E aí, pessoal? Desculpa a demora!
Mell: rs como não morrer com a Rachel? É lindo demais mesmo, pena que numa situação tão ruim! =/
Por hoje é só isso mesmo, pessoal rs
Divirtam-se!
Capítulo 7 – America the Beautiful
O verão tinha sido meu salvador, como em praticamente todos os anos, mas aquele em especial. Rachel e eu quase não nos vimos durante nossas provas finais, mas não foi tão ruim quanto eu imaginava que seria. Nós estávamos ocupadas estudando para os nossos exames individuais, mas ainda tínhamos tempo de conversar pelo telefone antes de dormir. Eu descobri como melhorar aquilo no final fingido estar em apuros em Literatura Americana, para que ela me ajudasse a estudar para a prova dissertativa. Nós fazíamos essa aula juntas, então encaixou muito bem essa ser a nossa última prova. Nós limpamos nossos armários, jogamos nossos cadernos no lixo e demos adeus ao McKinley pelos próximos três meses. A única coisa com a qual tínhamos que nos preocupar agora era com a minha pré-temporada de treinamento das Cheerios no fim de agosto e o acampamento de teatro dela, que era na última semana de junho.
Eu pretendia ter o melhor de cada dia que o verão tivesse para me oferecer. Quer descansando ao sol perto da piscina, quer fazendo uma viagem até o lago com os membros do Glee que tinham ficado em Lima, iria ser perfeito. Era o último verão de verdade que nós tínhamos antes de ter que lidar com a vida real. Nós sabíamos que o próximo verão seria ocupado com compras de acessórios para dormitório, orientações e coisas de faculdade. Nós sabíamos que ia acabar com lágrimas e despedidas de Lima e de todos que ficavam pra trás. O verão antes do nosso último ano ia ser livre de dramas e sem um único arrependimento.
Nós sobrevivemos ao Memorial Day com somente alguns arranhões. Poderia ter sido catastrófico, mas tudo realmente tinha ficado bem. Rachel e eu passamos o resto do nosso último dia em Youngstown conversando com a minha irmã e sendo inteiramente honestas sobre o que éramos. Rachel contou a ela orgulhosamente o quanto eu tinha sido romântica ao voltar o relógio na véspera de Ano Novo, de como ela sempre sentiu uma espécie de força magnética que sempre a puxava em minha direção, mas não tinha se dado conta do que isso realmente era até o nosso primeiro beijo aquela noite, ela explicou o drama ao redor dos nossos namorados a época, como nós ficamos lutando contra nossa atração uma pela outra até o Dia dos Namorados, só para acabar percebendo exatamente o que precisava ser dito em nossas desculpas, o mal entendido no dia da caça ao tesouro, as mentiras de Sam e até mesmo o quanto ela estava com medo de terminar com Finn.
Abigail tinha permanecido no mesmo lugar, prestando atenção o tempo inteiro, somente interrompendo para fazer algumas perguntas. Ela me cutucava sempre que eu corava ocasionalmente pela forma com que Rachel falava algumas vezes e soltava exclamações sempre muito apropriadas para cada parte da história que Rachel contava. Foi uma experiência completamente vergonhosa que eu esperava nunca mais repetir, mas pelo jeito com que Rachel estava narrando toda a nossa história nos mínimos detalhes, eu percebi que ela devia estar simplesmente morrendo para contar a alguém sobre isso. Então quando ela se esquecia de falar sobre algo, eu mesma me certificava de completar a história, principalmente para que minha irmã soubesse o quanto ela me fazia bem.
Nós só subimos para o quarto depois das onze da noite, ambas implorando no outro dia pela manhã por mais um dia para aproveitarmos mais a companhia da minha irmã, que estava surpreendentemente legal de novo. Nós resmungamos e lutamos com a minha mãe, mas sem obter qualquer sucesso, então tristemente nos trocamos e fomos arrastando nossos pés até a garagem, guardando nossas coisas no porta-malas. Foi uma surpresa quando minha mãe entrou no banco do motorista e sugeriu que eu e Rachel nos acomodássemos no banco de trás para podermos dormir mais um pouco. Eu não tinha certeza se aquilo era algum tipo de armadilha ou não, mas eu estava realmente exausta para me preocupar. Nós apagamos antes mesmo de pegar a estrada.
Os primeiros dias de verão foram o paraíso. Minhas expectativas tinham sido altas, mas eu não havia me decepcionado. A única nuvem no meu céu era o fato de que Rachel teria seu acampamento de teatro muito cedo. Nós tivemos uma semana maravilhosa juntas e logo depois ela tinha sido tirada de mim para poder aperfeiçoar habilidades nas quais ela já era perfeita desde os dez anos de idade. Eu não estava feliz com isso e eu não tinha vergonha em admitir, eu até tinha dito que não iria com seus pais levá-la ao acampamento. Ela, claro, não gostou e me disse que eu estava sendo egoísta e eu disse a ela que quem estava sendo egoísta era ela por me deixar. Independente disso, lá estava eu na porta da sua casa uma hora antes da hora que eles tinham combinado para começar a viagem de quatro horas até a Pensilvânia e eu até me juntei aos seus pais quando eles começaram a chorar na viagem de volta. Parecia que eles tinham no mínimo três cds de músicas tristes para cantar na longa volta para Lima. Foi uma tortura, mas eu aceitei graciosamente o clima quando percebi o quanto eu realmente ia sentir falta dela.
O fato de que eu estava oito horas dentro de um carro não tinha me incomodado tanto assim.
Eu disse a Rachel para não se preocupar em me mandar uma carta ou um cartão postal, porque ela só ia ficar fora por sete dias e nós podíamos ficar esse tempo sem nos comunicar. Isso não quer dizer que eu não rasguei o envelope de tanta felicidade quando eu recebi uma carta dela três dias depois. Eu passei as outras duas horas escrevendo minha resposta, contando cada novidade de cada aspecto da minha vida desde que tínhamos nos visto pela última vez. Tudo sobre a perturbadora coleção de músicas tristes dos seus pais, os detalhes do meu almoço com a Mercedes mais cedo aquele dia e todas as pequenas coisas que haviam feito eu me lembrar dela e morrer mais ainda de saudade.
Santana tinha cansado do meu estado lastimável depois de um tempo e graças a Deus me distraído pelo resto da semana. Ela não sabia como era ficar sem alguém por uma semana inteira. Era literalmente agoniante.
A festa anual do Dia da Independência que minha sempre dava seria no mesmo dia que estava marcado para Rachel chegar, então eu me joguei na oportunidade de organizar a festa e passar o tempo. No início, minha mãe tinha ficado confusa sobre o porquê de eu estar voluntariamente oferecendo ajuda, mas depois ela ficou com pena de mim quando percebeu que eu não tinha nada melhor para fazer até Rachel voltar pra casa e passou a me dar listas do que ela precisava que eu fizesse. Eu obviamente preferia ter Rachel comigo enquanto eu realizava as tarefas, mas eu tinha me contentado com Santana e Brittany. Era uma boa oportunidade para me atualizar sobre o que estava acontecendo em suas vidas. E quando eu me cansava delas, Abigail ficava feliz em se juntar a mim na procura pelas mais estranhas coisas que minha mãe tinha insistido em comprar.
O Dia da Independência era um dos meus feriados preferidos, porque era bem no meio do verão. Alguma coisa sobre o cheiro de churrasco me deixava animada, ouvir crianças gritando bala de canhão! me fazia querer pular junto com elas e a primeira rajada de fogos enquanto o sol se punha prometia uma noite mágica com fogueiras, risadas e bons amigos. O ar noturno aliviando os ombros queimados de sol e as cadeiras de madeira que cabiam duas pessoas enquanto o fogo secava os cabelos molhados depois de um mergulho noturno que você e os seus amigos haviam combinado.
As cadeiras brancas tinham sido colocadas em torno da mesa coberta por uma toalha de mesa de listras brancas e vermelhas, a comida servida em pratos, a piscina tinha sido limpa e parecia mais convidativa do que nunca e o DJ tinha montado seus equipamentos perto do bar onde um retângulo coberto de piso acabava virando uma pista de dança sempre que o álcool se alojava por entre as veias dos convidados. Quando Judy Fabray dava uma festa, ela realmente dava uma festa.
Os convidados começaram a chegar pelas três da tarde, quando eu já estava pronta no meu vestido azul marinho de verão e sapatos vermelhos. Eu sabia que o sapato não ia durar muito tempo, então um par de chinelos vermelhos estavam à espera. Estava muito úmido para fazer qualquer coisa com o meu cabelo, então eu deixei ele caído no meu ombro em um baixo rabo de cavalo.
Santana e Brittany tinham chegado de manhã e simplesmente se recusaram a por alguma coisa além dos seus biquínis. Kurt foi o próximo a chegar, nos cumprimentando animadamente. Sua combinação de short, gravata borboleta e botas marrons fez parecer como se ele literalmente tivesse visitado o guarda-roupa do meu pai. Mercedes chegou depois com uma blusa com a bandeira americana grafitada na frente. Tina e Mike chegaram logo depois e foi bom ver a Tina com outra cor além de preto. Um Puckerman sem camisa chegou carregando Artie e parando ao lado de Santana e Brittany, alheio ao quão desconfortável Artie parecia estar. Sam entrou pelo jardim com uma bermuda da bandeira americana e seu ray-ban; atrás dele vinha Finn Hudson numa combinação similar, mas que nem de perto ficava tão bem nele quanto em Sam. Essa era a bola em curva que eu estava esperando, nenhum deles era pra estar ali.
Antes que eu pudesse bater no Puck por ter dito a eles sobre a festa, algo brilhante chamou minha atenção sob a luz do sol. Do lado da minha irmã estava Rachel com o seu deslumbrante sorriso segurando um pacote reluzente. Ela parecia mais bronzeada do que uma semana atrás e parecia também ter perdido algum peso, mas ainda era a minha Rachel e estava vestida para impressionar em um vestido branco com pulseiras e brincos vermelhos e sapatos azuis. Eu não podia alcançá-la rápido o suficiente. Ela se virou e percebeu minha presença no último segundo antes colidirmos em um abraço de quebrar os ossos. Eu peguei a sua mão e não a soltei até chegar ao meu quarto e somente quando eu bati a porta e a joguei contra ela para mostrá-la o quanto eu havia sentido a sua falta.
Pelo visto, ela tinha sentido minha falta tanto quanto eu.
"Eu ia vir mais cedo, mas meus pais queriam saber tudo sobre o acampamento." Ela falou enquanto tentava recuperar o fôlego.
"Você está aqui agora."
Ela segurou minhas bochechas e me puxou para ela. "Finalmente."
Eu senti falta dos seus lábios, eu senti falta do seu perfume, eu senti falta do seu rosto e, principalmente, eu senti falta do jeito com que nossos corpos se encaixavam quando nos beijávamos. Eu senti falta de tudo nela.
"Como foi o acampamento?"
"Você realmente se importa?"
"Não agora."
"Então cala a boca e me beija, eu estou querendo você desde o momento que você foi embora." Ela puxou meu pescoço para ela e segurou meu lábio inferior entre os seus.
Minhas mãos foram para a porta atrás dela tentando manter meu equilíbrio.
"Isso não é saudável." Eu disse a ela me afastando de sua boca para poder dar atenção a outros lugares dos quais eu também sentira falta de beijar.
Ela jogou a cabeça para trás. "Eu senti tanto a sua falta."
Eu sorri contra o seu pescoço. "Eu não acho que possa sentir tanta falta de alguém quanto eu senti de você."
"Romântica tão cedo assim?"
"Cala a boca."
"Não desarrume o meu cabelo."
Eu sorri antes de me afastar. "Ele está ótimo."
Seus olhos estavam fechados e seu lábio inferior estava entre os seus dentes de um jeito que só me fez a querer mais.
Ela finalmente abriu os olhos e tentou esconder seu sorriso. "Eu não preciso que todo mundo veja que eu estava dando uns amassos com você aqui em cima."
Eu mergulhei novamente e a beijei mais uma vez. "Sobre isso... Finn está aqui."
Eu continuei a beijá-la com a intenção de distraí-la até que ela esquecesse o que eu tinha dito.
"O que ele está fazendo aqui?"
Não tive sorte.
Ela me afastou o suficiente para poder pensar direito e eu não tive escolha que não fosse respondê-la.
"Eu acho que Puck falou com ele."
Ela passou a mão pelos cabelos antes de ajeitar o vestido. "Apesar dele ser um fator desanimador, ele não vai nos afetar, promete?"
Eu encolhi os ombros. "Eu só vou ignorá-lo."
Ela concordou e me deu um último beijo que eu pontuei com três pequenos selinhos. "Você já bebeu alguma coisa?" Ela perguntou.
"Ainda não."
"Vamos, então?" Ela alcançou minha mão com a sua e entrelaçou nossos dedos sem esperar por permissão.
"Você vai beber na frente dos seus pais?"
Ela acenou afirmativamente. "Ambos concordaram que está tudo bem eu ingerir algumas bebidas desde que eles estejam presentes e eu não vá a lugar nenhum."
Eu permiti que ela andasse a frente enquanto descíamos as escadas. "Você não vai a lugar nenhum por pelo menos uma semana. Eu vou manter você em cativeiro."
Ela girou no topo do último lance de escadas para o primeiro andar. "Eu não posso dizer que estou inclinada a protestar." Ela se inclinou e seu beijo me pegou de surpresa.
Rachel ousada sempre foi minha Rachel favorita.
"Então, como foi o acampamento? Você os deixou de boca aberta com o seu talento?"
"Naturalmente." Ela começou a andar de novo. "Eu te conto tudo mais tarde, vamos aproveitar o dia."
Rachel parou no banheiro social para retocar sua maquiagem e consertar seu cabelo ligeiramente despenteado antes de irmos para fora. A quantidade de pessoas tinha dobrado durante o tempo que ficamos fora. Rachel e eu andamos em direção às mesas onde estavam os membros do Glee que não estavam aproveitando a piscina e pouco tempo depois minha irmã se juntou a nós.
"Eu já fui confundida por três dos seus amigos." Ela contou. "Um deles podia ser nosso irmão."
Rachel cobriu sua boca enquanto ria e eu olhei para as três cabeças por cima do meu ombro enquanto eles brincavam de briga de galo com Santana e Brittany.
"Esse seria o querido ex-namorado da sua irmã." Rachel provocou.
"Deus, Quinn. Nojento."
"Vamos ver, você chamou a atenção do gêmeo da Quinn, do pai da filha dela e do garoto que foi burro o suficiente para acreditar que ele poderia engravidar alguém sem realmente ter feito sexo com ela, muito bem." Kurt falou de frente pra elas antes de sorrir abertamente. "Kurt Hummel, o melhor amigo gay, encantado."
Abigail riu com vontade enquanto aceitava o aperto de mão que ele oferecera. Ela sempre quis ter um melhor amigo gay.
"Parece então que eu acertei em cheio." Ela sorriu de volta e tomou um gole da sua bebida. "O de moicano parece ter uma boa pegada, eu amo um bad boy."
"Isso aí, garota." Mercedes levantou a mão num high five.
"Pelo amor de Deus, Abs. Se você dormir com o Puck eu acabo com você."
Ela levantou as mãos se defendendo antes de apertar uma das minhas bochechas.
"Eu estou solteira e pronta para me socializar, minha querida irmã, maldito seja o abuso de menores!"
Ela prendeu a língua entre os dentes enquanto sorria. Ela só estava querendo me irritar.
"Oh, eu amei ela." Kurt sussurrou para Mercedes, que concordou fervorosamente.
"Ela está brincando, certo?" Rachel me perguntou quando eles começaram a falar de outro assunto. "Ela tem que estar brincando."
"Eu vou assumir que ela está brincando, mas vou precisar de uma bebida muito forte para apagar as imagens que estão na minha cabeça."
"Eca!" Rachel levantou da cadeira enquanto eu ria. "Eca. Eca. Eca. Eca."
Eu a segui até o bar.
Depois de levar quase dez minutos para escolher uma bebida para experimentar, nós fomos atrás de alguma comida, e depois voltamos aos nossos lugares em uma das duas mesas que os membros do Glee estavam ocupando. Rachel estava salivando sobre a salada de tortellini que eu tinha feito minha mãe pedir enquanto eu salivava sobre o meu hambúrguer. Ele estava perfeito demais para ser comido. Naturalmente, eu estava cheia depois de finalmente comer o hambúrguer e pedaços de comidas não identificadas que Rachel me obrigava a experimentar. Eu fiquei sentada vendo Rachel e minha irmã planejar as inúmeras viagens que íamos fazer para NY assim que Abigail se mudasse para lá com sua colega de faculdade no fim do verão. O Natal em NY era imperdível, de acordo com Rachel. Eu sorri para mim mesma enquanto assistia Kurt e Mercedes fofocarem sobre garotos e Tina limpar o ketchup da boca de Mike. Eu fracamente registrei a conversa que Santana e Brittany estavam tendo sobre algo inapropriado. Eu lancei um olhar para segunda mesa e encontrei o resto dos meninos disputando uma competição de quem comia mais cachorro-quente onde Puck estava claramente dominando. Eu escutei a risada da minha mãe em algum lugar e encontrei ela e os pais de Rachel compartilhando histórias enquanto se socializavam com os Jones, Lopez e Pierce. Era bom ver minha mãe fazer um esforço para deixar o conforto do seu grupo de amigos e conhecer melhor outras famílias. Era especialmente bom vê-la se dando bem com os pais de Rachel.
A tarde avançava e o primeiro convidado bêbado ocupou seu lugar na improvisada pista de dança para cantar uma música do Springsteen para a sua esposa igualmente bêbada. As comportas se abriram e mais e mais convidados se juntaram a eles enquanto o DJ continuava a tocar clássicos do rock. Puck arrumou os fogos que minha mãe havia pagado a ele para arranjar e soltou o primeiro no nosso jardim enquanto ia escurecendo. Ainda estava muito claro para começar o show, no entanto.
Tudo estava maravilhoso. O dia inteiro tinha sido preenchido por conversas e risadas, música e bebidas, era um perfeito Dia da Independência.
Até eu escutar Rachel chamando meu nome, obviamente estressada.
Eu senti um pânico instantâneo quando me virei para localizar onde ela estava. Eu podia ver Finn perto da pequena casa onde guardávamos as coisas do quintal, mas não foi até eu perceber que ele estava acuando alguém que eu tomei aquela direção.
"Eu mereço saber o que aconteceu, Rachel!"
Rachel estava encolhida enquanto Finn se inclinava em sua direção. Ela tentou esquivar dele uma vez mais antes que eu os alcançasse.
"O que está acontecendo?" Eu perguntei aos dois, mas Rachel se afastou de mim e Finn se recusou a tirar os olhos da morena. "O que você fez, Hudson?"
"Fica fora disso, Quinn." Ele quase cuspiu em minha direção.
Whoa.
"Não fala assim com ela, Finn. Ela é minha melhor amiga e você está me assustando."
Ele gesticulou descontroladamente. "Isso não é do interesse dela."
Se ele soubesse o quanto aquilo era do meu interesse.
Eu botei minha mão em seu braço. "Finn, olha, por que não voltamos para onde está o resto do pessoal?"
Ele me sacudiu para longe dele. "Sai daqui, Fabray."
"Essa é a minha casa. Eu vou te dar mais uma chance de voltar para lá antes de publicamente envergonhar você na frente de todo mundo." Ele se recusou a mover. "O prefeito está aqui, pelo amor de Deus."
"Eu não vou embora até a Rachel conversar comigo." Ele decretou.
"Ela terminou com você meses atrás, por que isso ainda importa?"
"Eu nunca ganhei uma explicação." Ele finalmente olhou para mim. "Ela me deve uma."
"Ela não te deve porcaria nenhuma!"
Ele encolheu os ombros. "Eu quero saber o que aconteceu."
Eu olhei para Rachel que balançou a cabeça. Eu suspirei.
"Eu posso falar com ela?" Eu perguntei a ele gentilmente.
Eu não estava com humor para sequer ficar parada ao seu lado, quem dirá pedir permissão para falar com a minha namorada, mas eu sabia que era melhor ser educada do que me estressar quando ele ficava desse jeito.
"Ok, mas seja rápida."
Meus olhos se estreitaram enquanto eu o encarava descrente, eu queria socar sua cara.
Eu me aproximei de Rachel lentamente e gentilmente a peguei pelo braço para guiá-la para onde ele não pudesse ouvir.
"O que aconteceu?" Eu perguntei pausadamente.
"Ele me perguntou se nós podíamos conversar e eu disse a ele que não tínhamos nada para conversar, mas ele não desistiu e eu pensei que nós poderíamos acabar com isso." Ela começou e respirou profundamente. "E aí ele ficou bravo quando eu disse que não tinha mais ninguém e ficou com aquele olhar maluco e foi quando eu te chamei."
"Você está bem?" Eu me afastei um pouco e estudei sua expressão.
Ela mordeu o lábio e acenou afirmativamente antes de olhar para o chão. Eu não gostei do fato dela estar fechada e cheia de medo. Ela sequer olhava para mim.
"Você está me escondendo algo."
"Não é nada." Ela acenou.
"É alguma coisa."
"Não é nada, Quinn. Não é importante, só tira ele de perto de mim sem causar uma cena. Eu não quero atrair a atenção pra nós, nossos pais estão aqui."
"Deixa eu dizer a ele que estamos juntas."
Ela finalmente olhou para mim. "Não, não hoje. É muito. Por favor."
Eu estudei seus olhos suplicantes. "O que você não está me dizendo?"
"Ele tentou me beijar." Ela sussurrou.
"Ele tentou ou ele beijou?"
"Ele beijou."
Eu nunca fui uma pessoa que lia quadrinhos, mas eu namorei garotos o suficiente e eu tive aguentar monólogos o suficiente para saber o que acontecia com a maioria dos super-heróis antes deles se transformarem nos seus alter-egos pela primeira vez. Uma dor percorreu o meu corpo, eu me senti tonta e doía ficar em pé, eu me senti como seu eu pudesse abrir um buraco na parede ou até mesmo quebrar o pescoço de alguém e ainda não ia ser o suficiente. Eu estava vendo vermelho.
"Por favor, não faça nada estúpido." Ela puxou o meu braço.
Rachel era a minha salvação, e talvez Finn também.
Eu me virei. "Você está indo embora." Eu apontei pra ele.
Só olhar pra ele fez meu sangue ferver. O único arrependimento que eu tinha sobre eu e ela termos ficado juntas era que não tínhamos simplesmente contado para todo mundo que estávamos juntas desde o início. Nós poderíamos ter terminado com os nossos namorados antes de algo sério ter acontecido e a culpa não estaria sob nossas cabeças.
"Não, eu não estou."
Minhas unhas estavam se enterrando em minhas mãos enquanto ele se recusava a escutar. "Você está. Você precisa deixar a minha casa agora."
"O que está acontecendo?"
"Chama um táxi pra ele." Eu disse a minha irmã assim que ele se aproximou de nós.
Ela tirou o celular do bolso sem questionar mais nada.
"Whoa, whoa, whoa, o que está acontecendo?" Puck perguntou quando ele e Mike também se aproximaram.
"Finn só está indo embora." Eu disse a eles.
"Não, eu não estou." Ele decretou orgulhosamente. "Não até Rachel me dar uma explicação."
"Explicação de que, cara?"
"Do porquê dela ter terminado comigo do nada."
"Você ainda está nessa? Segue em frente, velho."
Finn direcionou seu olhar para Puck.
"É você o motivo pelo qual ela terminou comigo?"
Puck sorriu arrogantemente. "E se for? Você vai vir pra cima de mim de novo?"
"Eu já bati em você antes." Finn disse, inchando o peito e dando um passo em direção ao amigo.
"É, porque eu me senti culpado por engravidar a sua namorada." Puck também deu um passo à frente.
"Whoa." Abigail exclamou. "Pega leve, ela é minha irmã."
"Então você não se sente culpado por roubar a Rachel de mim?"
"Do que você está falando?" Puck se virou para Rachel, que estava ligeiramente atrás de mim. "Do que ele está falando?"
"Finn, chega." Rachel disse. "Por favor, só deixa alguém te levar pra casa."
"Que merda está acontecendo aqui? Vocês estão assustando a Brittany."
Finn apontou para a festa. "Santana, dá o fora daqui."
"Oh, não, você não fez isso! Eu vou fazer você chorar, Shrek."
Puck deu mais um passo à frente, para ficar entre Finn e Santana. "Cara, qual é o seu problema?"
"Você é o meu problema, deixa a Rachel em paz." Finn empurrou seu peito.
Puck olhou para nós duas de novo enquanto continuávamos em silêncio, estava ficando fora de controle, mas nós não tínhamos ideia de como acalmar a situação sem dizer a verdade. Era a última coisa que Rachel queria, no entanto.
"Ela não é propriedade sua." Puck empurrou de volta, por motivos desconhecidos. "Ela pode sair com quem ela quiser."
Puck sempre teve um instinto protetor com Rachel.
Eu olhei para Abby enquanto ela segurava o celular. "Você pode, tipo, fazer alguma coisa?"
"O que você quer que eu faça?" Ela guinchou. "Merda!"
Finn tinha dado um soco no olho de Puck e ele balançou um pouco antes de se lançar em direção ao amigo. Abby gritou ao se esquivar de ambos e colidir em um chocado Kurt.
Eu me virei para Rachel. "Sobe para o meu quarto enquanto eu lido com isso."
Ela continuou parada com os olhos arregalados enquanto assistia Puck derrubar Finn no chão.
"É tudo minha culpa."
"Não é sua culpa, é minha. Por favor, vai procurar seus pais e depois me espera no meu quarto, eu não quero que você se machuque no meio dessa confusão."
"E você?"
"Me deixa acabar com ele!"
Nós nos viramos para ver Santana subindo as mangas da sua blusa antes de se mover para tirar os brincos.
"Santana não vai deixar nada acontecer comigo. Por favor, vai dizer para os seus pais que você está bem."
Ela concordou mudamente e eu a assisti indo embora antes de retornar minha atenção para a confusão que estava acontecendo nos fundos do meu quintal. Minha mãe já estava fazendo seu caminho até nós, batendo palmas como se isso fosse assustar os garotos.
"Garotos maus!"
Eu rolei meus olhos para sua tentativa patética de repreender os dois e avaliei a cena.
Finn rolou para cima de Puck e conseguiu dar mais um soco nele antes de Sam tirá-lo de cima de Puck e segurá-lo no chão. Eu consegui pegar Santana pela cintura antes que ela pudesse quebrar uma unha.
"Por que merda você sempre quer brigar?" Eu perguntei pra ela enquanto a segurava contra mim.
"Está no meu sangue."
Eu rolei meus olhos e a entreguei para Brittany, para que ele contivesse Santana antes que mais alguém saísse machucado.
Eu me inclinei para ajudar Puck a se levantar. "Você não precisava ter provocado ele." Eu disse a ele enquanto ele tentava ficar de pé meio vacilante.
"Claro que eu tinha, ele tem me tirado do sério ultimamente."
Eu corri meu polegar pela vermelhidão em volta do seu olho e ele gemeu de dor.
"Eu acho que sua irmã vai tomar conta de mim?" Ele meneou a sobrancelha antes de gemer de dor de novo.
"Você é nojento." Eu bati no seu peito antes de mandá-lo em direção à minha irmã, tentando mantê-lo distraído para que ele não fosse atrás de Finn de novo.
Por mais que Puck tivesse levado a melhor, Finn tinha conseguido dar uns bons socos.
"O que está acontecendo aqui? Nós temos convidados Lucy Quinn."
"Hudson, vai embora daqui antes que minha mãe chame a polícia."
Kurt ajudou Sam a se levantar antes de ajudar seu irmão a fazer o mesmo. Finn bufou e foi embora antes que alguém pudesse perguntar a ele o que tinha acontecido. A plateia era relativamente pequena comparada ao que poderia ter sido e minha mãe estava provavelmente agradecida que a música estava alta demais para que se escutasse o que estava acontecendo ali.
"Eu vou voltar assim que deixá-lo em casa." Kurt comunicou, me lançando um olhar de desculpas pelo drama.
"Eu vou com você." Mercedes ofereceu. "Não comecem os fogos sem mim." Ela sorriu. "E deixem um pedaço de bolo pra mim!"
Eu acenei e virei para Sam. "Obrigada."
Ele sorriu, mas felizmente não considerou isso como um convite para me convidar para sair. Ele finalmente tinha se tocado.
"Quinn, o que aconteceu aqui? Por que seus amigos estão agindo como animais?"
"Eu não posso contar agora, pergunta pra Abs."
Eu tinha que ter certeza de que Rachel estava bem. Eu andei em direção à casa, procurando-a entre os convidados. Ela não estava com seus pais, então eu presumi que ela tinha feito o que eu tinha pedido e subido para o meu quarto para me esperar. O dia tinha sido perfeito até aquele momento, mas eu não ia deixar aquilo arruinar a nossa noite. Eu tinha tantos planos na minha cabeça, nós íamos secretamente segurar nossas mãos enquanto assistíamos aos fogos e depois íamos jogar Marco Polo na piscina com todo mundo antes de assar marshmallows na fogueira. Era para eu ensinar a ela a maneira certa de jogar Croquet uma vez que a disputa começasse e nós éramos para ser parceiras de Pong Bear quando nossos pais estivessem muito bêbados para jogar.
Eu respirei fundo antes de abrir a porta do meu quarto, mas Rachel não estava lá. Eu pensei em voltar para procurar por ela, mas eu logo senti a brisa vindo da minha janela e eu tinha certeza que ela estava fechada mais cedo. Eu peguei um dos meus cobertores na beirada da cama e tirei meus sapatos para poder pular a janela. Havia uma espécie de superfície plana embaixo da minha janela e eu achei Rachel sentada no telhado levemente inclinado ao lado. Ela já tinha feito isso algumas vezes desde que o verão havia começado porque ela gostava de olhar as estrelas. Eu costumava usar aquele espaço quando eu não queria lidar com meus pais quando eu era mais nova. Eles nunca tinham descoberto que era lá que eu me escondia quando eu queria ficar sozinha. Ali era alto o suficiente para que ninguém embaixo pudesse ver, mas ainda assim perto o suficiente para escutar a barulho da festa que continuava lá fora como se nada tivesse acontecido.
Eu silenciosamente estendi o cobertor na parte plana do telhado antes de pegar a sua mão e ajudá-la a descer para onde eu estava, apoiando nossas costas na parede embaixo da minha janela.
"Você está bem?"
Ela se virou bruscamente. "Você está realmente me perguntando isso?"
Eu realmente estava perguntando isso a ela.
"Estou...?"
"Não, eu não estou bem."
Eu arrumei alguns fios soltos do meu cabelo. "Tem algo que eu possa fazer?"
Ela se levantou e cruzou os braços. "Não, não tem."
Eu a encarei por alguns segundos. "Você está brava comigo?"
"Não. Eu só estou..." Ela tentou gesticular. "Eu só estou furiosa com o Finn e frustrada com a situação."
Eu assenti e comecei a brincar com uma das pontas do cobertor. "Eu queria dizer a verdade."
"Para podermos arruinar completamente o resto da noite? Na frente de metade da cidade? Fala sério, Quinn."
Eu voltei minha atenção para ela. "O que você quer de mim, Rach? Eu estou tentando aqui."
"Eu sei, me desculpa..." Ela ficou de joelhos e pegou o meu rosto. "Me desculpa. Só não era assim que eu queria que o meu primeiro dia de volta fosse. Eu senti tanto a sua falta."
Eu segurei as suas mãos em meu rosto. "Acredite, eu não queria também. Eu sequer convidei o Finn."
Ela riu levemente. "Eu nunca pensei que diria isso, mas será que nós podemos ter algum feriado sem qualquer tipo de drama?"
"Não seria ensino médio se não tivesse sempre um drama." Eu a lembrei.
"Você já percebeu que acabamos juntas no final de todos eles?"
Eu já tinha percebido isso.
Ela tirou as mãos do meu rosto para poder sentar novamente ao meu lado. Eu botei meu braço em volta dela e nós voltamos nossa atenção para a festa que acontecia lá embaixo.
"É porque eu me recuso a deixar qualquer coisa ficar entre nós. Eu amo você demais para deixar algo estúpido nos separar."
Ela virou sua cabeça para me olhar no mesmo instante. "O quê?"
"Eu me recuso a deixar qualquer coisa ficar entre nós."
"Não, não essa parte. A outra." Ela virou minha cabeça até me obrigar a encará-la.
Não havia onde eu pudesse me esconder.
Eu limpei minha garganta. "Eu amo você?" Eu repeti, de repente autoconsciente de tudo ao meu redor.
Seus olhos analisaram minha expressão. "Você realmente quis dizer isso?"
"Claro que sim."
"Você poderia dizer de novo?"
Não era assim que eu havia planejado. Eu estava esperando pelo momento certo, imaginando velas e uma música suave. Rachel gostava de grandes gestos românticos, coisas que estavam acima da média e que fossem perfeitas.
Eu inspirei longamente e depois mais uma vez. " .você."
Seu sorriso alcançou seus olhos antes dela se inclinar e conectar os nossos lábios. Eu sorri contra seus lábios.
"Wow, eu nunca tinha dito isso para alguém realmente sentindo isso." Eu sussurrei antes de me afastar e procurar pelo seu olhar.
É. Eu estava definitivamente apaixonada e definitivamente amando.
Eu ri alto enquanto ela fazia um leve carinho embaixo da minha orelha com o seu polegar. "Eu estou me sentindo muito bem! Quero dizer, eu amo você! Eu amo você... você, você é a mulher que eu amo."
"Você está bem?" Ela perguntou com um leve sorriso em seus lábios.
"Se eu estou bem? Eu estou me sentindo incrível!"
"Você é definitivamente a coisa mais fofa do mundo nesse momento." Ela sorriu antes de me beijar novamente.
Eu estava nas nuvens e não tinha nenhuma intenção de voltar para a terra tão cedo. Eu estava apaixonada. Apaixonada demais para o meu próprio bem, mas eu não me importava. Como eu tinha me deixado apaixonar? Oh, exatamente... Rachel havia me enganado.
"Você sabia que eu te amo?"
Ela jogou a cabeça pra trás e riu. "Vem cá."
Eu me senti como uma idiota feliz quando voltei a apoiar as costas contra a parede embaixo da minha janela e pus meus braços em volta de Rachel. Ela deitou sua cabeça em meu ombro e suspirou. Eu não conseguia tirar o sorriso do meu rosto e eu não estava preocupada com isso. Eu podia ver a piscina e nossos amigos sentados nas cadeiras de sol.
Brittany e Santana ocupando uma cadeira só e comendo no mesmo prato, minha irmã provocando Puck com suas brincadeiras sugestivas enquanto encenava a briga para Mercedes e quem quer que tivesse perdido, Mike e Tina em outra cadeira aproveitando a companhia um do outro e Kurt tentando arrumar o cabelo de Sam enquanto ele tentava afastar suas mãos. Eu realmente amava meus amigos e como eles eram, mas eu amava Rachel dez vezes mais. E era muito bom dizer aquilo.
"Você me assustou mais cedo." Rachel disse suavemente.
Eu continuei observando nossos amigos enquanto perguntava. "Eu te assustei? Por que?"
"Seus olhos."
"Quando?"
"Quando eu disse que Finn tinha me beijado." Ela disse hesitante.
Oh.
Eu limpei minha garganta, mas não disse nada.
"Eu acho que um tubarão deve ficar com um olhar bem parecido com esse quando sente o cheiro de sangue."
Eu teria adorado rasgar ele em pedaços.
"Eles estavam distantes e sem vida..."
Eu me virei para olhar para ela, levantando sua cabeça com minha mão.
Ela continuou. "Mas também famintos, como se você pudesse perder o controle."
"Você está me fazendo parecer uma besta ou algo do tipo."
"O que está passando pela sua cabeça?"
"Por que você quer saber?"
Ela deixou a cabeça pender para o lado, como se estivesse confusa. "Eu quero saber tudo sobre você."
"Você já sabe tudo sobre mim."
"Eu nunca te vi assim antes."
Eu suspirei e tentei voltar para aquele momento. "Tudo ao meu redor pareceu ficar em câmera lenta. Estava tudo em um completo silêncio, mas eu podia ouvir meu coração bater."
"Como assim?"
Como eu poderia explicar para ela como era sentir que um dos seus maiores medos tinha se tornado realidade?
"Quando você era mais nova, você já mergulhou na piscina e tentou alcançar o fundo?"
"Claro." Ela riu. "Papai ficava todo preocupado e de olho em mim na beirada da piscina quando eu começava a fazer isso."
"Você se lembra do pânico que você sentia quando você tentava chegar até a superfície, mas ela parecia muito distante? Aquele milésimo de segundo em que você pensava que ia se afogar?"
Ela assentiu.
"Foi como eu me senti."
Ela não respondeu, então talvez tivesse entendido minha analogia.
"Eu sei que você não queria me contar, mas você teria me contado uma hora ou outra, certo? Quer dizer, você não o beijou de volta nem nada?"
Eu prendi minha respiração, esperando pela resposta.
"Eu acho que a sua analogia também se aplica ao meu caso. Eu me senti completamente claustrofóbica e isso me assustou. Pela primeira vez na minha vida eu não estava no controle da situação. Você era a única coisa que podia fazer eu me sentir melhor, então eu gritei o seu nome assim que eu consegui empurrá-lo pra longe."
Eu apertei meu abraço em volta dela. "Eu sinto muito por não ter chegado mais rápido."
"Não seja boba, você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo."
"Ia ser legal se eu pudesse, né?" Eu a cutuquei e ela riu.
"Não ia ser nada menos que maravilhoso." Ela sorriu. "Imagina tudo que você seria capaz de fazer!"
"Não é exatamente nisso que eu estava pensando, Rach."
"Eu sei no que você estava pensando." Ela piscou.
"Mas falando sério agora, desculpa ter te assustado com o meu olhar. Eu não consigo nem imaginar o que teria acontecido se eu tivesse visto ele beijando você."
Ela se encolheu. "Eu espero que você não se importe, mas eu usei sua escova de dente."
"Eu não me importo."
Ela descansou sua cabeça no meu ombro e eu corri meus dedos pelo seu braço.
"Canta pra mim?"
Ela levantou a cabeça. "Agora?"
"Baby, faz uma semana que eu não escuto você cantar."
"Deus, nem parece que eu estava longe." Ela balançou a cabeça para sair do seu transe. "O que você quer ouvir?"
Eu encolhi os ombros. "Eu gosto quando você escolhe."
Ela bateu os dedos nos lábios algumas vezes antes de se virar para mim. "Que tal a música que eu cantei na minha apresentação final no acampamento?"
Eu sorri largamente e assenti.
Ela endireitou sua postura e retirou meus braços dela. Ela riu enquanto beijava o biquinho que eu havia feito em protesto e botou seus braços em volta de mim. Ela me puxou até eu ser a que estava agora descansando a cabeça sob seu ombro.
Ela limpou a garganta.
"She's got eyes that cut you like a knife and her lips that taste like sweet red wine, and her pretty legs go to heaven every time."
Eu levantei minha cabeça e olhei para ela.
"Essa é a música que você cantou na sua apresentação final?"
Ela deu uma risadinha e assentiu antes de voltar a cantar. Eu descansei minha cabeça em seu ombro de novo, me perdendo na sua voz suave.
"She's got a gentle way that puts me at ease, when she walks in the room I can hardly breathe. Got a devastating smile that'll knock a grown man to his knees."
Eu corei contra seu ombro quente enquanto suas palavras iam embora com o vento. Eu joguei meu braço em volta da sua barriga e a segurei mais perto de mim. Nada mais importava no meu mundo a não ser ela. Os convidados da festa ainda estavam dançando e nossos amigos ainda estavam conversando e rindo ao redor da piscina, mas eles eram só uma memória distante naquele momento.
"She's got whatever it is, it blows me away. She's everything I want to say to a woman, but couldn't find the words to say. She's got whatever it is, I don't know what to do."
Sua voz poderia me fazer dormir, se eu deixasse. Meus olhos se fecharam e eu comecei a imaginar nós duas fazendo coisas que pareciam impossíveis aquela época. Vestindo fantasias combinadas no Halloween, dançando no baile de inverno, trocando presentes na manhã de Natal, posando para fotos no baile de formatura, visitando uma a outra pela primeira fez na faculdade, escolhendo um apartamento para dividirmos em NY, a acompanhando em suas apresentações e eu imaginei até mesmo Charlie, nosso Golden Retriever, enquanto eu a escutava cantar.
Eu queria tudo aquilo.
"When you love me I'm on top of the world, when you love me I can live forever, when you love me I am untouchable. You got whatever it is."
"Quinn?"
"Hmm?"
"Você ainda está acordada?"
Eu preguiçosamente levantei minha cabeça e abri meus olhos.
"Eu não acredito que você cantou essa música na frente do acampamento inteiro. Alguém perguntou porque você a escolheu?"
Ela assentiu. "Eu disse a eles que era para a líder de torcida inacreditavelmente linda, sexy e loira da minha namorada."
"Você não fez isso."
Ela prendeu sua língua entre os dentes enquanto sorria, o que me deixou literalmente louca de desejo.
Um estouro ecoou entre as árvores antes do céu momentaneamente se iluminar. Puckerman tinha soltado um dos fogos.
Todo mundo começou a gritar em comemoração enquanto as fagulhas disparavam no ar e explodiam em cores antes de se desfazerem. Eu me virei para olhar para Rachel e a encontrei com os olhos brilhando e um enorme sorriso no rosto assistindo aos fogos.
Meu coração inchou de uma forma que não podia ser explicada através de palavras. Dizer a ela que eu a amava não era o suficiente. Eu precisava dela como eu precisava de oxigênio, eu precisava senti-la, eu precisava estar com ela de todas as formas possíveis e eu queria nada mais do que me derreter em seu corpo. Eu a queria por inteiro e era uma necessidade tão esmagadora que eu não podia ignorar. Eu precisava sentir sua respiração quente contra minha orelha enquanto ela sussurrava meu nome. Eu nunca soube o que era tentação até conhecê-la, eu nunca precisei rezar para me abster de sexo antes e eu nunca quis algo tão desesperadamente na minha vida. Ela era completamente viciante e eu desejava seu corpo sob o meu quase todos os segundos de todos os dias, eu queria fazê-la minha nos mais inapropriados momentos e eu não queria nada mais que descobrir se sua voz também soaria tão boa quando ela estivesse me dando ordens de como fazê-la chegar ao ápice do prazer.
Minhas mãos estavam suando enquanto eu assistia Puck soltar outra sequência de fogos e meu coração estava disparado quando eu me virei para encará-la. O que podia ser mais romântico do que ter a nossa primeira vez sob as estrelas? O que podia ser mais perfeito do que literalmente ver fogos de artifício enquanto se atingia o ápice? Rachel vivia para momentos românticos e grandes gestos; ela quase tinha perdido a cabeça depois que eu secretamente cantei uma música para ela no Glee uma vez.
Ela se virou e olhou para mim como se pudesse ouvir meus pensamentos. Às vezes eu sentia que ela podia ler minha mente. Nos encaramos por longos segundos enquanto o céu se iluminava mais uma vez. Era perfeito ver o reflexo dos fogos nos seus olhos escuros enquanto eu me perguntava no que ela estaria pensando. Eu engoli seco quando ela sorriu, ela sabia o que eu queria.
Sua mão foi para o meu rosto antes dela escorrer os dedos pelo meu cabelo e eu lentamente me movi para frente para acabar com a distância entre nós e ela me encontrou no meio do caminho. Tinha algo diferente naquele beijo, era como se nós duas soubéssemos que ele ia nos levar a algo mais. Nós podíamos botar tudo que nós tínhamos naquele beijo porque pela primeira vez desde que estávamos juntas, nós não íamos parar. Eu senti confiança e certeza quando ela abriu a boca e me puxou para mais perto. Ela estava me acalmando.
Ela começou a se mover para trás, me levando junto, meu braço foi para suas costas para gentilmente guiá-la até o chão forrado pelo meu cobertor. Suas mãos agarraram meus ombros enquanto eu continuei a cegamente deitá-la embaixo de mim, muito concentrada em seus lábios para prestar atenção em qualquer outra coisa. Nós momentaneamente nos afastamos quando suas costas bateram no chão e ela olhou para mim como se ela nunca tivesse me visto antes na sua vida. Seus olhos passeando pelo meu rosto comigo por cima dela, provavelmente com os lábios inchados e olhos dilatados, mas ela não pareceu se importar. Ela não pareceu se importar que era eu quem estava prestes a compartilhar aquele momento com ela. Ela não pareceu hesitar quando me puxou para que eu ficasse completamente sobre ela e ela realmente não pareceu se dar conta de que seria para mim que ela iria dar sua virgindade. Não deveria ter sido eu, nem em um milhão de anos deveria ter sido eu. Eu não deveria ter me apaixonado por ela e ela não deveria ter me deixado apaixonar.
Seu lábio superior encaixava tão perfeitamente entre os meus enquanto eu descansava minha testa na sua. Minha mão lentamente fez o seu caminho pela lateral do seu vestido branco até eu sentir sua clavícula sob a ponta dos meus dedos. Eu podia sentir sua mão na parte de trás da minha coxa enquanto eu me encaixava na sua. Meus nervos pareciam fios pelos quais passavam cargas de eletricidade toda vez que Rachel se movia embaixo de mim.
"Rach?"
Seus olhos finalmente se focaram em mim enquanto ela lambia o seu lábio superior.
"Deus, você é linda."
Meu rosto parecia estar pegando fogo e eu timidamente abaixei minha cabeça. Ela soou tão dolorosamente sincera que era difícil discordar dela.
"Você está ok com isso?"
Ela assentiu e sua mão começou a massagear minha coxa. Eu engoli um gemido para manter qualquer compostura que ainda me restava. Ela estava tornando extremamente difícil para mim continuar falando, mas minha força de vontade permaneceu firme.
"Eu não quero pressioná-la nem nada..."
"Você não está."
Eu a encarei profundamente e por muito tempo antes de assentir. Ela não mentiria pra mim, ela não havia mentido para mim antes e eu não achava que ela iria começar naquele momento. Eu trouxe meu olhar para o seu peito arfante, o revestimento de ouro do seu pingente de estrela me chamando atenção. Era estranhamente hipnotizante.
"Ok. Você me diria se eu estivesse, certo?"
"Meu amor, olha pra mim." Eu levantei meu olhar para encontrar o dela. "Eu quero você." Ela pausou. "Eu quero que você seja a minha primeira... Eu-Eu amo você, Quinn."
"Sério?"
Ela mordeu o lábio. "Por que você está surpresa?"
Eu balancei minha cabeça e mordi meus próprios lábios para me impedir de sorrir abertamente. "Desculpe se ouvir isso é dez vezes melhor do que eu pensei que seria. Você tem certeza?"
"Você acabou de me perguntar se eu tenho certeza que te amo?"
Eu assenti.
"Maior impossível."
"Falando superlativos agora?"
Ela deu de ombros embaixo de mim. "É o que você faz comigo."
"Eu vou te beijar agora." Eu disse a ela me aproximando.
Seus olhos se fecharam em antecipação. "É uma boa ideia."
Eu abaixei minha mão para tocar sua perna e deixei minha palma lentamente arrastar a barra do seu vestido para cima. Eu podia fracamente escutar os estouros e silvos dos fogos de artifício e a música que o DJ tocava no momento, eu estava consciente do que estava acontecendo, mas eu realmente só podia me concentrar em Rachel. Eu a beijei com tudo que eu tinha em mim e pedi pra Deus pra isso ser o suficiente. A ponta dos meus dedos seguiu caminho para cima e sob o seu vestido até encontrarem o tecido que a separava de mim. Eu reposicionei meu corpo para poder movimentar minha mão num ângulo melhor enquanto minhas unhas dançavam por cima da sua pele quente.
"E-Eu estou esmagando v-você?"
Ela engoliu em seco e balançou a cabeça. "Não."
Eu mergulhei novamente em seus lábios e comecei a beijá-la mais uma vez. Aquele momento era tão intenso que eu honestamente só queria chorar. Eu não sabia o que fazer com as minhas emoções, beijá-la só me fazia querer beijá-la ainda mais e amá-la não parecia o suficiente.
Eu podia sentir minhas mãos hesitantes enquanto elas desajeitadamente tentavam romper alguns limites.
"Você está tremendo."
Eu deixei escapar um pesado suspiro. "Desculpa. Eu só estou realmente nervosa."
Eu desejei tantas coisas. Meu corpo implorava para controlá-la, para fazê-la minha e nunca olhar pra trás. Ele só queria a doce liberdade que viria por saber que eu era aquela que a faria chegar ao limite, que eu era aquela que a faria sentir aquelas coisas pela primeira vez. Minha mente estava morrendo para se apegar as imagens dela de olhos fechados, a mandíbula cerrada, sua respiração pesada e seus baixos suspiros por ar. Meu coração ansiava para entregar tudo aquilo que eu sempre mantive preso e escondido, ele queria selar e confirmar tudo que eu sabia desde o início.
Eu a queria deixar em pedaços e depois reconstruí-la só para fazer tudo mais uma vez e outra.
Eu desloquei o tecido da sua calcinha para o lado e quase perdi meus sentidos só com a antecipação do que estava para acontecer. Eu ia senti-la, eu ia tocá-la num lugar que ninguém tinha tocado antes e eu iria fazer com que ela fosse minha.
Eu quebrei o beijo e descansei minha testa na sua, precisando ver os seus olhos. Eu precisava ver meu reflexo neles. Ela gemeu quando meus dedos hesitantemente mergulharam entre seus grandes lábios, mas ela não me impediu, pelo contrário, ela me puxou para mais perto. Eu vi sua reação como um encorajamento e comecei a explorar sua intimidade. A sensação era incrível. Sua umidade se acumulou ao redor do meu dedo e eu me agarrei a ela quando suas unhas correram pelos meus ombros. Eu sibilei levemente ao sentir as duas sensações enquanto elas complementavam uma a outra maravilhosamente.
Eu explorei mais fundo, eu queria saber tudo sobre aquela pequena cavidade com a ponta dos meus dedos. Eu comecei a deslizar meus dedos pela sua entrada, começando a entrar e sair torturantemente devagar e eventualmente ela já estava pronta para um segundo dedo. Eu não tinha ideia do que eu estava fazendo com ela, mas ela não tinha ideia do que suas expressões estavam fazendo comigo.
Eu beijei seu rosto e corri meu nariz por ele antes de pousar meus lábios nos dela. Como se eu fosse uma máscara de oxigênio, ela tirou completamente o ar dos meus pulmões com aquele beijo. Meu lábio inferior estava entre os seus dentes enquanto a palma da minha mão acariciava seu clitóris. Ela me mordeu. Forte.
Eu ignorei a mordida e voltei minha atenção para ela.
"Você está bem?"
Ela arrastou seus lábios entre os dentes e assentiu com um pequeno gemido. Eu estudei sua expressão.
"Você não parece bem."
Ela abriu seus olhos escurecidos. "Confie em mim."
Eu comecei a me mover mais rápido dentro dela e posicionei meus dedos num ângulo que acertasse o ponto sensível que eu tinha encontrado, arrancando dela os gemidos mais sexys que eu já tinha ouvido. Seus gemidos começaram a incluir o meu nome e eu quase me perdi no meu próprio prazer só pelos sons que ela deixava escapar dos seus lábios.
"Eu nunca fiz isso antes." Eu arfei contra os seus lábios.
Claro que ela sabia que eu nunca tinha feito nada parecido com aquilo antes. Talvez esse fosse o meu jeito de me desculpar antecipadamente se isso acabasse sendo uma experiência horrível para ela.
Ela jogou a cabeça para trás e sua expressão parecia quase sofrida. "Continua- Oh, continua fazendo o que você, oh está fazendo."
Eu assenti contra ela e escutei.
Os nós dos meus dedos se arrastavam contra sua parede, a umidade dela ensopando e cobrindo meus dedos. Seus gemidos estavam me fazendo deslizar ainda mais dentro dela e cada segundo que passava parecia uma eternidade entre nós.
"Eu..." Ela começou antes de fechar a boca e arquear suas costas para acompanhar meus movimentos. "Eu acho que vou..." Ela tentou de novo. "Deus, isso é tão bom."
Meu corpo parecia pegar fogo. "Você vai?"
Ela assentiu e eu podia sentir meus dedos sendo comprimidos pelas suas paredes, fazendo com que eu perdesse o meu ritmo, mas ela não pareceu se importar. O movimento dos seus quadris de encontro aos meus dedos fazia eu querer dar a ela exatamente o que ela precisava para alcançar o ápice.
Ela era minha.
"Diz meu nome."
Ela abriu os olhos como se ela pudesse ouvir minha mente pedindo para ela olhar para mim e abriu a boca antes de arfar o meu nome.
"Quinn... Deus, por favor não para."
Eu realmente não sabia o que fazer para ela finalmente chegar ao limite, então eu continuei o que eu estava fazendo. Eu iria ter muitas oportunidades de aprender mais, mas naquele momento ela só precisava chegar ao orgasmo.
E quem era eu para negá-la qualquer coisa?
Eu daria o mundo a ela se eu pudesse.
Aquele momento parecia ter saído de um filme. Os últimos fogos estouraram e o céu ficou iluminado tempo o suficiente para eu poder admirar cada um dos traços do seu rosto enquanto ela explodia embaixo de mim.
Ela estava respirando pesado enquanto voltava para a terra e me encarava. "Você- que- Deus- amor." Ela estava em todos os lugares com as suas palavras, sem ser capaz de dizer uma frase completa ou exprimir um pensamento racional, mas eu entendi tudo que ela queria expressar. "Incrível."
"De verdade?"
Eu a senti estremecer quando retirei meus dedos de dentro dela e ela atacou meus lábios, levantando a cabeça.
"De verdade."
Eu não deixaria ela retribuir o favor, não importava o quanto ela pedisse; eu queria que aquele momento fosse dela e só para ela. Era a sua primeira vez e ela merecia aproveitar a sensação antes de ter que se preocupar com outra pessoa. Além disso, se eu sentisse um pouco do gosto do que ela tinha a me oferecer, eu não acho que seria capaz de deixá-la ir embora do telhado e nós duas ainda tínhamos aparências a manter. Nós ficamos deitadas no cobertor enquanto os fogos continuavam a estourar e esperamos mais dez minutos até finalmente levantarmos e voltarmos para o meu quarto.
Nós não conseguíamos nos desgrudar enquanto botávamos nossos biquínis.
A barreira tinha sido completamente derrubada e não tinha realmente nada que nos impedisse de fazer o que quer que nos desse vontade. Ia ser difícil resistir a ela em público, mas eu não podia evitar o pensamento de que valia a pena a tortura. Ela pegou duas blusas para nós antes de finamente voltarmos para a festa e nos juntar aos nossos amigos.
"Onde vocês estavam?" Santana perguntou sugestivamente.
"Rach, você está bem?"
"Eu estou bem, pessoal. Vamos esquecer o que aconteceu e curtir o resto da noite." Todo mundo assentiu antes dela continuar. "Obrigada Noah, por me defender. Eu não posso imaginar como seu olho deve estar agora."
"Você tá brincando? Eu já consegui quatro números, isso me fez um ímã de garotas. E eu totalmente pareço um bad boy." Ela flexionou seus músculos antes de levantar Rachel sob seus ombros. "Mas jogar você na piscina vai fazer o meu olho melhorar."
"Você não..."
O barulho dela caindo na água cortou sua ameaça e todo mundo esperou que ela começasse a gritar com ele por jogá-la na piscina antes dela estar preparada.
"Oh, ele vai ter sua bunda chutada novamente." Mercedes murmurou antes de sorrateiramente ir para trás dele e empurrá-lo também.
Depois disso, quase todo mundo estava pulando e empurrando uns aos outros. Santana e Brittany recomeçaram a briga de galo e Rachel e eu estávamos ganhando até Santana fazer um movimento sujo e conseguir me jogar na água. Nós caímos pra trás e elas continuaram invictas. Puck sugeriu Sharks and Minnows, mas Rachel estava com medo de deixar a parede que ela estava agarrada. Eu tinha que admitir que a brincadeira também tinha me deixado aflita. Nós sorrateiramente chegamos ao raso enquanto Santana e Puck discutiam sobre ele ter ou não empurrado Brittany antes dela chegar na beira.
Eu fiquei de joelhos, com só minha cabeça acima da água e sorri para Rachel bobamente.
"Adivinha só?"
"O quê?"
"Eu amo você."
Ela sorriu antes de jogar água na minha cara. "Você só sabe dizer isso agora."
"Bem, eu estou completamente apaixonada por você, então eu sinto muito, porque eu vou continuar te dizendo isso sempre que eu puder."
"Oh, então agora você está apaixonada?"
"Como se você não estivesse."
Ela sorriu e se apoiou na parede da piscina antes de botar seus cotovelos na beira.
"Eu não sei o que te deu essa impressão, Quinn Fabray."
Eu rolei meus olhos. "Você está me matando, Berry."
Ela deu de ombros enquanto deslizava suas unhas pela superfície da água. "Eu mal posso esperar por mais tarde."
"O que que tem mais tarde?"
"Bem, o encontro no telhado só foi o começo, baby."
Eu podia sentir arrepios por todo meu corpo e a água fria da piscina não estava ajudando.
"Eu senti sua falta."
Ela pendeu a cabeça de lado dando um sorriso divertido. "De onde veio isso?"
Eu encolhi os ombros. "Eu estava realmente me sentindo sozinha sem você essa última semana, como se meu coração estivesse doendo."
Ela sorriu suavemente antes de se afastar da beirada e andar até mim.
"Por que você é tão perfeita?"
Eu bati meus dedos no meu queixo, fingindo pensar. "Você só tem baixas expectativas."
Ela ficou de boca aberta e jogou mais água em mim antes que eu circulasse minhas mãos em sua cintura e desse um caldo nela. Sua risada ecoou pela piscina enquanto eu fazia cosquinhas em sua barriga sem piedade.
"Vocês podem parar de serem tão fofas? Está me dando náuseas."
Eu olhei para minha irmã enquanto esfregava a água do meu olho. "Por que você não vai ajudar o Puckerman a acender uma fogueira?" Eu provoquei.
Eventualmente nossos dentes começaram a bater depois de ficarmos na piscina por tanto tempo, então nos enrolamos em toalhas e fizemos um círculo em volta da fogueira. Santana arrumou as cadeiras e deixou duas de fora de propósito. Ninguém pareceu se incomodar quando Rachel se sentou no meu colo depois de vestir uma blusa por cima do biquíni. Foi exatamente como eu imaginei que a noite terminaria; assando marshmallows, dividindo algumas garrafas de cervejas, recontando as histórias engraçadas daquele ano para minha irmã e agindo como se fôssemos melhores amigos desde sempre.
É... 4 de julho era o meu feriado favorito.
O sorriso de Rachel só confirmou isso.
