Capítulo 5. Se beber...
A única fonte de luz daquele cômodo entrava por uma pequena fresta entre as cortinas. O quarto estava uma bagunça: roupas estavam espalhadas pelo chão; bichinhos de pelúcia jaziam esquecidos pelos cantos; um chapéu pendurado no espelho o enfeitava; o ventilador rodava em velocidade máxima; um par de sapatos se encontrava no lixo; e um único ser estava deitado, de bruços, na cama.
Dorcas semicerrou os olhos, tentando abri-los devagar. Gemeu de dor e voltou a fechá-los. "Maldita fresta" pensou ao ser atingida pelo raio de sol intruso. Sua cabeça já começara a latejar, sua mão tremia ligeiramente ao ergue-la para massagear a têmpora. E o que era aquele frio todo? Desde quando ligara o ventilador?
Ela não conseguia lembrar o quanto bebera na noite anterior, mas tinha praticamente cem por cento de certeza de que não fora tanto assim, não a ponto de ficar naquele estado. Lembrava da boate, das inúmeras mulheres que haviam chegado nela, da Marlene reclamando da falta de homem no mundo, da Lily dizendo a um homem que adorara o esmalte dele, de terem saído da boate depois da Lene reclamar que não estava se divertindo com aqueles sapatos... Ah, os malditos sapatos. E então? O que acontecera após a reclamação da amiga?
- BOM DIA, ELSA! - Antes que pudesse tentar lembrar o que acontecera, uma ruiva adentrou em seu quarto, escandalosamente. - Você quer brincar na neve?
- Vai embora - murmurou Dorcas pegando o despertador e tacando na amiga. Lily desvencilhou-se do objeto de ataque e suspirou, fingindo tristeza:
- Por que tanta frieza? - Indagou e começou a rir da própria piada. - Entendeu? Frieza, Elsa...
- Você não precisa explicar uma piada quando a faz - reclamou Dorcas, desejando ter se lembrado de trancar a porta antes de ir dormir. Lily era extremamente hiperativa pela manhã, o contrário do que lhe acontecida, principalmente quando estava de ressaca. - Lily, eu não me lembro de ter bebido tanto assim.
- Ah, você não bebeu tanto assim, não até chegar em casa. - Lily se encaminhava até o lado da amiga e sentou-se na beirada da cama. Dorcas virou-se para a amiga:
- Como assim? Eu bebi ao chegar em casa? - Aquela revelação a deixara ainda mais intrigada. - Por que eu bebi quando cheguei em casa?
- Você estava querendo se esterilizar - uma outra garota acabara de chegar à cena. Marlene sorriu para as amigas. - Você estava com um nojo absurdo por ter sujado as suas pobres mãos e disse que precisava se limpar. Eu sugeri a tequila, falei que faria você esquecer rapidinho da sujeira. Óbvio, que como você não estava em seu melhor estado, aceitou de imediato. Aqui, toma esse suco que eu fiz.
Dorcas fez uma careta ao pegar o copo, o líquido era vermelho e meio gosmento.
- O que é isso?
- Eu chamo de "Cura Lene" - disse Marlene sentando-se ao lado de Lily. Dorcas cheirou o líquido e seus receios pioraram ligeiramente. - Tampa o nariz e engole tudo de uma vez.
Obedeceu a amiga. Tapou o nariz e engoliu o conteúdo, conseguindo não sentir o gosto.
- Será que da próxima vez você não poderia me sugerir álcool de cozinha para me esterilizar? - Perguntou Dorcas devolvendo o copo à Marlene, que fez uma careta com a sugestão da amiga.
- Que tipo de amiga eu seria?
- Não seria para beber, idiota - resmungou Dorcas. - Seria apenas para limpar a mão.
- Eu sei, meu amor. - Marlene sorria maliciosamente ao levantar-se da cama. - Mas que tipo de amiga eu seria se não te fizesse se aventurar na vida? Pra quê facilitar?
- Babaca - disse Dorcas pegando um travesseiro e tacando na amiga. - O que aconteceu ontem quando saímos da boate? E por que minha mão estava suja?
Lily e Marlene se entreolharam, a ruiva começou a narrar toda a história fazendo Dorcas se encolher mais a cada frase.
- O quão gato o menino era? - Perguntou em um fiapo de voz. Marlene revirou os olhos e ergueu as palmas das mãos para cima:
- Ele era MUITO, MUITO - ao ver a careta de Dorcas, sentiu pena da amiga, - muito normal.
- O quê? - Perguntaram Lily e Dorcas juntas. A primeira parecia meio exasperada e a segunda aliviada. Marlene cutucou Lily na perna.
- Sério? Ele era normal mesmo? Nada demais, não é? - Perguntou Dorcas querendo livrar-se da culpa de ter agido como maluca na frente de um homem muito gato.
- Ah sim, super normal. Você não perdeu nada, amiga! Prometo que não era o pai dos seus filhos - falou Marlene se levantando. - Agora, se me der licença, eu farei um mega café da manhã "Cura Lene", com salsichas extremamente suculentas, ovos super gostosos, pães bem crocantes e um café pretinho ao ponto.
Marlene já saíra do quarto quando Lily virou-se para Dorcas:
- Por que tudo o que ela fala parece pornô?
Dorcas deu de ombros e cobriu-se até a cabeça com os lençóis. Sua boca estava extremamente seca e com um gosto estranho de pós-bebedeira. Todas as vezes que bebia até chegar àquele ponto, sua mãe murmurava na manhã seguinte: o que a sua eu interior diria?
Naquele momento, a sua eu interior estava travando uma grande batalha para não pular para fora.
- Joga isso fora - exclamou Dorcas ao entrar na cozinha e deparar-se com uma garrafa de tequila até a metade. Marlene se encontrava em frente ao fogão, jogando algumas panquecas para cima, enquanto Lily se divertia ao som de "Blank Space" ao espremer algumas laranjas no liquidificador.
- Hey, alguém está melhor! - Gritou Lene por cima do som de Lily e depositou o prato de panquecas no balcão da cozinha. - Aqui as panquecas, os ovos e as salsichas estão quase prontas.
- Por que não temos esse café da manhã todos os dias? - Perguntou Dorcas sentindo-se em um grande conflito: enjoo ou fome...
- Porque, no momento, estamos de férias e eu posso cozinhar. Quando chegar a hora de trabalharmos e estudarmos, ou seja, daqui a uma semana, estarei correndo igual a uma louca pela casa e não terei tempo de cozinhar mais nada.
- E morreremos de fome - completou Lily colocando uma jarra de suco ao lado das panquecas. - O café também está pronto, e eu lembrei que suco de laranja também é ótimo para ressaca, papai quem me ensinou isso.
- É um dos ingredientes do "Cura Lene" - disse Marlene piscando para Lily. - Lily, será que você poderia me fazer um favor?
- Depende, se for provar o seu "Cura Lene", não. Eu já fiz isso algumas vezes e você não me deu a dica mágica de tapar o nariz, desgraçada.
- Não é. Será que você poderia buscar o jornal na porta, por favor? Esqueci de pegar mais cedo e eu quero ver os classificados, preciso de um emprego.
- Certo - Lily correu para a porta e a escancarou sem piedade. Quase caiu para trás ao ver uma loira esgueirar-se pela porta da frente. A fugitiva levou um susto com o barulho que Lily fizera e deu um pulo.
- Pretende invadir o apartamento da frente? - Perguntou a ruiva, cruzando os braços. - Eu realmente odeio os garotos que moram aí, mas não acho justo que sejam roubados.
- Shh, eu estou tentando ir embora sem acordá-lo - murmurou a loira em meio a risadinhas. - Você sabe, se ele quiser, deixe-o ter o trabalho de me procurar.
- Ah sim, você parece realmente ser o tipo de garota super difícil de se conseguir - alfinetou Lily. A loira aprumou-se e estreitou os olhos.
- Está com algum problema? - Perguntou furiosamente. Lily revirou os olhos.
- Não gosto de acordar com vadias na minha frente.
- Então, que bom que não foi você quem acordou comigo, mas um moreno lindo e maravilhoso, super bom de cama - Lily sentiu o queixo cair com a revelação da garota.
- Que moreno? - Lily sentiu que corava fortemente. A loira riu de sua pergunta, mandando um beijo antes de se encaminhar para o elevador. - QUE MORENO?
Dorcas dançava animadamente ao som de "Dog Days Are Over" quando Lily voltou bufando, o jornal amassado em suas mãos e o rosto em brasas. Marlene pousou o garfo ao lado do prato e resolveu retirar todos os objetos cortantes de perto da amiga, que achara prudente rasgar a primeira página do jornal.
- Ah, droga - exclamou Dorcas ao ver a cena. - Você acabou de rasgar o rosto da rainha...
- "Lene save the queen" - disse Marlene ficando ao lado de Lily e puxando o jornal da mão da amiga. - Lils, as notícias não lhe fizeram nada.
- Mas eu creio que alguém tenha feito - Dorcas acabara de sentar e puxar o prato de panquecas para perto de si. O monstro que habitava sua barriga parecia ter se acalmado. - O que aconteceu? Viu o James de cueca?
- Não seria um motivo bom para ficar irritada - disse Marlene. Dorcas concordou com a cabeça.
- Uma loira brotou na minha frente, recém saída do apartamento dos meninos - a declaração de Lily fez Dorcas esquecer o garfo a meio caminho da boca e Marlene engasgar-se com o suco que acabara de beber.
- Uma loira... - repetiu Marlene e Lily assentiu com a cabeça.
- Uma loira descabelada, com os botões da camisa semiabertos e um sorriso de "ya, bitch. I had sex tonight" - disse Lily jogando o cabelo para trás. Dorcas suspirou e, finalmente, comeu o pedaço da panqueca.
- Eu odeio esse sorriso - disse. - Quero dizer, quando não sou eu quem o estou dando.
- Ou seja, na maior parte dos casos - ironizou Marlene -, já que aparentemente Dorcas é muito seletiva.
- Obrigada - agradeceu Dorcas. Marlene franziu o cenho, não tentara fazer um elogio.
- Você sabe quem foi o parceiro sexual dela? - Perguntou Dorcas. Marlene ergueu as sobrancelhas em sinal de descrença.
- Ah, céus. você não acabou de dizer "parceiro sexual". Me diz, você fala "boquete"?
Dorcas corou ligeiramente e desviou o olhar de Marlene. Aquela palavra era tããão constrangedora.
- Sexo oral - sussurrou a loira, fazendo Marlene gargalhar. - Mas esse não é o ponto da conversa.
- Verdade, o ponto da conversa é o parceiro sexual da loira que saiu do apartamento da frente.
- Eu não sei! Não foi como se eu tivesse perguntado! - Exclamou Lily. - Até parece que eu me interessaria por isso. Quem sabe quem foi? O Remus? O Black? Os dois.
- Ou o Potter - disse Dorcas. Lily lançou-lhe um olhar mortal. - O que foi? Você sabe que pode ser bem provável.
- Ela disse que ele era moreno - enquanto Lily e Marlene reviravam os olhos, Dorcas suspirou aliviada. Quais eram as chances do Remus ter pintado aquele cabelo loiro maravilhoso da noite para o dia? Graças a Deus, só tinha sido mais uma cachorrice do Sirius ou do James.
- Argh, eu odeio esses garotos. Eles vão querer trazer um trilhão de garotas todos os dias para o nosso andar - rugiu Marlene. Dorcas comia e encarava as duas amigas, como se assistisse uma grande partida de tênis.
- Se eles querem sair comendo várias mulheres... - Começou Lily irritada.
- Transando com várias mulheres - corrigiu Dorcas. Lily fingiu não escutar a amiga e continuou:
- O problema é o deles! Mas temos que nos vingar!
- O que eles fizeram exatamente para nos atingir? - Perguntou Dorcas. Marlene e Lily continuaram a ignorar a menina, o que a fez se irritar profundamente. - AH MEU DEUS! Vocês parecem duas malucas! O que uma garota recém saída de um apartamento tem demais? Eles por um acaso são seus namorados?
- Óbvio que não - exclamaram as outras duas juntas. Dorcas levantou-se e apontou o dedo para Marlene.
- Você não tem o direito de exigir nada do Black, já que foi você quem namorou o irmão dele!
- Mas... - Começou Marlene, porém foi interrompida por Dorcas:
- Sem "mas"! Chega de desculpas. E você...
Lily se encolheu diante o dedo de Dorcas, uma expressão de inocência perpassou por seu rosto.
- Você nunca quis dar uma chance ao Potter. Eu sei, eu sei, ele era ou é um babaca. Então, deixa ele ser um babaca transando com quem ele quiser. E o que aconteceu com aquele plano de fingirem ser amigas deles para fazê-los brigar e nunca mais se falarem?
Lily arregalou os olhos enquanto Marlene dava um tapa na própria cabeça.
- Não acredito que esquecemos do plano - murmurou Lily. - Dorcas tem toda razão, não devíamos estar nos estressando. Eu aconselho a começarmos a colocar nosso plano em prática.
Dorcas se desesperou ao ver o olhar malicioso de Marlene voltando ao rosto da amiga, sabia que boa coisa não estava por vir. Teria feito melhor se nunca tivesse lembrando as amigas do plano. "Merda" pensou e resolveu calar-se pelo resto do dia.
- Já sei! - Disse Marlene batendo palmas. - Podemos ir até o apartamento deles agora mesmo, oferecer o meu famoso suco "Cura Lene" como trégua e dizer que queremos paz. Chega de viver em trincheiras, ou pelo menos é isso que eles pensarão.
- Você sabe que terá que pedir desculpas ao Black, ele nunca vai voltar a falar contigo se não pedir desculpas a ele - disse Dorcas. Marlene cruzou os braços e mordeu o lábio inferior.
- Merda, eu não havia pensado nisso. Droga - urrou. - Bom, eu irei pensar no assunto enquanto faço mais do suco.
- Sim, eles devem estar com uma ressaca horrível. Vamos oferecer todo auxílio que precisarem - o sorriso de Lily era tão inocente que chegava a ser assustador, pensou Dorcas. Como duas pessoas tão jovens e fofas poderiam ser tão manipuladoras?
As três amigas se encontravam em frente ao apartamento da frente, revezando os olhares da porta para elas mesmas. Por que aquilo era tão difícil? Era só uma encenação.
As pernas de Dorcas tremiam enquanto ela se imaginava dando bom dia ao Remus. Será que ele já amanhecia tão gato quanto era? Se as meninas realmente fingissem uma trégua, ela teria que conviver mais com o Remus. O estômago da loira pareceu dar-lhe um soco, um pouco devido ao entusiasmo, e o resto devido ao final da ressaca.
Marlene respirava fundo tentando tomar coragem. Fazia muito tempo que não conversava com Sirius Black sem tentar matá-lo. Lembrava exatamente a última vez que ele lhe lançara um olhar que não fosse de ódio: quando a pegou com sua família, sendo apresentada como a nova namorada do irmão. Pela primeira e única vez, Marlene vira mágoa nos olhos de Sirius. Não que ela se orgulhasse, e talvez ela tivesse se arrependido momentaneamente, mas não podia voltar atrás. Se havia uma coisa que ela aprendera na vida era que não havia como voltar, então que era melhor não se arrepender de nada que tivesse feito no passado.
Talvez, só talvez ela fosse se arrepender amargamente do que estava prestes a fazer. Sabia que em um momento ou outro eles acabariam conversando sobre o assunto. Adiaria ao máximo aquela conversa, até porque era apenas para encenar ser amiga do Black, certo? Não era exatamente para fazer as pazes e tornarem-se grandes companheiros ou algo além disso.
Lily bufava enquanto várias ideias de como arrombar aquela porta e matar James Potter lhe passavam pela cabeça. Ele acabara de chegar na cidade, fingira que nunca havia tentado nada com ela, agira como se ela fosse uma mosquinha inconveniente e levara uma desconhecida para o apartamento da frente. Ela queria simplesmente pular no pescoço do garoto, tamanha era a falta de respeito. Oras, se fosse na escola, naquele momento James estaria andando atrás dela pelo corredor, declamando como seu cabelo ruivo era maravilhoso e como seus olhos de deusa lhe faziam pensar que estava no Olimpo. Para quê ela estava ali mesmo? Ah sim, ser a assas... não! A nova melhor amiga de James Potter.
- Devemos bater? - Perguntou Dorcas em um fiapo de voz. As três encaravam a madeira. Marlene assentiu com a cabeça e bateu com os nós dos dedos.
Lily deu um passo para trás como se tivesse levado um choque; Dorcas sentiu um arrepio percorrer-lhe todo o corpo e Marlene desejou, momentaneamente, se afogar na jarra de suco que segurava.
- Talvez tenham saído - murmurou Dorcas após alguns minutos de silêncio.
- Então, é melhor voltarmos, certo? - Disse Lily virando-se para o próprio apartamento. Marlene segurou a gola da camisa da amiga e puxou-a de volta.
- Covarde - exclamou para Lily. Segurou na maçaneta e a virou completamente. Estava aberta. Tentou sorrir para as amigas, mas no máximo conseguiu fazer uma careta. - Território inimigo. Preparadas?
Lily e Dorcas concordaram com a cabeça, sem conseguirem emitir qualquer som.
Definitivamente não parecia existir uma alma penada dentro daquela casa. Todos os cômodos estavam apagados, com as cortinas escondendo qualquer luz, tudo estava silencioso e calmo.
- Calmo até demais - murmurou Marlene para as amigas.
- Que cheiro é esse? - Perguntou Dorcas puxando com força o ar. - Estão sentindo cheiro de queimado?
- Queimado e algo mais - disse Lily adentrando na sala. - Melhor acendermos a luz para ver se tem algo errado e...
- AH MEU DEUS! - Lily acabara de acender a luz. A cena seguinte fizera Dorcas soltar uma exclamação e tapar a boca com as mãos. Marlene analisou a sala, com visível repulsa e curiosidade, dando largos passos para o corredor.
- O que aconteceu aqui? - Perguntou Lily com medo de algo ou alguém pular nela.
- Está mais do que claro - começou Marlene tentando prender o riso -, estamos no set de filmagens de "Se beber não case".
A sala estava verdadeiramente destruída: o sofá estava virado, duas pernas se encontravam em cima dele - o resto do corpo tapado; a mesa do centro se encontrava de cabeça para baixo; vários copos de vidro quebrados no chão e algumas garrafas de bebida; Sirius estava largado em frente à lareira, a mão segurava uma frigideira queimada e, com o resto do corpo, abraçava um extintor de incêndio; James estava deitado no meio da sala, de barriga para cima de cueca, o óculos pendia de seu rosto e ele possuía algo branco em todo o corpo.
- Estou com medo de perguntar que treco branco é aquele no James - sussurrou Dorcas enojada. Marlene apontou para um canto da sala.
- Chantilly, aparentemente - disse ao encontrar uma lata de chantilly largada. Lily franziu o cenho ao perceber algo mais em James.
- O que está escrito no peito dele? Aquilo é calda de chocolate?
- Está escrito - começou Marlene e se aproximou do garoto. Teve que prender o riso ao ver que o que havia escrito. - Está escrito "Lily".
- Babaca - xingou Lily, embora tenha tido que prender o riso.
A gargalhada que Dorcas soltara naquela hora fez James abrir os olhos. O moreno olhou para o lado e deu um berro ao dar de cara com Marlene, dando um pulo e se desequilibrando. Ajeitou os óculos no rosto e estreitou os olhos.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Perguntou com a voz rouca.
- Achamos que poderiam precisar de ajuda quando vimos uma loira saindo do apartamento de vocês - contou Dorcas, envergonhada. Marlene e Lily concordaram com a cabeça. James arregalou ainda mais os olhos ao ver o estado da sala.
- Puta merda! - Disse o moreno, bagunçando os cabelos. - O que aconteceu aqui?
- Você acha que a gente sabe? - Perguntou Lily com raiva. - Aparentemente um terremoto.
James encontrara Sirius largado no chão e abaixou-se ao lado do amigo:
- Six, six... SIX! - Gritou no ouvido do moreno. Sirius sentou-se, apressadamente, erguendo a frigideira acima da cabeça. - Cara, por que você está segurando uma frigideira?
Sirius parecia se encontrar levemente bêbado. Olhava de James para as três garotas na soleira da porta, e após isso voltava seu olhar para a frigideira.
- Por que eu estou com uma frigideira na minha mão? - Perguntou-se. James deu de ombros. - E o que elas estão fazendo aqui?
- Elas disseram que ficaram preocupadas quando viram uma loira saindo do nosso apartamento.
- Desde quando elas se preocupam? Epa, peraí. Desde quando uma loira saindo do nosso apartamento é preocupante?
- Ela estava com uma nota de cem dólares - mentiu Lily. Marlene agradeceu internamente a menina. Sirius bufou, raivoso.
- Ladra!
- O que ela disse? - Perguntou James curioso.
- Que havia dormido com um moreno - disse Lily acusadoramente. Sirius e James se entreolharam. Os dois pareciam ainda mais perdidos na história.
- Peraí, fui eu ou você? - Perguntou Sirius. James deu de ombros. - Se ela tivesse dito o moreno mais gato, eu saberia com toda a certeza que fui eu.
- Idiota - xingou James puxando a frigideira da mão de Sirius e dando uma porrada com a mesma na cabeça do amigo.
- Autch, isso dói. Merda, que ressaca. - Sirius segurou a cabeça com as duas mãos enquanto se levantava. - Eu não estou entendendo o que aconteceu. Estávamos super bem ontem a noite, não lembro de termos bebido tanto.
- A última coisa que eu lembro foi de bebermos aquele shot verde, se lembra? - Perguntou James. Sirius fez um gesto de "mais ou menos" com a mão, o garoto havia puxado uma cadeira e se sentado.
- Que shot verde? - Perguntou Sirius. - E por que você está todo melado?
- Aquele shot verde que o anão da entrada me ofereceu! Você não lembra? - Disse James rindo. Sirius finalmente parecera enxergar os fatos com mais clareza.
- Lembro de você chegando com três shots verdes, dizendo que devíamos brindar a nossa amizade - começou Sirius erguendo-se, ameaçadoramente -, você nunca comentou que um anão te oferecera.
James forçou um sorriso e chegou para trás, ao ver o estado de ira de Sirius.
- Er... não mencionei?
- VOCÊ ACEITOU UM SHOT DE UM ESTRANHO? - Berrou Sirius com toda a força que possuía. As três garotas se encolheram no canto.
James estava pronto para responder a afronta quando ouviram um gemido vindo detrás do sofá. Os dois morenos correram para aonde viram duas pernas desaparecerem.
- Remus! Cara, você está bem? - Perguntou James erguendo o amigo. Antes que Remus pudesse responder, um berro escapou dos lábios de Dorcas enquanto ela apontava para o garoto:
- AH MEU DEUS, VOCÊ ESTÁ MORENO?!
N/B: i feel u, Dorcas. E eu espero (só espero) que o Remus volte a ficar loiro depois, menina. O capítulo está ótimo e não demore para escrever o outro, não importa se você tem provas finais. Quem precisa de faculdade? (shh todo mundo).
N/A: Como minha bitch falou, eu estou tendo um bilhão de provas finais. D: Yes, desespero total. Só de terça pra quinta eu terei umas cinco provas e um trabalho. E logo depois, mais provas... YEY! E o estágio então, nem vou falar pra não começar a chorar de desespero...
Hello, senhoras e senhores, lindos e lindas dessa família linda que é o mundo das fanfics 3 EU SUPER TENHO UM LIVRO PARA RECOMENDAR A VOCÊS! Se chama: "Fangirl"! YES! Sobre uma garota que escreve fanfics, da autora Rainbow Rowell. Se eu estou gostando? AMANDO. Se eu me identifico? SUPER! Então, não percam mais tempo. Sério, passem na primeira livraria e adquiram essa coisa linda, baseada em fanfics de Harry Potter porque é SUPER CLARO que é baseado em escritores de fanfics de Harry Potter. Eu sei, lindo né? *o* Me senti representada por essa autora.
E O QUE FOI ESSE FILME "A ESPERANÇA"? O QUE FOI ISSO, SENHOR?!
Ok, parei com os ataques, mas precisava falar do filme QUE EU VI NA PRÉ-ESTREIA, MEIA NOITE, ANTES DE UM DIA DE PLANTÃO JURÍDICO E PROVA! Ok, me acalmei de novo...
Vamos falar da fanfic agora. O que acharam do capítulo? Calma, tudo ficará explicadinho no próximo, porque o Remus pintou o cabelo, quem era a loira, etc. Mas eu coloquei os ataques da Lily dedicados a vocês (sou uma fofa, né?). A todos os fãs de Lily e James, está aí a prova do que está por vir. Muitos ataques de ciúmes por conta da indiferença do James.
E gente, eu estou SUPER quase fazendo uma fanfic com várias cenas de diversos casais, com todos os capítulos inspirados em músicas da Taylor Swift. Eu sou rockeira, mas quem não ama a diva de batom vermelho? As primeiras músicas seriam Blank Space, We Are Never Going Back Together (nem vou dizer que fiquei cantando essa música um trilhão de vezes nesses últimos meses, depois de terminar HAHA) e Shake It Off. As que eu mais tenho ouvido no momento, claro. Consigo imaginar muito várias cenas Lily e James, Lene e Sirius com essas músicas. E Rose e Scorpius, AMO. O que acharam da ideia? Gostariam?
O que esperam no próximo capítulo dessa fanfic? Quais profissões vocês imaginam que eles possam ter enquanto cursam a facul? O Six eu já sei o futuro dele.
Quanto aos comentários (finalmente, estou falando demais hoje):
Ritha P.W.B.Z.M. Potter: Oi Ritha! Então, garanto que algo deu na Lene para fazer a bobagem que fez. Chantagem é uma boa ideia, não sei se de morte! Logo o mistério se resolve. Beijão!
Ly Anne Black: Olá Lily! Pode deixar que não demorarei a atualizar a fic. Eu concordo contigo, adoro fanfics leves e engraçadas dos marotos. Eu juro que estou tentando ampliar a parte descritiva. Como me saí? Sei que não consegui 100%, mas espero ter melhorado. Beijos e até próximo!
Protego-Kun: Protego! 3 Sempre posso contar com seus comentários! 3 Muito amor pelos seus comentários! Não gostou do Peter? Por que será né? Hahaha Adorei seu desejo de ir para a faculdade e conhecer uma senhora que o alimente! HAHA Vou te dizer, estou terminando a facul, passa MUITO rápido. Mas ainda não conheci um senhor que me alimente. :( Espero que você consiga entrar logo na faculdade, torcerei por você! Espero que ainda esteja ansioso pro próximo capítulo! Beijão, senhor!
ClauMS: Clau, alegria é eu abrir meu e-mail e ver que tem comentários! Relação de cooperação a nossa! Hahaha Que bom que se identificou com o TOC da Dorcas, eu odeio quando eu me sujo com algo! Fico desesperada assim mesmo. E concordo com a parte da Lene, nada justifica que você namore o irmão do seu ex. Eca... E gostei desse seu pensamento de que parece que ela já era afim dele. Vou usar na fic, posso? Obrigada pela ideia! Bjs!
L-P Almofadinhas: Olááá! Agradecer por eu responder? Eu quem agradeço pelo comentário! Batman eveeeer! Estou vendo que você tem bom gosto! O que achou das referências nesse capítulo? Quanto ao Peter, é o Rabicho mesmo. Mas como é minha história, não queria colocá-lo gordo e baixinho, até porque ele será possível concorrência pro Remus, tinha que estar a altura dele. Não quanto ao intelecto, óbvio! Logo você verá... hihi Beijãão!
Pepper Potter: Oi, Pepper! Eu também amo diálogos explicativos. Acho super interativos, sabe? Amo diálogos na verdade! Acho que deu para perceber. Hm... cabelo colorido. NÃO ME TOQUEI! Pode deixar que assim que ela aparecer de novo, farei isso que você disse. Quanto ao Peter, não o imagino amigo dos meninos, não mesmo. E realmente, Lene e Six fazem o tipo de casal que brigam por tudo, até por não quererem brigar (isso já aconteceu comigo. Pois é, bizarro). Espero que tenha gostado desse capítulo. Beijos e queijos!
Beijos people,
Ciça. :*
