu, temerosa, girei a maçaneta devagar.
Não fui a única a me assustar quando vi outras quatro figuras imóveis na sala de meu apartamento.
Atrás de mim, Samuel rosnou, e recebeu outro rosnado em resposta, de um dos quatro vampiros que nos aguardavam. Quatro pares de olhos dourados encararam Sam e Moory por um tempo, e depois se prenderam em mim, num misto de alívio e apreensão.
"O que vocês estão fazendo aqui?", murmurei, encarando o chão. As coisas conseguiam ficar piores do que eu imaginava nos momentos mais ruins.
"Eu pensei que esse fosse o lugar óbvio que você viria.", Koko respondeu, e eu senti seus olhos me queimando, assim como seu tom áspero.
A primeira a se mover foi Blanche, que correu ao meu encontro e me enlaçou em um abraço apertado.
"Sentimos tanto a sua falta, Claudia!", ela quase rosnou "Nunca mais faça isso, você nos deixou preocupados!"
Eu não me movi, e ela me largou, para logo depois lançar um olhar curioso a Sam e Moory, que estavam imóveis atrás de mim. Pigarreei por puro hábito, e os olhos se grudaram em mim (Koko não os tinha desgrudado de mim nem um segundo, e aquilo era horrivelmente constrangedor).
"Pensei ter dito para não me procurarem.", reclamei, encarando todos, menos Koko. Eu sabia que perderia toda a rigidez ao encarar aqueles olhos, ao ver a expressão preocupada e ao mesmo tempo brava de minha irmã.
Caled respondeu. "Achei que fosse mais inteligente, Clau... Não iríamos simplesmente deixar você ir embora e levaríamos a vida ao normal. Você é uma de nós, não vai se livrar tão fácil assim dos Oleander."
"Oleander?", Samuel perguntou "São eles, Claudia? Sua família?"
Suspirei, e me pus em uma postura menos rígida, um tanto quanto entediada, ao mesmo tempo em que os Oleander encaravam Sam e Moory, e também a mim, e vice-versa. A curiosidade era mútua.
"Sam, Moory, estes são Einar, Blanche, Koko e Caled Oleander.", apontei cada um com um aceno da cabeça, e então me virei para apresenta-los "E esses são Samuel Marc e Mary Moor. Sim, ela é uma lobisomem, mas por um estranho acaso do destino, eu e ela somos um bando agora, não me perguntem como porque eu simplesmente não sei. Agora, por favor, saiam daqui.", indiquei a janela, por onde eles provavelmente entraram, e esperei, fervorosamente, que, pelo menos daquela vez, me obedecessem, saíssem e me deixassem apenas com Sam e Moory, que já eram companhias bastante felizes demais para minha vida depressiva.
Para minha imensa infelicidade, nenhum dos Oleander se mexeu, tampouco Moory ou Sam. Ela, por sua vez, projetava minhas lembranças que estavam em sua mente para mim.
Eles são sua família, Clau. Eles te amam.
Um rosnado grave saiu de minha garganta, mas ela nem se assustou.
Ok, só pense bem no que está fazendo.
Eu ainda esperava que eles se movessem, quando o que eu torcia para não acontecer aconteceu. A voz áspera de Koko, sempre tão doce e melodiosa, me surpreendeu, e fez com que eu me sentisse pior do que já estava. Não a olhei, mas seus olhos pareciam perfurar minha testa enquanto ela cuspia as palavras em mim.
"Como você pode achar que vamos acatar qualquer ordem sua, Claudia Oleander? Desde quando o lema de nossa família é 'deixe seus parente desprotegidos, vire as costas e vá embora'? O que você acha que estamos fazendo aqui? Passando as férias?", eu podia sentir a amargura em cada sílaba, em cada entonação, em cada parada para ganhar fôlego que ela dava "Nós atravessamos um país inteiro e viemos pra cá atrás de você, pra te fazer companhia e te ajudar no que quer que você queira fazer, e você nos manda ir embora? Eu não ligo que tenha arrumado novos amigos, eles podem se juntar a nós, mas nós não vamos te deixar sozinha!"
Á voz dela, juntaram-se Einar e Blanche, enquanto Caled ficava mudo em um canto. Ele nunca fora bom em sermões, então preferiu apenas olhar enquanto meus pais e minha irmã faziam de mim uma adolescente fujona, ou algo assim. Incrivelmente, Moory e Sam pareciam mais tranqüilos, e se sentaram em um dos sofás da saleta, enquanto cheiro de poeira invadia minhas narinas e eu tentava, ao máximo, fingir que não escutava nada que me diziam.
Já estava de saco cheio daquilo tudo.
Não agüentava mais, eu queria correr e parar de escutar o que eles tinham a me dizer. Sim, eu estava mal. Sim, eu estava entrando em depressão. Sim, isso não era nada bom para vampiros, e eu sou uma. E, sim, isso era por causa da morte de Hugo. Mas não, eles não estavam satisfeitos em confirmar suas suspeitas, me sacrificavam ainda mais querendo saber detalhes do meu sofrimento.
Levantei da cadeira em que havia me sentado, já estava me cansando, e caminhei até a janela. As pessoas passavam rápido pelas ruas movimentadas. Era tudo tão monótono que até me enojava.
Olhei para a esquina, mais para me movimentar que por curiosidade, e então ele estava lá.
"Claudia, você está bem?", a voz de Koko estava longe, mas eu sabia que ela estava ao meu lado. Não me dei ao trabalho de responder. Nada naquele mundo desviaria a minha atenção do rapaz que agora atravessava a rua para ir ao ponto de ônibus.
Antes que me desse conta eu já estava descendo as escadas para ir ao encontro de Hugo.
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N/A - Antes de maaais nada, feliiz Haloween, pessoas! =DDD tiiipo, estou tãão feliiiz, meeesmo! Íncrivel, meu bom humor está atacado hoje, ok. husahuhausua
Beeem, tenho algumas noticiazinhas. Antes q me matem por não ter postado em Renascer, eu estava doente, sorry. Só postei aki pq já tinha escrito esse cap, deixo bem claro. Ahh, posto mais c deixarem pelo menos cinco reviews até amanhã (domingo) às seis da tarde, okaay? Booom, são uma e pouca da madruga, e cá estou ligada na tomaada, viiiva!!!
Notícia 1 - criei um perfil no orkut pra por as imagens dos personagens de Renascer, ainda não estão todos, nem as fotos estão com os olhos dourados ou pretos (a Lih vai me ajudar nisso, eu amo a divididora!), mas tá legal. ./Main#?rl=t&uid=12880573201599427493 Esse é o link. ^^
Noticia 2 - propagandinha básica, troca com minha amiga Dahii', leiam a fic dela, UA tbm, Red's Diary - .net/s/4470608/1/Reds_Diary aaah, e leiam tbm Sinfonia Agridoce, da fofa da Belii, q eu não tenho o link aki agora, e é UA tbm (amoo UA!). Ela feez merchan pra miim, to retribuindo! Belii, lov U!
Agooora, respondendo reviews!!!
ana kawall - e aiiih, gostou desse cap tbm??? ééé, a Clau tem um humor meio ariisco, ela é sarcástica, maas no fundo é um vampiira bem legaaal. mas tipo, esse humor que dá o charme nela, neeh? husahsuahsa e aí, o que achou do Sam nesse cap?
Lih - Divididora maaaaais fooufa! huashuahsuahusha O Sammy éé foofo meesmo, ele é, tiipo, um vampiro muuito especial /faleidemais Boom, os únicos personagens de Twilight previstos pra Fanfic são Os Volturi, e os nossos queridos sanguessugas de Forks e o hot dog maaais amado serão só citações, ou seja, o Jake ainda é só nosso! huasuhaushuahsua maaas a Clau não vai ficar sozinha /parei aguarde, divididora!
Vick Moreira - Taah desculpada por não ter postado no sábado husahsuhushauhsauhs e o Riio, tava boom? aiin, é tão boom ver q vc gostoou meniina! éé, a Clau tá se tornando mais sociável aos poucos, daqui a pouco ela pode até chegar a ser educada! /brincadeiriinha oolha, não posso prometer que a Clau não vá vingar a morte de Hugo, pq esse é um dilema q eu to vivendo akii como se fosse meu husahuahsauhs maaas, quanto a morrer, eu não tenho o costume de matar meus personagens principais, fica tranquila. ^^ postei só no fds, maaas tá bom o cap?
Dahi - OMG, depois de tantos elogios fikei booba akii! huasuhsauhsuasa E eu tambéém amooo fanfics UA, por isso escrevi essa e por isso amo a suua! a propaganda tá aqui, aceitei a proposta =D continuue acompanhando akii! =DD {ahsuhuahsuah, o pc deu pane e vc mandou duas reviews, ¬¬' huashuahus, q belezinha :p}
Tatyperry - meniiina, o Sammy é demais! haushuhauash e, sim, ele é mesmo muito perceptivo. essa é a característica mais marcante dele com a Clau, o relacionamente deles vai ser bem legal, mais baseado em conversas muuito especiais. ^^
veronica - tá desculpada floor! uahsuahsua Sammy é queriido meesmo! =D q booom q tá todo mundo gostando dele, é tããão legal! aki, continueei, me diz o que axou ^^
Thássila - Thá do meu coraçãão, esse vc não tinha lido meesmo! huashuahusa é q vc andou sumiida, sakas? ^^ briigada pelo elogio, to me esforçando pra melhoraar. aah, e entra no msn, kero te mandar os outros caps, pra vc betar pra miim, certo?
Entãão pessoas, estou feliiiz, não mais doente, ligada na tomada e aí foi mais um cap.
Comente, please, assim vocês me animam mais pra continuar, senão eu desaniimo! /chantagem
Salut!
