Capítulo VII – Sorriso.
As vezes eu queria entender como é sorrir.
Não é como se eu nunca tivesse sorrido, eu só não conseguia me lembrar como era dar um sorriso sincero. Sorrir, eu sorria muitas vezes. Sorria quando alguém perdia para mim, sorria quando eu ganhava doces, sorria quando conseguia resolver um caso sozinho.
Nenhum desses sorrisos era verdadeiro.
Eu só sabia disso, porque eu nunca consegui sorrir para você.
Por mais que eu tentasse, por mais que me esforçasse, eu só conseguia observar o seu sorriso. Nunca sorrir.
E você nunca me viu sorrir. Nem mesmo no dia em que você me disse que me amava e eu correspondi, dizendo que amava você.
Mas o seu sorriso era resplandecente, reconfortante. E eu então eu compreendi.
Eu não precisava lembrar como era sorrir e não precisava sorrir.
Porque você sorria por nós dois.
