Capítulo VII
Oi pessoal! Eu sei que eu demorei e muitos já devem ate ter se esquecido desta fic, mas, mesmo assim, vim aqui me explicar.
Eu arrumei um emprego temporário durante alguns meses, como eu tava trabalhando durante a tarde, usava os finais de semana para fazer os trabalhos escolares e estudar para a prova, por isso não tive tempo de terminar esse capítulo. Mas agora o trabalho acabou, estou de férias, o capítulo foi terminado, betado e agora esta aqui para vocês.
Espero que gostem!!
-- No capítulo anterior --
- Pela expressão no seu rosto esta bem claro que já percebera o que isto significa, não é mesmo Hyuuga Neji?
O jovem gênio dos Hyuugas direciona seu olhar para o líder de seu clã, mas respeito era a última coisa que os olhos de Neji poderia expressar. Hiashi podia ver, com satisfação, o olhar de ódio que seu sobrinho expressava sem o menor pudor, ou temor ao que poderia ser feito consigo mesmo, em resposta a aquela ousadia. No entanto, o velho Hyuuga estava se divertindo com a situação. Aquele rapaz sempre entendera as regras e idéias dos conselheiros Hyuugas muito bem, e parecia saber exatamente o destino que havia sido traçado.
A expressão divertida de Hiashi dera a Neji a certeza do que, para ele, estava bem claro, o destino seu e o de Hinata. Estavam se afastando cada vez mais e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar aquilo.
Seus destinos já haviam sido traçados...
-- Capítulo VII --
Hinata observava, confusa, o modo com que Neji e Hiashi se encaravam, não entendia porque o clima havia ficado tão tenso, repentinamente. A notícia que os dois haviam ouvido era mais que desejada por ambos, era o maior sonho dos dois, o fim daquela opressão ridícula da família Secundária, então por que Neji encarava seu pai com tanto ódio em seu olhar?
A pequena procurara o olhar de Tsunade em busca de algo que pudesse esclarecer o clima completamente hostil que havia dominado aquele escritório, mas a Hokage parecia estar se divertindo com a situação em que eles se encontravam. Vendo-se sem alternativa a jovem herdeira do clã Hyuuga se pronuncia timidamente:
- Co... Com licença o... Otosan... – quando a voz suave de Hinata cortara o silêncio, toda a atenção, dos que ali estavam, se voltaram para a pequena, que ficara com suas bochechas rosadas, mas perseguira com coragem – Eu... Eu fico muito feliz com essa notícia, mas não entendo porque o niisan e o senhor estão se encarando desse modo tão... Hum... Tão... – a menina parara por um momento, à procura de uma forma melhor de dizer aquilo, mas não encontrara outra palavra mais suave para a forma com que os dois se encaravam -...Tão hostil...
De início a pequena achara que seu pai a cortaria com uma resposta seca, mas, para seu espanto, ele lhe sorrira divertido, parecendo muito satisfeito com a intromissão de sua filha e voltara sua atenção para Neji, dizendo:
- Presumo que seu primo tenha concluído o que esse acordo significa para os dois... Não é mesmo... Neji? – diz, parecendo incentivar o garoto a se pronunciar – Diga a Hinata o que você entendera...
- A... A união dos clãs significa que... Significa que... – Neji estava gaguejando, mas não por timidez, pelo contrário, ele gaguejava pelo enorme esforço que fazia para controlar sua fúria, na verdade cada palavra que saia de seus lábios carnudos tremia devido ao ódio do rapaz – Que a herdeira do clã Hyuuga será forçada a se casar com um dos velhos do conselho da família Secundária...
Neji não tivera coragem de encarar Hinata, seus olhos não se desviavam dos de Hiashi, ele não ousava olhar para sua prima, achava que não suportaria ver a expressão de temor ao descobrir que toda sua vida e sua virgindade seriam entregues a um homem, no mínimo, trinta anos mais velho que ela. Ele já podia imaginar a expressão de terror no rosto de sua prima, as grossas lágrimas escapando por seus enormes olhos perolados, os lábios, sempre rubros, agora brancos e trêmulos, o rapaz podia, até mesmo, ouvindo a voz trêmula da menina gaguejar um desesperado protesto:
- Tudo bem... – ele ouvira a voz suave e decidida de Hinata se pronunciar – Se for pelo bem do clã eu aceito a decisão do conselho...
Nesse momento os olhos, não só de Neji, mas os de todos que ali estavam, se arregalaram, encarando a menina, surpresos. Hinata, pela primeira vez desde que chegara ali, agora encarava seu pai diretamente. Não estava corada, não parecia triste e muito menos com medo, o modo que ela encarava seu pai era um modo decidido, Neji podia ver pelos olhos de Hinata que a mesma já tinha se decidido e não havia nada do que pudesse fazer para impedir, mesmo assim ele não podia permitir, sabia que o coração repleto de bondade da pequena lhe dera essa coragem, a coragem de sacrificar sua própria felicidade pela dos outros.
Ele não podia aceitar isso, por toda a sua vida a menina sacrificara-se pelo clã, por muito tempo achava que ela não passava de uma princesinha mimada da família Principal, mas com o passar do tempo via o quanto à mesma se sacrificava pela alegria dos outros, pela alegria dele, pelo respeito de seu pai e, mais uma vez, ele estava vendo sua amada se sacrificar. Sacrificar o que tinha de mais precioso por outros, por aqueles que, por muitas vezes, a criticaram, a chamaram de fracassada, como ele mesmo já fizera, e a consideraram a vergonha do clã. Era por essas pessoas que ela estava se sacrificando e fazia isso sem ao menos pensar duas vezes.
O rapaz tivera a mesma sensação de quando perdera seu pai, uma sensação de impotência, mas dessa vez ele não ficaria calado enquanto observava a pessoa que amava sacrificar sua vida pelo clã. Ele não queria mais que sacrifício nenhum fosse feito em nome dos Hyuugas, no entanto, quando o rapaz entreabrira seus lábios para protestar, Hinata o cortara, se virando para ele:
- E não adianta tentar me fazer mudar de idéia niisan... – ela lhe diz, autoritária, como ele nunca viu antes – Você e a família Secundária já sofreram muito pelos caprichos da minha família, já está mais que na hora de um membro da família Principal descer de seu pedestal e se sacrificar pelo bem da Secundária.
O rapaz ficou surpreso, a pequena criatura que o encarava decidida ainda aparentava toda a delicadeza e fragilidade de sempre, ainda parecia com a menina de porcelana como ele sempre a via, mas seu olhar estava completamente diferente, pela primeira vez ele via o olhar de um verdadeiro líder, o futuro líder de seu clã.
Mesmo assim ele não podia aceitar, não podia permitir e não queria perdê-la, não sem lutar. Sendo assim ele se levantara e se virara para Hiashi o encarando com ódio, pronto para brigar pelos direitos de sua prima, mesmo que isso fosse contra a vontade dela. No entanto, mais uma vez, assim que entreabrira seus lábios, Neji fora interrompido, dessa vez por Hiashi, que o ignorava completamente e dava atenção para sua filha a olhando de um modo diferente, pela primeira vez, ele via orgulho nos olhos daquele homem. Definitivamente aquele não era um dia que pudesse chamar de "normal".
- Devo admitir que não esperava que você aceitasse isso tão facilmente Hinata...
Ele diz se levantando, dando a volta pela escrivaninha e indo até sua filha. Hinata não se encolhera, não se reprimira ou baixara sua cabeça como sempre fazia diante da presença do seu pai, naquele momento o que estava em jogo era tão precioso para a menina que ela tivera coragem o bastante para encarar seus medos e mostrar ao pai que era capaz de assumir aquela responsabilidade. Ela apenas observara enquanto via aquele homem, com sua postura militar, se aproximando cada vez mais até ficar de frente para a menina e fazer algo que ela não esperava. Ele se ajoelhara, Hyuuga Hiashi, o homem mais temido e respeitado de Konoha se ajoelhara diante de uma pequena menina e lhe segurara a mão, lhe lançando, pela primeira vez desde que a menina se lembrava, um olhar carinhoso, um olhar orgulhoso, um olhar paternal.
- Eu sei que por muitos anos fui muito severo com você, minha filha. Você sabe que tudo que fiz até hoje foi pelo clã, todos os sacrifícios que fiz, tudo ao qual abri mão, foi pelo bem desse clã e nessa reunião, mas uma vez me vi obrigado a abrir mão de minha primogênita pelos Hyuugas...
- Coisa que o senhor fizera sem ao menos pensar duas vezes... – Neji o interrompera, o modo com que Hiashi estava tratando Hinata o deixara ainda mais furioso, ele queria dobrar o coração de sua filha apelando para o lado sentimental da menina, seu ponto fraco, para que essa não mudasse sua opinião.
- Como Neji mesmo contara, o conselho decidira casar você com um dos membros do conselho... – Neji serrara os punhos, aquelas palavras eram a confirmação de seu temor – Mas... Diferente do que os dois concluíram, eu não aceitei...
- O QUÊ?? – Neji e Hinata exclamaram em uníssono. Aquela informação era difícil de ser processada por seus cérebros. Definitivamente aquele não estava sendo um dia normal.
- Exato... – Tsunade finalmente se pronunciara, até então apenas se mantivera calada, atenta às reações de Neji, temendo que este atacasse Hiashi antes que o velho pudesse dizer a verdade. Na verdade, ela havia pedido para pregar aquela "pequena peça" nos dois antes de contar a verdade para o casal, a fim de ver o quanto ambos eram capaz de fazer os mesmo sacrifícios pelo clã Hyuuga – Hyuuga Hiashi se negara prontamente a sacrificar sua filha pelo clã... E eu que achava que não se ensinava truque novo a um cachorro velho... – ela comenta baixo enquanto bebericava seu saque.
- Obrigado pelo elogio Hokage-sama... – Hiashi responde sendo claramente irônico.
- De nada... – a Hokage se limita em responder voltando a beber seu precioso saque, fingindo não ter notado a ironia na voz do Hyuuga.
Hinata olhava de seu pai para Tsunade, ambos pereciam calmos e ao mesmo tempo sérios, se estavam fazendo algum tipo de brincadeira com a menina disfarçavam muito bem. A questão não era que Hinata não acreditava nas palavras de seu pai, mas sim que era difícil para seu cérebro processar uma informação tão diferente e que contrariava completamente a visão que ela possuía de Hyuuga Hiashi.
Tudo aquilo era muito confuso e difícil de acreditar, ao mesmo tempo em que seu coração se enchia de alegria ao imaginar que seu pai se recusara a sacrificá-la, seu cérebro entrava em completo conflito, as lembranças que a pequena tinha de Hiashi eram completamente amargas. Nunca em sua vida ela conseguira ver uma figura paternal naquele homem ajoelhado à sua frente, apesar de, mesmo assim, amá-lo como um filho ao ama seu pai, afinal, bem ou mau, fora ele que lhe criara e protegera desde sempre.
Se Hinata estava confusa, Neji se encontrava em um estado ainda pior, a única vez que soubera que Hiashi não permitira sacrificar algo pelo clã, fora quando descobrira que ele tinha sido contra a morte de seu pai, na época até mesmo se dispusera a servir de sacrifício, pelo menos era o que seu pai contava no pergaminho que deixara ao garoto. Mesmo assim, ele não conseguira ir contra o conselho e Neji perdera seu pai para sempre. Agora aquele mesmo homem dizia que, mais uma vez, fora contra a decisão do conselho e que, desta vez, sua autoridade fora suprema?
A duvida e a desconfiança dominava completamente as faces de ambos os adolescentes Hyuuga, Hiashi podia ver na face dos jovens que os mesmo não conseguiam acreditar no que ele havia dito. Suspirando tristemente o velho Hyuuga quebra o silêncio ao se pronunciar:
- Eu não sou um monstro como sei que ambos pensam que sou...
Ele baixara sua cabeça enquanto procurava as palavras que pudessem, de alguma forma, expressar o que era ser o líder de um clã tão tradicional e rigoroso como os Hyuugas. As lembranças dos sacrifícios que tivera que fazer, das decisões que tomara, dos entes queridos que perdera... Todas elas vieram à tona na mente de Hiashi, junto com um redemoinho de dor e arrependimentos, que ele sempre fizera questão de esconder com sua máscara de homem frio e calculista.
Ainda doía muito em Hiashi o sacrifício de seu irmão, assim como outras perdas que tivera ao longo de sua vida liderando os Hyuugas, aquelas lembranças o angustiavam e o atormentava o bastante para que este segurasse a mão de sua filha com mais força, numa tentativa de voltar a reprimir toda aquela dor que enterrara no fundo de seu coração.
O aperto que o homem fazia em sua mão fizera com que Hinata despertasse de sua luta interna, entre seu coração e sua razão, um lado apoiava a idéia de acreditar no pai, mas o outro lhe dizia que aquilo podia ser um truque, no entanto, ao baixar seu olhar em direção ao pai a pequena se surpreendera.
Diante de si, e de um modo contido, que só não poderia ser escondido dela por estarem tão próximo, Hinata podia ver dor nos olhos de seu pai, podia ver o modo perdido como o velho encarava o chão, o jeito que ele lhe apertava a mão parecendo estar travando uma luta interna. Pela primeira vez em sua vida, Hinata se lembra que seu pai também era humano.
Aquela descoberta, ao mesmo tempo em que lhe era chocante, era um enorme alívio, pois diminuía um pouco a imagem de seu pai sobre um pedestal que ela jamais poderia alcançar. Erguendo a cabeça a jovem olha ao seu redor, para ver se seu primo e a Hokage também compartilhavam da mesma descoberta surpreendente da menina. No entanto, Neji continuava perdido em seu pensamento e Tsunade estava ocupada de mais constando que mais uma garrafa de seu precioso saque havia se acabado.
Ao voltar a olhar para seu pai e ver aquele modo frágil em que o velho Hyuuga se encontrava, a pequena Hyuuga constara que era melhor manter aquilo apenas entre eles, até porque ela via que o pai estava tão mergulhado em uma tormenta de dor e angústia que nem ao menos notara que ela o observava, porém aquela visão fizera com que a menina tomasse uma decisão e, da sua luta interna, seu coração saíra vitorioso.
Calmamente e de um modo silencioso para não chamar a atenção de mais ninguém naquele escritório, Hinata levara sua mão livre em direção as de seu pai, que apertavam a outra mão da menina, e a pousara sobre as mãos macias dele. Já fazia tantos anos que não as tocava que a jovem havia se esquecido de como as mãos de seu pai eram tão grandes, comparadas as suas, e ao mesmo tempo macias.
Elas eram quentes, gostosas de se tocar, de algum modo lhe remetiam a um passado bem distante onde aquelas mãos lhe era sinônimo de segurança e aconchego. Com carinho a menina apertara a mão de seu pai o mais leve possível, mas forte o bastante para despertá-lo de seus devaneios, mesmo sabendo que, ao acordar, aquela face humana seria imediatamente escondida pela máscara fria do homem imponente que liderava com severidade, um dos mais antigos clãs de Konoha.
Hiashi sentira quando uma mão pequenina e macia tocara a sua e lhe apertara de leve, erguendo um pouco sua cabeça, o homem encarou aquela mão e, por um momento a achara muito parecida com as mãos pequeninas de sua esposa, seu porto seguro onde ele sempre ia buscar por ajuda e conforto, quando a dor e a angustia lhe atormentavam o coração.
Sua mulher era a única capaz de, com apenas um olhar carinhoso e um toque de suas mão frágeis e pequeninas, retirar completamente toda e qualquer tipo de coisa que pudesse atormentar o coração aflito de seu esposo. Isso e aquelas simples palavras "vai ficar tudo bem shitashii-kun, eu estou aqui ao seu lado e sempre vou estar", mas ela não estava mais lá.
Dois anos após o nascimento de Hanabi, sua esposa morrera em uma missão pelo clã Hyuuga, desde aquele momento, Hiashi perdera seu coração, deixando que o homem mergulhasse naquele mundo freio e severo, guardando para si todo tipo de sentimento que considerasse fraco como amor, dor, medo, compaixão, angustia – e até mesmo aquele jeito de um grande pai babão e orgulhoso, de suas filhas, que ele era – tudo fora escondido e enterrado bem fundo em seu coração, de onde jamais voltariam, ou pelo menos era o que ele queria acreditar.
Calma e lentamente o homem voltara a erguer sua cabeça até, enfim, encontrar os olhos de sua filha, que lhe sorria meigamente e, olhando-o com um olhar repleto de carinho, sussurrava para ele num tom tão baixo que ninguém mais pudera ouvir:
- Esta tudo bem Otosan, eu estou aqui.
Hinata não sabia dizer porquê lhe dissera aquilo, mas de alguma forma, ver seu pai daquele jeito tão humano, lhe trouxera à tona um pedaço agradável de seu passado onde, aquelas palavras, pareciam ser constantemente pronunciadas por uma voz doce que, até mesmo com um simples sussurrar, enchia o peito de uma criança de alegria e segurança.
Hinata lembrara-se naquele momento de sua mãe que, sempre nas noites chuvosas em que relâmpagos rasgavam o seu, ela lhe sussurrava aquelas palavras em seu ouvido, enquanto a menininha encolhia-se de baixo das cobertas, entre sua mãe e seu pai. "Esta tudo bem Hime-chan". Sempre usava aquela forma carinhosa para chamar sua filha.
Naquela época Hinata se sentia feliz em ser chamada de princesa. Para ela, sua mãe era uma grande rainha e seu pai o rei, ambos governando um clã feliz e cheio de alegria, como sua mãe sempre fazia parecer, até mesmo em noites tenebrosas.
Aquela mulher, de aparência frágil, só precisava tocar a cabeça de sua filha, abraçando-a, e aconchegando-a próxima de si, e sussurrar: "Está tudo bem Hime-chan, eu estou aqui, não se preocupe, são apenas relâmpagos, eles não vão te machucar. Se acontecer alguma coisa okasan e Otosan vão te proteger, eu prometo". Por maior que fosse seu medo, ele desaparecia instantaneamente apenas com aquelas palavras, que pareciam mágicas quando vinham de sua mãe "Está tudo bem", sempre se sentia protegida e mais segura só em ouvir aquelas palavras, pronunciadas por aquela voz tão doce e gentil.
Por um momento aquelas palavras pegaram Hiashi de surpresa, mas se aquilo o havia deixado feliz ou não, o homem soube disfarçar muito bem ao colocar, novamente, sua máscara de ser onipotente e erguer-se silenciosamente, sem responder a sua filha, voltando a sua escrivaninha e sentando-se em sua confortável e luxuosa poltrona, os joelhos pulsando, doloridos, já não era mais jovem e, de algum modo, pequenas coisas já começavam a exigir um pouco mais de seu corpo cansado.
O movimento de Hiashi despertara Neji, que tivera que piscar várias vezes antes de colocar sua mente em ordem e lançar a pergunta que martelava em sua cabeça:
- Mesmo que o que Hiashi-sama tenha dito seja verdade – e seu coração implorava para que fosse – uma situação parecida já ocorreu antes e, mesmo sendo o líder dos Hyuugas, fora incapaz de se opor à decisão do conselho – referindo-se ao dia em que perdera seu pai, uma lembrança que ainda era um pouco dolorosa para Neji, que não sabia o quanto à sensação de impotência havia tornado aquela lembrança tão amarga para o Hyuuga quanto era para o rapaz – Ou seja, mesmo como líder de nosso clã, certas decisões importantes que o conselho pode interferir diretamente e realizá-las mesmo contra sua vontade, uma escolha tão importante como a unificação do clã certamente se encaixa nessa categoria, então como o senhor quer que eu acredite que realmente o conselho acataria a sua recusa?
- Isso é porque... – quem se pronunciara fora Tsunade que, no momento, se encontrava praticamente dentro do armário de bebidas, só saindo de lá quando encontrava o que queria, mais uma garrafa de saque -...Diferente da situação em que seu pai foi morto, era eu que estava com Hiashi, e não o velho do terceiro Hokage... – dizendo isso a loira abrira a tampa da garrafa com os dentes e enchera, mais uma vez, seu copo com saque, bebendo um longo gole antes de continuar -...Você não é o único que compreende o modo de pensar daqueles velhos do conselho, Neji, é claro que eu não levaria uma proposta tão importante assim antes de avaliar toda a situação e o que poderia fazer para não perder o controle... – calmamente a Hokage se direcionara a escrivaninha de Hiashi e se sentara sobre ela – A solução fora simples... Claro que o acordo perfeito seria a união matrimonial dos clãs, mas a minha melhor kunoichi não ficaria bem casada com um velho!! – Tsunade continua, mandando uma piscadela para Hinata, que cora com o elogio vindo de sua superior – Então o jeito seria casar o Gênio da Família Secundária... – ela começa apontando para Neji – com o Gênio da Família Principal – e em seguida aponta para Hinata. – Decisão simples e inteligente, como o esperado de alguém como eu... – termina orgulhosa de si, enquanto Hiashi bufa, inconformado com a governante de sua amada vila.
-- Agradecimentos --
Agradeço a:
Lady Hyuuga
Yuka-taichou
Gabi HimeSama
Hilana
Prisca Kimura
00-Lila-00
Persephone Spenser
taliane
Drey-sensei
Hyuuga Enzan
Uchiha Haru
ByDataenic Histérico
E a todas as pessoas que acompanham essa fic e estão sendo pacientes e esperando pelos capítulos dessa humilde e lenta escritora!!
