Esse cap não foi o mais agradável de escrever, mas deixo um beijo mesmo assim. E lembro, mais uma vez, QUE OS PERSONAGENS NÃO SÃO MEUS, SÃO DA RUMIKO.
Eu acordei com uma sensação de felicidade, não sabia por que. Que dia era hoje? Sábado. Ainda bem, por que eu não queria ir para a escola. O que foi que eu fiz ontem? De repente, uma apresentação de slides de mim mesma passou pela a minha cabeça. Eu sendo pedida em namoro por Inuyasha na escola. Eu brigando com Kouga. Eu indo à casa dos Taisho. Eu me acertando com Kouga. Eu arranjando Sesshy e Rin. Eu chorando enquanto recebia um anel maravilhoso. Eu dançando com o meu namorado.
Meu Deus! Inuyasha, meu namorado! Quem imaginaria? Eu com certeza que não. Mas ele me amava. Ele me disse isso. Duas vezes. E disse uma vez para o meu pai. Nossa! Como eu estava feliz! Liguei o notebook e pus Lady Gaga para cantar a todo o volume. Olhei-me no espelho. Eu estava horrorosa! Meu cabelo estava um ninho de ratos, meu vestido estava todo amassado e eu estava com a maquiagem toda borrada.
Rindo e escutando Lady Gaga dizer que nascera daquela maneira por que Deus não comete erros em "Born This Way", me arrumei pelo quarto. Tomei um banho, cantando alto no chuveiro. Vesti um short simples e uma regata branca com uma havaianas.
Como era maravilhoso ser a namorada do Inuyasha! Olhei para o meu dedo onde um lindo anel solitário de prata descansava e suspirei. Os Taisho tem mesmo um gosto incrível. Coloquei-o delicadamente na cabeceira da minha cama enquanto me arrumava para ir ver o Inu. Depois de tudo pronto, escovei os dentes, lavei as mãos e recoloquei o anel. Ele servia direitinho. Esquisito, mas um esquisito bom.
Passei no quarto do meu irmão e abri todas as cortinas. O sol já estava a pino. Olhei no relógio de cabeceira dele. 10h25min. Nossa! Eu acordara tão cedo! Desci devagar a escada e sorrindo. Quando cheguei à minha cozinha, Inuyasha estava ali. Sorri e fui até ele, que me esperava de braços abertos. Dei-lhe um beijo e fui imediatamente correspondida. O larguei e ele fez um biquinho.
- Bom dia! – disse, antes de largá-lo e ver o que é que tinha na geladeira.
- Bom dia! – ele respondeu – Seus pais saíram, disseram que era para você fazer o almoço.
- Eu fazer o almoço = Eu esquentar o que a mamãe deixou pronto. – eu disse e ri, pegando uma barra de cereal. – Você já comeu? – perguntei.
- Já. – ele respondeu e abriu os braços.
- Por que está aqui tão cedo? – falei após a primeira mordida, indo me sentar no seu colo.
- Eu dormi aqui. – ele me explicou e me pôs de lado no seu colo, de modo que eu continuava a olhá-lo.
- Seus pais não vão brigar? – eu perguntei, dando a segunda mordida.
- Não, eles sabem que eu estou aqui. – ele descansou o rosto na curva do meu pescoço.
- Ah! – exclamei, dando a terceira mordida.
- Que perfume? – Inuyasha perguntou.
- Añh? – falei após engolir a terceira mordida, já dando a quarta.
- Que perfume você usa? – ele repetiu – Seu cheiro é muito bom.
- Raramente uso perfume. – falei dando de ombros e dando a quinta e última mordida – Vamos organizar um almoço aqui?
- Como assim? – ele perguntou desconfiado.
- Um almoço. – eu revirei os olhos – Chamar a galera para comer aqui na minha casa.
- Seus pais não brigam? – ele perguntou, franzindo a testa ligeiramente.
- Meus pais adoram casa cheia. – disse me levantando e jogando a embalagem da barra fora.
- Tem comida para todo mundo? – ele ergueu as sobrancelhas.
- Hmmm... – falei, abrindo a geladeira – Duas lasanhas de frango, pernil assado, macarronada e um pudim enorme de sobremesa. Dá para umas dez pessoas. Não vamos chamar mais do que isso.
- Então está bem. – Inu concordou.
- Vá acordar o Souta, sim? – pedi – Vamos precisar dele.
- Para quê? – Inu perguntou.
- Para nada, quero que ele acorde. – eu disse sorrindo e ele riu.
Fiquei num silêncio esquisito por um tempo até que a campanhia tocou. Olhei desconfiada para a porta e a abri um pouco. Kouga estava distraído, olhando para o nada, um buquê de flores na mão.
- Oi, Kouga! – disse, abrindo a porta.
- Hei, Anne! – ele disse e sorriu – Eu vim ver se você está bem.
- Já almoçou? – perguntei.
- Não. – ele respondeu, confuso com a pergunta.
- Ótimo. – eu sorri – Vou fazer um almoço aqui em casa, entra!
- Claro! – ele disse, entrando e estendeu as flores – São para você, eu ia dizer "Fique bem logo", mas como você já está boa, espero que um "Continue bem" sirva.
- Claro que serve. – eu ri e peguei as flores, fechando a porta – Você nunca teve jeito para palavras, não? – eu perguntei, rindo e indo para a cozinha.
- Você me conhece. – ele falou e sentou na cadeira que Inuyasha estava antes – Você está aqui sozinha? – ele pareceu surpreso.
- Não, o Souta e o Inu estão lá em cima. – falei, pegando as lasanhas.
- Inumaru? – ele perguntou, brincando com uma fruta.
- Inuyasha. – respondi, colocando as lasanhas no forno e indo pegar meu celular.
Pude sentir Kouga me seguir, mas não fiquei abalada com isso. Era normal. Kouga detestava ficar sozinho, quando nós namorávamos, ele me dizia isso com frequência. Entrei no meu quarto e deixei a porta aberta, Kouga sentou na minha cama enquanto eu procurava meu celular.
- Hei, esquecida! – ele riu.
- O quê? – perguntei, virando-me para ele, que segurava algo lilás e bem quadrado e fino.
- O que seria de mim sem você? – perguntei sarcasticamente, dando um tapa na minha testa – Passa. Tenho que chamar a San, o Mi, Sesshy e Rin!
- A Rin estava realmente sumida. – ele comentou enquanto eu me sentava ao seu lado.
- Acho que ela não vai mais sumir tanto, afinal, com o Sesshy... – eu disse, procurando San na minha lista de contatos.
- Você é uma excelente cupido. – ele me elogiou.
- O próximo é você! – lhe garanti, com uma piscadela, o telefone já chamando.
- Alô? – San atendeu meio sonolenta.
- Oi, San! – falei animadamente – Hei, eu vou fazer um almoço hoje, você vem, não é? – perguntei.
- Claro! – ela se animou – Vou só me arrumar. Você melhorou?
- Estou ótima, obrigado à preocupação. – agradeci – Até, tenho que ligar para o Mi, o Sesshy e a Rin!
- O Sesshy e a Rin são tão lindos juntos1 – minha amiga disse.
- Eu sei! – falei, rindo - Tchau. – desliguei e liguei para o Mi.
- Alô. – ele atendeu depois de dois toques, parecendo entediado.
- Tenho a cura para o seu tédio! – afirmei.
- Qual? – ele perguntou animado.
- Um almoço aqui, só a gente, os mais próximos! – propus.
- Eu vou! – ele disse.
- Você viria de qualquer jeito mesmo, nem que eu tivesse que mandar o Inu te buscar a força! – eu ri – Já estou desligando, tenho que falar com o Sesshy e a Rin.
- Alô? – disse uma voz masculina encantadora após três toques.
- Bom dia, meu amor! – falei de brincadeira, rindo.
- Bom dia, minha linda! – ele correspondeu, também rindo.
- Tem almoço na minha casa hoje, traz a Rin, está bem? – propus.
- Tudo bem, eu vou buscá-la. – ele disse.
- E aí, vocês estão se dando bem? – perguntei.
- Muito! – ele pareceu ficar mais feliz – Obrigado, Anne, se não fosse você, eu jamais teria a conhecido.
- Ora, esse é o trabalho de uma boa cupido! – eu disse e ri – O.K. amor, tenho que ir agora, seu irmão deve estar me procurando.
- Vai lá, vou buscar a Rin e estou indo! – ele disse – Beijos!
- Está bem, beijos! – desliguei.
- Com quem você falava tão feliz? – perguntou Inuyasha, me dando um susto.
- Com o Sesshy. – eu respondi, a palma no colo do peito – Você me assustou!
- Só se assusta a pessoa que estava fazendo algo errado. – ele disse, cruzando os braços.
Por que ele estava assim? Olhei para onde ele olhava. Ah, é claro, Kouga.
- Que idiotice, Inu, o Kouga continua sendo o meu amigo! – eu disse, revoltada e saí, batendo meu ombro no dele.
- Hei, Anne. – chamou Kouga.
- O quê? – gritei de volta, nervosa.
- Gaga? – ele perguntou.
- Mas você não gosta dela. – falei sem entender.
- Você gosta. – ele disse e desceu, passando por mim e colocando o meu CD de Born This Way.
Comecei a cantarolar junto com a Gaga que cantava. Fui rebolando e saltando junto com a Gaga enquanto colocava a macarronada no microondas e o pernil novamente no forno. Peguei dez pratos quadrados e coloquei na mesa do jardim dos fundos. Lá soprava uma brisa boa, mas hora nenhuma deixava de ser de um clima incrivelmente agradável. A mesa era redonda e tinha exatas dez cadeiras. Voltei para pegar os copos. Encaixei um no outro e ouvi a campanhia.
- Souta! – gritei.
- Já estou indo! – ele gritou de volta.
Levei os copos para a mesa dos fundos. Agora faltavam os talheres. Cheguei e me deparei com todo mundo: meus pais, meu irmão, Inu, Kouga, Sesshy, Rin, San e Mi. Sorri para todos e dei um beijo na bochecha do meu pai.
- Podem ir, só estou pegando os talheres e daqui a pouco levo a comida e o suco. – falei.
- Eu te ajudo. – disseram Kouga e Inu ao mesmo tempo.
- O.K. – eu disse – Kouga, vá à frente e mostre o caminho a todos. Inu, pegue dez garfos, sim? Eu levo as facas.
- Eu levo as facas. – ele disse, já começando a contar dez facas enquanto Kouga mostrava o caminho aos meus amigos.
Levei os garfos com cuidado para não me espetar. Os pus no lado direito, sem saber ao certo se estava fazendo isso corretamente. Depois voltei para pegar o suco. Inuyasha me seguiu.
- Kagome, me desculpa! – ele pediu.
- Inu, o problema não é ter ciúmes. – eu suspirei – É que parece que você nem confia em mim.
- Confio em você. – ele pôs as mãos nos meus braços – Tenho medo dele.
- Medo? – perguntei, confusa.
- Ele já te machucou. – ele pareceu sentir dor só de lembrar e eu pus a palma da minha mão na sua bochecha e ele se inclinou para a minha mão e fechou os olhos – Não quero que isso aconteça de novo.
- Não vai acontecer. – eu disse e cheguei mais perto – Eu te amo. – falei, envolvendo seu pescoço com os braços.
- Eu te amo mais. – ele riu e passou os braços pela minha cintura.
- Duvido. – sussurrei antes de ele colar os lábios nos meus.
- Tudo bem, tudo bom, mas eu quero comer! – alguém disse atrás de mim e eu ri ao me separar de Inuyasha.
- Oi, Sesshy. – falei corada.
- Ora, a minha amiga santinha num beijo ardente desses! – ele pôs o braço ao redor do meu pescoço e depois bagunçou meu cabelo com a outra mão.
- Ah! – reclamei – Você sabe que eu detesto quando você faz isso!
- É por isso que faço. – ele disse e me deu um beijo no topo da cabeça – Eu levo as lasanhas.
- Está bem. – falei e lhe entreguei as lasanhas.
- Me dá o pernil. – Inu falou sorrindo.
- Aqui. – falei sorrindo de volta.
- Pode deixar que eu leve a macarronada, Kagome! – Rin se ofereceu sorrindo – Pagando o favor de você me arranjar um homem incrível!
- Vocês se merecem, são duas pessoas maravilhosas! – eu disse e a entreguei a macarronada.
Depois de pegar uma jarra enorme de suco de maracujá me dirigi ao jardim. Miroku conversava animadamente com Inu e Sesshy. San conversava com Rin. Souta e Kouga de davam muito bem, como sempre. Meus pais conversavam entre si e lançavam olhares para Inuyasha às vezes, como se avaliassem se ele era apropriado para mim. Ri e revirei os olhos e fui me sentar. Só tinha lugar entre Mi e Kouga. Sentei e vi o olhar de Inuyasha endurecer.
- Nossa... – eu falei – Estamos até parecendo à família Cullen.
- Sério? – perguntou Sesshy – A da Stephenie Meyer?
- Isso! – eu disse, sorrindo.
- Por quê? – ele perguntou.
- Por que eu estou vendo muita comida, mas ninguém comendo. – eu falei sorrindo e todos riram.
- O.K. – Kouga disse – Anne, põe para mim, por favor?
- Claro. – eu disse.
Kouga detestava ficar mexendo nas coisas na casa alheia, mesmo sendo a minha casa. Ele não gosta de macarronada, pus um pedaço razoável de lasanha e um pouco de peru. Depois de entregar o seu prato a Kouga (Obrigado, Anne!), fui me servir. Pus apenas lasanha. O cheiro estava bom.
Depois que todos já haviam comido e bebido, recomeçou o barulho. Todos falavam sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Eu revirei os olhos e ri. Olhei para o meu namorado, que conversava com o irmão e Rin entusiasmadamente. Ele era simplesmente incrível. Olhei mais uma vez o anel. O diamante ali era solitário. Único. Como ele. Como o nosso amor.
- Anne? – perguntou Kouga.
- Añh? – perguntei de volta.
- Eu estava te perguntando se você não quer ir comigo à zona de jogos hoje. – ele disse.
- Não vai dar. – eu disse – Eu vou sair com o Inu hoje. – expliquei.
- Ah, entendi. – ele falou.
- É que ele preparou uma surpresa para mim e eu quero fazer uma surpresa para ele. – disse, dando de ombros.
- Entendi. – ele olhou à volta – Hei, vamos, eu te ajudo com a louça.
- Claro! – falei, começando a pegar os copos.
Ele lavou e eu sequei e guardei num silêncio agradável durante um tempo.
- Por quê? – ele perguntou, ao me passar mais um prato quadrado.
- Porque o quê? – perguntei de volta.
- Por que acabou? – ele perguntou – Nós dois?
- Não vamos falar disso. – falei, suspirando.
- Vamos sim. – ele fechou a torneira e secou as mãos.
- Para começar, você me traiu. – eu disse e ele sacudiu a cabeça enquanto eu me recostava na bancada.
- Foi um erro. – ele falou e pôs um braço de cada lado da minha cintura e se apoiando na bancada atrás de mim, me deixando sem saída.
- Com licença, Kouga. – eu pedi.
- Não. – ele falou – Pelo menos me escute. Eu sei que foi errado, foi um erro. Eu admito: eu fui fraco. Mas eu te amo. – ele completou – Isso é o que me move e eu me dei conta disso quando te perdi.
- Percebeu tarde demais. – falei – Agora me deixe ir, ou eu vou gritar, Kouga.
- Kagome, me ouça, por favor! – ele pediu.
- Kouga, eu vou contar até três. – eu falei – Um.
- Eu sei que foi errado! – ele tentou.
- Dois.
- Ele não te ama, me escuta, Anne! – ele pediu.
- Três. – disse e gritei – Me solta agora!
- Não. – ele disse e se aproximou de mim.
- Socorro! – gritei, tentando sair dos seus braços.
Pow. Foi o que eu ouvi antes de Kouga cair inconsciente no chão. Olhei para o lado. Sesshoumaru resmungava e ainda estava com a mão cerrada.
- Sesshy! – eu choraminguei.
- Duas vezes. – ele disse, me abraçando.
- Obrigada. – falei, sem conseguir conter um soluço.
- O que ele fez? – ele perguntou.
- Nada, nada. – eu envolvi seu pescoço com os braços – Acho que ele tentou fazer o Inuyasha me ver com ele, assim o Inu terminaria comigo.
- Por que você acha isso? – ele falou, alisando minhas costas, numa tentativa de me acalmar.
- Ele tinha uma câmera. – eu apontei para a camisa que ele usava – Eu vi desde que ele chegou, mas desconsiderei a hipótese, quer dizer...
- Você nunca achou que ele faria isso. – ele completou.
- Exato. – eu disse, mais calma.
- Bem, acho que você pode ir para o seu namorado agora. – ele riu.
- É, e você pode ir para a sua Rin, não? – perguntei de volta, sorrindo.
- Ela ainda não é minha. – ele respondeu.
- Ainda. – revirei os olhos – Vocês homens da família Taisho se apaixonam rápido demais.
- Mas o nosso amor dura para sempre. – ele disse.
- Está bem, vá para a sua Rin que eu vou procurar o meu Inuyasha. – eu falei, me soltando dele e indo na direção da porta que dava para o jardim.
- Hei, antes temos que fazer algo com ele. – ele disse, apontando para Kouga com desdém.
- Não. – eu falei – Ele fica aí. Depois ele acorda e vai para casa. Vamos.
- Ficou má. – ele disse, rindo.
- Fiquei mesmo. – falei antes de sair para o jardim.
- Olá, Kagome. – disse uma figura que me deixou chocada.
- Kikyou? – perguntei – O que você faz aqui? Como você conseguiu entrar?
- O seu irmão me deixou entrar. – Droga – Bem, eu só vim mesmo pegar o meu Inuyasha para levá-lo comigo. Onde ele está?
- Eu não conheço nenhum seu Inuyasha. – falei, tentando reprimir a raiva.
- Claro que conhece. – ela disse, forçando um sorriso falso – Inuyasha Taisho.
- O único Inuyasha Taisho que eu conheço é o meu namorado. – falei.
- Você tem namorado, sua coisa? – ela perguntou com desdém.
- Me deixa em paz, Kikyou. – eu pedi com raiva – Você já é a "rainha" da escola. Eu só quero ser feliz.
- Com o seu namorado? – ela perguntou.
- Com o meu namorado. – afirmei.
- Bem, acontece que faz um tempinho, o Inuyasha era um rockeiro muito convicto sabe? – ela perguntou sorrindo cinicamente – E ele e uns amigos dele quebraram um ônibus e depois puseram fogo nele.
- O quê? – perguntei, surpresa.
- Sim. – ela disse – E sabe, eu naquela época eu filmei isso. – ela disse fingindo-se de desinteressada – E eu não sei o que você sabe de leis, mas isso é vandalismo e ele pode ser preso.
- Mas... – falei, sem reação.
- Pois é. – ela sorriu – Mas vamos fazer um acordo.
- Qual? – perguntei, já sabendo onde ela queria chegar.
- Você vai terminar com ele. – ela sussurrou – E em troca, eu não mostro a fita para a polícia.
- Ele não vai acreditar que eu quero romper com ele. – tentei desesperadamente conseguir continuar com Inuyasha.
- Vai se você disser: "Desculpa, Inuyasha, mas eu resolvi voltar com o Kouga. Ele é o melhor para mim." – ela riu – E você finge estar com o Kouga por um mês.
- Daqui a um mês a escola já vai ter acabado. – falei.
- Exato. – ela riu – Você vai para uma universidade bem longe, eu fico com ele e saímos todos no lucro. O Inu não é preso, eu fico com ele, você tem mais tempo para estudar e ainda fica com o Kouga.
- Eu... – eu não podia deixá-lo ser preso – Eu aceito.
- Ótimo! – ela riu – Você tem hoje para terminar com ele. Caso contrário, a cena vai vazar.
- Sai da minha casa. – falei.
- Claro. – ela não mudou seu humor – Já fiz tudo o que eu queria.
E ela saiu. Kikyou. Esta sempre conseguiu estragar a minha vida. Droga. Eu teria que terminar com o Inuyasha. Terminar com ele! Eu estava tão feliz, tão feliz... mas agora, mais uma vez, a Kikyou estragou tudo. Tudo! Eu a odeio. Eu. Odeio. A. Kikyou. Ela vai me pagar. Imbecil. Meu Inu... Inuyasha Taisho, meu Inuyasha Taisho. Esse nunca mais seria meu. Eu não posso.
Não posso prejudicá-lo. Eu teria que terminar com ele. Ele saberia superar. Eu certamente não, mas isso não importa. Eu o amo. Mas o melhor que eu tenho a fazer, é deixá-lo ir. E eu vou. Segui determinada para o jardim. Ele conversava com Sesshoumaru e parecia decidir algo. Parece que havia decidido, pois ele sorriu e foi em direção à porta.
- Inu! – chamei e ele virou e sorriu, abrindo os braços, para onde não pude evitar correr.
- Oi, meu amor. – ele falou e eu senti uma imensa tristeza dentro de mim.
- Eu preciso falar com você. – eu disse.
- Claro. – ele falou – Vem comigo, eu vou para casa, você me conta lá.
Quis dizer "não", mas Sesshoumaru apareceu ali atrás dele bem na hora. Peguei a minha bolsa com o meu celular e segui-os. Fomos eu, Inu, Sesshy e Rin para o carro do Sesshy. Foi um longo caminho. Eu pensava em como ia dizer aquilo para ele. "Inu, eu me arrependi e estou com o Kouga agora"? Não dava. Isso é errado. Mas não posso deixá-lo ser preso. Quando descemos, ele me levou para o sofá, me puxando pelas mãos. Sesshy subiu com Rin e eu não ouvi os pais deles. Suspirei e comecei.
- Inu, eu realmente não posso. – eu disse, soltando a mão dele.
- Como assim? – ele tentou pegar a minha mão e eu cruzei os braços e desviei o olhar.
- Não posso continuar com você. – eu menti – Isso está errado. Eu vou voltar para o Kouga.
- Como assim? – ele perguntou, como se tivesse levado um soco no estômago.
- Não posso. – eu falei tentando reprimir que as lágrimas rolassem, mas não obtive sucesso – Eu acho que isso acaba aqui.
- Não. – ele disse – Você disse que me amava!
- Eu menti. – menti e mais lágrimas rolaram.
Olhei para o anel que agora era nada menos do que o símbolo da minha dor. O tirei devagar e abri a mão de Inuyasha. Depositei o anel ali.
- Eu já vou. – eu disse, mais lágrimas rolando – Não precisa me acompanhar.
- V... – ele tentou falar, mas eu o interrompi.
- Você tem o telefone da Kikyou? – perguntei.
- Tenho. – ele disse, sem entender.
- Pode me dizer? – falei, pegando o meu celular.
- Claro. ****-9487. – ele falou.
- ****-9487. – eu disse – Obrigada.
Virei e saí, batendo a porta em seguida. Disquei o número de Kikyou.
- Alô? – ela disse numa voz enjoada.
- Você continuará com o trato se eu sair da cidade? – perguntei.
- Claro. – ela falou, parecendo feliz.
- O.K. – eu disse – Já cumpri a minha parte. Adeus.
Desliguei na cara dela e disquei o número de Inumaru, ainda correndo.
- Alô? – ele atendeu.
- Inu? É a Anne. – eu informei.
- Oi, Anne! – ele disse.
- Quando você vai ver seu pai? – perguntei.
- Amanhã. – ele disse – Por quê?
- Posso ir junto? – perguntei.
- Claro! – ele se entusiasmou – Vai ser legal você passar o domingo lá, e...
- Não. – eu discordei – Eu não vou passar o domingo. Vou me mudar.
Desculpa-me, pessoal. Mas eu realmente tive que fazer isso. Vocês vão ver no desenrolar da história. Bem, acho que posso deixar beijos? Não deixem de ler, prometo um final incrível. Sarah, espero ter satisfeito tua curiosidade. Mais uma vez: não me mate!
