O Segundo Movimento... Parte dois, a 1ª Guerra...
Era manhã e os campos de Prontera estavam cobertos com barraquinhas de campanha, inúmeras bandeiras as enfeitavam os mastros dizendo qual clã habitava em cada barraca. Em tempos de paz os clãs guerreavam amistosamente por feudos das maiores cidades, mas agora o objetivo havia unido mais de 50 mil soldados num campo de batalha. O contingente inimigo era muito maior, e suas silhueta alcançava todo o horizonte, haviam chegado há dois dias e não avançavam, o que fazia crescer a expectativa nos corações mais jovens.
A barraca onde quarteto se encontrava tinha a bandeira branca, o que simbolizava um grupo e não um clã. Arthur limpava as armas de todos, tinha passado as última semanas terminando uma grande encomenda de um comprador desconhecido e aprimorando as armas dos companheiros com oridecon , um minério azul muito forte que segundo lendas, deixam a arma tão poderosa que a faz cortar pedra! O calor da forja já não era tão quente e o martelo não era tão pesado, a cada batida as fagulhas voavam ele tinha acabado de terminar de aprimorar o máximo possível seu machado de batalha.
Num canto Douglas e Ariel se digladiavam num treino, toda vez que um derrubava o outro devido a um golpe exagerado o treino paravam e ele ficava trocando carinhos e palavras melosas, mas logo voltavam a trocar golpes.
Arthemis estudava livro atrás de livro, numa pilha infindável que ia só aumentando. Curiosamente Vitor fazia a mesma coisa, só que estava deitado numa rede e enquanto lia o livro com uma mão, descascava laranjas com a outra mão e distribuía entre os amigos, ele e Arthemis não se falavam dês do conflito, mas, Arthur já tinha pegado Vitor passando um ungüento no corte da garota no meio da noite e ela havia ajudado na cozinha na noite anterior, porque por ter morado em Morroc Vitor era o que mais sabia cozinhar.
Arthur terminou a forja e foi se refrescar fora da barraca. Dos três garotos, ele era o que havia definido melhor seu corpo devido à força necessária para forjar. Enquanto se refrescava, sem camisa, as garotas o secavam com os olhos, até Ariel e Arthemis desviam a atenção para reparar no corpo malhado do rapaz. Ele observava os monstros no horizonte, estavam muito organizados. Como se um grande mestre das marionetes os controlasse.
Arthur: Está muito quieto. Aquela calmaria que vem antes da tormenta. Deveríamos atacar!
Douglas: Não precisa ser tão impaciente Arthur. Estamos esperando os últimos guerreiros.
Arthemis: Esse tédio ta me matando, não agüento mais escrever pergaminhos.
Ariel: Douglas-kun tem razão, temos que ter calma e nos preparar para batalha.
Vitor levantou e jogou mais um livro na pilha de livros de Arthemis que caiu em cima dela, ele se desculpou e saiu da barraca.
Vitor: A batalha vai acontecer hoje à noite, eu vou dormir e me preparar para ela, tem comida pronta nas panelas, comam e descansem. Antes de 3 da tarde estejam de pé e preparados para guerra, darei uma coisinha para vocês.
E foi embora se dar mais satisfações.
Arthemis: Pêra aí, 3 horas da tarde, de noite? Agora sim, agora eu sei que esse doido fumou capim!
Arthur: Arthemis, você não acha que ta contrariando de mais o meu irmão, pelo amor de deus dá um tempo e confia mais nele! Eu sei que o Vitor não está sendo a melhor das pessoas, mas eu ainda confio a minha vida a ele.
Arthremis: Mas não faz sentido!
Douglas: Faz sim, ontem à noite ele procurou a Ariel e eu, muito ferido. Parece que ele se infiltrou no exercito inimigo e conseguiu algumas informações, mas com certo custo.
Arthemis: Mas gente 3 horas da tarde não bate com noite! Entenderam?
Ariel: Lucy-chan tem razão, Zack-san anda meio perturbado ultimamente. Não dorme direito e vive tendo pesadelos. Pessoas assim têm muitos pecados na mente. Não esta em paz com os deuses.
Ninguém falou mais nenhuma palavra depois do comentário de Ariel. Talvez Vitor estivesse mesmo perturbado, mas estariam prontos as três da tarde.
Sol fazia sua caminhada solitária pelos céus de Rune-MidGard, era o ser mais belo entre os Aesir, tanto, que iluminava todo o mundo. Ele olhava para os pequeninos mortais dá sua ponte, como eram frágeis e precisavam do seu calor. Mas se desobedeciam aos deuses, ele fazia uma seca chegar e os mortais passariam a evitá-lo. Sua caminhada era longa, duravam 12 horas, quando depois do dia, sua irmã Mani (Lua) viria trilhar o mesmo caminho. Ele caminhava imponente quando foi abordado por dois Jontuns, gigantes nórdicos.
Sol: Jontuns? No meu reino?! O que fazem aqui, crias das trevas? Pensam em interromper o meu caminho! Pois digo que serei capaz de fulminá-los apenas com meu olhar se não voltaram correndo para onde vieram!
Criatura: Hora quem diria? Loki estava certo! Bastava um simples plano para pegá-lo. E eu que o persegui durante milênios! Isso chega a ser ridículo!
A criatura dona da voz era também bela, mas de modo vil e cruel, Skoll era seu nome, filho de Loki e perseguidor do Sol. Seu liso pelo de lobo era todo dourado e seus olhos eram de rubi, ele tinha 5 metros de altura e garras em brasa, assim como os dentes.Ele saiu de trás dos gigantes e salivava em vapor, com a espera da próxima presa que estava a sua frente.
Sol: Skoll! Arauto da escuridão em chamas! Não pensa que irá me devorar, não me renderei sem luta!
O Aesir tirou das suas chamas uma montante flamejante, tão grande quanto o lobo.
Skoll: Mamãe me ensinou a não brincar com a comida, mas no seu caso acho que vou abrir uma exceção.
E a batalha começou, e dizem os atentos em Rune-Midgard que trovões foram ouvidos com o céu sem nuvens e um terrível grito de dor se espalhou pelo firmamento, que escurecia às três horas da tarde...
Arthemis: Hã! Um eclipse! Um eclipse! Vitor tinha razão!
Douglas: Mas o que está acontecendo?
Arthur: É o Ragnarök! Ouvi histórias como essas em minhas viagens.
Arthemis:Não seja tolo Arthur! É apenas a transposição da sombra da lua no sol. Não é Douglas?
Douglas: Sim em cientificamente é assim, mas não garanto nada, afinal, você invoca fogo dos céus!
Arthemis: Mas eu não acredito nisso!
Vitor: Nem eu, pensei que os monstros estivessem blefando, mas, eles foram pontuais.
O Mercenário entrou dentro da tenda carregando um carrinho de metal cheio de cravos (espinhos) e cheio equipamentos metálicos também. Tinha espadas, armaduras, escudos trouxa com roupas, cetros, maças, katares, adagas e machados.
Arthur: O que é isso tudo?
Vitor: Umas coisinhas minhas.
Todos olharam para ele com certa desconfiança.
Vitor: Quié!? Não roubei não! Eu tenho dinheiro pra comprar! O trabalho de mercenário paga muito bem! O preço mínimo da minha tabela é 1kk.
Arthur pegou uma das adagas, e olhou. Era de sua autoria, tinha suas iniciais na base.
Arthur: Então é para você em que venho trabalhando esse mês todo!
Vitor: Não tive tempo de te pedir pessoalmente, estava procurando uma coisa muito importante.
Ariel: São para nós Zack-san?
Vitor: São sim, vossa eminência.
Arthur: São itens slotados refinados por mim, o nível é +7 para todos. Para saber como é esse esquema de refinamento é só olhar na cor do fio de corte ou base de impacto das armas quanto mais refinado, mais camadas de azul vai ter. Nas roupas são o contrário, quanto mais escuro mais refinado devido ao elunium. Só deu pra fazer até ai, fica super-difícil trabalhar com esse material sem que as outras camadas derretam.
Douglas: Nossa, nunca pensei na forja como uma ciência exata.
Arthur: Nem eu! Nunca pensei que fosse dar tanto trabalho, pra quem antes só apertava uma série de botões pra refinar armas e armaduras. No real é totalmente diferente, e mais divertido também.
Arthemis: Mas voltando ao assunto, pra que foi mesmo que você fez isso tudo? Heim 'Mercenário'? Não pense que vou te pagar por esses equipamentos.
Vitor: Eu não estou vendendo 'Sábia', estou lhes presenteando. Mas isso daqui foi barato, caro foi comprar isso!
Ele retirou um pacote pequeno e retangular do bolso, estava coberta com um pano de veludo vermelho. Era um pacote de cartas mágicas, raríssimas por sinal, brilhavam devido a essência poderosa de cada uma.
Arthur: Vitor! Isso deve ter custado uma fortuna...
Vitor: Pra ser exato, quase um bilhão de zenys. Mas não comprei todas, só algumas. Outras eu mesmo procurei. Tinha dias que passava a noite caçando os monstros que a dropam. Falei que o trabalho de mercenário pagava bem, num falei?
Douglas olhou as cartas e sua face foi ficando cada vez mais pálida. Arthur perdia o fôlego enquanto fazia as associações, até Arthemis se empolgou, a única que não entendia nada era Ariel, que olhava as cartas como se fossem coisas quaisquer.
Arthur: Vitor esses são os combo cards das nossas classes! Ferreiro de Batalha, Templário Invencível, Sábio MaxArcano, Mercenário Mortal e até Sacerdote FullSuport!
Vitor: Foi difícil encontrar, mas faria de tudo para que vocês não perecessem nessa guerra. Eu estive do lado de lá e a coisa não está fácil, as linhas de batalha estão sendo formadas e daqui meia-hora vamos pra o front.
Douglas: Vamos ficar invencíveis com isto daqui...
Vitor: Não é bom ter muita fé nisso Douglas, vamos ficar sim, mais fortes que a maioria, mas ainda sim vocês devem tomar cuidado, agora tomem essas cartas, peguem o equipamento de vocês e personalizem.
Assim que isso foi dito, de imediatos os 5 fizeram, em pouco tempo estavam com as roupas, armas e acessórios personalizados com a habilidade mágica das almas dos monstros contidos nas cartas e totalmente pronto para a guerra.
Douglas: Vamos defender esse mundo que chamamos de lar...
Arthemis: E conquistar a honra de estar entre os Aesir.
Vitor: Para alcançarmos nosso mundo.
Arthur: Let's Rock!
Tambores eram ouvidos em plena noite. O céu estava estrelado em pleno dia. O vento cortava a planice que estava calma e serena. A grama balançava como ondas no mar e duas fileiras de guerra estavam formadas dos dois lados da planice.
De um lado as forças de Loki, que assim se auto denominavam, monstros de todos os tipo e raças organizados numa só força de batalha. Uivavam e urravam em suas línguas incompreensíveis, se agitavam e até brigavam uns contra os outros quando este estranhava os companheiros. Ferozes, sanguinários, bestiais e até o mais ínfimo Poring tinha o brilho da chamam da morte em seus olhos e estava louco pra destruir um humano.
Do outro, tínhamos os guerreiros de Rune-Midgard com sua cultura quase toda voltada para batalha. Horda de quase todas as classes estavam reunidos num só local, por um só propósito, defender a sua permanência neste mundo e o direito a liberdade. Os Bardos enchia de coragem os mais temerosos, os Arqueiros e Caçadores preparavam suas flechas, até Pistoleiros e Ninjas vindos de novos continentes, engrossavam a tropa que ainda era infimamente menor que a de monstros.
A aura no local era tão tensa que poderia senti-la com o tato. Os generais passavam dando as últimas ordens e estratégias de batalha. Os humanos iriam lutar de duas formas, em livre para os sem clã ou grupo e em caixa para os de clã e grupos. Era no estilo caixa que nosso heróis iriam lutar.
Arthur
Arthemis – Ariel - Douglas
Vitor
A investida estava preste a começar e o barulho que os monstros faziam era ensudercedor. Uma ode a Odin era cantada coletivamente pelos humanos. A letra era mais ou menos assim:
Minha espada é minha vida, o meu arco me guia
Meu sangue será derramado, nas terras Elisias
Mas não antes que leve 5 ou 6 cabeças
E meu inimigo pereça
(chours)
Odin quando este seu filho provar
que em guerras sabe lutar
Faça que suas Valquirias nos leve
E em Valhala ao seu lado
possa lutar.
E as tropas marcharam... O Ragnarök havia começado.
Douglas: Mantenham a posição!
Os cinco haviam começado há 15 minutos e estavam no meio da batalha, estavam na 3ª leva de monstros, a situação estava difícil. Gárgulas surgiram do céu e dispararam milhares de flechas.Douglas levantou o enorme escudo e invocou a proteão divina.
Douglas: Sactum Bloqueio Ariel protege os outros!
Ariel: Hay! Luz da divina providencia, sagrada proteção dos deuses, invoco agora sua proteção: Kyrie Eleison
Anjos com escudos circulares apareceram e guardaram a Sacerdotisa, o Ferreiro e a Sábia.
Ariel: Não consigo achar o Zack-san para protegê-lo.
Arthur: Quem disse que ele precisa de proteção?
Vitor passava pela flechas e estas não encontravam consistência em seu corpo esguio. Simplesmente atravessavam-no como se fosse feito de vento, um efeito das cartas místicas. Num salto ele alcançou a altura das gárgulas com golpes precisos e rápidos, fazia os monstros descerem aos pedaços. Os que sobreviviam ao golpe e queda morreriam envenenados com uma poderosa toxina.
Com a ameaça alada resolvida, os 4 formaram a base novamente. Desta vez a leva era de Grand Orcs, a coisa estava apertando.
Arthur: Vamos lá galera como combinado!
A tropa se aproximava e se dividia nos quadrados de que guerreiros, que como eles, estavam guerreando. Se houvesse uma falha e a formação se quebrasse, todos do grupo morreriam sem exceções.
Os quatro se prepararam e os Orcs os alcançaram. Mas eles já tinham em mente o que iriam fazer. Num segundo Douglas deixou sua posição indo ao centro, se aproximando de Ariel. Os outros fecharam o quadrado transformando-o em um triangulo. Douglas concentrou toda sua energia vital e disparou um dos seus golpes mais letais.
Douglas: Fé divina, fonte da minha vida, diretriz do meu poder. Que cruz suprema e a pura crença, façam o meu inimigo perecer. CRUX MAGNUM!
Uma cruz de luz se formou com linhas perfeitas nos pontos cardeais capitais. Os monstros que passavam queimavam em chamas brancas leitosas, mas o ataque havia apenas começado.
Ariel: Luz Branca, Fé suprema, retiro-a deste corpo o infiel que ai jaz. E que a supremacia do céu o traga a divina paz. MAGNUS EXORCISMUS!
Um campo branco se formou no mesmo instante fez aqueles que havia escapado do ataque do Templário arderem em mais chamas brancas, que agora formavam a área de um quadrado. Muitos monstros haviam enfraquecido, mas não estavam destruídos. Chegou a vez da magia na ordem de ataque.
Arthemis: Hominídeos Brutális, vulgo Grand Orc, O elemento fogo pulsa na suas veias...Está na hora de apagá-lo.
Elemento Primeiro eu o invoco:
Água, que traz a vida,
E compõe o mundo
Faça do meu corpo
Seu desejo profundo.
Arthemis fechou os olhos castanhos, quando os abriu estavam azuis marinhos brilhantes.Suas roupas acompanharam o movimento das ondas. Com uma imponência, ela cravou seu cajado no chão e gritou.
Encantar Terreno: Dilúvio!
Uma aura aquática espalhou pelo campo onde batalhava com seus amigos, que se tornou ondulante e azul. Não causou dano, não era para causar, ela íria apenas auxiliar em outra coisa.
Levante-se água e obedeça a minha voz de comando
Torne-se a sa forma perfeita aquática
Esfera de Água!
Ela passou o cajado no ar que reuniu a água em segundos e a transformou em varias esferas que eram de água, mas parecia vidro. Elas foram lançadas a uma velocidade estonteante e derrubaram vários dos Orcs que ficaram de pé. Muitos sobraram, só que o ataque ainda não havia acabado.
Arthur: Aesir guerreiro, Filho de Odin deixe a sua força fluir sobre MIM!
MARTELO DE THOR
O ferreiro bateu seu machado no chão, mas a aura que se formou ao redor tomou a forma de um martelo espiritual. O impacto foi tão grande que muitos dos monstros não sabiam o que fazer. Arthur aproveitou a deixa pra usar a sua grande força e fazer muitos orcs comerem grama pela raiz. Poucos Orcs sobraram quando ele terminou sua investida, ele se ajoelhou cansado, mas leigos são aqueles que acham que ele baixou a guarda, pois quando fez isso seu irmão veio fechar o ataque, saltando por cima dele.
Vitor: Não vou ser mais o último, perde-se toda a diversão oras!
O Mercenário tirou duas katares, armas letais que era usada pelos indianos para caçar tigres, mas essas não eram comum, suas lâminas eram transparentes e gelavam o ar em volta. Ele jogou as armas pra cima sem olhar, e ainda no ar guardou as adagas que estava usando, fazendo depois disso, as katares encaixarem perfeitamente na sua mão e antes de tocar o chão ele já havia ceifado a vida de um Orc. Os outros morreram antes de perceber o que os havia golpeado, Vitor limpou as katares do sangue e as guardou sacando suas adagas novamente.
Arthemis: Exibido!
Vitor: Eu exibido! Eu não fico mostrando minha "roupa intima" enquanto faço magia.
Arthemis: Ora seu! Rajada cong...
Arthur: VOCÊS DOIS! PAREM DE BRIGAR! Temos problemas mais sérios que suas picunhias! Vitor eu sinto o chão tremer, consegue ver qual a próxima onda de monstros?
O mercenário apertou os olhos para o horizonte, ver bem era um dos quesito para se sobreviver no mundos dos mercenários.
Vitor: É grande, parece ser um dos generais, usa uma foice, tem um monte de soldados a volta, é laranja...Caraca! Se preparem, a batalha vai ser ferrenha!
Douglas: Deuses! É o ceifador de vidas!
Arthrmis: Estamos muito encrencados!
O ferreiro nada entendeu, o brilho da forja havia encurtado a sua visão periférica.
Arthur: Mas que droga alguém quer pelo amor de Odin, vocês querem me dizer que é que está vindo?
Ariel: È o mensageiro do Caos: Baphomet!
Arthur: EITA Prra!
