"I should have known much better...".

N/a: Há quanto tempo, meus caros amigos, quanto tempo. Estou mesmo aqui porque finalmente consegui terminar a última parte da Trilogia Relíquias.

Difícil começar uma nota depois de muito desuso do meu cérebro para isso, mas, vamos ao que interessa dela.

Tudo começou... Com um lapso repentino descrito em Leilão de Relíquias, e então, meu anseio furioso por colocar no papel esse sopro de inspiração. E quanto mais eu escrevia, mais idéias me vinham. A história de RE me veio numa noite mal dormida e tenho esse péssimo habito de anotar as idéias só por cima, um rascunho sem nexo que, dois dias depois, não me lembro mais. Não foi o completo caso, mas...

Eu gostava muito da idéia inicial, de tudo o que havia imaginado para essa fic. Mas então... Fui me chateando com os rumos que RE tomou, em termos de história mesmo. Não quis deletá-la de maneira alguma, é muito triste ter de fazer isso; já me bastava uma experiência pouquíssimo interessante.

Os dois capítulos que postei nos dias anteriores eu já havia escrito há um bom tempo. Mas prometi que só postaria quando terminasse tudo e fosse capaz de dar alguma explicação decente. Não sou. Aparecia sempre um compromisso, uma prova, inspiração insignificante para enfim concluir a trilogia. Não há desculpas que possam justificar meus atrasos horrendos, até, quem sabe, meu descaso.

Não sabia como terminar essa bendita festa, nosso último episódio. Enfim consegui algo, que afinal, é um tanto distante do final 'triunfante' que imaginei para esta história.

O que sinto quanto ao sétimo capítulo é que faltou aquele "quê" que merecem os fins e que passa batido, rápido demais. Oh sim, um capítulo curto, como os outros todos foram. Talvez eu já esteja com saudades dessa fic (embora seja muito incompatível com minha postura), é isso que a gente sente quando o que se escreve acaba e... parece não ter mais sentido.

Voltar meses depois e dizer alguma coisa boa o suficiente para vocês, leitores, que fazem da gente escritora criaturas muito mais felizes, está sendo mais complicado do que eu podia imaginar. Também, não há muito mais o que falar. Peço MIL perdões, BILHÕES (embora ache que meus pecados são irremediáveis). E só posso esperar que ainda tenham vontade de acompanhar o último "canto" dessa minha saga marota.

Quanta seriedade, Deus! Hzuhzauhzauazhzaa... Bem... Mais grata a essas pessoas não poderia ser:

Juuu McMilt; Miss H. Granger; LeNaHhH; Sasha; Lady Blonde; Jehssik; Dm Tayashi; JHu Radcliffe; Srta. Black; Iliana; Cissy Black; LUUUUUH minha miguxa querida XD; Helenaaaaaaa saudades sempre; Babi Black - Sister distante, mas ajudou-me muito; Bia Lupin, Paty Evans – apoiou-me também e me escuta e isso já é bastante auhzauazhuzahzauha; Poppy, sister; Dita! Minha salvação! Que se não fosse por ela, isto não seria postado nesta data; Nikki, é óbvio, minha gêmea. Sorry, não pude mais esperar dear sister.

Portanto, nada de Beta... XP

AH. Próxima sexta-feira posto uma One Shot, que escrevi de presente a minha querida mana Nikki, e agora, presente para todos os que quiserem ler XD

Para os que ainda me agüentam!

Capítulo 7 – Festa

E uma ruiva corria desabalada pelas ruas de Londres. Diminuía nas esquinas para conferir o nome da rua e não trombar com ninguém; respirava avidamente o ar gelado, o cartão em mãos para conferir sempre o endereço.

Maldição.

Maldita hora em que se quer muito um vira-tempo. A chuva apertava a cada passo que ela dava e o nervosismo remoia as entranhas, embora a pressa a impedisse de pensar muito sobre isso.

Maldição!

Parou com as mãos no joelho e subiu os olhos para a placa acima. Esperava não estar enganada sobre o local da festa e, agora que achava estar perto, menos queria precisar estar lá...

Imaginou todos os rostos mirando-a como se dissessem: "Ah, como é tola!".

Então ofegava às portas do endereço indicado. O coração batia com força entre as costelas devido à corrida sob a chuva até ali.

Olhou com atenção para o salão elegante, e, para sua decepção, tudo parecia apagado. Não havia música nem gente brindando. Lily se permitiu uma careta e quis entrar para ter certeza que conseguira acabar com a própria festa surpresa.

A porta grande de vidro não estava trancada e ela a abriu, tirando uma mecha de cabelo molhado do rosto corado. Passeou os olhos pelo lugar deserto e sentiu a culpa que estivera ignorando durante o caminho. Sim, ruiva muito teimosa. Enganara a si mesma, exagerou nas lições de moral. Típico.

Mordeu o lábio e sentou-se encostada no que achou ser o balcão de drinks, de frente para a pista quadriculada. Envolveu os joelhos nos braços e sentiu-se a mesma Lily de anos atrás, estacada na lama com mil pensamentos confusos atravessando os neurônios.

Certamente o Maroto tivera atitudes mais do que desconfiáveis, imagine! Ele e Dorcas naquela pose... Era difícil acreditar, qualquer que fosse a desculpa. Porres no Caldeirão... Sempre seria um garoto no fim das contas.

Maldita prepotência. Covarde não seria, teria de procurá-lo, pedir perdão pelo amor de Merlin. Uma festa! A decoração tinha tons de vermelho e laranja, luzes formavam desenhos psicodélicos sobre o chão. A ruiva sorriu triste olhando pequenas estrelas de cristal que rutilavam, flutuando sob o silêncio.

Suspirou e ruído nenhum chamara sua atenção até que James chegasse muito perto, em pé, encarando a ruiva em trajes respeitáveis e as mãos no bolso.

- Isso já tá começando a ficar clichê – Disse ele e, ao invés de estender a mão como num episódio anterior, sentou-se ao lado de Lily, que riu (mais por desespero que achar graça). Acomodou-se ali, estendo uma cerveja amanteigada.

O coração voltava a espremer-se no peito da ruiva, que mirava a garrafa com gosto. De certo ele esperava que dissesse algo. Juntou a coragem que o orgulho deixou, encheu os pulmões, a boca aberta para começar.

- Feliz terceiro ano de namoro.

James olhou para o teto balançando a cabeça, segurando-se para não deixar que "Que namoro?" escapasse. Lily se contorceu um pouco, o remorso cutucava a consciência de modo perturbador.

- Olha... Eu sei que a culpa é minha, James. Não que me faltaram motivos pra isso, mas...

O remorso cutuca, mas a soberba reage com brasa.

- Lily... – Começou ele, em tom de quem discorda, mas que está cansado de rebater.

- Me perdoa? – Ela pediu simplesmente, os orbes verdes cintilando e implorando para o moreno sob a mira. Lily desviou os olhos, mordendo o lábio de novo. – Eu sei que estraguei a festa, mas...

- Estragou? – James fingia não sorrir.

- Ora.

- Por que eu te mandaria um convite se...

- YEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Do berro de Sirius seguiram-se muitos outros, luzes se acenderam e uma música animada começou a tocar.

Os convidados todos, em vestes requintadas, aparataram ali subitamente e os olhavam como que filhotes de cachorros.

James tirou um espelho do bolso, levantando-se e o colocando sobre a bancada do barman.

Lily cobriu os rosto com as mãos; todo mundo sabia que era fora ridícula e teimosa e a água da chuva ainda escorria dos cabelos.

- SIRIUS! Eu mandei você aparecer só depois da frase de efeito.

- Olha só o cervo mostrando os chifres.

- Nã...

- Cala a boca Pontas.

James fez uma careta e estendeu finalmente a mão para a namorada. A ruiva aceitou prontamente e um "AAAAAAAAAAH" tomou conta do salão. Os dois se abraçaram; Lily escondeu as bochechas vermelhas no ombro do Maroto.

- Me perdoa – Ela disse com voz manhosa. O outro sorriu e se afastou, acariciando seu rosto.

- Eu amo você, Lils.

- AAAAAAAAAAAAAH...

A ruiva abraçou James de novo, murmurando muitas vezes a mesma declaração do amado enquanto ele beijava seu pescoço.

- Tá, que gracinha. Vamos beber pessoal... – Sirius disse, fazendo uma garrafa de whisky servir a todos com um aceno da varinha.

- Minha taça, se não se importa? – A voz de Lene encheu os ouvidos do moreno. Ele a olhou de cima a baixo, pelos velhos tempos, para depois botar a bebida no copo da moça. – Quais são as novas?

- Roubei uma floricultura.

- Com que propósito?

Sirius a beijou quase em cólera e respondeu sua pergunta. Quando se separaram, ela murmurou alguma coisa que ele não escutou, apenas se preocupou em levantar um copo como num brinde para Peter e voltar a atenção para a amada.

Este respondeu ao aceno do amigo, olhando para os lados e fazendo o mesmo gesto para Remus.

Aluado logo se virou para Susan.

- Parece que é um fim feliz – Ela disse, sorrindo, recuperada das crises de tempos atrás. O rapaz a abraçou e apertou-a entre os braços, perdido no calor da namorada. Então davam passos devagar, no ritmo lento da música perfeita.

E assim os casais dançavam... como nunca haviam dançado antes. Mais uma noite marota digna de um relicário de memórias...

THE END!

That's all, folks!

Bia Black,

30 de Março de 2007.

Kisses and...

I solemnly swear that I'm up to good. Do you? XD