City of lovers
AVISO:Essa Fic tem Yaoi. Ou seja, homem com homem, se beijando e tudo mais! . Se você é um leitor que não gosta de Yaoi, volte na setinha ali no canto da tela, jogue um bloco de construção na Fabiana-sama, mas não me encha o saco com reviews reclamando!
AVISO2: Essa fic é em universo alternativo, ou seja, o que minha imaginação mandar ta na historia! E também tem OOC, Ou seja, se você ver algum personagem e falar: OHmeudeus! Ele não era assim no jogo! Significa que fui eu que mudei!
Kingdom Hearts não me pertence! Pois se pertencesse eu estaria ganhando dinheiro! Mas eu sou apenas uma adolescente que jogou o jogo, achou muito fofo e decidiu fazer uma fic! XD
– Isso – é uma fala.
"– isso–" é um pensamento.
OoO. OoO. OoO
Capitulo 7: Vamos acampar
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O ônibus de viagem saia do portão da escola às oito e meia da manhã, dentro dele, os alunos dos primeiros anos estavam rindo, brincando e conversando sobre o acampamento. Esse era o primeiro passeio da escola, os alunos iam ficar uma semana no acampamento, fazendo exercícios de sobrevivência, caminhadas, escaladas e etc.
– Pessoal eu quero que se comportem o melhor possível no acampamento. Não quero que vocês arranjem confusão, e sim isso foi pra vocês dois, Hayner e Seifer. – Xemnas falou se segurando em um banco para não cair com o movimento do ônibus. – E antes que pensem que vão ficar numa boa nesse acampamento, saibam que não é bem assim!– Os alunos param o barulho. – Todas as atividades feitas nesse acampamento valerão nota. – Lá no fundo Hayner se esparramou no banco do ônibus, se ele ia ficar uma semana direto junto com o mala do Seifer e o idiota do John, tinha que pelo menos haver uma briga.
– Isso não vale! – Alguém gritou lá atrás e os outros alunos concordaram.
– Eu não sei como vocês serão divididos, mas o trabalho em equipe e o desempenho de vocês vão contar como um quarto da nota final. – Assim que terminou de falar, Xemnas foi falar com o novo professor de Física, Saïx e Larxene. Pelo menos Ele tinha certeza de que se cair com um dos amigos dele, a nota estaria garantida.
– Não fique assim, por que foi um sufoco a gente convencer o professor pra você vir nesse passeio. – Namine se virou olhando pro amigo do banco da frente.
– Que seja... – Hayner olhou pela janela. Via o movimento dos carros, os prédios se distanciando com o tempo, às vezes olhava pra dentro do ônibus e via alguns colegas conversando, outros jogando bolhinhas de papel, Riku e Sora as se beijavam as vezes, Kairi e Namine cuidavam pra que ninguém visse quando acontecia. Roxas apenas dormia ao seu lado, resmungando algumas coisas.
– Hayner, fique parado agora. – Namine estava virada novamente e apoiava o caderno de desenho nas costas do banco.
– O que está fazendo? – Hayner perguntou encostando a cabeça no vidro.
– Desenhando vocês dois. – a loira vira o caderno, mostrando um desenho inacabado dele e de Roxas. Ele olhava pela janela e seu amigo dormia com a cabeça encostada em seu ombro.
– Mas o quê? – Hayner olha pro lado, vendo Roxas ainda encostado. Ele afasta o amigo sonolento pra longe, fazendo Namine se desanimar.
– Por que fez isso? Eu ainda tava desenhando. – A loira disse em tom choroso. – Tava ficando tão legal.
– Porque parecíamos o casalzinho ali. – Hayner apontou para Riku e Sora no ultimo banco da fileira ao lado. – E eu não gostei disso.
– Do desenho ou do casal?
– Do desenho. – Hayner falou bufando em seguida.
– Ta dizendo que eu desenho mal? – Namine lançou um olhar nada amigável pra Hayner.
– Não. Só estou dizendo que não gostei da cena. – Hayner falou, fazendo Namine se sentar direito, a garota ficou assim por alguns minutos, depois ela se virou e fez uma pergunta nada discreta a ele.
– Hayner, você beijaria um garoto? – Ela perguntou com a maior naturalidade, já Hayner, ao ouvir a pergunta, arregalou os olhos. Esse não era o tipo de pergunta pra se fazer em voz alta, apesar da barulheira dos outros alunos, no ônibus de passeio escolar.
– Como chegamos a esse ponto? – Foi o que ele conseguiu falar. Namine deu os ombros e perguntou mais uma vez.
– E então, você beijaria um garoto?
– Não. – Hayner respondeu firmemente.
– Mesmo que estivesse atraído por ele? – Namine perguntou inocente.
– Eu nunca ficaria atraído por um cara. – Hayner falou a frase exatamente quando todos tinham parado com a barulheira. As palavras "atraído por um cara" pareceram ecoar pelo ônibus, Namine não se aguentou e começou a gargalhar alto, Roxas acordou com as risadas da garota. – Por que o pessoal só fica quieto quando eu vou falar besteira? – Hayner se encolheu no banco, totalmente envergonhado.
– Não sei... Mas foi engraçado... – Namine falou entre risos.
– O que aconteceu? – Roxas perguntou sonolento.
– Nada de mais, pode voltar a dormir. – Namine falou, respirando fundo. A bagunça voltou após o momento constrangedor que Hayner passou. Namine ainda estava virada pra trás e Roxas voltou a dormir. – Mas nunca diga nunca, Hayner. – Namine falou sabiamente. – Aposto que até o fim das férias, você jurava que o Riku e o Sora nunca estariam nessa situação. – A loira apontou pros dois sentados, lá no ultimo banco. Sora encostado no ombro de Riku, agarrado ao braço dele. Os dois conversavam, às vezes se beijavam, trocavam caricias. Hayner sabia que a garota tinha razão, nunca havia sequer pensado em ver os dois assim, juntos, namorando, se beijando.
– Que seja... – Hayner se encostou à janela novamente e voltou a observar a paisagem, sem notar o que acontecia no ônibus.
Namine olhou pro amigo, fez uma careta e virou pra frente. E lá estava Seifer, conversando com Fuu sobre alguma coisa banal. Um dos professores passou e tirou a touca da cabeça de Seifer falando alguma coisa pra ele e em seguida indo embora. – É, eles não dão folga nem nos passeios e... – Ela olhou novamente, Seifer sem a touca era igualzinho ao... Mas seria impossível. – Sora! – Ela chamou.
Sora estava junto de Riku, ele olhou pra Namine, que apontava pra frente. – Namine, eu não to entendendo... – Namine apontava com a cabeça, com as mãos, fazia o Maximo de sinais possíveis para que ninguém mais entendesse. – O quê?
– Vem aqui! – Namine diz irritada. Sora se levanta e vai ao lado dela, que pega o rosto dele e aponta pra onde Seifer e Fuu estavam.
– Namine desde quando aquele cara da aula de culinária é da nossa sala? – Sora estranhou o fato de o garoto estar no ônibus e o mais estranho ainda, de estar falando com a Fuujin.
– Ele é o Seifer! – Namine diz no ouvido de Sora.
–Ele é o-- – Sora fala alto, mas Namine coloca a mão na boca dele primeiro. – Mas como?
– Eu não sei. – Namine ainda olhava pasma pra parte da frente do ônibus. –Mas você não tinha achado estranho ele ter arranjado um senso de justiça do nada?
– Como assim? – Sora perguntou sem entender muito bem.
– Ele me defendeu, por que lá na aula, nós fomos legais com ele! – Namine sorriu.
– Mas nas duas ultimas aulas ele não apareceu...
– Acho que ele teve problemas com a dupla de loiros de novo. – Namine viu Seifer sacar outra touca de algum lugar e colocar na cabeça, substituindo a anterior. A loira olhou-o mais um pouco e depois observou Hayner.
– Ruivo... – Roxas falou, encostando a cabeça no ombro de Hayner, sendo jogado pro lado em seguida. Não sabia por que, mas estava com a sensação de que muitas coisas iam acontecer naquele acampamento.
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Quando eles chegaram ao destino, o sol estava alto no céu. os professores entregaram os alunos para os instrutores para eles explicarem as regras do acampamento.
– Alunos do primeiro ano B, todos aqui na frente. – O inspetor mais alto falou. O pessoal andou desanimado e parou na frente dos dois inspetores. Um deles era alto, com cabelos castanhos escuros divididos em grandes mechas, a outra era mais baixa, tinha os cabelos mais claros que os do outro, mas presos em um coque, ambos vestiam os uniformes. – Todos aqui? Ótimo. – Disse ele satisfeito. – Eu sou Tarzan e essa é Jane, nós vamos ser os principais responsáveis por vocês aqui.
– Nós vamos dividir vocês em grupos, dentro desses grupos haverá duplas, desse modo ficará mais fácil de identificá-los e dividi-los no alojamento ou nas barracas. – Jane sorriu. – Escolham seus parceiros, pois vão passar a semana inteira com ele. – Os dois viram varias pessoas darem os braços uma com as outras.
– Alias, não vai ser permitida uma dupla de sexos opostos. – Varias pessoas se separaram desanimadas. Os dois sorriram um para o outro, antes de darem mais alguma instrução, Xemnas e Larxene foram conversar um pouco com Tarzan e Jane.
– Ih, Hayner, lá vem coisa! – Roxas falou ao lado de Hayner.
– Por quê? – Ele perguntou.
– Com certeza eles devem estar falando sobre como a sala é desorganizada. O Riku e o Sora são o casal gay que mais arranja confusão, Namine e Kairi são as garotas que se sentem responsáveis por cuidar da gente, por isso sempre vão resolver alguma briga, alem do Seifer e da Fuu que não largam do nosso pé. – Roxas explicou.
– E ainda tem o John, que começa uma briga se a gente respirar perto dele. – Hayner falou cansado, aquela escola estava virando praticamente um ringue de luta livre. Os professores terminaram de falar e os dois instrutores continuaram.
– Meninos de um lado e meninas do outro, por favor. – Jane falou indo pro lado em que as meninas se agruparam e começou a dividir os pares e os grupos. Do lado dos garotos, Tarzan pegava pares já feitos, fazia alguns aleatoriamente para concluir os grupos e em seguida distribuía uma faixa colorida onde havia o numero do grupo.
– Ok, agora pro grupo R-1 eu quero... – Tarzan olhou para os garotos, os contou para poder dividi-los direito. Havia dezoito deles. O jeito era dividi-los em três grupos de seis. – Vocês dois... – Ele começou a escolher por um par já feito. – Você e você. – Ele apontou para um garoto sem grupo e para John.
– Coitado. – Roxas falou para Sora, que estava perto deles. O garoto apenas riu um pouco e comentou algo com Riku.
– Você ai, loirinho e magrelo. – O sorriso de Roxas sumiu assim que ouviu a descrição que caía como uma luva nele.
– Eu? – Ele perguntou e Tarzan confirmou. – Mas eu e o Hayner já formamos a dupla! – Roxas falou teimoso.
– Desculpe, mas foi um pedido dos professores. – Roxas olhou pra eles e foi pra frente, completando o grupo R-1. Riku e Sora foram os segundo a serem escolhidos para o R-2. Havia sobrado ele e mais cinco garotos, incluindo Seifer. Só queria ver o que ia acontecer.
– Você aí de touca, aqui pra frente. – Seifer foi sem muita animação. Hayner não queria ser escolhido, não agora. Podia fazer par com qualquer pessoa dali, menos com Seifer. – E você loiro e baixinho. – Definitivamente era com ele. Não havia outro loiro baixinho naquele lugar.
– Inspetor, o senhor pode me colocar em outra dupla? – Hayner perguntou se aproximando.
– Desculpe, mas fui ordenado de colocar vocês dois no mesmo grupo e dupla. – Tarzan falou olhando pra prancheta que segurava em suas mãos.
– Mas, inspetor, a gente se odeia! – Hayner falou olhando mortalmente pra Seifer, que retribuiu o olhar.
– Com certeza eu não quero passar uma semana no mesmo quarto que a loirinha. – Seifer falou com um sorriso de canto.
– Desculpe, mas vocês vão ter que aprender a conviver um com o outro. – Tarzan falou, terminando de fazer o grupo R-3. Definitivamente, aquele acampamento ia ter mais surpresas do que eles esperavam. – R-1 e R-2, vocês vão pros alojamentos. R-3, vocês vão pras barracas.
– Hey, por que o R-1 e o R-2 vão proa alojamentos e nós não? – Seifer perguntou.
– Por que queremos que pelo menos alguns alunos tenham a experiência de dormir sobre as estrelas. – Tarzan tinha o olhar perdido no céu e um sorriso no rosto.
– É um motivo idiota. – Hayner falou. – Tem é gente demais pra pouco alojamento.
– Ta aí algo em que finalmente concordamos. – Seifer falou sem tirar seu sorriso confiante do rosto. Hayner por alguma razão se sentiu constrangido em vê-lo sorrir daquele jeito pra ele. Jane voltou, com as meninas dividias em três grupos com quatro garotas em cada.
– Vamos explicar as regras agora. – Tarzan falou.
– Cada grupo vai ter uma atividade agendada nos próximos dias, ou seja, vamos fazer trilhas, exercícios de sobrevivência, primeiros socorros, gincanas e muitas outras coisas. – Jane diz toda animada, porem o pessoal não pareceu estar da mesma forma que ela. – Enfim, quando vocês não estiverem fazendo essas atividades, o tempo será livre.
– Vocês podem ir ao rio, explorar o lugar. – Tarzan falou. – Mas cuidado na floresta, é fácil se perder nela.
– Por esse motivo, temos regras quanto a isso. – o pessoal desanimou mais ainda. – Se vocês entrarem na floresta e estiverem sozinhos, não saiam da trilha ou vão se perder. Se isso acontecer, não saiam andando por ai, esperem, pois logo um dos instrutores vai buscá-los. – Ela explicou, fazendo-os ficar com medo. – Sobre o rio, não nadem muito fundo. Há muitas pedras que podem prender os seus pezinhos, alem disso, a partir de um certo ponto a correnteza fica forte, então, sempre fiquem junto de um responsável e não vão muito longe. – Assim que Jane terminou de falar do Rio, Seifer sentiu um arrepio na espinha, que Hayner percebeu.
– O que foi isso? – Hayner falou estranhando.
– Nada, loira. – Seifer falou e seguiu o caminho que os instrutores indicaram e os grupos se separaram, Hayner se despediu dos amigos, pois sabia que ia passar uma semana difícil. No acampamento, grupos dos três primeiros anos estavam reunidos com seus instrutores, Kairi e Namine também haviam ficado nas barracas.
– Hayner! – Namine chegou feliz e saltitante. – Vocês também ficaram nas barracas! – Namine olha para os lados procurando alguém. – Cadê o Roxas?
– Eles resolveram me torturar. – Hayner falou apontando para Seifer, que estava um pouco mais a frente. – Desfizeram minha dupla com o Roxas e me colocaram com o Seifer. – Namine olhou incrédula para Hayner.
– Ah, Hayner, qual é? – Namine falou sorrindo – Não colocariam dois rivais como uma dupla.
– Não? Pergunta pra qualquer um aqui. – Hayner falou olhando feio pro atual companheiro de barraca. –Foi uma ordem dos professores ou sei lá... – Ele revira os olhos. Os professores estavam ficando doidos ou o que? Aprender a conviver um com o outro? Era mais fácil os dinossauros voltarem a existir.
– Olha pra que escola que eu me transferi... – Namine passou a mão sobre o rosto. – Até os professores são doidos. – ela se recompôs e ficou pensando, Hayner ia ficar durante uma semana com Seifer, o cara que tentou beijá-lo quando estava vestido de mulher. Ela arregalou os olhos e abriu um sorriso maníaco. – E cuidado com o que você disse Hayner.
– O que foi que eu disse mesmo? – Hayner falou olhando pra loira.
– Que você nunca ficaria atraído por um garoto. Afinal, não se sabe o que pode acontecer quando se coloca duas pessoas pra dormir numa barraca durante tanto tempo. – Namine tinha um sorriso sapeca estampado no rosto. – Você pode estar sem a peruca e os peitos falsos, mas continua tendo rosto feminino.
– É melhor retirar o que você disse Namine. – Hayner olhou irritado pra ela.
– Calma, eu só estou comentando. – Namine balançou as mãos no ar, mostrando ser inocente. – É que às vezes, uma pessoa fica implicando com a outra apenas pra chamar a atenção. Apenas pra essa outra pessoa notar que ela está ali, observando, com os sentimentos escondidos por trás de uma máscara. Ficando feliz com as vezes em que eles dois discutem... É tão romântico... – Namine olhava pro céu, com as mãos fechadas sobre o peito. – Repense nesse negocio de "Eu nunca ficaria traído por um cara", porque o Seifer até que não é de se jogar fora! Dá um banho de loja nele, que fica até aceitável... – Namine disse, saindo da pose. "– Ele sabe até cozinhar... –" Ela completou em pensamentos.
– Namine, vai desenhar, que você ganha mais. – Hayner foi pra perto do parceiro, deixando Namine em seus devaneios.
– Onde estava, Loira? – Seifer perguntou ao ver Hayner se aproximar.
– Não é da sua conta. – Hayner simplesmente respondeu. – E pare de me chamar de Loira, isso me irrita.
– Eu sei. – Seifer falou sorrindo de canto. É claro que Hayner sabia que era só pra irritar. Loira ou loirinha era mais um apelido idiota, igual ao de Namine, todas as pessoas que não eram tão amigas dela a chamavam de magrela. Mas não eram todas as pessoas que o chamavam de loirinha, só Seifer o chamava daquele jeito. Alias, nem os amigos do Seifer o chamavam assim!
"– Será que era como Namine disse? Não, sem chance. Se não Seifer não teria tentado me beijar quando me vesti de mulher! –" Hayner pensou aliviado. "– Se ele soubesse que era eu ele nunca teria tentado fazer aquilo... A não ser que ele soubesse que era eu naquela roupa! –" Naquele momento Hayner gelou. Era impossível! Ninguém sabia disso alem do pessoal que participou do jogo de verdade ou desafio. Com certeza ele estava passando tempo demais com a Namine, só podia ser isto.
– Que foi loira? Ta parado assim por quê? – Seifer olhou para Hayner.
– Pare de me chamar assim! – Hayner olhou irritado pra Seifer, que sorriu. Ele adorava quando Hayner ficava irritado, era o seu jeito de se divertir quando não tinha nada pra fazer, e às vezes quando tinha alguma coisa pra fazer. Não sabia por que, mas gostava de ver Hayner se irritar.
– Você não manda em mim. – Seifer falou, Hayner bufou e se afastou irritado. Aquilo definitivamente não daria certo, Hayner não ia dormir na mesma barraca que Seifer.
– Muito bem, a sua primeira tarefa é montar a barraca. – Um instrutor diferente falou para o grupo. – Quero ver trabalho de equipe.
– Trabalho de equipe? – Hayner olhou para o instrutor, para Seifer, para o instrutor novamente e concluiu que seria impossível.
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– Nós podemos realmente fazer isso? – Hayner olhava para os pedaços da barraca desmontada.
– Sei lá. – Seifer olhou para os pedaços de madeira e começou a tentar encaixá-los. Hayner nem notava o que o parceiro estava fazendo, pois a cena que se seguia mais a frente prendeu sua atenção. Ollete arrastava Selphie pelo braço, Kairi ia acompanhando-as e Namine queria acalmar as amigas.
– O que ta acontecendo? – Hayner prestou atenção em tudo que acontecia e viu as quatro garotas se aproximarem de um grupinho de garotas que estavam conversando com John.
– DYNA! – Ollete chamou a garota, Dyna olhou com desprezo. – Quero ter uma conversinha com você. – Ela se colocou frente a frente com Ollete.
– O que você quer com a minha irmã? – John apareceu imergir de algum lugar. Irmã? John e Dyna eram irmãos? Eles eram parecidos fisicamente... Principalmente por serem fortes, a cor de cabelos, olhos e pele iguais, e o mais impressionante era que os dois tinham a mesma cara metida.
– O assunto é com ela, se você não percebeu. – Ollete estava com Selphie ao seu lado, quase se desfazendo em lagrimas. Hayner se aproximou pra observar a briga, afinal, queria ver Ollete na primeira briga de escola dela. Na verdade, Ollete já havia dito que se a garota implicasse mais com Selphie, ela ia "meter porrada" nela.
– Aonde vai? – Seifer deixou de lado a barraca desmontada e acompanhou o loiro.
– Vou ver a briga da Ollete! – Hayner foi andando mais rápido. – Eu quero ver se ela parte pra porrada. – Hayner tinha um sorriso bobo no rosto.
Seifer olhou para a barraca desmontada, olhou para o atraente grupo de pessoas que olhava a briga.– Quer saber... Eu vou ver também. – Seifer se levantou e foi para mesma direção que Hayner tinha ido.
– Você fica ai, tirando sarro da cara dela, sendo que a Selphie nunca fez nada pra você! – Ollete discutia com Dyna, que rebatia como podia.
– E quem te disse que eu fico tirando sarro da cara dela? – Dyna apertou os olhos, olhando pra Ollete confiante.
– Ah, não! Agora você ficou boazinha, foi? – Ollete falou sorrindo de canto. – Quem fica fazendo as brincadeirinhas de mau gosto com ela nos ensaios? Quem fica colocando apelidos sem graça nela? Quem foi que roubou os pompons dela? – Ollete viu Dyna ficar irritada com cada acusação.
– E quem te garante que fui eu?
– Quem me garante que não foi? – A garota de olhos verdes rebateu. Dyna foi pra cima, pegando-a pela gola da camiseta.
– Você ta me irritando!
– E você já me tirou do sério faz tempo! – Ollete soltou a camiseta do punho de Dyna e a viu ficar vermelha de raiva.
– Presta atenção, você ta muito engraçadinha pro meu gosto. – Dyna se aproximou da garota e olhou-a nos olhos. – E se você quiser, eu conto até cinco pra você fugir. – Ollete pode ouvir John e os outros amiguinhos idiotas darem risadas, mas ela continuou confiante e falou em seguida.
– E eu conto até três pra você fugir de mim. – E encarou a rival por muito tempo. Hayner tinha chegado à conclusão de que Ollete sabia como irritar as pessoas quando ela queria. – Você nunca mais mexe com a Selphie.
– Por que, Ollete? – John foi ao lado da irmã e olhou para a garota. – Vai dizer que o tempo que você passou com a princesa te fez mudar de time? – Ollete sabia que falavam de Sora, pois esse apelido já havia se espalhado pela escola inteira.
– Você não mete o Sora no meio! – Kairi se manifestou pela primeira vez. – Ele nem aqui ta pra se defender.
– Eu meto quem eu quiser no meio, Ruiva. – John falou virando o rosto.
– Não mete não, por que eu não vou deixar! – Kairi franziu a testa. – E meu nome não é ruiva, é Kairi! – a ruiva falou irritada. John virou o rosto, encarando Kairi e pegou o queixo da garota, deixando ambos os rostos perto.
– Então "Kairi", sabia que você fica bem mais bonita quando sorri? – Kairi fez cara de nojo ao ouvir a cantada que acabara de receber.
– Sabia que eu não caio em cantada barata? – A ruiva se afastou e deu as costas. – Ollete, vamos embora. Não vale a pena sujar nossas mãos. – Ollete lançou um ultimo olhar mortal para Dyna e foi na direção dos alojamentos junto de Selphie.
– Kairi, eu preciso ir falar com o Sora. – Namine falou no ouvido dela. – Eu preciso contar sobre a discussão! – Kairi riu e concordou, Namine saiu andando rápido. As pessoas ali aglomeradas, assim como o grupinho de John e Dyna, começaram a se afastar e Hayner, vendo que não deu em nada, foi se afastando também.
– Qual é ruiva? – John pegou-a pelo braço e a fez se virar. – Você vai se fazer de difícil mesmo?
– John, eu NÃO estou me fazendo de difícil. –Kairi tentou soltar a mão. – Me deixa em paz. – John a agarrou pela cintura. Hayner não estava muito longe, ao ouvir se lembrou daquele dia.
"– Então, quer dizer que você vem pra ficar por um dia, eu começo a gostar de você, e você simplesmente vai embora? Sem nenhum beijinho? –"
Um arrepio percorreu sua espinha. Estavam fazendo o mesmo com a Kairi. Na verdade, deviam fazer isso com ela com frequentemente, afinal a menina só usava saia.
– Me larga seu idiota! – Kairi se debatia entre os braços de John.
– Eu não vou perder a oportunidade de beijar a garota mais bonita dos primeiros anos. – John pegou o rosto de Kairi com apenas uma mão e aproximou os rostos.
– Se você não me largar eu vou gritar! – Kairi ameaçou, mas sem ter muito que fazer. John era mais forte que ela.
– Se você gritar, eu te beijo. – John estava crente que teria o seu beijo, mas infelizmente, alguém o interrompeu.
– Ô, bombado, deixa a Kairi em paz. – Hayner tinha em seu rosto a expressão mais séria que ele já havia feito.
– E o que você vai fazer se eu não deixar? – John sorriu ao ver que Hayner não respondeu rapidamente, mas em seguida, um sorriso maldoso surgiu e Hayner deu um soco em John.
– É isso que eu vou fazer. – Hayner sacudiu a mão no ar, John massageou a parte inchada do rosto. – E da próxima vez vai ser pior... Vamos, Kairi. – Hayner guiou a garota até estar fora da vista de John, que agradecia por ninguém mais ter visto aquilo.
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– E eu pensando que você tava perdendo o jeito, hein? – Roxas falou ao se sentar junto à Hayner na mesa do refeitório. Naquela hora da tarde estava vazio, então podia ter uma conversa em paz ali.
– Como assim? – Hayner não sabia o porquê de terem o chamado ele pro refeitório naquela hora. Já era de tarde e a barraca nem estava pronta ainda, era bom ser algo urgente.
– Você defendeu a Kairi do John! – Roxas tinha os olhos brilhando.
– Qual é a surpresa? Eu não vivo brigando com alguém?
– Você vive brigando com o Seifer! E minha surpresa é você ainda estar vivo! – Roxas olhou para o amigo. – Considerando o sua altura pra altura dele, os músculos maiores... Qual é, o cara deve ser maior que o Ray.
– Ok, eu já entendi. – Hayner falou irritado, – Sabe por que chamaram a gente aqui? – ele apoiou os braços na mesa.
– A Ollete que chamou, mas pra que eu não sei. – Roxas olhou para os lados, mas não viu ninguém mais alem deles. A porta da cozinha se abriu e de lá saiu Ollete, com uma touca estranha na cabeça chamando os dois loiros.
– Hayner! Roxas! – Ela fez um sinal, mostrando que eles deviam ir naquela direção. Roxas se levantou, chamando Hayner. Os dois entraram na cozinha, que não tinha muito movimento e encontraram os seus amigos lá. – A Kairi me contou o que aconteceu depois da discussão que eu tive com a Dyna... E eu achando que você tava perdendo o jeito, hein?
– Por que todo mundo diz isso? – Hayner sentou-se ao lado de Pence. – Alias, porque você está na cozinha?
– Ah, isso? – Ollete tirou a touca da cabeça. – É porque os alunos que ficam no alojamento podem ajudar a cozinha quando não tiverem atividades. – Ollete pegou uma das jarras e colocou suco nos copos.
– Então não é só você que ta ajudando? –Roxas pegou um dos copos e tomou um pouco.
– O Sora, o Riku e a Selphie também ajudam. – Ollete sorriu pros amigos.
– Eu chamo isso de escravidão. – Pence falou.
– Nada, a gente só ajuda. – Sora falou, – Até porque, eu e o fogão não nos damos muito bem. – E sorriu sem graça.
– E eu posso aproveitar essa chance para testar uma coisa. –Ollete tinha um ar misterioso. – Vocês se lembram do dia em a gente se encontrou lá na Destiny Island? – Todos confirmaram.
– Eu lembro que você me fez ir até os quintos dos infernos pra achar aquela fruta estranha. – Roxas falou irritado. – Pao alguma coisa.
– Paopu. – Kairi falou de onde estava. – Ollete, pra que você queria uma fruta Paopu? – A ruiva olhou pra amiga desconfiada.
– Você sabe da lenda, não sabe? – Ollete perguntou e Kairi concordou. – Ollete falou, olhando para o nada. – Naquele dia eu pensei em testar, mas daí eu achei que seria mancada fazer isso com meus amigos e voltei atrás. – Todos se olharam em choque. Ollete queria usá-los de cobaia naquela tarde? Então qualquer um deles podia estar apaixonado um pelo outro?
– Que bom que você não fez isso. – Roxas se aliviava que a amiga tinha algum juízo.
– Pois é. Mas... – Ela sorriu.
– "Mas..." o que, Ollete? – Riku olhou sério para amiga.
– Bem... – Ela foi até a geladeira e retirou um copo com um liquido amarelo escuro e denso dentro. – Eu pensei em testar em mim mesma. – Ela colocou o copo na mesa junto dos outros.
– Ollete, você fez um suco de Paopu? – Namine olhou para o copo. Namine conhecia a lenda da fruta em forma de estrela, se duas pessoas dividissem uma, seus destinos estariam entrelaçados. – Será que os efeitos vão ser os mesmos? Afinal, você o diluiu e colocou açúcar, certo? – A garota morena balançou a cabeça negativamente.
– Só tem o que saiu da fruta. Eu nem coei ele. – Ollete falou.
– Mas isso é só uma lenda Ollete. – Kairi falou sorrindo. – Acho que não é possível duas pessoas se apaixonarem só porque dividiram uma fruta. – a ruiva se sentou ao lado de Sora, que estranhou a amiga.
– Achei que você acreditava na lenda, Kairi. – Sora acomodou a cabeça no ombro de Riku.
– É, mas isso quando eu era mais nova... – Kairi suspirou, tomando o copo de suco que Ollete tinha colocado da jarra. Queria acreditar, mas a história da Paopu não passava de uma lenda em sua cabeça fazia muito tempo.
– Então você dividiria comigo? – Ollete falou, e Kairi se engasgou com o suco de laranja que Ollete tinha feito pra eles tomarem juntos.
– Que tipo de proposta foi essa? – Namine olhou incrédula pra Ollete.
– Segundo a Kairi é apenas uma lenda, então não terá problema, terá? – Ollete se aproximou de Kairi com um rosto estranho. A ruiva balançou a cabeça e se levantou com o suco nas mãos.
– Se era só pra isso, eu já vou. – Hayner pegou o primeiro copo de suco que viu e foi na direção da porta.
– Ta com pressa de que?– Roxas perguntou, vendo o amigo apressado abrir a porta.
– Eu ainda não montei a barraca. – E saiu. Hayner tinha que terminar a barraca, porque segundo o professor de teatro, até a montagem da barraca valia nota pra dupla. Se bem que sua dupla não era a melhor, afinal, nunca conseguiria fazer um trabalho de equipe com Seifer. Ele tinha que ser rápido e fazer sua parte, antes que arrumasse confusão com o inimigo. Ele avistava a barraca, ou pelo menos o que era pra ser a barraca, do caminho que saia da cozinha. O garoto apressado tomou metade do copo em um gole só, fazendo uma careta e parando subitamente.– ARGH! – Hayner olhou para o copo com o suco pela metade. Estava azedo e cheio de bagaço dentro, Ollete estava perdendo o jeito.
– E ai loira?! – Alguém deu um tapa dos bem dados no pescoço de Hayner, fazendo-o cambalear, Hayner fez de tudo para o suco não cair. Ao se virar, viu que era nada mais que Seifer. Quem mais podia ser?
– POR QUE FEZ ISSO, CEREBRO DE PÁSSARO? – Hayner se irritou com a atitude de Seifer.
– Por que eu quis. – Ele simplesmente falou. – Onde estava até agora?
– Não é da sua conta o que eu faço. – Hayner rebateu e, antes que virasse as costas, notou que algo não estava em suas mãos.
– O que é isso? – Seifer olhava pro copo.
– É o suco que a Ollete fez! Me devolve! – Hayner tentou pegar o copo, mas Seifer ergueu o braço até uma altura que Hayner não pode alcançar.
– Por que está tão brava Loirinha? Só porque foi sua namoradinha que fez?– Seifer gostava de provocar.
– Ela não é minha namorada! – Hayner falou ainda tentando alcançar o copo.
– Se ela não é, então não tem problema se eu beber! – Seifer tomou o resto do que havia no copo de uma vez só.
– Não! – Hayner começou a bater no peito de Seifer, que tinha uma careta no rosto. – Você bebeu meu suco todo! – Hayner não acreditava que os dois estavam fazendo algo tão infantil assim, brigando por causa de um copo de suco.
– Pára de me bater. – Seifer segurou o braço esquerdo de Hayner com força e o puxou pra perto de si. Hayner ao ser puxado daquela forma conseguiu olhar nos olhos de Seifer e por alguma razão, se esqueceu do motivo da briga. Seu coração começou a bater forte, sentiu o rosto queimar. O que estava acontecendo ali?
Seifer mergulhou fundo nos olhos de Hayner. A cor amadeirada deles era incrível, por incrível que pareça, poucas pessoas que tinham olhos dessa cor. Era um sentimento estranho. O coração começou a bater mais forte, quando percebeu que Seifer tinha parado de segurar o pulso tão forte e entrelaçou as duas mãos.
"– O que é isso? –" Hayner sentiu Seifer passar a mão por dentro de seu colete, parando a mão em suas costas, fazendo-o se aproximar mais ainda. Aquilo só podia se brincadeira, Hayner estava tendo a mais estranha sensação da sua vida, pois queria ficar abraçado daquele jeito com Seifer, como se nada mais no mundo existisse, mas sabia que não era certo.
– Hayner... – Seifer falou ao ouvido do outro, fazendo-o estremecer. Sentiu a outra mão de Hayner agarrar uma parte de seu sobretudo. Um sorriso surgiu em seu rosto, não sabia por que, mas estava feliz por causa da reação do rival. Aproximou os corpos mais ainda, os dois estavam colados um n'outro.
Por quê? Porque aquilo estava acontecendo? Eles eram rivais, se odiavam! Não podiam ficar no mesmo lugar por muito tempo, que arranjavam alguma desculpa para brigar. Então, porque agora estavam grudados daquele Jeito?
– HAYNER! – Ollete vinha gritando de longe, – NÃO OUSE DIVIDIR ESSE SUCO COM AL-- – A garota parou ao ver a cena que se seguia. Hayner e Seifer abraçados no meio do acampamento? Ela esfregou os olhos, se recusando a acreditar naquilo. – Hayner? – Os dois pareceram sair de um tipo de transe e olharam para a garota.
– Ah, o que foi Ollete? – Hayner falou sem soltar o sobretudo de Seifer.
– Você dividiu o suco com alguém? – Ollete falou, mas já sabia a resposta e era obvio que Hayner não ia dizer de cara.
– Não. – Hayner estava certo. Não tinha dividido com ninguém, Seifer tinha tomado o suco por conta própria.
– Então, o que é isso? – Ollete apontou para os dois, que se olharam e se separaram assustados.
– O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO?! – Seifer perguntou se afastando mais ainda. Ele olhou para os lados e viu que, alem de Ollete, mais algumas pessoas olhavam pra ele e Hayner.
– EU QUE TE PERGUNTO! – Hayner estava assustado, já era a segunda vez que Seifer tinha tarado ele. E o pior, dessa vez ele tinha deixado acontecer. – Seu tarado, pervertido!
– O que você ta dizendo?! – Seifer deu um passo pra frente e Hayner recuou. Seifer começou a estranhar, Hayner nunca recuava, principalmente se eram os dois que estavam brigando.
– Fica longe! – Os dois se encaravam, Hayner começou a se afastar e ir para perto da amiga.
– A lenda é real! – A garota falou em tom comemorativo. Os dois olharam pra Ollete sem entender. – Vocês dividiram um suco de Paopu! – Ela falou sorrindo.
– O suco de Paopu não era o seu? – Hayner olhou incrédulo pra amiga.
– Era, mas você saiu tão apressadinho, que deve ter pegado o suco errado. – Ollete pegou Hayner pela mão e levou até Seifer, unido as mãos de novo. – Agora seus destinos estão ligados.
– Sem chance! – Seifer soltou a mão, sentindo um estranho vazio. – Isso é uma lenda.
– E eu não dividi o suco por que eu quis. – Hayner olhava enraivecido pra Ollete.
– Desculpe, mas agora já foi. – A garota deu os ombros e começou a andar na outra direção. – Vou deixá-los sozinhos. – Ela se virou, deu uma piscadela e seguiu o rumo. Seifer e Hayner se encararam novamente.
Apesar do rosto de Hayner estar bravo, seus olhos mostravam confusão. O brilho avermelhado, por causa dos raios fracos do pôr-do-sol parecia deixá-los mais bonitos ainda. "– Lindos... –" Seifer pensou, fazendo um sorriso bobo surgir. Lindos? Não, não podia achar que seus olhos eram lindos. Eram rivais, mas mesmo assim, não conseguia deixar de sorrir.
"– Ele está sorrindo... –" Hayner pensou, ruborizando. "– Olhando assim... Ele parece mais bonito quando sorri... –" Ao notar no que estava pensando, Hayner balançou a cabeça e foi andando com a cara amarrada. – É melhor a gente montar a barraca logo. – Ele falou irritado. Seifer parou de sorrir e o acompanhou, pois sem barraca os dois iam ficar sem nota e sem ter onde dormir.
.OoO
A noite já havia caído e os alunos estavam em volta da fogueira conversando, alguns cantando, outros contando histórias de terror, mas os oito amigos estavam em um lugar mais separado falando de coisas alheias.
– Estavam comentando que vai ter uma competição aqui no acampamento. – Kairi disse olhando para a fogueira.
– Legal. – Sora disse animado. – O que será que vai ter nela? – O moreno olha pra Riku, que deu os ombros.
– Será que vai valer nota também? – Pence comentou enquanto devorava um marshmallow.
– Sei lá. – Namine falou sentando-se na grama. – Eu ainda acho que os professores falaram isso pra gente trabalhar em equipe. – Os estalos da madeira queimando foi o único som que se podia ouvir. Sora e Riku estavam abraçados, Ollete se deitou sobre uma parte do colo de Kairi e Namine no outro lado, Pence estava se deliciando com os marshmallows junto de Roxas e Hayner estava totalmente distraído.
Estava pensando nas coisas que aconteceram, não só nesse dia, sim muitos outros dias. Praticamente todos os dias ele e Seifer brigavam por algum motivo, os dois se odiavam isso era certeza. Mas quando ele pensava sobre a idéia de odiar Seifer, tinha um sentimento estranho. Se os dois não se gostavam, porque simplesmente não falavam um com o outro? Eles tinham que sempre brigar? Pensando nisso, Hayner olhou para longe, onde estavam Fuu e Ray conversando, Seifer não estava lá. "– Onde ele pode ter ido? –" O loiro olhou para a mão esquerda. A mão de Seifer estava quente e gentil naquele momento, diferente de muitas outras vezes, ele sorriu de leve.
– HAYNER!! – Namine gritou, fazendo o loiro se assustar.
– O que foi?
– O Roxas ta a mais de uma hora te perguntando se você conseguiu montar a barraca. – A loira disse irritada.
– Ah... Consegui. – Hayner disse sorrindo de leve.
– Então quer dizer que você e o Seifer deixaram as diferenças de lado pra um bem maior? – Kairi perguntou pasma. – É você mudou mesmo!
– Mudei? – Hayner apontou pra si e Kairi confirmou. A seu ver, não tinha mudado nada.
– Eu nunca pensei que você e o Seifer pudessem fazer algo juntos... – Pence devorou outro marshmallow, o loiro apenas deu os ombros, olhando para outro lado. – Acho que você mudou um pouco sim. –
– Talvez... – Ele suspirou, pegando na mão esquerda. Quente, como naquele momento, após Seifer soltar a mão pela ultima vez. "Devo parar de pensar nisso" Era a frase que estava em sua mente, porem era algo praticamente impossível, mesmo que fosse a contragosto de Hayner. Suspirou novamente, – Eu já vou dormir. – se levantou e saiu.
–Ele definitivamente mudou... – Roxas falou.
– É o poder do amor. – Ollete sorriu, olhando pras estrelas, enquanto os outros ficavam sem entender o que a sentença dita significava.
Mais à frente, Hayner avistou a barraca construída durante a tarde. Ele e Seifer construíram juntos... Como eles conseguiram, era um mistério até pra ele. Entrou na barraca e foi até a mochila, trocou a camisa por uma regata mais antiga e a colocou uma bermuda mais leve. Quando estava entrando no saco de dormir, viu Seifer abrir a barraca, o rapaz estava com uma calça de moletom azul escura e sem camisa. As bochechas de ambos queimaram.
– Você vai dormir? – Seifer perguntou. Hayner ficou sem responder por um tempo, pois não conseguia tirar os olhos de Seifer.
– Eu vou, por quê? – Hayner desviou o olhar, tinha que parar de ter aquelas reações estranhas.
– Nada. – Seifer se jogou em seu saco de dormir, sem nem mesmo se cobrir e ficou de costas pra Hayner. – Você tava muito estranho hoje. – Seifer tirou a touca e jogou-a em algum canto.
Hayner estranhou Seifer de momento, afinal os dois nunca tinham tido alguma conversa civilizada. – Foi impressão sua. – Hayner falou deitando-se sobre o saco de dormir, a noite estava ficando quente, ou era apenas ele?
.OoO
A noite se foi e a manhã veio. Hayner estava acordando, mas decidiu não abrir os olhos, estava muito gostoso ali, quente e tinha um cheiro bom. Sentia a sua mãos envolta na de outra pessoa. Quem era? Ele não fazia idéia, mas nem se importava.
– Hum... – Ele ouviu alguém fazer o som. Ah, estava no acampamento, com todos os primeiros anos da escola, os alunos foram divididos em turmas e...
–BOM DIA, HAYNER! – A voz estridente e conhecida veio inesperadamente, Hayner abriu os olhos e levantou a cabeça.
– Oi, Namine... – Hayner bocejou, se acomodando novamente. – Me deixa dormir mais um pouco, ta? Eu to cansado... – E fechou os olhos.
– Aposto que sim... – Um sorriso sacana surgiu nos lábio de Namine, que sacava o celular do bolso detrás da calça jeans. – Desculpe se eu os acordei, não queria atrapalhar nada. – A cena que Namine via a sua frente era perfeita demais pra ser verdade. Hayner dormia acomodado sobre o tórax nu de Seifer, esse por sua vez, estava com uma das mãos nas costas de Hayner e a outra se entrelaçava com a do outro.
– Atrapalhar? – Hayner olhou ao redor e se assustou ao ver que estava deitado sobre o tórax de Seifer, com ele o abraçando ainda por cima. O maior abriu os olhos lentamente e olhou para Hayner.
O grito de ambos foi ouvido por todo acampamento. Ambos se olhavam assustados, cada um pensava no que podia ter acontecido durante a noite, e da parte de Namine eram ainda piores para os garotos.
–O QUE VOCÊ TAVA FAZENDO??? – Seifer perguntou assustado.
– ISSO ERA O QUE EU DEVA PERGUNTAR! – Hayner falou, jogando a mochila no outro.
– Eu te falei pra pensar no que você tinha dito... – Namine sorriu e piscou um dos olhos.
– Namine, Vai desenhar que você ganha mais!! – Hayner falou, mas Namine ignorou.
– Eu só vim pra falar que o monitor tem um anuncio importante. – Namine falou, fechando a barraca e indo embora. Hayner e Seifer desviaram os olhares, era impossível pra eles se olharem agora. Hayner foi até onde Seifer estava para pegar a mochila onde suas roupas estavam. Ele se aproximou, sentou perto de Seifer, inclinando o corpo e pegou a mochila, indo se vestir. Seifer colocou uma camiseta qualquer e lado de fora, todos os alunos estavam juntos, alguns ainda estavam de pijama, mais a frente os monitores e os professores responsáveis estavam conversando sobre alguma coisa que parecia ser interessante.
– Atenção alunos! Atenção! – O chefe dos instrutores falou no microfone, e fez-se o silencio. – Primeiramente bom dia. Eu acordei vocês cedo assim para anunciar que amanhã começa uma competição entre os grupos. – o murmuro entre os alunos começou. – A competição consiste em: Cada grupo fazendo o seu melhor nas atividades designadas. – Hayner estava saindo da barraca quando ouviu o que o monitor chefe dizia. Kairi então estava certa. – As atividades vão incluir: Trilhas, provas dentro da água, como natação, raft... – Seifer não pode ouvir mais o que o monitor dizia. Natação? Seifer ia ter que entrar na água? – E agora eu passo a palavra ao professor Merlin. – Foi a única coisa que Seifer pode ouvir depois daquilo.
– Olá alunos. – A maioria dos alunos respondeu ao cumprimento de Merlin. – Eu queria avisar que isso também vai valer nota! – Um gemido desanimado foi feito por todos ali presentes. – Porem, vai ser avaliado o trabalho de equipe e o companheirismo... – as palavras "vai valer nota" e "trabalho em equipe e companheirismo" ecoaram na cabeça de Seifer. Como podia trabalhar em equipe com Hayner? Se bem que pra passar de ano até injeção na testa. O professor terminou de falar e devolveu o microfone, assim o monitor começou a explicar as regras.
Seifer se afastou. Hayner percebeu e foi atrás dele, para ter certeza de que o maior não ia fazer nada suspeito. O garoto perdeu Seifer de vista por uns instantes, mas logo pode vê-lo. Estava sentado sobre a sombra de uma arvore, com um olhar pensativo, algo muito estranho para alguém como ele.
– Hey, Seifer? –Alguém o chamou. Seifer se virou, vendo que era Hayner. Estranhou, pois era difícil ouvi-lo chamar pelo nome. – O que aconteceu?
– Não é nada. – Ele respondeu ríspido. – Eu só não vou participar de algumas provas.
– Você sabia que isso tudo ai vale um quarto da nota, não é? – Hayner viu Seifer confirmar. – E você ta sabendo que se não fizermos isso, depois vamos ter que recuperar? – Seifer confirmou de novo. – ENTÃO POR QUE RAIOS VOCÊ NÃO VAI PARTICIPAR???
–Não é da sua conta. – Seifer virou o rosto.
– Claro que é! – Hayner respondeu irritado. – Eu sou se companheiro de equipe, ou seja, você se dá mal, eu me dou mal! – Que frescura era aquela que Seifer estava fazendo? Ele gostava de competir.
– Eu só não vou participar das que vão acontecer dentro d'água. – Seifer falou, irritando mais ainda Hayner.
– Que frescura toda é essa? Agora a moçinha não quer se molhar ou você não sabe nadar? – Hayner falou em tom debochado, com um sorriso confiante no rosto, que sumiu ao que Seifer olhá-lo com a expressão estranha. Um misto de raiva e tristeza. – Você não sabe mesmo nadar?
– Não, eu não quero ir, por que se não vai estragar minha chapinha! – Seifer falou irritado e se virou, sem perder a pose.
– Isso é serio? – Hayner perguntou sem saber o que se o inimigo falava sério ou estava sendo sarcástico.
– Você é idiota? – Seifer levantou uma sobrancelha estranhando o rival. Hayner olhava sem acreditar, e nem sabia como responder. Mas sabia de uma coisa, que desde o momento em que ele e Seifer foram escolhidos como dupla, coisa boa não ia sair.
Continua...
N/A: Gente, que insano! Isso foi um surto completo! Hayner e Seifer dividem uma Paopu, Ollete discute com Dyna, que descobrimos ser a irmã de John...
Gentem... Eu sou surtada demais! O.õ
Eu disse que ia ter mais casais, não disse? \o\
Enfim, espero que tenham gostado. Se sim, mandem reviews! Se não, mandem do mesmo jeito!
Amo vocês, e até a próxima! XDD
