Filhos do futuro
A luta começa. Pesadelos e conflitos internos
HITSUGAYA POV.
Quando chegamos a casa dos Kurosaki, Hinamori me sentou com delicadeza no sofá, mas mesmo com tanto cuidado não pude evitar soltar um gemido de dor.
- Espera só um minuto que eu vou pegar algo para você comer. – falou Hinamori tentando me acomodar o máximo possível no sofá.
Quando ela saiu suspirei um pouco cansado. Ainda estava um pouco abobado com o bankai da Luna e do Nick. Eles eram realmente fortes.
- O que aconteceu com você? – perguntou Karin que havia acabado de entrar na sala. Eu não a respondi, apenas mirei o teto. – Foi por ela de novo, não foi?
- Isso não é da sua conta Karin. – falei ríspido. Não gosto de discutir meus motivos com alguém.
- Por que faz isso? – falou Karin um pouco irritada. – Por que a protege desse jeito? O que ela te fez para merecer tanta atenção?
Não respondi novamente, mas dessa vez quando foi falar de novo Hinamori entrou na sala só que com um suco e uma sopa.
- Pronto. – falou colocando as coisas em cima de uma mesa. – Acho que isso serve. Foi a Yuso que fez. Consegue segurar?
Tentei levar os braços para pegar e segurar o prato de sopa e o copo, mas a dor que senti nas costas era muito forte.
- Vejo que não. – falou com um pequeno sorriso. Logo depois pegou o copo de suco e o aproximou de minha boca.
- O que esta fazendo? – perguntei confuso.
- Vamos Hitsugaya. Você não pode pegar nas coisas por isso vou te ajudar. – falou sorrindo para logo colocar o copo na minha boca me fazendo beber o suco.
Mandei uma mirada para Karin sem que Momo visse, indicando uma das razões que eu a protegia.
Momo tirou o copo da minha boca e começou a me dar pequenas colheradas da sopa. Sentia-me como uma criança de novo, sendo cuidado por sua mãe ou irmã mais velha.
Quando ia falar para Momo que já estava bom a campainha tocou chamando sua atenção.
- Deve ser a Orihime-san. – falou Hinamori deixando o prato na mesa e indo atender a porta.
Pude ouvir como a porta foi aberta e as risadas e conversas alegres. Suspirei, Hinamori tinha essa mania de ser muito inocente com todos, ate mesmo com Karin que parecia não gostar muito dela. Era realmente um doce de pessoa e não sabia como alguém poderia odiar alguém como ela.
Olhei de canto para Karin, mas a mesma havia saído do quarto. Acho que seria melhor tê-la longe da Hinamori, vai saber o que é capas de fazer.
Sabia o que Karin sentia por mim, mas eu não sentia nada por ela e a havia dito isso a muito tempo. Mas ao parecer ela ainda não havia esquecido tudo. Não podia fazer nada com relação a seus sentimentos, mas se ela ousasse ferir a Hinamori juro que não me importava em matá-la.
- Aqui esta ele Orihime-san. – ouvi Hinamori dizer atrás de mim. – Ele parece ter quebrado algumas costelas já que mal consegui se mexer. Poderia ajudá-lo?
- Claro que posso Momo-chan. – falou Orihime com um sorriso intenso. Ela se aproximou de mim, se sentando do meu lado. – Não se mecha Hitsugaya-taichou.
De repente fui envolvido por uma luz alaranjada e fiquei rodeado daqueles bichinhos que Inue podia materializar. Aos poucos minha dor foi desaparecendo e meu corpo foi relaxando, era como se tudo estivesse voltando a seu devido lugar.
Quando a luz desapareceu junto com aqueles bichinhos já me sentia como novo. Me levantei do sofá e mexi um pouco meus braços para ver se realmente estava tudo bem.
- Obrigado Inue-san. – falei com meu tom serio de sempre.
Orihime me sorriu e foi conversar com Ichigo e Rukia que lhe explicavam tudo que estava acontecendo. Nesse tempo Hinamori se aproximou de mim com um imenso sorriso no rosto.
- Esta melhor? – perguntou com doçura quase me fazendo derreter, mas mantive a compostura.
- Sim. – respondi simplesmente.
- Viu que pedir ajuda não é tão ruim? – perguntou com um olhar critico e um sorriso divertido. Eu apenas bufei em resposta, mas logo me lembrei de seu braço machucado.
- E seu braço? – perguntei sem mirá-la. Não conseguia depois da culpa que estava sentindo por ela ter se machucado.
Ele me mirou confusa para logo depois olhar o braço em que tinha a cicatriz que passava pela maior parte de seu braço.
- Na verdade não sinto dor nenhuma. – falou distraída.
Logo depois que terminou de falar começamos a ouvir risadas e conversas do lado de fora da casa chamando a atenção de todos, que miraram o mesmo lugar. Da porta entraram Luna e Nick, ela sorria e ria enquanto ele tinha uma cara de irritação.
- Há! Mas a sua roupa ta legal. – falou Luna contendo o ataque de risadas. – Combinou bem com você.
- Claro que não combina! – gritou Nick fazendo Luna rir ainda mais. – E vê se para de rir.
Nick usava uma calça jeans preta meio larga com correntes presas em alguns bolsos, uma blusa branca escrito "Bad Boy", com uma jaqueta jeans por cima sem mangas, tênis preto com detalhes pratas e luvas de couro que deixava os dedos de fora.
- Eu acho que o Urahara-san escolheu muito bem. – falou Luna quase chorando de tanto rir.
Nick virou a cara com raiva e um ligeiro tom vermelho no rosto.
- Você só diz isso por que ele colocou algo normal em você. – comentou cruzando os braços.
Luna continuou rindo enquanto nos os mirávamos com uma gotinha na cabeça. Esses dois pareciam duas crianças para serem capitães.
- Ichigo você não me disse que tinha um clone. – falou Orihime fazendo todos caírem para trás estilo anime. Eu sabia que a Orihime era meio voada, mas não pensei que fosse tanto.
- Não Orihime. Ele não é meu clone. – falou Ichigo com um sorriso nervoso no rosto. – Ele é meu filho. Aquele que eu e a Rukia te falamos.
- Aaaahhh! Ele é igualzinho a você. – falou Orihime se aproximando de Luna e Nick que haviam sentado no sofá. – E quem é essa que esta sentada do lado dele.
- Ela é minha filha Orihime. – falou Hinamori ainda com uma gota na cabeça.
- Mas ela é tão linda! – exclamou Orihime abraçando Luna com força e a balançando de um lado para outro. – Ficou a sua cara Hinamori-chan! Sem falar que esse tamanhozinho dela deixa ela tão fofa.
Nick empalideceu quando Orihime falou sobre a altura de Luna, e não o culpava. Se ela é igual a mim quando era menor então as coisas iam ficar feias. E como o previsto o lugar começou a esfriar ate um ponto onde começou a arder a pele.
Orihime se soltou de Luna e abraçou a se mesma se virando para mim com um olhar confuso, como se estivesse me perguntando porque eu estava esfriando o lugar. Eu apenas balancei a cabeça negativamente, mostrando que não era eu.
- L-luna. P-podia p-p-parar de c-congelar a sala? – perguntou Nick tremendo o queixo de frio. Mas ao parecer Luna não o estava ouvindo. – Ei Luna! Vai acabar matando todo mundo de frio!
Luna respirou fundo e o lugar voltou a sua temperatura normal quase ao instante. Eu quase não senti o efeito do frio por que já estava acostumado, mas os outros estavam chacoalhando de frio.
- Tinha que puxar o pai em relação ao tamanho. – falou Ichigo em um sussurrou. Eu o mandei uma mirada assassina.
- Gomen. – falou sem graça. – Perdi o controle.
- Disso já sabemos. – falou Nick tentando aquecer as mãos quase congeladas.
- Deixa que eu te ajudo. – falou Luna colocando as mãos dele entre as suas e começando a concentrar sua heatsu na mesma.
Pude ouvir como Hinamori, Orihime e Rukia diziam um "Que fofo!" fazendo os dois garotos sentados no sofá corarem instantaneamente.
De repente a porta se abriu deixando a mostra um Renji com um sorriso bobo, uma Matsumoto olhando para ele com um sorriso malicioso e cheia de sacolas de compras nas mãos, um Kaito fastidiado e uma Orihime com um olhar de irritação.
- Como vocês puderam enfrentar os Elementares sem mim? – gritou – Sabem como eu gosto de acabar com a raça deles!
- Da pra alguém fazer essa garota calar a boca? – exclamou Kaito – Já não agüento mais ouvir ela reclamando!
- E não venha me dizer para eu calar a boca por que... – antes que pudesse continuar ela olhou para Nick e Luna que ainda tinha as mãos uma encima das outras e em seu rosto apareceu um sorriso malicioso. – O que aconteceu aqui?
No mesmo instante os dois olharam para as mãos ainda juntas e se separaram rapidamente virando os rostos corados para direções diferentes.
- Não temos tempo para discutir sobre assuntos amorosos. – falou Matsumoto com um grande sorriso no rosto. – Tenho um monte de roupa que quero que vocês duas, – apontou para Luna e Orihime(a filha do Renji). – Experimentem. Então vamos logo!
- Pera ai! – falei confuso. – Quando foi que você comprou essas roupas. – perguntei irritado.
- Ela passou no centro comercial quando íamos para a casa da mãe dessa ai. – disse apontando para a filha de Renji.
- Matsumoto! – gritei, mas a mesma já tinha puxado Luna e Orihime para o quarto de Ichigol. – Eu ainda vou matá-la.
LUNA POV.
Matsumoto colocava todo o tipo de roupa em mim. Estava me sentindo como um boneco de loja ou ate como uma Barbie humana.
Sai novamente do banheiro com uma roupa completamente diferente da que eu estava usando a um segundo atrás. Não sei por que tudo isso. E ao parecer Orihime não parecia que iria me ajudar em nada, já que parecia estar ate gostando de tudo isso.
- Matsumoto-san! Agora chega. – falei cansada.
Matsumoto que estava conversando com Orihime se virou para mim junto com a mesma e pude ver como os olhos das duas brilhavam de uma maneira estranha. De repente Orihime sorriu de maneira maliciosa e sussurrou alguma coisa no ouvido de Matsumota fazendo com que a mesma também tivesse um sorriso malicioso.
- O que vocês duas estão pensando? – perguntei assustada.
- Nada, nada. – falou Matsumoto com um sorriso singelo, logicamente falso, para logo se virar para Orihime. – Agora você vai vestir isso e daqui a pouco eu volto para te buscar.
Orihime assentiu e um arrepio percorreu meu corpo quando Matsumoto veio em minha direção. Alguma coisa não ia ser boa nisso tudo.
NICK POV.
Já havia se passado bastante tempo desde que Matsumoto-sempai levou as garotas para o quarto do meu pai e eu estava começando a me preocupar.
- Ei. – chamou Kaito me fazendo sair de meus pensamentos.
- O que quer? – perguntei sem mirá-lo.
- Calma cara. Só quero lhe perguntar uma coisa. – falou na defensiva. Ele sussurrava para que os outros que estavam na sala não ouvissem o que significava que era uma coisa que ele não queria que ninguém soubesse.
- E qual seria a pergunta? – virei para encará-lo.
- Por que a Luna não aceitou o convite que aquele maluco fez? O que ela queria? – arregalei os olhos com a pergunta.
- Se ela não te contou eu também não vou. – falei olhando para outro lado. – Isso é assunto dela e não vou falar algo que ela não quer que espalhe.
- Vamos. – insistiu. – Qual seria o problema de você me falar o que era.
- O problema... – virei o rosto para mirá-lo com um pouco de irritação. – É que estaria traindo a confiança dela.
Ele franziu o cenho em resposta. E se jogou no sofá ao meu lado, cruzando os braços numa demonstração de irritação.
- Você já trai a confiança dela. – falou chamando minha atenção. – Não contando a ela sobre o que você é realmente já é uma traição de confiança.
- Você não entende. – falei me deixando cair no sofá do lado dele.
Olhei para o teto distraído. Ele realmente não iria entender o motivo pelo qual eu escondia isso.
- Wow. – ouvi Kaito exclamar do meu lado. Isso me estranhou.
Já ia perguntar o que era quando a vi. Juro que nunca me senti tão encantado em toda minha vida. Meu rosto ardeu em chamas só de vê-la entrar na sala sendo empurrada por Matsumoto-sama.
Luna vestia uma saia curta jeans preta, mal tampava sua coxa, uma blusa branca justa com um decote que deixava a mostra boa parte de seus seios médios e botas pretas indo até os joelhos de salto alto. Seu cabelo estava solto e meio revoltado com a franja caindo um pouco sobre o rosto meio corado.
Seus olhos azuis miraram os meus por meros segundos ate desviarem. Estava tão linda e terna, mesmo com essa roupa provocante. Esse corpinho proporcional ao tamanho também pequeno. Ela era realmente perfeita.
- Matsumoto! Vai colocar logo uma roupa dessente na minha filha agora! – falou o pai de Luna com uma cara estressada.
- Concordo com meu pai, então... – Luna começou a falar se dirigindo de volta para a escada.
- Não, não, não e não. – falou Matsumoto a puxando de volta. – Você esta linda com essa roupa, e vai ficar com ela por enquanto.
- Mas tia Matsu... – começou a falar ate ser interrompida por Matsumoto que colocou um dedo em sua boca.
- Você vai ficar com essa roupa e ponto final. – falou com um sorriso malicioso no rosto para logo empurrá-la para o sofá onde eu estava, fazendo ela cair em meu colo. – Agora você espera ai enquanto eu vou buscar a outra.
Luna parecia tão nervosa que nem sair do meu colo saiu depois que Matsumoto saiu da sala. Por mim eu nem me incomodava. Claro, estava nervoso, mas mesmo assim gostava da sensação de tela tão perto.
Enquanto estava distraído mirando-a e sentindo o doce cheiro que emanava de seu cabelo pude ouvir uma pequena risada esganiçada que eu conhecia muito bem e, de repente estava de novo naquela cidade toda branca e preta de frente para aquele maldito hollow.
- O que quer agora? – perguntei estressado.
- Ora meu amigo. – falou se levantando da beirada do prédio que estava sentado e andando na minha direção com um sorriso divertido no rosto. – Sabe que adoro nossas conversas, principalmente quando se trata dela.
- Não sou seu amigo e não quero você falando dela. – disse estressado.
- Não venha me dizer que quer ela só pra você? – falou ficando frente a frente comigo.
- Cale a boca! – gritei – Ela não é um objeto!
- Não me venha com essa. Eu sei que você a quer e não vou te negar que eu também, então se você não vai tomar iniciativa não me importaria em tomar seu corpo e fazê-la minha.
Nesse momento perdi meu controle e o segurei pela gola da camisa e o levantei do chão. Ele tinha apenas um sorriso divertido no rosto e uma expressão relaxada.
- Se encostar um dedo nela, eu juro que te mato.- falei. Ele apenas riu e me mirou divertido.
- Vai matar a se mesmo?
Antes que eu pudesse responder fui tirado desse lugar por uma voz bem familiar.
- Nick? Você esta bem? – perguntou com o rosto muito próximo do meu.
Tive que balançar a cabeça algumas vezes para voltar completamente ao normal e ver a distancia entre nós. Ela ainda estava sentada no meu colo me mirando preocupada.
- Nick? – voltou a perguntar.
- To, to bem. – falei ainda meio distraído.
Ela me sorriu ainda preocupada, mas logo se virou para a escada onde aparecia Matsumoto com Orihime, que usava algo igual ou mais provocativo do que usava Luna. Ela usava uma jaqueta que tampava apenas os seios da cor preta, uma saia tão curta e justa quanto a de Luna da cor vermelha e uma pequena bota de couro com salto alto.
Vi de canto de olho Kaito cruzar as pernas e desviar o olhar no mesmo instante. Quase morri de ri da cara dele quando vi essa reação.
- Orihime! – exclamou Renji ao chegar na sala. – Vai tirar isso e colocar algo mais decente agora mesmo!
- Calma ai né pai. – falou Orihime com seu típico tom desinteiriçado e reclamão. – Só to me divertindo um pouco.
- Nada de "mas". – falou em um tom autoritário. – Vá logo trocar essa roupa!
Orihime suspirou e começou a subir a escada dando passadas pesadas. Pude ouvir como Kaito suspirava de alivio.
- E você também mocinha. – falou o capitão Hitsugaya virando-se para Luna.
- Nem precisa falar de novo. – disse Luna se levantando e indo na direção da escada.
Mas antes que pudesse chegar vários elementares apareceram atravessando as paredes e nos cercando dentro da casa. Posicionei-me na frente de Luna nesse mesmo instante.
- Como é que tem tantos deles? – perguntei olhando ao redor.
- Não sei, mas é melhor a gente...
- Ora, ora, ora. Parece que esse mundo é mesmo bem interessante. – falou uma voz um pouco grave vindo da porta.
Todos nos olhamos para a porta e de lá apareceu um homem de mais ou menos uns vinte e vinte e cinco anos, de cabelos loiros e olhos vermelhos como o fogo. Ele apenas usava uma calça jeans e sapatos sociais, mais nada. Tinha cinco esferas flutuando em suas costas, cada uma de uma correspondente a um elemento.
- Elements. – sussurrou Luna segurando com força minha jaqueta. Sua foz tinha uma mistura de medo e raiva.
- Como ele pode já estar acordado? – esbravejou Kaito sendo segurado por dois Elementares.
- Ora, meu caro. – disse Elements com um tom divertido. – Sou mais inteligente que vocês. Ao parecer meu eu do futuro previu sua tática e mandou alguns Elementares para me acordar um pouco antes do previsto para poder impedir que vocês me destruíssem.
Os Elementares haviam segurado a todos exceto eu e Luna. Elements foi ate nossa direção ate ficar frente a frente conosco.
- Vejo que realmente é certo. – falou pensativo e com um sorriso malicioso no rosto. – Você possui mesmo o dom do fogo e da água juntos. E é realmente linda.
Ele olhava de cima a baixo o corpo de Luna, que estava tremendo, não sei se de medo ou raiva. Isso me irritou muito. Escondi Luna atrás de mim para que ficasse longe do olhar pervertido do homem a minha frente e mirei o mesmo desafiante.
- Fique longe dela. – ameacei.
- Ou o que? – falou desafiante e confiante. – Vai me matar? Ora garoto! Você não tem força pra isso.
- Tenho força suficiente para te mandar longe daqui. – rebati confiante.
- Não me venha com essa seu garoto intrometido. – esbravejou levando uma mão ao meu pescoço e me tirando do chão. Ele não era muito maior do que eu, mas conseguiu me levantar ate ficar mais alto que ambos. – Pode ser um capitão, mas não vai conseguir me deter.
- C-como sabe que sou um c-capitão? – perguntei sem fôlego e tentando tirar a mão dele de meu pescoço, mas tudo inútil.
- Eu sei tudo sobre vocês. Fui informado de tudo sobre esse presente e o futuro da onde vocês vieram. Sei sobre esse seu poder estranho e escuro que você carrega. – falou levando uma mão a meu peito e a encravando bem no lugar do coração.
Gritei e me contorce de dor. Ele estava usando o fogo para conseguir perfurar minha carne e alcançar meu coração.
- Nick! – ouvi meus pais gritarem meu nome, mas não pude vê-los já que fechei os olhos com força por causa da dor insuportável que sentia.
- Nick! – Luna gritou, dessa vez pude abrir ligeiramente um olho e mira-la. Ela tinha uma cara cheia de preocupação e temor.
- L-luna. – pude pronunciar entre gritos e arfados de dor.
- Solta ele! Vai matá-lo! – voltou a gritar só que dessa vez para o homem que me segurava.
- Se é o que você quer minha bela dama. – disse para logo me lançar contra a parede, que se quebrou ao impacto.
Voltei a respirar só que com dificuldade e ainda sentindo aquela dor insuportável no peito. Com dificuldade olhei para onde estava Luna que começava a correr ate minha direção com um olhar de preocupação, ate que Elements a puxou pelo braço, trazendo-a para se contra a vontade dela que se debatia sem parar.
Ele sussurrou algo em seu ouvido e começou a passar a mão em sua perna subindo ate sua saia.
- Sai de perto dela. – falei erguendo a mão na direção dele e concentrando minha heatsu na mesma. No mesmo instante apareceu uma bola de energia negra e azul que foi lançada contra ele, que desviou soltando Luna que caiu no chão.
Suspirei aliviado ao vê-la livre, mas logo meu corpo voltou a ficar tenso quando ele apareceu na minha frente com a cabeça do lado da minha e uma mão no meu ombro.
- Melhor cuidar bem dela. – sussurrou em meu ouvido. – Porque eu logo, logo vou pega-la para mim.
- Nem pense que vou deixar você levá-la. – falei sem fôlego.
- Nossa! Está bem corajoso para alguém que mal consegui falar. – falou divertido para logo esmurrar meu estomago me deixando sem ar e esculpir um pouco de sangue. – Ela vai ser minha e você... Não pode fazer nada para me impedir.
Ele desapareceu de novo me deixando atônito no lugar. Luna veio correndo ate mim e se ajoelhou ao meu lado. Mal podia distingui-la por causa da minha visão que estava embaçada.
Meus sentidos iam se debilitando a cada instante. Podia ouvir ela me gritando para ficar acordado e segurando meu rosto para que a mirasse. Não agüentei mais e perde a consciência.
Comecei a acordar lentamente. Podia sentir ainda meus ferimentos latejando de dor, mas estavam melhores do que antes.
Comecei a me levantar lentamente do que parecia ser um sofá. Ainda estava fraco, mas consegui sentar no sofá e olhar em volta. Estava na casa de meu pai, para ser mais exato na sala deitado em um dos sofás.
Não havia mais ninguém alem de mim. Bom... Pelo menos isso era o que eu pensava ate ouvir uma voz doce e preocupada.
- Você esta bem Nick? – perguntou Luna sentando do meu lado no sofá.
- Acho que sim. – falei ainda meio atordoado. – Só estou um pouco dolorido, mas o que aconteceu?
- Depois que você desmaiou nossos pais junto com Kaito e Orihime saíram para procurar Elements que havia desaparecido junto com os elementares. – falou com um sorriso triste no rosto.
- E por que não foi com eles? – perguntei.
- Como que "por que"? Fiquei para te ajudar. – falou meio ofendida. – Não sabe o susto que me deu quando desmaiou daquele jeito. Usei kido para curar um pouco de seus ferimentos, mas ao parecer você teve uma pequena hemorragia interna então foi um pouco complicado.
- E você esta bem? – voltei a perguntar.
- Eu estou ótima. – falou com um sorriso no rosto, mas eu sabia que era falso.
- Não precisa fingir um sorriso, se quiser chorar pode. – falei olhando distraído para frente.
Sabia que ela ia chorar, mas não sabia que ela ia fazer o que fez. Ela me olhou confusa por alguns segundos para logo seus olhos se encherem de lagrimas e saltar contra mim me abraçando com força e escondendo seu rosto em meu peito enquanto chorava sem controle.
- Lu-luna. – disse sentido meu rosto começar a corar.
- Me desculpe. – disse entre soluços chamando minha atenção.
- Por que esta se desculpando?
- Porque isso não teria acontecido se não fosse por minha causa. – falou quase gritando.
- Como que por sua culpa? – perguntei desconsertado. Ela estava voltando a se culpar.
- Se eu não tivesse tão assustada e estática podia ter te ajudado quando ele te atacou. Mas eu fui uma covarde e deixei o medo me dominar na hora em que eu devia estar te ajudando.
- Não se culpe. Isso não tem nada haver. – falei irritado. – Pare de se culpar que você não teve nada haver com isso tudo que me passou.
- Claro que tive! – gritou me fazendo calar. Ela levou a mão ate o lugar onde estava meu coração e o tocou de leve. Foi só nesse momento que percebe que estava sem camisa, e sentir esse toque tão leve dela me passava calafrios pelo corpo todo. – Eu quase te perdi e tudo por meu medo. Eu quase fiquei sem a ultima pessoa que me restava por causa de uma coisa tão besta.
- Era comum você ter medo. – falei a abraçando pelo ombro com carinho. – Depois de tudo o que ele fez com você.
- Mas não era razão para deixar que isso me domine e faça com que os outros se sacrifiquem por mim. – falou mais calma.
- Se eu fiz isso é por uma razão. – falei a apertando mais contra mim.
- Sou fraca. – sussurrou quase caindo no sono. – Fui fraca para defender meus pais e agora fui fraca para te proteger.
- Você não é fraca. – sussurrei acariciando sua cabeça – Você é a pessoa mais corajosa e forte que eu já conheci. E não venha negar por que é. Agora vá descansar, tivemos um dia cheio hoje.
Ela apenas assentiu e logo depois de chorar mais um pouco caiu em um sono profundo. Fiquei mais alguns minutos assim ate decidir me levantar e levá-la para o quarto de minhas tias, que era aonde ia dormir.
- Por que a defende? – perguntou minha tia aparecendo na escada. – Ela não merece isso.
- E por que não merece tia Karin? – perguntei desconsertado.
- Olha só o que ela te fez. – falou apontando para meus ferimentos. – Ela deixou que ele te ferisse desse jeito. Ela viu o que ele estava fazendo com você e não fez nada.
- Não foi culpa dela. – falei mirando o rosto adormecido de Luna que estava em meus braços.
- Não? – perguntou minha tia desconsertada. – Ela é uma capitã, devia controlar o medo e enfrentar o perigo de frente, ela devia...
- Sabe o que ele fez com ela para que ela ficasse daquela maneira? – perguntei a interrompendo. Minha tia apenas negou com a cabeça. – Pois fique sabendo que ele matou os pais dela na frente dela quando ela tinha apenas sete anos, sem falar que a quase violou quando ela tinha apenas quatorze. Não seria motivo para ter medo?
Minha tia ficou em silencio. Não queria contar isso sem a permissão de Luna, mas não ia permitir que falassem dela desse jeito.
- Se seu ódio por ela é só pelo fato de ela ser filha da Hinamori-san e do Hitsugaya-taichou pode ir repensando seus atos. – falei fazendo com que ela arregalasse os olhos. – Se você realmente amasse o capitão Hitsugaya o deixaria ser feliz ao invés de odiar quem ele ama. Pare de ser grossa com as duas por um fato que não faz o menor sentido.
Tia Karin abriu e fechou a boca varias vezes ate encontrar as palavras que queria dizer.
- Você a ama. – não era uma pergunta, mas mesmo assim responde.
- Sim, a amo com toda a minha alma. – falei voltando a mirar a bela imagem que tinha nos braços. – Ela foi quem me ajudou a achar o caminho da felicidade mesmo que eu não merecesse já que sou um monstro.
- O que quer dizer?
- Sou um hibrido. Metade hollow, metade shinigame e metade humano, uma criatura que não devia nascer e vivia na escuridão por causa disso. Ate ela aparecer e me tirar de lá. – um pequeno sorriso apareceu em meu rosto, mas continuei falando. – E não vou deixar que ninguém, nem mesmo você a magoe mais. Por isso darei minha vida para que aquele desgraçado não a tenha e a faça sofrer ainda mais.
Minha tia abaixou a cabeça, mostrando que tinha se sentido culpada pelo que havia dito sobre Luna e deixou um espaço para eu passar. Não perdi mais tempo e comecei a caminhar pelas escadas.
- Por que ele a quer? – perguntou minha tia quando havia acabado de passar por ela.
- Não sei. – falei em um suspiro. – O único que sabia o que ele queria era o Hitsugaya-taichou, mas ele morreu antes de poder dizer para mais alguém alem da Hinamori que também morreu. Mas sei que ele quer algo alem do que o capitão Hitsugaya pensava.
- E o que mais ele quer? – voltou a perguntar.
- O corpo dela. – falei. – Ele quer que ela seja sua esposa.
Depois disso voltei a subir as escadas ate chegar no quarto das minhas tias que era onde ela iria dormir. Tudo lá dentro já estava preparado, ficou meio apertado por ter tantas meninas na casa, mas coube tudo.
Coloquei Luna em um dos colchões que tinha no chão. Ela começou a se contorcer e a fazer caretas enquanto dormia, mas isso não era estranho. Todas as noites ela tinha pesadelos que a faziam acordar todas as noites gritando. E devo dizer que ela tinha pesadelos com a morte dos pais.
Não sei como isso aconteceu exatamente porque só a encontrei depois que havia sido correndo do local em que tudo aconteceu. Mas foi tão marcante que todas as noites ela sonhava com a mesma coisa e eu sempre a consolava, não que estivesse reclamando.
- Não, não! – exclamava em meio a sonhos com o cenho franzido e os olhos apertados com força.
Levei uma mão ate seu rosto e o acariciei com delicadeza. Ela começou a relaxar, mas dava para notar que ainda estava tendo o pesadelo. Parecia que não dava para evitar esses pesadelos noturnos. Acho que só vai acabar quando resolvermos tudo isso.
- Não se preocupe Luna. – sussurrei com um leve sorriso no rosto. – Vamos acabar com isso e você não terá mais pesadelos e poderá dormir em paz finalmente. É uma promessa.
Aproximei-me de seu rosto lentamente e dei um pequeno beijo em seus lábios. Já fazia isso a muito tempo, mas não contava como um beijo verdadeiro. Queria beijá-la quando estava acordada e podia me corresponder, mesmo que considerasse isso um sonho impossível.
Seu rosto relaxou no mesmo instante e um leve sorriso apareceu em sua face. Ela se aconchegou mais na cama suspirando.
- Nick. – falou entre suspiros. Devo dizer que isso me alegrou um pouco, afinal, quando uma garota suspira seu nome logo depois de beijá-la devia ser um bom sinal.
Levantei-me e olhei para ela, percebendo só agora o que ela estava usando. Era o mesmo vestido que estava usando antes. Sua figura delicada naquele vestido era perfeita sem nenhum exagero.
Sai do quarto e fui direto para o quarto de meu pai que era onde ia ficar. Deitei no colchão e tentei pegar no sono.
Mesmo que parecesse estar dormindo vi quando todos voltaram, quando todos foram dormir e quando Luna acordou no meio da noite gritando. Mas dessa vez ela foi consolada pela mãe e não por mim.
Só depois disso consegui dormir.
Espero que tenham gostado (se é que tenho mais algum leitor T-T) e me desculpem por ter demorado tanto, mas é que eu estava consentrada em outras fics.
Nessa teve mais OOCs do que qualquer coisa, mas garanto que logo, logo vou colocar um Hitsuhina e um IchiRuki de arrebentar.
Más noticias: Para aqueles que não sabem e não acompanham mais Bleach tenho noticias aterradoras! O Hitsugaya morreu TT-TT! Junto com varios outros capitães, mas para sorte de algs que gostão d Byakuia do Zaraki e o Myuri(não sei se ecreve assim) eles foram os unicos que sobreviveram. Um miuto de silencio para o mais fofo do anime... T-T
B-bjs
