Explicações sobre a demora e o hiatus lá embaixo! Separei esse espacinho aqui em cima pra algo mais especial...

Acontece que hoje (29/03) é aniversário de uma amiga/leitora muuuuuito querida minha. Minha gêmea Karla (L). *balança os pompons* E como ela é alucinada por esse Edward, eu resolvi fazer uma pequena homenagenzinha, postando o capítulo pós-hiatus exatamente hoje, e... tcharãm... Capítulo todinho dedicado à você, Gêmea mais linda do mundo. (L) *esmaga*

Mesmo você me chamando de bruxa porque eu tava demorando pra escrever eu te amo viu, sua nega linda? HAHAHAHAHAHA Dudu manda dizer que vai na sua casa mais tarde, pra uma sessão especial de aniversário viu? (6' (também quero, oi? uahsuahsuahsua)

Enfim, FELIZ ANIVERSÁRIO GÊMEA, tudo de melhor pra você, que Papai do céu te abençoe e te guarde, e te dê juízo e e e e e Muita felicidade! :') Te amo sua linda (L) (L) Agora você terá obrigação de me perdoar pela demora do capítulo, viu? AHSUAHSUAHSAUSHUA *brinks*

Anyway, PARABÉNS *-*

E agora, todos podem ler o capítulo, depois da minha homenagem *cof cof*

Boa leitura!


Twilight e seus personagens pertencem à Stephenie Meyer. Mas Sweet Poison é toda minha.


6. Suspeita

:: Edward POV ::

Voltamos ao Castelo por volta das quatro da manhã. Eu estava decidido a colocar todo o meu desentendimento com Bella no passado. Ela tinha errado, mas estava claramente arrependida, e eu não pretendia ficar remoendo isso. Minha raiva dela não ia durar muito mais mesmo.

— Alteza! — gritaram Alice e Jane na varanda do Castelo, quando viram eu e Bella chegando.

O lado onde eu tinha sido mordido ainda ardia e muito, e eu sabia que só ia passar quando eu limpasse o corte. Enquanto não fizesse isso, eu não poderia me recuperar direito.

Outros vampiros entravam no Castelo. Alguns machucados, outros mais vitoriosos. Rapidamente, percebi que não tinham sido tantos mortos assim. Não que eu estivesse ligando. Eles estavam aqui pra receber minhas ordens e se isso significasse sacrificar suas existências inúteis, eles teriam que fazer isso.

— Está tudo bem, Alice — disse Bella.

— Majestade...? — Jane me olhou, confusa.

Ela provavelmente estava percebendo meu andar esquisito, mancando enquanto tentava inutilmente arrumar um jeito de andar sem me machucar ainda mais.

— Fui mordido, Jane.

— Ah meu Deus! — ela se alarmou.

— O quê? — perguntou Alice, alheia.

— Um lobisomem ou um transmorfo? — continuou Jane, ignorando Alice.

— Lobisomem. — confirmei.

— Oh céus. Marcus! — ela gritou.

— Estarei no meu quarto. Vamos, Bella.

Bella me acompanhou até nosso quarto, muitas vezes me ajudando a me manter em pé. A ferida estava incomodando demais, mas eu não ia admitir aquilo agora.

— Por que Jane chamou Marcus? — ela perguntou, quando eu me sentei na cama.

— Marcus tem experiência com lobisomens e mordidas. Ele sabe o que fazer com isso. — expliquei.

Ela assentiu em concordância e me olhou, apreensiva, mordendo o lábio inferior.

— O que eu posso fazer?

Ela parecia a ponto de chorar, e eu de repente fiquei com muita saudade dela.

— Apenas sente-se comigo e me faça companhia.

Ela assentiu e sentou do meu lado, me dando um beijo no pescoço e encostando a cabeça no meu ombro.

— Eu fiquei apavorada hoje.

— Por quê?

— Achei que ia te perder. Não podia deixar isso acontecer, por isso fui atrás de você.

Eu a abracei de lado, com um braço mesmo.

— Sei como é a sensação. — eu disse, com um bolo na garganta.

Antes que algum de nós falasse mais alguma coisa, Marcus bateu à porta, e entrou logo depois com uma caixa que parecia ser de primeiros socorros.

— Majestade, Jane me disse que foi mordido.

— Fui. — levantei minha blusa pra que ele visse a mordida, e quando eu mesmo olhei, parecia pior. — Não estava assim antes.

— Tende a piorar — disse Marcus — Temos que tirar toda a saliva de lobisomem daí pra que seu corpo possa se curar. Tem certeza que quer fazer isso aqui? Pode fazer bagunça.

— Não me importo. — eu disse.

— Apenas faça logo, Marcus! — disse Bella, agoniada.

Marcus sentou do meu outro lado, o que estava ferido, e eu tirei minha camisa por completo. Sentei ereto enquando ele pegava algumas gazes molhadas com um líquido claro, e passava por toda a ferida. Ardia, pra caramba.

— Caralho, o que é isso? — reclamei.

— Apenas água oxigenada, senhor. Não costuma incomodar, mas a mordida é muito agressiva. A pele fica sensível, como se fôssemos humanos de novo.

— Eu nunca fui humano, devia me sentir assim?

Marcus deu de ombros.

— Creio que as mesmas regras se aplicam. No seu caso, o senhor apenas não sabe como é a sensação quando humano. Nunca a conheceu.

Eu franzi. Que seja.

Marcus limpou a ferida e fez uma pequena raspagem com um bisturi de toda a pele machucada. Doía, ardia, e eu estava começando a ficar com sede. Quando mencionei isso, Marcus disse que era desidratação.. Eu não sabia que vampiros podiam ficar desidratados, mas aparentemente isso era um efeito colateral da mordida.

Lobisomenzinho miserável.

Bella parecia tensa, e eu a abracei, dizendo com os olhos que estava bem. Ela pareceu relaxar um pouco, mas eu não a soltei.

Marcus terminou em pouco tempo, deixando minha pele exposta. Eu já sentia a ardência diminuir.

— Melhor da dor, senhor?

— Sim. E agora?

— Agora eu creio que o senhor deveria se alimentar. Vai ajudar a cicatrizar mais rápido.

— Vou pegar uma bolsa de sangue pra você — disse Bella, e antes que eu pudesse protestar, ela me deu um selinho e saiu correndo pra cozinha, voltando trinta segundos depois.

— Às vezes esqueço como vocês Cullens são rápidos... — Marcus resmungou.

Eu dei uma risada, e Bella me estendeu a bolsa de sangue. Eu a rasguei rapidamente e bebi, não muito sedento, mas era o suficiente pra me manter bem.

Enquanto bebia, percebi que a ardência diminuía até sumir, assim como a dor. Olhei a ferida quando terminei, e vi que a pele já começava a se reestabelecer e cicatrizar.

— Ótimo. — disse.

— Acho que meu trabalho aqui terminou. Me chame se algo diferente na cicatrização acontecer, ou se sentir algo diferente, senhor. Às vezes não dá pra saber se a saliva foi completamente retirada, e nesse caso, alguns efeitos acontecem.

— Que tipo de efeitos?

— Tontura, dor, dormência... Sintomas comumente humanos. Apenas me chame se sentir algo que não é normal pra nossa espécie. — ele alertou.

— Tudo bem.

— Obrigada, Marcus. — Bella disse.

— De nada, Majestades. — ele disse, sabendo que o agradecimento de Bella era por nós dois.

Ele saiu e eu apenas me deitei na cama. Ele tinha recolhido todo seu material, e felizmente, não tinha sobrado nenhuma bagunça na cama.

— Não sabia que ele era tão bom com ferimentos. — disse Bella.

— Ele era médico antes de virar vampiro — eu disse, olhando pro teto. — Até hoje ele ainda se interessa por medicina, mas fica apenas pesquisando e tudo mais, por motivos óbvios. Ele ficou muito feliz quando Jane o chamou, acredite. Ele adora isso.

Ouvi Bella rir um pouco, e depois o colchão afundou-se do meu lado. Eu estava fraco, e não entendia.

— Parece que me atropelaram... Mesmo que eu não saiba o que é isso.

Bella riu.

— Acho que você só precisa descansar. Quer mais sangue? Talvez ajude.

Ela esticou pra ver a ferida, e eu segui seu olhar. Tinha melhorado um pouco mais. A pele estava se curando mais devagar do que eu estava acostumado e eu não gostava disso. Seja lá quem estivesse por trás disso tudo, ia pagar por essa mordida.

— Eu acho que vou querer mais sangue, sim.

— Dez segundos — ela disse, me dando um selinho e saindo.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito...

— Pronto. — ela disse, me dando a bolsa.

— Uh. Foram oito.

— Eu dei dois segundos de margem pra se houvesse algum imprevisto.

Eu ri.

Comecei a beber o sangue vagarosamente, enquanto continuava olhando pro teto. Quando acabei, me senti mole e fechei os olhos. Bella pegou a bolsa de mim e disse pra eu descansar. Ela me ajeitou na cama, o que me fez rir, e depois disse que ia no saguão ver os outros e ter um panorama da batalha. Eu assenti e a deixei fazer isso. Pela primeira vez, eu não estava a fim de ouvir relatórios. Além do mais, Bella sabia o que eu queria, e ela era tão ou mais persuasiva do que eu no que se tratava de conseguir a obediência do nosso séquito.

Ela fechou a porta ao sair, e eu esvaziei minha mente, esperando que se eu ficasse parado, de olhos fechados e com a mente vazia por tempo suficiente, eu entraria em algum tipo de sono que me deixaria mais disposto.

~.~

Aparentemente eu consegui meu "sono", porque a próxima coisa que me lembro foi de ouvir passos discretos perto de mim, com um cheiro inconfundível de frésias e morangos. E pelos sons e luminosidade do lado de fora, pareciam ter passado horas.

— Que horas são?

— Nove da manhã. — ela respondeu, deitando comigo.

— Uau, acho que dormi.

— Marcus me disse que isso é normal. A mente cai numa espécie de "inconsciência" por algumas horas, pra se recuperar totalmente. Pelo que ele me disse, a mordida de lobisomem é mais agressiva do que parece.

— É letal. — eu disse, abrindo os olhos e virando-me para olhá-la. — Se passar tempo demais, a saliva entra na corrente sanguínea, e eu não sei... Acontece alguma reação... A saliva é tóxica pra nós, assim como nosso veneno é tóxico pra eles. Uma mordida pode matar.

— Que bom que eu cheguei lá a tempo, então.

— É. — eu sorri, e me estiquei pra lhe dar um beijo.

Foi terno, calmo e tranquilo, e era tudo pelo que eu tinha saudades de Bella.

— Tem uma boa notícia. — ela disse.

— O quê?

— Conseguiram um lobisomem de refém. Ele estava fugindo, quando caiu no chão e desmaiou. Foi de manhã cedo, bem quando a lua foi embora.

— E onde ele está? — eu comecei a me levantar.

Ela me impediu.

— Ainda inconsciente. Talvez acorde mais tarde. Virão nos chamar quando isso acontecer. Pensei em hipnotizá-lo pra nos contar o que estava acontecendo ontem.

— Ótimo. Precisamos entender o que está acontecendo, e logo. Odeio ficar para trás numa situação assim.

Ela se aproximou mais de mim, colocando uma perna em cima de mim. Eu arqueei a sobrancelha.

— Se tudo sair como eu planejei, estaremos um passo à frente dessa vez. Não mais atrás.

Eu sorri e a puxei de vez para cima de mim.

— Por isso que eu escolhi você minha rainha.

— Só por isso?

— Outras coisas também — eu disse enquanto atacava sua boca furiosamente.

O beijo furioso logo se tornou algo mais, e nós fizemos amor como há semanas não fazíamos. Quando acabou, ambos estávamos suados e cansados, abraçados um ao outro, resfolegando.

— Parece que foi uma eternidade... — Bella sussurrou, meio que ecoando meus pensamentos.

— Nunca mais faremos isso, ok?

— O quê, ficar semanas sem transar? — ela sussurrou.

— Também — eu ri — Mas estava falando de deixar outros interferirem na nossa vida como casal.

— Hm... Tem razão. Nunca mais. — ela sorriu e me beijou de novo, e nós nos permitimos apenas aproveitar a companhia um do outro naquele momento.

~.~

Depois do meio-dia, estávamos de pé no saguão, esperando que o homem-lobisomem fosse trazido até nós para tirarmos algo dele.

Eu já estava ótimo a essa altura, e minha pele não tinha nem sinal de que fora sequer mordida. A cicatrização tinha sido um sucesso, e eu agora só queria o troco. E provavelmente, eu ia acabar descontando no nosso refém.

Demetri e Felix o carregaram sem esforço pelas portas duplas do saguão, até onde eu e Bella estávamos sentados. Ele era um homem mediano, aparentemente magricela e sem nenhum atributo físico particularmente apelativo. Ele estava sem camisa e usava shorts jeans rasgados, e estava descalço. Provavelmente tinha acordado desnorteado, o que eu achei particularmente satisfatório. Para mim, é claro.

— Que deprimente — sussurrou Bella pra mim.

Eu sorri.

— Majestade, aqui está o lobisomem que capturamos essa madrugada.

Eles jogaram o homem à nossa frente, que ficou em pé, nervosamente. Ele sabia que não podia correr, e a única alternativa dele era cooperar, e com sorte ele sairia vivo. Era o que ele pensava.

— Qual o seu nome? — perguntei.

— Jared.

— Então, Jared, o que você sabe? — perguntei, uma perna cruzada sobre a outra, olhando diretamente para os olhos cinzentos do homem-lobisomem.

— Não sei muito. — ele disse, meio nervoso. Eu estreitei os olhos. — E-eu só sei que estamos lutando por vingança.

— Vingança contra quem? E por quem?

— C-contra vocês, os Cullens.

Eu quase ri quando vi na mente dele que ele pensava que todos os vampiros eram Cullens. Não o corrigi.

— E por quê? Quem está fazendo isso? — perguntei.

— E-eu não sei. — ele gaguejou, mas eu vi na mente dele que ele sabia mais. Ele só estava tão nervoso que não queria contar, mas também não pensava.

Eu rosnei.

— Bella. — eu não precisava pedir. Ela sabia.

Ela levantou-se elegante e graciosamente de sua cadeira, cada movimento um pouco mais lento, sedutor. Eu engoli e Jared fez o mesmo. Eu quase o destripei por pensar como minha mulher era gostosa. Mesmo que eu concordasse com ele, ela era só minha.

Ela andou lentamente até ele e olhou-o por alguns segundos.

— Vamos, eu sei que você sabe mais. Conte-me. — ela pediu, sedutoramente.

A mente dele ficou em branco e tudo que ele podia pensar era que ela era linda demais pra que ele lhe negasse qualquer coisa.

Eu sorri cruelmente. Era mais um motivo pra eu destroçá-lo. Apesar do dom de Bella ser bem útil, me dava ódio que suas vítimas ficassem tão deslumbradas com ela. Ela era minha, quantas vezes eu ia precisar repetir?

— Ela quer uma vingança contra os Cullens. — ele disse, tranquilo, quase sorrindo pra ela. — Eu não sei o motivo. Ela juntou lobisomens e transmorfos, todos dispostos a eliminar todos os vampiros da Península Olímpica e principalmente os Cullens.

— Quem é "ela"? — Bella perguntou docemente.

Um rosto não familiar surgiu na mente de Jared, e eu franzi. Quem era essa garota?

— Não sei o nome dela. Mas sei que ela é mestiça. Híbrida de vampiro e humano. Tem mais de quatrocentos anos. — ele disse. — É tudo que eu sei, mestra, eu juro.

Eu rosnei com o "mestra", e Bella sorriu um pouco pelo meu ciúmes. Eu não podia fazer nada quanto à isso.

O rosto da híbrida não era nem um pouco familiar. Tinha um rosto jovem, uma aparência de no máximo 21 anos. Tinha olhos castanhos e um cabelo loiro arruivado. A pele muito clara denunciava o fato de que ela não era totalmente humana. Eu tive um pressentimento.

— Bella?

— Sim, querido? — ela olhou pra mim, os olhos vermelhos profundamente intensos. Eu a encarei diretamente, me recusando a ser afetado pela hipnose dela.

— Eu acho que é Vanessa.

Isso foi suficiente pra quebrar sua concentração, e seus olhos ficaram vazios por um instante.

— Não sei... — ela hesitou.

— Onde vocês estão, Jared? — perguntei, saindo do meu lugar e indo até ele.

Ele recuou. Eu rosnei e peguei-o pelo pescoço.

— É melhor você me responder enquanto eu ainda estou paciente, acredite. — rosnei.

— Somos de uma tribo — ele engasgou. — Vivemos na fronteira entre Forks e La Push.

— A tribo Nayyar — disse Jane, que conhecia a área. — É a única tribo daqui.

— E os Quileutes? — perguntei, porque lembrava que existia uma tribo assim cem anos atrás, quando morávamos aqui.

— Foram dizimados — Alec disse, dando de ombros — Não sabemos os motivos ainda. A tribo Nayyar substituiu os Quileutes.

Bella estava em choque.

— É... É a tribo que Vanessa mora. Ela nunca me disse abertamente, mas já vi ela cochichando algumas vezes. — ela disse.

— Eu disse. — falei, largando Jared no chão, com mais força que o necessário. — Eu disse que ela era problema.

— Edward, mas... Ela parece apenas uma garota! Perdida porque não tem mãe nem pai.

— Bella, se é realmente ela por trás de tudo isso, nós precisamos investigar e intervir. — eu disse sério — Não importa quem ela é.

Ela mordeu o lábio inferior, pensando.

— Eu vou tentar falar com ela e ver o que descubro. Ver se ela é mesmo a híbrida que Jared acabou de falar.

Eu assenti. Jared, ao ouvir seu nome, nos olhou atordoado. Aparentemente o efeito da hipnose tinha passado.

— O q-que vocês f-fizeram c-comigo? — ele gaguejou.

Eu deixei que meus caninos saíssem devagar, e enquanto ele arregalava os olhos, eu me aproximei lentamente dele.

— É um lobisomem uma vez por mês e ainda não tem coragem de falar com vampiros sem gaguejar? Patético.

— E-eu d-disse o que vo-vocês q-queriam saber. P-por favor, me s-soltem! — ele pediu, arrastando-se para trás.

— Hm... Sinto muito, Jared — eu disse, sem sentir realmente. — Não faremos isso.

— M-mas e-eu...

— Eu já cansei do seu gaguejar! — rosnei. — E eu ainda lembro muito bem da mordida de lobisomem que eu ganhei ontem.

— Eu o mordi? — ele perguntou, sem saber.

— Não. Foi outro. Mas Bella matou aquele. Eu vou me vingar da mordida em você. — eu sorri.

Antes que ele processasse, eu o segurei e mordi seu pescoço. Ele era humano, mas era um lobisomem. Isso falava mais alto. E eu sabia que o meu veneno não ia transformá-lo, e sim, matá-lo. Lenta e dolorosamente. Do jeito que eu gostava.

Ele gritou quando sentiu a mordida, um grito agudo e afiado. Eu soltei meus dentes de sua veia poucos segundos depois, tendo injetado uma boa dose de veneno.

Sangue de lobisomem não era nem de longe agradável, então sugar estava fora de cogitação. Limpei minha boca enquanto vi ele gritando e caindo no chão, segurando seu pescoço.

— O q-que você fez?

— Levem-no pra masmorra. — eu ordenei.

Ele gritava de dor ao mesmo tempo que a ferida em seu pescoço ia aumentando, o cheiro de carne queimada e ácido tudo junto, o cheiro de um lobisomem morrendo. Eu franzi o nariz.

Quando Jared foi levado, eu me virei para Bella.

Ela me olhava sem expressão. Eu sabia que ela devia estar pensando em Vanessa e como faria para que pudesse arrancar informações dela. Por ora, eu não queria que ela pensasse nisso.

— Bella... — chamei, lentamente.

Ela olhou pra mim e quando viu meus olhos, sorriu.

— Você tem uma tara estranha por sexo depois de conduzir um lobisomem à morte? — ela perguntou, adivinhando meus pensamentos.

Ouvi as risadinhas dos vampiros que ainda estavam no salão, mas os ignorei.

— Talvez — eu disse. — Por que você não vai descobrir comigo?

Ela sorriu sedutoramente e eu senti meu pau se contorcer.

— Me alcance.

Ela saiu correndo, e eu não perdi tempo, indo logo atrás. Cheguei ao quarto milésimos de segundo depois, mas ela já estava trancada no banheiro da suíte.

— Bella! — chamei — Não me deixe esperando. Você sabe como odeio esperar!

Ouvi sua risada e logo depois a porta foi aberta. Bella usava uma lingerie extremamente sexy, vermelha e preta. Eu quase tive uma síncope. Ela correu de mim, bem na hora em que eu ia agarrá-la e riu quando eu rosnei por isso.

Ela trancou a porta e me chamou com o dedo.

— Bella, Bella — avisei. — Não brinque com meu tesão.

— Não estou — ela riu.

Ela me empurrou para a cama, e eu caí para trás. Naquele momento, eu percebi que ela queria comandar e só de lembrar as infinitas sessões de sexo em que ela comandava, eu me arrepiei de desejo.

— Eu sei que minha hipnose com você não funciona, mas eu realmente gostaria de estar no controle hoje. — ela sussurrou, sentando em cima do meu quadril. Sua intimidade roçava no meu membro já ereto, preso pela boxer. Ela esfregou-se em mim e eu rosnei, agarrando sua cintura.

Ela tirou minhas mãos dela e as colocou ao lado da cama, passeando com um dedo pela lateral do meu braço, me fazendo silvar. Em seguida ela rasgou minha camiseta e eu a olhei, dando uma estocada automática para cima e rosnando.

— Alguém está impaciente. — ela assoviou.

— E alguém está querendo me matar. — eu devolvi.

Ela riu, e em um átimo de segundo ela tinha se livrado do resto de minha roupa, me deixando completamente nu e segurando meu pau em sua mão pequena e extremamente habilidosa.

— Puta merda — silvei no momento em que sua boca pequena e molhada entrou em contato com meu membro sensível.

Ela sugou e chupou, usando as mãos para massagear o que sua boca não conseguia segurar. Eu comecei a gemer feito um lunático, pouco me importando se alguém estava escutando lá embaixo. Eles provavelmente estavam, mas eu não me incomodei em checar as mentes. Eu estava vazio. Tudo que importava ali agora era o prazer indescritível que Bella estava me dando.

Eu olhei para ela, e seu cabelo castanho estava de lado, me permitindo vê-la fazer seus movimentos, olhando para minha virilha, concentrada. Seus seios apertados no sutiã balançando com o movimento, me deixando com uma vontade quase incontrolável de sugá-los e mordiscá-los. Eu estava me revirando de prazer quando Bella soltou meu membro, fazendo um barulho alto com a boca quando o fez.

Eu ofeguei, e então ela lambeu os lábios e recomeçou sua tortura, acariciando meu pênis inchado e latejante enquanto mordiscava e lambia meus testículos.

— Poooorra — gemi, alto.

— Adoro você assim descontrolado — ela sussurrou, muito sexy pra que eu pensasse em outra coisa senão fodê-la.

Ela lambeu meu pênis desde a base até a glande, e depois colocou tudo na boca, e eu senti a cabeça dele batendo na sua garganta. Ela me incentivou e em bombeei algumas vezes enquanto ela apertava suas bochechas ao redor do meu membro, me deixando alucinado.

Eu estava perto, e depois de algumas bombeadas minhas e da boca dela me apertando, eu gozei, e ela engoliu tudo.

— Puta merda, Bella — eu disse — Eu estava com tesão, mas você...

Ela riu e levantou-se devagar, me dando uma ampla e linda vista de seus seios apertados no sutiã e suas coxas pressionando meu quadril, ainda meio dormente do orgasmo.

Estava? Oh, que pena. Terei que brincar sozinha agora? — ela disse, com um bico nos lábios e os olhos brilhando, travessos.

Eu me senti começar a endurecer de novo só pelo olhar de luxúria que ela dirigiu a mim.

Ela deu de ombros pra minha falta de respostas, porque aparentemente eu era um retardado mudo quando se tratava de uma provocação dessas. Ela começou lentamente a desafivelar a alça da calcinha que a ligava à meia preta. Eu a impedi, e inverti nossas posições, já totalmente recuperado.

— Acho que alguém se recuperou. — ela disse, rindo.

— Oh, cale-se. — eu disse, atacando a boca dela com fúria, indo depois para seu pescoço e colo, enquanto eu acariciava seu corpo inteiro, tudo que minhas mãos podiam alcançar enquanto eu me esfregava nela, já duro.

Eu soltei minha boca de sua pele apenas para começar a desfazer lentamente o fecho do seu sutiã. Quando o soltei, larguei-o no chão e abocanhei um daqueles seios perfeitos, fazendo Bella gemer. Eu acariciei o outro e apertei o bico, enquando mordiscava e chupava o outro, gemendo e estocando contra a calcinha dela, roçando nossas intimidades separadas apenas pelo tecido.

— Oh céus — Bella gemeu enquanto eu chupava seu seio.

Eu alternei os seios, chupando e sugando o outro enquanto minha mão acariciava o que tinha acabado de ser atendido. Logo que eu os deixei, eu desci minha boca, distribuindo beijos, mordidas e sugadas na pele lisa da sua barriga, chegando até seu quadril. Ela inclinou ele pra mim, desejosa, e eu a parei.

— Não, senhora Cullen — eu disse, sorrindo safado — Agora é minha vez de brincar.

Ela gemeu alto enquanto eu tirava sua calcinha e jogava em algum lugar do quarto. Ela ficava deliciosa demais nessa lingerie pra que eu rasgasse. Eu dirigi um dedo até seu clitóris, circulando devagar, e pus outro dedo em sua entrada, penetrando. Bella gemeu alto e depois eu pus mais outro dedo. Fiz uma pequena fricção por alguns segundos, lentamente, e suguei seu clitóris, batendo nele um pouco com minha lingua.

Então troquei. Pus os dedos no seu clitóris, depois de chupar sua excitação que ficou nos meus dedos, fazendo-a gemer ao ver o gesto. Eu dirigi minha boca para sua entrada e a penetrei com a língua, fazendo-a gritar.

— Ai porra!

Eu sorri no seu sexo e bombeei com a lingua mais forte enquanto circulava seu clitóris com o dedo. Ela se remexia na minha cara, e eu tentava pará-la com a mão livre. Ela gemia e ofegava, e eu sentia suas paredes se fechando, chegando perto.

— Ai merda, eu vou gozar. — ela disse, ofegante.

Eu tirei minha lingua e a lambi inteira, deixando-a maluca.

— Goza bem na minha boca, minha gostosa. — eu disse, recolocando minha lingua em sua entrada. Poucos segundos depois, ela gozou violentamente e eu suguei todo o seu suco, enquanto ela gemia baixinho e ainda rebolava.

Eu não esperei que ela se recuperasse. Assim que terminei de lambê-la, eu a penetrei com força e comecei a estocar. Ela pôs as pernas apoiadas na minha cintura, e eu pus minhas mãos na cama, ao lado de sua cintura, estocando com força.

— Oh céus... Merda — ela gemeu.

— Porra, Bella, você é muito apertada — eu gemi no seu ouvido, me inclinando para conseguir outro ângulo.

— E você é muito grande... e... ai porra! E grosso! Oh... Edwaaarrd...

Eu rosnei e ataquei sua boca. Ela segurou meus cabelos e apertou o couro cabeludo com força. Eu comecei a estocar aleatoriamente, erraticamente, sentindo outro orgasmo chegando.

— Merda, eu vou gozar de novo. — eu disse.

— Eu também. Mais rápido, Edward.

Eu não precisei ouvir duas vezes. Estoquei com o dobro de velocidade, e logo os dois estávamos gozando juntos, gemendo e nos abraçando. Quando finalmente acabou, eu caí em cima dela, exausto. Não me mexi. Ela era tão forte quanto eu, então eu não tinha medo de esmagá-la. Ela começou a acariciar meus cabelos e eu me aconcheguei mais nela.

— Eu te amo. — ela disse.

— Eu te amo mais. — eu devolvi.

— Não mesmo. — ela disse.

Nós dois rimos, sabendo que era impossível um de nós ganhar essa discussão.

Ficamos os dois ali, sem falar nada, por alguns minutos, e eu saí de dentro dela, rolando para o lado.

Ela se aconchegou em mim, vestindo apenas aquelas meias pretas que iam até o meio da coxa. Eu acariciei o lado de seu corpo, dando um beijo na sua testa.

— Vou falar com Vanessa amanhã. — ela disse. Eu fiquei um pouco tenso, então ela acarinhou meu braço e eu relaxei. — Se necessário, eu uso a hipnose. Você tem razão, precisamos descobrir quem é ela, e se está por trás disso.

Eu apenas assenti e lhe dei outro beijo. Eu sabia que ela não ia me decepcionar. Eu só esperava que, se fosse Vanessa, ela pudesse lidar com isso. Era a primeira vez que ela tinha uma amiga fora do nosso séquito que ela realmente gostava em um século, e eu não queria privá-la disso. Me preocupava que se Vanessa fosse a arquiteta do plano de vingança, ela ficasse abalada.

Mesmo que fosse, eu faria tudo para protegê-la. De ameaças físicas ou emocionais. Ela era minha vida, e eu lutaria por ela.

— Eu te amo, Bella.

— Eu te amo, também. — ela sorriu.

Nos beijamos por algum tempo e depois passamos o resto do dia apenas aproveitando um ao outro, deixando as preocupações e obrigações reais de lado. Nós merecíamos isso. Nós nos devíamos isso.


Lingerie da Bella: http : / / weheartit. com/ entry/ 22432631 ~TIREM OS ESPAÇOS

Então, o que acharam do capítulo? Eu fiquei com um calor danado depois de escrever e betar esse lemon, fui a única? :x

Então Bella vai procurar Vanessa pra descobrir mais sobre a vingança dela. Quem aí tem palpites do que vai acontecer? :) Quero saber todos!

E bem, o motivo de eu ter colocado a fic no HIATUS foi simples. Andei (e ainda ando) passando por uns problemas familiares desde agosto, o que foi me esfriando pra qualquer atividade. Todas as minhas fanfics sofreram com isso e eu decidi colocar em hiatus pra não acabar escrevendo qualquer coisa. Vocês sabem que eu odeio escrever qualquer coisa. Então, de pouquinho em pouquinho, estou retomando minhas fics desde fevereiro, e agora a Sweet Poison está de volta também.

Não vou dar prazo pro próximo capítulo, porque estou no último período da faculdade, fazendo meu TCC, então não posso deixar vocês com muita expectativa. O que eu posso fazer - e estou fazendo - é escrever sempre que tiver tempo e postar assim que possível. Eu espero terminar essa fic até julho pra poder me dedicar à novas ideias que tive durante esse longo hiatus. :)

Mas, bem, é isso. Nota gigante e tal, mas vou me despedir. COMENTEM bastante e deixem seus parabéns pra minha gêmea s2 HAHAHA

Beijos, beijos. Qualquer coisa me gritem no twitter, é: arroba kessy_rods

Até o próximo,

KessyRMasen