VOLTANDO PARA CASA II

VOLTANDO PARA CASA II

A princesa Bulma está á caminho de casa. Olhando por uma das janelas do cruzador real, ela não vê á hora de chegar. Resolve sentar no apoio da janela enquanto observa o imenso universo á sua frente. Era magnífico ver as luzes de tantas estrelas e cometas. Também adorava ver as luzes que emanavam dos planetas, saber que existiam tantas raças, tantas pessoas diferentes. "Pena que muitos são cruéis" Pensou, lembrando-se dos sayajins e seus aliados. "Oh meu Deus!" Exclama. "Ainda não acredito que vou me casar com um deles". Lágrimas brotavam. "Mamãe me ajude!" Pede numa prece silenciosa. "Tenho vontade de desistir. De me negar a casar." Respira fundo. "Não posso!" Fala para si mesma. "Não posso arriscar a vida de tantos inocentes. Os sayajins são uma raça incrível, possuem muitos guerreiro fortes. Meu povo não sobreviveria. Seria um massacre!". Concluiu ela. E falando para si mesma em voz alta: "Eu não posso fazer isso!" Diz num suspiro doído.Bulma não percebe que nesse exato momento Mai tinha entrado na sala e ouvindo a princesa ela pergunta:

- O que é que você não pode fazer? Pergunta agressiva. Bulma leva um susto e vira-se para encarar Mai. Ignorando a pergunta dela, Bulma fala:

- Você me assustou! Comenta.

- Não se faça de boba princesinha! Acusa Mai. – E me responda de uma vez, o que quer dizer com eu não posso fazer isso? Sua voz ainda era agressiva.

- Do que você está falando? Pergunta Bulma.

- Eu ouvi muito bem quando disse que não poderia fazer isso! Relembra ela. – O que você está planejando? Por que disse aquilo? Enche-a de perguntas.

- Não é da sua conta. Responde Bulma firme. – Estava falando comigo mesma e isso não lhe diz respeito! Avisa.

- É claro que me diz! Confirma Mai. – Eu cuido da segurança do príncipe. Sei que deve estar planejando algo contra nós. Notei que seus soldados estão soltos. Acusa ela. – Vou avisando que não permitirei que você tente nada! Ameaça ela.

- Você só pode ser louca! Fala Bulma. – Eu não planejo nada. Responde. - E saiba que você não me assusta! Diz falando bem perto da outra. – Não tenho que ficar ouvindo suas teorias sem sentido! Concluiu ela retirando-se da sala. Mai a agarra pelo braço para que ela não saia. Segurando-a firme ela diz raivosa:

- Não vou deixar que saia, até que me diga o que está tramando.

Mya entra nessa hora e vê a briga.

- Eu já disse que não planejo nada. Bulma estava surpresa com a atitude de Mai. Sentia o sangue latejar de tanta raiva. – Me solte! Você não tem o direito de fazer isto! Avisa ela. A Marca de nascença da princesa brilha intensamente – É uma ordem! Tenta desvencilhar-se de Mai que aperta o braço da princesa com maior força.

- Eu não recebo ordens suas! Comunica Mai. – Você não é nada para mim! Grita atirando a princesa contra a nave. Nesse momento, Mya sai correndo para pedir ajuda.

Mya está correndo pelos corredores da nave. "Preciso achar ajuda antes que ela machuque a princesa!" Pensa nervosa. Sem prestar atenção por onde vai, ela esbarra em Vegeta e eles caem no chão:

- Você ficou maluca? Xinga ele levantando-se. – O que acha que está fazendo? Estava sem paciência.

- Eu sinto muito majestade. Diz desculpando-se. – Mas estou desesperada! Ela mal conseguia falar. – A princesa corre perigo!

Os sentidos de Vegeta se põe em alerta e sem perder tempo ele ordena:

- Fique calma e explique-me do começo.

- Eu estava indo chamar a princesa. Quando entrei na sala onde ela estava, percebi que Mai segurava-a pelo braço. Explica. – Pelo que pude ouvir elas discutiam. Foi aí, que eu vi Mai lançar a princesa com toda força contra a nave. Estava quase sem fôlego. - Por isso estava correndo daquele jeito, para chamar ajuda. Finalmente termina.

Vegeta sai correndo para a sala do cruzador. "O que Mai está fazendo?" Pergunta-se. Precisava impedi-la. Antes de ir ele avisa:

- Vá chamar alguns guardas! Diz a Mya. – Mande-os para a sala do cruzador.

Na sala de estar, Bulma é lançada contra a parede. Machucando as costas ela demora para levantar-se. Mai está de pé e vendo que machucou a rival sorri. Bulma levanta-se e diz:

- Você vai me pagar! Avisa iniciando sua transformação. Um grande brilho toma conta da sala, cegando Mai e Vegeta que acabava de chegar. Quando ambos olharam Bulma, ela estava transformada em fada. Sua roupa e asas eram verdes. O olhar tinha mudado e uma áurea também de cor verde, brilhava ao seu redor: - Agora sim! Avisa ela em tom ameaçador. – Podemos lutar de igual para igual. Comunica. - Você vai engolir cada palavra que me disse! Ela ataca Mai com uma rajada de ventos lançando esta por cima dos móveis da sala.

Vegeta olha a cena assustado. Nunca tinha visto a princesa tão agressiva. Se não estivesse vendo não acreditaria que era ela. Ele relembra a primeira vez que a viu como fada. Ela estava exatamente igual ao que ele recordava.

Mai começa a levantar-se do chão. Elas parecem ignorar a presença dele. Ela parte para cima de Bulma que desvia. Puxando uma espécie de cetro, ela ataca Mai que também se esquiva. Vez por outra Mai acerta Bulma, mas esta consegue defender-se com o cetro. A história se repete no contrário, Bulma acerta Mai que defendesse com os braços. Uma grande energia emana da luta. Mai lança um ataque, Bulma usa uma espécie de escudo de vento e consegue rebatê-lo. Ele volta para Mai que não espera, atingindo-a em cheio. Mai se prepara para lançar um ataque mais forte.

Nesse momento Mya retorna com os soldados. Eles também olham assustados, até que um deles fala:

- Majestade! Chama ele fazendo Vegeta encará-lo. – Precisamos pará-las antes que toda esta energia danifique o cruzador, ou o destrua. Avisa ele.

"Ele tem razão!" Pensa Vegeta. Chegando próximo á elas, ele libera parte do seu Ki. A energia é pouca mais suficiente para afastá-las e lança-las mais uma vez contra as paredes da nave. Retornando ao chão, ele observa-as caída.

Bulma vai perdendo a aparência de fada. Mai começa a levantar-se com dificuldades. Elas não entendem o que houve. Todos olham ainda assustados. Vegeta ordena que os soldados os deixem á sós.

Elas levantam-se do chão, Bulma parece á mais atordoada e machucada com a explosão do Ki dele. Vegeta não usara muita força, apenas o suficiente para pará-las. Sabia que para Mai isso não era nada, mas na hora não pensara na princesa. Assim, ele lhe ajuda a manter-se em pé. Pegando uma cadeira que estava próxima, ele manda a princesa sentar.

- O que houve? Pergunta ela ainda atordoada. Vegeta fica surpreso com a pergunta.

- Você não se lembra? Ele parecia intrigado.

- Lembro-me apenas de estar nessa sala, quando essa louca chegou e me acusou de tentar alguma coisa contra você. Diz ela olhando com fúria na direção de Mai que apenas observava. – Lembro-me também, que quando tentei sair da sala ela me agarrou e me lançou contra a parede. Depois tudo ficou escuro. Acho que desmaiei. Diz por fim.

Vegeta olha para Mai e manda que esta se explique.

- Eu estava andando pela nave, quando resolvi entrar na sala para verificar se estava tudo bem. Começa ela. – Ao entrar aqui, deparei-me com essa aí dizendo que tramava algo contra o senhor. Diz ela. Vegeta olha para Bulma. Esta, levantando-se da cadeira diz:

- É mentira! Eu estava aqui apenas observando as estrelas. Falava comigo mesma e pensava em minha vida, não reparei que ela tinha entrado na sala. Conta. – Foi quando a ouvi me acusar de tramar algo contra você. Não sei de onde está louca tirou isso.

- Você mesma quem falou! Acusou Mai. – Eu ouvi muito bem! Como comandante da guarda real é meu dever impedir! Grita.

- Você apenas me ouviu dizer: "Eu não posso fazer isso!", e não que eu planeja um atentado. Bulma também tinha o tom de voz elevado.

- Chega! Berra Vegeta. – Parem de discutir! Manda ele. – Mai, tem certeza do que está dizendo? Pergunta ele.

- Claro que sim! Responde. – Eu sei que ela planejava alguma coisa, talvez tenha tramado alguma fuga. Diz. - Os soldados do planeta dela estão soltos, porque ela insistiu ao rei Vegeta que os deixasse. Lembra Mai. – Ela tanto insistiu que conseguiu. Mas tudo fazia parte de um plano terrível contra nós.

Bulma não acreditava no que ouvia, sem agüentar mais ela fala:

- Você só pode estar brincando! Diz incrédula. – Eu pedi para os soldados serem soltos, porque eles já estiveram presos por tempo demais no planeta Vegeta. Explica. – Há apenas 10 soldados não armados, contra uns 60 sayajins. Como poderíamos tramar tal coisa? Pergunta a Vegeta que a observa. Ele concorda com ela mentalmente. – É invenção dela. Acusa. – Notei que não gosta de mim desde que nos conhecemos. Você quer me caluniar! A víbora aqui é você! Bulma sentia o sangue latejar de ódio. Sua marca recomeçava a brilhar. E continuando: – Faz isso porque é apaixonada pelo príncipe, e tem raiva porque vou me casar com ele! Ironiza ela. - Não se conforma e por isso tenta me caluniar.

As palavras de Bulma surpreendem Vegeta. Mai fica possessa com o que ouve e parte mais uma vez para cima da princesa. Antes de tocá-la Vegeta a agarra pelo pescoço assustando Bulma. Mai não entende a atitude do príncipe:

- Por que? Pergunta á ele com voz rouca.

- Você é uma idiota inconseqüente! Acusa ele. – Poderia ter destruído a nave e comprometido nossa viagem. Ele estava sem paciência. – Além disso, seu dever era ter me comunicado sobre o que ouviu e não ter agido sozinha. Fala ele. - Acusou a princesa sem provas e atacou-a. Ele pressionava cada vez mais o pescoço dela. – Com isso poderia ter causado um incidente diplomático, colocaria os planetas em guerra ao matar a princesa, sem falar nos planos de seu rei que iriam por água a baixo! Diz ele furioso.

- Eu não queria... Mai tentava dizer... Me... me... desc... não conseguia terminar a frase.

Bulma percebendo que o príncipe mataria Mai intervém:

- Solte-a! Pede segurando no braço dele. – Você vai matá-la! Diz ela desesperada. Vegeta olha Bulma com espanto. Mai tinha tentado acusá-la e matá-la, mas ela ainda clamava por sua vida. Nem parecia a guerreira de minutos atrás.

- Por favor! Insiste.

Vegeta solta Mai, que cai no chão. Ela tosse muito e tenta respirar. Já sentindo-se melhor, ela se levanta com a mão no pescoço e encara o príncipe sem entender. Ele manda que ela se retire. Mai sai da sala e corre em direção ao seu quarto. Lá ela desaba em lágrimas. "Ele quase me matou!" Pensa. "Quase me matou por causa dela. Maldita!" O ódio se misturando com o choro.

Bulma torna a sentar. Vegeta pergunta:

- Você está bem?

- Não! Responde ela. – Como posso estar bem? Agora ela perguntava. – Uma doida me acusando de conspiração e me atacando. Você quase matando-a na minha frente... Ela leva a mão ao rosto. – Isto parece um pesadelo! Diz.

- Eu sinto muito! Ele desculpa-se para sua surpresa e surpresa dela. – Mai foi uma idiota, vou mandar que a prendam por desacato e por tentar contra sua vida! Diz ele.

- Não precisa! Fala a princesa. – Aposto que depois de tudo, ela aprendeu a lição. Sua voz sai fraca.

- O que você tem? Pergunta ele notando que ela não parecia bem fisicamente.

- Eu me sinto muito cansada. Parece que tive minhas forças sugadas. Comenta.

Vegeta á pega no colo. Isso á deixa constrangida. Percebendo que Mya estava na sala, ele a manda organizar os aposentos da princesa. Mya corre na frente enquanto ele segue atrás com a princesa nos braços.

- Não é necessário! Ela tenta argumentar, mas ele ignora.

Chegando ao quarto, ele a coloca na cama. Manda Mya preparar a câmara de recuperação.

- Você precisa da câmara de recuperação. Explica ele. – Está machucada e muito fraca. Aponta os ferimentos no braço. – Ainda tem muita viagem pela frente não podemos arriscar. Avisa. - Mandarei mais uma serviçal para ajudar. Nesse instante, Bulma desmaia. Mya fica preocupada. Ele então, manda que Mya tire a roupa dela.

- Mas o senhor vai ficar aqui? Pergunta Mya surpresa.

- Claro que sim! Responde impaciente. - Precisamos colocá-la na câmara agora. Diz. – Não há tempo para chamar alguém.

- Eu sei, mas o senhor vai vê-la sem roupas! Imagine o constrangimento de ambos depois. Fala Mya despindo a princesa rapidamente.

- Não é da sua conta... Começa zangado. Mas já vi dezenas de mulheres nuas. Não vai ser constrangimento nenhum de minha parte, afinal, ela não passa de uma criança. E quanto á ela, você não dirá nada.

Assim que Bulma está totalmente despida, Vegeta a pega no colo mais uma vez. Nota a pele macia e clara. O corpo mais parecia uma escultura viva. Tinha se enganado, ela era a mulher mais linda que ele já viu nua. Não parecia em nada com uma menina de 17 anos. Já tinha percebido as formas dela pelas roupas e vestidos, mas não fazia idéia que fosse desse jeito ao vivo e a cores.

Levando-a para a máquina, ele a coloca dentro. Fecha a porta e liga a câmara. Aguarda alguns segundos até que o computador, informa que o tratamento durará uma hora.

Antes de sair ele avisa:

- Não comente com ela que eu lhe ajudei. Diz friamente, enquanto tenta disfarçar que ficou atordoado com a cena.

- Sim alteza. Responde Mya. Ao ouvi-lo sair do quarto, ela comenta em voz alta: - Não passa de uma criança heim? Sua voz era divertida.

– Acontece que esta criança, sabe mexer com você melhor do que ninguém majestade! Fala começando a rir.

Vegeta manda que os guardas de Cristal sejam presos novamente. Ele quer evitar possíveis incômodos. Vai ao quarto de Mai. Entra sem bater e a encontra de costas. Ela, ao notar a presença de alguém se vira. Encaram-se por uns momentos enquanto ele diz:

- Você foi uma inconseqüente. Começa. – Por mim, seria morta por este comportamento absurdo contra sua princesa. Fala zangado.

- Ela não é minha princesa! Retruca Mai.

- Ela é minha noiva, e portanto, sua futura rainha! Berra ele o sangue latejando em suas veias. Não suportava saber que Mai tinha tentado machucar a princesa. – Deve obediência á ela, tanto quanto ao seu príncipe e seu rei. Avisa.

- Sabe tanto quanto eu que este noivado é uma mentira! Lágrimas começam a cair. – É apenas um plano do rei para conseguir a Safira. Logo ele vai descartá-la. Por que se preocupa tanto? Ela não obtém uma resposta. - Eu não á reconheço como minha princesa. Mai fala por entre os dentes.

- Acontece.. diz Vegeta aproximando-se dela ameaçadoramente. Que se eu digo a você que a obedeça... então você deve obedecer! Ele dá um tapa em Mai, que é atirada para longe. – Eu mando aqui! Eu sou o príncipe dos sayajins! Seu futuro rei! Diz ele. - E quando eu mandar, você deve me obedecer! Ele se aproxima dela caída no chão e a pisa com toda força. – Assim que ela melhorar, você vai se desculpar. Comunica ele.

- Por favor majestade. Implora ela ainda sendo pisada. E ouvindo a ordem diz: – Eu prefiro morrer a fazer isso! Avisa.

- Se não fizer o que eu mando, terá uma morte lenta assim como todos de sua família. Ameaça ele. – A escolha é sua. Avisa.

Mai pensa por uns instantes e desesperada responde:

- Está bem. Ela se rende. – Eu me desculpo. Não agüentava mais ser pisada. Ouvindo isso, Vegeta para. Espera que ela se levante e arranca o emblema de capitã da guarda real. Mai surpresa pergunta:

- Por que fez isso? Não entende a atitude dele.

- Estou destituindo você de seu cargo. Comunica para novo desespero dela. – Você vai ajudar na cozinha e nos serviços gerais. Thomaz será o novo capitão. Avisa ele. – Quando chegarmos ao planeta Vegeta, eu acharei um posto ideal para você antes de seu castigo é claro. Diz numa risada macabra.

Mai não contém as lágrimas. Não conseguia achar palavras para a dor em seu coração. Estava se sentindo a pior das criaturas. Não suportava saber que seu amado príncipe defendia tanto a outra. Parecia estar vivendo um pesadelo. Queria acordar. "Talvez seja melhor a morte!" Pensava.

Antes de sair Vegeta ainda fala: - Espero você dentro de uma hora e meia em frente ao quarto da princesa. É melhor que ela aceite suas desculpas. Sai do quarto batendo a porta.

Vegeta segue até a sala de comandos da nave. Ao ver Thomaz, entrega o emblema a ele enquanto diz:

- Você é o novo comandante da guarda real. Comunique aos outros. Ordena.

Thomaz não entende nada. Confuso pergunta: - E quanto a Mai?

- Ela agora faz parte dos serviços gerais. Avise aos outros que não precisam obedecer-lhe mais. Concluiu retirando-se.

- Sim senhor! Responde Thomaz ainda surpreso com tantas mudanças.

Uma hora depois, Mya ajuda Bulma a sair da câmara de recuperação. Ela lhe dá uma lingerie e uma camisola. Assim que Bulma se acomoda na cama, ela retira-se para avisar ao príncipe. Minutos depois ele entra no quarto para a surpresa de Bulma. Ela fica encabulada por estar apenas de camisola. Levantando-se pega o hobby que estava no sofá. Ele parece nem ter notado o que ela vestia. Parecia impaciente enquanto esperava Mya chamar Mai. Bulma não entendia porque ele queria que Mai viesse ao quarto dela. "Será que aquela maluca me caluniou mais ainda?" Perguntava-se aflita. "Será que esta confusão não terá mais fim?"

Ouve-se uma batida na porta. Mya retorna com Mai que de cabeça baixa começa a se desculpar.

- Gostaria de pedir minhas sinceras desculpas... majestade. Diz por entre os dentes.

- Pois eu não as aceito! Exclama Bulma. – Provavelmente você faz isso porque foi obrigada a fazer. Diz ela. – Não suporto pessoas que não sustentam o que dizem. Isso só prova o quanto suas palavras foram falsas e mentirosas. Acusa ela.

- O que mais espera de mim? Pergunta Mai irritando-se.- Estou me desculpando. Isso não basta?

- Já disse que não aceito suas desculpas. O tom de sua voz era firme. - Não gosto de você Mai! Avisa. - Nunca gostei! Quero que fique longe de mim e nunca mais me importune ou tente importunar um dos meus. Ordena. – Não tenho medo de você. Fala ela

- Também não tenho medo de você! Retruca a outra sem temer o príncipe.

- Você não me assusta sayajin! Reafirma a princesa. – Saia do meu quarto. Preciso ficar a sós com o "meu noivo". Disse ela para irritação de Mai. Mesmo sendo usado como arma de ataque pela princesa, Vegeta se divertia com a atitude agressiva dela. Isso era uma bela surpresa.

Ficando a sós Bulma fala:

- Por que a mandou fazer isso?

- Porque ela lhe deve obediência. Disse ele.

- Não preciso da obediência dela. Diz irritada.

- Não é porque não precisa que deve rejeitá-la. Diz ele. – Se quiser o respeito dos sayajins é melhor mudar de atitude com Mai. Avisa ele. – Ela é uma guerreira muito influente. Muitos á admiram.

- E você? Pergunta zangada. – Você também a admira? Ele se surpreende com as perguntas dela. Bulma também fica surpresa com suas perguntas. Parecia que para ferir Mai, ela entrara num jogo de sedução. E a vencedora ganharia o príncipe.

- É muito difícil ganhar minha admiração. Responde ele aproximando-se dela. O olhar dele era diferente. – Mas você pode tentar! Disse colocando uma mexa de cabelo dela atrás da orelha. Isso causou um arrepio na princesa, que deu um passo para trás tentando se afastar. Ele percebe o afastamento dela, lança o seu típico meio sorriso.

- Boa noite. Diz antes de deixá-la.

- Boa noite. Responde a princesa.

Assim que Vegeta deixa o quarto Mya entra. Ela pergunta:

- Você ainda vai precisar de mim? Porque eu gostaria de me retirar. Diz olhando a princesa que se sentava na cama com uma expressão estranha.

- Vou. Responde, só agora encara Mya. – Durma aqui comigo hoje. Pede ela.

- Por que? Mya estava surpresa.

- Porque eu quero companhia. Fala ela sem convicção.

- Aonde vou dormir? Só tem uma cama. Avisa Mya.

- Vamos dormir juntas. Esta cama é bem grande pra uma só pessoa.

- Imagine só. Diz Mya. – Eu dormindo com a princesa.

- Grande coisa. Desdenha Bulma.- Nem sua princesa eu sou. Você não é do meu planeta. Lembra ela. – Agora vá buscar suas coisas. Pede.

Mya vai buscar as coisas. Minutos depois está de volta. Nota que a princesa parece assustada.

- O que você tem afinal? Sempre que o príncipe entra aqui você fica assim. Comenta Mya.

- Ele me dá arrepios. Fala esfregando os braços.

- Arrepios do que? De medo ou de ... Bulma não á deixa terminar e dispara.

- Pode parando por aí Mya! Sei bem o que você vai dizer! Acusa ela. – Eu não falo desse tipo de arrepios... mas, confesso que sinto um frio na barriga que não consigo controlar. Ele me assusta.

- Bom de uma coisa eu tenho certeza. Diz ela já de pijamas e indo para a cama.

- O que é? Pergunta Bulma também se deitando.

- Ele pretende lhe provocar muitos arrepios depois de casados. Fala maliciosa.

Nessa hora a princesa pega um travesseiro e joga na cara de Mya que cai na gargalhada. Bulma balança a cabeça e diz:

- A maliciosa aqui é você. Diz divertindo-se numa guerra de travesseiros que elas começam.

Na manhã seguinte, elas levantam. Bulma vai para o banho enquanto Mya organiza o quarto. Elas trocam de roupa. Mya fala:

- Está quase na hora do café ser servido.

- Não tenho fome. Responde a princesa. – Tomar café com Mai e companhia limitada me tira o apetite.

- Então, imagino que seu apetite vai voltar quando eu lhe contar uma coisa. Começa ela.

- Contar o que? Diz Bulma ajeitando-se no espelho.

- No cruzador... o café é servido apenas para a realeza. Fala ela olhando a reação da princesa.

- Você quer dizer que eu ... não terminou de dizer pois Mya falou antes:

- Quer dizer que será só você e o príncipe. Deu ênfase na parte do príncipe.

Bulma fica receosa e depois fala:

- Você quer me irritar! Acusa ela. – Não vai conseguir porque estou de muito bom humor. Avisa saindo do quarto.

- Está de bom humor, porque acabou saber que vai tomar café sozinha com ele. Abusa Mya enquanto a segue pelos corredores.

- E por que eu ficaria feliz? Pergunta ela.

- Porque ta na cara que ele te atrai. Diz Mya. – E ele também está muito atraído por você. Comenta.

- Mya, Mya. Fala ela. – Não sei de onde tirou isso! Ás vezes eu tenho vontade de te matar. Fala a princesa divertida.

- Tem vontade de me matar de tantos abraços. Diz Mya. – Só eu para te dar ótimas notícias como esta. Fala fazendo graça. De repente começa imitá-los na mesa de café:

– Posso servir-lhe um copo de beijos? Fala imitando Vegeta. – Claro! Responde numa vozinha fina, imitando a princesa. – Me passe um pãozinho de amor, por favor! Dá uma gargalhada.

Bulma não se contém e também ri. Ela agarra Mya e tenta fechar-lhe a boca. Elas entram brincando na sala do café. Vegeta que já tinha chegado olha a cena das duas. Assim que elas notam a presença dele, ficam sem graça e param as brincadeiras. Antes de sair Mya ainda provoca baixinho: - Eu avisei! Diz debochando. Bulma finge que vai correr atrás dela para pegá-la. Mya retira-se rapidamente. Eles realmente estão a sós.

Ela senta-se na mesa e se desculpa pela demora. Ele pegando um pouco de café responde:

- Tudo bem! Eu acabei de chegar. Fala tomando um gole da bebida. – E depois, percebi que estava "ocupada brincando". Fala debochando da atitude das duas e chamando a princesa de criança.

Bulma fica vermelha e pergunta:

- Quantos anos tem alteza? Vegeta nota irritação na voz dela.

- Tenho vinte e seis. Responde ele. – Melhor... corrige ... vou fazer vinte e seis.

- Então é apenas oito anos mais velho do que eu! Constata ela. – Não é uma grande diferença para insinuar que eu sou criança. Avisa. – Se não sabe se divertir, não inveje quem sabe. Concluiu.

- Realmente. Concorda. – Você não passa de um bebê mesmo. Ela irrita-se mais ainda com o comentário.

- E você não passa de um grosso! Diz batendo o guardanapo na mesa os olhos cheios de lágrimas. Vegeta a observa e ainda calmo comenta:

- Já vai chorar "fadinha"? Pergunta usando o apelido carinhoso que a sra. Briefs chama Bulma.

- Não me chame de fadinha! Diz ela mais irritada. – Você não tem esse direito. Avisa.

- Esqueceu que sou seu "noivo"? Diz usando o mesmo tom de ironia que Bulma usou na noite passada. - Posso te chamar do que eu quiser.

Ela levanta com uma xícara de café, e despeja nele com raiva. Ele fica surpreso com a reação dela. E pegando uma torta coberta de chantili, ele joga na cara dela que não se conforma.

- Você é mesmo um bruto. Fala com a cara toda suja de chantili. O choro agora era de raiva.

- E você é uma idiota! Fala ele. – Não me provoque se não pode agüentar.

- Eu não lhe provoquei. Defende-se. – Você começou ao me chamar de infantil. Ela tira os excessos de chantili do rosto. – Só que esta não foi uma atitude madura. Diz a respeito dele jogar-lhe uma torta no rosto.

- Mas foi engraçado! Comenta. – Você mesma está vendo que eu sei me divertir.

- Não é engraçado se divertir ás custas dos outros. Responde ela. – Olha o que você fez comigo? Reclama.

- Deixei-a coberta por chantili. Responde irônico. – Você não gosta de chantili? Pergunta se aproximando dela. – Eu adoro chantili! Comenta malicioso. Vegeta dá um beijo na princesa que não espera. Como não á sente retribuir o beijo ele provoca: - E este está uma verdadeira delícia! Diz limpando os lábios que se sujaram. Retira-se da sala sem esperar resposta.

A princesa fica alguns minutos atordoada, depois vai para o quarto. Entra e Mya espantada pergunta:

- O que houve? Estava perplexa ao ver a princesa toda suja de bolo.

- Este foi o seu romântico café da manhã. Ironiza caminhando para o banheiro. Mya vai atrás enchendo a princesa de perguntas e ela relata a história. Mya cai na gargalhada:

- Eu sabia que vocês estão caidinhos um pelo outro. Fala ela.

- Eu não estou caidinha por ninguém. E duvido que ele também esteja. Me beijou só para me deixar sem graça. Diz ela. – Ainda não acredito que dei meu primeiro beijo com ele. Lamenta-se.

- Ele te beijou porque estava louco pra isso! Eu bem notei ontem á noite quando ele te colocou na câmara, estava todo atordoado. Mya fala demais.

- Ontem á noite? Pergunta Bulma. – Me explique o que aconteceu ontem á noite Mya. Diz ela ainda mais irritada.

Mya relata para a princesa que fica muito constrangida.

- você deixou ele me ver nua? Ela quase berra.

- Eu tentei impedir! Diz defendendo-se. – Mas como você estava muito machucada eu nem pensei em tentar impedi-lo. Só depois me dei conta de como você ficaria se descobri-se. Concluiu ela.

- Eu não acredito! Esbraveja a princesa. – Aquele abusado, aquele tarado. Fala a respeito do príncipe.

Depois de tomar outro banho o príncipe vai até a sala de comandos. Lá é informado de que falta apenas uma hora para aterrissarem em Cristal. Ouvindo isso ele manda que Thomaz vá avisar a princesa.

Thomaz bate na porta do quarto dela. Bulma abre e ele fala:

- Desculpe incomodar alteza. Pede. - Mas o príncipe Vegeta, manda lhe avisar que dentro de uma hora nós pousaremos no planeta Cristal.

Bulma fica muito feliz com a notícia. Agradece Thomaz pelo recado e segue com ele para a sala de comandos. Lá reencontra Vegeta sentado na poltrona central. Ela o ignora e observa o planeta que parece se aproximar deles. "Que saudades" Pensa.

Minutos depois começa uma grande turbulência. A nave começa a ficar instável e a ter muitas trepidações. Sem conseguir se equilibrar Bulma cai no colo do príncipe que ainda estava sentado na poltrona principal. Os dois se encaram e ela fica vermelha. Tenta se levantar, mas a turbulência é muito forte e ela torna a cair no colo dele.

- Acho melhor você desistir. Fala ele baixinho.

Ela nada responde. Ele pergunta ao comandante:

- O que está havendo? Seu tom de voz mudara completamente.

- É uma tempestade magnética senhor! Informa ele. – Já sabíamos que seria difícil aterrissar no planeta Cristal.

- Se sabiam, por que não tomaram uma atitude? Vegeta estava irritado. A turbulência era muito forte, poderia danificar o cruzador. A princesa continuava em seu colo.

- Me leve até os comandos. Pede ela. Vegeta a olha intrigado. Ela insiste: - Não me olhe assim! Eu conheço a atmosfera do meu planeta melhor do que vocês. Sei como pousar em segurança sem danificar a nave. Comunica ela. – Só preciso chegar aos comandos.

Vegeta pega ela no colo e flutua até os comandos. Manda que o comandante desocupe a cadeira e a coloca sentada. Bulma assume os comandos. Baixa a potencia da nave ao mínimo. Queria evitar um curto circuito. Começa a guiá-la com cuidado até seu destino. O comandante e os tripulantes ficam surpresos com tanta habilidade. Assim que ultrapassa a tempestade, ela religa os motores na força normal já que estes foram preservados. Entrega os controles novamente ao comandante. Levantando-se, aproxima-se do príncipe e fala:

- Muito bom para uma fadinha chorona, heim? Pergunta triunfante.

- Devo admitir. Fala ele. – Estou impressionado. Concorda para alegria dela. E quando ela achava ter ganho o desafio ele continua: - Mas, o que mais me impressiona, é a maneira como se atirou no meu colo na frente de todos. Fala. – Indiscreta você, não?

- Sabe mui bem que foi um acidente. Diz ela perdendo a calma. – A turbulência estava muito forte. Relembra. – Não é o que está pensando.

- Eu não penso nada. Avisa ele. – Só acho estranho que você controle uma nave inteira numa tempestade magnética, e não consiga se manter em pé numa turbulênciazinha. Impressionante! Comenta. – Ou então...

- Ou então o que? Pergunta zangada.

- Ou então foi só uma desculpa para se atirar no meus braços! Fala calmamente. – Você não precisa fazer isso na frente de todo mundo... nesse momento ele se aproxima bem do ouvido dela. O coração da princesa dispara. – Basta me pedir, que eu vou até seu quarto. Termina, tocando o nariz no pescoço dela e cheirando-a. Bulma arrepia-se dos pés a cabeça. Sua respiração era ofegante e ela estava corada.

Os soldados ficam surpresos com a atitude do príncipe. Não ouviram a conversa mais perceberam a intimidade deles. Mai que tinha acabado de entrar se corrói em ódio pela atitude de Vegeta.

Bulma ainda atordoada deixa a sala de comandos. O comandante avisa que vão pousar em vinte minutos. A princesa vai ao banheiro tentar se recompor. As palavras e atitudes dele não lhe saem da mente. Ela se controla para não demonstrar a raiva. Sabe que ele faz aquilo para irritá-la, já que não passa de um grosseiro, um idiota, que se acha. Aguardam a aterrissagem. Antes de sair Vegeta já mais sério fala:

- Não esqueça ás ordens do rei. Avisa.

- Não vou esquecer. Comunica.