Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.

Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.

Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU

Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.

Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.

Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.

Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...

Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...


Capitulo sete: Crescendo

Um pequeno moreninho vestido com calças negras e um traje verde por cima, corria agachado até a seguinte "guarita" estava sendo perseguido por um orc muito mal. Em seu peito estava pendurado um grande medalhão, única lembrança de sua verdadeira família, em sua cabeça havia sinais de haver tido uma pequena coroa, mas já fazia muito tempo que esta tinha caído, enquanto ele fugia do orc mal. Então que depois de recuperar o folêgo, tirou uma de suas flechinhas de madeira de sua aljava e preparou seu arco. Levantou a cabecinha e estreitou os olhos. O orc mal não estava em lado nenhum... mas ele sabia que estava por ali.

- Ezellahen... //...eu sei que você está ai. Não adianta se esconder// – sussurrou tenebrosamente enquanto caminhava silenciosamente para encontrar sua presa.

- Você não me pegará orc mal! – gritou valente o "elfinho" saindo do seu esconderijo – Toma ito! – voltou a gritar. Pôs uma de suas flechinhas no arco e atirou. Sendo elas de brinquedos e tendo ele pouca força para seus três aninhos, a flecha não foi muito longe, só caiu a uns dez centímetros do seu corpinho.

- Essa é sua defesa? – riu o orc mal – vou te ensinar o que é dor.

Harry gritou e jogou seu arco e sua alijava, mas não foi suficientemente rápido para escapar. Lord Elrond o apanhou entre suas mãos, o alçou entre seus braços e começou a lhe fazer cócegas.

- Lau! Vovô! Lau! – riu se retorcendo nos braços do mais velho. (nota: Lau= não)

- Você é meu agora ithen – grunhiu Elrond – e agora você vai tomar banho... já brincamos muito.

- Mas vovô... – lamentou fazendo um biquinho – eu banho ontem...

- E já está sujo de novo – o repreendeu ternamente – você deve tomar banho Ezellahen. Lembra que amanhã partiremos cedo para Gondor e não vai ter tempo para você tomar banho.

- Gondo? Onde eta Eldadion? – perguntou ladeando a cabeça.

- Tancave – suspirou – onde está esse bagunceiro do Elladan?

O sorriso antecipado de Ezellahen produziu calafrios em toda a coluna dorsal de Lord Elrond. Esses dois tinham se visto somente uma vez durante todo este tempo, mas essa única ocasião bastou para que sua casa de Valfenda ficasse um verdadeiro caos. Ainda bem que agora estariam em Gondor.

**No outro dia**

- Papi... mami eta bavo comigo?

- Não meu amor... – Elladan suspirou – o que acontece é que mami está melancólico. Acho que devemos procurar um namorado pra ele...

- Ah... – piscou – para que ganhe bejos?

- Acho que mami não quer só beijo. Os elfos têm certas necessidades, você sabe. Acho que mami precisa de alguém que o co... – olhou o rosto confuso de seu filhinho –*ejem*, bom nada. Ele precisa de um namorado e já.

- Em Gondo a gente acha um.

- Talvez... – terminou de arrumar a túnica e o levantou em seus braços – // E você deve falar mais em Quenya é para isso que seu avozinho se mata te ensinado//

Harry sorriu abraçando o pescoço de seu papi e encolheu os ombros.

//É divertido aborrecer meu avô não é// – sorriu malicioso.

Elladan só pode levantar uma sobrancelha ao ver este gesto e atitude tão parecida a sua em seu menino. Parecia que suas influencias estavam resultando um tanto... ruins depois de tudo.

//Pois não deveria... // – disse seriamente. Embora, seu gêmeo e ele mesmo o faziam, incontáveis vezes, mas Harry podia ser diferente. Suspirou – melhor a gente ir que já está ficando tarde.

Caminharam até chegar às portas da casa principal. Ali já os esperava o resto dos elfos de Valfenda que iam à viagem. Elrohir pegou Ezellahen no colo para levá-lo a sua montaria. Montar era algo que Harry adorava, sobretudo quando a velocidade era máxima. Era por isso que às vezes escapava até os estábulos onde Glorfindel o deixava montar um pequeno pônei que tinha recebido de presente do hobbits em seu primeiro aniversario na terra Media.

Como os gêmeos não sabiam exatamente em que data ele tinha nascido, decidiram festejar seu aniversário no dia em que o encontraram no bosque. A primeira festa foi uma alegria para a casa de Valfenda, todos foram convidados e o menino recebeu muitos presentes. Entre eles o pônei Piruru, uns brinquedos em forma de arco, flechas, espadas e roupa variada. Espantado novamente, seu irmão Elrohir tinha chorado durante a metade da festa vendo o belo sorriso que adornava o rosto de seu filhinho. Era óbvio para todos que esse gêmeo em particular precisava de um namorado... mas ele resistia.

A viagem era longa, então que quando chegava à noite decidiam acampar para poder descansar e dormir um pouco. Alguns vigiavam, pois, penosamente, ainda tinha alguma outra criatura escura andando por ai.

- Mami... – chamou Ezellahen a Elrohir –//Eo quelo namolado pa você...// – disse seriamente.

O gêmeo levantou uma sobrancelha e atraiu seu filho para sentá-lo em seu colo.

// E por que você quer conseguir um namorado pra mim?//

//Você ta trite mami, eo não gosto de te ver trite//

Sorriu com ternura, beijando o grande cabelo de seu pequeno.

//Seu sentimentos são muito nobres Ezellahen. Mas mami está procurando a pessoa indicada, assim que eu não vou ter qualquer namorado//

//Indi-cada?// – perguntou confuso.

//Sim para um elfo como mami só existe uma pessoa.. .eu só posso ter um namorado para vida toda, uma alma gêmea, alguém perfeito para mim. Entendeu?//

Houve um longo silencio, enquanto Harry brincava com os dedos que se fixavam em sua cintura seu rostinho estava franzido muito concentrado.

//Sim mami...// – disse afinal sobressaltando Elrohir. Ele não esperava que seu filho entendesse – //Haddy vai te ajudar encontra su alma gêmea//

- Hantale Ezellahen //Obrigado Ezellahen//


À

tarde do sexto dia de viagem por fim pôde divisar as portas da entrada das Minas de Tirith. Nesta época a cidade já estava completamente restaurada, era majestosa como antes da guerra. Os elfos incitaram seus cavalos a aumentar o ritmo para chegar o quanto antes.

Desceram dos cavalos nas grandes portas de entrada, se encontrando com o mago Mithandir que estava ali sorrindo de um jeito misterioso.

- Vô – Harry gritou correndo para grudar nas pernas do mago de barba branca.

- É bom te ver também Ezellahen. Você está maior desde última vez que nos vimos.

- Sim – se endireitou orgulhoso – eo creco rápido.

- Dá pra ver – remexeu os cabelos rebeldes – vamos procurar Eldarion? - Agachou-se até ficar da altura do menino – eu trouxe uma coisa pra vocês, um presente especial.

Ao ouvir essa palavra os olhos do menino brilharam e ele sorriu.

- Presente! – gritou pegando a mão do maior – vamo vô!

O menino arrastou o adulto até o castanho, enquanto os cenhos dos elfos se franziam. O rosto divertido de Gandalf não pressagiava nada de bom já que ele tinha uns gostos estranhos para dar presentes.

Não demoraram em encontrar o pequeno príncipe, tão logo pisaram no castelo e um vendaval moreno correu a estrelar-se contra eles. Harry sorriu pegando a mão de seu amiguinho.

- Eldadion!/ Harry! – gritaram ao mesmo tempo, causando uma careta de dor no mago.

- Ah já estão aqui – a voz melodiosa de Legolas chegou até eles, ele estava com uma pequena menina de dois meses nos braços a princesinha de Arnor e Gondor. Seu nome era Alana, era tão loira como seu "mãe" e seus olhos azuis escuros como de seu avô Thranduil – sejam bem-vindos.

O esposo do rei de Gondor sorria, mas por dentro estava horrorizado ao ver seu filho e Ezellahen falando nesse idioma que só eles conheciam, e ainda por cima Elboron estava por chegar. Os três juntos eram pura dinamite.

- O vô disse que tem presente Eldadion!

- É...?

Os meninos giraram para ver o mago com expectativa, enquanto o resto dos elfos de Valfenda entravam no hall do castelo para saudar Legolas e a pequena Alana.

O velho Istar se ajoelhou usando seu bastão como apoio e tirou duas pequenas urnas de cristal do interior de sua túnica branca. Com um movimento de sua mão estas bolas cresceram até alcançar uns trinta centímetros de largura. Dentro podiam-se ver dois pequenos animais adormecidos, um era negro como o carvão e o outro era branco como a neve.

- Despertem... – Gandalf sussurrou.

Os dois... Coelhos? Abriram os olhos só por um momento e logo se converteram em duas ranhuras, suas bocas formavam um sorriso de tranqüilidade. Com outro movimento de sua mão, os pequenos animais foram libertados de sua jaula de cristal e saltaram no chão. O negro tinha uma gema azul no meio de seus olhos e o branco uma vermelha, suas orelhas eram mais compridas do que de um coelho e caiam até no meio das suas costas. Ficavam em pé nas suas patas traseiras e seus braços eram curtinhos.

- POOOO? – disseram juntas, parecendo confusas depois de um grande bocejo. Tinham hibernado por um longo período.

- Estas são suas mascotes especiais meninos – o mago sorriu acariciando a cabeça do animal branco – elas se chamam Mokona, mas vocês podem mudar seus nomes se quiserem. O branco é seu Ezellahen – olhou para a Mokona branca e sorriu – quero te apresentar seu novo dono Mokona, este é Ezellahen espero que se dêem bem.

- POO! – gritou a Mokona branca saltando para chegar perto e Harry.

- Oi... – o menino murmurou pegando ela em seus braços. Era muito macio como algodão, muito mimosa e já estava se esfregando contra a bochecha do moreno.

- E a Mokona negra é sua Eldarion – os apresentou e a Mokona negra também se deu bem com seu novo dono – como eu já disse você são livres para mudar seus nomes.

Os meninos se olharam e com sua Mokona foram para um canto deliberar.

- Que classe de... bicho é esse Mithandir? – Lord Elrond quis saber, olhando com desconfiança para as criaturas.

- Ah... – sorriu de lado – são criações de uma velha amiga que decidiu se desfazer delas quando abandonou a Terra Media para ir ao universo de onde nosso amigo Godric Gryffindor veio. Na realidade não sei como ela conseguiu fazê-lo, mas deixou-me encarregado de suas mascotes. Elas vão servir os meninos muito bem, como verão, não são normais.

- O que elas têm de especiais? – Legolas se interessou.

- As gemas em suas cabeças são de um material especial. São mágicas e mediante isso os meninos podem se comunicar não importando a distancia, nem o universo, elas atuam como comunicador. Além do mais, elas também podem obter algum objeto que eles desejem... qualquer coisa.

- Ora... parece... interessante – Elladan murmurou.

- Não são perigosas? – Elrohir perguntou de cenho franzido.

- Claro que não – riu – são inofensivas, pode comprovar por si mesmo – fez um gesto com a mão para que as observassem.

A Mokona branca estava no ombro de Harry, acariciando com uma de suas orelhas a cabeça do menino, enquanto mexia seu bracinho livre em uma velocidade incrível. A Mokona negra escutava atentamente a conversa dos meninos e franzia seu cenho com algo que Eldarion dizia, enquanto negava furiosamente com a cabeça, ela estava entre os braços de seu novo dono.

No final a Mokota negra assentiu sorridente e os meninos se aproximaram dos adultos com sorrisos satisfeitos.

- Já falamos – Eldarion disse – minha Mokona é Ciaran.

- E o meo é Mokota.

- Uma boa decisão – Gandalf assentiu.

- Poo! Poo! – disseram Ciaran e Mokota juntas antes de descer dos braços de seus donos e pular até a saída mais próxima.

- Tas delas! – gritaram os meninos antes de sair atrás de suas mascotes.

- Eu espero que tenha sido uma boa idéia lhes dar este presente – Elrond murmurou com a cara fechada. Algo lhe dizia que muitas calamidades se esperavam com esses meninos e suas novas e adoráveis mascotes.

A tarde chegou e com ela Elboron e sua família. Os adultos não puderam evitar fazer uma careta quando os três meninos se reuniram. Elboron já estava com quatro anos e meio, Ezellahen tinha três e o pequeno Eldarion acabava de fazer um ano e seis meses. Os pequenos se davam "terrivelmente" bem, para a consternação de seus pais e babás ocasionais.

- Vamo bincar? – Ezellahen quis saber olhando o jardim.

- Onte choveu Eze... tem muito balo – Elboron comentou olhando o grande charco de lama que tinha no meio do jardim.

- Oh... não podemos bincar aqui – disse abatido.

- Poo! Poo! – as pequenas mascotes dos meninos passaram saltando perto deles e caíram no barro. Dando saltos divertidos, jogando gotinhas de barro por todos os lados e sujando seus pêlos suaves. Os três garotos se olharam e sorriram maliciosos. Depois de um gritinho excitado se uniram a Ciaran e Mokota e começaram a pular no barro. Nem era preciso dizer que estavam vestidos com finíssimas túnicas.

Saltavam felizes, rindo com a alegria de desfrutar das coisas simples, qualidade que alguns esquecem. Eldarion foi o primeiro a pegar barro em suas mãos, sorriu travesso antes de jogar em Ezellahen, o lodo caiu na cabeça do pequeno que ficou perplexo. Eldarion e Elboron começaram a rir, até que seus rostos foram cobertos por barro que lhe jogou o pequeno de olhos verdes. Desta maneira se iniciou uma grande guerra de barro.

Os adultos tinham deixados seus pequenos brincarem tranqüilos, sem vigilância, jamais imaginado o rumo que as coisas iam tomar. A guerra de barro se deteve para dar lugar a uma pequena luta no lodo onde puxavam as túnicas. Elboron foi o primeiro a cair, Ezellahen e Edarion foram em seu socorro, mas ao tentar ajudar seu amigo ambos caíram em cheio no barro embarrando-se até os cabelos. Os três pequenos pareciam criaturas do lodo, só pela cor dos olhos podiam diferenciá-los

As mascotinhas saltavam daqui pra lá "poopoopeando", tão sujas como seus donos.

De repente Elbodon deixou de pular, limpou sua cara para enxergar melhor e olhou para seus amigos com a carinha fechada.

- Tenho fome – sentenciou.

Elbodon e Harry se levantaram do chão e assentiram e junto com o príncipe correram espavoridos até o castelo depois de recolher suas mascotes do chão.


Aragor

n massageou suas têmporas decidindo que não podia continuar lendo esses contratos se não acalmá-se a algazarra que vinha de fora. Suspirou derrotado e saiu rumo ao salão principal de seu castelo para saber o que estava acontecendo.

A cena que o recebeu o fez levantar uma sobrancelha. Seu filho, o jovem Elboron e Ezellahen corriam de lá pra cá com sorrisos divertidos em seus rostos. Estavam cheios de barro, igual ao imaculado piso, sofá, tapete e paredes. Por todos os lados marcas de mãozinhas e pezinhos de crianças e de dois... coelhos... embora duvidasse que a nova mascote de seu filho e afilhado (pois os gêmeos tinham decido que Aragorn tinha que ser o padrinho de Harry) fossem realmente coelhos, mas pareciam. Elas estavam igualmente sujas dos pés a cabeça (igual aos meninos) tanto que não se distinguia a cor delas, nem sequer a cor das gemas em suas cabeças era notória debaixo de tanto barro.

Olhou para o resto dos presentes, Éomer e Boromir sorriam divertidos enquanto Èowyn gritava com seu filho para que parasse. Elladan tentava frear Elrohir, talvez dizendo que seu menino só estava se divertindo e que deixasse pra lá. Seu Adar e seu sogro pareciam estar em estado de choque, certamente nem seus gêmeos em sua época de crianças tinham causado tanto desastre. Seu amor estava ali, mas divido entre rir ou admoestar seu filho.

- Alguém pode me dizer o que se passa aqui?

Os meninos se detiveram e todos os olhares se digiriram ao rei.

Ezellahen levantou uma sobrancelha e olhou apara Eldarion e ambos olharam para Elboron.

- Papi...!

- Tio...!

- Padrinho...!

- POO!

- POO!

Depois destes gritinhos o rei de Gondor viu, horrorizado, como três manchas marrons corriam até ele, seguidas de suas mascotes. Não teve tempo de se esconder, os meninos abraçaram suas pernas sujando seus muito finos e caros trajes de rei, o fazendo cambalear e cair sentado no chão.

Pode escutar gemidos horrorizados de seus empregados e as gargalhadas daqueles que se diziam seus "amigos".

Os meninos riram e levaram suas mãos no rosto, no peito e braços do rei e terminaram de sujá-lo completamente. Aragorn suspirou, sorriu malicioso e começou a fazer cócegas nos meninos.

A verdade era que necessitava dessa distração de excesso de trabalho e estava agradecido a aqueles pequenos diabinhos com cara de anjo.

Continuará…


Nota da tradutora: Aqui mais um capitulo dessa fic maravilhosa... Agradeço aqueles que me presentearam com seus comentários. Por favor, continuem comentando, pois comentar não não custa nada, mas faz uma tradutoa e uma beta muito felizes...

Besitos nos vemos dentro de uma semana.