Regina se afasta quebrando o beijo. — Eu estou faminta!—Fala ela olhando fundo em seus olhos. — Eu também!— Fala ele voltando a beija-la.—Não Robin! Você não entendeu. Eu estou morrendo de fome, de comida! Eu não almocei.— Robin olha pra ela e vira um pouco a cabeça como um cachorrinho pidão Regina ri da sua cara. — Vamos Locksley, tem um lanchonete aqui perto.— Ele olha pra ela.— Eu sei, é o Granny's— Ela olha pra ele e sorri. Regina não queria admitir que estava se apaixonando por Robin, e pensou em fazer o que ela sempre fazia quando não estava mais interessada ou quando seu medo batia na porta, afastar. Regina ia começar a podar a planta do amor que crescia em seu coração, e o melhor jeito de fazer isso era no íncio, antes que ela fincasse raízes.
Ela se levanta e coloca uma sapatilha branca, pega suas chaves e olha pra sala. — Você vem ou vai ficar parado ai me olhando?— Fala ela um pouco grossa. Robin se levanta rindo, pega suas coisas e vai andando em direção a porta. Eles saem juntos e como a lanchonete era perto, vão andando. Robin pega a mão da Regina e alguns minutos depois ela solta e continua a conversar gesticulando. Ele coloca a mão em sua cintura e ela desfarça se desvincilhando dele e indo jogar um papel na lixeira. Robin percebendo que havia alguma coisa errada pergunta — Aconteceu alguma coisa Regina? — Ele para em frente ao Granny's e a encara, ela estava visivelmente nervosa. — Não — Mente ela. — Então por que toda vez que eu te toco você se afasta? — Ela olha pra ele nervosa. — Não sei, olha! Chegamos, vamos eu estou morrendo de fome! — Ela anda na sua frente e entra sozinha seguida por ele. Eles sentam em uma mesa e Regina pede um hambúrguer com fritas.
Não demora muito e seu "almoço" chega, ela começa a comer e Robin fica roubando suas batatas. — Ei, para com isso. Elas são minhas — Fala ela dando um tapa na mão dele. — Ai! Para de ser gorda e deixa eu comer também. — Regina encara ele com uma expressão séria. — Você me chamou de gorda? Ta maluco? Agora que eu não te dou minhas batatas mesmo! — fala ela não conseguindo segurar a risada. Ele que estava sentado na frente dela, levanta e senta ao seu lado. — Desculpa — Fala ele fazendo cara de triste e biquinho. Regina sente uma vontade enorme de beija-lo ali, mas se contem. Regina termina de comer e deixa algumas batatas porque não aguenta mais comer nada. — Eu vou pegar uma sobremesa, pra mais tarde. — Regina ri com sarcasmo. — Você vai comer a sobremesa mais tarde sozinho, por que eu não vou comer mais nada, vou pra casa.— Ele se inclina pra ela e fala em seu ouvido deixando-a arrepiada — Quem falou alguma coisa sobre comer, Regina? — Ele só pode estar brincando! Mas parecia totalmente sério. E Regina começa a sentir um frio na barriga.
— Pare de me olhar assim. — Fala ela. — Assim como?— Ele vira a cabeça, confuso. — Como se estivesse me caçando. Eu não sou um antílope.— Ele ri —Ah, mas essa perseguiçao seria perfeita e você seria uma presa muito suculenta.— Ela o encara nervosa e abaixa a cabeça — Pare com isso.— Ele abre um sorriso de orelha a orelha.— Estou deixando você nervosa?— Ele a beixa no pescoço. — Pode-se dizer que sim.— Regina levanta bruscamente indo até o balcão e pagando a conta. Robin se levanta também e fica esperando ela na porta. — Posso acompanha-la até em casa? É o minimo que você pode fazer, já que não deixa eu te encostar.— Regina confirma com a cabeça e vai andando pela calçada indo pra casa, Robin ao seu lado em silêncio. — Pensar que ele ia me acompanhar até em casa e que provavelmente tentaria me beijar provocava arrepios em minhas costas.— Pensava ela. Por uma questão de autopreservação, ela precisava fugir. Provavelmente ele destruiria seu coração e ela teria que catar os cacos sozinha. Cada minuto que passava com ele só fazia querê-lo mais. Regina teria que pegar pesado pra acabar logo com esse relacionamento antes mesm dele começar.
Regina sabia que era do tipo de garota "tudo ou nada". Se ela quesesse afasta-lo, teria que fazer isso de maneira tão drástica que não houvesse absolutamente nenhuma chance de ele voltar. Robin a segura pelo cotovelo de leve, ele precisava toca-la, precisava sentir sua pele na dele. Regina tenta soltar o cotovelo de sua mão, mas ele apenas a segura com mais força.
—Pare de usar sua força em mim! — Reclama ela.— Estou machucando você? — Pergunta ele preocupado. — Não, mas eu não sou uma marionete para ser arrastada por aí.— Eles desliza os dedos para seu braço e segura sua mão. — Se você for boazinha, eu serei também.— Ela o olha com raiva. — Ótimo.— ele sorri. — Ótimo.— Fala ele zombando. — Ótimo — grita ela de volta.
Eles andam até a porta da casa dela. — Como você vai fazer pra voltar pra casa?— Pergunta ela interessada. — Está preocupada comigo, Regina? Não precisa, eu vou ficar bem. — Ele a olha de uma forma que faz Regina virar geléia por dentro. Ela se volta pra porta, mas a conciência da sua presença era forte demais e ela podia senti-lo, muito perto, observando-a, esperando.
Ela coloca a chave na fechadura e ele se aproxima, já estava de noite. Sua mão começa a tremer e ela não conseguia girar a chave. Ele pega sua mão e a faz virar delicadamente. Em seguida apoia as mãos na porta, de ambos os lados de sua cabeça , e se inclina, prendendo-a contra porta. Regina tremia como um coelhinho preso nas garras de um lobo. O lobo chegou inda mais perto. Curvou a cabeça e começou a acariciar seu rosto com o nariz. O problema era que...Regina queria que o lobo a devorasse.
Robin se inclina e Regina estremece, ela põe a mão em seu peito para empurrá-lo, mas acaba agarrando sua camisa, desesperada. Seus beijos foram abrindo uma trilha a partir da orelha, descendo pelo rosto, e então ele foi depositando beijos suaves ao longo do arco de seu pescoço. Regina o puxa para mais perto e vira a cabeça para que ele pudesse beij-la de verdade. Robin sorri e ignora seu convite, passando então para à sua outra orelha. Ele morde o lóbulo de leve, passa para a clavícula e segue sua trilha de beijos até o ombro. Depois ele ergue a cabeça e traz seus lábios a um centímetro dos dela, e o único pensamento na cabeça de Regina era...mais.
Com um sorriso arrasador, ele se afastou, relutante, e correu os dedos levemente pelo cabelos dela. — Esqueci de dizer que você está linda hoje. — Ele tornou a sorrir, se virou e afastou-se. — Boa noite Regina.— Ele se vira e vai embora.
