N/T: Todos vocês que comentam deixam o meu dia mais feliz! Muito obrigada. De verdade.

Essa é uma TRADUÇÃO, a fic original foi escrita pelo BetterinTexas e vocês podem encontrá-la nesse link: s/8851162/1/For-God-and-Country

Disclaimer:Crepúsculo não me pertence nem ao Jason. Ele pertence a SMeyer.


GPOV

Forks tem sido bastante relaxante desde que nós livramos das pragas. Bella e eu temos passado nossos dias treinando. Ela treinava. Eu mantinha o ritmo dela. Ela corria. Ela jogava facas em uma arvore infeliz atrás da casa. Ela me fez praticar artes marciais. Eu até deixei ela me jogar por cima do seu ombro e aterrissar de bunda. Tive que fazer isso completamente sozinho, mas eu acho que ela apreciava o esforço.

Ela achou um local bem bonito subindo a montanha. Era uma espécie de clareira que surgiu do nada. Bella me disse que ela sempre achou esse lugar bonito. Aparentemente era onde Edward Cullen costumava levar ela. Ela montou um alvo na clareira e passava horas atirando bala atrás de bala de posições diferentes. Ela corria, girava, rolava no chão e atirava de joelhos e de barriga no chão.

Era como uma criança brincando de policia e ladrão, porém ela atirava com armas de verdade. Isso e ela não estava usando uma roupa de policial.

Eu consegui sentir o cheiro dos lobos nos espiando um dia, mas quando eu girei para olhar o cheiro havia desaparecido.

Nós aprendemos muito um sobre o outro durante esse tempo juntos.

Ela aprendeu sobre minha família e vida de quando eu era humano. Aprendeu minhas marcas de roupas favoritas, minhas musicas favoritas, as aventuras que eu já tive em minha vida. Sobre o falido quase relacionamento que tive.

Eu aprendi que ela podia fazer 200 abdominais, seguidos de 200 flexões, correr dez milhas em 45 minutos e ainda assim atirar em um alvo a 50 jardas de distancia com uma arma de calibre baixo. Eu também aprendi que ela realmente gosta de Jane Austen e outros romances vitorianos. Aprendi que às vezes quando ela tem que ficar sozinha por um longo tempo, esperando por um alvo estar na posição correta, ela lia Monte dos Ventos Uivantes ou Romeu e Julieta. Um dos seus filmes favoritos, e que ela me fez assistir, era Razão e Sensibilidade. A garota realmente sabia como torturar alguém.

Quem imaginaria que a assassina de sangue frio que tinha medo de se abrir para o amor, eram uma romântica lá no fundo? Ela apenas precisava do homem certo para tirá-la do eixo.

Ela ouviu de Kevin que o informante não foi achado e que ela tinha que ficar bem longe de Washington e sua casa até que o problema fosse resolvido. Bella, no entanto, estava ficando bastante agitada. Inquieta. Eu fiz o meu melhor para mantê-la ocupada, geralmente sem roupas quando Charlie não estava em casa. Infelizmente não foi o suficiente para impedi-la de perceber uma verdade terrível que eu esperava evitar. Eu vi em seus olhos durante o jantar. Jantar... eca.

Depois que Charlie foi dormir eu andei até seu quarto para encontrá-la pronta para que eu a segurasse, como eu fazia toda noite.

"Garrett." Ela sussurrou enquanto seu corpo nu pressionava contra o meu debaixo das cobertas.

"Sim baby?"

"Eu gosto, não é? Eu não sentiria tanta falta se eu não gostasse." Eu suspirei. Não havia sentido em negar. "Você sabe, não é?" Ela sussurrou.

"Sim. Está tudo bem."

"Não está não. Garrett, eu sempre justifiquei o que eu faço como parte do meu dever para o meu país. Você sabe como é. Deus e a Nação. A ordem de importância na vida de toda pessoa. Eu achei que estava somente fazendo um trabalho. Eu treinei para isso. Não questionei. Continuo sem questionar. Mas sempre foi... Me disseram que eu era moralmente flexível. Que eu era capaz de pensar de forma diferente sobre tópicos como certo e errado e vida e morte. Que eu não me afetaria com coisas como assassinato justificado. Não como uma pessoa normal se importaria. Você sabia que depois que os Cullens se foram eu tive pesadelos quase toda noite? Quando eu entrei no Exercito, eu os tinha no treinamento, mas com menos freqüência. No momento em que eu saí do treinamento eles sumiram. Mas eu ainda não dormia bem à noite. Sempre me mexendo e girando na cama. Até que eu matei a primeira pessoa. Foi por pouco. Eu esfaqueei uma senhora no pescoço. Ela era bem bonita. A idéia era que ela sangrasse rápido e limpo mas ela era uma agente treinada. Uma agente dupla. Ela abaixou no ultimo segundo e eu tive que cortar, ao invés de esfaquear. Nós lutamos e ela sangrou sobre mim. Eu voltei para o hotel com meu sobretudo cobrindo as minhas roupas sujas de sangue e o meu corpo. Eu fui para o banheiro e tirei o casaco. Tirei minhas luvas. Me despi. Encarei o meu corpo manchado com o sangue que havia caído em mim e passado pelas roupas. Eu podia ver o brilho do sangue no meu cabelo. Uma parte de mim estava enjoada. Eu odiava o cheiro de sangue. Vê-lo nunca me incomodou muito. Somente o cheiro. Mas outra parte de mim nunca se sentiu mais viva. Eu realmente me olhei e percebi que eu estava sorrindo. Honestamente eu pensei que eu vomitaria antes de fazê-lo e depois também, mas eu não estava nem um pouco enjoada. Eu me sentia viva. Dormi como um bebê naquela noite pela primeira vez, provavelmente desde que eu saí de Phoenix. Eu me forcei a acreditar que estava apenas orgulhosa por ter ajudado o meu país. Mas havia mais. Eu gostei."

Eu não disse uma palavra. Somente deixei ela pensar sobre isso. Nossa relação me fez olhar mais de perto em alguns aspectos da minha vida e minha visão sobre o mundo. Eu acredito que todos que são tomados por um amor desmedido se examinam atentamente.

Bella estava tendo que encarar coisas sobre ela mesma que precisou evitar por algum tempo. Essa era um dessas coisas.

"Garrett, eu gosto de matar. Quero dizer, eu realmente gosto de matar. Eu faço porque eu gosto."

"Isso te incomoda?"

"Eu não sei. Não. Não incomoda. Eu acho que é isso que me perturba. Seu eu gosto, será que eu sou realmente moralmente flexível ou fui escolhida por seu um psicopata totalmente funcional?"

"Já passou pela sua cabeça que você é boa no seu trabalho e que você gosta dele? Não precisa ser complicado, Bella."

Ela relaxou um pouco e enlaçou suas pernas nas minhas.

"Talvez. Eu acho que não importa. Quero dizer, talvez eu seja malvada. Eu não posso mudar agora."

"Você não é malvada, Bella. Você é um soldado. Não no sentido tradicional, mas você faz o que é preciso para proteger a sua Nação. Uma pessoa cruel não é capaz de amar. E eu sei que você me ama. Você é apenas muito boa no que faz. Você se satisfaz em matar. A maioria dos grandes guerreiros também se sentiam assim."

"Eu não sou uma guerreira. Sou uma assassina." Eu senti seu sorriso.

"Disse a garota de invadiu e conquistou a Reserva de La Push e abateu metade do exercito pessoal de Cortez."

"Como você escolhe quem você vai matar Garrett?"

Isso foi inesperado.

"Como eu escolho?"

"Sim. Quando você se alimenta? Você escolhe uma menina bonita que passa por você ou um cara grande que parece ter mais sangue? Como você escolhe de quem você vai se alimentar?"

"Oh. Não, eu tento procurar um pouco. Ver quem está sendo desobediente. Eu tenho uma coisa tipo Papai Noel rolando. Eu prefiro matar pessoas ruins como uma regra geral. Ao menos aqueles que eu considero ruins."

"Você não se alimenta com freqüência. Você não gosta de matar."

Eu respirei fundo.

"Não, Bella. Eu não gosto de matar humanos não importa o quão malvados eles sejam. Você quer saber por que?"

"Porque você é uma pessoa melhor do que eu sou?" Ela sorriu.

"Não. Eu não gosto de matar humanos porque não é nenhum desafio. Eu prefiro lutar e matar outros vampiros."

Isso prendeu a atenção dela.

"Você lutou com outros vampiros?"

"É claro. Eu amo a luta. Eu conheci Peter Whitlock e seu criador, Jasper Whitlock, ou Hale como você o conhece, durante as Guerras Vampíricas do Sul. Jasper era o melhor. Peter também era bom. Eles pareciam caras divertidos. Eu me juntei a eles por algumas guerras. Nós nos divertimos. Eu não tenho nenhum poder como empatia. Eu não posso ler mentes ou ver o futuro. Mas Bella, eu posso lutar. Eu posso matar. Sou muito bom em ambos. Se você estiver se perguntando, sim, eu me divirto pra caramba. Eu sou tão assassino quanto você é. Eu sou tão bom nisso quanto você é. Nós somos o mesmo. Estamos apenas jogando o mesmo esporte em ligas diferentes agora."

Ela estava deitada em silencio por um tempo e eu achei que tinha pegado no sono.

"Então você não acha que eu sou malvada?"

"Não Bella. O que você acha?"

"Não ligo muito, eu só quero que você me ame."

"Então você deveria estar bem feliz porque eu te amo muito."

Eu não ouvi mais nada. Sua respiração se aprofundou e diminuiu. Ela estava dormindo. Sua cabeça estava no meu peito e eu comecei a correr meus dedos pelo seu cabelo como fazia toda noite.

Na manhã seguinte, após o café que felizmente consegui evitar, eu estava me preparando para ir pescar com Bella e Charlie. Bella se recusava a pescar. Ela disse que a idéia de enganchar a boca de um peixe e arrastá-lo para um barco parecia cruel.

Eu tive uma idéia de que se nos sentássemos em uma arvore e atirássemos no peixe a 300 jardas de distancia ela adoraria a atividade.

Nós estávamos carregando o carro quando um sedan preto parou. Um jovem vestido em um terno cinza e gravata vermelha saiu do carro. Ele tinha cabelos loiros curtos e dentes brilhantes.

"Todd?" Bella perguntou, sua voz confusa.

"Bella." Ele abriu os braços e ela correu para ele. Charlie me deu um 'que porra é essa' olhar e eu levantei os ombros.

"Esse é o seu pai?" Todd perguntou.

"É claro. Venha conhecê-lo. Pai esse é Todd Merker. Nós trabalhamos juntos."

Charlie apertou sua mão.

"Um prazer conhece-lo Todd. O que te trás a Forks?" Charlie já estava suspeito desse cara. E eu também.

"Na verdade Bella isso não deve demorar. Capitão Brooks queria que nós víssemos alguns relatórios que recebemos recentemente."

"Você não podia tê-los enviados por email ou fax?" Eu perguntei.

O loirinho virou na minha direção.

"Quem é você?"

"Me desculpe, Todd. Esse é Garrett. Ele é um antigo amigo meu." Um amigo? Mas que porra?

"Garrett. Você tem sobrenome?" Alguns na verdade. Algo me diz que Todd tinha mais nomes do que eu.

"Não. Não tenho. Um nome tem funcionado bem por enquanto." Eu lhe disse

"Bom, nós não enviamos documentos do governo por email ou fax. Eu estava por perto então Capitão Books me pediu para parar por aqui e te encontrar Bella."

"Todd, por que nós não entramos e vemos esses relatórios. Pai, nós vamos ter terminado quando vocês voltarem e então podemos limpar esses peixes e eu posso fritá-los para você." Bella olhou para mim e assentiu, sorrindo.

"Huum... tudo bem. Hã, Garrett, por que nós não vamos indo e deixamos Bella trabalhar."

Eu encarei Bella, mas ela apenas piscou para mim.

Ela obviamente conhecia esse cara. Era ele um dos inomináveis 6? Eu nunca perguntei se foi um cara 6 vezes ou 6 caras uma vez cada.

"Foi um prazer conhecê-lo Todd. Espero te ver de novo." Ele girou e sorriu mas seu sorriso caiu quando ele olhou nos meus olhos.

Charlie e eu saímos e eu vi Bella e Todd entrando na casa de Charlie.

Capitão Brooks. Deve ser ter sido o chefe de Bella que o enviou. Aquele Kevin. O Kevin que está tentando achar o informante que pegou o endereço de Bella. O Kevin que Bella diz ser o único que contata ela sobre missões ou qualquer outra coisa. O único cara sem ser Charlie e Eu que ela confia completamente. Ele nunca enviaria alguém para falar com ela.

"Charlie..."

"É, eu sei. Esse cara aparecendo assim não parece certo e nem você ter sido rebaixado ao cargo de amigo. Especialmente considerando que vocês dois dormem juntos toda noite depois que você acha que eu estou dormindo."

"Exatam... espera, o que?"

"Nós estamos voltando." Charlie retornou com seu carro de patrulha e dirigiu de volta para casa em uma velocidade acima do limite. Eu poderia correr, mas não tenho certeza se teria ajudado em alguma coisa.

Bella estaria bem. Eu não deveria ter saído. Mas ela estaria bem. Parecia confortável com o cara. Devia confiar nele. Mas, ela confiava nele... Nós paramos na casa e eu imediatamente vi que a janela da frente havia sido quebrada. Nós só estivemos fora por dez minutos.

Eu cheirei sangue. Muito sangue. Eu corri para a porta e abri, Charlie logo atrás de mim. Oh, Deus. Ela estava no chão. Coberta de sangue. Montada no que parecia ser o corpo morto de Todd. Com uma faca na sua mão, pingando sangue.

Ela estava respirando fundo. Sorrindo. Ela olhou para cima e nos viu.

"Papai, isso não é o que parece."

BPOV

Eu observei meu pai e Garrett saírem. Eu precisava descobrir quem sabia o que. Garrett o protegeria. O sorriso que eu tinha enfiado no meu rosto durante a chegada de Todd desapareceu. O dele também.

"Você quer morrer no lado de fora ou de dentro da casa Bella? De qualquer maneira, vá em frente." Ele já havia sacado sua arma enquanto eu sorria para Charlie.

"Eu acho que vamos entrar. Talvez eu possa de oferecer uma xícara de café antes de você me matar?"

"Não, eu estou com pressa. Eu tenho que cortar sua cabeça fora e levar para os Cortez e pegar minha recompensa."

"Então por que você mandou o russo atrás de mim Todd? Por que não fazê-lo você mesmo?" Eu andei para a sala de estar e o ouvi fechando a porta atrás de mim.

"Eu achei que ele faria a parte difícil, eu o mataria e coletaria meu dinheiro. Ele não tinha idéia para quem estava trabalhando. Mas é claro, se você quer algo bem feito, precisa fazê-lo você mesmo. De joelhos Bella."

Todd e eu treinamos juntos. Nós começamos ao mesmo tempo. Ele é bom. Quase tão bom quanto eu. Sua falha era que ele sempre pensou ser melhor do que eu.

"Eu não posso acreditar que você está traindo o seu país por dinheiro, Todd."

"Não estou traindo o meu país. O Cartel apenas quer você morta. Eles não dão a mínima para segredos nacionais. E essa é uma oportunidade boa de mais para deixar passar Bella. Além do que, Kevin não sabe nada sobre mim. Ele está correndo atrás do próprio rabo na agencia tentando descobrir quem enviou o free atrás de você. Eu triangulei seu telefone na ultima vez que ele ligou e te achei aqui. Agora, imagine a pequena sangue-frio Bella Swan tendo uma família e infância e tudo mais. De joelhos Bella. Isso pode ser rápido e indolor."

Eu me ajoelhei devagar mantendo minhas mãos no alto.

"Todd, você realmente não deveria chamar Kevin de burro."

"Por que? O idiota não faz a menor idéia."

"É, talvez. Mas ele me mandou uma mensagem ontem dizendo que seu telefone havia sido rastreado como ele pensava e que você provavelmente estava vindo fazer uma visita. Tenho novidades para você Todd. Isso não será rápido nem indolor."

Eu rolei para minhas costas e chutei sua arma para longe. Ele atirou, mas a bala acertou na janela da frente ao lado da porta ao invés de no meu abdômen onde deveria estar a um segundo atrás.

Eu corri e me joguei atrás do sofá. Ele se recuperou e começou a atirar no sofá. Eu me arrastei até o final e alcancei embaixo do sofá. Senti minha recém comprada 12 Gauge. Pegando ela eu alcancei por cima do sofá sem olhar e atirei na direção de onde os tiros estavam vindo. Eu coloquei outra cápsula e atirei de novo.

Os tiros pararam. Eu havia serrado 4 polegadas do cano da espingarda fazendo um estrago maior. Eu achei que seria bastante útil em situações como essa. Porra era barulhenta pra caramba. Isso chamaria a atenção dos vizinhos.

Eu puxei a arma presa no meu tornozelo e andei até a poltrona. Eu vi suas pernas espalhadas do outro lado. Não estavam se movendo. Sangue estava escorrendo no chão. Foi atingido. Mas não estava morto. Ele sempre foi horrível em se fingir de morto. Ele deve ter sido atingido no torso. Não na espinha. Suas pernas estariam se mexendo.

Aí está. Eu dei um passo. Ele carregou a arma. Deveria ser mais silencioso Todd. Eu atirei na poltrona e ele pulou do outro lado.

Sua camisa parecia ter sido desfeita com a espingarda. Sua gravata estava faltando à parte de baixo. De baixo dessas roupas ele estava uma bagunça. Ele não estava morto agora, mas não faltava muito.

Eu notei isso em meio segundo. Eu atirei. Ele atirou. Eu mirei em seu peito e acertei a mão da arma logo após ele ter atirado em mim. Eu senti o impacto no meu ombro. A sensação de ardência me disse que ia deixar uma cicatriz, mas eu ainda estaria móvel. Meu tiro arrancou a arma da sua mão. Eu esperava que ele a pegasse com a outra, mas Todd fez o inesperado. Ele me atacou.

Eu tomei o bruto do impacto na minha barriga e deixei ele me derrubar para não perder o ar nos meus pulmões. Infelizmente eu derrubei minha arma. Ele puxou uma faca e a enfiou na minha coxa esquerda. Eu gritei.

Isso dói pra caralho!

"Seu filho da puta! Eu vou arrancar o seu pau fora!"

Eu acertei meu cotovelo na sua cabeça e ele girou a faca na minha perna. Eu acertei seus olhos e ele me bateu na garganta. Finalmente ganhei apoio no sofá o suficiente para chutá-lo longe. Ele rolou para trás e aterrissou no chão. Eu pulei em cima dele, caindo na sua cintura, a merda da faca enterrada na minha coxa. Ele tentou agarrar a minha garganta, mas eu me esquivei.

Só tem um jeito de fazer isso. Eu agarrei o punho da faca na minha coxa e puxei. Porra, isso dói.

Seus olhos se arregalaram quando ele viu a faca. Eu sorri por alguma razão. Acho que estava certa. Eu realmente amo isso.

Eu desci a faca entre sua defesa inútil com as mãos e o acertei na garganta. Puxei de volta e acertei o peito. Bingo. De repente eu percebi que estava esfaqueando ele repetidamente. Esfaqueando um homem morto. Ele estava mais morto do que a morte. Eu trouxe a faca na altura dos meus olhos e a observei. Eu precisava sorrir. Eu sobrevivi.

Eu ouvi um barulho. A porta. Eu girei para ver se Todd tinha outros amigos. Oh merda.

"Papai? Isso não é o que parece."

Eu levantei e quase cai de novo. Garrett me segurou.

"Bella o que aconteceu? Onde está machucado?" Ele sussurrou no meu ouvido.

"Só um arranhão de um tiro no meu braço direito. Facada na minha coxa esquerda. Não está sangrando muito, mas dói bastante. O restante do sangue é dele."

Eu olhei para cima e vi meu pai encarando a sala. Eu olhei ao redor e pude apreciar o que ele estava vendo. Buracos de balas. Vidro quebrado. Gesso arrancado da parede onde a espingarda atingiu. Fios de sangue pelo chão. Oh, e o homem morto no chão que havia sido alvejado e esfaqueado além do reconhecimento.

"Pai, eu vou explicar tudo em um segundo. Eu só... eu preciso do meu telefone. Tenho que fazer uma ligação."

Papai simplesmente assentiu e continuou me encarando, as paredes, o chão, o corpo, eu...

Ele atendeu no primeiro toque. Garrett me pegou no colo para tirar a pressão da minha perna.

"Menina, o que está acontecendo? Você o viu?"

"Ele me achou Kevin. Parece que ele triangulou minha localização. Estava agindo sozinho. Era ambicioso de mais. Ele admitiu ter enviado o free. Você estava certo Kevin. Ele era o único que poderia ter a habilidade e o conhecimento, que poderia nos trair e estar no local e momento certo para saber tudo."

"Que merda menina, você está bem?"

"Sim. Arranhão no braço e facada na coxa esquerda. Nada para me manter longe da ação por muito tempo. Mas eu vou precisar de uma equipe de limpeza rápido."

"Você vai ter que lidar com a policia Bella? Pra quem eu preciso ligar primeiro?"

"O... meu pai está aqui. Eu huum, acho que ele está percebendo que tem alguma coisa estranha acontecendo. Ele pode lidar com a policia. Eu vou lidar com ele. Apenas tire o corpo daqui e faça a equipe limpar o sangue. Eu vou consertar o gesso e repor a mobília eu mesma. Rápido Kevin."

"É pra já, menina. Me ligue quando você for liberada."

Eu girei e vi meu pai apenas me encarando e não ao corpo.

"Bella, você quer me dizer alguma coisa?"

"Não de verdade. Nós deveríamos ir lá pra fora. Você vai precisar manter seus policiais longe pai."

"Eu não posso fazer isso! Tem um cara morto logo ali! Você foi esfaqueada! Mas que merda Bella! Eu tenho que investigar. Isso não vai sumir!"

"Na verdade pai vai sim. Não haverá investigação. Não haverá um homicídio porque em menos de dez minutos a identidade desse homem será apagada e será como se ele nunca tivesse existido. Seu corpo será levado e queimado e, só para garantir, queimado mais uma vez até que nada reste. Isso é um assunto de segurança nacional. É melhor deixar os caras que estarão aqui em pouco tempo lidar com isso. Eu vou cuidar dos reparos. Vamos só, esperar até que eles cheguem e então ir pegar alguma comida ou algo do gênero e eu vou explicar um pouco do que eu faço. Tudo bem pai?"

Eu desci dos braços de Garrett e me encolhi quando meu peso pressionou minha perna esquerda.

"Bella você precisa ir para o hospital! Você está machucada." Charlie disse.

"Sim. Pai mantenha seus policiais fora daqui. Quando meus homens chegarem nós vamos e eu vou ser examinada."

Meu pai assentiu e saiu da casa. Eu podia imaginar a confusão que ele está sentindo agora.

"Eu não estou muito feliz com você nesse momento." Eu o ouvi sussurrando no meu ouvido.

"Eu sei baby. Mas eu precisava tirar meu pai daqui e não tinha outro jeito dele ir se nós dois ficássemos. Alem do mais, eu tinha tudo sob controle. Sem problemas."

"Você está mancando. Por causa de uma facada. Você foi quase atingida. Varias vezes pelo que parece."

"E eu ainda estou aqui. Andando, falando e respirando. Você precisa sair?"

"Sair?" Ele perguntou.

"Sim. O cheiro do meu sangue está de deixando maluco? Você precisa se afastar de mim?"

Garrett riu.

"Bella eu não vou pra lugar nenhum longe de você de novo. A única coisa que me importa sobre o seu sangue é ter certeza que ele continue passando pelo seu coração."

Eu me inclinei e o beijei. Era um beijo muito bom até que eu ouvi Charlie arranhando sua garganta.

Eu olhei e vi 6 carros de policia atrás dele.

"O que você quer que eu fale para esses caras Bella?"

"Um terrorista atacou sua filha que estava carregando documentos confidenciais. O terrorista está morto. Assunto de segurança nacional. Sem mais perguntas."

Charlie assentiu e andou até seus policiais. Garrett levantou uma sobrancelha.

"Boa história."

"Valeu. Agora precisamos ir para algum lugar antes que a equipe de limpeza chegue. Eu não quero que te vejam."

"Tudo bem, mas eu vou ficar com você no hospital."

"Não aceitaria de qualquer outra forma soldado."


N/T:Eita! Charlie viu a Psicobella! E agora?

Comentem e quem sabe eu não consigo postar um cap antes! Caso não consiga, até terça!