Parte 7 – Vivvi Prince :)
Tentando regularizar a respiração, Hermione continuou apoiada na mesa. Por Merlin, o homem sabia como atingir alguém no seu ponto mais vulnerável. Ela sabia que se ele realmente a quisesse, acabaria cedendo aos avanços, porque bem lá no fundo, junto com toda aquela raiva, existia pelo menos dentro dele um forte desejo.
Pense, Hermione... pense! Você é boa nisso! Explique a ele o porquê de você ter feito tudo que fez.
– Professor, eu sinto muito realmente por toda a mentira que eu precisei contar, mas aqui entre nós, como você acha que eu poderia arranjar um tratamento adequado para o senhor na Inglaterra e falando estritamente a verdade?
– Senhorita, não acho que você tenha me entendido. Eu quero saber toda a verdade, desde o momento que sua inútil cabeçinha decidiu interferir, até a razão de ter escolhido para mim um nome tão ridículo.
Hermione se encolheu um pouco diante daquele insulto. Quem diabos ele estava pensando que era para falar assim com ela depois de TUDO que teve que passar para salvá-lo?
Sinceramente, Granger. Precisa admitir que desde o momento em que pôs os olhos no homem você perdeu o resto de razão que ainda existia no seu corpo.
– Olha aqui, Snape, cansei dessa sua atitude. O que lhe importa os meus motivos? Você deveria era ser grato por eu ter perdido meu juízo e feito o que fiz para lhe salvar, porque se dependesse de outra pessoa, você estaria agora ou morto ou muito ferido em Askaban – ela disse, avançando para cima do pasmo homem à sua frente – O que você acabou de fazer foi algo muito vil e que não combina definitivamente com o homem que eu sei que você é!
– O que você imagina que sabe ao meu respeito? Todos acham que sabem demais ao meu respeito. Você pensa que eu não sei o que dizem sobre mim? Mestiço, traidor, adorador das artes das trevas, sádico, entre outras coisas mais. É por saber como as pessoas me vêem que eu muito me admiro que você tenha tido todo esse trabalho para me salvar – disse ele um pouco mais calmo.
– Por favor, não se chateie com o que eu vou dizer. – Ela deu passo para perto do seu antigo professor estava, indicando para que ele se sentasse ao lado dela no sofá. – Você está certo em afirmar que as pessoas não lhe conhecem, mas me atrevo a dizer que nunca deu a ninguém a chance de o fazê-lo. É necessário dois para haver uma conversa, e você parece querer sempre estar sozinho.
Ele estava perdido! Pedido naquele olhar envolto em uma aura de bondade e, por que não dizer, carinho para com a sua pessoa. Poucos seres vivos durante toda a sua existência conseguiram demonstrar um décimo do sentimento que ele conseguia identificar naqueles olhos. Definitivamente, ele estava perdido.
Mantenha o foco, Severo, ela é apenas uma menina. Você já se enganou sobre sentimentos femininos antes, então não comece a imaginar tantas coisas, homem!
– Conte-me desde o começo. Não precisa detalhar todos os seus motivos obscuros, Hermione, apenas me diga a verdade. Prometo escutar o que tem a me dizer.
Acho que devo estar louca. Essa é possivelmente a única razão pra ter ouvido ele me chamar de Hermione. Ele não pode ter feito isso. De fato, nem posso afirmar que ouvi tudo que ele disse; estava tão absorta em minha contemplação que nem uma bomba atômica me afetaria. Merlin, por que esse homem precisa ter olhos tão enigmáticos? Existe alguma razão para uma boca tão gostosa de se beijar? E a voz? Quem daria uma voz tão profunda e sexy a um homem se não tivesse a intenção de enlouquecer a população feminina? Melhor parar com devaneios, porque ele ainda esta esperando a minha resposta. Qual era mesmo a pergunta? Sim, ele quer a verdade...
– A verdade? Eu pensei seriamente em tudo que Harry me contou sobre a sua verdadeira lealdade e não achei justo que seu corpo ficasse esquecido na Casa dos Gritos. Fui até lá com o intuito de lhe dar um enterro digno e descobri que você estava vivo. Para cuidar de você, eu menti, furtei poções da enfermaria e trouxe-lhe para Sidney. Simples assim.
– Por que Sidney?
– Foi para cá que mandei meus pais após apagar a memória deles. Continuar na Inglaterra era muito perigoso; primeiro por serem trouxas e segundo por tudo que sabiam.
– Percebo realmente que suas intenção era as melhores. Imagino que dizer que era minha esposa tenha sido realmente necessário para que tivesse acesso completo ao meu tratamento. Só tem um detalhe que eu ainda não compreendi.
– Só o que precisa fazer é perguntar.
– Por que Leontes Evans?– ele perguntou, e em seguida, esboçando um pequeno sorriso, acrescentou: – Se não a conhecesse bem, senhorita, poderia pensar que tem inclinações românicas ao meu respeito.
Pelas barbas de Merlin, Granger, você está encrencada!
