Chapter 7:

Deixando-se cair como um peso morto em cima da tampa do serviço, James fundiu seus ombros e olho a capa sedosa e mágica que tinha entre as mãos com expressão ausente. Sentindo a traqueia quase fechada em sua totalidade, começou a respirar com verdadeira dificuldade, enquanto um peso a cada vez maior assentava-se em seu peito, e, finalmente, deixou-se vencer, e, as lagrimas que pugnavam por sair de seus avelanados olhos, percorreram suas bochechas pálidas e suaves, criando sulcos marrons nelas. A culpa lhe abrumava, e sentir-se quase assassino estava-lhe destruindo por dentro. Por isso, entre lagrimas e prantos mal contidos, se prometeu a se mesmo ajudar a Snape a se recuperar, para que sua consciência, intranquila, voltasse a dormir.

Os minutos passaram com lentidão, enquanto James desafogava-se com total liberdade, sem ter que se justificar ante ninguém por seu comportamento. A culpa lhe corroía por dentro; talvez em seus momentos de maior ódio para Snape havia desejado provocar-lhe um grande dano, mas, para o castanho, de dano à morte havia um abismo intransponível. E ele o havia traspassado com honras, junto a seus amigos; podia imaginar a cara de Remus, contraída pela culpa e o medo, a profunda satisfação de Sirius, a insegurança de Peter, e, sobretudo e antes de qualquer coisa, o desprezo de Lily.

A pergunta surgiu, não obstante, de forma natural em seu interior; devia dizer a seus amigos sobre o ocorrido? Havia-lhe prometido a Snape que não o faria, e não faltava a sua palavra nunca, mas o assunto tinha garantido. As razões que se exporia a si mesmo radicavam realmente na culpabilidade que sentia em seu interior; seus amigos e ele haviam estado a ponto de matar a uma pessoa, independentemente de sua Casa, de sua inocência e de seu status social, mas não o sabia nenhum deles.

Por uma vez deixou que os pensamentos egoístas escapassem de seu controle, enquanto observava com dificuldade o branco solo do serviço dos varões; Por que somente sou eu o que sofre com isto? Por que não posso dormir eu e os demais sim? Não é justo que carregue com toda a responsabilidade do quase suicídio de Snape… - Os pensamentos e as ideias se golpeavam em sua mente, a cada qual mais hilariante e estralaria que a anterior, simultaneamente que se esfregou o rosto humedecido por seus lagrimas, tentando em vão se acalmar.

Repentinamente, a porta do serviço se abriu e, dantes de que pudesse se esconder, o autor de sua culpabilidade se encontrava diante de si. James alçou o rosto confuso, e ato seguido, sua mirada chocou com a penetrante de Snape. O escuro jovem olhava-lhe carente de sentimentos, sem mover-se um ápice de seu lugar, esperando a que Potter fizesse um movimento. Sua respiração agitada para que seu delgado peito subisse e baixasse rapidamente, e, seus lábios finos e pálidos, se encontravam levemente abertos, deixando que o castanho soubesse de seu cansaço.

Por momentos, James olhou-lhe sem saber que fazer; as lagrimas rodavam com lentidão pela tersa e pálida pele de suas bochechas, deixando uns sulcos de cor marrom, enquanto seus olhos se desidratavam e começavam a adquirir um tom vermelho. Não podia ver com clareza, mas James era capaz de assegurar que Snape havia ido ao serviço correndo, como se buscasse algo. Não obstante, dantes de que o castanho pudesse emitir um som por sua boca, o ruído de passos arrítmicos lhe fez se pôr alerta, enquanto Snape, baixando a voz, sussurrava:

- Vem Filch. - Ato seguido, o jogador de quidditch cerrou a porta do urinário individual com força, enquanto limpava-se com o dorso da mão as lagrimas derramadas dissimuladamente.

Com força, James empurrou a um Severus completamente estático para o fundo da estreita cavidade, simultaneamente que ele se colocava a seu lado, tentando que o porteiro não tivesse uma boa visão de seus pés por embaixo da porta de madeira clara. Com prontidão, o som da saída ao abrir-se inundou a habitação, enquanto James era observado por Severus; lentamente, o castanho girou seu rosto para olhar-lhe, e suas miradas, uma vez mais, ligaram-se; apesar de estar em perigo de outro castigo, o slytherin tinha a mirada vazia de todo sentimento, um detalhe quase imperceptível que fez que James se estremecesse.

Os passos mancados do homem ressoaram na estância, chegando até os ouvidos dos alunos sem dificuldade. As tochas, presas, revelavam que alguém mais aparte do bedel se encontrava ali, e esse foi o razoamento que sacou Filch, que empezo a golpear as portas dos urinários individuais para as abrir inesperadamente. Com força, empezo a mover as bisagras das aberturas, começando pela parte da esquerda, depois de ter dado um par de voltas antes pelo corredor que formavam as estruturas.

Nervoso, James escutou como Filch se acercava com lentidão para sua situação e, finalmente, depois de lançar uma ultima olhada a Snape, que continuava inexpressivo, se acerco ao e estendeu com rapidez a capa de invisibilidade para os cobrir a ambos, momentos dantes de que a porta do urinário se abrisse com força e os rapazes pudessem ver a figura de sua perseguidor a contraluz.

O rosto do velho porteiro, marcado pelas incipientes arrugas e a pequena sombra que começava a causar a barba mal rasurada, estava franzido pela concentração, enquanto seu nariz torcido se introduzia a cada vez mas na pequena estância. Não obstante, a escassos centímetros dos alunos, Filch afogou uma maldição pelo baixo enquanto girava-se bruscamente para sair da habitação, movendo seu cabelo longo e graxento de cor marrom.

No momento em que a porta se cerrou com um som seco e forte, James suspirou audivelmente, fechando os olhos em uma tentativa de relaxar-se. Mas rapidamente os abriu ao dar-se conta da posição na que estavam; os braços do castanho, situados a ambos lados do rosto de Snape, e seus corpos quase colados. Desde sua localização, podia sentir os músculos de suas antíteses completamente rígidos, tensos ante sua presença, enquanto sua pele, já de por si pálida, se volvia ainda mais branca.

- Por que chorava?- pergunto insoldável Severus, com uma expressão pétrea em seu rosto.

- Te perseguia a ti?- questionou James acordando-se de seu momento de debilidade. Ainda que sua cara não demonstrava a vergonha que sentia em seu interior, o calor começava a lhe abrasar as entranhas.

- S-sim… - a voz do rapaz falhou finalmente ao encontrar-se a tão poucos centímetros de seu rosto enfadado, enquanto tentava em vão traspassar a parede, pegando-se a ela. Embaixo da capa de invisibilidade, as respirações dos dois rapazes, tão diferentes entre eles, se uniam no ar, a escassa distância de seus rostos.

Continuaram em sua posição durante vários segundos mais, a cada um perdido em seus próprios pensamentos. James, confundido pela cercania de sua antítese, limitava-se a reconhecer-lhe como se se tratasse de um animal; suas facções semiocultas na escuridão davam-lhe um ar tétrico, seu cheiro a fechado e laboratório assemelhavam-lhe a um eremita, e sua complexão delgada e sem musculatura lhe faziam parecer débil e enfermiço; alguém digno de proteger.

Por sua vez, Severus encontrava-se estático em seu lugar, incapaz de mover-se, enquanto o calor ascendia por todo seu corpo. Apesar de ser mais alto que seu colega, este ultimo tinha uma força considerável comparada com a sua, e uma envidilhe segurança da qual o carecia por completo, ademais de umas facções belas dignas de um príncipe. Todo o conjunto de qualidades concentradas na mesma pessoa para que Severus se comportasse de forma estranha, algo que, aparte de lhe molestar, lhe produzia a cada vez mais vergonha.

Finalmente, James pôs distância entre os dois ao mover-se com rapidez para atrás, fazendo que a capa sedosa escorregasse por seu corpo até cair ao chão. Podia sentir tanto seu calor como o de seu colega, enquanto este ultimo agachava a cabeça, envergonhado de si mesmo. Por instantes, James se havia ficado embobado com a imagem de sua antítese, aquele ao qual deveria odiar, aquele ao qual deveria desprezar, e, no entanto, não o era.

Porque o ódio começava a desvanecer-se com lentidão para dar passo à lastima e à preocupação. E sábia que se queria continuar com seu plano, James deveria deixar sua animadversão a um lado e se centrar em ajudar ao garoto a sair do buraco no que lhe havia metido. Era sua culpa, e por isso tenderia que enfrentar as consequências.

Mas em seu plano havia uma falha com o que não contava: Snape não lhe dizia a verdade, ou ao menos não toda. Pelo momento era uma intuição, seu sexto sentido avisava-lhe disso a cada vez que se encontravam pelos corredores, nas classes, nas comidas… E James solia lhe fazer caso às intuições habitualmente, porque nunca lhe haviam falhado.

James olhou por ultima vez nesse dia a seu escuro colega, e, distinguindo com dificuldade seu rosto entre a negrura da que era presa a habitação, seus olhos caramelados lhe perfuraram sem piedade simultaneamente que lhe recordava com selvageria em um sussurro baixo:

- Amanhã, mesmo lugar, mesma hora.

Um assentimento foi todo o que recebeu por parte de Snape, que se manteve com a cabeça baixa, esperando a que se fosse para poder relaxar-se. Apesar dos acontecimentos atuais, Severus seguia temendo a James Potter e a sua força bruta, a seus sentimentos, a seus macabros e humilhantes ideias, entre outras coisas. Porque não se encontrava ainda com a segurança nem a confiança necessária como para aceitar que o garoto, por uma vez, não estava tentando rir do queria lhe fazer dano, senão simplesmente buscava uma redenção a seus crimes.

E, se James Potter queria redenção, o rapaz estava seguro de poder dá-la, de poder perdoar-lhe ainda que todo fosse fingido, com tal de não repetir a cena vivida. Porque, depois de ter sido sarandeado no ar em busca de respostas, depois de desafogar-se, a cercania com o garoto havia causado consideráveis estragos no garoto.

Não podia evitar se sentir humilhado, envergonhado por sua reação. Tentando concentrar na realidade, Severus alçou a mirada no momento em que James girou sobre seu eixo, e pôde ver suas largas costas varonil, que, comparada com a sua, a para ficar como feminina, débil, encrenque. Severus não desejava se comparar com suas antíteses, sábia que se acabaria mal parado, mas não pôde o evitar; tudo em seu colega parecia melhor que o que havia nele mesmo.

As palavras de seus colegas de habitação ressoaram em seus ouvidos com clareza; a ultima vez que lhe haviam dirigido a palavra, o dia em que eles haviam sabido toda a verdade. Esse dia, seus antigos amigos haviam cuspido em seu rosto a realidade, a verdade que todos calavam: era débil, inútil, e um sem-fim de qualidades denigrastes mais. Olhando ausentemente o lugar onde segundos dantes havia estado Potter, os ouvidos de Severus captaram o pequeno som que fez a porta de madeira escura e grossa do serviço masculino ao se fechar com macieza.

Segundos depois, as pálpebras do slytherin fecharam-se com alívio; sentia seu corpo ardendo como outras vezes havia sentido, e, igualmente a essas vezes, a vergonha lhe golpeava duramente, acordando-se de porque seu pai lhe odiava, entre outras razões.

Sabendo-se obrigado a fazê-lo, baixo a mirada ausente até suas calças, encontrando uma protuberância em sua entreperna, dissimulado pela penetrante escuridão que envolvia a estância. E, imediatamente depois, gemeu baixinho, tentando que mal se ouvisse o som emitido. Por segundos, suas bochechas adquiriram um tom vermelho, simultaneamente que se mordia o lábio inferior com indecisão; nunca antes se havia tocado a si mesmo, mas a ocasião o garantia. Somente havia masturbado uma vez a Lucius, e recordava-a com clareza em sua mente, por ser o dia de sua perdição.

_Flashback_

As ruas do bairro industrial da Londres muggle encontravam-se atestadas de lixo nas esquinas e contaminação no ar. A grande fabrica, no coração do subúrbio, com a impressionante lareira de cor cinza, expulsava dia e noite negra fumaça, cobrindo o céu de nuvens escuras e carregadas de poluição. O rio, próximo a fabrica-a, baixava em seu caminho para o mar com suas águas escurecidas. As aves, que paravam em suas orlas a repousar e beber de seu líquido, chapinavam no lodo.

Em torno de fabrica-a se distribuíam uniformemente as casas dos trabalhadores, em fileiras de moradias iguais, com o telhado enegrecido pela contaminação e as fachadas, antanho cinzas, escurecidas pela fumaça do grande mastodonte. Um pouco mais afastados da grande estrutura, as tabernas e os prostíbulos encontravam-se abertos as vinte e quatro horas do dia, e, junto a eles, os vagabundos e os trabalhadores ébrios se situavam nos becos sujos e mal alumiados, sem nenhum lugar aonde ir, ou sem ter os meios suficientes para ir.

E, entre sujeira e contaminação, em uma apartada pista estreita e abandonada, com uma suave detonação dois rapazes apareceram no distrito. O mas alto, com porte aristocrático, observou a seu ao redor com desprezo e superioridade, com uma leve careta de desagrado posada em seus finos lábios. Suas facções afiadas encontravam-se escurecidas pela má iluminação, seu cabelo platinado caia sobre seus ombros elegantemente, e seus olhos, de cor metálico, escrutavam com selvageria ao mendigo que, apostado contra a parede uns metros mais atrás, dormia ruidosamente, alheio à presença dos garotos.

Seu colega, não obstante, estava acostumado a essa cena tão típica em sua vida até os onze anos. Seu cabelo, lácio e negro como o carbono, caia a ambos lados de seu rosto citrino assemelhando a umas cortinas, seus olhos negros olhavam sem sentimento ao arredor, e seu nariz, gancho, tinha um leve parecido com o bico de uma águia. A complexão delgada e sua estatura mais baixa que a de seu colega, junto a suas infantis facções, lhe proporcionavam uma idade de catorze anos, ao invés que a Lucius Malfoy, que tinha dezessete.

O loiro girou-se para seu amigo, e, observando-lhe com superioridade, pergunto:

- Onde esta tua casa?

- Ainda falta um momento para que cheguemos, Lucius. - os dois rapazes começaram a caminhar, sorteando com agilidade ao dormente mendigo para sair do beco malcheiroso e sujo. - Obrigado por acompanhar-me a casa. - disse finalmente Severus com timidez, enquanto suas bochechas se tingiam de uma incipiente cor vermelha. Agachou a mirada envergonhado, simultaneamente que o aristocrata deslizava seu braço ao redor de seus estreitos e ossudos ombros.

- Não é nada… então que me dizes do que falamos? quererias unir-te a Ele? - o tom escuro de sua voz augurava más ações em um futuro próximo.

- Não sei… - baixando o tom de voz, Severus o explicou a seu acompanhante. - Não sei se quero matar muggles.

- Pensei que ambicionava poder, Sev.

- Não é o mesmo… é matar a pessoas, é diferente.

-Considera-los pessoas?

-… - por momentos, Severus deixo entrever seu indecisão. - Lucius, por favor, não comece outra vez…

- Vale, calo-me, como você queira. Mas quando triunfe o Senhor Tenebroso, não venha a mim a me pedir clemência. - seu tom seco e violento fez que seu colega se mordesse o lábio, mais inseguro que dantes.

O trajeto seguiu em silêncio, enquanto recorriam as sujas ruas de distrito, a cada um afundado em seus próprios pensamentos. A proposta de seu melhor amigo revolteava qual pomba ao redor da mente do pequeno Severus, atentando-lhe à aceitar; com o Senhor Tenebroso, autoproclamado herdeiro de Salazar Slytherin, poderia conseguir um poder imenso, ademais de conseguir a forma de vingar-se de Potter e suas álteres e um mínimo de respeito. Não obstante, matar pelo poder lhe parecia talvez, um pouco radical, de pessoas desesperadas.

Cedo, umas suaves gotas de água começaram a cair, e, rapidamente, a fina garoa começou a cobrar força. Lucius observou o céu com tédio, e ato seguido, sua vista acerada posou-se sobre a grande chaminé de fabrica-a, que, como já era habitual, seguia cuspindo fumaça negra e cinzas, contaminando todo o bairro. Severus olhou-lhe, e, pouco depois, disse:

- Meu pai não chega a casa até a noite, e minha mãe esta trabalhando… se queres podes te ficar até que termine de chover. - Com rapidez, os dois magos dobraram a esquina, e, ao final da rua da Fiação, Severus pôde divisar sua casa, idêntica às demais nessa rua, de tijolo cinza e coberta de fuligem. Imperceptivelmente, seu amigo assentiu com a cabeça, e começaram a caminhar mais depressa, querendo chegar ao lar de Severus o dantes possível.

Uma vez dentro, o mais pequeno agudizo o ouvido, tentando escutar sons que indicassem que havia alguém mais na casa. Pelo contrário, Lucius olhava com certa repugnância ao redor de si mesmo; tudo nessa moradia era inteiramente muggle. As paredes encontravam-se caiadas com papel cinza, que começava a se levantar pelas esquinas devido a sua antiguidade, e, o solo do chão, estava acarpetado na mesma cor que os muros, dando-lhe em seu conjunto um toque tétrico à casa.

Lucius observou pelo canto do olho a seu colega, que se afanava em recolher e deixar a mesa do salão mediamente limpa e sem restos de comida. A sujeira da rua se estendia também ao interior da casa, onde abundavam as garrafas de álcool vazias e os objetos rompidos, produto da ira do muggle que habitava a moradia. Com um sorriso malicioso, o loiro posou sua acerada mirada na pequena cruz que havia na entrada; tão asquerosamente muggle…

- Ele pode-te dar muito poder, Sev. - começou, sacando de novo o tema que anteriormente o rapaz havia conseguido evitar. Com segurança, aproximou-se a seu colega, enquanto este retrocedia. - E para conseguir o poder deves arriscar-te e fazer sacrifícios.

- Mas… Lucius, eu… - Severus caiu ao sofá marrom e desgastado entre balbucios; nunca ninguém se havia acercado tanto a sua pessoa, e isso lhe abrumava. O maior colocou-se em cima de si, enquanto suas mãos apoiavam-se a ambos lados de sua cabeça. Sua mirada prateada chocou contra a de Severus, aunada em medo e incomodidade, simultaneamente que contestava:

- Vamos, faz honra a tua Casa. Não por nada é ambicioso… ou me terei equivocado contigo?

- Aparta-te. - a voz de Severus soou demasiado alta, e Lucius não pôde menos que sorrir; quase nunca perdia os nervos, mas quando começava a gritar… lhe punha quente, tinha que o admitir. Descongelar ao mestre das poções era todo um repto, mas quando começava a atuar como um menino, lhe recordava sua verdadeira idade. Rapidamente, começou a sentir como o calor subia até suas bochechas e seus músculos se tensavam baixo a delicada e suave roupa que levava, digna de um rei.

Seu sorriso alargou-se ao recordar o plano que havia traçado tão magnificamente Narcisa, sua noiva, para acercar ao menino ao Senhor Tenebroso. Se havia deixado uma bolsa inteira de dinheiro para averiguar tudo sobre sua família, tentando encontrar algo, qualquer mínimo detalhe que conseguisse que o garoto mudasse de opinião com respeito a sua decisão de ser comensal. E, finalmente o havia encontrado; seu pai muggle, retrogrado, homofóbico e alcoólico.

A primeira parte do plano havia ido de maravilha, e Lucius já se encontrava em casa do rapaz. A segunda parte ia em processo; tinha que o convencer para que lhe tocasse, algo que começava a lhe resultar difícil, se o garoto seguia revolvendo-se dessa forma tão desesperada. Olhando acima dos movimentos de Severus a esfera de seu relógio de pulso, começou a preocupar-se; o tempo ia em seu contra. Baixo sua acerada vista até o rosto de seu colega com lascívia, que respirava agitadamente, e, com lentidão, acerco seus lábios ao lóbulo da orelha esquerda do garoto e sussurrou em seu ouvido:

- Vamos, Sev, agora não esta teu pai. Relaxa-te e desfruta do momento… ou faz-me desfrutar a mim, o que você queira. – a mão direita de Lucius baixo desde o cabeceira do maltratado sofá até o colo do moreno, que se estremecia sem poder o evitar. Uma vez ali, a mesma mão se colou por embaixo de sua t-shirt de manga longa, e, com lentidão, se abriu passo a traves das calças e a roupa interior do garoto, enquanto a esquerda baixava a bragueta da calça de Severus.

- Não, não faças isso, faz favor… - o menor se movia freneticamente, tentando se desfazer do forte agarre de seu colega. E, quando a mão de Lucius tocou, entre o pêlo púbico, seu pênis flácido, Severus redobrou seus esforços por tentar apartar ao loiro de em cima. - Para! Por favor, por favor, por favor…

- Como você queira… quer me tocar você a meu melhor?- pergunto com inocência enquanto retirava suas mãos de seu corpo. Ato seguido, o moreno começou a vestir-se com rapidez, enquanto olhava-lhe com a incomodidade escrita nos olhos; estavam em sua casa, tocando-se, e com seu pai a ponto de chegar.

Tomando seu silêncio como afirmação, Lucius tomou entre seus dedos a mão de delgados e pálidos dedos e a acerco a seu entreperna, simultaneamente que baixava com lentidão o ziper metálico de sua calça e suas cuecas, deixando à vista seu pênis ereto. Com timidez, as pontas dos dedos de Severus tocaram a cabeça do sexo de seu amigo, e, finalmente, coagido por Lucius, sua mão posou-se sobre seu falo com movimentos torpes e inseguros.

A garra de Lucius, em cima da sua, levando o controle, começou a mover a sua ao redor de seu pênis, com lentidão e um sorriso nos lábios. Rapidamente, o ritmo aumento, sempre baixo as indicações do loiro aristocrata, que não deixo de lhe guiar em todo momento, e, com um gemido gutural, o maior se veio em cima de sua roupa, manchando seu colo e sua entreperna, ligeiramente inflamada. Momentos depois, a porta se abriu com força, e Severus olhou a seu colega com medo; seu pai havia voltado, e realmente lhes havia apanhado com as mãos na massa.

Com passo mancado, o homem adulto chegou até a porta do salão e olhou em seu interior. Seu cabelo negro como o carbono embarcava um rosto alongado e de facções toscas, com uma mandíbula proeminente e um nariz semelhante à de seu filho. Seus olhos, pequenos e vispados, olharam em sua direção com ódio e desprezo, enquanto uma careta de asco se materializava em seus lábios delgados e pálidos. Mão direita, na qual se encontrava uma garrafa de cerveja meio vazia, exercia força sobre o escuro vidro, produto da ira que começava a acumular em seu interior.

Rapidamente, Malfoy colocou-se bem a roupa e, depois de um breve sorriso ao muggle, que não foi correspondida, se desapareceu com uma suave detonação segundos dantes de que a garrafa de álcool impactasse contra a parede detrás si. Severus observo a seu pai com o medo gravado em suas facções; a negra mirada do homem recaiu sobre ele, e, dantes de que pudesse se inventar uma desculpa, a mão grande e áspera de Tobias Snape se cerro sobre seu pescoço com força, simultaneamente que suas costas chocava contra a parede, produto do forte golpe. Em questão de segundos, o ar escapou de seus pulmões, e suas mãos, não tão grandes como as de sua progenitor, tentaram se soltar de sua agarre.

- Não podias ser mais anormal?! É um inútil, não sabes fazer nada bem!- os gritos de seu pai ressoaram em toda a moradia, sacudindo os alicerces com força. Um soco no rosto de seu filho, e seu lábio inferior começou a sangrar, enquanto sua cabeça rompia-se em duas pelo forte impacto contra a parede. O liquido vermelho começou a manchar o tapete e a parede, e, quando Severus pensou que se desmaiava por falta de oxigeno, sentiu como caia ao chão, incapaz de sustentar sobre as pernas. - Gostas?! Contesta-me!- exigia depois de seu silêncio.

Uma vez ali, as patadas não demoraram em chegar, fazendo que o rapaz se encolhia em seu lugar pela dor. Sua roupa, manchada com o sêmen de seu colega começava a calar-se, umedecendo sua pele lentamente. Por momentos, penso que seu pai havia terminado com ele por esse dia quando deixou de sentir os golpes que lhe propinava, mas não pôde se equivocar mais. As mãos do homem começaram a despir-lhe por completo, e, uma vez baixaram a calça, viram sua incipiente ereção, sua pergunta anterior baixo contestada. Rapidamente, o muggle voltou a golpear lhe, com ira e energia renovada. Não obstante, o desmaio não chegou até o momento em que o cinto de couro basto de seu pai caiu sobre suas costas nuas.

_Fim Flashback_

Com cuidado, baixou-se a bragueta metálica e se atendeu a si mesmo, coibido por sua própria atitude. Nunca dantes havia experimentado uma sensação tão intensa como aquela, mas lhe preocupava o fato de que seu sexo se tivesse levantado com um garoto, mas concretamente, com James Potter. Apesar de tudo, nessa escura noite os pesadelos não cavalgaram a seu lado.

N/T

Nossa que pai bruto o Sev tem hein coitadinho...

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Ate breve!