Começo

Harry acordou no meio da noite, o braço antes quebrado estada quase normal, com exceção de uma pequena dor insistente, o gesso já não estava mais ali, a bexiga completamente cheia e pedindo para ser esvaziada com urgência, se sentou na cama ponderando entre se levantar ou não, mas mais uma vez o receio tomou conta dele, e optou por ficar parado onde estava apenas encarando a escuridão do quarto.

Harry já estava parado a algum tempo quando a porta de seu quarto foi aberta deixando entrar a claridade da luz do corredor, diante da presença do ex pocionista Harry se encolheu como pode contra a cabeceira da cama.

Severus se surpreendeu um pouco por encontrar o ex grifinório acordado, mas não deixou a surpresa transparecer, havia ido até o quarto do menor para ver como ia à cicatrização do braço, e checar se ele estava tendo febre devido à poção.

- Já que está acordado, deixe-me checar seu braço – Severus se aproximou, e Harry se encolheu – Apenas estenda o braço – A voz era imperativa, e Harry não se negou, tentou erguer o braço, mas não consegui, soltando um reprimido gemido de dor quando o braço baixou – Ainda não está completamente curado, por isso ainda dói, irei por uma poção analgésica e volto em instantes, tente não movimentá-lo muito.

Harry afirmou com a cabeça e ficou olhando o homem de preto sair do quarto mais uma vez, era estranho, não se lembrava de seus tios o tratando assim, com carinho e preocupação de certa forma, ele passou o tempo todo olhando pela porta até que Severus voltou.

- Beba isto – Severus não se arriscou a entregar o vidro a Harry como naquele dia pela manhã, apenas lhe deu ele mesmo de beber, Harry não hesitou – A poção fará com que você durma mais tranquilamente e sem dor.

Harry ficou encarando-o com as orbes verdes desfocadas, com certo incomodo, e com extrema vontade de lhe falar, mas o antes tão corajoso Grifinório agora não conseguiu fazer uma simples pergunta. Severus o observou por alguns minutos, via a aflição passar pelos olhos do menor, logo a poção faria efeito e ele poderia descansar, assim preferiu ignorar e se retirar do quarto, antes que a porta fosse encostada a voz de Harry capturou sua atenção.

- Se-senhor – Severus tornou a abrir a porta e voltou a encarar o menor – Senhor on-onde estão meus t-tios?

- ... – A pergunta pegou Severus de surpresa, mas preferiu não mentir – Não estão aqui, e não poderão mais lhe machucar, se é isso que o preocupa.

Harry ficou encarando Severus novamente, tentando captar todas as informações e sentimentos que aquelas palavras lhe haviam trazido, os olhos verdes ficaram vidrados "sem mais dor, sem mais machucados, sem mais fome, sem mais dor, sem mais machucados, sem mais fome, sem mais dor" era o mantra interno que ele começou a recitar.

Foi a primeira vez desde que Severus havia levado Harry para aquela casa que ele viu um pequeno esboço de sorriso surgir no rosto do garoto, ele grunhiu algo como um "deite-se e volte a dormir" e se retirou do quarto.

Harry ficou acordado por mais algum tempo, até não agüentar mais de vontade de ir ao banheiro, se lembrava que lhe haviam dito que havia um naquele corredor, e mais uma vez tremendo ele se levantou da cama, tentando ignorar a dor no braço, como tantas outras vezes já havia feito, e saiu na ponta dos pés, rezando para não ser pego. Foi e voltou o mais rápido que pode, e quase que instantaneamente, assim que sua cabeça tocou o travesseiro mais uma vez, o sono tomou conta de seu corpo.

O dia seguinte foi mais que monótono tanto para Harry como para Severus, o menor continuava agindo como um autômato, enquanto o pocionista tinha que se preocupar se ele havia se levantado, comido, bebido, ido ao banheiro, e principalmente, tentar deixar claro a Harry que ele não era um elfo doméstico, e que não receberia punições.

Aquele havia sido o primeiro de vários dias de uma convivência relativamente pacífica, Harry fazia o que lhe era mandando, pelo menos enquanto estava sobre a vista do pocionista, enquanto Snape tentava manejar sua vida como antes, Harry foi levado algumas vezes ao Dr. Heaves, que sempre dizia que ele estava melhorando, apenas Severus não via essas melhoras.

Uma moça havia sido contratada para efetuar a limpeza da casa uma vez por semana, Harry sempre ficava no quarto quando ela ia fazer seus serviços, alem de limpar, ela deixava alguns pratos prontos e congelados, para que o pocionista não tivesse que cozinhar ou sempre comprar a comida.

Harry ainda tinha pesadelos, e Severus ainda o encontrava algumas vezes sentado em frente a porta do armário embaixo das escadas, ou no corredor abraçando o ursinho surrado e olhando fixamente para a parede. Durante as pequenas conversações que tinham, Severus chegou a convencer Harry de tratá-lo pelo primeiro nome, mas ele sempre tinha que estar lembrando o menor disso.

A convivência com Harry era exatamente o contrario que Severus esperava, com o passar dos dias era como se ele sempre tivesse o ex grifinório perto dele, dependendo dele, era algo quase que apaziguador com relação as coisas que ele já havia feito, os dois estavam se adaptando um ao outro, Harry estava começando a não ter mais medo de ser repreendido e espancado por qualquer coisa que fizesse, e Severus estava aprendendo a conviver com alguém que dependia completamente dele.

Severus havia decidido que era hora de incrementar um pouco mais o guarda-roupa de Harry, o menor ainda mantinha apenas as roupas que haviam vindo na pequena maleta que ele trouxe do hospital, nada mais quem três calças e camisas, quatro cuecas, 2 pares de meias, e um agasalho, o tempo estava começando a mudar, e Harry precisava de roupa com urgência, já que fora do hospital, o inverno em Timmis podia ser extremamente cruel.

- Harry? – ele entrou no quarto do menor ainda cedo esperando encontrá-lo ainda dormindo, mas para sua surpresa Harry estava sentado no parapeito da janela, com a cabeça apoiada no vidro olhando as arvores de um bosque que havia ali perto – Bom que já esteja acordado, arrume-se que vamos sair.

- Sa-sair?

- Sim, você precisa de algumas mudas de roupa a mais... – os olhos de Harry se arregalaram, ele nunca havia saído para comprar coisas para ele, era sempre para o Dudle, e ele apenas servia para carregar as sacolas – Não me olhe com essa cara, apenas se arrume logo e desça para tomar café.

- S-sim senhor.

Severus desceu as escadas, pensando nas coisas que compraria, e como se locomoveriam até o centro comercial, não estava desejoso de pagar um taxi, dessa vez optariam pelo sistema de transporte publico, pelo menos na ida, na volta ele veria o que mais lhe agradava, e decididamente, ele tiraria sua carteira de motorista e compraria um carro.

Harry desceu 15 minutos depois, já arrumado, Severus lhe sérvio o café-da-manhã, e comeram em silêncio, quase todas as refeições eram assim, em mais puro e absoluto silêncio, o mais velho colocou as vasilhas na pia e se colocou a lavar, enquanto Harry as secava e guardava, era um acordo silencioso e que agradava a ambos, já que Harry fazia por que queria, não por que havia sido forçado a fazê-lo.

- Só tenho algumas considerações antes que saiamos – Ambos estavam parados na porta da sala, Severus com a chave da porta em uma das mãos, e Harry com o ursinho abraçado junto ao peito – Não se afaste de mim, não converse com estranhos, e não hesite em me dizer se algo ou alguém o desagradou, fui claro?

- Hum hu.

A casa foi fechada e os dois caminharam ate o ponto de ônibus mais próximo, que ficava quatro quadras abaixo da rua onde moravam, Harry observava tudo com o maior interesse possível, fazia muito tempo que ele não saia, pegaram o ônibus, durante todo o trajeto Harry foi com o rosto colado no vidro olhando as ruas passarem, e desceram no centro comercial, indo direto para algumas lojas de roupa.

Harry tinha que quase correr para alcançar Severus, enquanto o mais velho conseguia passar pelas pessoas sem se preocupar, Harry tinha que ficar desviando de esbarrar nelas, era como se para Severus elas abrissem passagem e para Harry simplesmente o ignorasse, a perspectiva de ser deixado para trás era cada vez mais presente na mente de Harry, e o fez entrar em um leve estado de pânico e fazer algo que para Severus era completamente inesperado e inusitado.

Harry correu e se aproximou de Severus do jeito que pode, ficando lado a lado, até que sua mão direita foi agarrar a mão esquerda de Severus. O pocionista de certa forma se assustou com a aproximação tão repentina que se desvencilhou do agarre de Harry e continuou caminhando, mas quando sua mão foi tomada novamente pela mão do menor, ele não pode evitar olhar para baixo e fitar as orbes verdes. Havia desespero e medo ali.

- O que foi Harry – O menor não respondeu, apenas apertou mais ainda a mão que segurava a de Severus – aconteceu alguma coisa?

Harry estava com medo de ser largado ali, entre pessoas estranhas que passavam por ele como se ele não fosse ninguém, não seria a primeira vez que isso aconteceria, seu tio costumava fazer isso com ele com a esperança de que ele não conseguisse voltar para casa, mas ele sempre voltava, fosse sozinho ou levado por alguma autoridade, e toda vez que voltava tomava uma surra de deixá-lo marcado e dolorido por dias. De certa forma ele havia se afeiçoado por Severus, e não queria ficar sozinho novamente, não queria ficar sem ele, ou ser esquecido para trás.

Severus continuou fitando Harry enquanto as pessoas passavam ao redor deles olhando com apreensão que estavam de mãos dadas, Severus deduziu que Harry estava com medo de se perder ou coisa parecida, e decidiu pela primeira vez atender a um capricho do garoto, já que não devia nada a ninguém naquele lugar e nem em lugar nenhum, apenas se colocou em movimento novamente, mas dessa vez sem soltar a mão de Harry, o maior olhava de canto de olho para Harry para ver se algo em sua feição havia mudado, e para sua surpresa, já não havia mais medo ou desespero ali, e sim um pequeno sorriso, um quase imperceptível que brincava nos lábios de Harry. Isso foi suficiente para Severus saber que realmente estava fazendo a coisa certa.

A primeira loja que entraram vendia pijamas, um rapaz veio atendê-los, era alto e com o corpo bem definido, e um que de malicia nos olhos que fez com que Harry se escondesse atrás de Severus cada vez que ele se aproximava.

- Qual desses você gostou mais Harry? – Sobre uma mesa estava quatro pijamas de flanela com estampas diferentes, todos compostos de calça e camisa de botão e mangas compridas, Harry olhava todos sem falar nada, e sem soltar a Mao de Severus – Vamos Harry, quem vai usá-los é você, então escolha os que mais te agrada.

Harry tinha o ursinho esfarrapado abraçado junto ao peito, e mal olhava a roupa que estava colocada a sua frente, Severus acabou perdendo a paciência e escolhendo por ele, o mesmo aconteceu nas lojas de calçados, roupas íntimas, na verdade em todas as lojas que entraram, Severus acabava escolhendo por Harry já que ele se negava a opinar.

Por Severus eles já haviam comprado tudo o que Harry precisava com relação a vestuário, haviam ido para uma praça de alimentação que havia perto do centro comercial para almoçar, o pocionista havia deixado Harry sentado em um banco da braça e foi ate um dos banheiros públicos apenas para poder encolher os pacotes que trazia e guardá-los no bolso da calça a onde também estava sua varinha.

Quando ele voltou, havia uma jovem mocinha sentada ao lado de Harry e tentando a todo custo puxar papo com ele, e ao ver de Severus ele não estava gostando nada, tanto que saiu correndo assim que o viu, e para surpresa do mais velho se agarrou nele quase aos prantos.

- O que foi dessa vez Harry? – Harry continuava agarrado a ele, com o rosto afundado em seu peito – Alguém fez algo a você? Aquela moça te disse algo? – Harry balançou a cabeça negativamente – Então me diga o que aconteceu, porque eu não tenho como adivinhar - Paciência era algo que Severus estava tentando adquirir, mas isso levava tempo, e sua voz acabou saindo mais ríspida do que queria, ele afastou Harry pelos ombros e ficou observando os olhos marejados no ex-grifinório – Vamos diga de uma vez!

- Pen-pensei que ti-tivesse ido embo-embora.

- Disse a você que ia apenas ao banheiro – Severus soltou o ar cansado – Agora pare com essa choradeira e vamos encontrar um lugar onde possamos comer.

Harry agarrou novamente a mão de Severus, e eles foram caminhando até um pequeno restaurante italiano, aonde Severus pediu uma mesa para os dois no interior do restaurante, já que todos na praça o olhavam apreensivos pelo fato de ele e Harry estarem de mãos dadas. Ele pediu pelos dois, e Harry ficou extremamente surpreso ao ver um prato de macarrão ao molho branco depositado a sua frente, aquela era uma de suas comidas preferias, e sua tia nunca o deixava comer por saber desse detalhe.

O pocionista observava como o menor comia com voracidade, e estava feliz por isso, Harry quase sempre tinha que ser convencido de comer, e aquela foi a primeira que vez que quando Severus perguntou se o menor queria mais ele afirmou, e Severus pediu novamente o mesmo prato, e Harry o devorou inteiro enquanto o mais velho ficava imaginando aonde iria parar tanta comida no corpo franzino do garoto.

- Quer sobremesa?

- D-de verdade?

- Por que não? Que tal algo com chocolate? – Severus estava se esforçando para ser o mais atencioso possível com Harry, e os pequenos sorrisos que o menor começada e lhe dar estava servindo de pagamento por todo esse esforço – Uma torta? - Harry comeu a torta de chocolate e terminou com os cantos da boca totalmente manchados, devido a presa que havia comido – Limpe a boca Harry, você esta todo sujo.

Aquilo foi como a última fagulha necessária para se acender um pavio, Harry começou a tremer do nada, e pedir desculpas pela bagunça que havia feito, o brilho dos olhos verdes desapareceram de imediato, e o frenesi de tentar limpar a boca com o punho da camisa tomou conta do menor. Severus já havia presenciado varias cenas do tipo, Harry tinha arremetes de quando ainda vivia com seus tios, e da cruel forma com que era castigado.

- Harry, olhe pra mim – o menor parou de esfregar o braço pelo rosto, em uma tentativa frustrada de limpar o chocolate dali, Severus tomou a mão dele e a baixou – não precisa fazer isso, e ninguém lhe esta castigando por estar com chocolate no rosto – Harry o olhou surpreso, enquanto Severus ainda mantinha a mão de Harry sobre a mesa, sua mão livre foi por um guardanapo que ele umedeceu e se colocou a limpar todo o rosto do menor – pronto, está limpo.

- Se-Severus?

- Sim, está mais calmo agora?

- Hum hu.

- Quer voltar para casa?

Um movimento afirmativo foi a resposta, eles se levantaram e saíram assim que Severus pagou a conta. Mal haviam colocado o pé do lado de fora do restaurante e Harry já havia agarrado a mão do mais velho, eles caminharam por um tempo até que Severus sentiu Harry se deter, ele viu o garoto andar mais lentamente enquanto passavam em frente a uma loja de brinquedos, as orbes verdes completamente pregadas a vitrine da loja, Severus deteve seus passos um pouco e olhou para o menor, tentando adivinhar o que ele queria.

- Harry? – os olhos verdes se desviaram da vitrine para fitar por um pequeno instante os olhos negros – Quer entrar na loja de brinquedos? – os olhos de Harry brilharam, mas ele não respondeu, apenas abaixou a cabeça e se colocou a andar – Responda a minha pergunta! – Severus o deteve, e fez com que Harry erguesse a cabeça apenas para ver os olhos marejados que o encaravam – Quer ou não entrar na loja?

- N-ao, obr-obrigada – lágrimas haviam começado a descer pelas bochechas de Harry – não tenho di-dinhei-ro.

Severus ignorou as lagrimas de Harry e o arrastou para dentro da loja, o menor continuava com a cabeça baixa, como se a erguesse fosse ser repreendido, ele ouviu quando Severus perguntou a uma atendente onde ficavam os brinquedos para meninos de faixa etária entre cinco e sete anos, foi puxado por Severus até esse corredor, e se assustou um tanto quando sentiu a mão de Severus sobre seu queixo, fazendo com que ele erguesse o olhar e o encara-se.

- Escolha o que quiser! – Os olhos de Harry estavam estranhos, como se ele estivesse ponderando o que Severus estava dizendo – Escolha o que mais lhe agradar.

- Pra m-mim? – as orbes verdes piscaram repetidas vezes com esperança em cada palavra dita – pra sem-sempre?

Severus afirmou positivamente com a cabeça, foi tudo o que Harry precisou, era como se ele tivesse se esquecido que nunca havia tido um brinquedo próprio, muito menos comprado um especialmente para ele, Harry não procurou muito, e para a surpresa do mais velho, ele optou por um balde de lego, um simples e básico balde de lego.

- É isso o que quer? – Severus viu Harry afirmar positivamente todo entusiasmado – Então vamos paga-lo e voltar para casa, você parece cansado.

E Harry realmente estava cansado, tanto que mal se deu conta de que voltaram para casa de taxi, e de que Severus pediu para que ele ficasse no andar de baixo da casa, enquanto ele retornava as sacolas ao tamanho normal. Quando Severus desceu depois de ter arrumado todas as roupas nas gavetas de Harry, ele encontrou o menor, meio que deitado no sofá da sala, cochilando, abraçado tanto ao seu ursinho quanto ao balde de lego.

Severus retirou os brinquedos dos braços de Harry e o deitou melhor no sofá, retirando-lhe os sapatos em seguida, e cobrindo-o com uma manta, para em seguida acender a lareira e se certificar que o protetor estava bem preso e a temperatura começava a subir. Retirou seu casaco, e pegou o livro ao qual estava lendo, indo se sentar em uma das poltronas, antes de começar sua leitura ele olhou para Harry que havia se mexido, um braço pendendo pra fora do sofá, a boca aberta e os cabelos bagunçados, "ele realmente é uma criança" foi a conclusão de Severus ao ponderar o dia, "uma criança que precisara de meus cuidados pelo resto da vida" o livro foi aberto e a leitura retomada, e pela primeira vez Severus pensou naquela casa como seu lar, e em Harry como parte de sua família.

Continua.....

N/A: Antes de tudo, peço mil desculpas pela demora, mais eu tive meio que um bloqueio, e só agora esse cap saiu, rsrsrs, não ficou de todo meu agrado mais aki esta, rsrs, espero que gostem, rsrsrs

:Um agradecimento especial a Rosy SS , Ana Scully Rickman , Rose Snape Malfoy e a Nandda , gostaria de agradecer imensamente pelo apoio, e de avisar a vcs que eu num costumo desistir, rsrs, posso demorar séculos mais eu posto, rsrsrs

Bjs e ate o próximo cap, rsrs