Uma Canção para a Eternidade


Música – Goodbye to you (Michelle Branch)

Fanfic – Naru L


Of all the things I've believed in,
I just want to get it over with,
tears form behind my eyes,
but I do not cry,
counting the days that pass me by.

(De todas as coisas que acreditei,

Eu só quero superar,

Lágrimas em meus olhos

Mas, eu não choro

Vendo os dias que passam por mim)

InuYasha acordou na manhã do terceiro dia com o telefone tocando, estendeu a mão para pegar o aparelho e atendeu sem abrir os olhos.

– Moshi Moshi.

– Você podia ao menos ter tido a decência de ligar para casa dizendo que tinha chegado bem.

– Kikyou? – Ele perguntou abrindo os olhos lentamente.

– Você ainda se lembra do meu nome... – Ela falou sarcástica – Que emoção.

– Se esse é o modo que você fala comigo... – InuYasha sentou na cama passando a mão pelos cabelos – Não é a toa que "esqueci" de ligar apara casa.

– Espero que ao menos se lembre de voltar para ela!

– Tenho você para me lembrar disso, não é? – InuYasha suspirou lançando um olhar para o relógio ao lado da cama – Estamos sem nos ver há três dias, temos mesmo que brigar?

–... – Kikyou ficou em silêncio, arrependida pelo que tinha dito. Só podia culpar sua própria consciência por atacá–lo dessa forma – Gomen ne, InuYasha... Você tem razão.

– Eu queria ter ligado antes, estivemos muito ocupados.

– Eu sei... – Kikyou suspirou desanimada antes de perguntar – Quando você volta para casa?

– Segunda. – InuYasha abafou um bocejo antes de continuar – Nossa última apresentação aqui é amanhã à tarde, mas Kagome disse que sairemos apenas na segunda de manhã... acho que ela quer nos dar uma folga, já que—

– Prefiro não falar dessa garota.

– Sempre desconfiada, não é? – InuYasha riu antes de completar – Eu já disse mais de uma vez você é a única para mim.

– Sim, eu sei – Kikyou suspirou aliviada – Nos vemos na segunda... quer que eu vá buscá–lo?... Você deixou o carro aqui.

– Ligo para você antes de sairmos daqui. – O rapaz falou olhando para a porta quando essa se abriu, Sesshoumaru apontou o relógio e InuYasha apenas balançou a cabeça indicando que entendera – Tenho uma reunião agora.

– Como sempre. – Ela falou um pouco irritada – Ja ne, InuYasha.

– Ja ne.

I've been searchin' deep down in my soul;
words that I'm hearin' are starting to get old,
it feels like I'm starting all over again,
The last three years were just pretend,
and I said...

(Eu tenho procurado lá no fundo da minha alma;

Palavras que eu ouço estão começando a ficar velhas,

Parece que estou começando tudo de novo,

Os últimos três anos foram apenas fingimento,

E eu disse...)

oOoOoOoOoOoOo

Apenas Kagome e InuYasha estavam no carro que os levaria de volta ao hotel depois da apresentação daquela noite. Rin tinha convidado Sangô para conhecer um dos famosos bares da cidade e Sesshoumaru e Miroku tinham resolvido acompanhá–las.

– Algum problema, InuYasha? – Kagome perguntou olhando para o rapaz.

– Temos mais alguma coisa marcada para depois de amanhã à tarde?

– Não, por que? – Ela deu um pequeno sorriso – Estranhando não ter nada o que fazer?

– Não podemos voltar amanhã?

– Estamos em um hotel na praia, achei que gostariam de um tempo livre.

– Entendo... – ele falou virando o rosto para a janela.

– Está sentindo falta dela, não está? – Kagome perguntou, tentando esconder a tristeza.

– Hai... – Ele voltou os olhos para a garota sentada a sua frente – Tem sido mais difícil do que imaginei...

– Ela poderia vir conosco de vez em quando.

– Kikyou não aceitaria.

– Você... – Ela respirou fundo antes de continuar – Você não está pensando em sair da banda, não é?

– Eu assinei um contrato, Kagome.

– Então você já pensou nessa possibilidade...

– Hai. – InuYasha falou sem deixar de mirar os olhos azuis – Mas, cheguei a conclusão de que tenho que continuar aonde estou.

– Quero que prometa uma coisa.

– Fale.

– Se algum dia decidir deixar a banda... – Kagome sentiu o coração bater mais rápido ao dizer aquelas palavras –... eu serei a primeira a saber.

– Fique tranqüila, Kagome... – InuYasha sorriu tentando tranqüilizá–la – Não pretendo fazer isso em um futuro próximo.

Goodbye to you,
goodbye to everything I thought I knew,
You were the one I loved,
the one thing that I tried to hold onto.

(Adeus para você.

Adeus para tudo que pensei conhecer,

Você foi aquele que amei

A única coisa a que tentei me segurar)

oOoOoOoOoOoOo

– Cinco minutos, minna. – a voz de um rapaz soou do outro lado da porta do camarim.

Kagome ficou calada enquanto via todos saírem, colocou a mão no braço de InuYasha quando ele passou na sua frente.

– Os outros querem ficar, mas... se você quiser partir depois dessa apresentação eu posso alugar um carro e voltar com você.

– É uma viagem de seis horas... – Ele falou espantado –... está disposta a dirigir tudo isso?

– Claro que não, espertinho. – Kagome sorriu – Eu vou com você para que possamos revezar. – Ela cruzou os braços – Não quero você dormindo no volante, mas isso não quer dizer que eu vá passar seis horas dirigindo para você.

– Alugue o carro, então – InuYasha sorriu começando a se afastar, parou na porta e se virou para a garota antes de acrescentar – Arigatou, Kagome.

I still get lost in your eyes,
and it seems that I can't live a day without you,
closing my eyes,
and you chase my thoughts away,
to a place where I am blinded by the light,
but it's not right.

(Eu ainda me perco em seus olhos,

E parece que não posso viver sequer um dia sem você,

Fechando meus olhos,

E você persegue meus pensamentos,

Me leva a um lugar que me cega com a luz,

Mas, isso não é certo)

oOoOoOoOoOoOo

– Tem certeza de que quer mesmo fazer isso, Inu? – Miroku perguntou observando o amigo pegar a mala de cima da cama – É a primeira folga que temos... e na praia. – Ele olhou pela janela – Garotas bonitas... biquínis...

– E você ainda não sabe porque Sangô ainda está brava com você...

– Não é por causa disso que ela está brava comigo. – Miroku se afastou da janela a tempo de ver o amigo sair do quarto e colocar a mala em cima do sofá.

– Você tentou agarrá–la, não tentou? – InuYasha olhou para o amigo levantando uma sobrancelha.

– Eu juro que dessa vez foi sem querer. – Miroku suspirou.

– Vamos fingir que acredito em você por um momento. – InuYasha sentou no braço do sofá – Conte a sua versão.

– Não existe outra versão... – Miroku olhou para o amigo antes de começar – Nós ficamos conversando no quarto dela e acabamos adormecendo no sofá...

– Você não teria apanhado só por adormecer ao lado dela.

– Err... eu acordei alguns minutos antes dela e... – Miroku desviou os olhos –... eu percebi onde minha mão estava e...

– Posso imaginar o que aconteceu a seguir. – InuYasha riu esticando o braço para pegar a mala novamente – Só você mesmo, Miroku... Passa seis meses atrás de uma garota e quando finalmente tem uma chance, consegue jogá–la fora com as duas mãos.

– Na verdade, foi com uma só.

– Vou fingir que não ouvi esse comentário. – InuYasha levantou – Nos vemos depois de amanhã certo?

– Vamos sair daqui amanhã à noite, mas não vou até a sua casa só para avisar que cheguei.

– Nem vou dormir com essa demonstração de falta de consideração... – InuYasha sorriu enquanto caminhava para a porta.

– Prometo ligar para você...

– Por favor, não... – InuYasha abriu a porta virando–se para olhar para o amigo – Posso viver sem ver ou ouvir você por alguns dias.

– Serão apenas dois dias, rapazes... – Kagome sorriu quando viu InuYasha se virar para ela assustado. – Tenho certeza que o amor que sentem um pelo outro não vai acabar em tão pouco tempo. – Ela completou antes de começar a andar em direção ao elevador.

– O que você quis dizer com isso? – InuYasha perguntou caminhando atrás dela – Nós estávamos apenas brincando.

– Sim, claro... – Ela sorriu apertando o botão.

– É verdade.

– Eu não disse que você estava mentindo.

– Mas, pensou!

– Não consigo evitar quando vocês começam a agir como os últimos dias... – Ela falou entrando no elevador.

– São apenas mal entendidos.

– Se você diz. – Ela riu quando o viu franzir as sobrancelhas – Vai entrar ou prefere descer pela escada?

– O lado bom de tudo isso. – InuYasha viu Sangô acenar e deu um pequeno sorriso ao ver as portas se fechando – É que vou ter seis horas para convencê–la da verdade.

– Do que você acredita ser verdade, você quer dizer.

– Feh! – Kagome riu mais quando viu o rapaz cruzar os braços e tentar ignorá–la.

oOoOoOoOoOoOo

– Quer que eu faça companhia para você esta noite? – Miroku perguntou assim que as portas do elevador se fecharam.

– Espero que não tenha sugerido o que eu penso que sugeriu, Miroku... – Sangô se virou para voltar ao próprio quarto.

– Eu só pensei que você ficaria com medo de dormir sozinha... – Ele falou esperançoso observando ela abrir a porta.

– Eu ficaria com mais medo se você estivesse comigo. – Ela falou antes de bater a porta sem dar ao rapaz a chance de responder. – Aproveite a noite com Sesshoumaru.

Goodbye to you,
goodbye to everything I thought I knew,
You were the one I loved,
the one thing that I tried to hold on to.

(Adeus para você.

Adeus para tudo que pensei conhecer,

Você foi aquele que amei

A única coisa a que tentei me segurar)

oOoOoOoOoOoOo

Depois de quase duas horas dirigindo, Kagome parou o carro no acostamento e se virou para o rapaz adormecido a seu lado.

– Acorde, InuYasha. – Ela sorriu tocando seu braço levemente. – Sua vez de dirigir.

– Já? – Ele abriu os olhos lentamente e olhou para ela espantado ao perceber como havia escurecido. – Quanto tempo você dirigiu?

– Umas duas horas, por quê? – Ela sorriu ao vê–lo sentar direito e passar as mãos pelos cabelos – E pensar que você disse que teria seis horas para me convencer de que não tem um caso com Miroku...

– Engraçadinha. – Ele falou soltando o cinto e abrindo a porta para sair do carro. – Pule para cá. – Kagome riu enquanto fazia o que ele tinha dito, baixou a cabeça quando ele sentou no banco do motorista e dava a partida no carro. – E pode parar de disfarçar, eu sei que você está rindo.

– Não posso evitar. – Ela respirou fundo antes de levantar a cabeça – Você fica tão engraçadinho quando fica bravo.

– Criancinhas e animais de estimação são engraçadinhos. – InuYasha falou tentando não sorrir – Eu não sou nem um nem outro.

– Ainda acho que você fica engraçadinho quando está bravo. – Kagome falou prendendo o cinto no lugar e se espreguiçando enquanto pensava no que dizer.

– Por que está fazendo isso, Kagome?

– Porque fiquei muito tempo em uma posição e—

– Por que está voltando comigo hoje quando podia ficar e descansar.

– Ah, isso? – Ela sorriu agradecendo a pouca iluminação que o impedia de ver seu rosto corado. – Eu... não gosto de praia...

– Podia ficar no quarto lendo ou dormindo...

– Posso fazer isso na minha casa.

– Sabe tão bem quanto eu que quando voltarmos à capital vai se enterrar no trabalho novamente... – Ele olhou para ela rapidamente antes de voltar a prestar atenção a estrada – Você podia descansar um pouco.

– Não tenho tempo para isso agora.

– Por que não?

– Estou ocupada promovendo uma nova banda... – Kagome sorriu quando o viu suspirar desanimado – Você não sabia?

– Você não tem jeito, vai acabar ficando doente.

– Mas, eles são tão bons... isso me anima a continuar. – Ela continuou ignorando o comentário do rapaz – O vocalista é teimoso e tem um humor péssimo, mas canta tão bem.

– Oi! Eu não–– ... Você acha que eu realmente canto bem?

– As garotas os adoram, mas eu recentemente descobri que ele e o baterista—

– Eu já falei que foi um mal entendido! – InuYasha a interrompeu – eu não tenho nada com Miroku!

– Bem, – Kagome sorriu antes de colocar a mão sobre a boca tentando disfarçar um bocejo – você ainda tem algumas horas para me convencer.

– Por que você não dorme um pouco? – InuYasha olhou para ela notando seu cansaço – Vou ter muito tempo para fazer isso depois.

– Fico feliz... – Ela falou devagar fechando os olhos.

– Feliz?

– Hai... – Kagome sentiu o corpo relaxar, sua voz não passou de um sussurro – Pelo menos assim eu sei que você não vai me abandonar...

InuYasha olhou para ela sem poder acreditar no que tinha ouvido Eu devo ter entendido errado ligou o rádio baixo, não querendo acordá–la.

Quando chegou a vez dela dirigir novamente, ele não teve coragem de acordá–la. InuYasha parou o carro no acostamento e tirou a jaqueta colocando sobre o corpo dela, sorriu ao vê–la puxar o tecido e murmurar um agradecimento enquanto voltava a ligar o carro.

Ooh whoa...
and it hurts to want everything and nothing at the same time,
I want what's yours and I want what's mine,
I want you,
but I'm not giving in this time.

( Ooh whoa…

E dói querer tudo e nada ao mesmo tempo,

Eu quero o que é seu e o que é meu,

Eu quero você,

Mas, não vou ceder dessa vez.)

oOoOoOoOoOoOo

Já passava das duas da manhã quando InuYasha estacionou o carro na frente de sua casa, desligou o carro virando–se para chamar a garota adormecida a seu lado.

– Kagome? – Ele colocou a mão no ombro dela e a chacoalhou levemente, sorriu quando a viu abrir os olhos lentamente.

– É minha vez de dirigir? – Kagome perguntou sentando direito.

– Se quiser ir para sua casa sim. – ele sorriu pegando sua mala do banco de trás. – Eu fico aqui.

– Aqui? – Ela perguntou olhando para a casa – Por que não me chamou para trocarmos?

– Você parecia cansada. – Ele deu de ombros abrindo a porta do carro – E eu sabia que você teria que dirigir até sua casa.

– Mas, não é justo... – Ela falou abrindo a porta e descendo do carro. – Você dirigiu pela maior parte do caminho.

– Pode me recompensar da próxima vez. – Ele sorriu enquanto colocava a alça da mala no ombro. Ficaram alguns minutos em silêncio até que um raio iluminou o céu – Bem, acho que é melhor eu entrar.

– Hai – Kagome estremeceu ao ouvir o trovão e fechou a porta do passageiro – Eu tenho que ir, quero chegar em casa antes que chova.

– Ja ne, Kagome. – Ele falou observando–a dar a volta no carro e abrir a porta do motorista.

– Ja ne... – Ela entrou no carro e sorriu – InuYasha?

– Fale. – Ele abaixou para olhar para ela pela janela do carro.

– Não se preocupe com Miroku – Ela riu enquanto dava a partida no carro – Tenho certeza de que ele ainda vai ser seu quando voltar.

– Suma daqui, bruxa – Ele riu enquanto olhava o carro começando a se afastar.

InuYasha balançou a cabeça sorrindo antes de se dirigir a porta, sem notar o carro desconhecido parado na rua. Parou de sorrir quando ao tentar colocar a chave na fechadura viu a porta se abrir. Silenciosamente deslizou a mochila do ombro, deixando–a no chão ao lado da porta. Entrou devagar, atento a todos os sons. Sabia que havia algo de errado, Kikyou não deixava a porta destrancada quando estava sozinha, nunca a deixaria aberta àquela hora da noite.

Ouviu duas pessoas conversando na sala e se dirigiu para lá, sem acender nenhuma luz para não denunciar sua presença.

– Você tem que enfrentá–lo. Não pode deixar que isso continue.

InuYasha parou antes de entrar na sala, reconhecendo a voz de Naraku. Fechou as mãos em punhos pensando em atirar o cretino para fora de sua casa, deu mais um passo, mas parou ao ouvir um choro feminino.

– Não posso... – a voz de Kikyou não passou de um sussurro – Ele nunca vai me perdoar pelo que fiz!

– E o que ele fez com você? – Naraku falou puxando–a para seus braços, sorriu ao perceber que pela primeira vez, a garota não tentou se afastar – Deixando–a aqui sozinha enquanto sai por ai se divertindo com aquela garota Higurashi?

– Eu não posso... – Kikyou falou olhando para as fotos em suas mãos. Sentiu o coração se apertar ao ver InuYasha e Kagome, os rostos muito próximos como se fossem se beijar. Fechou os olhos deixando que as lágrimas corressem livres por seu rosto e completou baixinho – Não consigo acreditar que ele fez isso comigo... Deve haver uma explicação...

– Não acredita no que seus olhos vêem? – Naraku perguntou no mesmo tom, afastando a garota chorosa de seu corpo para olhar em seus olhos, sorriu mentalmente ao ver que seu plano estava funcionando – Você disse que se tivesse provas iria deixá–lo...

– Eu sei... – a garota suspirou e olhou para as fotos mais uma vez antes de amassá–las – Mas, eu não tenho coragem de deixá–lo... eu o amo tanto...

– Apenas espere que ele entre por aquela porta e...

– Isso mesmo! – InuYasha falou aparecendo na porta . Viu os dois pularem e olharem em sua direção – Apenas espere que o infeliz entre pela porta sem saber que está sendo enganado e o acuse com algo inexistente!

– InuYasha! – Kikyou olhava para ele sem reação – Pensei que você só voltaria amanhã...

– Percebi que não esperava minha volta já que parecia tão confortável com outro homem, a essa hora da noite... em minha casa!

Nossa casa! – Kikyou pareceu recuperar a capacidade de raciocínio e pulou do sofá – Eu tenho todo o direito de convidar meus amigos para vir aqui!

– Amigos? – InuYasha aproximou–se do sofá – Não era o que parecia da onde vi...

– Quem você pensa que é para me acusar de algo? – Kikyou falou amassando mais as fotos em sua mão – Que direito você pensa que tem para me repreender?

– Que direito eu tenho? – InuYasha teve que se esforçar para não gritar, fechou mais as mãos, nem percebeu suas garras perfurarem a pele e o sangue escorrendo – Você é MINHA mulher e está na MINHA casa e pergunta que direito eu tenho?

– Então agora eu sou SUA mulher? – Kikyou levantou a mão que segurava a fotografia amassada e a atirou contra o peito dele – Pena que não tenha se lembrado disso antes!

– Do que diabo você está falando? – InuYasha olhou para a foto amassada que bateu em seu peito e caiu no chão – Volto mais cedo para casa e a encontro se agarrando com outro homem e você acha que pode inventar uma desculpa inútil para se livrar do fato que me traiu?

– Você me traiu primeiro seu cretino inútil! – Kikyou falou, sentia seu mundo desabando. – Como pode me deixar aqui sozinha e...

– Eu estou trabalhando! – InuYasha a cortou – Estou buscando algo melhor para nós dois! – deu um passo para frente sem perceber que pisara na foto amassada – Acha que isso é desculpa para trazer homens para cá quando não estou?

– Eu não trago homens para cá na sua ausência... é apenas Naraku!

– Qual a diferença de quantos são, se é a segunda vez que encontro os dois se agarrando?

– Eu não estava agarrando ele da outra vez!

– Quer dizer que agora estava?

– Kami! – Kikyou passou as mãos pelos cabelos, afastando–os do rosto – Como pode distorcer os fatos para tentar me culpar por não conseguir manter as calças fechadas?

– Pelo que acabei de ver... – InuYasha se aproximou de Kikyou, sentindo o sangue ferver – ... não sou eu quem não consegue manter algo fechado!

– Seu cretino! – Kikyou gritou antes de levantar a mão e lhe dar um tapa no rosto – Como ousa falar assim comigo? – viu a expressão chocada dele, e olhou surpresa para a marca que se formava em sua bochecha, apertou as mãos contra o peito – Eu nunca mais quero ver você! – murmurou antes de se virar e subir a escada correndo.

– Kikyou... – InuYasha deu um passo para seguí–la mas foi impedido de continuar por uma mão que segurou seu braço. Virou–se para Naraku e estreitou os olhos, tinha esquecido da presença dele – Tire suas mãos imundas de mim!

– Fico feliz que ela tenha tido coragem para enfrentá–lo – Naraku falou puxando–o para longe da escada – Foi bom você ter voltado hoje, assim pelo menos você pode vê–la partir comigo ao invés de chegar e encontrar a casa vazia!

– Nani? – InuYasha olhou para o rapaz a sua frente perplexo com suas palavras. – O que... – sentiu um aperto no peito e dificuldade em respirar, fechou os olhos e respirou fundo tentando se controlar –... O que você disse?

Goodbye to you,
goodbye to everything I thought I knew,
You were the one I loved,
the one thing that I tried to hold onto
Goodbye to you, (goodbye to you)
goodbye to everything I thought I knew, (goodbye to you)
You were the one I loved,
the one thing that I tried to hold onto,
(the one thing that i tried to hold onto)
the one thing that I tried to hold onto.
(the one thing that i tried to hold onto)

(Adeus para você,

Adeus para tudo o que pensei conhecer,

Você foi aquele que amei,

A única coisa a que tentei me segurar

Adeus para você, (Adeus para você)

Adeus para tudo o que pensei conhecer, (Adeus para você)

Você foi aquele que amei

A única coisa a que tentei me segurar

(A única coisa a que tentei me segurar)

A única coisa a que tentei me segurar

(A única coisa a que tentei me segurar)

– Kikyou já tinha concordado em partir comigo! – Naraku sorriu satisfeito ao ver toda cor sumir do rosto de InuYasha – Não devia tê–la deixado sozinha por tanto tempo enquanto perseguia um sonho impossível de ser realizado...

– Kikyou vai... – InuYasha parou de falar e se apoiou no sofá, parecia que suas pernas não conseguiam sustentar o peso de seu corpo – ... Ela vai embora... com ... você?

– Hai, ela concordou em se mudar para minha casa... – olhou para InuYasha sentindo–se satisfeito, por vê–lo sofrer com a perda de algo que amava tanto. – Ela só estava com medo de sua reação e...

FORA! – InuYasha gritou, não querendo mais ouvir os detalhes da traição de Kikyou – FORA DA MINHA CASA!

– Assim que ela descer—

SAIA ANTES QUE EU RESOLVA ATIRÁ–LO PELA JANELA! – InuYasha falou entre dentes.

– Não vou sair daqui sem Kikyou! – Naraku falou, sem fazer qualquer movimento – Não confio em você. Sabe–se lá o que—

– É isso o que quer para sair daqui? – InuYasha perguntou e sem esperar resposta foi em direção a escada – Vou pegá–la para você! – Subiu os degraus correndo e abriu a porta do quarto com um pontapé, viu a expressão chocada de Kikyou que estava sentada na cama.

– Você enlouqueceu? – Kikyou perguntou vendo–o caminhar até o guarda roupa, pegar uma mala de dentro e começar a tirar as roupas femininas e jogá–las de qualquer jeito dentro dela – O que acha que está fazendo?

– Ajudando você com a mudança! – Segurou–a pelo braço enquanto arrancava o resto das roupas do armário e as jogava dentro da mala que estava sobre a cama – Você está tão ansiosa para correr para a cama de seu novo amante... – fechou a mala com uma só mão e puxou Kikyou para fora do quarto e escada abaixo. – ... não quero ser um empecilho!

– Me solte, seu louco!

– Vou soltá–la quando estiver fora daqui! – InuYasha terminou de descer a escada e empurrou Kikyou para os braços de Naraku, passando pelos dois ainda segurando a mala. – Fora daqui os dois! – abriu a porta e jogou a mala na rua, e olhou para os dois. Naraku puxava Kikyou que parecia chocada demais com seu comportamento para ter qualquer reação.

InuYasha desviou os olhos para a rua olhando a chuva que começava a cair, quando os dois passaram na sua frente, Kikyou parou do lado de fora e olhou para ele.

– Espero que se divirta com suas fãs! – Ela falou parada na varanda sem se importar com as gotas que molhavam suas roupas.

– Não se preocupe, eu vou. – Ele falou olhando para ela com desprezo.

– Eu nunca vou perdoar você pelo que me fez!

– Ótimo! – Ele falou vendo–a estremecer quando um raio iluminou o céu seguido pelo trovão – Porque para mim, você acaba de morrer – Completou fechando a porta com força.

Oh, oh whoa, oh, oh (one thing that i tried to hold onto)
and when the stars fall I will lie awake,
you're my shooting star.

(Oh, oh whoa, oh, oh ( a única coisa a que tentei me segurar)

E quando as estrelas caírem eu ficarei deitada acordada

Você é minha estrela cadente)


N.A - Oi minna

Eu sei que esse capítulo está bem menor que os outros, mas eu não queria colocar outros conflitos além da tão esperada separação de Inu/Kik.

Bem, depois de algum tempo ( demorou mais do que imaginei a principio) finalmente o que vocês esperavam ansiosamente aconteceu.

Kikyou saiu da história, mas será que permanentemente?

Só o tempo dirá.

E apesar de eu dizer desde o início que essa seria uma fic Inu/Kag, mas não posso negar que fico triste ao tirá-la da história. Eu sei que muita gente se irritou com a possessividade dela, mas eu tenho mais pena do que raiva da personagem.

Mas, desde o inicio eu sabia que ela apareceria na história apenas para dar a abertura para outros acontecimentos.

Arigatou : Megumi, Polly, Rin, Lally, Bruna( eles já terminaram o relacionamento nesse capítulo. As suas outras perguntas eu não sei como responder. Eu sempre erro quando tento fazer previsões de quantos capítulos vão demorar para que algo aconteça --". Você foi a 100° review dessa vez. Arigatou),Lily, Shampoo-chan, Tici-chan, Carol Nirino, Kagome-chan, Ana, Iza ( Na realidade ele não quer ninguém, apenas atrapalhar a vida do Inu. Vou terminar de revisar sua fic hoje"), Spooky ( Arigatou por revisar o capítulo para mim ), Mel, Camis ( Tudo demora para acontecer quando eu estou escrevendo XD), Priscila Marvolo ( Sim, também acho que Kikyou não é má, apenas alguém que sofreu demais na vida), Tickle-chan, Sf-chan, LeilaWood ( Rin e Sesshy ainda irão se entender ), Ca-chan e Letícia (Ainda não sei responder a isso).

Arigatou minna, pelas reviews.

Espero que gostem do capítulo e me digam o que acharam já que era o que vocês me pediam desde o primeiro capítulo

Kissus e ja ne,

Naru