VII

O FORMATO DAS NUVENS

Os Níveis Ordinários de Magia eram os exames mais importantes para jovens bruxas da sociedade – pois era a partir deles que elas mostrariam aos demais que tinha o intelecto necessário para chamar a atenção de um bom marido. Para Narcissa Black, no entanto, os exames significavam muito mais do que um bom casamento; até porque ela já tinha o seu futuro marido na palma de sua mão. Para Narcissa, ter notas perfeitas no NOMs significava uma chance de sair da sombra das irmãs mais velhas.

O fato é que Narcissa sempre foi ofuscada por Bellatrix e Andromeda. Ela era a preferida dos pais, mas toda a família dizia que aquilo se explicava mais pela sua idade do que pelos seus méritos. Ela era a mais bonita, mas o seu rosto era de uma Rosier, enquanto as suas irmãs eram típicas Black. Ela tinha um currículo escolar perfeito, mas não fazia parte do time de quadribol nem se tornara monitora. Assim, para Narcissa, a sua única chance de ser melhor que as irmãs aos olhos da família seria superá-las nas notas do NOMs.

No entanto, ter à sua disposição uma distração como Ludovic Bagman não ajudava a jovem Black a perseguir seus intentos.

- Cissa, já chega! – Ele disse, enlaçando a cintura da garota e trazendo-a para perto. – Você estudou demais hoje!

Ela riu, sentindo um arrepio cruzar sua espinha quando os lábios do namorado foram ao seu pescoço. Narcissa fechou relutantemente o livro de História da Magia e olhou ao redor. Era uma rara tarde de sábado ensolarada, então não era uma surpresa ver que o salão comunal da Sonserina estava praticamente vazio...

Vazio o suficiente para Narcissa se permitir enlaçar o pescoço do namorado e colar os lábios aos dele, suspirando ao sentir a língua quente lhe tocar. Como acontecia todas as vezes que Ludovic a beijava, Narcissa se sentiu esquentar por dentro e desejou já estar casada. Desejou não ser uma Black, para poder se entregar à vontade do namorado sem se preocupar com o decoro.

Desejou Ludovic.

- Essa provavelmente não é a melhor maneira de uma dama se comportar – Narcissa se assustou com a voz fria e, agora, tão familiar de Lucius Malfoy. Rapidamente afastou-se de Ludovic. – Especialmente uma Black.

Ela sabia que deveria recobrar a sua dignidade e encarar Lucius com altivez, mas não conseguiu. Ele estava certo, afinal. Sentiu o seu rosto corar violentamente.

- Eu-

- Ora, Lucius, você deixou Cissa sem graça! – Ludovic disse, divertido. Olhou a namorada. – Relaxe, nós não estávamos fazendo nada de errado. Aliás, comparado com o que o Capitão, aqui, faz no vestiário do campo de quadribol, nós estávamos num momento virginal!

Narcissa disfarçadamente ergueu o olhar, vendo que a expressão de Lucius havia se tornado desgostosa.

- Eu sou homem. Narcissa é uma mulher.

- Anabella Nott também é uma mulher; e de boa família. Até onde eu sei, ela não estava se comportando com decoro na torre de astronomia, há duas noites.

- De fato, Ludo. Mas pelo menos Anabella não estava fazendo nada em público.

- Nem nós – Narcissa finalmente respondeu. – O salão comunal estava deserto, Lucius. E eu não entendo por que você se importa tanto com a minha conduta!

Ele deu de ombros.

- Eu não me importo. Apenas estava fazendo uma brincadeira.

- Então não faça brincadeiras desse tipo! Nós não temos intimidade suficiente! E se outras pessoas lhe escutarem dizer coisas desse tipo, podem presumir ser verdade. Você sabe o quão importante a castidade é para a minha família, e, acredite, eu cuido da minha com zelo! A minha reputação é impecável; eu pretendo mantê-la assim!

Lucius a olhou por um tempo, e Narcissa não entendeu quando os olhos frios brilharam e um sorriso satisfeito apareceu nos lábios dele.

- Eu peço desculpas, Narcissa. Acredite em mim: eu sou a última pessoa nesse mundo que deseja ver a sua reputação manchada. Eu faria o impossível para impedir que qualquer pessoa lhe difamasse.

E, dizendo aquilo, Lucius rumou para os dormitórios, deixando o casal de namorados novamente sozinhos.

Narcissa voltou-se para o namorado, confusa.

- Por que ele está agindo assim?

- Eu não sei, Cissa.

- Você acha que ele quer-? Você acha que ele pode estar interessado em mim?

Ludovic negou com a cabeça, rindo, como se a pergunta de Narcissa fosse inocente e estúpida.

- Não, Cissa! Lucius sempre comenta as suas conquistas com o pessoal do time e, acredite, ele nunca lhe mencionou! Ele parece querer se aliar a você; o que é natural, considerando a o porte da sua família. E eu lhe digo uma coisa: uma aliança com um Malfoy é algo que ninguém deve dispensar.

.-.

Enquanto isso, professores e Monitores-Chefes tinham outra preocupação em suas mentes: eis que uma das festas mais esperadas pelos habitantes de Hogwarts era o Dia das Bruxas; e as autoridades da escola tradicionalmente usavam o mês de outubro inteiro para planejar o evento.

Claro, desde os primeiros anos de funcionamento da escola, há quase um milênio, eram os Monitores-Chefes quem menos se empolgavam com tal tarefa, visto que eles tinham também que se concentrar nos seus exames finais. E, naquele outubro em particular, a representante feminina do cargo estava ainda menos animada – afinal, para Andromeda Black, ajudar na organização de uma festa do porte do Halloween significava apenas ter que passar dias na companhia de Theodore Tonks.

- Você não precisava ter vindo, Tonks! – Ela disse, cortando as ruas do Beco Diagonal cada vez mais rápido, na óbvia tentativa de se perder do garoto que tentava lhe seguir. – Eu poderia muito bem cuidar das compras da decoração sozinha. Facilitaria o nosso trabalho se você tivesse ficado em Hogwarts, discutindo o cardápio com os elfos domésticos!

Theodore riu, correndo um pouco para ficar do lado de Andromeda.

- Quer parar de me chamar pelo meu sobrenome?

- E pelo que eu devo lhe tratar? Theodore?

- Ugh! Não! Deus! Você fez com que eu me sentisse como o meu avô, agora! Você sabe que todos me chamam de Ted. É tão difícil me chamar assim?

Andromeda deu de ombros, a resposta ácida – porém sincera – àquela pergunta logo aparecendo em sua mente: era, de fato, difícil chamar o grifinório de Ted porque Andromeda não queria ser ridicularizada pelos seus amigos e familiares ao tratar com afeto um sangue-ruim.

- Tonks, – ela finalmente disse. – nós não somos amigos.

- Eu já percebi isso.

- Então por que você insiste tanto em criar vínculos comigo? Nossos mundos são diferentes!

- Ah, vocês, da elite...! Um dia você vai perceber que só existe um mundo, Estrela Black.

- Constelação, Tonks!

Ele deu um meio-sorriso e assentiu, em concordância.

Logo, o par entrava numa das lojas de logros para comprar parte de uma enorme lista que Dumbledore lhes dera naquela manhã. Passaram quase uma hora lá dentro, escolhendo entre inúmeros modelos e cores os que mais lhes agradavam e, na hora de pagar, demorando-se enquanto Theodore revelava o seu talento para pechinchar.

Quando saíram da loja, se depararam com um Beco Diagonal muito diferente do de uma hora atrás: as ruas estavam estranhamente vazias e silenciosas, e estava tão escuro! Andromeda olhou para cima.

- Mas que-?

O céu estava encoberto pelo que pareciam ser nuvens de tempestade; e Andromeda soube que aquilo não era um fenômeno natural quando elas começaram a tomar uma forma macabra – a de uma cobra que deslizava da mandíbula aberta de um crânio.

- Andromeda? – Theodore disse cautelosamente. – Fique perto de mim.

Daquela vez, Andromeda não pensou duas vezes antes de se aproximar de Theodore – talvez até um pouco mais do que o decoro e o seu status sanguíneo permitiria. Ele rapidamente sacou a sua varinha e enlaçou a cintura da jovem.

- Merda! – O garoto exclamou, soltando-a. – Seja o que isso for, não está me deixando desaparatar. Vamos nos abrig-

Antes que Theodore pudesse terminar aquela frase, um grande estampido veio das nuvens – quase como um trovão – e pessoas mascaradas e vestidas de negro surgiram voando em suas vassouras, cortando os céus numa velocidade que Andromeda não sabia ser possível.

E, então, raios de luz apareceram – incendiando árvores, destruindo o pavimento e estilhaçando os vidros das lojas.

Andromeda gritou, apavorada, e mal sentiu Theodore agarrar violentamente o seu pulso e começar a arrastá-la, em direção à loja de logros.

- VAMOS! – Ele gritou. – AGORA!

Levou um segundo para Andromeda reagir, mas, assim que o seu instinto de sobrevivência se sobrepôs ao medo, ela conseguiu acompanhar Theodore, rebatendo com a sua varinha alguns feitiços que vinham em suas direções, enquanto ele os guiava para a porta da loja.

Estava trancada.

Theodore bateu com força no vidro, e Andromeda gritou, implorando que os deixassem entrar; que os ajudassem. Os donos da loja – o simpático casal que há pouco atendera o par – apenas os olharam aterrorizados até que o homem pegou a sua varinha e a meneou. Andromeda reconheceu o feitiço: ele havia silenciado a loja, para não precisar escutar os apelos dos dois adolescentes.

Mais explosões; mais vidros quebrados.

Em meio à baderna, um grito foi ouvido:

- Aqui! Venham rápido!

O par procurou a fonte da voz. Do outro lado da rua, era o dono da alfaiataria que os chamava, oferecendo abrigo. Theodore e Andromeda imediatamente começaram a tentar atravessar a rua, atentos aos feixes de luz que lhes cortavam o caminho.

Andromeda estava tão atenta a se livrar dos feitiços, que não viu que o calçamento à sua frente estava irregular. Ela pisou em falso, e a queda foi inevitável – esfolando os seus joelhos, braço e palma da mão direita, e deixando o seu cotovelo direito em carne-viva. Mas o pior daquela queda: a sua varinha partiu-se.

- TONKS! – Ela gritou, sem esperança, por ajuda.

Sem esperança, porque não acreditava que o garoto, que já estava quase abrigado, fosse dar meia-volta e correr em sua direção. Mas ele o fez.

Theodore se abaixou, estendendo a sua mão à Andromeda.

- Vamos!

Ela respirou fundo. Seus pais lhe matariam quando soubesse daquilo. Os seus amigos nunca lhe deixariam esquecer aquele momento.

Ainda assim, entre morrer e segurar a mão de um sangue-ruim que está se arriscando para lhe salvar, Andromeda ficava com a segunda opção. Agarrou a mão de Theodore, e deixou que ele a ajudasse a se reerguer. Correu com dificuldade até a segurança da alfaiataria, onde o senhor desconhecido os esperava.

Os três se esconderam atrás de um balcão – dividindo o espaço com alguns clientes e vendedores.

- Vocês estão bem? – Perguntou o dono da alfaiataria.

Andromeda apenas conseguiu assentir, ainda ofegante e com o coração acelerado.

- Andromeda? – Ela ouviu a voz de Theodore, ao seu lado.

- Eu estou bem! – Respondeu, quase exasperada. O olhou, percebendo que ele tinha um corte na testa. – Você está sangrando.

Theodore deu de ombros.

- Você também.

Do lado de fora, aqueles encapuzados continuaram a destruir o Beco Diagonal por quase dez minutos – até que os aurores do Ministério da Magia intervieram. Aos poucos, as pessoas começaram a sair dos seus abrigos e a calcular os danos.

O dono da alfaiataria se levantou, sorrindo para o par.

- Dia ruim para um casal de namorados fugir da escola, não?

Andromeda franziu o cenho e, passado o choque, quis responder ao homem – mas ele já tinha saído.

- Por que ele acha que somos namorados?

Theodore riu-se.

- Talvez porque você ainda esteja segurando a minha mão.

A jovem Black olhou para a própria mão, entrelaçada fortemente à mão de Theodore. Rapidamente a soltou.

- Eu não tinha percebido.

- Eu sei. A estrela Black não seguraria a mão de um sangue-ruim conscientemente... Ah, estrela não. Constelação.

Ela deu um sorriso amargo, obrigando-se a olhar para o garoto; analisando o líquido vermelho que coagulava em sua testa. Abraçou os próprios joelhos, que também sangravam.

- Interessante. O seu sangue parece tão limpo quanto o meu.

- Como eu lhe disse, só existe um mundo; e nós somos todos igualmente humanos.

- Talvez... Como você se machucou?

- Um feitiço me atingiu de raspão, logo depois de eu ter voltar para o campo de batalha para salvar a donzela Black, que decidiu despencar no meio da rua na hora mais inconveniente!

Andromeda mordeu o lábio. Ele tinha se machucado, e fora culpa dela... E o pior de tudo era saber que se Theodore tivesse caído, ela jamais voltaria para ajudá-lo. Afinal, por que uma Black ajudaria um sangue-ruim?

Com um nó na garganta, ela disse.

- Obrigada. Por ter me ajudado. Por não ter me deixado sozinha.

- Você teria feito o mesmo por mim.

- Eu não teria – respondeu sinceramente. – Eu lhe abandonaria sem pensar duas vezes.

Para a sua surpresa, Theodore riu, divertido. A mão dele procurou a sua e, apesar de não estarem mais numa situação de perigo, Andromeda permitiu.

- É... Eu sei disso, Black. Mas um cara pode ter suas fantasias, não?

- Fantasias?

- Sim. A fantasia de que você se importa comigo.

- Sinceramente? Agora eu me importo... Ted.

XxXxXxX

Bellatrix nunca foi uma pessoa paciente. Nem mesmo quando criança – ela achava irritante esperar pelo aniversário, e jamais entendera por que esperar pelo dia 25, se desde o início de dezembro os seus presentes estavam sob a árvore de natal. Ela escolhia a sobremesa antes do almoço e nunca – jamais – conseguiu ficar numa fila até o fim. A primogênita Black não sabia esperar. Por isso, as últimas três semanas haviam sido tão difíceis para ela.

Eis que já se passara três semanas do baile na casa dos Yaxley, no qual Lorde Voldemort lhe dissera que manteria contato. Três semanas, e nenhuma carta chegou para Bellatrix.

- Ele disse que ia escrever! – Ela disparou à mesa de jantar, chamando a imediata atenção dos seus pais. – Ele tinha se interessado por mim!

Druella sorriu calidamente.

- De quem você está falando, querida? Do garoto Lestrange?

- Eu... o quê? Não, mamãe! O que Rodolphus teria a ver com-? Eu estou falando do Lorde Voldemort! Ele disse que me escreveria, no baile!

- Oh. Eu não quero que você troque correspondências com aquele homem.

- Ele é poderoso, mamãe. E eu gostei dele. Aliás, você não queria que eu encontrasse um pretendente? Pois bem; quem melhor para casar com a sua filha, do que o homem que será o líder da nossa sociedade?

O rosto de Druella tomou uma expressão de puro horror, mas Bellatrix não se importou – foi ela mesma quem decidira que as filhas teriam o direito de escolher seus futuros maridos.

Além disso, a jovem não estava mentindo. Ela sempre teve todos os homens que quis aos seus pés – tanto que já se dera ao luxo de deixar três no altar. A indiferença do Lorde Voldemort fez com que algo despertasse nela; era o prazer da conquista, poucas vezes experimentado por Bellatrix. Naquelas três semanas, ela imaginou como agiria quando finalmente o encontrasse novamente. Uma coisa ela decidira: atacaria com todas as suas armas. Ele não tinha chances de continuar ignorando-a.

- Você está fazendo algum tipo de brincadeira, Bellatrix? – Cygnus lhe perguntou, muito sério.

- Não, papai.

- Lorde Voldemort demonstrou esse tipo de interesse em você?

- Não. Ainda não. Mas eu sou perfeitamente capaz de fazer com que ele se interesse romanticamente por mim. Eu acho que traria ainda mais prestígio para a nossa família, um casamento com um político como ele.

Cygnus assentiu lentamente, seus olhos perfurando a filha. Quando finalmente falou, um sorriso quase triunfante abria-se em seus lábios.

- Você tem a minha benção.

- Não! – Druella implorou. – Não, Cygnus! Você não pode estar considerando isso-!

- Se essa é a escolha da nossa filha, Druella, eu fico contente.

- Não! Eu não vou permitir!

- Druella. – Cygnus disse, autoritário. Bellatrix viu, pelo canto do seu olho, a mãe estremecer e o seu corpo inteiro ficar tenso. – Fique quieta.

Druella respirou fundo e baixou a sua cabeça, os cabelos loiros se acortinando para lhe esconder o rosto. Bellatrix sabia que ela pagaria por ter desafiado a autoridade de Cygnus na frente da filha, e a jovem Black não ficaria ali para presenciar os gritos do pai e o choro baixo – quase elegante – da mãe. Pedindo licença, ela deixou o seu prato quase intocado de sopa e se trancou em seu quarto.

XxXxXxX

Reviews, por favor.

Cygnus e Druella têm uma relação muito boa; mas ele ainda é machista e ainda é submissa. Embora na maior parte do tempo eles se dêem bem, de vez em quando ele resolve mandar nela. Mas eles são felizes, eu garanto.

Bjus e mais bjus para a minha maninha querida do coração, Sheyla Snape, que betou mais esse cap pra mim. E, claro, para as leitoras lindas que comentaram o cap passado: Lois, Duaschais Seneschais (Gabrielle eh a peghetxy de Tonks porque eu sou narcisista e gosto de fazer elenco de apoio nas minhas fics. Se Quentin Tarantino pode, eu também posso! Heheehehhe! A pesquisa dá trabalho, mesmo. Eu planejo o capítulo com o HP-Lexicon aberto, para ver nomes e datas. Aqui, eu uso principalmente sobrenomes de comensais.), Tathiana, DevilAir (eles se amarão, sim. Mas ainda tem muita coisa para acontecer. Eu gosto muito dos outros casais, então pode ter certeza que eles não vão se odiar) e Lia Croft. Também mando bjus para as meninas do Nyah: Ana T, Bastet (eu imagino os ramos da família Black como você. Na fic, as meninas cresceram num lar mais equilibrado do que Sirius e Regulus – especialmente por causa de Druella, que é extremamente amorosa), Emilyn_Cruz, Brendhoka e Luh_Black (Sirius não vai aparecer muito porque Andromeda, a única que mantém contato com ele, logo vai sair de Hogwarts – e a fic não vai explorar muito o tempo depois da entrada dele na Ordem da Fênix... e, eu admito, acho que não saberia escrever Sirius! Hehehehe!).

Ah, gente, tô tão feliz que vcs estão gostando dessa fic! Tipassim, não é algo que eu estou acostumada a escrever, neh? Bjuss!