Mais uma vez peço desculpas pela demora para postar. Prometo postar o capítulo 8 ainda nesse fim de semana. Espero que gostem!


Dean não esperava ter que falar com Sam sobre isso tão cedo, mas agora estava diante dele, nú, com Castiel em seus braços e nas mesmas condições. E agora que ele finalmente entendia o que estava acontecendo, agora que ele enfim compreendia a natureza de seus reais sentimentos pelo anjo e que, por fim, os aceitava, ele não ia negá-los. Agora que ele tinha o moreno de olhos azuis em seus braços e que sabia que tinha seu amor, ele não abriria mão dele, não o deixaria se afastar dele de jeito nenhum, nunca mais. Então não restava outra saída: ele teria uma conversa séria com seu irmão.

Ele se sentou na cama levando Cas consigo. O anjo estava tão ruborizado e constrangido que se grudou nas cobertas, puxando o tecido consigo e se cobrindo desesperadamente. Tentando acalmá-lo, o loiro começou a acariciar seu rosto e ia dizer algo, quando Sam o interrompeu furioso:

Sam: Como é, Dean? Não vai falar nada?

Dean (zangado): Acalme-se, Sammy! Não está vendo que o Cas está envergonhado? Vá lá pra fora por um instante, por favor. Daqui a pouco eu te chamo e nós conversaremos.

Sem falar mais nada, o caçula deixou o quarto batendo a porta atrás de si com força. Carinhosamente, o Winchester primogênito virou o anjo para sim e falou com ternura enquanto acariciava o rosto amado:

Dean: Você poderia se vestir e sair um pouco, anjinho? Eu preciso ter uma conversa séria com Sammy. Só eu e ele.

Castiel: Posso sim, mas o que você vai falar para ele, Deanno?

Dean: A verdade. Eu demorei muito para viver um amor de verdade, Cas. E agora que aconteceu, eu não vou abrir mão dele de jeito nenhum. Nem pense que você vai se livrar de mim, viu, anjinho?

Castiel (sorrindo): E quem disse que eu quero me livrar de você?

Dean (sorrindo): É, eu realmente te perverti.

Castiel (sorrindo): Bobo.

Os dois caíram na gargalhada e logo depois trocaram um suave beijo. Em seguida voltaram a conversar abraçados:

Castiel: Falando sério, Deanno, tem certeza que é isso que você quer? Porque depois que todo mundo souber, nós teremos muitos problemas. O preconceito, as piadas e provavelmente meus irmãos tentarão usar nossos sentimentos um pelo outro para te destruir. Está pronto para enfrentar tudo isso?

Dean: Nunca estive tão pronto, anjinho! Coitado daquele que vier com preconceito ou piadinhas! Eu quebro a cara na hora! E quanto a seus irmãos, eu não tenho medo deles. Eu te amo, Cas. E não estou disposto a viver sem você.

Castiel (emocionado): Deanno...

O casal se beijou mais uma vez e Dean voltou a falar:

Dean: Agora vai, anjinho. Quando a conversa acabar, eu ligo para você.

Castiel: Está bem. Eu vou ficar aguardando sua ligação.

Dean (acariciando o rosto do anjo): Pode aguardar. A partir de hoje, nós estaremos sempre juntos.

Em fração de segundos, Castiel se vestiu e deixou o cômodo. Minutos depois, o loiro já estava usando suas roupas e abria a porta do quarto. Sam estava encostado na parede da frente com as mãos nos bolsos. Dean o encarou e falou:

Dean: Pode entrar, Sammy.

O irmão o obedeceu, foi até sua cama e se sentou. O mais velho o seguiu, sentou na outra cama, onde fizera amor com Castiel e, cara a cara com o irmão, começou a falar:

Dean: Eu serei rápido e sucinto, Sammy. A muito tempo que eu comecei a sentir coisas que eu não entendia pelo Cas. Hoje finalmente eu compreendi. Eu o amo, irmãozinho. E o quero ao meu lado. Então, goste você ou não, Cas agora é seu cunhado e passará a viajar conosco no Impala.

Sam ficou estarrecido diante do que estava ouvindo. A cena que presenciara pouco antes foi chocante, mas ouvir seu irmão, que sempre fora tão mulherengo dizer com todas as letras que ama um homem o deixou completamente pasmo. Bem, tecnicamente era um anjo. Mas o corpo que Dean via e desejava era de um homem. O mais alto ficou em silêncio por alguns segundos pensando, decidindo que postura tomar, até que finalmente falou:

Sam: Para mim isso é muito estranho e eu vou demorar a me acostumar, mas eu quero que você seja feliz, Dean. E se é o Cas que te faz feliz, então não me importo de ser cunhado dele. Esse brilho em seus olhos e esse sorriso em seus lábios, que eu não me lembro de ter visto antes, já ajudam a me habituar à situação.

Emocionado, Dean se levantou de sua cama, sentou ao lado de Sam e o abraçou forte falando:

Dean: Obrigado, Sammy. Eu não esperava outra coisa de você.

Sam (rindo no final): Não precisa agradecer, Dean. Eu sou seu irmão. É meu dever te apoiar em qualquer decisão que você tomar. Mas quando o Cas vai voltar? Acho que vou ter que pedir um quarto para mim, não é?

Dean (sorrindo): Eu fiquei de ligar para ele quando a conversa acabasse. E não, você não precisará pedir outro quarto. Pelo menos por enquanto.

Sam: Como não, Dean? Eu não tenho vocação para castiçal!

Dean (pegando o celular no criado-mudo): Calma, maninho. Deixa o Cas voltar que você saberá.

O Winchester mais baixo apertou o número de seu amor na discagem rápida do aparelho e o colocou em um dos ouvidos. O moreno de olhos azuis estava tão ansioso que atendeu a chamada assim que ouviu o toque:

Castiel: E então, Deanno, como foi a conversa?

Dean: Venha pra cá que eu te conto, anjinho.

O loiro ainda estava com o telefone no ouvido quando o moreno apareceu diante deles. Sorrindo, Sam falou enquanto se levantava:

Sam: Seja bem-vindo a família, cunhado!

Castiel (comovido): Sam, isso é sério? Você...

Dean (ficando de pé e sorrindo): Ele aceitou, Cas! Sam disse que só quer que eu seja feliz e se é você que me faz feliz, ele não se importa.

Castiel: Nem sei o que dizer, Sam.

Sam: Não precisa dizer nada, Cas. Só faça o meu irmão feliz.

Castiel: Eu vou fazer, Sam. Não se preocupe.

Dean (rindo): Nossa, quanta breguice!

Castiel e Sam ao mesmo tempo (rindo): Dean!

Dean: Tá, entendi! Mas 2 contra 1 é covardia!

Os três rapazes gargalharam por alguns minutos, como a muito não faziam. Depois, com eles já refeitos, Dean continuou:

Dean: Bem, sobre aquele lance de você não precisar pedir outro quarto por enquanto, Sammy, depois do que houve hoje, eu e Cas precisamos de um tempo sozinhos. Nós precisamos conversar, pensar e decidirmos o que faremos daqui para frente. Então, eu pensei em você nos levar para algum lugar onde nós possamos ficar sozinhos, anjinho. Assim, você fica com o Impala, caso precise sair daqui às pressas, Sammy

Castiel: E para onde você quer ir, Deanno?

Sam: Anjinho? Deanno? Sério, caras, eu posso me acostumar com a relação de vocês, mas com esses apelidos melosos e ridículos eu não vou me acostumar nunca!

Dean (rindo maliciosamente): Se eu fosse você, irmãozinho, tratava de me acostumar, porque você ainda vai ouvi-los muito. Mas o acha da idéia, anjinho?

Castiel: Eu gostei. Mas você não odeia que eu te teletransporte, Deanno?

Dean: Não mais, anjinho. Com você ao meu lado nada mais importa.

Sam: Nossa, eu nunca te vi tão piegas, Dean! Credo!

Dean: Olha quem fala! O rei da breguice!

Sam: Engraçadinho...

Dean: Bitch!

Sam: Jerk!

Castiel: Mudando de assunto, para onde você quer ir, Deanno?

Dean: Você vai escolher nosso destino, Cas. Eu quero ir para um lugar que você goste.

Castiel: Sério, Deanno? Obrigado! Se é assim, eu já sei para onde nós vamos.


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