Um caçador nunca deve perder sua presa, isso é uma verdade incontestável. Sua chegada foi perfeita, sem falhas sem testemunhas.

Uma espécie de morto-vivo, sua mão estava decrépita, a carne em seu braço estava em estado de putrefação e terminava em uma mão esquelética, mas isso não o impedia de segurar a sua arma, sem dúvida, um produto da magia. Sua cabeça era, em sua maior parte, um crânio exposto que ainda sustentava um cabelo desgrenhado. Ele trazia consigo um enorme machado de guerra, apesar de um morto-vivo, ele possuía volumosos músculos que apresentavam tal capacidade física de arrancar a coluna de um homem com as mãos sem esforço. De seu rosto sem lábios ele sorriu. Ele respondia pelo nome de Sion o cavaleiro da morte.

Sion tinha feito o seu caminho através da floresta em uma caminhada incansável. Ele não era humano, nem mesmo era vivo. Um aterrorizante representante entre dois mundos, o humano e o dos mortos. Sion enterrou seu machado no chão, ele explorou o terreno, ter uma idéia de seu entorno. Sion se agachou e verificou a terra ressecada.

*Pegadas*

Os seus donos deixaram rastros de sua estadia.

– Duas pessoas - disse ele ao verificar com mais minudência o chão.

Ele foi mandado para capturar uma jovem, Irmã de seu inimigo. Por anos ele esperou o momento de se vingar pelo que fizeram ao seu corpo. Agora tinha sua chance. Uma memória lhe veio em mente.

"No quarto escuro, Sion entrou no local a passos firmes. Swain estava esperando por ele. A sala estava iluminada por pequenas velas e um feixe de luar que entrava pela enorme janela atrás de Swain. As luzes faziam um contorno em seu corpo.

– mandou me chamar? - perguntou Sion batendo continência

Sion levou o olhar até o seu líder. Seu olhar era severo e ameaçador. Sion tinha conhecimento de seu poder e de sua influência. Não ousaria ir contra ele. Foi Swain que o transformou no que ele era hoje. Há muito tempo, Sion era enviado as frentes de batalha dilacerando as tropas com seu machado. Mas ele foi executado e seu corpo foi trazido de volta por Katarina. A mando de Swain, Sion voltou a vida pelas mãos de necromantes. Como um morto-vivo. Sem dor, sem sentimentos apenas movido pelo ódio e o desejo de matar.

– tenho uma missão, você deve capturar uma pessoa. - Os olhos escuros de Swain fitaram Sion - traga-me a irmã de Garen. Seu alvo é Luxuanna Crowguard.

Os olhos de Sion estreitaram-se em raiva. Garen. Seu inimigo, por anos sonhou com a chance de atravessar o machado sobre sua cabeça.

– se houver mais alguém com ela? - perguntou Sion

– somente ela é necessária, deve-me trazê-la com vida. mate os demais.- respondeu Swain

ele assentiu, um sorriso malicioso formou-se no esquelético rosto de Sion"

Acordado de sua memória, ele se levantou com um vigor e empolgação renovadas. Ele foi premiado, havia mais uma pessoa com ela. Finalmente essa viagem não seria tão mal assim, o cavaleiro da morte tinha alguém para cortar e matar.

–-

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Os dias passaram-se tranqüilos para Ezreal e Lux. Os dois já tinham andando uma boa distância desde o incidente com o dragão. A paisagem que percorriam eram monótona, as poucas mudanças de cenário eram bem vindas, por exceção de colinas e grandes campos ao céu aberto, a paisagem era constituídas de árvores. Os grandes troncos se alinhavam como paredes em cada um dos lados. Depois de andar cerca de cinco horas, pararam para descansar. Logo toparam com uma estrada estreita que, subindo e descendo, desaparecia no emaranhado de vegetações rasteiras e troncos retorcidos.

Assim os dois foram prosseguindo pela floresta sendo guiados por uma estrada que não era muito usada, sendo pouco adequado para carroças devido aos buracos causados pela erosão e por causa de seus declives e aclives. Aos poucos eles começavam a se entender. Já se fazia quase uma semana que tinham deixado Demacia os dois já não discutiam com tanta freqüência e por incrível que pareça, já entravam em acordo sem muitas discussões. As poucas bate-bocas que se seguiam as vezes acabavam em risos ou em acordos mútuos.

Bem, caro leitor. Aposto que está se perguntando, como eles sobreviveram a queda? e como despistaram o dragão?. Excelentes perguntas! deixe-me explicar.

Há poucos dias, eles haviam se jogado do alto do penhasco e por sorte, bem abaixo deles, a água do rio que corria, sinuosamente pela floresta, havia aparado a queda. Claro, se Lux não tivesse ajudado com uma magia de proteção e quebrado a tensão da superfície do rio com a magia, eles teriam virado pastas de adolescente. Os dois nadaram até a terra firme, ofegantes e encharcados recuperavam o fôlego perto da margem.

– Você é louco, eu poderia ter morrido. - disse Lux enquanto chacoalhava os cabelos para tirar o excesso de água - Como você pulou daquela altura?

Ezreal assentiu, ele tirou a jaqueta e a torcia e balançava

– é, mas não morremos!

Satisfeita com o exercício de enxugar seu cabelo, Lux jogou o cabelo para trás e inchou o peito em uma expressão de orgulho

– bem, agora você pode me agradecer por salvar nossa pele. teríamos morrido sem minhas habilidades

Ezreal fez uma careta e franziu a testa em uma expressão de, "serio que você disse isso?"

– eu subi lá e tiramos agente daquela situação - falou apontando em direção a torre de pedra - eu teria dado um jeito. eu sempre dou um!

As sobrancelhas de Lux arquearam-se de surpresa

– o que!?

– Eu sempre dou um jeito! - repetiu Ezreal

– ingrato! - gritou ela

Transtornada os lábios de Lux mexeram mas ela não disse nada, apenas um "agh!" de raiva, com passos rígidos ela se dirigiu para dentro da floresta.

– para onde você vai? - gritou ezreal ao vela se distanciar

– NÃO INTERESSA! - gritou ela

Ezreal deu uma bufada, Lux estava certa, se não fosse por ela, eles estariam mortos pela queda.

– francamente - Ezreal passou o a mão no rosto e bufou como se não acreditasse no que iria fazer. - Ei lux!

Lux se virou gritando

– O QUE É?

– OBRIGADO! - Gritou Ezreal

– NÃO FOI NADA! - respondeu ela

– TUDO BEM! - gritou ele

– NÃO SE PREOCUPE!

– EU NÃO IREI!

Lux continuou seu caminho enquanto eles discutiam aos gritos de longe

SABE DE UMA COISA - ela gritou - EU NÃO PRECISO DE VOCÊ PRA VOLTAR PARA CASA!

– ISSO - concordou ele colocando a mão na boca em forma de concha para ampliar a voz - EU FICAREI MUITO MELHOR SEM VOCÊ POR PERTO!

– ADEUS!

– ADEUS VOCÊ!

Apesar dessa e de outras discussões os dois voltaram a andar juntos e prosseguir com a viagem. Eles ainda viram o que parecia ser o dragão do qual eles tinham fugido sobrevoando as copas das arvores. Mas a floresta era densa e emaranhada demais para que ele os visse e mesmo assim, não havia sinal de clareira para a criatura pousar. Por causa disso, o dragão desistiu, não valia o esforço por duas presas com pouca carne.

Bem, amigo leitor, respondido as perguntas prossigamos com a historia. onde eu estava? ah sim.

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Os dois seguiram viagem. dois dias depois no final da tarde já estavam perto do território de Demacia. O sol naquela tarde se pões preguiçosamente deixando um manto avermelhado no céu. A escuridão foi descendo rápido, enquanto iam avançando lentamente, descendo a colina e subindo de novo, se mantiveram nesse ritmo até que a lua estivesse brilhante e clara no céu. No topo da ultima colina, Ezreal afastou com a mão a folhagem do arbusto revelando um antiga aldeia do vale. A aldeia agora jazia em ruínas, casas sem telhados onde a única coisa viva que ainda habitava em seu interior eram plantas e pequenos insetos. Algumas Paredes solitárias ainda denunciavam antigas estruturas. A visão dos dois seguiu reta pela única e longa rua, a aldeia tinha uma disposição de casas que ia se estendendo uma ao lado da outra ao longa da rua até culminarem em uma construção que se destacava das demais.

Eles andaram até ela, era como uma pequena igreja. Duas torres cresciam nela, havia uma entrada arqueada sem portas ao qual entraram sem cerimônia. O chão era feito de dezenas de pedras encaixadas uma na outra, em alguns locais musgos e capins cresciam entre as frestas, havia uma grande abertura no teto de madeira que deveria ter desabado já algum tempo e na parede ao fundo, um grande mosaico de vidro iluminava interior com uma luz colorida. Os dois acenderam uma fogueira com a madeira dos bancos, depois que obtiveram o crepitar do fogo, se acomodaram.

– ai - reclamou ezreal

Ezreal tinha se ferido no caminho com uma pedra amolada quando caiu no meio de um riacho ao tentar se apoiar em uma pedra recoberta com musgo. Nada grave, mas um corte corria pelo seu pé fazendo o sangue escorrer. Lux puxou a perna dele para si, ela analisou a ferida e rasgou um pouco de sua roupa de tal forma que pudesse enfaixar e estancar a ferida.

– desculpa. - disse ela quanto lavava o corte - Isso vai doer um pouco, tenho que desinfetar a ferida.

Ezreal protestou com algumas caretas, Lux limpou o corte e enfaixou-o

– você leva jeito com isso.

ela sorriu

– tive uma boa professora. Ela me ensinou isso e algumas magias de cura. Sua habilidade com cura são incríveis.

O vento começou a chiar sobre o capim fora da igreja.

– ezreal, muito obrigada por ter me salvado e desculpe por ter brigado tanto com você

– em primeiro lugar - eles fez menção em dizer algo, mas achou melhor apenas ser gentil - esquece, não foi nada.

– você ama isso, não é? essas aventuras e viagens

– eu sempre andei sozinho. - ezreal puxou a sua perna e analisou o curativo - mas nunca passei por tanta coisa assim. você tem um talento especial pra encrencas.

– eu me esforço pra isso.

Os dois riram.

– Você gosta disso, dessas aventuras. - disse ela - Sabe, eu sempre quis andar para além dos territórios de Demacia sem ser apenas um missão de espionagem. conhecer o mundo. mas, tenho responsabilidades para com minha nação e minha casa.

Ezreal olhou ríspido para ela em uma expressão fechada

– você faz isso porque te disseram pra fazer ou porque você realmente quer?

silêncio. Lux não disse nada. Seu cabelo estava envolto em seu rosto e ela se recusou a olhar de volta para Ezreal.

– você não entenderia.

– entender o que? - disse ele franzindo a testa - um lugar para voltar, um nome nobre para preservar...ou uma família?

– não foi o que eu quis dizer, eu..

Ela trabalhou respiração presa em sua garganta mas não conseguiu mais, soluçando e através de um sussurro disse:

– Porque eu não tenho escolhas além disso...porque eu não tenho mais nada além disso...

– um escrito uma vez disse que, não podemos escolher o sentimentos que temos...mas podemos escolher o que iremos fazer com ele. A nossa vida é apenas um produto de nossas escolhas, Lux, todos somos livres para termos nossas escolhas

Ela soluçava. Lux levantou o rosto e os olhos mareados dela perfuraram Ezreal. Por um estante Ezreal viu a garota cabeça dura e arrogante ser mais que uma jovem treinada desde sedo para espionar e guerrear. Ele viu além da mascara de luz que a cobria, uma jovem frágil e delicada. Os anos de sujeição a um constante trabalho em sua mente para transformá-la em uma cidadã exemplar agora caiam, pela primeira vez em sua vida, ela poderia chorar, ser frágil. Ser o que sempre lhe foi negada, ser apenas uma garota.

Ezreal bufou. Passou as mãos sobro o rosto de Lux afastando os fios de cabelos que ainda repousavam sobre seu rosto. Com ternura ele sorriu.

– Sabe, eu tenho um tio chamado Lyte, ele é tão brilhante quanto ranzinza. Ele sempre ficava dizendo, porque você não arranja um trabalho de verdade, ezreal, e vem trabalhar comigo nas minhas escavações; ou, quando eu tinha a sua idade, ezreal, eu já era um professor. Me lembro certa vez quando ele me deu esses óculos, ele disse que era de minha mãe - ezreal riu como se revivesse o momento - depois de um algum tempo ele partiu para Freijord. todos esses anos eu não o vi mais, mas ele me manda cartas e descrições de seus achados.

Lux produziu um pequeno sorriso

– você o ama, não é?

Ezreal fitou por um estante para a fogueira, ela prendeu a sua atenção e se manteve olhando fixamente para o fogo crepitando. As memórias irromperam em sua mente, desde pequeno ele esteve com o seu tio, logo essa relação se tornou mais intima, Lyte o via como um filho e Ezreal o via como um pai. Por anos eles se comunicavam com cartas, Ezreal fez uma promessa em umas delas, que apenas voltariam a se ver quando ele tivesse achado algo desse orgulho ao seu tio. Ezreal vagou durante anos, vasculhando escavações e ruínas, essa busca o levou até Demacia a procura de um lendário vaso. Logo um emaranhado de acontecimentos o levou até ali onde estavam. Ezreal sorriu com afeição e olhou de volta para Lux, seu rosto brilhava com a luz da fogueira. Com um sorriso no rosto ele disse.

– sim, eu o amo - ele se levantou - Eu já viajei o mundo todo, e vi coisas que muitos duvidariam. - ele riu - Meu tio costumava dizer - Ezreal pigarreou imitou uma voz mais velha provavelmente a do seu tio - o mundo guarda muito segredos, existem mais segredos entre a terra e o mar que estrelas no céu, Ezreal, todos esses segredos apenas esperando serem revelados e estudados.

Lux riu alto. satisfeito em fazê-la rir, Ezreal bufou e olhou as estrelas, sobre o buraco no teto da igreja, foi então que ele se lembrou, suas sobrancelhas se arquearam de surpresa. Com um sorriso de orelha a orelha no rosto ele se virou pra Lux

– qual a época do anos nós estamos?

– verão, creio eu - respondeu Lux sem entender ao certo a empolgação de Ezreal ainda enxugando as lágrimas

– vem, eu vou te mostrar algo, essa época do ano é especial.

Ezreal puxou Lux pelo braço e ele o guiou até fora da igreja.

– olhe - disse ezreal olhando para o céu

– olhar o que? - Lux se virou e fitou o rosto de Ezreal, mas ele não a olhava. Ezreal apenas se mantinha olhando para cima. Ela fez o que ele sugeriu - ah...minha nossa...

Lux seguiu o olhar de Ezreal até o céu e o que viu a encantou. A lua. Exatamente acima deles agora, iluminava tudo com um brilho quase como sol. Bela e serena, tão grande como se fosse possível tocá-la. Ela brilhava tão intensamente como se fizesse juras de amor para terra em um sorriso brilhante. As estrelas se estendiam pelo céu como um manto brilhante.

Os dois andaram olhando para o céu. Ezreal baixou o olhar e viu algo que o surpreendeu; Lux se mantinha olhando para cima rindo, seu rosto estava iluminado pela luz do luar o que lhe conferia uma beleza sublime. Ele observou a jovem que estava a sua frente. Não tinha reparado. Mas ela tinha uma beleza própria e a luz do luar intensificava isso. Seus sedosos cabelos, seus cristalinos e azulados olhos, a sua beleza o hipnotizava. Lux levou os olhos aos de Ezreal, ela sorria de forma resplandecente se divertindo. Ezreal não disse nada, então Lux deu um tapa de leve no braço dele.

– se manca - disse ela quase rindo

Lux se divertia como nunca. Pela primeira vez em sua vida, ela estava longe se suas obrigações e preocupações. Pela primeira vez em toda essa conturbada viagem de volta, ele estava adorando e desejando que ainda se prolongasse por mais alguns dias. A companhia de Ezreal já lhe parecia agradável e acolhedora.

Eles deram mais algum passo pela rua sobre a luz do luar. Lux pisou em falso e foi subitamente para trás, Ezreal prontamente ajudou servindo como apoio. O ombro de Lux bateu no dele, Ezreal pôs a mão para ajudá-la a se equilibrar, ela se virou para se desculpar. Os olhos deles se cruzaram. Por alguns segundos bem tensos, os dois congelaram um ao lado do outro em silêncio. desviando o olhar para o lado. Uma onda involuntária se sangue percorreu o rosto de Lux deixando-a vermelha. Ela nervosamente mexia em seu cabelo tentando disfarçar o claro nervosismo. Ezreal tentou pronunciar alguma coisa, mas apenas conseguiu balbuciar algumas palavras sem nexo, como "árvore de peixe" ou "sapato de chuva".

*silêncio*

Os dois tentaram falar ao mesmo tempo, mas isso piorou a situação. Ezreal estava tão tenso quanto ela, suas mãos suavam e seus músculos estavam tão rígidos como um tronco. Eles novamente levantaram o olhar até se cruzarem, por um tempo ficaram congelados olhando um para o outro com uma a respiração lenta e profunda. Os dois aproximaram seus rostos os lábios quase se encostando. Prontos para o primeiro beijo.

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– Crownguard, eu nunca esquecerei esse nome.

Uma grossa voz cortou o casal do transe. Ezreal e Lux olharam subitamente para o lado em direção a voz e o que viram; Era um homem, ou pelo menos poderia ter sido um algum dia. Sion estava alí diante dele e a lâmina de seu machado reluzia com a luz da lua.

– quem é você? - esbraveja Lux

– há muito tempo eu lutava - disse ele - brandia meu machado sobre os meus inimigos, me deleitava com suas lamentações, o prazer na morte. Um dia quando enfrentava seu irmão, eu morri, executados por ele. Mas Noxus me trouxe de volta. Me deram a imortalidade. - um prazer intenso se fez em seu rosto - Me deram o presente de eternamente poder matar e cortar. Eu sou a abominação o que o seu irmão e Noxus concebeu e eu vi pagar a dívida com sangue, senhorita Crownguard.

Ezreal se põe na frente de Lux, da melhor maneira que poderia para protegê-la. A mão de Lux se fecha sobre seu bastão.

– o que você quer? - Perguntou Ezreal

– eu vim em nome de Noxus - Ele fixou o olhar em Lux - estou aqui para buscá-la.

– Eu não irei para Noxus! - rosnou Lux

Sion sorriu

– não me incomodo de lutar. Apenas preciso levá-la com vida, não me disseram em que estado. Para essa viagem creio que não vá precisar de sua língua e de suas pernas e braços.

A loucura ardia em seus olhos avermelhados, a loucura típica de quem ama o poder e que se encontra na posição de usá-lo. Ezreal sabia que não era rápido ou forte o bastante para fugir do inimigo que estava diante dele.

Sion aproximou-se lentamente de Ezreal

– Deixe-a garoto, isso não é assunto seu!

– Você não vai por as mãos nela! - rosnou ele

– o que você fará? - perguntou Sion, erguendo uma sobrancelha.

Sion brandiu seu machado, ele levantou sobre sua cabeça e o levou em direção a Ezreal. Ele saltou para o lado, a lâmina sibilou quando atingiu o chão projetando pequenos fragmentos de pedra. Sion tentou, repetidas vezes, esmagar Ezreal com o machado, da mesma forma que esmagara tantos outros adversários. Mas ele era rápido, revelando-se suficientemente ágil para desviar da maioria dos seus golpes. Apesar dos seus esforços, ezreal já demonstrava um certo cansaço.

Ele desviou o golpe para o lado sem fazer nenhum esforço, e respondeu ao ataque com velocidade. A ponta da lamina atingiu as costelas de Ezreal, deixando-o sem ar. Ezreal deu outro disparo o golpe atingiu o peito de Sion, ele rosnou de raiva e golpeou com seu machado, Ezreal defendeu com a sua manopla, mas a força do golpe o jogou para longe. Ezreal sentiu gosto de sangue na boca, quando sua cabeça se chocou contra o solo, ele se levantou e seu pescoço latejava. Ignorando suas contusão, rolou e atirou na direção de Sion, o tiro feriu-o na cintura. Quando Sion cambaleou, Ezreal atingiu-o no ombro com outro tiro.

Sion encarou Ezreal. Um ódio terrível emanava de seus olhos.

– Você sofrerá como os outros, sua alma se juntará aos demais.

Sion baixou o seu machado, seres disformes surgiram em volta dele, as macabras siluetas translúcidas dançavam em sua volta, espectros realizavam uma dança mórbida. Ezreal cruzou os olhos com os de Sion e viu dezenas de almas clamando clemência dentro dele. soldados, camponeses, pessoas comuns, todos os tipos de indivíduos que ele havia matado, agora tinham suas almas sobre seu comando. Sion levantou a mão em direção de Ezreal e usou o seu "stun". Uma força esmagadora dominou Ezreal. Ele gritou quando a dor explodiu em seu corpo, forçando-o a ficar de joelhos. A agonia curvou seu corpo e apagou todos os seus pensamentos. Cambaleou, quase perdendo a consciência. A sua visão ficou turva. O corte na sua Barriga ardia. As pernas pareciam ter perdido toda a sua força, o seu corpo tremia pela dor intensa.

Uma coluna de luz explodiu perto de Sion e todos os espectros desapareceram. Lux olhava fixamente em desafio para Sion.

– é a mim que você quer! - rosnou ela

Ost: watch?v=HC5z_LcBAOU

Sion se virou para encarar Lux, deu um sorriso zombeteiro andou em sua direção.

– Logo sua cidade vai arder em chamas. - disse ele - Vladimir preparou um ataque infalível, uma maquina voadora, que ele chama de dirigível vai atacar a Demacia. Ela tem explosivos o suficiente para levar a cidade pelos ares!

Lux não lhe deu atenção, poderia ser um blefe para distrai-la. Sion atacou, Lux se mostrou rápida e flexível. Ela desviava pelas laterais cada vez que o machado zumbia perto de seu corpo. Lux deu três pequenos saltos para trás, tomando uma distância segura do alcance da lâmina, ela lançou uma esfera de luz contra o peito de Sion. O ataque explodiu, mas não o feriu, por um estante ele piscou por causa da claridade e amaldiçoou Lux. Sion deferiu um golpe de cima para baixo com o machado, mas ela rapidamente se jogou para o lado. Ele se lançou em direção dela, dirigiu a lamina pela lateral do seu pescoço, Lux se abaixou, uma lufada de ar assanhou seus cabelos, mas antes que se recuperasse, a mão de Sion voou contra o seu peito. Todo o ar de seus pulmões se esvaziaram. Tudo a sua volta girou e ela sentiu a cabeça tonta, seus pensamentos estavam confusos e ela via pontas de luzes espelhadas pela visão. Depois de um breve estante ela conseguiu retomar o fôlego e antes que se recuperasse ela sentiu uma forte pressão em seu pulso.

Sion agarrou-lhe o pulso no ar, aparentemente sem esforço, e Lux rosnou, tentando o atacar com outra mão. Ela tentou desvencilhar sua da palma de Sion, mas ele tinha muita força. Era como se tivesse os pulsos presos em um corrente. Determinada, atirou-se para frente, mordendo o antebraço direito dele. Lux enterrou fundos os dentes e conseguia sentir os músculos do braço dele. Sion não demonstrou raiva, pelo contrário, estava apreciando o desespero dela, ele queria vê-la mergulhar em desesperança, um desespero de impotência de saber que estava fadada ao fracasso. Ele a soltou e a esbofeteou, Lux foi jogada com força contra o chão. Antes que pudesse se recuperar, Sion tomou o seu pescoço sobre os suas mãos e a levantou. Ele pressionava Lux pelo pescoço, a levantando alguns centímetros do chão, ela lhe deu um ponta pé, mas os seus golpes não pareciam surtir qualquer efeito. Lux juntou o que lhe restava de forças e bateu no cotovelo de Sion com a palma da mão. O braço dele perdeu a firmeza e, por instantes, os dedos dos pés de Lux tocaram levemente no chão. Entretanto os braços de Sion recobraram a força e ele ergueu-a ainda mais alto.

O prazer dominava o seu rosto.

– Você pagará em sangue pelo que seu irmão me fez. - prenunciou Sion

Lux tossiu, seu rosto ganhava uma tonalidade recheada pela falta de ar. Ezreal estava se contorcendo em dor no chão. Com esforço ele olhou para cima e viu Lux quase desmaiar, seus olhos estavam se revirando. O fato de saber que as vida de Lux estava em perigo, um sentimento dominou Ezreal, a implacável determinação de resgatá-la. O jovem explorador sentiu um formigamento doloroso nos membros enquanto Sion o "stunava", o seu poder percorria o seu corpo, navegando através de todos os seus nervos. Ezreal estremecia, tentando libertar-se do ataque opressivo. Ele sentiu a pressão abrandar quando viu Sion rugir de raiva, quando Lux lhe agarrou num pulso e o golpeou, libertando-se das mãos dele. Ela atirou-se para o chão na tentativa de recuperar o fôlego. Sion puxou seu machado e o levou contra Lux, mas ela desviou para longe. Depois alcançou o seu cajado que estava caído no chão. A sua mão fechou-se em torno de sua arma. Antes que Sion atacasse Lux, uma onda de energia atingiu o seu rosto, ele cambaleou para o lado e se virou para o responsável. Ezreal estava com um dos joelhos no chão, lutando para não desabar.

– Lux saia daqui! - gritou ezreal - eu vou atrasá-lo!

Sion caminhou em direção a Ezreal, o explorador lutava com todas as forças para se manter consciente, mal havia se recuperado do ataque avassalador que tinha sofrido. Ele respirou fundo e sentiu a lateral do corpo arder, provavelmente estava com algumas costelas quebradas. Ele olhou para cima e viu Sion levantar o machado sobre sua cabeça, a lâmina brilhou com a luz do luar. Ele respirou fundo e congelou, sabia que não tinha forças suficientes para contra-atacar ou desviar do golpe. Os olhos de Sion brilharam como se vislumbrasse a morte do garoto.

Ao ver o que aguardava Ezreal, uma reserva de força oculta, de repente, emergiu dentro de Lux, arrancada das profundezas de seu ser. Ela estava incapaz de usar qualquer magia, mas isso não a impediria de salva-lo. Ela partiu para cima de Sion o empurrando contra a parte mais frágil da parede da igreja. O muro se moveu e baixou vários centímetros, ela moveu sua cabeça em direção de Ezreal, em câmera lenta, seus olhos se encontraram. Lux sabia que, por mais rápida que agisse, não conseguiria escapar a tempo do desabamento. Ela sorriu como se desse adeus.

Então a dezenas de quilos de escombros da construção caiu sobre Sion e ela.