Existir

Sua própria imagem era patética. Uma enorme imagem de fraqueza, desajuste e, até mesmo, confusão. Com pessoa alguma encontrava semelhanças – sentia-se só, como se nada em sua imagem lhe remetesse à natureza humana.

E como poderia ser huano, se mal existia. Mas existir... talvez isso ele fizesse. Andava, respirava, eventualmente comia e dormia. Tudo sem absoluto propósito.

As pessoas lhe tinha repulsa? Como poderia afirmar, se apercebia nada? Não dedicava atenção suficiente às pessoas e coisas – por tantas depiuras passara que nada mais ouvia.

Em certo ponto, de tudo desistiu. Deixou de andar, de comer, de dormir. Apenas respira, criando os próprios dementadores.