N.A.: HEY!
Então, na verdade a fanfic já está pronta e publicada em outro lugar há cerca de uma semana. Mas tem MUITO MAIS FÃS de H50 aqui no , então here we go \o/
DISCLAIMER: Hawaii 5.0 não me pertence, porque se me pertencesse o episódio dessa semana (S07E20) seria MUITO MELHOR.
Foi com muito manejo ao volante - e mais sorte ainda - que Steve conseguiu estacionar o Jeep numa vaga próxima à delegacia.
Os três integrantes da 5.0 saíram do carro ás pressas, entrando no prédio. Estranhamente para um horário tão tarde, o local pareceu cheio. No entanto, não tinham tempo para ligar para a quantidade de vítimas ou de suspeitos detidos; a equipe está incompleta e precisa de seu segundo-em-comando de volta.
Eles mostraram os distintivos e foram encaminhados imediatamente ao chefe da unidade, que apertou rapidamente as mãos de cada um deles.
- Comandante McGarrett, tenente Kelly, oficial Kono, sou Peter Wittmore, Chefe do Distrito. Eddie ligou para informar que vocês estavam a caminho. Como posso ajudar?
- Chefe Wittmore, precisamos do acesso ao rastreio dos registros. Se Danny ainda estiver com a carteira dele, pode ser nosso mapa. Ela ainda é ativa aqui em Nova Jersey?
- Não era desde que começou a trabalhar no Hawaii, mas quando voltou para a apelação ativamos novamente. Fazemos isso por medida se segurança. Venham.
Entraram numa sala reservada com uma janela de vidro fechado para que o saguão ficasse sempre à vista. Peter ligou o sistema, entrando na tela de início e digitando "SGT. DET. DANIEL WILLIAMS". Como já inseriu o registro quando Danny voltou a Nova Jersey isso não seria novamente necessário. Não demorou sequer dois minutos para o GPS apontar o paradeiro. E todos estranharam no mesmo instante.
O ponto vermelho e piscante apontou para o saguão de entrada do Distrito. Bem à vista deles.
Os três saíram da sala de Peter e foram em direção ao keio do sanguão. Steve subiu em uma das mesas, pedindo silêncio e conseguindo a atenção de todos.
- Pessoal, sabemos que estão ocupados. Mas o caso é grave. Danny Williams desapareceu um dia após o testemunho dele no tribunal.
O burburinho foi geral. Alguns ali eram novos, mas a maioria pareceu genuinamente preocupado com a segurança de Danny; o detetive tornou-se figura querida após anos dedicados à corporação e aos colegas de farda.
- Um de vocês pode saber o paradeiro dele. - Kono continuou, ao lado do primo e logo ao lado da mesa onde Steve mantinha-se de pé - O GPS da carteira do Danny aponta para esta delegacia.
O que era apenas uma troca de palavras entre os policiais tornou-se num barulho ainda mais alto.
Robert Earl Miggiori parou de digitar o boletim de ocorrência de uma vítima de assalto. Levou uma das mãos ao bolso, empalidecendo. Logo em seguida mirou Steve, Kono e Chin. No segundo seguinte correu em direção à saída, empurrando tudo e todos pelo caminho.
- ROBERT MIGGIORI, PARADO! CINCO-ZERO! - Steve correu atrás dele, enquanto Kono saiu pela porta dos fundos e Chin pela saída de carros.
Miggiori saiu pela entrada da frente, seguido por McGarrett e alguns outros policiais. O que estavam do lado de fora também correram atrás. Chin quase o alcançou mas, quando Robert passou pela entrada do beco ao lado da delegacia, foi derrubado por um belo chute no peito. Proeza de Kono.
Ele caiu de costas, sentindo a dor do golpe em seu peito e rolando para o lado. Não teve tempo de levantar sozinho, pois logo foi erguido por Chin, que o algemou e andou com ele de volta para dentro do prédio.
- Aonde você pensa que vai...Earl? Temos muito o que conversar!
Steve olhou para ele sério. Ali, na entrada do saguão, deu dois socos tão fortes que arrancaram sangue e amoleceram um ou dois dentes do policial corrupto.
- Você não pode...fazer isso! - o homem protestou, cuspindo sangue no chão.
- Ele pode e ele vai. - Wittmore aproximou-se, segurando-o pela lapela e falando entre dentes - Cadê ele?...ONDE ESTÁ O DETETIVE WILLIAMS, ROBERT?
- Se ele não contou o que Lou Ferrigno quer saber...eu garanto que ele está morto, senhor.
- Você vai fazer isso mesmo? Ajudar a matar um bom policial? Um dos melhores? Vai deixar uma filha sem o pai?!
Neste momento Robert foi jogado numa cadeira da sala de interrogatório. Quase caiu novamente no chão - dessa vez junto com a cadeira - mas foi segurado por Steve, que pegou sua arma, destravou e apontou e atirou na perna dele. Robert gritou de dor, encolhendo-se e xingando o comandante da 5.0 com todas as ofensas que conhecia - e algumas novas também.
- Ah me desculpe, atirei muito perto de algum osso?! - a ironia na voz de Steve veio carregada de frieza e ódio. Ele encostou o cano da arma na coxa do homem, enquanto pegou a carteira de Danny no bolso dele - Isso não te pertence, mas eu acho que você já sabe disso. Agora você vai me dizer para onde você e esse tal de "Lou" levaram o meu amigo, ou meu próximo tiro vai ser na sua coxa. E você sabe que, se pegar na sua artéria, vai morrer antes de amanhã.
Pelos e-mails trocados com Danny quando o detetive pensava ainda ter Robert como um de seus grandes amigos em Jersey, o policial sabia o quanto a força-tarefa do Hawaii é unida. Nas palavras dos nativos de lá, tornaram-se ohana. Família,
Mas não fazia ideia de que os laços eram tão fortes assim.
- L-Lou pagou. Pagou muito dinheiro para mim. Milhões. Era isso ou ver meus pais assassinados. Eles são idosos, não quero que sofram por minha causa. Então aceitei para dar uma vida melhor a eles. J...Jeffrey também está envolvido. Mas...mas Lou quitou umas dívidas dele. Coisa...coisa de jogo, de droga!
- Jeffrey Stewart? Por isso ele não aparece desde ontem? - o chefe pareceu consternado. Ele sabia dos problemas de Jeffrey há alguns meses e até o encaminhou a assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras. Até ajuda financeira ofereceu.
Mas nunca passou pela cabeça de Peter que as dívidas de Jeffrey fossem com os DeAngelis...ou com o que restou da família mafiosa.
- Eu não sei...porque ele não...veio! Não...não era esse o plano!Aaargh! - o homem cerrou os olhos, contorcendo-se de dor. - Ele deveria vir trabalhar! Não levantar suspeitas!
- Mas você pisou na bola, não foi? Esqueceu o registro do Danny no seu bolso. - Kono cruzou os braços, sem deixar de encarar o policial corrupto. - Stewart está com a carteira dele?
- Não. Deixamos aqui...para não sermos rastreados!
- Pra você isso não adiantou nada. - Steve agarrou o homem novamente pela gola, levando-o para fora da sala ainda algemado - Porque você vai nos levar até o Danny e até o seu amigo, Jeffrey. E de quebra vai nos entregar este...Lou.
- Comandante. - Peter aproximou-se do carro onde Steve já jogava o ferido Robert. - Leve apoio médico. Lou é um demônio, se ele está com Danny, temo pela vida do rapaz.
- Pode deixar. Chefe...obrigado pela ajuda. - Steve estendeu uma das mãos para cumprimentar Wittmore. O Chefe do Distrito retribuiu, apertando a mão do mais novo.
- Danny sempre foi um dos meus melhores. Para vocês se esforçarem tanto, deve ser assim lá também.
- Ele é mais que nosso colega de trabalho. É ohana. Isso é o mínimo que podemos fazer.
Steve despediu-se e entrou no carro onde Chin e Kono já mantinham Robert sob custódia. A oficial rasgou uma das mangas longas de sua blusa, amarrando-a firme na perna de Miggiori. O homem trincou os dentes e gemeu de dor.
- Desculpe por amarrar tão apertado. - a ironia ficou gritante em sua voz muito suave.
Chin vasculhou os bolsos do homem. Achou dois aparelhos de celular. Um deles bem mais simples que o outro. Pela sua experiência, isso só queria dizer uma coisa: aparelho descartável.
- Liga pro Lou. Agora.
- Isso aí. Marca um encontro com ele. Inventa uma boa desculpa. E sem brincadeiras. - Kono adicionou sem pestanejar.
- Você não vai querer desafiar a 5.0...de novo. - Steve completou, dirigindo como se uma vida dependesse de sua velocidade.
E depende.
