Ahn, então. O que eu posso dizer? Nada, exatamente. Comecemos do começo, então.
Vocês se lembram de algo que eu mencionei há alguns caps, nas notas? (Sei lá quantos caps atrás.) Estou escrevendo um livro. Nesses três meses, me dediquei a somente três coisas em termos de escrita: Planejamento de AK, escrever/desenvolver meu livro e meus deveres como beta de meus amigos. Assim sendo, "Escrever AK" foi ficando pra trás na lista e tudo que eu fazia era escrever/desenvolver meu livro e betar caps. SÓ.
Só consegui planejar uns quatro caps a mais do que eu já tinha nesses três meses, uma vergonha. Tem até o cap 32 tudo planejado agora, mas antes eu planejava os caps de AK como se fosse uma brincadeira.
E, bem, sem contar com um pequeno fator chamado: ESCOLA/ESTUDOS. Por que /ESTUDOS, Sora? Porque, meu caro e importante leitor, eu não passo só as seis horas do dia no colégio estudando, que são as horas comuns. NÃO! Eu ainda tenho aula de japonês (2 horas/semana), de inglês (3h/semana) E redação e gramática (como uma só, e 1h/semana). Praticamente, eu tenho um dia a mais de aula.
"Mas sem desespero, Sora! Você consegue encaixar tudo!" Conseguir? Consigo! Escrevo e planejo minhas histórias como louca no intervalo. Na prova de matemática, fatorando 6672, "Nossa, talvez eu devesse fazer a Tenten ter um hobby. Ou algo assim. É. Foco na matemática, sua besta. Agora, com 6672 fatorado, eu preciso...". Na aula de química, falando sobre hormônios ou algo assim, "Ih, será que eu esqueci de colocar essa parte no planejamento? Ah meu Deus do céu amado, checo depois da aula."
É, MEUS FILHOS! SUA MAMA PIRA COM AK! (literalmente '-')
Agora que vocês já estão cansados de eu ficar aqui falando e falando como se eu fosse a melhor e mereço todo o tempo de vocês, vamos falar de coisas importantes. Sabem a Copa, queridos? Aquela da Fifa? Pela qual o Brasil nem tá se matando pra conseguir? Essa mesmo, que em 2010 teve Waka Waka. Sabe o que ela faz? ELA FODE COM A SUA ESCOLA!
Estou afogada em provas. Dois livros de ingles, (Dr. Jekyll and Mr. Hyde e The Adventures of Huckleberry Finn) um de redação (Maus, uma HQ extremamente foda.) e um de literatura (Anne Frank). "Ah, mas, Sora, HQ é fácil! Leio em uma tarde!" Eu sei que você lê uma HQ em uma tarde, querido. É só que você não precisa fazer um resumo pra prova enquanto você lê essa HQ, precisa?
Voltando ao assunto das provas, esses são só os livros! Tenho ainda provas de matemática, de biologia, física e mais o pqp. Por que? Porque esse tempo de aulas que não terei por causa da prova precisa ter sua matéria dada, e é agora ou nunca. Mas aqui estou eu, falando de escola de novo.
Queridos leitores, basicamente, eu me desculpo e espero que vocês gostem desse cap!
Tem o Sasusaku tão esperado (se bem que não saiu tão romântico quanto EU esperava, ó tristeza.) E tem *tambores de expectativa* NOSSO QUERIDO CONVIDADO DE HONRA QUE VEIO PRA FICAR, JIRAIYA! *salva de palmas*
Bem, espero que aproveitem a leitura!

P.S.: Se passa em oito de outubro de 1924, uma quarta.


Crossfire

...Ou "A Coroação de Um Não-Desejoso."

"Watching you dress as you turn out a lie,
I forget all about the world outside."

"Observando você se vestir enquanto vira uma mentira,
Eu esqueço tudo sobre o mundo de fora."

- Brandon Flowers

266 dias antes...

– Quer leite no seu chá, Sasuke? – Sakura perguntou.

– Hm. – ele respondeu, e ela percebeu pelo som ligeiramente mais agudo que seu "Hm" normal que ele queria dizer "Sim".

A Haruno, com uma delicadeza adquirida com anos servindo chá para Ino quando esta vinha lhe fazer companhia, gentilmente derramando o leite no chá preto. Colocou as xícaras adornadas humildemente que trouxera de casa em uma bandeja e logo caminhou para a sala de sua casa.

Sakura não entendia o porquê dele ter vindo. Eram raras as vezes que alguém de seu time a visitava. Geralmente, eles se encontravam em algum campo de treinamento qualquer. E, além disso, ele estava ali às oito horas da manhã, um horário relativamente cedo para se visitar alguém.

A garota suspirou. Quem sabe essa era uma mania dos clãs nobres, como o Uchiha ou o Hyuuga. Não fazia a menor ideia. Sasuke nunca tinha falado muito sobre sua família, assim como Hinata e Neji não tinham.

Ignorando seu cérebro confuso, seu coração bateu mais forte assim que ele colocou os olhos nela. Aqueles olhos negros que davam uma sensação de infinito, já que era impossível diferenciar a íris da pupila. Eram tão impressionantes que pareciam ônix implantadas em seus globos oculares.

– A-aqui. – as cordas vocais dela tremeram enquanto ela apoiava eficientemente a bandeja na pequena mesa de café, que estava entre o sofá verde e meio desgastado em que ele estava sentado e a poltrona em que ela se sentaria, e dava a ele a pequena xícara.

Ele tomou um gole. – Vim ver como você estava.

Sakura corou e abaixou a cabeça. – Estou bem, não precisava vir até aqui. Sem contar que você deveria é ch-checar no Naruto... Ele ficou arrasado...

Ele riu galanteador, encarando-a. – Eu amo o jeito que você cuida dos outros. – Ele nunca diria aquilo, mas precisava de informações para seu pai.

A cor das bochechas dela tinha ultrapassado o rosa de seus cabelos há um bom tempo. Sasuke achou particularmente interessante, já que ela raramente corava com outros. – N-Não é n-nada... – quando ela olhou para baixo numa tentativa desesperada de esconder suas bochechas com o cabelo, ele percebeu a pele ligeiramente roxa debaixo dos olhos dela.

Suavemente, ele se aproximou dela. – Você não está bem. – ele sussurrou, e quando ela olhou para cima, alarmada, ele lhe mandou um de seus melhores sorrisos. – Consigo ver suas olheiras.

Ele estava agindo de modo desesperado, sabia. Estava usando todas as suas técnicas de sedução naquele único momento e sabia que provavelmente se arrependeria amargamente depois, mas ele precisava de novas informações para estas mostrarem quão competente ele era.

– Só... Estive trabalhando bastante nos últimos dois dias. – ela contou, passando a mão por seu cabelo e suspirando. – Várias pessoas foram encontradas com mordidas de uma cobra da mesma espécie que atacou o Sandaime, inclusive na mesma área em que o corpo dele foi encontrado. Estive ajudando Tsunade-sama, mas está cada vez mais cansativo.

Um alarme soou na mente de Sasuke. "Informação valiosa!"

– Sério? – ele serviu um pouco mais de chá para os dois e ignorou o olhar desconfiado que ela lhe lançou. – Temos mais algumas horas até a cerimônia de coroação. Fale-me mais sobre essas pessoas mordidas.

-\-/-

– Quem é? – o vigia gritou ao senhor que estava à frente dos portões de Konoha.

– Um dos Sannins, Jiraiya! – ele gritou de volta, sorrindo e acenando para o Chuunin que se engasgou com a bebida que tomava. – Quer uma cópia assinada do meu último romance lançado?

– Ji-Jiraiya-sama! Entre, por favor! – o vigia respondeu com uma reverência assim que consigo se desengasgar.

Sorrindo ainda mais largamente, Jiraiya adentrou os portões para sua cidade natal. Respirou fundo, sentindo o ar estranhamente leve e quente para a Inglaterra. O cheiro da loja de Dango ali do lado, onde ele se lembrava de ver Orochimaru comprar doces com Anko. O barulho de pessoas conversando alegremente na praça à sua frente. O prédio da biblioteca, erguido presunçosamente a duas quadras dali.

– Casa. – suspirou baixinho, observando do canto de olho alguns Gennins carregando coisas para as comemorações.

Decidiu que a melhor decisão seria visitar seu afilhado primeiro. Assobiou pensando em como aquele garoto devia ter crescido. Deixara-o aqui alguns meses depois deste ter feito 15 anos, alegando ter terminado com o treinamento pelo mundo.

Bateu na porta do apartamento surrupiado e, ao receber um quase inaudível "sim", adentrou o cômodo. Chutou para longe uma pilha de roupa suja e uma cópia bem esfarrapada de seu – que orgulho, mesmo que essa cópia estivesse toda estraçalhada! – último romance.

– Devia contratar uma faxineira, já que obviamente você não sabe cuidar de sua casa sozinho! – ele gritou, esperando que Naruto aparecesse.

– Ahn? Ero-sennin? – o Uzumaki gritou, saindo do quarto. – Pensei que fosse Sasuke ou algo do tipo.

– Assim você me ofende, Naruto! – Jiraiya sorriu.

-\-/-

– Então a cerimônia só começa às seis da tarde? – Jiraiya perguntou, elevando sua xícara de chá que ele mesmo tinha acabado de fazer, já que ter Naruto perto do fogo pra fazer algo que não fosse ramen era preocupante.

– Isso mesmo.

– Que pena, então! Vim correndo aqui por nada. – O Sannin suspirou, coçando a cabeça. Tomou um gole do líquido cheiroso e assentiu a cabeça em aprovação para si mesmo. – No meu convite dizia que a cerimônia de coroação de Tsunade começava às 10h da manhã.

– Mas você é um inútil mesmo! – Naruto exclamou, já de volta aos hábitos antigos. – Se fosse às dez, você estaria duas horas atrasado!

– Detalhes, detalhes!

Decidindo que seria impossível colocar algum senso na cabeça daquele velho, o Uzumaki resolveu que seria melhor mudar o foco.

– Onde estava quando recebeu a carta de Tsunade? – Naruto perguntou curioso. – Dois meses atrás você me escreveu que estava em Roma.

– Estava em Paris, aproveitando-me das belas mulheres de lá. E da maravilhosa promiscuidade delas também. Oh, teve uma morena que-

– Não quero saber. – o loiro cortou, não querendo saber das aventuras sexuais de seu padrinho.

– E você, como tem andando, por onde tem andado? Bem, o "como" está praticamente respondido com suas olheiras. – Jiraiya afirmou, olhando as olheiras profundas do afilhado, luto martelando em seu coração.

– Como se você estivesse muito melhor, ero-sennin. – o garoto retrucou amargo.

Tocando o próprio rosto com surpresa, o Sannin sorriu. No passado, Naruto era negligente quanto ao sofrimento dos mais velhos. Crianças choram, mas adultos não. Adultos sofrem em silêncio. Perceber que agora o moleque de antes reparava em pequenas olheiras mostrava como ele tinha crescido.

– São somente olheiras; com uma noite de sono, desaparecem. – ele murmurou, sua voz saindo mais fraca que o esperado.

Mas ele sabia que elas custariam a sair, e as noites seriam definitivamente mais longas por um bom tempo.

-\-/-

O sino do Templo do Fogo soou, e o chapéu de Hokage foi colocado em Tsunade. Ela se levantou, curvando-se em agradecimento para o sacerdote que tinha lhe coroado, e se virou para os Especiais que a formavam uma multidão, todos em seus trajes formais.

– Saúdam à Godaime, Tsunade Senju! – os sacerdotes falaram em uníssono.

Logo, todos os presentes repetiram, e a mais nova Hokage se curvou, rapidamente deixando o templo. Orochimaru observou tudo com grande interesse, um curvar de lábios de desprezo em seus lábios.

Dentro de uma parte mais elevada do templo, o Sannin das cobras acompanhou com o olhar sua ex-companheira de time enquanto ela adentrava o santuário, sendo logo abordada pela aluna dela de cabelos rosados, Sakura, se ele bem se lembrava, e Shizune. Elas lhe congratularam pessoalmente e a morena logo ia dizendo os deveres que agora a Senju tinha como líder de Konoha. Falava de reuniões com outros Kages, pelo que as cobras dele, espalhadas pelos corredores e cômodos dos sacerdotes, puderam lhe dizer.

Orochimaru sorriu novamente, agora com orgulho. Ele sabia que, se não tivesse matado Hiruzen, tudo isso não teria acontecido. Sabia desde o início que não seria indicado como Godaime, mas, para o plano deles funcionar, precisava que uma certa pedra saísse do caminho. E que grande pedra Sarutobi-sensei era.

Virou-se para seu parceiro, que o observava sorrir com um sorriso próprio. Alargou seu sorriso, sabendo que isso causaria ao outro um pouco de desconfiança.

– É maravilhosa essa sensação, a sensação de estar no controle. – esbanjou-se. – Sinto que acabamos de dar mais um passo em direção ao nosso objetivo. E, ó, que passo. – falou, exageradamente emotivo.

– Fico feliz que tenha apreciado nossa primeira vitória, Orochimaru-kun. – seu parceiro murmurou, sua voz praticamente um sussurro.

– Mais um passo em direção aos experimentos que poderei realizar. Mais um passo em direção à imortalidade. – exclamou. – Fico surpreso que achou que eu não ficaria feliz com isso, Danzo.

-\-/-

– Por que não vai ao festival com seus amigos, Sakura? – Tsunade perguntou, indicando com a cabeça para onde Naruto tinha sido mandado aguardar pela Haruno enquanto esta falava com sua mestra. Logo, Ino tinha se juntado ao rapaz depois de congratular sua professora, e, agora, ambos aguardavam ansiosamente pela liberação da rosada. Naruto encarava a Senju com ameaça em seus olhos, mas assim que esta se virava para ele, este tinha um olhar pedante.

– Não precisa mesmo de ajuda, shishou? – a garota perguntou, relutante em deixar a mestra quando esta tinha acabado de receber um monte de papelada para fazer.

– Quem você acha que sua mestra é? Uma pilha de papel não vencerá a Godaime Hokage. – ela sorriu. – Vá logo e se divirta.

Sakura agradeceu com uma reverência e partiu, correndo para seus amigos. Naruto a recebeu com um sorriso e um grito de "Atrasada!" e Ino só falou que ela era uma testuda extremamente desrespeitosa por ter deixado os amigos esperando por tanto tempo.

A nova Hokage a observou até esta estar fora de seu campo de visão. Suspirando, tocou sua própria testa em cansaço. Ainda tinha que assinar papéis e trabalhar, mesmo sendo seu dia de "glória". Com mais um último suspiro, virou-se para Shizune:

– Shizune! Hora do trabalho, vamos, vamos, antes que eu desista!

– Hai, Tsunade-sama.

E assim seguiram pelos corredores. O templo dos monges, apesar de velho, era bem cuidado. As paredes de pedra eram negras e passavam uma sensação efêmera. Os chãos, irregulares em certos pontos, requeriam um pouco de equilíbrio para andar com compostura por eles. Tochas, as únicas iluminações do local além da luz do dia que ia aos poucos se extinguindo, enfileiravam-se com um espaço de três metros entre elas. Aos poucos, os corredores se transformavam em túneis, afundando na terra. O escritório para os Hokages recém-nomeados ficava em um dos túneis mais profundos, de mais difícil acesso. Entretanto, para este não se tornar uma armadilha, tinham sido secretamente escavados túneis adjacentes. Somente os Hokages tinham conhecimento de todos os túneis, uma vez que os mapas de tais eram passados de Hokage para Hokage. Tsunade mesmo só soube da existência desses túneis no dia anterior, quando fora instruída pelos monges a respeito da cerimônia.

Dentro de seus robes cerimoniais, um kimono cuja base e estampa eram feitas de ilustrações de chamas, residiam documentos, kunais, pergaminhos e o mapa dos túneis. A Senju tinha de chegar ao escritório particular o mais rápido o possível. Os assuntos que tinha a discutir só poderiam ser ouvidos por Shizune e, no máximo, pelo monge responsável pela guarda do escritório.

Algum tempo depois, já entrava no escritório. As paredes eram feitas terra escavada, perfeitamente retas por causa da dedicação dos monges. O chão de pedras negras era coberto no centro por um tapete de urso, que tinha sido caçado pelo Shodaime logo na criação de Konoha, cuja pele do pescoço tinha sido transformada no colarinho do uniforme do Nidaime, como presente. Agora, a cabeça descansava acima da cadeira do Hokage, encostada à parede oposta à da porta. Disfarçadas, cinco saídas de fuga estavam no cômodo; uma atrás da cadeira do Hokage, outra atrás da cabeça do urso, uma no canto à direita da porta, mais uma acima da porta e outra abaixo do tapete.

Shizune adentrou o cômodo logo após dela, e a porta bateu na moldura com um estalo.

– Agora, por onde começamos nossa reunião extra-oficial, hein, Shizune? – Tsunade perguntou, se jogando na cadeira de Hokage e olhando para trás mais por costume do que qualquer outra coisa. Seu escritório no hospital de Konoha tinha uma janela com uma bela visão, e ela estava sempre lançando um olhar por cima do ombro para checar como as coisas estavam.

– Talvez com a ausência de Danzo, Tsunade-sama?

– Oh, sim, certamente.


Então, gostaram? Ou nem? Ou não querem falar comigo? Já disse que me desculpo
Bem, se vocês derem uma olhadinha na data, vão ver que daqui a pouco (nessa históriaaaaa, não na vida real!) está chegando uma datinha especial. E essa data especial terá NaruHina e Itachi x Hana. Espero que eu consiga alcançar as expectativas de vocês!
Kissus de Brownie com Chocolate Quente, (COM ESSE FRIO LINDO QUE APARECEU, NÉ!)
Ano Aoi Sora