Eu não morri não galera. Nesse tempo que eu estive ausente foi por causa da minha agenda nesse final de ano, assim eu não pude fazer postagens ultimamente, porém nesse fim de ano garanto que vou recompensá-los. Boa Leitura.

"A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega

No momento em que eu queria ver

O segundo que antecede o beijo

A palavra que destrói o amor

Quando tudo ainda estava inteiro

No instante em que desmoronou

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for

Cuide bem do seu amor

Seja quem for

E cada segundo, cada momento, cada instante

É quase eterno, passa devagar

Se o seu mundo for o mundo inteiro

Sua vida, seu amor, seu lar

Cuide tudo que for verdadeiro

Deixe tudo que não for passar

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for

Cuide bem do seu amor

Seja quem for

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for

Cuide bem do seu amor

Seja quem for." A medida que a voz de Kaito diminuía as pessoas se juntavam ao cantar o refrão da música, todo o local estava num clima romântico com os casais se beijando e trocando caricias entre si.

"Bom trabalho Kaito, pausa de 20 minutos." O chefe falou.

"Obrigado." Ele respondeu caminhando até um dos bancos do bar e se sentando.

"Até que você canta bem" Kagari disse do seu lado.

"Um comentário positivo vindo de você que coisa rara de se ver." Kaito comenta.

"E você tem uma língua afiada como sempre." Kagari fala.

"Agora sim parece ser mais com você." Kaito disse.

"Certo. De qualquer jeito Kaito por que essa hostilidade contra mim?" Kagari questiona.

"A resposta é simples. Você é muito simples, por isso você é chato." Kaito responde.

"Eu sou simples?" Kagari pergunta.

"Sim você é e melhor ainda vou explicar em palavras que você entenda. Você tem uma grande magoa sobre si mesmo, por causa de alguém e assim você o odeia com todas as forças. Você se imagina como se fosse uma chama prestes a se apagar e como o último calor que ainda lhe resta espera pelo menos fazer uma queimadura nessa pessoa que você tanto odeia, embora você mesmo sabe que será impossível de tocá-lo." Kaito diz seu diagnostico completo para um Kagari assustado.

"Como você pode saber disso?! Ele te mandou não foi?" Kagari fala defensivamente.

"De quem você está falando Kagari? Eu só dei um pequeno tiro e acertei no alvo certo, por isso eu disse que você é chato quando foi exposto de tal maneira que já se voltou para a defensiva pensando que eu estou do lado do seu inimigo." Kaito respondeu.

"Como você descobriu tanto de mim?" Kagari pergunta.

"A partir de suas conversas. O tom depressivo ao falar da vida, o duvidoso sobre si mesmo e a constante adoração ao fogo que sugere tanto uma alma indomável e poderosa quanto uma alma presa e prestes a se esgotar deixando apenas cinzas." Kaito responde.

"Sinceramente eu não posso acreditar que logo você possa traçar o perfil de alguém assim com tão poucos detalhes." Kagari disse.

"Eu fiz psicologia na Todai, além disso eu tenho 2 especializações e um doutorado na área." Kaito fala.

"Você está brincando? Você não tinha 21 ou 22 anos?" Kagari questiona.

"Mas eu sou um gênio, eu entrei na Todai com 18, depois eu abandonei o curso e entrei de novo no ano seguinte para psicologia. Terminei o curso em 1 ano depois eu passei 6 meses desenvolvendo trabalhos o que me rendeu esses títulos, contudo logo depois veio a crise econômica e as pessoas primeiro cortam gastos desnecessários com a saúde e eu fiquei sem perspectiva futura. E assim nasceu o vagabundo músico de Rua chamado Kaito, pense numa vida boa." Kaito responde.

"Whoa. Que pena." Kagari disse.

"Pouco importa agora, eu realmente aprecio essa liberdade e como as pessoas falam comigo." Kaito afirma.

"Por que você diz isso?" Kagari pergunta.

"Quando eu estava no curso tive que ouvir muito as pessoas falando de seus problemas e coisa e tal, a partir daí é fácil traçar um perfil superficial de alguém, contudo isso é uma interação forçada." Kaito responde.

"Sendo assim as pessoas tem sempre algo que preferem esconder e não lhe permite traçar um perfil completo." Kagari diz.

"Isso é um bom motivo, no entanto eu posso incluir problemas familiares também. Meu pai me mandou um convite e queria que eu trabalhasse com ele num projeto, eu recusei é claro. Ele nos abandonou quando éramos crianças e fez isso apenas pois se interessou pelas minhas habilidades, desse momento em diante eu abandonei todas as minhas pesquisas com medo que ele pudesse as usá-las." Kaito explica a ele.

"Você faz parecer como se seu pai fosse um monstro." Kagari fala.

Kaito acenou com a cabeça e disse. "Tem razão ele é um monstro e por isso que eu irei..."

"Kaito!" Uma voz feminina chamou, logo os dois garotos se viraram na direção de uma menina de cabelos negros.

"Yukari você aqui?" Kaito pergunta.

"Eu fui até sua casa hoje a tarde, mas sua esposa disse que você estava trabalhando. Então eu vim aqui." Yukari responde, seu olhar caminha até Kagari e ela o reconhece. "Não é você que mora com o meu irmão Minato?"

"Sim, é um prazer em vê-la Yukari." Kagari diz reconhecendo a menina.

"Então você mora com Minato? Você nunca me disse isso Kagari." Kaito acusa.

"Desculpas por isso Kaito eu não sabia que você é o irmão dele." Kagari falou.

"Kaito fim do intervalo." O Chefe gritou para ele.

"Porcaria. Sinto muito por isso Yukari." Kaito diz.

"Não tem problema Irmão, eu sabia que seria assim ao vir ao seu trabalho." Yukari fala.

"Agora que ele se foi o que você vai fazer?" Kagari perguntou.

"Talvez voltar para a casa ou talvez pudéssemos conversar Homura." Yukari diz.

Homura(Kagari) congela ao saber que foi descoberto tão fácil pela menina que ele salvou no dia anterior, embora seu disfarce não fosse tão bom ele havia conseguido enganar uma grande quantidade de pessoas. Pena que ela não foi um deles. Ele se recompôs e falou. "Eu posso lhe fazer companhia até sua casa Yukari, as ruas de Tóquio são perigosas."

"Obrigado pelo convite, vamos?" Yukari diz e os dois se levantam para irem embora.

"Então Yukari como você descobriu?" Homura pergunta.

"Uma simples máscara preta que cobre apenas metade do rosto não engana ninguém, além do mais nenhum garoto pode escapar do meu radar de Bishounen." Ela declara.

Homura se assusta com a última declaração da menina. "Vocês Sahashi realmente são alguma coisa. Sua mãe me tem como um escravo, seu irmão mais velho importuna com minha vida e faz diagnósticos médicos contra a minha vontade. Apenas Minato parece ser normal de vocês."

"Espera você disse a mamãe?" Yukari pergunta.

"Sim, já que você também faz parte do plano não há motivos para esconder isso, mas sua Mãe é a Chefe do Departamento de Pesquisa da MBI, ela é a vice-presidente da empresa e uma das pessoas envolvidas no plano Sekirei." Homura explica.

"Você está brincando?" Yukari diz.

"infelizmente não." Homura fala.

"O que há de errado com a nossa família, graças a Deus que tanto Minato quanto Kaito não estão envolvidos nessa desgraça." Yukari disse.

"Você se importa muito com eles." Homura declara.

"Eles são a minha família no final, Kaito no seu jeito duro de ser de passar por cima das situações e sempre nos apoiar e Minato com seu grande coração não medindo os esforços para ajudar os outros. Os dois são muito preciosos para mim." Yukari diz.

"Você também tem um grande coração." Homura afirma.

"Obrigado." Yukari fala, nesse momento ela e Homura olham para cima para verem helicópteros voando por toda a cidade.

"O que está havendo? São muitos?" Homura pergunta, nesse momento seu telefone toca. "Alô. Takami?"

"Você está falando com a mamãe?" Yukari pergunta.

"Sua filha está comigo. Tá bom. Yukari chegue aqui para ouvir também." Homura disse e os dois ficaram de cabeças juntas no som do celular.

"Yukari sinto muito por descobrir desse jeito, mas ainda por você está envolvida nesse plano idiota." A voz de Takami falou com remorso pelo celular.

"Não precisa disso mãe, no final foi minha decisão participar." Yukari respondeu.

"De qualquer maneira vocês dois se quiserem sair da capital essa noite é a sua última chance, o segundo estágio irá começar." Takami disse.

"O Segundo estágio?" Homura perguntou assustado.

"Nessa fase do plano as tropas da MBI irão cercar toda a cidade, será impossível escapar de Tóquio depois que isso acontecer. Além disso, a cidade irá se tornar uma zona de batalha entre as Sekireis e o plano será de conhecimento comum." Takami explicou.

"Por que ele irá começar agora?" Yukari questionou.

"Por que faltam apenas 11 Sekireis a serem aladas, Homura você tem que ter cuidado agora nenhuma das facções do Leste, Oeste e Sul irão poupar esforços para terem as últimas Sekireis. Vocês dois tomem cuidado." Takami explicou desligando o telefone.

"Quer dizer que você ainda não foi alado?" Yukari pergunta.

"Não vamos conversar sobre isso." Homura falou irritado.

"Mas Homura?" Yukari disse.

"Não! É impossível eu ser alado. Ninguém irá reagir a mim." Homura declarou.

Nesse momento o coração de Yukari bateu mais forte e ela sentiu alguma coisa mudar dentro dela, ela deu um passo para frente e o segurou. "Então eu irei reagir a você."

"O que?!" Ele gritou espantado.

"Eu irei reage a mim Homura." Ela afirmou, com essas palavras o fogo dentro dele começou a sair do controle e lhe cercar.

"Não! Eles estão saindo do controle de novo! Por favor saia." Ele implora.

Yukari se abaixa até ele e o abraça. "Não diga isso seu idiota, você é importante para o Minato, para o Kaito, para a Mamãe e agora para mim e eu não posso deixar você desaparecer."

"Yukari." Ele diz.

"Eu não posso lhe deixar assim seu idiota." Com essas palavras ela pegou sua cabeça e o beija forçando um par de asas vermelhas saírem de suas costas e os cercarem com uma luz brilhante.

"Essas são as chamas da minha promessa, queime o carma do meu Ashikabi." Homura recitou.

Vocês podem reclamar que este capítulo ficou um pouco curto, pois realmente ficou. Originalmente era para ser um capítulo duplo com duas histórias paralelas, mas eu prefiro separá-las. Se gostaram por favor marquem a história como favorita e o autor também, você contribuirá muito para o crescimento desse fanfic. Feliz Natal a todos e um Próspero Ano Novo.