James não permitiu que Rin voltasse para casa de trem. Fez questão de levá-la de carro.

No caminho, voltou a insistir para que Rin fosse morar com eles.

-# Você sabe que será bem-vinda caso mude de idéia, Rin - disse James ao chegarem ao apartamento.

-# Eu sei, James. Você é muito gentil. Mas vou continuar aqui, no meu apartamento - finalizou Rin.

Não achava justo mudar-se para a casa de Amy. Poderia sentir-se uma intrusa.

Estavam tão felizes com a chegado do bebê, e nada mais justo que ficassem a sós e à vontade.

Além do mais, Rin acostumara-se a morar sozinha. Voltar a viver com a mãe depois de tanto tempo não lhe parecia uma decisão acertada.

-# Adoro a minha mãe, mas prefiro continuar aqui - repetiu Rin, percebendo que James continuaria a insistir.

-# Então, você a ama ainda mais quando está longe? - James ironizou, pois sabia o quanto Amy cobria a filha de cuidados.

Os dois riram. E quando Rin desceu do carro para pegar sua bagagem no porta-malas, James a segurou pelo braço e perguntou:

-# E quanto a Sesshomaru?

-# Falarei com ele na primeira oportunidade, exatamente como combinamos - lembrou-o Rin.

Estava muito mais calma agora. Além de ter sido compreendida por James e Amy, Rin contava com o dinheiro que recebera como presente de aniversário de seu pai. Só de pensar que não teria problemas financeiros era um alívio. Era muito orgulhosa para aceitar qualquer ajuda de James, e principalmente de Sesshomaru.

James pegou as malas de Rin e fez questão de carregá-las até o apartamento.

Rin sentiu-se feliz ao chegar em casa. Aquele apartamento e tudo o que havia nele faziam parte de sua vida.

Preparou rapidamente um café e serviu um xícara a James. Conversaram um pouco sobre as ações e como poderia vendê-las. Rin deixou claro que precisava de dinheiro em espécie, pelo menos até o bebê nascer.

-# Preciso ir agora, Rin - disse James ao tomar o último gole de café. - Quero que me prometa que se precisar de alguma coisa vai telefonar, está bem?

-# Fique descansado - disse Rin, abrindo a porta. - Sabe que vocês dois são os únicos a quem posso recorrer.

James se foi. Preciso fazer com que Sesshomaru compreenda que esta gravidez não foi intencional, pensou Rin, enquanto bebia outra xícara de café.

Mais uma vez Rin sentiu alívio ao lembrar-se do dinheiro que acabara de herdar. Pelo menos Sesshomaru não poderia acusá-la de estar interessado no dinheiro dele. Deixaria bem claro que ele não teria nenhum obrigação para com ela ou com o bebê.

Deitou-se no sofá, exausta. A imagem de Sesshomaru não lhe saía da cabeça. Aquele apartamento estava cheio de recordações.

Parecia estar vendo Sesshomaru sentado na poltrona, lendo o jornal. Vestia novamente a calça e não a abotoava. Seu corpo emanava energia e magnetismo. Era um homem sedutor independente do modo como estivesse vestido.

Malditas pílulas; o que custava lembrar delas, toda manhã?, Rin pensava. Amava Sesshomaru e sabia que tudo estava definitivamente acabado. Não se conformava com o fato de prometer a ele que tomaria os anticoncepcionais e depois ter sido tão relapsa.

Enquanto descansava, Rin olhava ao redor da sala. Ao ver o telefone, teve a tentação de ligar para Miroku e saber como Sesshomaru havia reagido quando soube de sua demissão. Mas desistiu, era melhor deixar as coisas correrem normalmente.

Já passava das nove horas da noite quando Rin ouviu a campainha tocar. Um arrepio percorreu-lhe o corpo. Talvez fosse Sesshomaru.

Caminhou vagarosamente até o hall, sem importar-se com sua aparência. Não era hora para vaidades.

Ao abrir a porta, viu que sua intuição não a enganara.

Sesshomaru estava parado ao lado da porta. Vestia calça e camisa pretas, com uma jaqueta de couro da mesma cor.

Um anjo do mal, pensou Rin.

Após alguns minutos, Sesshomaru entrou e passou direto por Rin. Não lhe disse boa noite nem a beijou. Sentou educadamente no sofá como se fosse um estranho.

Rin fechou a porta e dirigiu-se para a sala, sentando-se em frente a ele. Notou o quanto estava furioso. Sabia que Sesshomaru queria explicações.

-# Quando você chegou? - perguntou agressivamente.

-# Faz uma meia hora, eu acho - Rin respondeu, receosa.

Sesshomaru não era uma pessoa compreensiva. Não tolerava ser passado para trás, e fazia questão de sempre ser o dono da situação. Rin abusara demais de seu orgulho. Nunca vira Sesshomaru com uma expressão tão pesada antes.

-# Estive fora alguns dias. Fui visitar minha mãe - explicou Rin, temerosa.

Ele continuou quieto, fitando-a dos pés à cabeça, sem mover um único músculo. Essa atitude de Sesshomaru era um péssimo sinal.

-# Diga alguma coisa, pelo amor de Deus, Sesshomaru! - implorou Rin.

De nada adiantou. Sesshomaru não tirava os olhos de Rin, e não se movia nem mesmo para colocar a carteira sobre a mesinha da sala.

O silêncio tornava-se cada vez mais insuportável.

-# Pelo amor de Deus, Sesshomaru, fale! - suplicou, e prosseguiu então. -Sei que agi mal, saindo da empresa sem falar com você. Será melhor assim, começo num novo emprego na próxima segunda-feira.

-# Miroku me falou a respeito - disse Sesshomaru, finalmente.

-# Chega de situações embaraçosas. Vai ser melhor para nós dois - explicou Rin.

-# Não vejo aonde você quer chegar - observou Sesshomaru com frieza.

-# Só estou tentando lhe dizer que mais cedo ou mais tarde alguém descobriria sobre nós... - Rin tentou explicar.

-# Não se faça de boba, Rin. Só quero saber o porquê - disse Sesshomaru com firmeza.

Ambos ficaram em silêncio novamente. Rin podia ouvir a respiração irregular e nervosa de Sesshomaru. Estava aterrorizada. Decididamente estava possesso de ódio. Toda a situação ferira seu orgulho mais do que Sesshomaru poderia suportar.

-# Você acha que agiu bem, Rin? Cheguei ao escritório pela manhã... e qual não foi a minha surpresa, quando vi outra garota sentada em seu lugar. Miroku tentou explicar sua atitude, mas continuo sem entender nada! - exclamou, irritado.

Era impossível ignorar o quanto Sesshomaru estava transtornado. Assim que acabou de falar, levantou-se e começou a andar de um lado para outro da sala. Com certeza não iria embora antes de esclarecer muito bem toda a situação.

De repente, parou em frente de Rin, e, fitando-a com raiva, perguntou:

-# Está tudo acabado. Não é isso?

-# É, Sesshomaru - Rin respondeu, angustiada.

Sesshomaru engoliu em seco, e começou a andar pela sala novamente. Parou em frente ao bar, apanhou a garrafa de uísque e colocou uma boa dose num copo. Bebeu silenciosamente enquanto Rin ficava imóvel.

-# Já esperava por isso. Você estava muito estranha nesses últimos tempos. Não sou tão idiota que não perceba quando você mente - pronunciava as palavras carregando-as de veneno.

-# Sesshomaru, quero que você saiba que este apartamento está no meu nome. Nestes dias em que estive na casa de Amy, ela me entregou um lote grande de ações que meu pai comprou quando nasci, e poderei resgatá-las no mês que vem, quando completar vinte e um anos... - Rin falava nervosa e desordenadamente.

-# Você não está falando coisa com coisa. Não estou te entendendo. Quer dizer que você acha que não precisa mais trabalhar? - Sesshomaru perguntou com sarcasmo.

-# Não é isso. Apesar de James ter dito que as ações valem muito dinheiro.

Sesshomaru levantou-se do banquinho do bar, onde estava sentado, e encarou-a. Seus olhos pareciam lançar faíscas de fogo.

-# Então ele se chama James. Devia ter imaginado que se tratava de outro homem - concluiu, enraivecido.

-# James é meu padrasto! Trabalha na Bolsa de Valores há muitos anos... - Rin mal conseguia explicar.

Com certeza nem lembrava que Rin tinha um padrasto. Toda vez que falava da sua vida pessoal Sesshomaru não dava a mínima importância, parecia mesmo nem sequer ouvir.

Era uma pessoa muito egocêntrica, e só se interessava pelos assuntos que lhe diziam respeito.

-# Vamos lá, Rin, continue. Você não me explicou nada ainda - Sesshomaru falava alto. - E pare de chorar que isso me irrita!

Rin continuava sentada no sofá, sentia uma leve tontura e a sensação de que todo o seu corpo estava meio anestesiado. Teve medo de passar mal.

Não posso desmaiar agora, pensava Rin, tentando se restabelecer.

-# Vá para casa, Sesshomaru, você está muito nervoso. Conversaremos mais tarde - propôs, esperançosa.

Cada vez que Rin falava alguma coisa, a situação piorava. Sesshomaru não sairia dali até que tivesse todas as explicações que exigia.

-# De jeito nenhum. Você armou toda essa situação, e agora vai me explicar tudo muito bem.

-# Não tenho nada para explicar, Sesshomaru. Está tudo acabado. Agora, se me dá licença, quero ficar sozinha.

Sesshomaru dirigiu-se ao bar e pegou mais um uísque. Não costumava beber assim normalmente. Em geral degustava cada gole da bebida com calma.

-# Não entendo onde você quer chegar, Rin - desabafou, voltando a sentar-se na poltrona em frente ao sofá onde ela estava.

-# Prefiro que você vá embora, Sesshomaru. Poderíamos ter evitado toda esta cena desagradável. Não volte mais aqui - sussurrou Rin tristemente.

Sesshomaru passou a mão pelos cabelos, num gesto quase de desespero. Era impossível prever qual seria sua próxima atitude. Nunca alguém o havia rejeitado daquele modo.

-# Você usou de má-fé comigo, Rin. Arrumou até mesmo um outro emprego, sem me dizer nada. Fiz papel de idiota! - exclamou, olhando-a nos olhos.

-# Não é isso, Sesshomaru. Por favor... - tentou explicar Rin.

-# O que é então? Me dê um único motivo para você ter feito tudo o que fez - insistiu Sesshomaru.

-# Estou grávida - Rin disse, com voz trêmula.

-# O quê? - perguntou Sesshomaru, como quem não acredita no que acaba de ouvir.

Rin engoliu em seco, tomou fôlego e encarou Sesshomaru com olhos angustiados.

-# Vou ter um bebê, Sesshomaru.

Sesshomaru empalideceu. A expressão furiosa daquele rosto a assustava. Nunca sentira tanto medo em sua vida. Era só isso que Rin sentia naquele instante: medo.

-# Você não presta... Não vale nada - disse Sesshomaru com desprezo.

-# Calma, Sesshomaru. Foi um acidente. Esqueci das pílulas... - tentou argumentar Rin.

Sesshomaru levantou-se nervoso e começou a esbravejar, enquanto andava pela sala, batendo nos móveis e dando socos na parede.

-# Confiei em você. Como fui imbecil. Como fui acreditar que tomaria pílulas? Você jogou sujo demais, Rin.

Sesshomaru não era o que se pode chamar de um homem carinhoso, mas nunca tratara Rin daquele modo antes. Muito menos a xingara.

-# Não me trate assim, Sesshomaru. Não foi minha intenção ficar grávida. Não estou exigindo nada de você. Apenas não quero que me julgue mal - murmurou Rin.

Sentia-se miserável. Estava no seu apartamento, quase implorando para que Sesshomaru compreendesse um erro do qual ela não tinha culpa. Pelo menos não tivera a intenção de cometê-lo.

Quanto mais Rin tentava desculpar, mais Sesshomaru se enfurecia. Estava transtornado.

Num impulso de ódio, aproximou-se dela e levantou a mão na altura do rosto de Rin, como se fosse lhe dar uma bofetada.

Rin colocou as mãos no rosto, procurando se proteger. Sua vista começou a escurecer e um zumbido muito forte lhe pressionou os ouvidos.

Tudo ficou escuro, não conseguia nem enxergar Sesshomaru na sua frente.

Rin perdeu os sentidos e desmaiou. Sua cabeça tombou para trás, seu rosto ficou totalmente pálido. A cor dos lábios sumira.

Sesshomaru ficou paralisado. Seu ódio era tão grande que não podia imaginar que Rin não suportaria aquilo.

Mais uma vez Sesshomaru pensara só em si próprio. Magoara Rin como nunca, quase a agredira. Agira de maneira tão brutal que ela perdera os sentidos.

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Calma gente não matem o coitado inda, podem tortura um pouquinho se quiserem, hahahahahah!!!!!!

Kuchiki rin: Pois é ela e bem bobinha mesmo, más agora ela e mãe, e uma mãe e capaz de tudo por um filho, beijão espero que tenha gostado deste tambem...

Rukua-hime: realmente ainda bem que ela não tá sozinha e conta com muita gente pra apoia ela, más aposto que vc deve tá morrendo de raiva, hahahah.

Bek-chan: pois é ainda tem mais uma finc, que bom te ver por aqui também....

Paty Saori; Oi!!!! Bom esta escritora e de mais mesmo, e o melhor que estou sendo bem rápida com os capitulos...

Jeh-chan: Pois é parece que o povo gosta de sofre mesmo, se foce eu já tinha mandado o Sesshi pasta a muito tempo, um homem desse ninguém merece, más pode aposta que ele vai corre atras do preju......

Individua do mal; Pode aposta que vc passo longe, o sesshi vai se arrepende muito pelo modo como agiu.....

Ju purple Diamond: Que bom que gostou, pretendo termina essa finc amanhã....

Gente, eu to em duvida quanto a próxima finc, eu gostaria de receber opinião, quanto qual deve ser o próximo casal, ná próxima história, eu já tenho tudo em mente só falta saber os protogonistas.......