Capítulo Seis
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Quando o primeiro homem apareceu, Edward embainhou as armas, deixando escapar um suspiro de alívio. Ele sabia que os homens do conde estavam por perto. Presumira que eles tivessem se engajado em combate com o grupo que os atacara na estrada.
Ele acelerou o passo e se juntou a eles justamente quando Jasper estava contando a Alice sobre os homens.
- Temos 12 guardas viajando conosco.
- Onze, meu senhor – Sam, o homem que atualmente liderava os guardas, corrigiu Jasper.
Rapidamente examinando os outros que se uniam ao grupo, Edward perguntou:
- Quem está faltando?
Jacob virou-se para ele.
- Collyn levou uma flechada fatal.
Sem pensar, Edward disse:
- Pelo menos ele não foi capturado vivo. – O rapaz era jovem demais para suportar os rigores do cativeiro. Ele verificou o lombo dos cavalos. – Precisamos devolver o seu corpo à família.
Um outro homem que estava puxando um cavalo se adiantou.
- Nós o recuperamos, senhor.
Edward escutou Bella prendendo a respiração e aproximou-se dela. Não queria que a esposa fizesse uma cena, e nem queria que ela se assustasse. Para a sua surpresa, ela deslizou para perto dele.
Ele examinou rapidamente o corpo transpassado sobre a sela antes de assentir e dizer:
- Ótimo. A mãe dele lhes será muito grata.
Naquele instante, Edward se deu conta de que ultrapassara os limites de sua autoridade e da amizade. Ele se voltou para Jasper.
- Meu senhor, eu...
- Não. – Jasper gesticulou com a mão na direção dos homens. – Por favor, continue.
Edward retomou sua atenção para os homens.
- E quanto ao grupo que nos seguia? Era Arnyll e seus homens?
- Era. Mas ele agora tem três homens, em vez de quinze. – Sam quase tropeçou de tanto estufar triunfantemente o peito, enquanto os outros bramiam as próprias vitórias. – Usar os arcos, como o senhor sugeriu, em vez das espadas, funcionou muito bem.
Edward havia suspeitado que fora Arnyll a segui-los. Graças a Deus Sam aceitara o seu conselho com relação à escolha das armas. É claro que os arcos seriam eficientes. A pouca distância, os homens não precisavam ser arqueiros peritos, permitindo que as forças de Jasper eliminassem a maior parte do grupo de Arnyll sem ficar ao alcance das lâminas das espadas.
Edward ergueu uma das mãos, solicitando silêncio.
- E quanto a Arnyll?
- Ele seguiu para o norte. Não o seguimos por muito tempo. Achei melhor retornarmos até o conde.
- Fizeram bem. – Jasper disse. – Talvez, após uma boa noite de sono, possamos avançar decentemente amanhã.
Sam apontou para o oeste.
- Há uma cabana abandonada e um rio naquela direção, meu senhor. Alguns dos homens podem ajudar a montar acampamento, enquanto o resto de nós caça algo para comermos.
Levando Bella consigo, Edward foi na frente. Como Sam afirmara, havia uma... espécie de cabana vazia. Chamar aquilo de habitação teria sido um exagero.
A única janela estava voltada para o leste. Haveria luz amanhã de manhã, mas, agora, a cabana estava imersa na escuridão. Edward empurrou a porta para abri-la, porém, em vez disso, ela caiu no chão empoeirado da cabana, erguendo várias camadas de poeira fina.
Bella deu um pulo para trás quando um animal comprido e sorrateiro fugiu pela janela e desapareceu na mata com tanta velocidade que Edward não soube dizer ao certo se era um arminho ou uma doninha. Ela fez um gesto na direção da construção.
- Você primeiro.
Após apoiar a porta de encontro à parede, Edward espiou para o interior da escuridão. Ele não viu e nem escutou nada, mas até que tivessem uma fogueira acesa para que ele pudesse ter um pouco de luz, não estava muito à vontade com a ideia de acidentalmente encurralar algo com garras e presas.
Recuando para fora da cabana, ele limpou uma área para acender a fogueira. Alice juntou-se a Bella, sentada sobre uma pedra nos limites da clareira.
Depois que ele e o conde acenderam a fogueira, reuniram madeira o suficiente para mantê-la acesa durante a noite. Ao irem em busca de mais, Jasper disse:
- Os homens parecem obedecê-lo.
Edward fez uma careta. Ele se excedera ao interrogar os homens de Jasper.
- Não foi a minha intenção usurpar a sua autoridade. Às vezes, me esqueço que agora é um conde e eu...
- Meu amigo. – Jasper socou de leve o braço de Edward. – Não foi por isso que toquei no assunto. – Ele olhou de relance para as mulheres. – Preciso de um capitão para a minha guarda. Alguém capaz de treiná-la para lutar.
- Você subitamente se esqueceu de como fazê-lo?
Edward chutou um galho quebrado na direção da pilha de madeira que estava sendo reunida.
- Ainda posso vencer você.
Edward endireitou-se e olhou para Jasper.
- Considerando que jamais foi capaz disso antes, aí está algo que eu gostaria de ver.
- Escolha a arma.
Edward franziu a testa, como se estivesse contemplando a ideia absurda. Por fim, sugeriu:
- Maça.
Jasper sacudiu a cabeça.
- Seus braços são compridos demais. Escolha outra.
- Pique.
- Não. Outra.
- Machado.
- Não. – Jasper suspirou. – Que tal uma coisa com a qual possamos competir em pé de igualdade?
Como Jasper obviamente estava tentando manter o bom humor, Edwrad estalou os dedos.
- Bocha. – Ele olhou ao redor da clareira. – Temos espaço o suficiente. Só precisamos encontrar algo que possamos usar no lugar das bolas.
- Um jogo? – Jasper cruzou o braço diante do peito. – Isso é tudo em que conseguiu pensar?
- Se for exaustivo demais para você, acho que tenho um par de dados no alforje.
- Eu me rendo. – Jasper ergueu as mãos. – Nem mesmo consigo vencer esta discussão com você. Com certeza não vou arriscar ser derrotado num jogo de azar.
Edward pegou do chão a pilha de madeira, e perguntou:
- Então, o que é que realmente queria discutir?
- Tão óbvio assim?
- Um pouco. – Ele sorriu. – Você costuma brincar antes de chegar ao xis da questão.
- É uma pena que me conheça tão bem. – Jasper também encheu os braços de madeira. – Preciso de um capitão. E ficaria agradecido se pudesse assumir o cargo.
- Por que eu?
- Porque confio em você.
- Não tenho experiência liderando homens.
Jasper despejou o seu carregamento sobre a pilha ao lado da fogueira. Aguardou até que Edward tivesse feito o mesmo. Ao partirem em busca de mais, admitiu:
- Eu também não.
- Neste caso, não seria melhor encontrar alguém com tal experiência?
- Meus homens já sabem seguir ordens. Preciso que saibam como lutar. Eles lhe dão ouvidos. E, se não o fizerem, algumas cabeças rachadas lhes despertarão a atenção.
Edward tinha a guarda do que o rei Henrique chamava de uma torre maldita, próxima à fronteira galesa, que precisava ser colocada em ordem. Porém, o rei havia sugerido que ele aguardasse até ter homens em número suficiente dispostos a fazer a jornada árdua com ele.
Pelo modo como o rei Henrique descrevera a região e seus habitantes, Edward tinha a sensação de que não seria apenas a jornada que se mostraria árdua. Ele olhou na direção de Bella.
Já fazia muito tempo que ela não morava na fortaleza de um guerreiro. Mesmo então, ela não passara de uma criança. A adaptação da vida na corte para um posto avançado grosseiro não seria fácil.
Ele havia jurado mantê-la em segurança, protegê-la. Será que poderia fazer isso em uma fortaleza construída para a guerra, e não para o conforto? Mais importante, será que conseguiria fazer isso enquanto reconstruía a fortaleza e treinava os homens?
Edward não tinha certeza se isso seria sequer possível. Contudo, tinha certeza de que não seria justo arrastá-la para o que poderia acabar sendo meses... ou até anos... de incessantes batalhas.
Talvez assentar-se na fortaleza de Jasper não fosse má ideia. Não era como se fosse para sempre, só até poder cuidar do treinamento dos homens do conde, depois, poderia cuidar da segurança e do treinamento dos seus próprios.
- Caso eu aceite sua oferta, deve entender que será apenas temporário.
- Eu sei disso. – Afirmou Jasper, assentindo. – Peço, no máximo, um ano de seu tempo.
Edward torcia para que o treinamento dos homens não levasse um ano inteiro. Ele ainda tinha mais uma reserva.
- E, caso eu aceite a sua oferta, você passaria a ser... Meu senhor?
A mais inocente das expressões apareceu no rosto de Jasper antes que ele perguntasse:
- Não acha que lorde Jasper soa bem?
- Depende.
- Do quê?
Edward rapidamente estendeu a perna dando uma rasteira em Jasper, que foi ao chão. Estendendo a mão para ajudar o amigo que praguejava a se levantar, ele respondeu:
- Se vai se dignar ou não a treinar com os homens. Você está ficando muito... lento.
Jasper segurou-lhe a mão. Olhando furiosamente para Edward, desafiou:
- Ao final deste ano, nossas posições estarão invertidas, meu amigo.
Rindo, Edward aceitou o desafio e a oferta.
- Ótimo. Trabalharei com afinco na sua velocidade.
- Quer dizer que aceita o cargo?
Edward deixou escapar um suspiro profundo.
- Parece que não tenho escolha. Você certamente não está em condições de treinar os homens. – Ele olhou de esguelha para Alice. – Deve ter algo a ver com estar casado.
- Falando em estar casado...
- Não. – Edward ergueu uma das mãos. – É melhor não.
- Se ainda não levou a mulher para a cama, poderia facilmente abrir mão dela.
A sugestão de Jasper provocou uma inesperada fagulha de raiva. Pego de surpresa pelo súbito desejo de rearranjar as feições do conde, Edward deu um passo para trás.
- Não tenho nenhum desejo de abrir mão dela.
- Se casou com ela apenas por causa de sua necessidade de proteger aqueles menores e mais fracos que você. Não havia necessidade de fazer tamanho sacrifício. Eu lhe dou permissão para abrir mão dela. Posso providenciar para que seja levada em segurança para onde ela bem quiser.
- Você me dá permissão? – A vontade de esmagar alguma coisa, qualquer coisa, ia aumentando cada vez mais. Curvando os dedos, Edward cerrou os punhos. – Quanta generosidade a sua.
Os olhos de Jasper se arregalaram ante o tom brusco de Edward.
- Só pensei em livrá-lo de uma esposa que não planejara ter.
- Você fala como se ela fosse uma doença que eu preciso expulsar de minha vida.
- E não é?
- Não. – Edward fitou Bella, do outro lado da clareira. – Muito pelo contrário.
- Ah. Então é assim. – Jasper inclinou-se mais para perto. – Por que não a leva logo para a cama e tira esse peso dos ombros?
- Como você fez? – Ele se virou novamente para Jasper. – Eu notei que levar sua esposa para a cama tornou a sua vida muito mais agradável.
Jasper deu de ombros ante a alfinetada.
- Touché. Casamento com uma mulher teimosa é uma cruz que nós dois temos que carregar.
Teimosa não é exatamente como Edward teria descrito a mulher, porém, não estava disposto a discutir. Em vez disso, perguntou:
- Seguimos para Whitlock?
- Você e os homens podem seguir. Vou levar Alice para ver o pai.
Edward sabia que Jasper estava indo para Hallison para se vingar do sogro. Não que pudesse culpá-lo. Hallison devia muito por ter vendido Jasper para o cativeiro. Contudo, Edward sabia que a jornada poderia ser cheia de perigos.
- Sozinho é que você não vai.
- Ah, é? Agora acha que pode me dizer o que eu faço ou deixo de fazer? Pedi que fosse o capitão da minha guarda e não minha ama-seca.
- Pois me parece uma troca justa, considerando a sua tentativa de me fazer abrir mão da minha esposa.
- Basta. O que sugere?
Edward queria que Jasper levasse todos os homens, mas sabia que essa ideia jamais seria aceita.
- Levarei três dos homens comigo para Whitlock.
- Tenho uma distância menor a percorrer. Leve sete dos homens.
- Não.
Jasper o fitou com seriedade.
- Seis. Não permitirei que viaje para Whitlock com menos do que seis.
Isso deixaria apenas cinco homens para acompanhar Jasper. Edward sorriu. Sam tinha experiência suficiente para contar por dois. Ele assentiu.
- De acordo. Mas Sam vai com você.
- Podemos passar a noite inteira aqui discutindo.
- Por mim, tudo bem. – Edward apontou com a cabeça na direção da clareira. – Mas sua mulher acaba de se embrenhar na mata... sozinha.
Jasper virou-se ainda a tempo de ver Alice desaparecer por entre as árvores. Ele praguejou, e rapidamente concordou em levar Sam e quatro outros consigo.
- Eu falarei com Sam e vocês dois podem decidir quem vai em que direção.
Edward observou o conde partir, depois voltou sua atenção para Bella. Ela o fitou nos olhos enquanto ele caminhava em sua direção. Sentando-se ao lado dela no tronco, ele perguntou:
- Está com fome?
- Estou. – Ela gesticulou na direção dos homens adentrando a clareira. – Mas isso logo será remediado. – Voltou-se para ele. – Sobre o que você e o conde estavam discutindo?
- Discutindo?
- Você o derrubou no chão. E, em certo momento, seus punhos estavam cerrados. Isso não foi uma discussão?
- Na verdade, não. É o modo como conversamos.
Ela desviou o olhar.
- Neste caso, precisam começar a conversar em particular.
- Por quê?
- Pelo amor de... – Ela inspirou profundamente e começou novamente. – Ele é um conde, Edward. Um conde. Você demonstrou grande desrespeito agindo como agiu.
Primeiro Jasper queria lhe dizer o que fazer com a esposa. E, agora, a esposa queria lhe dizer o que fazer com Jasper? Ele conteve uma gargalhada de contrariedade.
- Ele nem sempre foi um conde, Bella.
- Mas é um conde agora.
- Já que a incomoda tanto, juro que vou conter meus atos em público enquanto estivermos em Whitlock.
- Nós vamos para Whitlock?
O seu tom subitamente pareceu alegre demais. A atenção que lhe dispensava... exagerada. Edward franziu a testa.
- Concordei em treinar os homens dele por algum tempo. De modo que vamos levar alguns deles para Whitlock conosco, enquanto Jasper e Alice levam os outros para Hallison para ver o pai dela.
- Não. – Bella levantou-se do tronco com um salto. Andando de um lado para o outro, ela sacudia a cabeça. – Não pode fazer isso.
Edward recostou-se para trás, perguntando:
- Por que não?
Na sua pressa ela tropeçou e cambaleou. Rapidamente recuperando o equilíbrio, Bella respondeu:
- Porque não é seguro. Deveríamos ficar todos juntos.
Sua voz havia ficado um pouco mais alta e alguns dos homens viravam-se para olhar para ela. Edward levantou-se e a puxou até a cabana do outro lado da clareira.
Os homens haviam tirado um pouco dos destroços e colocado catres no chão para dormir. Uma pequena lareira estava acesa. Edward sentou Bella em um dos catres e foi encostar a porta diante do vão da entrada. Quando ela fez menção de se levantar, ele ordenou:
- Fique aí.
- O que está fazendo?
- Vou ter uma conversa com a minha esposa sem ser interrompido.
- Eu grito.
- Se é o que quer fazer.
Ele desafivelou o cinturão da espada e o deixou cair no chão. Sua túnica rapidamente o acompanhou.
Os olhos de Bella se arregalaram, brilhando sob a luz trêmula do fogo.
- Você não ousaria.
Ele se largou ao lado dela sobre o catre e lhe soltou a cinta. Ela bateu nas mãos dele, incomodando-o tanto quanto uma brisa primaveril.
Edward atirou a cinta no chão, depois agarrou a bainha do vestido. Ela lhe segurou os pulsos, mas isso não o impediu de arrancar a peça de seu corpo puxando-a por sobre a cabeça, embora Edward tivesse precisado soltar os pulsos para poder puxar as mangas do vestido pelos braços da mulher.
Seria muito difícil para ela deixar a cabana, considerando que ele a deixou usando apenas as meias, os sapatos e a roupa de baixo. Ao jogar de lado o vestido, ele perguntou:
- Não ousaria o quê?
Agarrando um cobertor, Bella o estendeu diante de si.
- Você disse que não...
Edward arrancou a coberta de suas mãos e riu diante do gritinho agudo que ela deixou escapar. Inclinando-se sobre ela, forçou-a a se deitar de costas.
- Eu juro, Bella, se repetir isso mais uma vez, posso mudar de ideia a respeito de lhe fazer mal.
- Você está me assustando. – Ela tentou rolar para longe dele. – Apenas me deixe sozinha, Edward.
- E você está me levando à loucura. – Ele facilmente a puxou de volta para baixo de si. – Jamais vou deixá-la sozinha.
Tremendo, ela desviou o rosto, sussurrando:
- O que você quer?
Ele traçou a borda de seu queixo com a ponta do dedo. A pele era macia sob o toque dele.
- Sabe o que eu quero.
Sim, sabia o que ele queria. Ele queria que ela traísse o seu voto para com a rainha. E, apesar de parte dela insistir para que fizesse exatamente isso, outra parte, a parte que temia a morte, a mantinha calada, quando, na verdade, o que devia temer era esse homem imobilizando-a no chão, com nada além de uma fina camada de tecido separando-os. No entanto, independentemente do que dissesse, seus toques suaves, sua respiração quente e o peso de sua coxa rija repousando entre suas pernas não a amedrontavam nem um pouco.
O calor que se apossava dela nada tinha a ver com medo. Ela reconhecia o ardor, e sabia que, mais uma vez, seu corpo estava tentado a traí-la.
Reunindo toda a sua coragem, ela lhe empurrou o peito.
- Saia de cima de mim.
Ele riu, suave e sedutoramente, de encontro ao seu ouvido.
- Desta vez, não.
- Eu o desprezo.
Ela amaldiçoou silenciosamente a falta de convicção na sua voz.
Edward alisou a lateral do pescoço dela com o nariz, deixando-a toda arrepiada.
- Isso não será uma coisa muito bonita de se dizer para os nossos filhos.
- Filhos? – Bella riu, na esperança de deixá-lo zangado o suficiente para interromper essa doce tortura. – Jamais teremos filhos juntos.
- É mesmo? E por quê?
Edward abaixou a mão e começou a puxar a roupa de baixo lentamente, centímetro por agonizante centímetro.
- Porque eu estou dizendo.
Bella arquejou quando o ar frio da noite lhe acariciou as pernas.
Ele lhe acariciou a coxa com as costas dos dedos. Mais uma vez, ela tentou rolar para longe do toque dele. Porém, desta vez, não apenas foi malsucedida, como o movimento libertou o restante da vestimenta que ainda estava presa debaixo dela.
Antes que pudesse corrigir o erro, Edward imediatamente tratou de remover esse último vestígio de proteção de cima dela.
Ele ficou de joelhos, com uma das pernas ainda entre as dela, e a fitou. Sob a luz trêmula da lareira, seus olhos pareciam brilhar com promessas surreais.
Bella cruzou os braços sobre os seios expostos.
- Edward, por favor.
- Por favor, o quê, Bella? – Ele lhe afastou os braços com facilidade, e os imobilizou sobre o catre com as mãos. Inclinando-se sobre ela, perguntou: - Não me disse que uma esposa não passa de mais um bem?
- Disse.
Bella fechou os olhos e tentou desacelerar o coração, que batia freneticamente. Porém, este a ignorava, e batia forte e rápido no interior do peito, aguardando ansiosamente o seu toque.
E, quando veio, não foi nada parecido com o que ela estava esperando. A palma calejada traçou uma trilha de fogo pela barriga dela e ao longo das costelas antes descer para lhe acariciar o quadril.
- O que me impede de tratá-la como nada além de outra coisa que eu possuo?
Bella abriu a boca para responder, mas ele levou o dedo aos seus lábios.
- Pense antes de responder, Bella.
Ela olhou para ele. A voracidade em seu olhar não era a de um homem ganancioso querendo reivindicar outro bem. Sim, ainda era voracidade. Mas era um tipo de voracidade mais duradoura, que buscava mais do que apenas um instante de prazer.
Bella conhecia muito bem aquele tipo de voracidade. Era um tipo que ansiava por algum tipo de contato humano e por amizade. O tipo de voracidade que queria que um toque se prolongasse, para significar muito mais do que apenas uma cópula apressada na escuridão.
A voracidade dele espelhava a sua. Quando ele lhe acariciou o rosto, alisando-lhe a face com o polegar, ela se entregou ao toque dele e sussurrou:
- Você mesmo se impedirá, Edward.
Ele assentiu.
- Devido ao meu tamanho, as pessoas presumem que não tenho controle e nem inteligência. Sou capaz de muito mais controle do que qualquer outra pessoa que possa conhecer, ou que jamais conhecerá. E não pense que sou um tolo, Bella. Estou longe de ser ignorante ou inculto.
Ela sentiu as faces corarem ante as palavras do marido. Erroneamente, havia pensado essas mesmas coisas a respeito dele.
- Está nua debaixo de mim. Não poderia fazer nada para impedir que eu perdesse o controle, caso eu assim o desejasse. Nada. Nenhum dos homens do lado de fora da cabana viria atender os seus gritos. Ninguém viria em seu socorro, Bella, ninguém.
E ela sabia que isso era culpa dela. Sabia que sua reputação a colocara naquela posição. O que não entendia era por que ele a estava alertando de tudo que poderia fazer.
Ela pousou uma das mãos no braço dele e perguntou:
- Por que está fazendo isso?
- Confie em mim. – Ele se inclinou mais para perto. – Confie em mim, Bella. Eu a deixei nua e indefesa, mas não lhe fiz mal. Não lhe dei motivos para me temer de verdade. E jamais o farei. Independentemente o que possa acontecer, está segura comigo.
Confiar. Uma palavrinha tão pequena. No entanto, significava tantas coisas. Será que podia confiar nele? E, se o fizesse, será que ele confiaria nela? Ela inspirou, profundamente. Por fim, quando seu estômago parou de dar cambalhotas e o coração desacelerou o suficiente para falar, Bella admitiu:
- Sim, eu ainda sou espiã da rainha. Recebi ordens de descobrir tudo o que pudesse sobre você e o conde.
Ela esperava que ele fosse gritar. Esbravejar furiosamente com ela. Em vez disso, Edward cerrou os dentes e vestiu a túnica pela cabeça.
Ao afivelar o cinturão da espada, apontou para as roupas da mulher sem olhar para ela.
- Vista-se e venha comer.
Antes que ela pudesse se recuperar do choque o suficiente para dizer qualquer coisa, ele já deixara a cabana.
N/A: Vocês repararam que eles vão para uma terra chamada Whitlock, certo? Deixe-me explicar... na Idade Média, as pessoas tinham como sobrenome o nome de suas terras, por isso as terras do Jasper tem o sobrenome dele.
Bom... eu acho q tbm ficaria em choque se um cara fizesse comigo o que o Edward fez com a Bella... mas até q ela merece... quem teria coragem de mentir p um cara como ele??? eu não.
E ai... o que estão achando??? eu devo continuar postando ou tah uma merda e n vale a pena continuar??? me mandem reviews, please!! não custa nada... e eu prometo q vou ser mais freqüente agora...
xoxo
Dark Angel
