N/A: Até parece que vou um dia conseguir escrever algo tão maravilhosamente maravilhoso como House. u.u
"Quando a chuva passar..."
Capítulo 7
Desde que Cameron o procurara com o pretexto de "dar água na boca", Chase sentia-se como se estivesse em um sonho. Tudo era surreal demais. Mas agora, ao ver House parado em frente a sala de diagnóstico teve certeza absoluta, era um pesadelo.
Ele pode ver a cor do rosto de Cameron se esvair completamente em poucos segundos e sentiu o estômago revirar. Estamos demitidos. Podemos sair correndo antes que ele nos note, não é? Tem uma probabilidade de dar certo mas continuaríamos demitidos. E se simplesmente acordássemos? Seria melhor ser despedido mas com a Cameron ou manter o emprego e ficar sem a médica?
- Me fitar com cautela não vai me fazer desaparecer. - House disse sem virar-se para eles.
- Nós não...
- Vocês têm 30 segundos.
- Estávamos morrendo de tédio já que nosso paciente foi diagnosticado e você sumiu. - O australiano começou. - Aí o Foreman achou sua caixa de isopor perto da mesa e bebeu. Claro que eu sabia que estaríamos demitidos de qualquer jeito então também bebi. E nós tivemos um ótimo tempo juntos antes do Foreman ter bebido até desmaiar.- Deu uma olhada rápida no colega que jazia inconsciente na cadeira.
- Ainda faltam 10 segundos. Nada mais a comentar?
- House, nós sentimos muito...- Cameron tentou falar mas foi logo interrompida.
- Claro que não sentem. Oh, meu deus!
Ambos os médicos se entreolharam em dúvida.
- Vocês estão de mãos dadas?
Eles rapidamente soltaram um a mão do outro, não por medo, mas sim por surpresa. Não acreditavam que ficaram do mesmo modo todo esse tempo.
- Interessante.
- Estamos demitidos? - Chase perguntou mudando de assunto.
- Talvez.
- Você estava certo. Eu, pelo menos não me arrependo.
- Cameron! - O intensivista a repreendeu.
- O que é isso? Já que vai ser demitida mesmo, aproveita pra colocar pra fora todo o rancor que guarda por mim?
- Não é isso, é só que. - Chase tentou explicar mas não conseguiu. - Quer saber? Eu também não me arrependo. - Pegou de volta na mão da médica e ela riu.
- Interessante.
- Mas, nós podemos pelo menos comprar novas garrafas pra você.
- Eu vou cobrar. Agora vão embora logo e levem essa bunda bêbada - House apontou com a bengala para Foreman. - para casa antes que Cuddy veja vocês!
- Não estamos demitidos?
- Estarão se ela os vir. VÃO. - Deu as costas.
- House! - Cameron chamou.
- Não me agradeça. Estou morrendo de curiosidade pra ver a reação de vocês quando o efeito da bebida passar!
- Nós não vamos...
- Veremos. VÃO!
E eles obedeceram.
XXX
- Apenas me lembre por que estamos fazendo isso. - Chase perguntou de dentro do taxi.
- Porque ele é nosso amigo. - Cameron saiu e abriu a porta do passageiro pronta para tirar Foreman de lá.
- Tente de novo.
- Por que ele pode se tornar nosso amigo?
- Errado.
- Apenas tire a bunda do assento e vem me ajudar aqui.
O intensivista suspirou fundo.
- Ok, ok, ok. Aí vamos nós. Droga, como ele é pesado. - Levantou o neurologista pela direita e Cameron foi ajudá-lo do outro lado.
- Aqui, já estou com as chaves da casa dele.
- É melhor que ele fique bem agradecido depois dessa.
- Nós salvamos o emprego dele no final das contas.
Eles se encaminharam para a porta do apartamente e a médica abriu a porta.
- Prontinho. - Eles colocaram o colega numa poltrona. - Não foi tão ruim assim, foi?
- Está me zoando, não é? - Chase ergueu as sobrancelhas e foi para a cozinha.
- O que está fazendo?
- Assaultando a geladeira dele.
- Fala sério.
- Estou falando.
- Robert! - Agora chamá-lo pelo primeiro nome não parecia tão...estranho.
- O quê? Ele nos deve.
- Você é terrível. - Ela riu. - Hum, Robert!
- Oi.
- Você disse que toca violão, não é?
- É...
- Bem, eu tenho um lá em casa. E eu estava pensando em um jeito de você cumprir aquela promessa da serenata sem risco de ser preso por distúrbio da paz.
- Está me convidando pra ir tocar violão na sua casa? Hoje?
- Bem...é.
Chase saiu da cozinha e olhou-a um pouco surpreso.
- Er, claro. Por que não?
- Combinado, então. Vamos?
Ambos saíram da casa e quando Cameron estava prestes a jogar a chave por baixo da porta se lembrou.
- Eu esqueci minha bolsa lá dentro!
- Vai lá pegar. Vou chamar um táxi. Deus, essas corridas foram umas facadas. A sua casa é longe?
- Não fale assim. Pelo menos mantivemos nosso emprego. Isso é bom, não acha?
- Talvez.
- Oh, Robert. Desde quando você precisa ser tão exageradamente pessimista?
- Desde que você se tornou positivamente otimista.
Cameron exitou antes de sair ao olhar para Foreman, que se mantinha dormindo, sem saber de nada. Ela riu, olhou furtivamente para os lados e tirou uma nota de cem, uma de cinquenta e colocou na pasta do neurologista.
- Eu sou uma garota de palavra. - Murmurou antes de fechar a porta atrás de si.
- Então...? - Chase perguntou ao ver a colega sair.
- Minha casa não é longe.
O australiano sorriu ao ouvir essas palavras e, com a mão na cintuta de Cameron, se dirigiu para o táxi que já estava esperando por eles.
Fim.
N/A: Genteeeeeeeeee! Eu completei uma fic! Imaginava que ia ficar feliz mas bateu uma tristeza, sabe? Essa é uma das que eu mais gosto e peço desculpas se vocês quisessem ver um final cham mais "meloso" mas é que não dá certo. Eles ainda têm muito o que se conhecer antes disso. Mas quem sabe esse não será o fim...gostariam de uma continuação? Ou não? Avisem-me!
Agradecimentos a Suani, Iris, Isa C., Andarilho das Fics, Ligya, Isabela, Berii8, Camila, Poli, bia, antonioshaka e maninho.
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