Disclaimer: VK pertence a Hino-sama, assim como essa fic à Jacqueline Sampaio

Disclaimer: VK pertence a Hino-sama, assim como essa fic à Jacqueline Sampaio.

Não é mais um romance literário

Capitulo 7

-Yuuki? Você já levantou? Vai se atrasar assim mocinha! –Mamãe dizia próxima da porta de meu quarto. Com o barulho despertei ainda sonolenta.

-Já acordei mãe! –Levantei, vendo o horário no despertador. Praguejei. Cheguei em casa as duas, dormi às três da manhã e agora era obrigada a acordar as sete. Apenas quatro horas de descanso.

-Yuuki, eu e mamãe vamos para a universidade. Ela preparou o seu café está bem? –Disse meu pai do lado de fora do quarto.

-Tudo bem pai. –Tentei falar com moderada potência na voz. Voltei a me deitar. Estava exausta! Senti algo próximo a mim, era o paletó dele. Ah o seu perfume, a maciez do tecido! Aquela peça de roupa confortava-me para o fato de não ter Zero por perto. Abracei aquele paletó.

-Yuuki... Estou boquiaberta! Você tem muita sorte garota! –Dizia Yori depois de ter relatado todos os acontecimentos da noite anterior.

-Sorte? Sinto que me meti em uma roubada Yori. Envolvendo-me com um tipo como ele... Sei muito bem onde vou parar.

-Não seja tão pessimista! Tenho certeza que Kiryuu vai procurá-la!

-Não sei Yori. –Eu não sabia. Ele parecia ser inconstante. Eu estava certa. Cinco dias sem ter noticias de Zero, a não ser em programas de fofocas. O novo boato era de que estava tendo um caso com uma modelo de nome Seiren. Desliguei a televisão aborrecida.

-Yuuki, por que desligou? Estava assistindo.

-Me admiro de você mãe, assistindo um programa como esse! Não tem nenhum pouco de credibilidade!

-Ah Yuuki é sempre bom saber o que acontece com os famosos! Ah! Eu comprei todos os livros de Zero Kiryuu pela internet. Acho que chegará logo. Você terminou de ler os três livros que lhe emprestei?

-Para dizer a verdade mãe ainda estou lendo o primeiro.

-Yuuki você é tão lenta!

-Mãe eu vou para o quarto. Tenho que estudar.

-Tudo bem. –Segui para meu quarto. Tentei parar de ler o livro dele, mas a historia era deveras envolvente para encostar o livro. Eu tentei esconder de minha vista seu paletó, mas todas as noites, quase que inconscientemente, eu o pegava e dormia abraçada a ele. Mas eu sabia: tinha de impedir que aquele sentimento por ele crescesse em mim, não havia futuro para o que tínhamos. Eu era um brinquedo para ele e como todo o brinquedo um dia ele se enjoaria e eu seria deixada de lado. Creio que esses cinco dias mostram que Zero já se enjoou de seu brinquedinho.

Ah como eu queria não ter tido nada com ele! Realmente era isso que queria? Estaria mentindo para mim mesma se negasse que adorei ter meu primeiro beijo com Zero, sentir aquelas mãos em meu corpo... E mesmo desejando mais e mais daquela situação eu tinha de tomar uma decisão. Ao anoitecer dobrei o paletó que até então estava embaixo de meu travesseiro e guardei no meu armário, deixei de ler seus livros devolvendo-os para minha mãe. Inventei uma desculpa qualquer alegando que eu não poderia perder tempo lendo coisas não relacionadas à escola. Já havia completado uma semana desde o nosso encontro e parecia que meu coração havia se acalmado, mas isso por que não sabia o que me esperava na manhã seguinte.

-Já estou indo.

-Tenha um bom dia querida. –Disse meu pai ainda sorvendo chá. Fiz meu caminho costumeiro para a escola, sentia-me melhor. Zero começava a sair de meus pensamentos fosse pela minha força de vontade, fosse pela proximidade das provas. E todo meu esforço para deixá-lo fora de minha mente se deteriorou quando senti meu celular vibrar. Estranhei o número, não era conhecido.

-Alô?

-Deve estar indo para a escola não é?

-Quem está falando? –Eu sabia quem era, mas preferi mostrar descaso.

-Já se esqueceu de mim garota? –Agora ria debochado.

-É conheço essa risada. Zero Kiryuu. O que quer?

-Sabe onde fica o hotel Kumamoro?

-Sei. Próximo daquela Editora onde o encontrei. Por quê?

-Por que quero que venha aqui. Quarto 804. –Desligou. Fiquei sem reação. Ele me convidava para ir ao quarto de hotel onde estava? Para que afinal? Por causa do paletó que havia ficado comigo? Quis me convencer de que era esse o motivo. Voltei até em casa, felizmente meus pais já haviam ido. Peguei seu paletó. Pensei se iria para a escola ou não. E por mais que quisesse ser a Yuuki racional e obediente quando se tratava de Zero eu não conseguia.

Sabia os problemas que iriam me acarretar indo até ele, mas como se estivesse hipnotizada segui para lá. Nem precisei me identificar, Zero já havia avisado a portaria minha chegada. Ainda permaneci alguns minutos sentada em uma poltrona na recepção admirando a decoração daquele hotel. Sem duvida Zero devia ser abastado financeiramente.

"-Bem eu... Eu apenas irei devolver o paletó." –Dizia para mim mesma enquanto adentrava o elevador. A cada minuto sentia meu coração tripudiar, não queria admitir, mas sentia uma estranha necessidade de vê-lo. Bati timidamente a grande porta já fazendo o caminho de volta como se ninguém estivesse lá. Ouvi um "entre" e segui contrariada para dentro do apartamento. Ele estava sentado em um grande sofá branco, digitava algo em seu notebook. Fiquei prostrada na porta durante pouco mais de três minutos olhando-o. Usava calça jeans azul marinha, camisa de mangas longas da cor branca, os pés descalços. Continuou sua tarefa e, olhando-me rapidamente, fez menção com as mãos para que me aproximasse. Sentei um pouco afastada olhando para o carpete que cobria o chão. Estava desconfortável e Zero certamente soube disso.

-Eu trouxe seu paletó.

-Estou vendo.

-Então tome. –Estendi a peça de roupa para ele. –Eu preciso ir. Se voltar rapidamente conseguirei assistir algumas aulas.

-Não chamei você aqui para deixar o paletó e ir embora. –Agora ele desligava o notebook. Suas palavras me fizeram estremecer, de expectativa ou medo? Só descobriria ao sair dali. –Pegou o paletó jogando-o em cima de uma poltrona, aproximou-se de mim. Vi em sua figura a de um leopardo querendo atacar um pobre cervo. Creio não precisar dizer quem era o leopardo e quem era o cervo.

-Estava com saudade de meu brinquedinho. –Ele sussurrou em meu ouvido, mordiscou minha orelha. Logo mais senti beijos sendo distribuídos em meu pescoço. Arfei com aquela carícia, mas eu tinha de fazer algo e fiz.

-PARE! –Eu o empurrei. –O que acha que sou? Eu si vim entregar o paletó! Até mais ver, senhor Kiryuu! –Levantei-me sendo puxada bruscamente para o sofá.

-Quer mesmo que acredite que deixou de freqüentar suas aulas podendo ter sérios problemas com seus pais e seguiu de ônibus para cá apenas para devolver o paletó? –Não consegui encará-lo. Comprimi os olhos olhando fixamente para o chão, teria de mentir.

-Sim Zero. –Ele riu.

-Sabe... Quando você mente comprime os olhos e olha para um ponto fixo no chão.

-QUÊ? –Ele havia descoberto algo que apenas Kaname sabia. Aquilo me deixou assustada. Senti-me desprotegida diante daquele homem. Ele pareceu saber que estava aterrorizada com o fato de que ele havia descoberto quando minto.

-Não se preocupe. É que sou perceptível demais para o que está ao meu redor. Até que você sabe disfarçar quando mente. –Agora se ajeitava no sofá olhando para o teto. –Então o que quer fazer senhorita Yuuki? Quer ir embora?

-Eu... –Queria simplesmente deixar aquele lugar e abandonar as estranhas sensações que Zero causava em mim, mas seria o mesmo que querer abdicar de oxigênio. –Sabe eu não tenho para onde ir por hora então... Posso ficar aqui Zero? –Deu seu meio sorriso.

-Claro. O que quer fazer? –O sorriso malicioso brotando de seus lábios. Desta vez ele não venceria!

-Zero... Você é bom em português?

Duas horas depois...

-Então essa regra gramatical se aplica a essa frase... Yuuki acho que chega de dar aulas de português e literatura para você não é? –O rosto aborrecido, eu adorava aquilo.

-Nossa Zero você ensina muito bem! Acho que aprendi mais com você do que com minha professora.

-Se é assim Yuuki eu poderia lhe ensinar coisas mais interessantes... –Os braços apoiando a cabeça na mesa, simplesmente lindo!

-Obrigada Zero, mas de você a única lição que desejo aprender é essa. –Sorri vitoriosa, seu rosto se comprimindo por suas táticas de sedução não funcionarem para comigo.

-De qualquer forma chega de aulas. Isso foi cansativo. Façamos qualquer outra coisa. Você escolhe.

-Hum... Você tem filmes ai?

Duas horas e meia depois...

-Nossa esse filme foi lindo! –Falava enxugando as lágrimas teimosas que insistiam em cair. O filme visto fora "Um amor para recordar".

-Esse filme é um saco, isso sim! –Zero de braços cruzados ao meu lado, a patética cena de uma criança birrenta nele, constatei.

-Mas o filme é seu!

-Não é meu. Uma mulher deixou isso aqui.

-Uma... De suas amantes? –A curiosidade transbordando.

-Isso. –Falou com frieza, mas confirmou. Algo que não me satisfez.

-Então... O que nos... –Ele inclinou-se rapidamente tomando meus lábios com paixão. Rejubilei-me aquele contato deixando-o cobrir meu corpo com o seu, nossos lábios colados, atados. As mãos fortes e macias passeando pela lateral do meu corpo. Eu queria parar antes que me entregasse aquilo, mas não conseguia. E eu perdida mais e mais nos lábios de Zero. Acordo-me de tudo aquilo com meu celular tocando. O empurro e arfante vejo que se trata de Yori, na certa querendo saber o porquê de não ter ido.

-Preciso ir para casa. Se demorar a chegar meus pais perceberão.

-Isso é o que ganho tendo algo com uma pirralha. Sempre tem hora para voltar.

-Desculpe-me senhor Kiryuu se o desagrado com isso!

-Eu vou levá-la. Vou trocar de roupa. –Passou por mim indo para seu provável quarto. Arrumei minhas coisas e olhei para o corredor onde ficava seu quarto. Uma necessidade de vê-lo. E o vi com o peito desnudo, vestia uma camisa de botões, simplesmente divino arrumando-se. Seu celular toca, Zero o atende. Com pesar ouço o que diz.

-Alô? Oi Seiren... Sim eu posso ir até seu apartamento. Também estou com saudades princesa... –Não ouvi mais nada, segui para a porta, para o elevador, para longe dele.

Por que fugi? Talvez fosse a idéia de que ele não era exclusivamente meu. E pelo fato de ser seu brinquedo. E o medo começou a me assombrar, acho que estava sentindo algo por ele. Se não eu não me deixaria levar por ele com tanta facilidade.

Cheguei cedo em casa, liguei para Yori contando o que havia acontecido, quase perdi minha audição com os sustos que ela teve. Yori estava empolgada com o fato de que eu era uma das muitas amantes de Zero, mas eu não compartilhava desse sentimento. Muito pelo contrário, sentia-me deprimida cada vez que pensava em tudo isso. Tomei um bom banho e me recolhi antes mesmo de meus pais chegarem. Queria ter a capacidade de me agredir só para não pensar nele, nos beijos dele, nas carícias dele... Pensava-me até no modo como me ensinou português e literatura. Eu sentia que estava ficando obcecada por ele e simplesmente não poderia fazer nada. Ouço a campainha tocar, na certa meus pais. Levanto-me desanimada, queria sumir!

-Já vai! –Digo descendo as escadas. Abro a porta. Paro. Não acreditei na figura prostrada em minha porta.

-Olá... Yuuki. –Um sorriso que de tão brilhoso ofuscou meu ser.

-Kaname? Kaname!

Continua...

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