Nota: Naruto © pretence à Kishimoto Masashi. Eu só me divirto um pouquinho.
Capítulo VII DE volta outra vez!
Fome. Era esta a sensação que tinha no momento em que abriu os olhos. Seu estomago doía consideravelmente. Tentou sentar-se, mas algo em seu abdômen doía mais que a necessidade de comer. Levou a mão fina até a pelve, verificando o que já presumira: estava toda enfaixada e seu braço direito estava quebrado. "Droga!" A pele do rosto repuxou um pouco de seu lado esquerdo, onde havia um gigantesco esparadrapo. Colocou a mão por cima.
Dor.
Anko soltou um suspiro dolente, olhando para o teto claro do Hospital.
"Quem precisa dela... até quando a sentirei... maldita dor..." repreendeu-se mentalmente. "Pelo menos estou viva" Lembrou-se de Sasuke jogando-se com ela em direção a uma janela próxima. Por que ele tentou salvá-la, foi algo que não entendeu. E nem faria bem pensar no porquê. Ele era um traidor, assim como seu antigo mestre. O que ele merecia era a morte, mas... Mordeu o lábio, sentindo novamente uma picada de dor. Mas ele ainda é o amigo do pivete loiro... Que ela apreendera a gostar.
Rejeitando a dor, insistiu em sentar-se e desta vez, apesar da tonteira que seguiu seu movimento, foi bem-sucedida. Gemeu um pouquinho.
— Ai...
A porta se abriu e um brilhante par de olhos vermelhos encarou-a acusadoramente.
— Ora, vejo que está melhor. Pensei que não mais ouviria sua voz dizendo: "Cheguei!" — falou Kurenai, com um sorriso, que logo foi correspondido pela metade.
— Bom dia pra você também, Kurenai!
Fitaram-se por um tempo. E Kurenai não pode evitar que lágrimas viessem-lhe aos olhos. "Por tudo que é mais sagrado eu achei que a perderíamos desta vez..."
— Por que está chorando? Eu estou viva! — falou ela, sem entender.
— Eu sei, mas foram dias terríveis, Anko...
"Dias?"
— Você esteve dormindo por uma semana...
— Bem, isto mostra o quanto eu estava cansada... Quer dizer que a Hokage deveria me deixar de repouso um tempo, e ela conseguiu, não é? — falou a jovem, espirituosa, a fim de elevar o ânimo da companheira.
Kurenai aproximou-se a abraçando por fim, para em seguida, puxar uma cadeira e sentar-se a seu lado.
Mal se desprendeu de Kurenai, a jounin começou a desenrolar as faixas ao redor do braço.
— O que pensa que está fazendo, anko?
— Ora, me livrando destas porcarias... Ei, Kurenai, me solte! Não! Não vou ficar aqui mais nenhum dia!
— Isso é o que veremos, minha cara! — falou a Godaime, entrando e pegando Anko tentando escapar de Kurenai. — Se você se comportar, eu penarei em mandá-la pra descansar em casa.
— Ah, qual é, Hokage-sama... Eu estou bem... — berrou ela, ainda tentando soltar-se das cordas. Desistindo por hora, ela ergueu o queixo: — então, pelo menos, me dêem algo pra comer...Estou faminta... — fez um bico.
— Isso se pode arranjar. — o olhar de Tsunade anuviou-se um pouco. — Você esteve com o garoto Uchiha, Anko?
A jounin engoliu seco, e respondeu que sim, com um aceno d cabeça.
— Humm. Isto quer dizer...
— Ele me salvou, Tsunade-san. Eu não sei o porquê, mas... — sorriu, pra quebrar o clima. — Eu cheguei, e estou muito bem, graças à senhora, também, claro. E agora, — disse, fazendo um sinal com olhos, em direção à porta. — Que tal uns bolinhos de arroz? Por favor...
— Certo, certo... — sorriu, os olhos cor-de-mel sorriram ao entender a mensagem. — Você será bem recompensada.
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A tarde caiu sobre o quarto frio do hospital, com os últimos raios infiltrando-se pela persiana.
A jovem deitada na cama estava inquieta. "Tudo o que eu queria era sair de dentro destas várias ataduras e tomar um bom banho e comer uma sopa bem quentinha... e ganhar um abraço bem gostoso..."
Abriu os olhos, pescando algumas vezes, ante o último pensamento.
Ele não viera ver-lhe nem uma única vez.
Fechou os orbes cristalinos novamente. "Por que estou pensando naquele tolo professor? Ele nem sequer soube aproveitar nosso último encontro..." Isto porque em sua mente ele a repelira e rejeitara. Não entendia como um gesto de carinho e preservação.
— idiota. — murmurou. — Eu não quero ser protegida... Eu só queria me divertir e... Diverti-lo também.
Apertou o lençol com as mãos. Não podia ser verdade. Seu coração estava doendo de pensar nele, como nunca sentira antes. Colocou um braço sobre o rosto, tentando eliminar os pensamentos.
A verdade era que gostava dele. E gostava muito. Sentiu saudades dele... Do corpo, das idéias, dos olhos, do jeito tímido e protetor com que ele mesmo a amava...
Girou o corpo lacerado, ficando de costas para a porta, encolhendo-se.
"Não posso..." e uma pequenina lágrima foi concebida, escorrendo pela face delicada e tranqüila dela. "... mas, o que foi que fiz pra merecer isso?"
Ouviu a porta abrir-se, devagar. Devia ser Kurenai, que saíra pra comprar seu dango. Enxugou a gotinha sem-vergonha, ensaiando um sorriso antes de voltar-se.
— Eu já estava cansada de te esperar! Achei que nem viria mais... — falou, divertida.
— Desculpe-me, eu bem que quis vir antes, mas não pude, porque...
— IRUKA? — voltou-se, atônita.
— Sim? — falou o jovem confuso.
— Saia daqui. — virou de costas novamente, um pouco abalada.
— Como?
— Saia daqui. Eu não quero que me veja assim, e não quero vê-lo, de qualquer jeito.
— Não seja tola, Anko-san.
Ela percebeu sua aproximação e enrijeceu. Droga...
Continua.
Eu espero que tenham se divertido. Foi mais um capítulo da série "Tapa buracos", mas espero que esteja bom. Tem algumas coisas que ficaram soltas, mas as lacunas serão preenchidas!
Agradecimentos especiais: 0Dany0, Ika Torps, Motoko Li, Srta.Rin, uchiha.krsty,Uzumaki Ana.
Bjs e até o próximo.
