Estações roubadas

A barriga crescia com uma velocidade assustadora e ela já conseguia sentir os primeiros movimentos do rebento que carregava dentro de si. Era engraçado ver como Ted parecia perdido quando ela acordava no meio da noite um pouco assustada. Era engraçado ver que não havia espaço pra nada além dela e da criança.

O fruto de um ato de coragem, de um impulso, de um caminho.

Não entendia direito o que era depender de um outro alguém para sorrir, para respirar aliviada, para viver. Ela achava que amava Ted. Na verdade ela tinha certeza. Mas nada se comparava ao que ela sentia por aquele pedaço de gente que se formava dentro dela.

Andrômeda não ia lamentar as noites perdidas, nem a falta de tranquilidade, nem a falta de tempo. Ela sabia que sua vida começaria no instante em que aquele bebê desse seu primeiro choro.